Carpe diem! – Idgar Dias Junior​

Paraguai anuncia série de medidas para reativar o comércio em Ciudad del Este
12 de junho de 2019
corvo
12 de junho de 2019

Carpe diem! – Idgar Dias Junior​

 

Olá! Bom dia, leitor!​

– Hoje, quarta-feira, dia 12 de junho, é celebrado o ‘Dia dos Namorados’;​

– Também hoje se comemora o ‘Dia do Correio Aéreo Nacional’;​

– A data também é de celebração do ‘Dia Mundial contra o Trabalho Infantil’.​

O ‘peso real’

“Jair Bolsonaro talvez acredite que, se puder pagar um bife em Buenos Aires com um papel colorido chamado “peso real”, Brasil e Argentina terão uma moeda única. Bastaria imprimir, sei lá, 1 trilhão de papeizinhos com a cara de Pelé de um lado e a de Maradona de outro e chamar isso de moeda única.​

Tal como foi proposta, essa ideia é outra das fantasias deste governo que regularmente aparece com um plano infalível, como aqueles de arrumar 1 trilhão (com privatização, petróleo ou mágica bolsonariana). Qual o motivo desses despautérios é uma questão.​

Um exemplo prático ajuda a entender o disparate.​

Bancos centrais têm a tarefa de manter o poder de compra da moeda. Quando a inflação sobe, aumentam os juros básicos da economia (e vice-versa). Assim, regulam mais ou menos o ritmo da atividade econômica, que em geral deve ser freado caso a inflação suba demais.​

Esse é um meio importante pelo qual o poder público pode regular a velocidade da economia, no curto prazo: é a política monetária. Um outro é a política de gastos e impostos do governo (política fiscal).​

A política fiscal e a monetária se influenciam; devem ser coordenadas ou equilibradas. Gastar mais e elevar juros, como se fez sob Dilma Rousseff, equivale a comer para emagrecer.​

Pois bem. Imagine-se o caso de dois países com ritmos de atividade econômica e de inflação diferentes: um precisa de juros mais altos; o outro, o contrário. Ou, então, o de um país que está gastando até a falência, enquanto o outro cuida de suas contas e, assim, entre outros motivos, pode manter juros mais baixos (…).​

Faz quase 30 anos, Argentina e Brasil limitam o livre-comércio de veículos, por exemplo, por um acordo especial que está em sua 42ª versão. Note-se a dificuldade. Liberar o comércio é politicamente difícil(…).​

Caso o comércio fosse de fato livre, a indústria automotiva argentina seria reduzida, mesmo destino da indústria do vinho tinto brasileiro, digamos.​

Os governos também teriam de obedecer aos mesmos limites de déficits e dívidas. O Brasil não cumpre nem suas leis fiscais. A Argentina quebra com frequência faz décadas. Nem mesmo tem moeda (ou tem duas, uma ruim, o peso, e o dólar), e o banco central financia o governo regularmente (o que se fazia aqui no tempo da inflação).​

Economias integradas precisam de leis tributárias, previdenciárias e trabalhistas idênticas ou quase (…). A União Europeia levou 30 anos para integrar seus mercados e outros dez para criar a moeda única. Dá para ter moeda única amanhã? Dá. Tente emagrecer fazendo jejum. Enquanto você não morrer, funciona”.​

Artigo de Vinícius Torres Freire, na Folha.​

Rapidinha, desde Brasília​

Claudio Humberto informa em seu blog que ‘o clima no Congresso já mostra: começou a disputa eleitoral de 2020 pelas prefeituras’.​

Uma propaganda na TV, cheia de gente bonita e feliz e com escola limpinha e bem pintada também não deixa dúvidas de que a campanha pela prefeitura de Foz do Iguaçu também já começou, né?​

Detalhe: as despesas dessa disputa é você quem paga, caro leitor.​

Contato: idgar_dias@hotmail.com​

WhatsApp: [45] 9.9950-3808​

Sorte e saúde sempre!​

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