Obras da nova cadeia pública de Foz estão 99,8% concluídas, afirma Estado


- Por: Redação 1

Obras da nova cadeia pública de Foz estão 99,8% concluídas, afirma Estado
 Nova cadeia pública de Foz do Iguaçu terá capacidade para mais de 750 detidos que ainda aguardam julgamento da Justiça

As obras da nova Cadeia Pública de Foz do Iguaçu estão 99,8% concluídas, "restando detalhes finais do projeto". A afirmação é do Governo do Estado ao anunciar que o Paraná vai fechar o ano com oito novos complexos penitenciários e 4.231 vagas a mais no sistema. O planejamento prevê ainda, até 2024, mais 3.204 vagas entre reformas, ampliações e construções. A capacidade carcerária será ampliada em 7.435 detentos em seis anos, acabando com custódia de presos em delegacias.
A nova cadeia pública no Jardim Três Bandeiras, próximo a PEF 2 (Penitenciária Estadual de Foz 2), terá capacidade para 752 detidos, informa a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP). A estrutura, que deverá ser entregue em breve, conta com dez módulos, sendo quatro de vivência coletiva e seis de vivência individual, área destinada para visitas íntimas, local de assistência à saúde dividido em duas alas, e cobertura para visitantes.
A estrutura é resultado de uma parceria entre os governos Federal e Estadual, com investimento de R$ 18,1 milhões. A obra vai desafogar as outras quatro unidades prisionais de Foz do Iguaçu, que sofrem há anos com a superlotação. A nova cadeia receberá, em especial, presos em caráter provisório, ou seja, aqueles que ainda aguardam julgamento da Justiça.
Até o início do ano, de acordo com o Departamento Penitenciário do Estado (Depen), a cidade tinha aproximadamente 400 presos nessas condições, que hoje ocupam, principalmente, os espaços da Cadeia Pública Laudemir Neves. As obras da estrutura tiveram início em setembro de 2019, dentro de um pacote de mais de R$ 73 milhões destinados à segurança no Paraná.

Mais vagas
Após um período sem a construção de penitenciárias, o que resultou em uma população carcerária de cerca de 12 mil pessoas indevidamente em delegacias, o Paraná vai terminar o quadriênio entre 2019 e 2022 com 4.231 novas vagas no sistema prisional. São seis cadeias em Campo Mourão, Ponta Grossa, Guaíra, Londrina, Foz e Curitiba (reforma); um Centro de Integração Social, em Piraquara; e ampliação da Penitenciária Estadual de Foz.
O planejamento do Governo do Estado prevê ainda mais 3.204 vagas, entre reformas, ampliações e construções, até 2024. A capacidade carcerária será ampliada em 7.435 vagas em seis anos, acabando com a custódia de presos em espaços voltados para a investigação de crimes. O investimento previsto é de R$ 261,2 milhões em recursos estaduais e federais.
Há, também, a reestruturação de complexos já em funcionamento, como a nova Unidade de Progressão de Ponta Grossa (PEPG-UP 2), inaugurada na segunda-feira (20) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. O espaço, mais moderno e autossustentável, poderá receber até 350 pessoas privadas de liberdade. A cidade dos Campos Gerais é um bom exemplo dessa reestruturação carcerária. Passará neste ano de 1,6 mil para 2,7 mil vagas disponíveis.
“Quando começamos a gestão, em 2019, tínhamos mais de 12 mil presos em delegacia, algo que envergonhava o Paraná. Uma tarefa árdua, difícil, mas que a Secretaria da Segurança Pública, com planejamento e dedicação, conseguiu resolver. Garantimos assim um ambiente mais adequado ao sistema penitenciário, com fluxo de presos para unidades maiores e melhorias nas cadeias públicas existentes”, afirmou Ratinho Junior.


Da Redação
Foto: divulgação

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