Carpe diem! – Idgar Dias Junior​

corvo
26 de junho de 2019
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27 de junho de 2019

Olá! Bom dia, leitor!​

– Hoje, quarta-feira, dia 26 de junho, é celebrado o ‘Dia do Professor de Geografia’ (Brasil);​

– Também hoje se comemora o ‘Dia da Aviação de Busca e Salvamento’;​

– A data também é de celebração do ‘Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas’;​

– Hoje é o ‘Dia das Nações Unidas do Apoio às Vítimas de Tortura’; e​

– Por fim, hoje se celebra o ‘Dia do Meteorologista’.​

Oráculo​

“A democracia não é menos podre do que os regimes totalitários. A diferença entre os dois é que, na democracia, os esquemas de controle do poder diluem o poder único de cada agente ou instituição. Na democracia, a podridão é, também, democrática. Nesse sentido, na democracia, a podridão fica, de certo modo, empacotada para presente por conta da sua natureza idealizada. Os próprios cidadãos soberanos na democracia são chamados a participar na podridão sistêmica, como parte da realização desta mesma podridão funcional.​

Mas a falha inexorável de toda reflexão niilista (Nietzsche bem o sabe) é que ela é, em si mesma, utópica. Nunca viveremos sem a podridão da política. O gole amargo desse cálice cabe a todos nós”.​

Do filósofo Luiz Felipe Pondé, em artigo publicado na Folha de São Paulo.​

A privatização da moeda

No Estadão, o repórter Pedro Dória informa que “enquanto o Brasil se perde no redemoinho de uma polarização que só piora, com intransigências mil e voltado para seu próprio umbigo, o Facebook fez o mais ousado anúncio jamais realizado por uma companhia do Vale do Silício. Pretende lançar, já no ano que vem, sua própria moeda. Vai se chamar libra — sim, mesmo em inglês o nome é este, libra. A moeda inglesa, em inglês, se chama pound. ​

Tanto na Europa quanto nos EUA, políticos e gente na direção de bancos centrais se pôs [de orelhas] em pé. Caso o projeto vá adiante, pode desbancar o dólar do mercado internacional, substituir a moeda corrente de alguns países, e mudar radicalmente a estrutura monetária do mundo. O fato de a iniciativa partir da empresa de tecnologia mais acusada de desleixo com privacidade não colabora.​

Privacidade, o Facebook garante, não será problema. Afinal, libra será gerenciada por uma organização sem fins lucrativos com sede em Genebra e da qual a gigante do Vale não é a única acionista. Têm assento no board, também, Visa, MasterCard e PayPal; Uber e Lyft, sua principal concorrente americana; Spotify, eBay e uma conhecida dos brasileiros — Mercado Pago. Entre outras (…).​

O público alvo do Facebook são as mais de um bilhão de pessoas em sua rede que não têm conta bancária. São pobres. Muitos destes, que vivem no exterior, mandam dinheiro para suas famílias em dólar ou euros. Para países pequenos de África e Américas, faz diferença no PIB esta remessa constante. Libra será tão simples de usar, dentro mesmo dos apps, que possivelmente o comércio local vai adotá-la. E não é difícil de imaginar países com moedas fracas, aos poucos, trocando seu dinheiro por este mais forte (…).​

Uma moeda independente das ordens de qualquer governo, livre dum banco central. Uma moeda privada tocada por uma companhia cujos produtos são utilizados, diariamente, por 2,5 bilhão de pessoas. Transferências com taxas baixas ou inexistentes, imediatas, sem intermediários, para qualquer lugar do mundo.​

Se libra começa mesmo a circular no ano que vem, esta mudança pode ocorrer toda muito rápido. Mas é inevitável que os donos do dólar, do euro e até da libra original tenham ligado o alerta vermelho”.​

Contato: idgar_dias@hotmail.com​

WhatsApp: [45] 9.9950-3808​

Sorte e saúde sempre!​

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