Aberta a temporada de audiências 


- Por: Redação 1

Aberta a temporada de audiências 

Depois da audiência pública do “Transporte Coletivo” na Câmara Municipal de Foz, e, que foi organizada pelo vereador Adnan Al Sayed, parece que os outros parlamentares resolveram abrir a porteira das audiências. A vereadora Yasmin Hachem embarcou na mesma onda e organizou uma audiência para debater as Políticas Públicas de Juventude. As colegas Anice Gazzaoui e Carol Dedonatti também estão na corrida para a organização das suas pautas. 

Juventude
Há muito a se fazer pelos jovens em Foz do Iguaçu, mas quando um representante do povo trabalha para esse universo, atua em favor de toda a sociedade, porque filho encaminhado é alívio para os pais. Basta ver os programas de TV, e avaliar a quantidade de demandas para reduzir a pressão social exercida dobre os jovens. Bom, dona Yasmin se elegeu, dentre outras, para atender a “juventude, jovem, juvenil”. 

Alfinetada
A ideia dos vereadores é demonstrar força, ao mesmo tempo, levando público presencial à Casa de Leis. O caso é que esbarram nas regras de isolamento social e de ocupação do espaço por conta da pandemia. Um parlamentar confidenciou, que não vai surfar essa onda e só vai fazer "evento" quando puder lotar o plenário e ainda, alfinetou os colegas: "eles estão fazendo isso agora porque trazer 30 pessoas é fácil. Quero ver quando liberar casa cheia?"

Casa Cheia?
Aqui entre nós, “encher a casa” não é o mais importante, no mais, o plenário em geral apinha, quando é para cassar alguém ou em razão de pendenga. Seria muito bom saber que “a casa está cheia” em razão da participação natural da população, pelo interesse na atividade política, isso sim faria um bem danado a todos. 

Nem Bolsonaro e nem Lula
Os atos no final de semana passado, em algumas cidades brasileiras, exibiram o slogan “Nem Bolsonaro e nem Lula”. Em verdade, eles foram organizados por um misto de dissidentes e os que deram de procurar uma "terceira via", que aliás, não aparece nunca. A demanda em Foz “deu ruim” e os organizadores tiveram que cancelar o evento por "falta de adesão".

Temer presidente!
O acirramento de ânimos causou um fenômeno dos mais esquisitos, no fato de algumas pessoas surgirem lembrando o nome do Michel Temer para a corrida eleitoral. Triste sina a dos brasileiros, de viverem numa nação tão moderna e infrutífera, quando o assunto é a formação de novas lideranças políticas. 

Culpa dos petistas
Alguns dos organizadores foram às redes sociais dizer que a culpa da "desmobilização" foi do PT, que não quis participar do ato. É razoável: mesmo pequeno na cidade, o partido ainda é a maior sigla da oposição ao atual governo e isso em razão da “polarização”. Por ser, os petistas, como os Bolsonaristas, queiram deixar as coisas como estão. Não duvidem caso façam uma trégua e resolvam se reunir, para manter essa polarização em evidência. 

Em cima do muro
Os vereadores de Foz não cometeram muitos esforços para a participação nos atos em favoráveis ou contra o presidente. O Cabo Cassol se mostrou mais ativo na propaganda, mas Alex Meyer e Protetora Carol e que deram as caras. De outro lado, onde a vereadora Yasmim é forte nas redes sociais, quase nada aconteceu na conclamação dos “camaradas companheiros” contrários.  

Briga por pautas
Ao que parece, esta semana está iniciando com um clima um pouco mais pesado na Câmara e o motivo é o velho truque do "roubo" de pautas. Ao menos dois parlamentares apresentaram matérias sobre a proteção animal (que tem uma representante no Legislativo) e a situação ficou, no mínimo, chata. De novo, diga-se. Mesmo assim, a causa é justa e dá Ibope. Em outras palavras, isso sempre vai acontecer. 

Falta assunto?
Há tantas necessidades em Foz do Iguaçu, que a prefeitura precisa trabalhar o Orçamento Participativo, ou seja, vai aos bairros para compreender a carência do povo e, vereadores roubam pautas uns dos outros? Para começo de conversa, eles é que são os representantes da população e diante disso, poderiam tranquilamente economizar o dinheiro com as reuniões, porque elas, no fim das contas, não saem de graça. No mínimo aumentam o consumo de luz nos locais onde são realizadas. Mas vai fazer o que né? O povo quer ver o prefeito de perto e cobrar. Isso é o eco do descrédito da classe política. 

Sem desmerecimento
A nota acima não é nada depreciativa ou visa atingir os nossos nobres e combativos vereadores. Em verdade, a população quer essa aproximação com o Executivo, sobretudo depois de um período tão extenso de confinamento. Contaram para o Corvo que o Chico encomendou roupa de astronauta para ir aos bairros e se reunir com as pessoas, sem o risco de aumentar o contágio por covid-19.

Emendas
A peregrinação por “emendas legislativas” já começou. Membros de entidades sociais, igrejas, associações de moradores, ONGs e afins, são vistos em peso em frente ao edifício do Legislativo, pelos gabinetes, corredores, porta da garagem, e até na já famosa pastelaria, tentando laçar um vereador, para pedir recursos. Um vereador, no entanto, confessou que as entidades fazem "jogo duplo" e batem de porta em porta. "No final, a gente ajuda, mas não recebe apoio político".

Parte do jogo
Sabemos que cada vereador quer usar a sua cota de emendas para atender as bases políticas e, eleitorais, mas, ao que parece, a situação anda "visível" ao extremo. É normal, porém cheio de questionamentos no ponto de vista épico. Na prática, isso faz com que alguns parlamentares se juntem para fazer a tal da “emenda cruzada”. Cruz e credo! Calma, o Corvo explica: no trabalho de formulação das emendas, dividem os recursos para as entidades, um pouco cada um. Parece que estão ajudando a todos, mas no fundo, o combinado é outro nos bastidores. Esse bem bolado às vezes, acaba em choro. 

Moeda de troca
O correto mesmo, é vereador ajudar entidades sem pedir nada em troca, afinal de contas não pode transformar o Legislativo em balcão de negócios eleitorais. Ajudar as comunidades e afins, não é mais que a obrigação. Quem for beneficiado, saberá agradecer naturalmente, seja por meio de um “muito obrigado”, com busto em praça pública, foto nas redes sociais e até com o voto, se for o caso, mas sem antes precisar negociação.  

Sincronização
O Corvo deu um passeio na tarde de sábado, para ver se já haviam mudado o sistema de sincronização nos semáforos. E até que foi fácil percorrer algumas vias, mas isso não quer dizer nada, porque a tarefa muda nos horários de pico, dependendo o movimento. Mas se a prefeitura utilizar o modelo da Vila A, já será um baita avanço.

Ampliação de cemitério
Corvo, porque não instalam de vez um crematório em Foz? Existem cidades bem menores que já possuem isso. Ajudaria bastante na ocupação de áreas para expandir túmulos, pensa? 
Maira H. l. Ortiz

O Corvo responde: o tema é frequentemente abordado pelos leitores. Este colunista vai conversar com as autoridades para saber se há alguma novidade em providência assim. 

Condenação
A Câmara não quer nomeados condenados pela Lei Maria da Penha e é uma decisão das mais acertadas, porque quem agride mulher, não tem escopo para atuar em cargo público.


 

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