Polícia Civil alerta para o aumento de golpes durante a pandemia


- Por: Redação 1

Polícia Civil alerta para o aumento de golpes durante a pandemia
Criminosos roubam dados e enganam vítimas para conseguir cartões de crédito e realizar compras

O isolamento social provocado pela pandemia do Covid-19 fez aumentar o número de golpes de diversos tipos, isso porque quadrilhas aproveitam o crescimento de transações digitais para capturar dados. Em Foz do Iguaçu, a Polícia Civil emitiu um alerta para que a população fique atenta a ação de estelionatários. Um levantamento feito pela instituição mostra que entre janeiro e maio de 2019 foram registrados 58 golpes na cidade. No mesmo período deste ano foram 107 casos.  

Um dos crimes que vem ocorrendo com frequência na região é o “golpe do motoboy”. A 6ª Subdivisão Policial (6ª SDP) recebeu uma série de denúncias nos últimos dias e está investigando os casos. Os métodos dos bandidos não são novos. Eles usam a chamada engenharia social para obter dados, senhas e informações pessoais dos clientes.

De acordo com a polícia, o “golpe do motoboy”, assim como o “bilhete premiado”, já é bastante conhecido. Nele os criminosos entram em contato com as vítimas se fazendo passar pelo banco para comunicar a realização de transações suspeitas com o cartão de crédito ou em conta corrente do cliente.  

Depois de convencer a vítima sobre a situação, os estelionatários pedem que ela ligue para o número de telefone impresso no verso do cartão. A chamada é desviada para um uma central falsa que solicita a digitação de uma senha para desbloqueio. Para passar uma imagem de segurança, os criminosos orientam ainda a vítima a cortar o cartão ao meio, no sentido do comprimento, para inutilizar a tarja magnética.

Para finalizar o golpe os criminosos informar à vítima que um motoboy será enviado para recolher o cartão supostamente clonado para que sejam feitas outras análises necessárias para o cancelamento das compras irregulares. Em posse do cartão os bandidos usam o chip, que permanece intacto, para fazer compras em diversos meios. 

A delegada da 6ª SDP, Araci Carmem Costa Vargas, ressalta que as maiores vítimas desse e de outros golpes continuam sendo os idosos. Na dúvida, é importante conversar com pessoas de confiança e entrar em contato direto com a instituição financeira responsável pelo cartão. 
“O primeiro ponto a ser observado é que bancos não entram em contato informando sobre golpes, é a pessoa que precisa perceber quando foi vítima e buscar auxílio. O segundo ponto é que instituições financeiras não pedem senhas. O terceiro ponto é que o cartão, enquanto objeto, não tem utilidade nenhuma para o banco. Se a pessoa achar que deve entregá-lo, deve se lembrar de inutilizar o chip que é onde estão contidas todas as informações do proprietário”, ressalta a delegada. 

Ao perceber que foi vítima de um golpe, a pessoa deve sempre procurar a delegacia para registrar um boletim de ocorrência. “Qualquer prejuízo que a pessoa tenha deve ser informado à polícia. Muitas vítimas tiveram perdas de grande monta, porque enquanto existir possibilidade de sacar da conta da pessoa os criminosos vão sacar”, alerta Araci. 

Da redação 
Foto: divulgação 

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