Como estão as memórias dos nossos filhos?


- Por: Redação 2

Como estão as memórias dos nossos filhos?
(Foto: Favania Andrieli)

Criar boas memórias para o Davi e Ana tem sido minha prioridade. Principalmente nesse momento de isolamento social.
Já até me chamaram de doidinha, por deixar eles jogarem água no chão da sala para escorregar ou desenhar com adesivos uma amarelinha no tapete.
Minha justificativa? É cientificamente comprovado que, a nossa personalidade é formada com base nas nossas memórias vividas na infância, sobretudo, até os 12 anos. Elas podem ser boas ou ruins. Fortalecedoras ou limitantes. Elas determinam se seremos adultos fortes, corajosos, determinados, otimistas ou negativos, com baixa ou alta autoestima. 
Nesses dias de tantas incertezas que tal, aproveitarmos para trocar essas memórias de medo por memórias de amor, carinho, afeto, gratidão, aconchego e pertencimento. 
O primeiro passo é entender que a nossa vida e a dos nossos filhos é um presente. Que esta fase de mais tempo em casa pode ser especial para todos. Para que possamos nos abraçar, conversar, orar, assistir um filme ou simplesmente estarmos juntos.
Eu lembro muito bem de cada bichinho geográfico que tive ao brincar na areia. De fazer poças de lama. Eu só tinha quatro anos quando fui na carroceria de um caminhão  levar a mudança dos meus tios para Rondônia. Das brincadeiras de mercado ou de queimada na rua de casa.
Também lembro de alguns bullying. Na época, nem era esse nome.
Sim, temos um tanque cheio de memórias. As boas precisam sempre prevalecer. .
Ou seja, precisamos lembrar que a partir das memórias se formam as crenças.
Se uma criança ouvir que é burra ou que é um desastre na escola, por exemplo, crescerá vendo o estudo como algo ruim. Cheio de dor. 
Mas se ela for elogiada, apoiada no momento das atividades escolares e amparada, vai crescer  vendo a educação como algo prazeroso.

Instagram: @abilenerodrigues

 

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