Glaucoma: diagnóstico precoce evita perda de visão


- Por: Reciel

Glaucoma: diagnóstico precoce evita perda de visão

A pressão intraocular elevada é o principal fator de risco para que a doença se desenvolva É um dos problemas oculares que mais aparece na terceira idade. É uma doença ocular crônica (não tem cura, mas tem controle), que provoca lesão no nervo óptico e alterações no campo visual, podendo ou não estar associada à pressão ocular elevada, podendo levar a cegueira se não houver tratamento adequado. É a segunda causa de cegueira no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. É uma doença assintomática no início. A perda visual só ocorre em fases mais avançadas. Na maioria dos casos, o surgimento desta doença é acompanhado do aumento da pressão intraocular, que ocorre desta forma: o interior do olho contém um líquido (humor aquoso) em constante circulação. Esta substancia é produzida o tempo todo, e não se acumula, porque é drenada naturalmente. Quando o escoamento diminui, há um acúmulo, o que faz com que a pressão dentro do olho aumente. Com isso, o nervo óptico pode ser danifi cado, neste caso, ocorrerá o glaucoma. Apesar de a pressão intraocular ser um fator de  risco importante para o surgimento do glaucoma, também é possível encontrar casos em que a pressão interna do olho esteja normal. Este tipo de glaucoma é chamado de glaucoma de pressão normal. TIPOS DE GLAUCOMA Crônico: É o mais comum, costuma atingir pessoas acima dos 35 anos de idade. Os sintomas aparecem em uma fase avançada (quando há perda de visão), quando há grande dano (irreversível) do campo visual. Congênito: Presente no nascimento. Os recém-nascidos apresentam globos oculares aumentados e córneas embaçadas. Sen- do necessário tratamento cirúrgico. Secundário: Ocorre em consequência de cirurgias oculares, diabetes, traumas ou uso de medicamentos a base de corticoides sem acompanhamento médico. Ângulo fechado: Acontece quando o sistema de drenagem é bloqueado. Causando dores de forte intensidade na cabeça e no olho (crise de glaucoma agudo), sendo uma emergência oftalmológica. FATORES DE RISCO A pressão intraocular elevada é o principal fator de risco para que o glaucoma se desenvolva. Em alguns pacientes, porém, a pressão intraocular não parece contribuir diretamente para a lesão do nervo óptico. A idade avançada contribui para o aumento da incidência do glaucoma. A chance de desenvolver a doença é de duas a oito vezes maior em um indivíduo de 80 anos do que num de 40 anos. É incomum uma pessoa de 30 anos desenvolver glaucoma, exceto os negros. Os indivíduos da etnia negra tendem a desenvolver o glaucoma numa idade inferior a média e a probabilidade de ser afetada é quatro vezes maior em relação aos brancos. Pessoas com altos graus de miopia. Pacientes portadores de glaucoma, diabetes, hipertensão arterial sistêmica (pressão alta) e enxaqueca, podem apresentar riscos adicionais, se estas outras patologias não forem compensadas proporcionalmente. A chance de desenvolver glaucoma é muito maior se já houver algum caso na família. Embora não se saiba se todos os tipos de glaucoma são hereditários. COMO DESCOBRIR E DIAGNOSTICAR A DOENÇA Através de um exame oftalmológico cuidadoso, é possível detectar o glaucoma precocemente, aumentando a chance de evitar a perda da visão. É importante conhecer a saúde do paciente de forma geral, o histórico familiar da doença e ter informações precisas sobre o uso de medicamentos. O glaucoma só diminuirá a acuidade visual central quando estiver em uma fase avançada. É recomendado que os indivíduos com 40 anos ou mais façam exames oftalmológicos para detectar o glaucoma, no mínimo uma vez a cada dois anos. Pessoas a partir dos 60 anos, e as pessoas que apresentam outros fatores de risco importantes (aumento da pressão ocular ou histórico familiar da doença), devem ser examinadas com intervalo máximo de uma vez por ano. O tratamento pode ser feito através de medicamentos (colírios), com aplicações de laser ou cirúrgico.   Dr. Renato Tolazzi CRM: 16005 Médico Oftalmologista Diretor Técnico do IMOF Membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia  

Leia mais na edição impressa.

Relacionadas