Câmara ouve autoridades do transporte coletivo de Foz


- Por: Redação 1

Câmara ouve autoridades do  transporte coletivo de Foz
O transporte coletivo de forma geral sofreu muito com a redução de passageiros durante esse período de pandemia afirmam os empresários

São muitas as reclamações com relação ao transporte coletivo urbano em Foz do Iguaçu: falta de pagamentos dos trabalhadores; ônibus lotados; demora e linhas inadequadas para atender aos usuários; atrasos; e não cumprimento do sistema integrado aos passageiros. Em vista dessas e outras reivindicações, o vereador Celino Fertrin (Podemos) havia feito o requerimento (379/2020) chamando as autoridades para esclarecimentos durante a sessão. Nesta terça-feira, 15 de setembro, as autoridades se fizeram presentes na sessão e se manifestaram.

Fernando Maraninchi, Diretor Superintendente do Foztrans afirmou: “O transporte coletivo de forma geral sofreu muito com a redução de passageiros durante esse período de pandemia. Temos problemas de linhas, tentamos resolver algumas. Temos atualmente 50% da frota para atender a 1/3 dos passageiros de antes. O que a Prefeitura fez foi a compra antecipada de vale transporte”.
Segundo Maraninchi, “ontem (segunda) foi enviado para Câmara um projeto para que seja autorizado por lei que o município possa adquirir todos os vales transportes do ano que vem, a ser pago em três parcelas ao consórcio, para poder dar um fôlego a eles para que cumpram seus deveres trabalhistas. Há também Sistema Inteligente de Mobilidade Urbana, que está tudo entregue na Caixa Econômica para que o município chegue a um sistema desse”. 

Helio Camilo Marra, Representante do Consórcio Sorriso pelas empresas Cidade Verde e Vale Iguaçu, enfatizou que “os problemas e dificuldades do transporte ocorrem em todo Brasil. As linhas têm faltado, mas precisamos adequar o custo ao sistema. O que muitas prefeituras têm feito são subsídios para que o sistema continue se mantendo. Com relação aos trabalhadores, o que aconteceu foi falta de recursos para arcar com isso. Essa questão do projeto de antecipação dos vales seria um fôlego financeiro para fazer pagamento de salários aos trabalhadores”.

Cesar Alamini, Representante da Transbalan (uma das empresas que integram o transporte) destacou: “Eu entendo que para resolver o problema do transporte, com algumas sugestões os problemas são resolvidos. A tarifa é cara, mas precisamos encontrar soluções para que o transporte seja subsidiado por meio da lei de mobilidade urbana. Tem alternativas para que isso aconteça”.

Gratuidades impactam nas tarifas 
Alamini também reclamou das gratuidades. “Queria que alguém me explicasse por qual motivo uma pessoa de 60 anos não precisa pagar o transporte. Devemos manter algumas gratuidades que são essenciais, por exemplo, 50% da tarifa para estudantes eu concordo. Agora, uma pessoa que tem 60 anos não pagar tarifa acho que não devia existir. É preciso rever essa questão das gratuidades. Devemos buscar na lei da mobilidade urbana soluções para subsidiar o transporte coletivo”, 
Sobre a questão das linhas, o empresário sugeriu: “Precisamos também de linhas truncais e outras alimentadoras. A questão da idade da frota também ajuda a reduzir a tarifa. Os ônibus podem rodar por 20 anos, mas é necessário fazer vistorias e elas devem dizer se alguns veículos devem ou não acompanhar a frota. Talvez pudesse ser formado um grupo de estudos para pontuarmos os problemas e buscar soluções, a fim de resolver os problemas”. 

Salário atrasado
Os trabalhadores do transporte, alguns demitidos e outros com salários e vale alimentação atrasados, foram representados por Rodrigo Andrade de Souza, Presidente em Exercício do Sindicato do Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Foz do Iguaçu. “A pandemia colapsou o transporte para todos. Desde abril temos trabalhadores com dificuldades. Temos salários pendentes do mês de agosto, setembro. Vale alimentação pendente desde o mês de abril. E, ressalto que o trabalhador já está contribuindo com 1/3 do seu salário porque com a redução dos salários, a pessoa que ganha dois mil reais, hoje não ganha mil”, informou.
O sindicalista completou: “Sabemos que é preciso rodar com a frota toda, mas também não haverá tantos passageiros rodando. Sabemos que alguém deveria subsidiar e entrar em certo acordo, tanto para combater a pandemia e melhorar a vida do usuário do transporte coletivo. Os trabalhadores foram demitidos, alguns receberam só parte do acerto, outros não receberam praticamente nada, a situação dos trabalhadores está bem complicada. Não queremos a paralisação dos serviços, mas os trabalhadores estão sem vale alimentação para levar comida para casa”.

DI CMFI
 


 

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