Onça-parda é flagrada por câmeras passeando nas ruas da Vila A


- Por: Redação 1

Onça-parda é flagrada por câmeras passeando nas ruas da Vila A
A onça-parda foi flagrada por câmeras caminhando tranquilamente na Vila A

O assunto principal nas redes sociais dos moradores da região Norte de Foz do Iguaçu foi o passeio noturno de uma onça-parda andando tranquilamente pelas ruas da Vila A.

Na madrugada desta terça-feira (15) o animal foi flagrado pelas câmeras de algumas casas da região. Em uma residência, a onça ficou parada durante alguns segundos em frente ao portão para depois prossegui seu passeio.

“Nunca tinha visto uma coisa assim aqui na região. A gente só ficou sabendo porque o nosso vizinho havia comentado sobre a aparição de um animal estranho. Fomos ver os registros da câmera e constatamos ser uma onça. O pessoal ficou até com medo”, comentou o morador da Vila A, Wilson Khiara, à equipe da RPCTV.

"Estamos falando para o pessoal tomar mais cuidado, porque pode ser que a onça volte, apesar do animal passear de madrugada, horário que não tem quase ninguém na rua, já que tem hábito noturno. Uma bióloga do grupo disse que não precisa ficar com tanto medo, porque o animal tem mais medo da gente, mas é importante ficar de olho nas crianças e animais de estimação", acrescentou Khiara, que mora perto da pista de caminhada.

Nas proximidades de onde a onça foi avistada existe uma mata e um riacho, mas a reserva é pequena e tem ruas movimentadas, como a Tancredo Neves, Paraná e BR-277. Portanto, dificilmente a onça esteja vivendo por ali.
As imagens foram apresentadas à coordenadora do projeto Onça do Iguaçu, Yara Barros, que monitora as onças-pintadas do Parque Nacional do Iguaçu. A bióloga disse que parecer ser uma onça-parda jovem. “Nas matas do Refúgio Biológico da Itaipu existem algumas onças. Pode ser que ela tenha saído da matada e ido para a área urbana”, comentou Yara.
 

NOTA DA ITAIPU SOBRE A ONÇA AVISTADA NA VILA A
A Itaipu Binacional vem a público informar que a onça-parda avistada na Vila A, em Foz do Iguaçu, com imagens captadas por câmeras de segurança, nesta terça-feira (15), é uma espécie que ocorre nos ambientes naturais da região e em todos os biomas brasileiros. Estes animais esporadicamente podem sair de seu habitat natural e adentrar em ambientes urbanos quando estão à procura de novos territórios. Existem relatos de aparições semelhantes à da Vila A em diferentes regiões do território nacional. 
Embora a Itaipu não tenha responsabilidade ou controle da ocorrência do animal em ambientes naturais ou urbanos, a empresa coloca o seu quadro técnico à disposição das autoridades para colaborar, na medida do possível, com ações de educação ambiental e de orientação à população. 
A Itaipu esclarece ainda que desenvolve programas de reprodução em cativeiro de espécies ameaçadas de extinção, como onças-pintadas, harpias e antas, entre outros, com resultados positivos para a conservação. Estes animais, no entanto, vivem em ambientes controlados, monitorados por profissionais capacitados, como biólogos e médicos-veterinários, e participam de programas conservação e de educação ambiental. 

Caso aviste uma onça, a primeira orientação é chamar imediatamente a Força Verde pelos telefones (45) 3575-2424. Em seguida, siga as instruções:
- Mantenha a calma, não grite, não faça movimentos bruscos e não se movimente em direção ao animal. Ele naturalmente tende a fugir de seres humanos.
- Nunca tente se aproximar do animal. Deixe-o continuar o seu trajeto. 
- Nunca saia de um local seguro para visualizar melhor o animal, nem para fazer registros como fotografias ou filmagens. 
- Caso esteja a pé, não vire de costas para a onça; mantenha o contato visual, mas sem ser diretamente nos olhos do animal.
- Levante os braços sem movimentos bruscos e, caso esteja com criança, a coloque sobre os ombros, para parecer maior e ser reconhecido como um humano; afaste-se lentamente até alcançar distância ou local seguro.
- Apenas caso seja acuado pelo animal e sem possibilidade de sair do local, utilize algum dispositivo sonoro, como apito ou buzina; na falta de um dispositivo, grite e bata palmas para se defender e assustar o animal. Não o assuste sem necessidade. (imprensa de Itaipu)

Da redação

Leia mais na edição impressa.

Relacionadas