Caixas protetoras de ar-condicionado: problema ou solução?


- Por: Redação 1

Caixas protetoras de ar-condicionado: problema ou solução?
A capa protetora surge como uma boa opção para os condomínios que já possuem unidades com o ar-condicionado convencional.

Popularização dos aparelhos traz dúvidas sobre regras e padronização para instalações nos condomínios

O outono começou em março, mas as temperaturas de verão seguem firmes. Com o calor dos últimos anos e a popularização do ar-condicionado, que deixou de ser objeto de luxo nas residências de todo o País, surgem dúvidas sobre os equipamentos e regras para instalação em cada condomínio. O uso da caixa protetora é uma delas, já que o aparato aparece como uma forma de padronizar a fachada dos edifícios, evitando a aglomeração de diferentes modelos nas paredes externas das unidades. As prometidas soluções desse protetor, no entanto, valem realmente a pena?

Segundo o supervisor de instalações de empresa especializada no ramo, Elto Costa Cechella, é importante ressaltar que as caixas protetoras são uma solução para os modelos convencionais de ar-condicionado (conhecidos como “de janela”), ou seja, aqueles que necessitam de grandes buracos nas paredes. Nesses casos, surgem frestas que abrem caminho para a entrada de insetos, animais e água. A arquiteta Giseli Andrade, integrante do Grupo de Trabalho de Interiores da AsBEA-SC (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) por sua vez, destaca ainda que o dispositivo ajuda a evitar infiltrações.

“Além da proteção do aparelho, as caixas são projetadas para escoar a água da chuva, utilizando o mesmo dreno do ar e evitando manchar as paredes do edifício. Elas também diminuem a incidência do sol e evitam a aproximação de animais, como pombos e morcegos, evitando doenças, além de ajudar a manter a higiene interna dos aparelhos”, detalha a especialista sobre o equipamento, que também aumenta a vida útil do ar-condicionado e o protege da chuva, da maresia e de possíveis infiltrações.

 Além disso, tanto ela quanto Elto destacam que há opções mais modernas de ar-condicionado no mercado, como Split, que não precisa de capa de proteção e consome menos energia. Esses, no entanto, possuem condensadora, que dependendo do local de fixação, também precisa seguir o padrão estabelecido pelo condomínio.

Padronização: uma necessidade para a fachada
Apesar de optarem pelo uso dos modelos Split, a arquiteta e o especialista defendem, acima de tudo, a padronização da fachada dos edifícios. Sendo assim, a capa protetora surge como uma boa opção para os condomínios que já possuem unidades com o ar-condicionado convencional. “Caso haja substituição para o Split, podemos utilizar as tradicionais caixas para abrigar as condensadoras”, comenta Giseli, ao frisar que não são todos os materiais de protetores que atendem ao Split, por isso deve haver planejamento prévio para que o modelo escolhido atenda à necessidade de todos.

“A fachada de um prédio com equipamentos diferentes e sem capa de proteção é tão feia quanto outra com capas de tamanhos e modelos diferentes e mal projetadas”, comenta Elto. “Sem dúvida, é importante a padronização. Desde o ponto de vista estético, valorizando as fachadas das edificações, criando uniformidade e harmonia do conjunto, ao ponto de vista técnico, garantindo que todas estão em perfeito estado, não gerando infiltrações e permitindo segurança aos vãos criados para climatização das unidades de moradia”, completa Giseli.
Arquiteta lista caixas protetoras existentes no mercado.

 

Assessoria / Foto: Divulgação

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