Fumantes têm até quatro vezes mais chances de desenvolver câncer na bexiga


- Por: Reciel

Fumantes têm até quatro vezes mais chances de desenvolver câncer na bexiga

No Dia Mundial de Luta Contra o Tabaco, 31 de maio, o urologista Dr. Gustavo Cruz de Foz do Iguaçu, no Paraná, fala sobre a relação do cigarro com o Câncer de Bexiga Segundo informações da Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de bexiga é um dos tumores mais frequentes no Brasil. Ocupa o quarto lugar (10% dos casos) nos homens e o oitavo lugar (4% dos casos) na mulher sendo o segundo mais tratado pelos urologistas, perdendo apenas para o câncer de próstata. O câncer de bexiga é também o segundo tipo de câncer mais frequente do trato do urinário. Nos Estados Unidos é uma das principais causas de morte.   Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2019, 9.480 mil novos casos de câncer de bexiga surgirão no Brasil, sendo 6.690 em homens e 2.790 em mulheres. Aproximadamente 6,43 casos novos a cada 100 mil pessoas, ocupando a sétima posição na lista de mortes por câncer no Brasil. No Paraná, a taxa estimada é de 8,27 para cada 100 mil homens e de 4,22 para cada 100 mil mulheres. O câncer de bexiga tem maior incidência nos homens: acomete uma mulher a cada três homens e a incidência da neoplasia maligna aumenta conforme a idade, sendo mais frequente após os 40 anos e mais elevada após os 60 anos de idade. O hábito de fumar é o fator de risco mais significante, pois está presente em mais de 50% dos casos de câncer de bexiga no sexo masculino e em mais de 25% entre as mulheres. Os tabagistas aumentam as chances de duas a quatro vezes de desenvolver câncer de bexiga, quando comparados aos não-fumantes, explica o médico urologista, Dr. Gustavo Cruz, de Foz do Iguaçu, no Paraná.   O Dia Mundial Sem Tabaco , 31 de maio, foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as do enças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Segundo dados da OMS, há cerca de um bilhão de fumantes no mundo, mas a boa notícia é que este número se manteve desde o início do século, mesmo com o aumento da população. Ou seja, proporcionalmente, o número de fumantes vem diminuindo ao longo dos anos em todo o mundo. No Brasil a estimativa é de que um a cada 4 homens é fumante, enquanto para as mulheres é de uma a cada 20 mulheres. O que equivale a 18% dos homens e 10% das mulheres do nosso país. O tabagismo está diretamente ligado ao câncer de bexiga, afirma o urologista dr. Gustavo Cruz, que explica: Tanto o tabagismo, quanto a hipertensão, diabetes e colesterol elevado, por exemplo, causam danos aos vasos sanguíneos, a chamada aterosclerose que gera dano a qualquer coisa que dependa do fluxo sanguíneo, como os rins. O principal motivo que leva à insuficiência renal crônica e à hemodiálise é a nefroesclerose, da aterosclerose, que é o envelhecimento dos vasos sanguíneos, que vai matando células renais e perdendo a função. Do mesmo jeito você vai ter mal funcionamento do sistema da ereção, complementa o especialista. Outros fatores relacionados ao câncer de bexiga podem estar ligados às radiações ionizantes, raios-x, infecções urinárias de repetição ou presença de cateteres no trato urinário, além do uso de algumas substâncias, como: aminas aromáticas, ciclamato, sacarina, corantes, ciclofosfamidas entre outros. Atenção aos sintomas! Cerca de 70% dos pacientes com tumor de bexiga apresentam sangue na urina, como apresentação inicial do problema. Outros sintomas mais raros do câncer de bexiga são: dor lombar (dor nas costas), presença de massa palpável no hipogástrio (barriga) ou edema (inchaço) nos membros inferiores (coxas, pernas e pés). Em grau mais avançado, a doença pode vir acompanhada de emagrecimento entre outras manifestações. Pare de fumar: A rede de saúde pública dispõe de programas para quem tem vontade de fumar. Quando o uso de tabaco é interrompido, a chance de desenvolver câncer de bexiga diminui, mas a ação dos fatores cancerígenos que ficaram presentes podem perdurar no organismo por mais de dez anos, finaliza dr. Gustavo Cruz.   Dr. Gustavo Zepka Cruz Médico Urologista graduado pela Fundação UFRS, Residência médica em cirurgia geral no hospital São Vicente de Paulo/RS e Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Também foi Preceptor da Residência Médica de Urologia do Hospital Central da Aeronáutica. Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro da Sociedade  

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