Número de mortes violentas em Foz caiu mais de 60% na última década


- Por: Redação 1

Número de mortes violentas em Foz caiu mais de 60% na última década
Integração entre as forças de segurança tem ajudado na solução de crimes e queda de mortes em geral 

O número de mortes violentas caiu expressivamente nos últimos dez anos em Foz do Iguaçu. Conforme o Relatório de Estatística Criminal, divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), no ano de 2012 a cidade chegou a contabilizar 168 assassinatos. Os registros foram caindo progressivamente até 2021, quando foram somados 65 casos, uma redução de 61,4%.
Os registros mostram o progresso do município no combate à criminalidade.  Em 2013, por exemplo, o índice de mortes ainda era bastante alto, totalizando 121 ocorrências naquele ano. Entre 2014 e 2015 os casos caíram para uma média de 90, continuando em pequena oscilação até 2018. Em 2019, o segundo mais “positivo” da década, foram contabilizadas 73 mortes. O cenário permaneceu semelhante em 2020, com 83 casos. 
O secretário estadual da Segurança Pública, Wagner Mesquita, aponta para alguns fatores que ajudaram na redução de mortes violentas, entre eles uma maior integração entre as forças de segurança. 
“Isso é resultado do amplo combate à criminalidade que todo o Paraná tem desempenhado nos últimos anos. A morte violenta é, muitas vezes, consequência de outros crimes, como tráfico de drogas. Com maior policiamento ostensivo e investigativo, integração entre as forças e investimento em tecnologia e inteligência, conseguiremos transformar nosso estado em referência na redução dos índices criminais”, destacou. 
Enquadram-se como mortes violentas as situações de homicídio doloso (quando há intensão de matar), latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal resultante em óbito, e feminicídio (assassinato de mulheres em situações de misoginia e menosprezo pela condição feminina). 
As situações de feminicídio passaram a ser inclusas de forma separada nos relatórios da Sesp apenas em 2020. A mudança, embora recente, melhorou a resolução dos casos. Em Foz, foram registrados apenas dois crimes do tipo no ano passado. Dentre eles, ganhou grande repercussão a morte da adolescente Maria Eduarda Hoffman, de 16 anos. A menina foi assassinada a facadas pelo padrasto, que não aceitava o fim do relacionamento com a mãe da enteada. O autor do  crime morreu em um acidente de trânsito pouco depois.
Grande parte dos assassinatos na fronteira de  fato são homicídios dolosos. Muitos casos são resultantes de acertos de contas por tráfico de drogas, disputa de gangues, e outras situações semelhantes. Para a polícia, o combate à criminalidade nessas vertentes impacta diretamente na redução de mortes violentas. 

Primeiro trimestre 
No primeiro trimestre deste ano foram contabilizadas 19 mortes violentas em Foz, cinco a mais que no mesmo período do ano passado. Entretanto, nos meses seguintes houve um declínio, indicando que este semestre também deve ser encerrado com redução de crimes. Os dados completos serão divulgados no início do próximo mês. 

Índice no estado 
O número de mortes violentas caiu 40% no Paraná na última década. Os dados do ano passado, quando foram compilados 1.993 crimes dessa natureza, são o segundo menor do período. Em 2012, o pior ano do recorte, foram 3.323 assassinatos no Estado.

Da redação 
Foto: Sesp 

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