Carol “Detonada”


- Por: Redação 1

Carol “Detonada”

A vereadora iguaçuense está sob uma tempestade de tijoladas digitais. A pauleira é tanta que se ela trocasse o sobrenome “Dedonatti” para “Detonada” muita gente entenderia e até concordaria. Carol é uma vítima das redes e da turba que faz comentários aleatórios, propagando o ódio. Vamos aproveitar o gancho, uma vez que é um assunto predominante no meio político e abordar como essas coisas acontecem, independentemente de quem seja a vítima. 

Produto eletrônico
Tomara as pessoas em evidência não fiquem aborrecidas com alguns comentários deste inofensivo jornalista, mas há uma regra: todo produto, ou personagem com audiência nos meios eletrônicos e redes sociais, acaba acusado e julgado sem direito à defesa. Depois é que o assunto vai tramitar na Justiça, com as vítimas além de enxovalhadas e indecorosamente expostas às sentenças virtuais, e pagam por crimes que em geral, não cometeram ou se foram cometidos, isso resulta penas severas, pesadas, com danos irreparáveis perante a opinião pública. Para um político ou pessoa pública, é uma situação cruel.  

O Corvo explica
No caso da vereadora Carol, ela é o exemplo de pessoa pública que cresceu nas redes sociais e foi delas que projetou o nome, na personificação do ativismo em prol da causa animal. O fato é, que depois de assumir uma cadeira na Câmara Municipal, tem se desdobrado para atenuar um problema muito grave na cidade, que é o abandono dos bichos. Como outros, ela poderia atuar no setor cultural, social, empresarial, comercial, na moda ou turismo, mas preferiu outro foco, onde sabia, há conflitos e querências de todas as categorias, a começar por ativistas radicais e insaciáveis quando o assunto é destruir a imagem de alguém. Meteu foi a mão num vespeiro. 

Drama
Quando situações chegam ao extremo, como acontece com a vereadora, o atingido se vê de certa forma encurralado, porque todos que estão a sua volta também fazem parte da mesma corrente virtual; familiares, amigos, e um mundo de gente acompanha o linchamento, e no fim das contas ficam esperando uma resposta. Carol, no caso, respondeu. E aí vem a pergunta: agiu certo? Ou deveria ter ignorado os ataques, uma vez que muitos são anônimos e por parte de pessoas que não formam a opinião? Vários dos personagens são fakes, diga-se, “montados” com o objetivo de atingir adversários. Carol não é uma figura política com 100% de acerto, mas tem desempenhado a sua função, dentro das linhas da legislatura, engessada, como a maioria. Vereadores não administram, não constroem obras públicas, não assinam pedidos de compra, são apenas fiscais e atuam na modelação das Legais cuja atribuição é melhorar as condições de vida da população.  

Agressões
Este colunista não é defensor da vereadora, especificamente, e, a menciona nesta coluna mais como exemplo de como a vida descamba na internet. Quase todas as pessoas que se manifestam nas redes sociais são atingidas vez ou outra, e, muitas vezes por nada, basta uma postagem inteligente, de bom conteúdo, para desagradar quem não armazena conhecimento para se expressar com qualidade. Basta fazerem alguma coisa, ou se destacarem, para terem as vidas vasculhadas, sofrendo agressões de todas as naturezas. O interessante é que os bandidos, inimigos do alheio e pústulas sociais, não são tratadas com tanta atenção e desprezo. O rabo está mordendo o cachorro no campo da vaidade humana. Por fim das contas, o problema não é somente o ataque isolado, por parte de alguém com dor de cotovelo, mas a onda que é formada por ignorantes, os que “curtem” a desgraça alheia. 

Ofensa pessoal
O Corvo vira e mexe repete frases de famosos (e até anônimos), porque de alguma maneira isso serve para ilustrar situações pontuais. Num tempo em que a internet engatinhava e nem havia redes sociais, o Tom Jobim disse: “sucesso no Brasil é ofensa pessoal”. Certa feita, mais recentemente, este colunista usou a frase e alguém escreveu no Facebook: “Quem é esse cara, para ser citado como exemplo?”. Se as pessoas desmerecem Antônio Carlos Jobim; criticam até Machado de Assis, Vinícius de Moraes, Ruben Braga, Chico Buarque de Holanda, sem saber de suas obras, pelo prazer e culto à ignorância, o que mais se pode esperar?

Pratos limpos
Para concluir, Carol Dedonatti não tem sido criticada nos meios jornalísticos, pelo contrário; não se vê situações degradantes ou agravantes envolvendo o seu nome nos telejornais, programas de rádio; publicam sim o resultado do seu trabalho, diga-se, ele está na faixa satisfatória pública, afinal foram 223 Indicações, 27 Requerimentos, 35 Projetos de Lei, 04 Projetos Complementares de Leis, 08 Emendas, 04 Audiências Públicas, sem mencionar os ofícios, Projetos de Decretos Legislativos, Resoluções, Substitutivos e Ofícios. Está tudo no site do Legislativo.  

Conteúdo
Mais detalhadamente, Carol participou da criação de um banco de ração que atende protetores cadastrados; defende um projeto para a instalação de um crematório humano e animal; na área social protocolou projeto de Lei concedendo maior prazo para os contribuintes solicitarem isenção do IPTU; trabalhou o projeto para a redução gradativa de veículos com a tração animal (por meio de Audiência Pública) e trabalha na atualização e melhoria a lei de proibição de fogos de artificio. No campo das indicações, somadas às emendas impositivas, há a compra de aproximadamente 25 toneladas de ração para cães e gatos; a criação de um centro de tratamento pós Covid-19; operação tapas buracos, dentre outras. Não foi pouco trabalho. É notório que as críticas dirigidas à ela são suspeitas e merecem sim atenção da Justiça. Algumas são caso de polícia inclusive. Uma pessoa não pode acusar e ofender outra, se disfarçando com a Liberdade de Expressão. Isso não existe.  

Ronalducho apreensivo
O craque anunciou o desejo de literalmente comprar um time de futebol e no exercício de “minha-mãe-mandou-eu-comprar-esse-aqui”, apontou o “deducho”, “redonducho” para o Cruzeiro, do qual se confessa fã e torcedor. Que situação hein? Ele já se disse um Corintiano, dos bem fanáticos. Em sua empreitada de cartola, não esperava que o buraco fundo cruzeirense fosse tão infinito. Em quase dois meses de análise, os auditores ainda não conseguiram fechar a conta dos prejuízos. 

Compra o Azulão
Alguém ligou para o Ronaldão oferecendo um time de futebol (dos gramados), em Foz do Iguaçu. Um assessor perguntou, antes de levar o recado ao chefe: “quantos campeonatos venceram; onde é que fica o estádio; qual o patrimônio do investimento” e não precisaram de uma quarta pergunta para abandonar a negociação. Poderiam até mencionar a rede de estacionamentos, mas isso nada tem com o futebol. Seria uma boa para reforçar o elenco na divisão de acesso. Certamente ele se interessaria pelo time de Futsal, mas ao que parece ele não está à venda, embora aceite investimentos. 

ABC
Em situação contrária, o povo do Flamenguinho e do ABC teriam o que oferecer ao “Fenômeno”, pelo menos possuem estádios com gramado verdinho e a operação sairia bem mais em conta do que comprar o Cruzeiro. Com um empurrão financeiro e montando uma boa equipe, um time em Foz iria longe. 

Apaixonado
Ronaldo Nazário, o Fenômeno, disse em certa ocasião, que se pudesse, viveria em Foz do Iguaçu. Bom, boa parte do elenco que participou da Copa América exalou o mesmo desejo, sobretudo depois de baterem cartão pelas casas noturnas e botecos da cidade. Eita turma que gostava de chinoca e cangibrina. Bom, se isso fosse defeito não conquistariam o campeonato e nem venceriam a Copa do Mundo dois anos depois, em 2002, com praticamente o mesmo elenco. 

Fininho, mas eficiente
Corvo, todos os dias vejo o GDia, na empresa onde trabalho. O jornal passa pela mão de umas quinze pessoas e dentre outras a sua coluna é muito disputada. Entendemos que o meio impresso enfrenta muitas dificuldades (nem imagino como ainda conseguem circular) e essa diminuição de páginas é um recurso econômico, mas saiba que apesar disso, o jornal está bem completo, com todos os fatos relevantes e muito bem confeccionado. Parabéns a vocês pela persistência e serviço que prestam, por meio de uma informação imparcial e por isso credível. O GDia é inegavelmente, um dos meios de comunicação mais importantes da cidade. 
Paulo R. Bastos Freitas

O Corvo responde: prezado, agradecemos o seu apoio e leitura. Uma das vantagens do GDia é a multiplicidade de leitura; ela atinge índices impressionantes, na casa de 12 x exemplar. Como possuímos milhares de assinantes, e 78,8% são empresas, comércios, consultórios, muitas pessoas acessam o mesmo exemplar. Sim, a diminuição de páginas é provisória, mais para atender os primeiros meses do ano, época em que o movimento cai e muitas pessoas viajam, mas como o leitor percebeu, a qualidade de impressão está muito boa. Editorialmente o jornal é muito equilibrado, diversificado e atente aos principais fatos, como é sua missão. Mais uma vez obrigado.  

Vamos que vamos
O ano de 2022 deu partida, entramos pela terceira semana e a segunda metade de mês. A primeira quinzena voou, com um calor escaldante, medo de contágio por Covid, Gripe H3N2 e Dengue, que voltou a ameaçar a população. Essas são as guerras que precisamos vencer a todo custo. O resto é fichinha!
 

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