Merkel e Ortega


- Por: Redação 1

Merkel e Ortega

Seo Lula foi passear pela Europa e abriu o bocão. Questionou porque Ângela Merkel pode ficar 16 anos no poder, na Alemanha e Daniel Ortega não, na Nicarágua. Que barbaridade hein? Pior que há explicação: primeiro que a Alemanha não é a Nicarágua, ambos os países possuem Constituições e Leis diferentes. Segundo, Ângela Merkel exerce o cargo de “chanceler” alemã, neste caso, a escolha do candidato a chefe de governo se dá pela bancada majoritária no Parlamento, que por sua vez, sugere o nome do chanceler federal ao presidente do país, e este, apresenta então o nome ao “Bundestag”. 

O que é isso?
Bundestag é o Parlamento Federal Alemão. Lá fazem uma votação secreta para a escolha do Chanceler, que para ser eleito, o candidato precisa receber metade dos votos mais um. Quando isso acontece, o presidente da Alemanha tem sete dias para empossá-lo. E tudo ocorre sem brigaiada, discursos preliminares e essas coisas às quais estamos acostumados. O Brasil é tão democrático que às vezes complica. Olha a encrenca no PSDB? 

Na Nicarágua
Já no pequeno país da América Central, cujo território caberia no Estado do Paraná e ainda sobraria espaço, o ex guerrilheiro Daniel Ortega ocupa o cargo de “presidente”, passou cola na cadeira e não sai mais dela, prendendo opositores, pintando e bordando. Faz tempo, o seu governo não é reconhecido por uma porção de países. Logo, não deveria haver comparação entre as figuras. Lula teve tempo para ler nos 530 dias de cadeia, poderia ter aculturado um pouco mais a opinião. Mas em sua fala, o ex-presidente teria minimizado a manutenção no poder da Nicarágua, mesmo assim pisou no tomate podre.    

Vaias no Chico
Pelo menos dois setores do governo de Foz se dedicam em apurar o fenômeno das vaias que o prefeito levou no ginásio de esportes. Ele e outros, diga-se. Avaliam o seguinte: será que o mundo se virou contra os políticos? Ou seria o problema da pandemia? Ou então o asfalto? O transporte público? O que será revolta a turba? O caso é que ele precisa mesmo decifrar, porque o tempo passa e ano que vem teremos um fervo eleitoral. 

Escondidinho
Todo político esperto sabe que a exposição é complicada em certas ocasiões, ainda mais na chamada “faixa de torcida”, onde o povo não quer saber de outra coisa, que não seja o esporte. A cabeça do torcedor é sintomática e é onde a turba mais proclama irreverência. Isso é científico. 

As duplas
Chico e Rosa x Vermelho e Matheus! Isso parece duelo de duplas caipiras, mas ao que parece é o cenário que se ensaia pela disputa nas cadeiras da Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Vai, que com jeitinho, emplacam os quatro, se souberem polemizar, e, polarizar a discussão. Foz possui votos para eleger até mais deputados, depende como vão armar o circo, a posição do picadeiro e acertarem a hora para largar os palhaços, quem de fato descontrai os espectadores. Os palhaços, no caso, são os que fazem o serviço de divisão de votos, sabendo que não possuem chances. 

Explicando: 
Não deveria ser assim, mas beira a normalidade, o exercício de desconstrução de oponentes em períodos eleitorais. Foz vive torcendo para que isso seja diferente e os setores se unam para a escolha de representantes. O caso é que isso não sai da torcida. A predação acaba falando mais alto e cada um vai buscar o seu quinhão, o que é extremamente ruim para a cidade, que amarga a falta de representatividade. Uma sociedade que pensa, não deixa cobras se criarem e não leva a traição para casa. Por essas e outras, sempre há a esperança de que um dia o setor político se renda à sociedade e aceite uma coalisão, pelo menos para eleger dois deputados federais e três estaduais. Votos há de sobra.

Utopia? 
Isso é utópico apenas na cabeça dos políticos, cujo raciocínio matemático é individual e nunca coletivo. Bastaria somar a quantidade de eleitores, avaliar as condições partidárias e aproveitar o máximo possível o coeficiente de votos. Já que estamos no terreno das comparações, como é que Cascavel consegue? Talvez isso ocorra lá porque o jeito de pensar é diferente. E porque a cidade se impõe como sede regional.       

Demanda lascada
Mas fora a política, o seo Chico Brasileiro tem muito o que fazer em sua administração, começando pela viabilização de obras importantes. Não é tarefa em nada fácil, regularizar a venda de terrenos onde passará a Perimetral leste, por exemplo. E tem um outro assunto, que aparentemente não resvala na prefeitura, mas é preciso empenho, que é destravar a duplicação da BR 469. 

Fim da cobrança
Está se criando uma ansiedade tão grande com a “não” cobrança do pedágio nas estradas paranaenses, que elas devem congestionar neste final de semana. Tomara o governo dê suporte aos usuários. Muita gente pergunta ao Corvo, como é que ficarão os S.A.U, ao longo da BR 277. Muita gente utiliza os sanitários e os locais para dar um tempo na pressão da viagem. O Corvo vai pesquisar e torna a publicar sobre o tema.  

Motociclistas em Foz!
Alguém enviou mensagem para o Corvo, querendo saber quando o presidente estaria na cidade, entre os dias 25 e 28, para o encontro de motociclistas. Parece que o Bolsonaro não fará parte do evento, ou que a ocasião não inspira movimentos políticos. É uma iniciativa como as muitas que a cidade recebe todos os anos; Foz é conhecida no setor, e graças aos seus atrativos. 

Nas estradas
Quem viaja observa a quantidade de motos que trafegam, principalmente nos finais de semana. Ir de São Paulo a Curitiba, por exemplo, é uma mania entre os motociclistas, até porque a pista ajuda. A BR 116 é totalmente duplicada e em boas condições para um passeio seguro, apesar do grande número de caminhões. O caso é que algumas motos cumprem a distância rasgando, como possuíssem turbinas à jato. Chega a doer o ouvido, tamanho o giro dos motores. Falam alto igual motor de Fórmula 1. 

Day Medical
É possível afirmar, que o empreendimento é um dos mais bem construídos em matéria de marketing, na história da cidade. A imagem do edifício é tão bem propagada, que muita gente se desloca até o local, acreditando que a estrutura já está erguida. Nem tanto, mas dá para ver que logo isso vai acontecer. As imagens utilizadas nas matérias jornalísticas ainda são ilustrativas, porém a empreitada já chegou na 4ª laje, ou seja, por volta de 30% de obras concluídas. Acontece que possuem uma realidade tal, que o povo já se acostumou com o cubo de vidro e concreto, no horizonte da cidade. 

Túnel de vento
Corvo, será que uma ponte coma a da Integração, com estrutura tão bem construída, precisa passar por um teste de vento? Não é igual a casa dos três porquinhos afinal. Haja vento para balançar uma ponte! 
Raúl Diaz Fernandes

O Corvo responde: prezado, é necessário sim. Não subestime a força da natureza. Todas as grandes obras de engenharia precisam de testes assim, sobretudo pontes estaiadas. É para isso que realizam protótipos, para todas as garantias imagináveis. Dentre outras, é por isso que o avô do Corvo dizia; não deixe a banda ticar em cima da ponte! Isso tem explicação, mas o Corvo vai deixar para outro dia. 

Paraná competitivo
Não está errado dizer que 12% da competitividade nacional é dominada por cidades paranaenses, onde se inclui Foz do Iguaçu (97ª posição). O Paraná encaixou 12 cidades na lista das mais competitivas do Brasil. Isso todo mundo já publicou, mas o Corvo dá um reforço. 

Consenso Trinacional
Acontece nesta quarta-feira, logo mais às 10 hs (vai até as 11h30), a abertura da Audiência Pública e reunião Pró-Consenso Trinacional entre Argentina, Brasil e Paraguai. É possível participar presencialmente e virtual. O encontro será no Centro de Eventos do Rafain Palace Hotel, na BR-277. 

 


Seo Olímpio
A data de hoje, também celebra o nascimento do grande Olímpio Rafagnin (Sananduva, 24/11/1926); a família e muita gente em Foz, o têm como um “Patrono do Turismo”, sobretudo olhando para o seu legado. O nome simplificado “Rafain” é muito forte, se mistura com a cidade; a família está em quase todos os setores de lazer, hotéis, churrascarias, restaurantes, bares e afins. Na foto, a primeira Churrascaria da família, a São Cristóvão, na entrada da cidade, em frente onde hoje está o Shopping Carataratas JL (Foto). Olímpio foi um homem de muita história, estórias, casos e causos, pessoa de uma visão extraordinária. Ele completaria 95 anos, quase a idade da dona Philomena Maria Morello Raffagnin (93), diga-se, em total atividade, uma bênção e inspiração para os filhos, netos e bisnetos. Olímpio faleceu em 1979, muito jovem, aos 53 anos. A audiência pública, inspirada assim, tem tudo para ajudar a região alcançar um "Modelo de Metrópole Trinacional Verde e Inteligente" dentro de um Conceito de "Cluster" e Destino Turístico de "Classe Mundial". Vamos prestigiar!

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