Diagnóstico e tratamento corretos salvam vidas na fibrose cística


- Por: Redação 1

Diagnóstico e tratamento corretos salvam vidas na fibrose cística
Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira tem 34 anos, é psicóloga e especialista em Análise do Comportamento. Tem MBA em Políticas Públicas e Direitos Sociais, está fazendo Mestrado na Universidade Federal do Paraná e fundou o Unidos pela Vida quando recebeu seu diagnóstico para fibrose cística aos 23 anos de idade. Também faz parte do Grupo Brasileiro de Estudos em Fibrose Cística

Você já respirou fundo hoje e, verdadeiramente, sentiu o ar entrando e saindo dos seus pulmões? Fazemos de modo tão automático, em meio a tantas atribulações da vida, que mal lembramos que estamos respirando. A respiração exerce um papel importantíssimo na nossa vida, na nossa saúde e nas nossas emoções. Em média, um adulto em repouso respira de 12 a 20 vezes por minuto. Em quantas dessas vezes você se deu conta de que está respirando? Via de  regra, nos damos conta quando sentimos dificuldade para tal. Ao praticar algum exercício físico de grande intensidade, por exemplo, caso você não tenha condicionamento físico; ou ainda quando nossas emoções se alteram. É também por meio da respiração que conseguimos regular tais sensações, contribuir no controle de crises de ansiedade e acalmar o coração. Em tempos pandêmicos, esse processo instintivo e de necessidade incontestável ficou ainda mais em voga. A covid-19 nos lembrou do quão importante são os nossos pulmões e, infelizmente, cessou o respirar de centenas de milhares de pessoas mundo afora. Temos vivido dias difíceis, desafiadores e que tiram nosso fôlego em decorrência deste gravíssimo problema mundial. Mas, dadas as proporções e complexidades, outras milhares de pessoas também convivem diariamente com situações de saúde que afetam sua respiração.
Uma dessas situações é a fibrose cística (FC): doença genética e ainda sem cura, ela pode desencadear pneumonia de repetição, tosse crônica, dificuldade para ganhar peso e estatura, diarreia, pólipos nasais e um suor mais salgado que o normal. Esses e outros sintomas surgem, pois, a secreção do organismo de quem tem a doença é mais espessa do que o normal e, portanto, mais difícil de ser eliminada. 
É possível descobrir se a pessoa tem FC já nos primeiros dias do bebê, através do teste do pezinho - que deve ser realizado entre o terceiro e sétimo dia de vida. Se esse exame vier alterado, é necessário fazer uma nova coleta e, na sequência, o Teste do Suor. Esse teste, que por sua vez é considerado padrão ouro para a confirmação do diagnóstico, também é indicado em situações onde a pessoa apresenta sintomas ao longo da vida, e precisa confirmar ou descartar a condição. 
Sobre a fibrose cística: Doença genética, ainda sem cura, que torna a secreção mais espessa que o normal.
Sintomas: pneumonia de repetição, tosse crônica, dificuldade para ganhar peso e estatura, diarreia, pólipos nasais, suor mais salgado que o normal. 
Diagnóstico: A triagem pode ser feita no teste do pezinho, e sua confirmação se dá através do teste do suor, que pode ser feito a qualquer tempo da vida. Pode também ser identificada em exames genéticos.
Tratamento: Inclui, diariamente, inalações, fisioterapia respiratória, dieta hipercalórica, atividade física, ingestão de medicamentos como antibióticos, corticoides, suplementos vitamínicos e enzimas digestivas.


Redação com assessoria
 

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