Aumenta o número de cadastrados na dívida ativa em Foz do Iguaçu


- Por: Reciel

Aumenta o número de cadastrados na dívida ativa em Foz do Iguaçu

O número de moradores do Foz do Iguaçu cadastrados em dívida ativa aumentou no intervalo de junho de 2017 para junho de 2018. De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, há pouco mais de um ano, eram 65.808 os cadastrados, contra os 67.699 atuais. Para sair da lista de inadimplentes, o consumidor precisa negociar com a empresa em que ficou devendo. Após o acerto, o estabelecimento pede a retirada. Se o número de cadastrados no SPC aumentou em Foz do Iguaçu, o montante devido caiu no período analisado. Em 2017, os dados do SPC Brasil indicavam débitos de R$ 47,9 milhões em dívidas no município. Em julho de 2018, eram R$ 33,3 milhões — divididos em R$ 29,5 milhões em nome de pessoas físicas e R$ 3,8 milhões de pessoas jurídicas (3.021 empresas). Numa análise fria dos dados do SPC Brasil, e considerando que Foz do Iguaçu tem 258 mil habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode-se dizer que um em cada quatro moradores está com o nome no SPC. Os números preocupantes, que espelham a realidade nacional, com milhares de pessoas atoladas em dívidas, foram analisados sábado (1º de setembro), no Clube dos Amigos — produção conjunta do H2FOZ e da Rádio Clube. Os apresentadores Alexandre Palmar, Paulo Bogler, Claudete Oliveira e Moacir Júnior receberam o professor Wolney Carvalho, docente do curso de Ciências Econômicas da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana). Dicas saudáveis O especialista em economia analisou os dados e deu boas dicas para quem vive no limite das contas. A primeira é relacionada à educação financeira, que consiste em adquirir uma postura racional quanto às receitas e despesas pessoais. "É fundamental colocar no papel ou em uma planilha Excel o que a pessoa ganha no cotidiano, o que gasta e como gasta", frisou Wolney Carvalho. "Com esse controle, fica mais claro pensarmos como melhorar o nosso orçamento", apontou. O advogado Marcelo Brito, em suas intervenções, deu dicas para as famílias com dívidas reorganizarem as finanças. De acordo com ele, é necessário refazer e fixar o orçamento, e não gastar mais do que se ganha. Em seguida, deve-se renegociar os débitos tentando pagar à vista ou de forma parcelada. "É preciso eliminar dívidas de cartão de crédito e cheque especial. Quem tem essas dívidas em bancos deve fazer empréstimo pessoal ou da linha CDC, que os juros são menores", destacou Marcelo Brito. "Depois tem que cancelar o cartão e o cheque, responsáveis pela maioria dos casos de descontrole financeiro", aconselhou. Dor de cabeça Se para entrar no cadastro de inadimplentes não é difícil, sair dele não é algo muito fácil. A reportagem do Gazeta Diário conversou com Cesar Ferreira, gerente do SPC de Foz do Iguaçu, que fica na Associação Comercial e Empresarial (ACIFI). Segundo ele, o serviço foi criado para facilitar a consulta nas listas do SPC, Serasa e também em cartórios. "Cobramos uma taxa da pessoa que quer ver a situação do CPF [Cadastro de Pessoa Física] ou para fazer uma certidão", explicou Ferreira. Após isto, e aparecendo na lista, de acordo com Ferreira, o interessado deve procurar a empresa em que deve, efetuar o pagamento e pedir para seu nome ser retirado da lista. A empresa que usa o sistema é responsável pela inclusão dos nomes na lista de inadimplentes. Após o devedor quitar o débito, ela tem um prazo legal de cinco dias para fazer a retirada. Caso não ocorra, o consumidor deve voltar lá e, em último caso, pode procurar o Procon ou outro órgão judicial. Ronildo Pimentel Freelancer/Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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