Autoridades brasileiras preocupadas com a “supersafra” de maconha paraguaia


- Por: Redação 1

Autoridades brasileiras preocupadas com a “supersafra” de maconha paraguaia
Helicópteros da PF brasileira ajudam a Senad atacar os principais centros de produção e manipulação de maconha em solo paraguaio

Em apenas uma semana de trabalho, a 22ª fase da Operação Nova Aliança já apreendeu e destruiu 270 toneladas de maconha em território paraguaio. A ação é coordenada pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), Força Tarefa Cumum (FTC) e  Ministério Público, com apoio da Polícia Federal brasileira.

As operações desta 22ª fase estão sendo realizadas na região Norte do Paraguai e devem prosseguir nos próximos dias. Das 270 toneladas, 30 estavam prontas para a comercialização. Mais 240 toneladas seriam produzidas nos 80 hectares de plantação destruídos na operação.

Essas 270 toneladas de maconha renderiam aos traficantes US$ 8 milhões. No ano passado, a Nova Aliança erradicou 3.530 toneladas de maconha no Paraguai e 476 em território brasileiro.

Presenças
É esse trabalho de combate ao narcotráfico internacional que os ministros irão conhecer e debater em Foz do Iguaçu. Já estão confirmadas as presenças dos ministros da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos; e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno Pereira.

A reunião será realizada às 13h50, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). O evento também contará com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre; do coordenador-geral de Repressão a Drogas, Armas e Facções Criminosas da PF, Elvis Secco; do secretário Nacional de Políticas sobre Drogas do MJSP, Luiz Roberto Beggiora; e do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, além de autoridades paraguaias.

“Supersafra”
O clima e o solo fértil do Paraguai facilitaram a safra de maconha deste ano que começou a ser colhida em junho. A droga represada em função do novo coronavirus também fez aumentar a movimentação dos traficantes.


Adelino de Souza
Foto: Senad

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