Após 17 anos, atentado contra Rabelo continua envolto em mistério


- Por: Reciel Rocha

Após 17 anos, atentado contra Rabelo continua envolto em mistério
Adilson Rabelo, quando era presidente da Câmara

Na próxima segunda-feira (24) terão passado 17 anos do atentado a tiros que vitimou o ex-presidente da Câmara, Adilson Ramirez Rabelo. Apesar da condenação de quatro pessoas, o verdadeiro mandante do crime continua impune.
O atentado ocorreu por volta das 10h30 do dia 24 de fevereiro de 2003 quando Rabelo, retirava-se de uma audiência pública no Hotel Bella Itália para participar de um evento em Itaipu com a presença do governador Roberto Requião.
Ao deixar o hotel, Rabelo entrou em um Escort Wagon, dirigido por seu assessor, Edilson Soares. A menos de 100 metros, o veículo parou na esquina da Avenida República Argentina com Paraná porque o semáforo estava fechado. O carro ficou entre uma Kombi e um ônibus, aguardando o sinal verde.

Uma motocicleta estacionou ao lado do Escort e o homem que estava na garupa sacou de uma pistola 7.65 e disparou dois tiros na cabeça de Adilson Rabelo. Os dois homens estavam de capacete e vestiam jaleco amarelo. Assim que fizeram os disparos, eles fugiram em alta velocidade.

Rabelo foi levado às presas para a Santa Casa. Uma bala acertou a parte frontal da cabeça, perto do olho e a outra ao lado, causando sérias lesões cerebrais e perda de massa encefálica. O ex-presidente da Câmara passou por uma cirurgia de emergência e, mais tarde, foi transferido para o Costa Cavalcanti. Um mês depois, foi removido ao hospital Sara Kubitschek, em Brasília, para novos procedimentos. Mas os esforços médicos foram em vão porque os ferimentos eram gravíssimos.

Ao longo do tempo, a família tentou diversos recursos, que também foram infrutíferos. Passados 17 anos, Adilson Rabelo continua em estado vegetativo. Vive em uma cadeira de rodas, não fala, não se movimenta e precisa da família para comer e tomar banho. Recebe toda a atenção de sua esposa, Jane, e dos filhos.

Adelino de Souza /Freelancer
Foto: Robson Meireles

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