Com a ponte fechada, desemprego toma conta de Ciudad del Este


- Por: Redação 1

Com a ponte fechada, desemprego toma conta de Ciudad del Este
Com o fechamento das fronteiras o comércio está praticamente parado em Ciudad del Este e o desemprego toma conta

Em Ciudaddel Leste, as lojas que abriram as portas estão praticante sem clientes, mesmo com as promoções. O desemprego é um dos maiores da história. De acordo com a Câmara de Comércio, a cidade possui cerca de 40 mil trabalhadores formais e 80 mil informais.

Dos trabalhadores formais, cerca de 5 mil já perderam seus empregos, segundo declarações do prefeito Miguel Prieto. Mas o número é bem maior porque na cidade vizinha um grande número de trabalhadores não tem carteira assinada, principalmente os brasileiros.  

Ninguém sabe ao certo qual é o volume de trabalhadores formais que perderam seus empregos em Ciudaddel Este, mas é certo que muitos ainda serão demitidos. Quantos aos 80 mil trabalhadores informais estima-se que mais de 90% perderam seu ganha pão. O governo não tem uma política eficiente à esses trabalhadores e o desespero está tomando conta da maioria.

Números oficiais
O diretor do escritório Regional do Trabalho, Julio Valdez, não confirma esses números citados pelo prefeito. Ele disse ao “La Clave”, que oficialmente foram demitidos 3.500 trabalhadores em todo o departamento de Alto Paraná.
“Algumas empresas se comprometeram a recontratar os funcionários demitidos após a crise”, destacou Valdez. Ele acrescentou que o escritório regional já recebeu 230 denúncias sobre demissões injustificadas e que 70% das empresas recorreram à suspensão temporal do contrato.

Os shoppings Paris e China, que geravam uma quantidade muito grande de empregos, continuam fechados. O empresário Cogorno Alvarez, diretor do Shopping China, disse que 99% dos clientes são do Brasil. “Levará tempo para voltar ao que era antes, mas no momento o importante é salvar vidas”, declarou ele ao ABC.

O empresário Juan Vicente Ramirez, vice-presidente da Câmara de Comércio e Serviços de CDE, informou que alguns proprietários de imóveis liberaram lojistas do pagamento do aluguel. Mesmo assim os empresários estão demitindo e fechando as portas porque não irão arcar com os prejuízos.

A entidade estima que 95% do faturamento das empresas de CDE, principalmente em relação a produtos eletrônicos, bebidas, computadores e roupas e perfumes, tem como fonte o Brasil.

Em entrevista à agência EFE, publicada nesta semana, Ramirez diz que a cidades “está de luto nos negócios”. Ele recorda que o comércio está parado há mais de dois meses “e não há empresa que resista vendendo apenas 5% para o mercado nacional”. O resultado é falência e desemprego.

As lideranças empresariais comentam que o governo pretende abrir a fronteira somente a partir de agosto. “O governo decidiu tomar essas medidas duras e nós temos de cumpri-las. Mas isso está levando muitas empresas à falência”, declarou.


Adelino de Souza
Foto: MichyAvalos

Leia mais na edição impressa.

Relacionadas