Operação da Polícia Federal contra o tráfico de armas cumpre mandados em Foz e STI


- Por: Redação 1

Operação da Polícia Federal contra o tráfico de armas cumpre mandados em Foz e STI
Criminosos importavam kits que transformam armas de fogo comuns em submetralhadoras 

Uma operação deflagrada pela Polícia Federal, na manhã de ontem (29), cumpriu mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu. A ação, batizada de “Mercado das Armas”, aconteceu simultaneamente em outras 15 cidades, distribuídas em oito estados. 

Os investigados são suspeitos de envolvimento em um grupo criminoso que atuava no tráfico internacional de armas de fogo e acessórios. Boa parte dos artefatos era importada do Paraguai de forma clandestina e distribuída para diversas regiões do Brasil. 
Ao todo foram cumpridas 25 ordens judiciais no Paraná, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do sul, São Paulo e Sergipe. As medidas foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba após um longo período de investigações, que identificou o modus operandi da quadrilha. 

Cerca de 130 policiais participaram da ação, que resultou na apreensão de diversas armas de grosso calibre, escondidas dentro de equipamentos como rádios, climatizadores de ar e panelas elétricas. Tudo era cuidadosamente embalado e despachado em agências dos Correios e transportadoras privadas. 

Somente na operação dessa quarta-feira foram retidos R$ 230 mil em espécie, duas pistolas de calibres 9mm e .40, um revólver de calibre 38, sete carregadores, 172 munições de calibres 9mm, .40, 380 e 38; duas miras holográficas, equipamentos de airsoft, relógios, joias, celulares, tablets e um veículo. 

Conforme apurado pela PF, o grupo possuía pessoas específicas nas regiões de fronteira, que faziam o trabalho de travessia do Paraguai para o Brasil em posse dos artefatos. 

Um dos acessórios importados de forma ilegal e comercializado em território nacional pelos criminosos chamou a atenção das equipes de segurança. O conhecido “Kit Roni”, que possui modelos para uso exclusivo com pistolas de airsoft, era adaptado pelos criminosos para ser utilizado com armas de fogo e munições reais, tornando o equipamento uma espécie de submetralhadora. Nesse artefato é possível ainda usar carregadores estendidos e seletores de rajadas. 

Os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de armas de fogo e acessórios, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Se condenados poderão ter penas de até 12 anos de prisão.  


Da redação
Fotos: Polícia Federal 

 

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