Impostos pagos por iguaçuenses no 1° trimestre ultrapassam R$ 105 milhões

O volume de impostos pagos pelos moradores de Foz do Iguaçu no primeiro trimestre deste ano ultrapassou R$ 105 milhões. Os números tem como base o “impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que acompanha a arrecadação em todo o país e disponibiliza os dados para consulta pública.

O montante refere-se ao período de 1° de janeiro a 31 de março. O valor arrecadado superou em R$ 8 milhões o volume recolhido no mesmo intervalo de 2024, que contabilizou R$ 97 milhões. O crescimento foi de 8,2%.

Em todo o Paraná o acumulado de tributos somou nos primeiros três meses de 2025 R$ 56,4 bilhões. O volume também cresceu no estado em relação ao ano anterior. De acordo com os dados, em 2024 foram arrecadados R$ 52,1 bilhões, cerca de R$ 4,3 bilhões a menos. Os tributos pagos pelos paranaenses correspondem a apenas 5,59% do total de contabilizado no Brasil.

Em nível nacional a sondagem revela que a arrecadação de tributos no primeiro trimestre ultrapassou R$ 1 trilhão. De acordo com o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, a marca foi atingida significativamente mais cedo que em 2024.

O crescimento foi puxado expressivamente pela elevação das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e diversas medidas adotadas pelo Governo Federal, como a tributação offshore, reoneração dos combustíveis, mudanças na tributação de incentivos fiscais dos estados e retomada do voto de qualidade do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF).

Em 2024, a arrecadação de impostos e contribuições federais fechou em R$ 2,653 trilhões. O resultado representa uma alta real (descontada a inflação) de 9,62% na comparação com 2023, quando o recolhimento total de tributos havia somado R$ 2,318 trilhões, em valores nominais, resultado que ficava atrás apenas do recorde de 2022.

 

Falta transparência

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que ao menos 50% das notas fiscais emitidas no Brasil estão em desacordo com a Lei da Transparência do Imposto (Lei 12.741/2012),

A análise, realizada com base em mais de 6,6 milhões de operações fiscais desde 2023, aponta que muitos estabelecimentos comerciais não informam corretamente os tributos devidos, privando o consumidor de informações essenciais sobre a carga tributária que incide em suas compras e dificultando o entendimento sobre os impostos pagos.

A Legislação determina que os tributos incidentes sobre os produtos e serviços sejam discriminados nas notas ou, de forma alternativa, exibidos em cartazes visíveis no ponto de venda.

Segundo o gerente de projetos do IBPT, Alcyr Neto, “esses números mostram que, apesar dos avanços, o consumidor brasileiro ainda não consegue exercer plenamente seu direito à transparência tributária”.

 

Brasileiro trabalha cinco meses apenas para pagar impostos

O brasileiro trabalha, em média, cerca de 150 dias (em torno de cinco meses) apenas para pagar impostos. Dados do IBPT também mostram que o país tem o pior retorno do imposto para o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). A pesquisa considerou os 30 países com maiores cargas tributárias do mundo.

No caso do Brasil, a carga tributária corresponde a 32,39% do PIB. Trata-se da 24ª maior tributação dentre os países considerados pelo levantamento. O IDH, por sua vez, fica em 0,760, o mais baixo do grupo.

  • Da redação
  • Foto: divulgação

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