Educadores iniciam greve com ato público em frente ao Núcleo Regional de Educação de Foz


- Por: Reciel Rocha

Educadores iniciam greve com ato público em frente ao Núcleo Regional de Educação de Foz
Educadores se concentraram em frente ao NRE de Foz do Iguaçu

Professores, pedagogos e funcionários de escolas da rede estadual iniciaram greve nesta segunda-feira, 2, com ato público em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu. Os educadores são contra a reforma da Previdência apresentada pelo governador Ratinho Junior (PSD), em trâmite na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP). 
Para os educadores, o avanço dessa proposta resultará em redução de salários e no desmonte da aposentadoria. A paralisação também é para refutar diversas medidas educacionais, como o encerramento do Ensino Médio à noite, com o cancelamento de turmas do primeiro ano previsto já para 2020. Na planilha on-line de vários estabelecimentos de ensino em Foz e região, a abertura de turmas está negada pelo governo. 
“É uma lista extensa que tem na pauta da greve a defesa da aposentadoria e a manutenção do Ensino Médio à noite, da ampla oferta da Educação de Jovens e Adultos e da disciplina de Espanhol na grade curricular”, explica a presidenta da APP-Sindicato/Foz, Cátia Castro. “A greve também é pelo direito dos servidores temporários, os ‘PSS’, ao trabalho”, destaca.  
A dirigente sindical ressalta que os servidores terão de trabalhar por maior período e contribuir mais para a Previdência caso o projeto do governo seja aprovado. “Com a elevação da alíquota de contribuição para 14%, teremos diminuição de nossos salários já no próximo mês de janeiro. Temos de lembrar que nós, educadores, vamos completar quatro anos sem a reposição das perdas com a inflação”, acentua Cátia. 
Esta é segunda paralisação dos trabalhadores da educação neste ano. Os educadores acusam o governo de não cumprir os itens pactuados no encerramento do movimento lançado em junho. “Esta não é só uma greve, é um grito desesperado da nossa categoria por emprego, salário, aposentadoria e pela própria existência da escola pública”, assevera Cátia. 


Vila C sem Ensino Médio 
Uma das regiões mais populosas de Foz do Iguaçu, a Vila C poderá ficar sem novas turmas de Ensino Médio no próximo ano. Conforme levantamento da APP-Sindicato/Foz, os primeiros anos dos colégios Flávio Warken e Vila C, que ficam no bairro, aparecem como “não autorizados” no sistema eletrônico das escolas.  

Da assessoria
Foto: Divulgação

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