Fundo... do poço


- Por: Redação 1

Fundo... do poço

Poucas pessoas sabem dimensionar o que é um “fundo eleitoral” de 6 bilhões de reais. É difícil também imaginar o que os políticos farão com tanto dinheiro e de que forma prestarão contas disso. É tanta grana, que será preciso criar um Tribunal de Contas para administrar exclusivamente a iniciativa. Uma barbaridade!

Parâmetro
As eleições no Brasil são as mais caras do mundo. E o seo Bolsonaro parece que perdeu a mão, ao negociar com o Centrão, ou seja, não domina mais a situação. Com sorte, na base da articulação, o governo conseguirá diminuir esse “fundão” para 4 bi. Mesmo assim é muito dinheiro.  

Ministro em Foz
Marcelo Queiroga esteve na fronteira acompanhando a vacinação; prestigiou a cidade do conterrâneo Chico Brasileiro, e da primeira dama secretária de Saúde; eles também são paraibanos. Ops, Rosa é mineira, nasceu em Belo Horizonte, mas cresceu em Campina Grande, onde estudou e se formou. Não está errado escrever que ela é “paraíba” de coração. Vai ver é daí que nasce a empatia entre a cidade e o ministro. 

“Pai, eu vi o Didi”
Foi o que uma criança disse, ao ouvir o ministro Marcelo conversando e gesticulando. Ele, aliás, é muito simpático com quem encontra e estava aparentemente feliz, ao testemunhar o que é um avanço; o fato de vacinarem tanta gente de uma vez, depois do pinga-pinga de vacinas.  

Vermelho
O Corvo é testemunha que as primeiras conversas com o governo, para receber quantidades diferenciadas de vacinas, se deram por conta do deputado Vermelho. Foi ele quem alertou para a relação com os vizinhos, onde aliás, vivem milhares de brasileiros. Naturalmente, depois, uma porção de políticos pegaram carona, entre eles o Ricardo Barros. Mas como é sempre assim que acontece, vale a pena recordar. 

Chico e a lição de casa
Já o prefeito Chico fez o que deveria, foi em cima do governo federal, sobretudo depois que viu a possibilidade de conseguir os imunizantes. Taí o resultado, uma cidade feliz, esperançosa e com chances de vencer a pandemia antes que muitas outras. Representação em Brasília amigos, isso faz a diferença. 

Inquietude
O Vermelho é o tipo de pessoa que já nasceu com comichão atucanando o cangote, como mostrou nos vídeos de campanha, nos tempos de piá ativo, curioso e desde lá, mostrando a vocação política. Se o povo da região der de fazer uma lista, relacionando o que Vermelho fez e faz em Brasília, precisará mais de algumas folhas de papel. É bastante coisa para anotar. 

Com ou sem polêmica? 
Em geral, os políticos gostam muito de situações que rendem votos e não dão trabalho. Vermelho atua diferente, não tem medo da polêmica, que é igual ao “bicho papão” para alguns deputados que correm de situações estridentes, como o diabo da cruz. Olha a saia justa que é o assunto que envolve a Estrada do Colono? Mas se o deputado não cutucasse a ferida, dificilmente o assunto surgiria, para o alívio das populações separadas e desespero dos ecologistas. Não interessa a aflição ou o alívio, o importante é discutir e chegar ao resultado. Independentemente qual seja. 

Covardia
Não é de hoje que algumas pessoas encaram as estradas e tentam passar contrabando e drogas, com crianças a bordo. Acontece que os policiais possuem o faro afinado e qualquer titubeada “derruba a ficha”. Mas é muito triste o desfecho, com os pais presos e as crianças entregues aos Conselhos Tutelares; muitas carregarão o trauma ao longo da vida. 

Crianças emprestadas
Contaram para o Corvo, que houve caso em que crianças foram “locadas” na tentativa de enganar a fiscalização. Certamente todos responderam processo, os tios que fizeram a viagem e os pais, que permitiram uma barbaridade dessas. 

Jogo sujo
Mas há também uma situação terrível, relatada em off a este colunista. Os criminosos sequestram uma pessoa da família e obrigam um dos membros “fazer o serviço” de ir buscar o contrabando, armas, munições, remédios e até drogas. Se encarregam inclusive na montagem de fundos falsos e de camuflar o objeto do crime nos veículos. Muitas vezes os donos nem sabem onde a muamba foi enfiada. O Corvo sabe dessas coisas, porque um ex-policial vai escrever um livro e pediu uma ajuda na revisão. O título vai fazer sucesso. Alguns casos narrados são dignos de roteiro cinematográfico.   

Viajar de foguete
Um “bilhardário” mandou construir um foguete e voou nele ontem. Levou o irmão e mais dois passageiros. É a segunda vez que um ricaço vai parar no espaço. Segundo a reportagem, o custo para fazer um passeio assim está pela casa dos 200 mil dólares. E se alguém acredita que há poucas pessoas na fila, se engana. Há milhares de reservas aguardando oportunidade. 

Futuro
É bem possível que muitos afortunados invistam no lançamento de naves espaciais e em alguns casos, se enfiem nelas em busca de um planeta desabitado. Mas a constatação é que há menos investimentos de governos em expedições além da atmosfera. O homem ainda vai precisar de muito tempo até descobrir um planeta igual ao que ele destrói. Seria bom que muita gente fosse ao espaço e de lá, contemplasse onde vivemos. Pode ser, os habitantes deste lindo planeta, caiam na real.  

Marco 118 anos
Deve ter sido impressionante a primeira visão do encontro dos rios Iguaçu e Paraná, no início do século passado, quando os militares faziam a demarcação das fronteiras. Bom, o local é lindo até hoje e muito em breve, ganhará uma baita estrutura a incorporar o visual, a nova ponte com o Paraguai. 

Falar em ponte...
Um engenheiro que pediu para o Corvo não publicar o nome, teve o cuidado de fazer uma chamada por celular, para explicar que os acessos à Ponte da Integração estão sendo sim elaborados do outro lado da fronteira. Traduzindo suas palavras, “diferente do que acontece no Brasil, em Puerto Franco quase não será necessário fazer desapropriações, porque quase toda a área ocupada pelo acesso era desabitada. Não é um trabalho muito complicado de realizar”, disse. Tomara, porque em nada vai adiantar uma ponte, se ela não levar a lugar algum. 

E o Porto Seco? 
Olá senhor Corvo, sua coluna sempre cobra o destino do novo Porto Seco de Foz. Também estou curioso, porque como dono de transportadora espero que as instalações sejam bem mais eficientes e confortáveis para quem se submete aos trâmites aduaneiros. Não seria o ideal localizarem um complexo assim próximo ao Lago? E os modais? Como isso será? Pode nos adiantar algo Corvo? 
O.L.G.B (O leitor pediu para não ter o nome divulgado)

O Corvo responde: prezado, há sim toda essa preocupação com a definição de um local para o novo porto seco, e isso vai causando uma certa inquietude, porque as obras da ponte e perimetral estão em ritmo até avançado. No mais, ficará muito chato investirem em demandas assim, enormes e os caminhões continuarem a passar pelo centro da cidade. Isso seria o “ó do borogodó”. O Corvo está conversando com autoridades no sentido de apurar quais as novidades. Mas é lógico que uma estrutura assim precisará ser preparada ao lado de modais, sejam rodoviários, ferroviários, fluviais ou aéreos. Alguém disse recentemente ao Corvo, que existe uma conversa em adaptar o porto seco de Cascavel para a tarefa. Mas isso parece ser boato. É algo meio descabido, dizem as pessoas que conhecem o assunto.

 

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