IAT não atende


- Por: Redação 1

IAT não atende

Corvo passei por experiência muito parecida, descrita senhor em sua coluna de ontem. Moro na Vila A e em certas épocas do ano, os bichos invadem as casas. Aparecem macacos, cobras, furões e até quatis, mas o que não faltam são os famosos gambás, iguais aos ratões enormes, com aqueles rabos pelados. Eles moram na mata que há em frente de casa, onde querem fazer um passeio público. Da última vez que fomos “visitados”, os órgãos ficaram jogando o rojão uns em cima dos outros até que tentamos chamar o IAT. Não atenderam ao chamado telefônico e precisei ir até lá, que é perto de casa. Surpresa: não havia ninguém. Fiz uma armadilha, peguei o bicho e larguei de novo na mata. 
Luiz Felix A. Prado

Sem telefone
Prezado Corvo, não é só o IAT que não atende telefone, outros órgãos ambientais também. Vai ver abandonaram os aparelhos e se comunicam só por redes sociais, porque isso virou moda. Não seria ruim, caso publicassem um número, assim a gente poderia enviar fotos dos macacos que atazanam o jardim da gente e acabam com a hortinha de casa. Nem espantalho resolve mais. 
Joana F. Cardoso

Bichos revoltados
Corvo, o homem invade e destrói as matas, joga lixo nos terrenos, taca fogo, e naturalmente, os animais dão o troco: invadem as casas perto de seus habitats. Com esse desrespeito, faz tempo a cadeia predatória foi quebrada e a fauna precisa se alimentar, por isso, reviram lixo e procuram o que tiver, não importa onde. Os moradores precisam aprender a lidar com os bichos silvestres e a prefeitura bem que poderia orientar a população. Eu mesmo já fiz amizade com os quatis.
Geraldo V. C. Sousa

O Corvo responde: o meio ambiente parece ser um assunto dos mais polêmicos entre os leitores, pois não faltaram notas questionando a eficiência dos órgãos ambientais na cidade. De outra maneira, a fauna deixa as reservas para buscar alimentos, conforme explicou um leitor e a sociedade deve estar preparada para o convívio. Há relatos de felinos de grande porte visitando bairros na Região Sul da cidade. Os quatis estão aparecendo muito mais do que em outros tempos e as reclamações sobre gambás aumentaram consideravelmente.   

Calor
Os próximos dias serão escaldantes e haja bolso para sustentar os aparelhos de ar-condicionado, porque sem eles, é impossível descansar. O caso é que os ventiladores gastam quase igual e já não dão conta da situação. Faz tempo o clima não anda tão abafado na cidade, o que também acaba causando problemas respiratórios. A dica para quem possui ar-condicionado é ligar após as 22 horas e desligar assim que o ambiente estiver refrigerado. Contra o ar seco, a medida é o aparelho umidificador ou uma bacia com água no quarto. 

Inverno promete
Mesmo com muito calor, há quem se antecipe e comece a pensar nas épocas de frio. Segundo um entendido nas condições climáticas da região, o inverno será mais rigoroso, com secura no ar e ausência de chuvas. Tudo se encaminha para uma estiagem prolongada e que poderá agravar ainda mais a crise hídrica. O efeito é dominó, porque sem água, o custo da energia aumenta e isso no fim das contas, acaba mexendo com a economia. Já não bastasse o preço dos combustíveis e a inflação estourada em 10,06%. O bicho está solto. 

Política
Corvo, tenho acompanhado atentamente os nossos queridos candidatos e te asseguro que estou muito decepcionado com todos. Não apresentam um projeto que nos faça imaginar que um dia viveremos melhor; só falam de crise, uns dos outros e sem solução para os problemas. Tomara esse povo acorde e cause um pouco de interesse na população, porque tudo o que não pode acontecer é desânimo por parte dos eleitores. 
Jair Vicente F. Paula

O Corvo responde: professor, o setor político deveria trabalhar pela recuperação da credibilidade, mas ao que parece isso está difícil. Tudo bem que não esperavam uma pandemia, mas o brasileiro enfrenta tantas dificuldades e situações inusitadas, que não há onde essa enxurrada desembocar, a não ser nos ombros dos gestores públicos e legisladores. Afinal eles é que seguram o leme. Mas é em tempos de crise que sabemos mais sobre a qualidade de quem nos representa. Temos muito o que refletir antes de votar neste ano. 

Quase 500 casos
Pois então seo Corvo, como mudou o sistema de contagem dos infectados, pode ser, o número seja muito maior que o divulgado. Para uma cidade como Foz, 470 notificações é muita coisa, mais até que no auge da pandemia. Essa nova onda está nos deixando muito preocupados, porque já começaram a cancelar voos, e, não demora, podem decretar medidas mais severas, como o fechamento das fronteiras. 
Lúcio G. P. Silva

O Corvo responde: prezado, a onda de contágio é realmente alta, mas veja, segundo o boletim, as internações se mantém abaixo dos 0,05%. Os sintomas são bem mais fracos e as pessoas estão se curando mais rapidamente. O cancelamento de voos e de alguns serviços, é pelo fato das tripulações e servidores se infectarem, tudo leva a crer que são questões temporárias. 

Os números em Foz
Desde o início da pandemia, até ontem, terça-feira, 47.040 iguaçuenses haviam enfrentado a covid-19; 1.116 perderam a batalha, uma média de letalidade de 2,48%; sendo que os homens são os mais infectados. A cidade realizou 144.290 exames laboratoriais. Por outro lado, foram aplicadas 488.252 doses de vacinas, o que representa um quadro significativo para enfrentar a doença. Vacinados estão mais preparados e devem enfrentar sintomas mais leves. 

No fim das contas...
...a vacinação é que está segurando as pontas no Brasil e graças a ela, não estamos enfrentando o mesmo caos do ano passado, em relação a internamentos e óbitos. E pensar que ainda há pessoas postando informações contrárias à imunização. Está mais do que provado que vacinas são tudo contra um vírus tão difuso e difícil de ser dominado. 

Difícil
Corvo, fui dar um giro pelo litoral e caí na besteira de pegar a balsa, para chegar em Guaratuba. Lembra as filas que havia antigamente no Porto Meira, que iam até perto do Colégio Agrícola? A situação na travessia litorânea é bem pior, além do mais, as balsas encrencam e ficam à deriva, com as pessoas desesperadas, sem saber o que vai acontecer. Fiquei quase seis horas na fila, ligando e desligando o motor, até a gasolina chegar na reserva. Quem pode com isso Corvo? 
Paulo L. C. Peixoto

O Corvo responde: certamente, depois desta temporada, ainda mais em ano eleitoral, o governo do Estado deverá se manifestar sobre a construção de uma ponte para ligar Matinhos à Guaratuba, diga-se, uma obra grande e que exige muito empenho orçamentário, mas que mudará a vida de quem frequenta o litoral. O problema não é só construir a ligação, mas mudar o sistema viário em todo o entorno, alargando ruas e avenidas para garantir o fluxo. Sem medidas assim, a ponte não resolverá absolutamente nada.  

Viadutos em Foz
Então Corvo, passei pela Avenida das Cataratas e vi a obra se adiantando no trevo da Argentina. As máquinas fizeram uma limpa num terreno ao lado e muitas árvores foram arrancadas. Os pilares do novo viaduto estão prontos. O local terá outra paisagem daqui uns tempos. 
Nair N. C. Werner 

O Corvo responde: a preparação do terreno é para abrigar os acessos. Alguns dos buracos que há ao lado da pista estão sendo aterrados. Em outros sentidos, perto da nova ponte e da BR 277, as obras da perimetral avançam e não demora, devem se encontrar em algum local do trajeto demarcado. É uma obra que mudará a maneira do iguaçusense entrar e sair da cidade. 

Capitólio e Cataratas
Então Corvo, é depois das tragédias que o Brasil se coça, como aconteceu com a Boate Kiss, cujo sinistro alterou todas as medidas preventivas em edifícios. Agora o problema são os passeios de barco. Mas veja, a geologia de Capitólio, em Minhas Gerais, é totalmente diferente da área onde estão as Cataratas, formadas por basalto puro, pedras que não racham nem se jogar uma bomba atômica. Outra coisa, o povo visita Vila Velha e passa por baixo das esculturas em arenito? Então daqui em diante vamos precisar nos cuidar até ao lado dos barrancos? 
G.L.G (O leitor pediu para não ter o nome divulgado)

O Corvo responde: é ao lado de barrancos que as pessoas precisam estar atentas, sobretudo em épocas de chuvas. Medias preventivas nunca são demasiadas. A tragédia em Capitólio fez com que todas áreas de visitação sejam examinadas e isso é muito bom para garantir a segurança dos visitantes. Nunca se sabe o que pode acontecer, se há deslocamento ou não, independentemente das condições geológicas.

 

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