Casa onde morreu Moisés Bertoni está à venda em Foz


- Por: Reciel

Casa onde morreu Moisés Bertoni está à venda em Foz

Ao fotografar, na manhã desta segunda-feira (18), a casa onde morreu o sábio Moisés Santiago Bertoni, um cachorro de porte médio latia sem parar. O portão está trancado com um cadeado, mesmo assim, parte dos vidros foi quebrada. A casa está abandonada há vários anos e foi colocada à venda pelos herdeiros da família Shinke/Carinzio. Poucos iguaçuenses sabem, mas foi nesse imóvel antigo, situado na rua Tirandentes 305, próximo à terceira pista da Avenida JK, que morreu em 19 de setembro de 1929, há exatos 88 anos, Moisés Santiago Bertoni, um dos maiores estudiosos da natureza que viveu nas barrancas do rio Paraná e nos deixou um legado inestimável. Nesta residência abandonada morou o também estudioso e mais antigo fotógrafo de Foz do Iguaçu, Harry Shinke. Os dois eram amigos e Bertoni vinha com frequência a Foz do Iguaçu visitar e conversar com o amigo. Moisés Bertoni havia contraído malária e veio buscar ajuda médica em Foz do Iguaçu. Foi acolhido por Harry Shinke e recebeu os cuidados médicos, mas não resistiu. A energia elétrica, que era desligada por volta das 21 horas, foi mantida a noite inteira. Boa parte dos moradores participou do velório. Na manhã seguinte, seu corpo foi levado a Presidente Franco, onde hoje existe um museu científico nas barrancas do rio Paraná. Muitos iguaçuenses que admiravam o cientista participaram do enterro. A missa de corpo presente foi celebrada pelo Monsenhor Guilherme, um religioso importante que viveu em nossa cidade. Moisés Bertoni nasceu na Suiça em 1858 e desde cedo dedicou-se aos estudos. No final do século XIX mudou para a Argentina e anos mais tarde para o Paraguai, onde viveu a maior parte da sua vida. Publicou obras imortalizadas destacando-se na botânica, etnografia, zoologia, etmologia, meteorologia, agricultura e biologia. Museu Sua casa construída as margens do rio Paraná hoje é sede de um museu que é aberto à visitação turística. São diversas salas onde o visitante encontra objetos pessoais, manuscritos, cartas e parte de uma vasta biblioteca que chegou a ter 7.000 volumes, entre livros, revistas e mapas. No local é possível encontrar um laboratório e a gráfica usada por ele para impressão de suas publicações. Todo o local é rodeado pela natureza exuberante. Nas proximidades existe inclusive uma aldeia indígena. O museu está localizado a 40 quilômetros de Presidente Franco. É possível também fazer o passeio de barco que demora cerca de 40 minutos. (Adelino de Souza Freelancer/Foto: Divulgação)

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