Contrabando e tráfico aumentam nas fronteiras durante a pandemia


- Por: Redação 1

Contrabando e tráfico aumentam nas fronteiras durante a pandemia
A Polícia Federal constatou o aumento do contrabando em rios e lagos

Levantamento do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF) mostra que os estados da Região Sul e Mato Grosso do Sul, por onde passa boa parte dos produtos contrabandeados que ingressam no País, registraram aumentos expressivos na apreensão de maconha e cigarros.

“Isso  demonstra que a orientação de ‘ficar em casa’ por conta da quarentena surtiu efeito contrário nas fronteiras brasileiras, onde os traficantes intensificaram o fluxo de tráfico de drogas”, diz o presidente do Idesf, Luciano Barros.
O Idesf destaca um comparativo realizado pela Polícia Rodoviária Federal do Rio Grande do Sul, demonstrando aumento de 876,14% na apreensão de cigarros no primeiro quadrimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a abril, a PRF gaúcha apreendeu 3,29 milhões de maços de tabaco, contra 337,1 mil retidos no mesmo período do ano passado.

Polícia Federal
Nos registros da Delegacia da Polícia Federal, o crescimento na apreensão de cigarros foi de 569,7%. Segundo o delegado chefe, Mozart Fuchs, as ações se mantêm mesmo com as fronteiras fechadas há mais de dois meses, porém nem o aumento significativo na cotação do dólar no Brasil impede a continuidade do tráfico de drogas, contrabando e descaminho na região.

“Percebemos uma mudança no comportamento das pessoas que tentam ingressar com mercadorias ilícitas em território nacional. Diminuíram as apreensões nas pontes da Amizade (ligação com Paraguai) e Tancredo Neves (com a Argentina), todavia houve aumento significativo de apreensões no Rio Paraná e no Lago de Itaipu”, relata.

O delegado da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Paulo Bini, destaca que com as fronteiras fechadas e sem o turismo de compras, incluindo-se aí aqueles que compram para revender, a retenção na zona primária, ou nos recintos alfandegários, praticamente zerou.
“Em compensação, houve movimento na zona secundária (esconderijos, estradas, etc), alimentado por depósitos com produtos já estocados, principalmente de cigarros. São esses produtos que estão sendo pegos nas abordagens”.

Da redação com assessorias

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