Polêmico


- Por: Redação 1

Polêmico

Na sessão desta terça-feira (07/12) o vereador Galhardo apresentou nada menos que 31 requerimentos, sendo um, com ares de estranheza por parte do governo, por pedir "explicações" sobre as funções do vice-prefeito, ou o que ele tem feito. O pensamento sobre o Requerimento 787/2021 se divide em três vias: uns encararam a inciativa como deselegante; para outros, foi falta do que fazer mesmo, servindo como intimidação e em terceira hipótese, isso pode acabar como uma espécie de “cala boca”, porque o Delegado não é de levar para casa e fará questão de apresentar tudo o que faz, coisa que deve surpreender o vereador. Sampaio é o “Chico” que trabalha quieto. 

Para todos os lados
O mais estranho foi que muitos requerimentos são endereçados a deputados, de todos os partidos. No entanto, ao analisar a pauta com calma, este colunista percebeu que juntamente com a pilha de requerimentos havia 41 indicações e pedidos à Prefeitura. De um lado ataca, mas de outro pede? É o estilo “raiz” do vereador, como acontecia na novela “O Bem Amado”. 

Pode ou não pode? 
O vereador Galhardo pinta e borda. Parece que tomou suco com veneno de surucucu, tinhoso na pegada. Ele protocolou também o Requerimento 779/2021, que dentre outras, quer informações do deputado federal Vermelho, sobre os repasses de verbas na modalidade “emendas”. Ontem alguém ligou para o Corvo informando que isso era “inconstitucional”, pois haveria uma “interferência de poderes”. Será? 

Pode sim senhor!
Explicação: Vermelho e Galhardo pertencem ao Poder Legislativo, independentemente de onde atuam, se na Câmara Federal ou Municipal. O deputado federal comanda um gabinete, nada menos que uma instituição, logo, um vereador pode questionar ou pedir esclarecimentos sobre ações no seu município. O Corvo ainda não sabe se o deputado vai atender ao requerimento. 

Dentre outras
O Corvo soube que o deputado Vermelho recebeu a notícia com ares de ressabiado, porque presta conta de todas as suas ações. Isso é transparente e o vereador poderia economizar o seu tempo e do parlamentar em Brasília, pesquisando. Em seu requerimento, Galhardo quer também uma espécie de “balanço” de todas as ações que envolvam Foz e isso ocuparia pelo menos uns dois dias inteiros, se o caso fosse o Vermelho esmiuçar cada um dos projetos e intenções na cidade. É muita coisa. Se a assessoria do vereador, ou ele mesmo fizer uma busca na internet terá tudo em mãos.  

Jogada
Dizem pela pastelaria da Câmara, que o vereador Galhardo entrou nessa, com a intenção de cutucar o prefeito Chico. Usar o Vermelho como massa de manobra pode não ser lá uma boa estratégia; certamente ele pedirá para o escudeiro Sérgio Beltrame segurar o rojão e comparecer à Câmara, com os esclarecimentos. Apesar de, indiretamente, Galhardo acabar armando um palanque, o deputado não gosta de usar desses subterfúgios, nem em tempos de desentendimentos com o prefeito. Vermelho prefere “olhos nos olhos”, com ou sem a faca nos dentes. 

Briga inóspita
Que barbaridade hein? Um gaúcho e um paraibano escolherem logo Foz para pelear? No coloquial, essa encrenca de “pala e bombacha”, com “gibão e chapéu de couro” se encaixa ou nos pampas ou na caatinga. Vamos fazer uma reparação: não foi o Vermelho quem cutucou e sim, foi cutucado. Logo, a palavra “peleia” não se justificaria ao o que de fato ocorre. Relembrando, o prefeito Chico largou o verbo em cima do Vermelho, quando foi vistoriar as obras da Av. Olímpio Rafagnin. Dizem as más línguas, que ele teria visto o vereador João Morales pelas redondezas e associou o fato ao deputado. Chico não sabe, mas as relações não andam lá muito afinadas entre Vermelho e Morales. 

Vai longe
Desde o desabafo do prefeito, há um espinho na garganta de uma porção de pessoas na área política, até mesmo em gente do governo. Ninguém entendeu absolutamente nada, e isso cria margem à imaginação. Andam comentando pelos bastidores, que o Chico teria resolvido ser candidato a deputado federal e por isso armou o teatro. 

Hipótese
Chico nega o que seria uma espécie de “lenda”, para ele. No mais, necessitaria fazer uma manobra das bem complicadas. Se renunciar para ser candidato e não mudar de partido, corre o risco de ficar sem legenda. No mais, com a pandemia, e, tudo o que aconteceu nos últimos anos, concorrer em eleições é uma aventura sem resultado certo. Um perigo. Mas vai lá saber o que passa na cabeça dos políticos. 

E o Vermelho? 
A situação do deputado é bem diferente, ele é candidatíssimo à reeleição, e quer continuar em Brasília. A atual encrenca só serve para deixa-lo mais à vontade no processo. Essa leitura cada um que faça como bem entender, porque este colunista não faz exercício com bola de cristal. Muita água vai passar embaixo das pontes da Amizade, Fraternidade e também Integração, com as obras avançando.   

Vereador Guloso 
Corre solto pelos corredores da Câmara, que um vereador visita o gabinete do Prefeito a cada dois dias, e, mesmo sem hora marcada. Fica por lá até ser atendido. Um assessor da prefeitura comentou que o papo é sempre o mesmo: pedidos e mais pedidos. Ao que parece, o parlamentar entendeu que fazer indicações é muito trabalhoso, daí vai pessoalmente passar o chapéu na prefeitura. Quando o prefeito não o recebe, parte para cima dos secretários.

E o que ele mais pede?
Pede emprego para assessores e correligionários; é uma “pedição” medonha e que já está causando indisposição até nas moças que trabalham no gabinete. Dizem que a “bateção” de ponto é tamanha, que o vereador deixou até uma caneca com o seu nome, para levarem o café, quando está por lá. 

E a pastelaria?
Corvo, de tanto você escrever, fui conhecer a tal pastelaria em frente à Câmara de Foz. Pedi pastel de carne e ele me lembrou as feiras públicas, quando a gente dá uma mordida e sai aquele bafo quente no beiço. Isso não é pejorativo, porque pastel tem que ser desse jeito. Lamentavelmente, na hora em que fui, não havia vereadores e nem mesmo assessores. Perguntei sobre eles e a pessoa fez cara de quem não escuta, não vê e nem fala, igual aqueles três macaquinhos. 
José S. C. Palhares

O Corvo responde: já que o leitor abordou o estabelecimento especializado em massa à base de farinha, com forma de um envelope, recheada e depois se frita por imersão em óleo fervente, vamos lembrar que apesar do alimento popular mais consumido no Brasil, a iguaria é de origem europeia e não asiática, como muitos imaginam. Pois bem, a notícia que brotou da referida pastelaria, desta vez, é sobre uma virtual disputa pelas diretorias da Câmara na virada de ano. Apesar de serem cargos de nomeação do Presidente do Legislativo, há "sugestões" de vários novos nomes. Pelo visto todo mundo quer os querem os aliados contemplados. 

No recesso
Pelo visto, o recesso de final de ano que se aproxima, promete muitas emoções aos que gostam de política. Uma evidência é o sutil aviso: “este ano não viajarei para a praia”.  

Requerimentos  
A ferramenta legislativa deveria ter sempre a função nobre de fiscalizar a coisa pública, mas acaba sendo utilizada para fins diferentes, como "dar o troco" em alguém. 

Indicações 
O fato é que muitas vezes, os vereadores acabam criando uma "saia justa", quando acabam "passando a bola" para a prefeitura. Por exemplo, se o munícipe precisa de algo que o vereador acha difícil ou até impossível fazer, ao invés dele dizer claramente que não pode, que não atenderá ou mesmo, que não é sua atribuição, ele no fim, acaba fazendo a indicação, e, posta nas redes sociais que o assunto passou a ser de competência do prefeito. Que situação hein? 

Demolição
O Corvo passou em frente à montanha de entulhos em que se transformou a Santa Casa Monsenhor Guilherme. Chegou a dar uma coceira para apanhar um pouco de tijolos maciços antigos, coisa que não existe mais. Mas saber que lá haverá um memorial já é um grande consolo. Houve um período em que os habitantes nasciam, se tratavam ou morriam naquele local, como aliás, ocorre em todos os grandes hospitais. A Santa Case merece a memória respaldada.

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