Fumantes têm até quatro vezes mais chances de desenvolver câncer


- Por: Reciel Rocha

Fumantes têm até quatro vezes mais chances de desenvolver câncer

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de bexiga é um dos tumores mais frequentes
no Brasil. Ocupa o quarto lugar (10% dos casos) nos homens e o oitavo lugar (4% dos casos) na mulher sendo o segundo mais tratado pelos urologistas, perdendo apenas para o câncer de próstata. O câncer de bexiga é também o segundo tipo de câncer mais frequente do trato do urinário. Nos Estados Unidos é uma das principais causas de morte.

O câncer de bexiga tem maior incidência nos homens:
acomete uma mulher a cada três homens e a incidência da neoplasia maligna aumenta conforme a idade, sendo mais frequente após os 40 anos e mais elevada após os 60 anos de idade. “O hábito de fumar é o fator de risco mais significante, pois está presente em mais de 50% dos casos de câncer de bexiga no sexo masculino e em mais de 25%
entre as mulheres. Os tabagistas aumentam as chances de duas a quatro vezes de desenvolver câncer de bexiga, quando comparados aos não-fumantes”, explica o médico urologista, Dr. Gustavo Cruz, de Foz do Iguaçu, no Paraná.

 No Brasil a estimativa é de que um a cada 4 homens é fumante, enquanto para as mulheres é de uma a cada 20 mulheres. O que equivale a 18% dos homens e 10% das mulheres do nosso país. “O tabagismo está diretamente ligado ao câncer de bexiga”, afirma o urologista dr. Gustavo Cruz, que explica: “Tanto o tabagismo, quanto a hipertensão, diabetes e colesterol elevado, por exemplo, causam danos aos vasos sanguíneos, a chamada aterosclerose que gera dano a qualquer coisa que dependa do fluxo sanguíneo, como os rins. O principal motivo que leva à insuficiência renal
crônica e à hemodiálise é a nefroesclerose, da aterosclerose, que é o envelhecimento dos vasos sanguíneos, que
vai matando células renais e perdendo a função. Do mesmo jeito você vai ter mal funcionamento do sistema da ereção”, complementa o especialista.

Outros fatores relacionados ao câncer de bexiga podem estar ligados às radiações ionizantes, raios-x, infecções urinárias de repetição ou presença de cateteres no trato urinário, além do uso de algumas substâncias, como:
aminas aromáticas, ciclamato, sacarina, corantes, ciclofosfamidas entre outros.

Atenção aos sintomas!
Cerca de 70% dos pacientes com tumor de bexiga apresentam sangue na urina, como apresentação inicial do problema. 
Outros sintomas mais raros do câncer de bexiga são: dor lombar (“dor nas costas”), presença de massa palpável no hipogástrio (“barriga”) ou edema (“inchaço”) nos membros inferiores (coxas, pernas e pés). Em grau mais avançado, a doença pode vir acompanhada de emagrecimento entre outras manifestações.

Pare de fumar:
 “A rede de saúde pública dispõe de programas para quem tem vontade de fumar. Quando o uso de tabaco é
interrompido, a chance de desenvolver câncer de bexiga diminui, mas a ação dos fatores cancerígenos que ficaram
presentes podem perdurar no organismo por mais de dez anos”, finaliza dr. Gustavo Cruz.

 


Dr. Gustavo Zepka Cruz
Médico Urologista graduado pela Fundação UFRS, Residência médica em cirurgia geral no hospital São Vicente
de Paulo/RS e Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Também foi Preceptor da Residência Médica de Urologia do Hospital
Central da Aeronáutica. Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro da 

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