Cobrança de taxas de exportações pode inviabilizar zonas francas em CDE


- Por: Redação 1

Cobrança de taxas de exportações pode inviabilizar zonas francas em CDE
Zonas Francas de CDE poderão entrar em colapso com as taxas de exportação

Duas empresas estão suspendendo suas atividades nas zonas francas instaladas com grande alarde há mais de duas décadas no Paraguai. Uma delas, a Indústria Paraguaia de Papéis (IPP) vinha reduzindo a produção e suspendeu as atividades na última quarta (15) na vizinha Ciudad del Este.
O problema reside em um acordo do Mercosul que entrou em vigor em junho do ano passado. Esse acordo estabelece que os produtos das indústrias das zonas francas do Paraguai deixaram de receber o certificado de origem. Com isso, os produtos exportados para o Brasil são tarifados entre 15% a 25%, inviabilizando os negócios.
Em Ciudad del Este existem duas zonas francas: a Zona Franca Global, no km 11,5, e a Zona Franca Internacional, no km 10. São 40 indústrias,  que geram diretamente 3.500 postos de trabalho, boa parte de brasileiros residentes em Foz do Iguaçu.
Se medidas urgentes não forem tomadas, essas indústrias poderão seguir o mesmo rumo da IPP. Essas empresas produzem alimentos, plásticos, cabos de aço, móveis, estruturas de concreto, papel, componentes metálicos e roupas. A maioria desses produtos é exportada para o mercado brasileiro.

Adelino de Souza
Foto: gentiliza  ZF Global

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