Lula dá pitaco


- Por: Redação 1

Lula dá pitaco

É normal que as figuras políticas sejam questionadas sobre todos os assuntos que mediam a sociedade. Não seria diferente com o seo Lula, mesmo sem admitir candidatura. No caso dos combustíveis, ele disse que mudaria a política de preços. Bom, para fazer isso, ele vai contra tudo o que diz, sobre a interferência do governo na Petrobrás. A verdade é que o Bolsonaro não interfere nada, até porque os combustíveis só aumentam. A memória do Corvo é boa e foi no governo Lula que os preços saíram da linha da estabilidade e no governo Dilma, que perderam o controle. 

Catatônico
Lula ainda é uma figura pop da política por onde vai, roubando a cena, diga-se. É recebido por chefes de estado, monarcas e líderes da esquerda. Ultimamente ele se mostra meio gagá e em condições assim, é que o mosquito entra quando abrem a boca. Precisa cuidar, do contrário, assumirá o lugar do Bolsonaro no índice das gafes.  

Show de bola
O Corvo passeou pela cidade a tempo de escrever esta notinha. A iluminação ficou show, muito bacana, melhor até que nas fotografias. Deu para notar um ar de felicidade nas pessoas. É isso aí, o clima natalino é importante, sobretudo quando há a necessidade de se refazer. 

Corvo na Câmara
Prezado colunista até eu que ando longe do plenário, fiquei curioso em descobrir a sua identidade. No começo eu achava as notas meio chatas, com tantas coisas acontecendo na política, agora é a primeira coisa que eu leio. Pensei bem e concluí que tudo na política começa na Câmara e esses caras serão, possivelmente, as figuras do futuro. Manda ver, continue explorando esse ambiente.

O Corvo responde: cobrir os bastidores da Câmara é apenas uma das tarefas deste humilde colunista. Como diz o slogan da Globo, o Corvo é um milhão de uns. É uma tarefa difícil conseguir as informações e as fontes jamais serão reveladas. Mas é tudo verdade, por incrível que possa parecer. Sim, tem muita gente interessada em desvendar esse mistério: quem é o Corvo?

Solenidade
O Prefeito Chico Brasileiro e o seu vice, o Delegado Francisco Sampaio ao que consta não são muito chegados em solenidades. Não apareceram em dois eventos importantes acontecidos na última terça-feira, em Foz: a inauguração da Moradia da Unila e o lançamento de um documentário sobre a Solidariedade ao Povo Palestino. Algumas pessoas sentiram a ausência. 

Frustração
Restou sim, um ar a frustração pela falta de prestígio nos dois eventos, afinal, em algumas ocasiões, nada substitui o prefeito, uma das estrelas entre os convidados. O povo adora dizer: “até o prefeito estava lá”; uma forma de ressaltar a importância do evento. 

Solução
A moradia na Unila, diga-se uma obra que começou e terminou, vai atender 250 estudantes e ajudará a resolver um problemão, porque boa parte dos acadêmicos são oriundos de países distantes e acabam se arranjando em pensões, repúblicas e até morando de favor, “adotados” por muitas famílias. Os apartamentos, manterão os alunos próximos dos cursos e ampliarão o conceito de convivência acadêmica.   

Palestina é aqui
Já o outro evento, contou até com a presença do Embaixador palestino no Brasil. Neste caso, a missão representativa ficou nas mãos da secretária de Direitos Humanos. Houve questionamentos, de que a área de Relações Internacionais deveria equilibrar essa representatividade. Se há uma cidade no Brasil, que enverga a responsabilidade em tratar bem os palestinos, esse local é Foz. Vários eventos abrilhantaram a causa palestina, alguns até com repercussão mundial. 

Representantes
Na ausência do povo do Executivo nos eventos, os vereadores é que brilharam, fazendo a pose de “otoridades”. Na Unila, Kalito Stoeckl fez a fala mais aclamada e, na apresentação do documentário, Anice Gazzaoui, Yasmin Hachem e Adnan El Sayed chamaram a atenção, afinal de contas possuem laços diretos com os palestinos. 

Aclamado
Jihad Abu Ali foi bastante aplaudido na nova causa Palestina; é daí que muitos acreditavam que ele deveria representar o prefeito e vice. Na função de diretor de Relações Internacionais, Jihad vem ganhando destaque no governo e falam até em lançar o seu nome nas eleições, disputando vaga na Assembleia. No “urtimo” ele poderá surpreender em 2024, caso se candidate a vereador. 

Oficialmente no PL
O Presidente Bolsonaro já dormiu duas noites com a faixa do PL. Agora ele tem uma sigla para disputar a reeleição e uma partido para chamar de seu. Depois da confirmação, comemorada por uma parte da militância do partido, alguns filiados pediram para sair, como o caso do vereador paulistano e influencer Thammy Miranda. 

E em Foz
Na Câmara fronteiriça, a expectativa se dá pelo posicionamento da vereadora Anice Gazzaoui. Ela é a atual presidente do PL em Foz e exerceu influência no PT, onde assumiu inclusive a presidência; vamos lembrar que naquele partido, ela também foi vereadora. Na bolsa de apostas, no boteco do seo Jair, a opinião está dividida se ela sai, ou fica no partido. Mas no fim, o PL é uma mãe para gente de todos as direções, da esquerda, direita, centro, é um dos partidos mais híbridos da República. 

E se ficar...
Boa parte das pautas defendidas na Câmara pela Anice, como os direitos da população LGBT, educação, jovens, mulheres e até as questões envolvendo o mundo árabe, sempre estão nas pautas polêmicas do Presidente da República e seus ministros. Assim, se ficar no PL, a vereadora terá a saia bem ajustada. Vamos ver como Anice desempenhará o seu lado camaleão. 

Unidade Sindical e Popular
A organização criada para aglutinar entidades, sindicatos e partidos, parece ter ruído de vez. Depois de uma debandada em razão de descontentamento o órgão se tornou um literal reduto e dos pequenos. Dois "participantes" contaram a esse colunista que as reuniões eram "pautadas por brigas e confusões e que várias pessoas que tentaram entrar, foram barradas por questões pessoais". Uma pena, a iniciativa tinha tudo para dar certo. Depois do suposto “abandono” a ideia está passando por revisão.

Taxa do lixo
Prezado Corvo, estava na cara que alguém ingressaria na Justiça contra o aumento da taxa de lixo. Chico atendeu a concessionária de limpeza pública para não prevaricar, do contrário, a empresa entraria na Justiça também. No fim a carruagem segue normal. Tomara, o imbróglio não acabe desabando na cidade, num final de ano, em busca de uma recuperação econômica. Aí sim será difícil distinguir os nossos belos atrativos em meio a pilhas de saco de lixo, acumulando nas ruas.
Paulo R. V. Silva

O Corvo responde: prezado, aumentos de taxas e serviços públicos são um problema para qualquer administração, porque embora às vezes necessários, esbarram na imagem política de quem decreta o reajuste. Se o tema for parar na Justiça há dois caminhos: voltar o que era antes, ou o valor do reajuste acabar confirmado, caso os argumentos sejam bem sustentados. Quando temas assim acabam na Justiça, os prefeitos e gestores públicos lavam as mãos.
 

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