Ibama aceitou avaliar o estudo da nova Ferroeste com ramal até Foz


- Por: Redação 1

Ibama aceitou avaliar o estudo da nova Ferroeste com ramal até Foz
Investimento previsto na extensão ferroviária é de R$ 29,4 bilhões. Leilão deve ocorreu no segundo semestre do ano

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aceitou avaliar o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da Nova Ferroeste. O aviso foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (21). A extensão dos trilhos vai ligar o Mato Grosso do Sul ao Paraná e prevê um ramal até Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina.
A ampliação da ferrovia faz parte do processo de retomada da malha ferroviária e prevê a construção de uma estrada de ferro até Litoral do Paraná. A estrutura vai facilitar o escoamento das produções de grãos e carnes do Mato Grosso do Sul até o Porto de Paranaguá e até Santa Catarina, por meio dos municípios de Maracaju (MS), Cascavel e Foz do Iguaçu.
Ao todo, serão 1.304 quilômetros de trilhos - 76 quilômetros somente na parte sul-mato-grossense. "É uma ferrovia existente no Paraná e está incorporada no projeto que vai de Paranaguá até Maracaju. Recentemente nós tivemos a autorização da ligação de Dourados a Maracaju que passa a compor a ferrovia com um prazo aí de concessão de 99 anos", disse o secretário de Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro) do MS, Jaime Verruck.

Contexto
Em dezembro do ano passado, o Ministério da Infraestrutura (MInfra) oficializou a liberação de três ramais ferroviários para os três trechos da Nova Ferroeste: de Cascavel a Foz do Iguaçu, entre Cascavel e Chapecó e de Dourados a Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Foram os primeiros procedimentos com base em autorização, conforme prevê a Medida Provisória 1.065, que instituiu o programa Pró-Trilhos, em agosto de 2021.
Os três ramais que envolvem o Paraná somarão 528 quilômetros, e o investimento na construção está previsto em R$ 1,7 bilhão. Há um quarto pedido paranaense em trâmite para análise, abrangendo o trecho entre Guarapuava e Paranaguá. “Esses contratos firmados como o MInfra nos autorizam a incluir estes trechos no processo que será levado a leilão”, disse o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves. 

Estrutura
O projeto da Nova Ferroeste prevê a construção de uma estrada de ferro entre o Mato Grosso e o litoral do Paraná. A ideia é fazer com que 1,3 mil quilômetros de trilhos conectem Maracaju (MS) a Paranaguá (PR), além do ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. 
A ligação até a fronteira vai permitir o fluxo de cargas do Paraguai e da Argentina com destino ao Porto de Paranaguá. “Quando o projeto estiver concluído, será o Corredor Oeste de Exportação e deve movimentar cerca de 38 milhões de toneladas, tornando-se o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados”, informa o Governo do Paraná.
Pelo projeto, a Nova Ferroeste cortará 41 municípios paranaenses e nove do Mato Grosso do Sul. O investimento será de R$ 29,4 bilhões. As audiências públicas sobre o projeto em todas as regiões do estado estão previstas para o primeiro semestre deste ano. A Nova Ferroeste deve ir a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo no segundo trimestre. Quem vencer vai executar a obra e explorar o trecho por 70 anos.

Da Redação

Leia mais na edição impressa.

Relacionadas