Foz do Iguaçu perdeu mais de 13 km² de território com nova revisão do IAT

Foz do Iguaçu perdeu mais de 13 quilômetros quadrado de território, segundo a nova revisão territorial encaminhada entre 2023 e 2024 pelo Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná. Isso quer dizer que o município teve uma redução de mais de 1,2 mil campos de futebol, se levarmos em conta o tamanho oficial determinado pela FIFA, de 120 metros de comprimento e 90 metros de largura cada. Em todo o Estado, pelo menos 170 cidades tiveram ajustes, para mais ou para menos, em suas divisas.

 

Em 2020, Foz do Iguaçu tinha uma área territorial superior 618,06 quilômetros quadrados, segundo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a nova revisão do IAT, a área territorial do município passou para 605,28 quilômetros quadrados, redução superior a 13 quilômetros quadrados. Em contrapartida, a vizinha Santa Terezinha de Itaipu teve sua área territorial aumentada de 268,25 quilômetros quadrados em 2022 segundo o IBGE, para 269,74 quilômetros quadrados em 2024, de acordo com o IAT.

 

A definição precisa das divisas é essencial para a implementação de políticas públicas, repasse de recursos estaduais e para garantir segurança jurídica aos gestores na administração de recursos públicos, diz o órgão. O ajuste também permite aprimorar o planejamento em áreas ambiental, social e econômica, reforça o advogado, escritor e consultor legislativo Gilmar Cardoso.

 

Mapeamento preciso

Segundo o advogado, as alterações realizadas nas divisões de 170 municípios buscaram garantir maior precisão no mapeamento paranaense que é formado por 399 cidades. “Destas, 76 ganharam área territorial e outras 94 tiveram redução, como é o caso de Foz do Iguaçu”, afirma Gilmar Cardoso.

 

Todas estas mudanças constam do Relatório do Cálculo de Área dos Municípios do Estado do Paraná, editado pela Diretoria de Gestão Territorial do IAT, órgão criado em 2019 através da  incorporação do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia (ITCG) e do Instituto das Águas do Paraná (AguasParaná) pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) – agora denominado Instituto Água e Terra (IAT)

 

O advogado esclarece que, de acordo com o IAT, a maioria dos ajustes foi de pequena magnitude, não ultrapassando alguns quilômetros quadrados. “Assim, os impactos serão mínimos e pontuais. Apenas uma minoria envolveu áreas maiores, ocorrendo por conta de ajustes territoriais a pedido dos próprios municípios por situações específicas”, disse Cardoso.

 

Panorama

O estudo, conduzido entre maio de 2023 e abril de 2024, envolveu a revisão de documentos, legislações e materiais cartográficos, baseando-se na interpretação das leis de criação dos municípios e na análise de mapas municipais de diferentes épocas e escalas. Segundo o engenheiro florestal Amauri Pampuch, da Diretoria de Gestão Territorial (Diget) do IAT, essa revisão é realizada anualmente para corrigir inconsistências de dados de acordo com a legislação vigente e melhorar a precisão dos limites.

 

O órgão ambiental informa que a iniciativa tem a intenção organizar uma base de dados clara e precisa, que sirva tanto para instituições públicas quanto privadas. As correções feitas são pequenas, como a adequação das divisas conforme o leito dos rios, por exemplo; e a atualização é fundamental, pois as tecnologias atuais também permitem mais precisão nos mapeamentos.

 

(Foz) Nova revisão reduziu em mais de 13 quilômetros quadrados a área territorial de Foz do Iguaçu

 

 

 

 

Municípios que tiveram áreas reduzidas

Abatiá, Adrianópolis, Agudos do Sul, Andirá, Antônio Olinto, Araruna, Araucária, Barra do Jacaré, Campina Grande do Sul, Campo Magro, Candói, Cantagalo, Carambeí, Catanduvas, Cerro Azul, Céu Azul, Clevelândia, Congonhinhas, Conselheiro Mairinck, Contenda, Cruz Machado, Cruzeiro do Oeste, Curitiba, Curiúva, Diamante D’Oeste, Dois Vizinhos, Doutor Ulysses, Fernandes Pinheiro, Floresta, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, General Carneiro, Goioerê, Guapirama, Guaraqueçaba, Guaratuba, Ibema, Icaraíma, Imbaú, Imbituva, Ipiranga, Irati, Itapejara D’Oeste, Itaúna do Sul, Jaboti, Jaguariaíva, Jandaia do Sul, Janiópolis, Joaquim Távora, Jundiaí do Sul, Lapa, Mallet, Mandaguaçu, Mandirituba, Mirador, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Laranjeiras, Nova Tebas, Ortigueira, Paranacity, Paula Freitas, Pérola d’Oeste, Pinhalão, Pinhão, Piraquara, Pontal do Paraná, Porto Amazonas, Porto Vitória, Prudentópolis, Quatiguá, Quatro Barras, Ramilândia, Ribeirão do Pinhal, Rio Azul, Rio Branco do Ivaí, Rio Branco do Sul, Rosário do Ivaí, Santa Helena, Santo Antônio da Platina, São João, São Jorge do Ivaí, São José da Boa Vista, São José dos Pinhais, Siqueira Campos, Teixeira Soares, Telêmaco Borba, Tijucas do Sul, Tuneira do Oeste, Umuarama, União da Vitória, Vitorino e Wenceslau Braz.

 

Municípios que ganharam área maior

Almirante Tamandaré, Antonina, Arapoti, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso, Cambará, Campo Bonito, Campo do Tenente, Campo Largo, Capanema, Carlópolis, Cascavel, Castro, Chopinzinho, Colombo, Coronel Domingos Soares, Cruzeiro do Sul, Diamante do Norte, Enéas Marques, Fazenda Rio Grande, Figueira, Grandes Rios, Guamiranga, Guaraniaçu, Guarapuava, Ibaiti, Inácio Martins, Itaipulândia, Itaperuçu, Ivaí, Ivatuba, Jacarezinho, Japira, Matelândia, Matinhos, Medianeira, Missal, Morretes, Nova Olímpia, Palmeira, Paranaguá, Paranavaí, Paulo Frontin, Peabiru, Piên, Pinhais, Piraí do Sul, Pitanga, Planalto, Ponta Grossa, Presidente Castelo Branco, Querência do Norte, Quitandinha, Rancho Alegre D’Oeste, Rebouças, Reserva, Ribeirão Claro, Rio Negro, Salto do Itararé, Santa Terezinha de Itaipu, Santana do Itararé, São João do Triunfo, São Mateus do Sul, São Miguel do Iguaçu, Sapopema, Sengés, Tapejara, Terra Rica, Tibagi, Tomazina, Tunas do Paraná, Ventania, Verê e Xambrê.

  • Da Redação

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