Lojas francas fortalecem destino turístico e comercial, diz vice-presidente da Codeleste


- Por: Redação 1

Lojas francas fortalecem destino turístico e comercial, diz vice-presidente da Codeleste
Produtos brasileiros com imposto menor podem atrair paraguaios às lojas francas de Foz do Iguaçu

A instalação de lojas francas em cidades brasileiras gêmeas de fronteira terrestre com outros países vai fortalecer o destino turístico e comercial. A afirmação, do vice-presidente da Câmara de Comércio de Ciudad del Este (Codeleste), Juan Vicente Ramirez, indica que os empreendedores de um dos principais centros comerciais do Paraguai entendem que o melhor para o segmento é agregar. Em Foz do Iguaçu, três estabelecimentos tem autorização para atuar pelo regime tributário diferenciado.
"O que está acontecendo em Foz do Iguaçu, com as aberturas das lojas francas, entendemos que isso virá fortalecer o destino turístico e comercial", disse Vicente Ramirez. "Irá atrair maior influência turística para os hotéis (de ambos os lados da fronteira), atrair mais gente para Foz do Iguaçu e assim também para o Paraguai da mesma maneira", ressaltou.
A instalação das lojas francas em municípios brasileiros de fronteira caracterizados como cidades gêmeas, foi autorizada pela lei 12.723, de 2012 e normatizada em 2018. Atualmente, 15 lojas francas já estão em atividades pelo país e seis têm autorização de funcionamento por meio do Ato Declaratório Executivo (ADE). Em Foz do Iguaçu existem lojas francas nos dois shoppings e uma terceira abriu, mas está com as portas fechadas.
"Com as lojas francas realmente o turista está ganhando uma nova opção de compras e também amplia a cota de compras dele", constatou. O vice-presidente da Codeleste lembra que, ao visitar o destino, o turista pode somar as cotas, voltando para sua origem com U$ 800 dólares de compras - U$ 500 no Paraguai e U$ 300 no Brasil. 

Cota maior
"O ideal seria subir esta cota para U$ 1.000 - U$ 500 em Foz do Iguaçu e U$ 500 no Paraguai", afirmou Vicente Ramírez. A linha  de produtos oferecidos nas free shops ou as lojas francas em Foz, é uma complementação para aquilo que é atualmente comercializando no Paraguai. 
"Por exemplo, na linha de vestimentas e calçados, ainda o Paraguai tem uma taxa de importação muito alta e as free shops oferecem esta vantagem. Então, é super interessante para nós esta  complementação", frisou. Para o dirigente da entidade, os lojistas precisam olhar isto como algo positivo. "Que fortalece o destino das Três Fronteiras, das três nações".
Para ele, é fundamental ampliar a oferta para o turista no momento que ele tem que fazer uma escolha de destino de viagem. "Acho que o Paraguai, tem a Argentina somando, tem esta possibilidade de visitar países vizinhos, de conhecer suas culturas soma, é muito importante isto ai para uma pessoa no momento de decidir aonde que vai nas férias".
O vice-presidente da Codeleste destaca ainda que, com a oferta de produtos nacionais produzidos no Brasil, nas lojas francas, muita gente do Paraguai irá fazer as compras destes produtos. "Entendo que isto aí esta começando, tudo está no começo ainda, não está totalmente desenvolvido, apenas temos hoje duas lojas imagina tendo 50 lojas em Foz. Isto seria fantástico", completou.

Competitividade
As lojas francas do Brasil trabalham com um regime tributário diferenciado com 6% de impostos para produtos importados e 3% para produtos desnacionalizados. Independente da avaliação do vice-presidente da Codeleste, os comerciantes de Ciudad del Este, Pedro Juan Caballero e Salto del Guairá pedem ao governo nacional condições semelhantes para não perder competitividade.
De acordo com um estudo do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), existem 15 estabelecimentos atuando pelo regime de lojas francas. Todos estão localizados nos estados do Sul do Brasil. Em Foz do Iguaçu duas estão abertas - Cellshop, no Catuaí Palladium Shopping e Liberty Duty Free, no Cataratas JL Shopping. 
A Sky Duty Free, na Avenida Marechal Deodoro, fechou as portas após o falecimento de um de seus sócios, enquanto a Duty Free Americas, instalada na Avenida Brasil, ainda está em processo de licenciamento.

Da Redação
 

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