Entenda como a Ozonioterapia passou a ser fundamental na Podologia


- Por: Reciel Rocha

Entenda como a Ozonioterapia passou a ser fundamental na Podologia

O ozônio tem propriedades altamente bactericidas, fungicidas e antivirais, além de estimular a circulação e revitalização de funções orgânicas

A ozonioterapia utiliza o ozônio (O3) e oxigênio (O2) como agente terapêutico no tratamento de diversas patologias, na podologia passou-se a usar o ozônio no tratamento de micoses, feridas crônicas, pés diabéticos, unhas encravadas, fissuras de calcanhar, esporões, entre outros problemas. Nos tratamentos podem ser aplicados métodos como insuflação do ozônio diretamente nos pés (por alguns minutos deixa-se os pés dentro de bag ́s que são sacos plásticos com ozônio), imersão do pé em água ozonizada, e aplicação tópica de óleos ozonizados.

O ozônio tem propriedades altamente bactericidas, fungicidas e antivirais, tem efeito direto sobre diversos agentes infecciosos, dentre eles: Enterococcus, Bacillus spp, Escherichia coli, Streptococcus spp, Listeria monocytogenes, Pseudonomas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Candida albicans. Sua capacidade de estimular a circulação é usada no tratamento de problemas circulatórios e na revitalização de funções orgânicas de modo geral. A ozonioterapia apresenta-se como promissora alternativa coadjuvante no tratamento dessas lesões, pois atua de
forma bioxidativa com efeitos antimicrobianos e promove a neoangiogênese, processo de formação de novos vasos sanguíneos, necessário para proporcionar a cicatrização da ferida através do suprimento sanguíneo dos fibroblastos responsáveis pela síntese de colágeno, aumento no local o número de fibroblastos, melhorando a capacidade de transporte de oxigênio (O2) por parte dos eritrócitos, além de estimular o sistema imunológico.

Ozônio e o Pé Diabético
O Diabetes mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia, a fim de que seja aproveitada por todas as células.

A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar, como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura). As úlceras crônicas representam quase 50% das causas de internação dos pacientes diabéticos. Isso ocorre porque os pés são partes vulneráveis às complicações diabéticas, pois são expostos quotidianamente a traumas de repetição. As feridas no diabético tendem a cicatrizar-se lentamente e apresentam-se frequentemente associadas à infecção de difícil resolução, que na maioria dos casos, requerem intervenções cirúrgicas.

Esse quadro é agravado pela reduzida circulação nos membros inferiores (principalmente dos joelhos aos pés), ocasionada pela aterosclerose, que promove redução do calibre das artérias (microangiopatia) e a progressiva destruição dos nervos que chegam ao pé, e que por sua vez, causam redução da sensibilidade e consequente alteração da distribuição do peso corporal na superfície plantar, favorecendo o aparecimento das lesões por hiperpressão. A proteção ineficiente e ferimentos acidentais podem causar ulcerações que, em casos mais graves, levam à amputação de parte ou de todo o membro. A ozonoterapia associada à terapia convencional favorece a cicatrização da úlcera em pé diabético, porque apresenta fortes propriedades antissépticas, causa oxigenação local, devido à neovascularização induzida, e acelera a reparação tissular.

 

DRA. PÊULA FINATTO
CRBM 0222

Graduada em Biomedicina com Habilitação em Análises Clínicas pela Faculdade União das Américas - Foz do Iguaçu (2009), pós-graduação em Microbiologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Curitiba (2012).
Experiência em análises clínicas em ambiente hospitalar, agência transfusional e controle de qualidade laboratorial.
Habilitada em Ozonioterapia e Membro da Associação Brasileira de Ozonioterapia

 

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