Cresce o número de mulheres presas por tráfico de drogas em Foz


- Por: Reciel Rocha

Cresce o número de mulheres presas por tráfico de drogas em Foz
Mais de 260 mulheres vivem hoje atrás das grades em Foz do Iguaçu, boa parte por tráfico de drogas 

Mais de 260 mulheres vivem hoje atrás das grades na fronteira, 80% delas, por envolvimento com tráfico de drogas, crimes de roubo e pequenos furtos. A maioria tem idade entre 18 e 30 anos, é mãe e está longe de seus filhos e de seus lares, enfrentando situações diárias de violação de direitos a espera do julgamento que pode levar anos. 
De acordo com um levantamento feito pela Delegacia da Polícia Civil em Foz do Iguaçu, entre janeiro e outubro de 2018, 32 mulheres foram presas por envolvimento com o tráfico de entorpecentes de diversas formas. No mesmo período desse ano, o número saltou para 89. 
“De fato os números praticamente triplicaram. Vale lembrar ainda, que estamos no início do mês de novembro, portanto, esse número pode crescer ainda mais. A maioria são jovens que deixam um grande potencial de lado para ingressar no crime”, afirmou o delegado Francisco Sampaio. 
Grande parte das detentas entrou neste “submundo” para assumir o “serviço” dos companheiros que já estavam presos. Muitas delas foram flagradas no momento da revista ao tentar entrar em uma unidade prisional com drogas escondidas no corpo. 
Sob ameaça de terceiros e com baixa escolaridade, essas mulheres acabam se tornando “vítimas” e não vêem outra saída se não a de submeter às ordens dos traficantes e, por vezes, arriscar a própria vida para salvar a do marido ou dos filhos. 
Outro fato que tem chamado a atenção das equipes de segurança é o aumento de mulheres envolvidas com organizações criminosas, que comandam as famosas “bocas de fumo”. Uma ação recente do Grupo de Diligências Especiais (GDE) resultou na prisão de uma jovem, de 21 anos. 

Andressa Ferreira
Foto: Arquivo GDia

 

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