No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Canteiro?

Poucas vezes uma foto de capa causou tanta curiosidade entre os leitores. Na edição e ontem, este jornal ilustrou parte das obras de duplicação da Avenida Felipe Wandscheer. Em primeiro plano, em foto enviada pela Agência Municipal de Notícias, aparecem duas guias de concreto e ao fundo a conhecida "plantação de postes" que há num trecho daquela importante via. Acreditem, o "meio-fio" duplo nada mais é que o canteiro central da duplicação. O cidadão terá de fazer um curso de equilibrista se quiser caminhar naquilo. É simplesmente uma situação ridícula e que expõe os transeuntes aos perigos no trânsito. Herança Devemos lembrar que o atual governo apenas está tocando a obra adiante, porque o projeto esdrúxulo é do governo anterior, uma barbaridade, mais uma herança de um tormentoso período analisado pela Justiça, cujo resultado tem tudo para pesar nos ombros de quem é considerado "chefe de organização criminosa". "Plantação de postes" Quem passar pelo trecho que foi duplicado na Avenida Felipe Wandscheer vislumbrará uma visão em nada agradável, com uma fileira de postes no meio do canteiro, sem espaço para o cidadão. Segundo informaram a este Corvo, o prefeito Chico Brasileiro está por tudo tentando levar aquela rede ridícula para o subsolo. Isso requer uma obra de galerias — e, se for aprovada, teremos tratores na pista de novo, fazendo um remendo lastimável. Não é possível que um administrador de uma cidade como Foz do Iguaçu tenha aprovado um projeto igual aquele, vergonhoso para uma cidade que recebe gente de todo o mundo. Folha da prefeitura Os contribuintes coçaram a cabeça quando souberam que a administração municipal gasta 51,39% da receita líquida com a folha de pagamento dos servidores. Em outras palavras, de todo o esforço de quem paga impostos municipais esperando asfalto, operações tapa-buraco, atendimento nas unidades de saúde, escolas, creches, entre outras, mais da metade é para sustentar a folha; é muito dinheiro. A máquina está inchada, e estamos vendo anúncios de concurso para a contratação de mais servidores. Daí quando o cidadão não concorda e se recusa a pagar as obrigações, acaba na dívida ativa, no SPC, cartório, com os bens, contas bancárias e tudo o mais em risco. Fica engessado. Não é boa a sensação de andar pelas ruas e entender em que o dinheiro "não" é investido, ou se é jogado fora como em vários casos. IPTU Corvo, sabia que a gente precisa pagar o IPTU adiantado? É isso mesmo. Comprei um lote, mal comecei a erguer o muro, nunca morei no local, o asfalto, galerias e infraestrutura foram bancados pelos donos da área, mas a cobrança já está no meu nome sem passar um caminhão de lixo que seja pelo local. Façam o favor, né Corvo? HRKL (O leitor pediu para não ter o nome publicado.) O Corvo responde: prezado, é assim que funciona a coletividade. O senhor deveria saber, ou ser informado, que deveria pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano. Agora, se a administração não faz a sua parte, reclame. Carli Filho Os entendidos dizem que ele se saiu bem no resultado. Se cumprir a pena, pode sair antes dos nove anos e quatro meses de prisão pelo duplo homicídio. Este Corvo quase chorou de emoção ao ouvir o pedido de desculpas e o reconhecimento pelo que causou. As lágrimas de jacaré inundaram o tribunal. Bom, está em liberdade até o julgamento em segunda instância. Isso ainda vai levar tempo. O show deu uma pausa. Sem piracema O que mais se vê é gente arrastando a lancha de um lado ao outro; segundo uma rápida pesquisa, boa parte dos atletas da linha e vara já fez a manutenção nas embarcações. Falar nisso, contaram para o Corvo que a Marinha vai pegar doído na fiscalização. Pescar é bom, o problema é achar os peixes, que andam um tanto sumidos. Aeródromo Corvo, concordo plenamente quando usa o termo "aeródromo" ao se referir ao nosso aeroporto internacional, que vive em reforma, debaixo de uma porção de anúncios disso e daquilo, mas pouco acontece em matéria de conforto aos usuários. Quando é que vão parar de fazer remendos e partir para uma reforma que atenda às exigências da demanda? Raquel Villalba O Corvo responde: o aeroporto, ou "aeródromo" de Foz, como sempre escrevemos aqui, é um dos campeões de e-mails à redação. Há gente do outro lado do mundo que se anima em descrever o descontentamento com o local. Pudera, a pessoa gasta um monte para se deslocar, hospeda-se em ótimos hotéis, passeia por atrativos deslumbrantes e na hora de ir embora passa um sufoco. Segundo uma estatística, quando o visitante ou turista chega ao destino nem repara no aeroporto, apenas apanha a bagagem e cai na vida. Mas é na hora de embarcar que o bicho pega, fila, salas lotadas, atrasos nos voos, preços caríssimos na praça de alimentação, sem contar a necessidade de caminhar até a aeronave, debaixo de sol escaldante, chuva ou frio. Algo assim só poderia acabar em reclamação. Mas informaram ao Corvo que há mais uma "reforma" pelo caminho. Rotatória Ontem à tarde, finalmente o Corvo pôde testar a rotatória da Avenida das Cataratas. Estavam lavando o chão bem na horinha, e o Corvo deu duas voltas buzinando. Um barraco de felicidade. Até o fechamento da edição, não havia ocorrido acidente. Como argentinos e paraguaios adoram uma "rotonda", como dizem, e estavam em maioria no trânsito, deram uma aula. Uber e outras No fim das contas, o vento soprou a favor dos aplicativos. Existem algumas exigências, mas todas bem fáceis. Contaram para o Corvo que a Uber enviou um training para a fronteira, para orientar na papelada. É a prefeitura quem vai ditar as regras e fiscalizar, mas detalhe: não pode impedir os motoristas de trabalhar. Isso ainda vai dar muito o que falar. GDia Corvo, o portal de notícias do Gazeta Diário facilitou, e muito, a minha vida. O que vocês postam todos os dias é suficiente e não precisavam ter mexido. Em time que está ganhando não se mexe, e vocês já recebem uma porção de visitas todos os dias. Maurício Benga O Corvo responde: amigo, investir em tecnologia é algo constante. E a página do GDia está ainda em fase de testes desde que foi lançada. As ferramentas serão substituídas por itens mais leves, e além do mais teremos o GDiaTV, com novidades on-line. Aguarde, em duas semanas faremos a estreia. Boato Ontem havia um zunzunzum de que os presos da Operação Renitência haviam deixado as instalações do presídio. A nota não conferiu com a realidade, a não ser que isso tenha acontecido depois da hora do fechamento. Bisavô O nosso querido confrade Chico de Alencar é "bisa", isso mesmo, bisavô, de uma menina, uma gracinha. Do outro lado o vovô é o Rudi Favaretto, da Vison Art. O Corvo volta ao assunto com fotos e tudo mais!  

É março
É março

Eita ano que passa a jato! Este mês será encerrado na Semana Santa, com a Páscoa caindo em 1º de abril, o consagrado Dia Internacional da Mentira; data adorada por muitos políticos. Como este Corvo não se cansa de escrever, o ano passará voando com tantos eventos, como Copa do Mundo e eleições. Aniversário E hoje é aniversário do Vermelho, empresário, homem de visão política e ao que tudo indica, em razão disso, estará no páreo eleitoral. Mas por falar em Vermelho, o Corvo deu uma pesquisada e descobriu que além de manter empresas em Foz do Iguaçu há quase 30 anos, onde tem contribuído para a realização de importantes obras, o Vermelho possui outras seis unidades de britagem, asfalto e algumas com concreto, gerando emprego e renda às famílias de várias regiões do nosso Paraná. Se a gente fosse marcar num mapa onde o Vermelho está fazendo obras, ele estaria mais pontuado que chão embaixo de pé de amora. Parabéns, Vermelho. Supercontrolador O prefeito Chico Brasileiro passou a caneta no projeto de lei que cria a Supercontroladoria Interna na administração municipal iguaçuense. A Câmara vai deliberar sobre o tema. O órgão será poderoso, poderá intervir em qualquer setor da prefeitura e será gerido por servidores de carreira. Nomeados não meterão o bico, segundo assegurou o prefeito. Mas quem será o supercontrolador? Disseram para o Corvo que há vários nomes em análise na mesa de Chico e Bobato. Qual mortal com tanto conhecimento na área administrativa pública e com senso inquisitório carregaria a mala do garrote? Inquisição? Sim. Era assim que a Igreja mantinha e, de certa forma, mantém até hoje as rédeas do cristianismo, com investigação, dureza e inflexibilidade, independentemente de ser pecado ou não. Quando o supercontrolador, acompanhado de sua equipe, entrar pela porta de uma secretaria, muita gente pulará a janela. A sorte é que hoje em dia ninguém vai parar na fogueira. Aprimoramento Sério, se a Supercontroladoria do Chico atuar o campo preventivo, ajudará — e muito — a atenuar confusões que são causadas na formatação de projetos e convênios. Há uma porção de casos em que processos foram organizados, ganharam a aprovação de procuradores, foram apreciados até por promotores de justiça e no fim bateram na trave do Tribunal de Contas. Quando algo acontece assim, quem paga o pato é o prefeito. Os deputados e os pedágios Agora, depois da rapadura cair na testa, 34 deputados da Assembleia Legislativa do Paraná resolveram pedir ao MPF medidas para reduzir as tarifas do pedágio no estado. Mas há um fato interessante a ser lembrado: foi o deputado Luiz Claudio Romanelli que sacudiu o coqueiro; ele é conhecido por bater duro nas concessionárias. Romanelli chegou a furar as cancelas, incentivando a população a não se submeter às taxas praticadas nas guaritas. Foi o Ministério Público estourar uma concessionária, que os deputados assumiram rapidinho a tarefa ao lado do Romanelli; ele seria inclusive coautor de um manual ensinando como não pagar pedágio. Matérias históricas Seu Corvo, queria parabenizar a redação do prestigioso Gazeta Diário por publicar tantas matérias que pontuaram a nossa história. Hoje dá gosto abrir o jornal e relembrar fatos importantes. Romário João Vasconcelos O Corvo responde: prezado leitor, transferimos o elogio para o jornalista João Adelino de Souza, quem se encarrega das pesquisas e tem o cuidado de avivar a memória regional. Passaportes brasileiros Quem diria, o ditador norte-coreano Kim Jong-un e seu pai, Kim Jong-il, fraudaram passaportes brasileiros. E há desconfiança de que viajaram com os documentos, o que seria o fim da picada. E algo assim confirma uma certa fragilidade naquele regime, pois os documentos serviriam para ajudar numa rota de fuga. Mas o que está pegando é a suspeita de que os dois passaportes eram documentos legítimos, como os que são enviados em branco para emissão em consulados. Os nomes O piá pançudo que manda hoje na Coreia do Norte teria o nome de Josef Pwag. O passaporte do papai, de cabelo arrepiado, o Jong-il, foi emitido no nome de Ijong Tchoi. O ditador morreu em 2011 e foi depois disso que a criatura gorducha assumiu o poder. Segundo os documentos falsos, eles teriam nascido em São Paulo, onde a comunidade coreana não é pequena. Caso houvesse uma pendenga naquela ditadura, Josef Pwag e Ijong Tchoi, provavelmente, seriam prósperos comerciantes fronteiriços. Para quem não sabe, há vários asiáticos, militares de alta patente, aposentados, com lojinhas pela fronteira.   Roda-gigante O Não Viu? se aprofundou no tema e descobriu que Foz poderá ganhar uma roda-gigante quase do tamanho da London Eye, com 135 metros de altura. Segundo o blogue, duas empresas estão sendo consultadas para construir uma roda-gigante com 85 metros de altura na cidade. E a novidade é que o equipamento italiano que está no Marco das Três Fronteiras e que tem 27 metros de altura poderá voltar a funcionar de forma permanente. Bom, o tema de se instalar uma roda-gigante na fronteira ganhou forma com o sucesso que a roda-gigante de 27 metros fez. Quem entende do assunto garante que com uma roda de 85 metros será possível avistar as Cataratas, Itaipu, bem como ter uma boa visão panorâmica das cidades na fronteira. Se as cabines forem equipadas com binóculos especiais, caça-níqueis, a observação será garantida. Propinoduto ambiental O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deu um baita susto na administração pública de Foz na última terça-feira, mas como já escrevemos, e toda a cidade sabe, cumpriram um mandado de apreensão e busca na mesa de um servidor (além de outros endereços). A residência do servidor municipal também foi "verificada". Investigam supostos crimes na emissão de licenças ambientais que, além de indevidas, seriam pagas por meio de propina, bem como delitos contra a administração pública e lavagem de dinheiro. A Operação Ágile investiga o caso desde abril ou maio de 2017. Contaram para o Corvo que pode haver novidades muito brevemente, com a inclusão de gente que atua em outros órgãos. E há gravações, cópias de farto material incriminador, como tudo o que resulta de ações assim. Preparem-se para algumas surpresas. Os aplicativos Foi nas manifestações dos taxistas contra motoristas dos aplicativos de transporte privado que foi possível ter um visual do mar de táxis que há em Foz. E o Projeto de Lei 5.587/16 não entrou em discussão por falta de tempo, ou seja, a sessão plenária encerrou antes. Em Foz, os organizadores do protesto conseguiram reunir cerca de 600 pessoas, entre taxistas, mototaxistas e profissionais que atuam no setor de turismo — claro, eles temem que os aplicativos invadam a "praia" de levar os turistas aos atrativos e às compras. Mas o presidente do Sindicato dos Taxistas (Sindtaxi), Jair Tavares, deixou claro que não concorda com a atuação dos "não regularizados". Ele não deixa de ter razão em sua empreitada, porém deve saber que será difícil encarar a concorrência dos aplicativos de mobilidade urbana. Eles atuam em quase todo o mundo. Dedinho do Neymar Parece coisa pouca, mas a contusão do craque não é coisa fácil de tratar, ainda mais para quem gosta de bater falta com efeito de "rosca". O Corvo sabe que é assim porque o Rogério Bonato deu uma topada com o seu dedinho do pé em uma mesa e faz bem uns dois meses que usa chinelo num pé e sapato no outro. Nem sai de casa quase em razão do acidente. Diz que dói, lateja e não desincha de jeito algum. Tomara que Neymar e os outros craques contundidos da seleção consigam retornar aos gramados. Ou será que arranjaram um jeito antecipado de o Brasil não levantar o caneco na Rússia? Esse futebol é uma caixinha de surpresas. Revolta acadêmica Um diretor da Unioeste foi autuado e preso na noite da quarta-feira passada. Estava embriagado ao volante e foi parar na cadeia; e o automóvel, no pátio da polícia. Foi em Marechal Cândido Rondon. A notícia deixou muita gente envergonhada no meio acadêmico. Diretor de universidade tem de dar exemplo. Ordem de serviço Uma fonte bem segura garante que não há como assinar a ordem de serviço para obras da perimetral de Foz; a demanda de muita importância para desviar o tráfego pesado do centro da cidade ainda não teria sido licitada. Mas este Corvo terá acesso a informações mais concretas. Desde que o jornal noticiou a duplicação, não pararam de chegar cartas pedindo número de processo e a publicação oficial do início da obra no Diário Oficial. O Corvo olhou e também não encontrou.

Provopar arrasado

Quem confere os imóveis da prefeitura cedidos ao Provopar diz que é a visão do inferno. O pessoal da limpeza usa botas com cano longo para evitar a mordida de cobras, tamanho o matagal em volta dos edifícios. Os servidores da manutenção temem inclusive a picada do mosquito da dengue, pois o que não faltam são os focos de larvas. Os locais foram devolvidos, mas em condições lastimáveis, como era de se esperar. E os equipamentos Segundo disseram ao Corvo, estão realizando um inventário dos equipamentos, muitos doados pela Receita Federal, como o caso de ônibus que faziam cursos itinerantes. Cada unidade estava repleta de computadores para as aulas de informática; secadores, escovas, lavadores de cabelo para os cursos de cabeleireiro; máquinas para os cursos de corte e costura. Falar nisso, o que foi feito da moderna cozinha para as aulas de gastronomia, panificação, confeitos, entre outros? E o mamógrafo? No início do governo Reni, uma notícia fazia de Foz o "ó" do borogodó em matéria de prevenção ao câncer de mama. Foi inclusive uma das bandeiras da deputada Cláudia Pereira. E cadê o caminhão? O gato parece que comeu, igual outra série de atividades que só ficaram na promessa. Denúncia Alguém revelou para o Corvo que em certa ocasião teve o cuidado de ligar para o promotor de justiça do Patrimônio Público para denunciar descasos ocorridos no Provopar. O promotor disse que nada poderia fazer, pois o órgão não passava de uma ONG, portanto com o efeito "não governamental", tal diz o nome. Como não se tratava de um órgão público, pouco se poderia fazer. Quem fez a denúncia preferiu não levar o tema adiante, apesar do descontentamento. Acontece que ONGs utilizam verbas dos municípios e recursos federais, sendo assim o Ministério Público deve investigar, sob pena de prevaricar. Mas o Corvo ouviu o caso e foi investigar; o promotor afirmou que o tema não interessava, mas agiu quietinho. Inês no foco Tia Inês da Saúde não gosta de ver seu nome nos noticiários, pelo menos em assuntos que podem prejudicar a sua imagem. Mas o que se pode fazer quando aparece em denúncias e relatórios? O Comus é que fez as críticas, não a imprensa. Os veículos de comunicação apenas atendem ao interesse da população. GAECO ambiental Ontem houve uma "dura" no edifício em que funciona a Procuradoria de Foz (antiga Câmara). Entre os policiais entrarem e revelarem qual a missão, espalharam-se vários boatos nas redes sociais, alguns com notícias mentirosas sobre o envolvimento do atual governo. Na verdade, o GAECO cumpriu a busca e apreensão de documentos que estariam em poder de um servidor. Ele trabalhou na área de meio ambiente e de um tempo para cá estava lotado na Procuradoria. A bronca agora é sobre as licenças ambientais. Isso vai dar o que falar. Investigação antiga Acontece que muita gente acredita que as fases da Operação Pecúlio adormeceram, bem como investigações do GAECO e Ministério Público Estadual. Contaram para este Corvo que há mais casos em investigação e, coincidência, a polícia pode amanhecer mais uma vez em frente ao edifício da antiga Câmara, pois haveria mais um funcionário envolvido em outro caso; ele daria expediente lá. Trata-se de figura expressiva de um passado recente. É que algumas pessoas são transferidas para a Procuradoria, pois lá seria mais fácil vigiá-las. Se isso for verdade, o Corvo se vê obrigado a expressar: que barbaridade! Eternidade O julgamento do ex-deputado Carli Filho finalmente acontece. Nove anos de vai e vem nos tribunais com toda a gama de recursos imagináveis. Depois das imagens desenhadas simulando o acidente, o veículo voando sobre o outro, a dor das famílias, a revolta transformada em mandato eletivo da deputada Christiane Yared, o prejulgamento do réu e, finalmente, o júri popular. Se houvesse uma bolsa de apostas, raríssimos investiriam algum num resultado de inocência. Nove anos? Para alguns profissionais do direito até que foi rápido, pois há demandas em curso com mais tempo. Julgamento rápido só na Alemanha, Áustria, Noruega, mesmo assim nenhum país deste amado grão de areia no universo de Deus julga um réu tão rápido quanto nas novelas. Na telinha o suspeito é acusado e vira réu num mesmo capítulo; e no outro, é julgado, condenado e morto na cadeia. Neste caso a arte não imita a vida tão perfeitamente. Infelizmente. Nariz afinado Nos dias atuais até os mais caretas ou inocentes são capazes de sentir o cheirinho de um cigarro do capeta aceso. E há quem perceba o aroma da maconha até quando está em tijolos. O STJ julgou "dispensável o mandado de busca e apreensão quando se trata de flagrante do crime de tráfico de entorpecentes, pois o referido delito é de natureza permanente, ficando o agente em estado de flagrância". Sendo assim, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça não reconhece como invasão de domicílio a atuação de policiais que, após sentirem cheiro de maconha em uma residência, entrarem para fazer a busca no imóvel. E como? Aconteceu em São Paulo; um homem que caminhava pela rua foi abordado pela polícia e disse que não portava os documentos pessoais, mas se prontificou a buscá-los em casa. Chegando à residência, os policiais sentiram forte cheiro de maconha e diante de tal circunstância, somada ao nervosismo demonstrado pelo homem, aconteceu a busca dentro do imóvel, onde apreenderam grande quantidade de drogas, entre maconha, crack e cocaína. Daí a defesa alegou que não havia justificativa legal para a busca no interior do imóvel, uma vez que os policiais só tiveram conhecimento das substâncias entorpecentes depois de entrarem na residência. Em decisão monocrática, o relator, ministro Sebastião Reis Júnior, aplicou o entendimento. Manifestação dos taxistas Corvo, a discussão sobre os aplicativos acontece lá em Brasília, certo? A maneira como vão funcionar daqui em diante fica a cargo dos deputados e senadores, não é? Independentemente do resultado, é provável que os aplicativos continuem a operar, correto? Então, com tantas prorrogativas, do que adiantou taxistas de Foz realizarem protestos no portão das Cataratas? Puxa vida, isso só atrapalha a vida de quem está trabalhando legalmente no transporte de gente que vem do mundo inteiro. Paulino M. Fonseca O Corvo responde: prezado, os taxistas protestaram em todo o país. Os noticiários mostraram a mobilização, e os deputados devem ter sentido a responsabilidade. As categorias se manifestam como podem para chamar a atenção, e isso é uma garantia constitucional, desde que não firam os interesses institucionais do país. No mais, o assunto dos aplicativos já passou pelo Senado da República e retornou para a Câmara com várias modificações. Pode ser, até o fechamento da edição, que o assunto esteja resolvido. Infelizmente o Corvo fechou a coluna antes. Novo calçadão Corvo, aqui vai uma dica para a prefeitura e que pode ajudar bastante quem gosta de caminhar: a pista da Avenida das Cataratas funciona apenas de um lado, no sentido cidade. Do outro lado há um enorme gramadão desde o Vialle até o trevo com a Argentina. Visitantes e turistas que querem ir ao shopping precisam atravessar a avenida. Qual a razão de não abrirem uma calçada do outro lado da avenida? Tânia Balbo Talles O Corvo responde: prezada leitora, como o secretário de Turismo, Gilmar Piolla, lê esta coluna, pode acreditar que ele já deve estar trabalhando no tema. Houve ocasião em que um prefeito declarou que muitos calçadões são inviáveis. Saúde é inviável? Quanto mais espaços houver para a prática de caminhada, ciclismo e outros esportes, menos movimento haverá nos postos de saúde. A não ser as fatalidades entre automóveis e bicicletas. Os hotéis são os culpados? Corvo, peço que publique a minha nota e mantenha meu nome em sigilo, e por motivos óbvios. Mas do jeito que vocês publicaram no jornal da última segunda-feira, parece que os hotéis são os vilões da inadimplência iguaçuense. Isso não é verdade. Só não empregamos mais que o comércio, mas damos um duro danado para gerar boas divisas para a cidade. Nós é que bancamos a publicidade, participamos de feiras, congressos, corremos atrás o tempo todo. E saiba, pagamos altos tributos e contas estratosféricas para poder ter luz, água e comunicações. E o que ganhamos em troca se não conseguimos ter lucro e com isto não recolher os impostos? Calma aí com suas críticas. Merecemos respeito. (O leitor pediu para não ser identificado.) O Corvo responde: prezado, não foi o Corvo quem criticou a hotelaria; é simples, apenas noticiamos uma informação oferecida por um agente público, um procurador do município. Segundo ele, os hoteleiros são os maiores devedores dos impostos municipais. O que há de errado nisso? Se possuem os maiores empreendimentos, logo possuem também problemas. Mas o Corvo quer saber: muitos empresários da hotelaria negociaram as dívidas e outros sempre mantiveram as contas em dia. Sendo assim, por que algumas empresas andam na linha e outras estão encrencadas? Pelo que se sabe, as tarifas, taxas e impostos são os mesmos para todos? Ou não são? PROS desfalcado Um partido político é quem mais perde quando uma pessoa resolver deixá-lo. Especialmente se o filiado é alguém de expressão, como é o caso do empresário Paulo Angeli, que resolveu deixar o PROS. Deixou a presidência e o partido; no caso, a pancada foi dupla.

Inadimplência

Taí um número assustador, os R$ 235 milhões em inadimplência estão bem próximos de um quarto do orçamento. Tá certo que a dívida se acumula faz vários anos, mas das 17 mil ações em andamento, 1.082 são de 2017; uma proporção alta em relação aos anos anteriores. Hoteleiros? A reportagem com chamada principal de capa ontem deste jornal revelou que a hotelaria está na ponta da lista dos devedores, o que não é uma novidade; poucos nomes devem muito dinheiro. O interessante é a semelhança com outras cidades onde o turismo está entre as principais atividades. Será que hoteleiros sonegam por que querem ou há algo errado na relação entre a tarefa de hospedar e os impostos? Quem sonega? Há quem não consiga pagar impostos por questões administrativas e de injustiça fiscal, afinal quem suporta a carga tributária brasileira? No mais, hotéis precisam investir muito para encarar o hóspede exigente e a concorrência. Há quem garanta que incentivos públicos como a redução na tarifa de energia, água e ISS (Imposto Sobre Serviços) já seriam uma mão na roda, pois os hotéis oferecem uma contrapartida na divulgação do destino. Governos mesmo que façam uma boa gestão no segmento, em geral, não investem quase nada em turismo, e isso é comprovado nas medidas orçamentárias. E quando o hotel faz o trabalho de atrair os turistas e visitantes, não lucra sozinho, o dinheiro se espalha por vários setores, como o de transporte, comércio e atrativos. Mas a verdade é que tem gente que não gosta de pagar imposto em qualquer circunstância; é uma cultura antiga, de empurrar com a barriga até onde der. Máquinas de hospedagens caras A atividade hoteleira é muito cara; necessita de um leque muito grande de serviços, havendo gastos com lavanderia, copa, reposição constante de materiais de cama e banho, limpeza, segurança, decoração, além das exigências da Embratur para manter a classificação; em alguns estabelecimentos, a conta de luz é maior que a folha de pagamento. E no mais, os hotéis também estão muito bem no ranking das ações trabalhistas, em que as demandas não são pequenas. O segmento funciona 24 horas, com vários turnos alternados, daí a necessidade de pessoal especializado em todos os setores. Quem emprega mais naturalmente enfrenta mais litígios. Mas como se explica que, com todos os riscos e atribulações, haja empresas hoteleiras que estão em dia, pagam as contas direitinho e ainda expandem? Se uns conseguem, como outros não? Sucateamento Há vários exemplos de hotéis que foram construídos e desde então nada foi feito em matéria de modernização. A tecnologia de hospedagem precisa inovar; este Corvo sabe de empresas hoteleiras que ainda usam lâmpadas incandescentes, servem produtos de péssima qualidade nas refeições, não investem na mão de obra, pagam mal os funcionários, não recolhem impostos, mas sabem reclamar. Há quem não troque a roupa de cama entre um hóspede e outro. E aqui entre nós, os hoteleiros não têm muito o que reclamar do movimento nos últimos anos. Ocupação O "x" do problema pode estar na fiscalização. Se a prefeitura trabalhar duro num levantamento dos estabelecimentos de hospedagem, descobrirá a informalidade que há no setor, com muita gente trabalhando irregularmente, desde hotéis cheios de problemas até pousadas e casas de hospedagem sem o mínimo critério para acomodar turistas e visitantes. A moralização do sistema aumentaria a taxa de hospedagem, pois a pulverização seria canalizada para os hotéis e pousadas que estão cumprindo as exigências legais. Há muito o que se fazer no setor hoteleiro, mas a solução não é a prefeitura aumentar impostos, e sim ir pra cima de quem não paga. Esta coluna tem uma informação importante: muitas dívidas no setor hoteleiro foram recentemente negociadas. Uber Das duas uma: ou o aplicativo estourou de tanta demanda ou começou a operar com problemas em Foz do Iguaçu. Várias pessoas enviaram notas para esta coluna queixando-se que não conseguiram um Uber quando requisitaram. Muita gente recorreu ao aplicativo na noite de sábado e domingo, especialmente famílias que queriam sair para jantar e não correr o risco de encarar um bafômetro. A "falta de disponibilidade" era mais o que se via nas telas dos celulares. Adote um Uber Interessante o que corre pelos botecos, e o Corvo já viu de tudo em matéria de campanhas de adoção, desde crianças a animais; mas até "adotar um motorista de aplicativo", isso já é coisa nova e no mínimo diferente. E tem lá a sua lógica. Nos grandes centros, há motorista de Uber que toma café com a família, antes de levar um por um ao trabalho e escola. Para os frequentadores de bares então, a intimidade se tornou maior, a atenção do freguês é dividida entre o barman e o motorista. Não vai demorar para alguém acabar casando com o carinha do aplicativo. Mas em todos os casos, sempre é bom conhecer quem leva a gente de um lado ao outro. É bom para o motorista e para o usuário. Desvio O ingresso da Uber em Foz aliviou um pouco a tensão sobre o aplicativo Garupa, sempre no alvo da fiscalização. E dizem que as decisões da Justiça favoráveis aos motoristas do aplicativo gaúcho motivaram a entrada da Uber. E tem mais novidade no segmento: um grupo de iguaçuenses resolveu organizar um aplicativo nativo e que já conta com mais de 50 veículos. E voltando ao Garupa, algo deve estar acontecendo, pois algumas pessoas estão queixando-se de serem "excluídas" dos canais de comunicação. Aírton O comunicador Aírton José de Jesus está na lista dos aprovados no exame da OAB. Sim, agora ele é advogado e deverá exercer a profissão. Muita gente esboça a preocupação de ele trocar os microfones pelo tribunal. FIEP e os pedágios Em matéria publicada ontem neste jornal, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná "havia alertado sobre o pedágio absurdo que é cobrado em nossas estradas". Verdade, a FIEP, a torcida do Flamengo, Corinthians, Atlético e até os coxas campeões do primeiro turno também fizeram alertas semelhantes; todos que passaram pelas praças de pedágio se sentiram assaltados. Como escreveu o blogue Não Viu?, o tempo passa, o tempo voa… e as tarifas de pedágio continuam numa boa. Interessa aos iguaçuenses Segundo uma reportagem do Paraná TV 1ª Edição, da RPC, um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a Ecocataratas teria cobrado a mais para administrar o trecho da BR-277 até Foz do Iguaçu. O valor do "desequilíbrio" seria de R$ 347,609 MILHÕES, ou seja, 31,90% cobrado a mais nas tarifas, o que é uma barbaridade! O Corvo quer o dinheiro de volta, seu Jaime Lerner, que assinou os contratos "draconianos". Conselho de Ética O vereador Dr. Brito, além de enfrentar o Judiciário, no qual foi acusado de chefiar uma organização criminosa, terá de encarar o processo na Câmara, onde discutem a "quebra de decoro" pelos supostos crimes praticados, o que mancha a imagem do Poder Legislativo. A primeira reunião foi ontem. Foi exatamente assim quando a atual legislatura afastou outros cinco vereadores eleitos. O que quer dizer que possuem prática na tarefa. E outra, segundo uma informação, a Câmara deve convocar o suplente daqui bastante tempo e terá de deliberar desfalcada. Faz mais de 40 dias que Brito deixou o ambiente político. Nem gabinete ele possui mais, uma vez que os assessores foram exonerados. Possui o gabinete vazio, com as moscas e as aranhas que devem ter feito teia. Mortes Para quem é morador antigo da fronteira, saber que houve quatro mortes num final de semana deve lembrar o tempo em que Foz era a capital do velho oeste parananese, onde havia redemoinhos de terra vermelha nos bairros. Notícias assim assustam. Bêbado O ciclista foi atropelado e foi parar no hospital em estado grave; quem atropelou foi contar piada da façanha num boteco, com o carro todo amassado. Pior, não ficou preso. De que adianta tantos exemplos de endurecimento na lei? Essa impunidade é um problema. Praça depredada Também, sabendo do alto índice de depredação no mobiliário urbano, a prefeitura foi construir uma praça parisiense em Foz? Cercada de vidros, tubulações de inox e iluminação de LED? Taí o resultado, quase tudo destruído em tão pouco tempo. Isso não quer dizer que devam desistir dos espaços de lazer para a população, mas devem sim melhorar a fiscalização. Se no passado já meteram fogo até na casinha do Papai Noel, que havia naquele local, o que se pode esperar? Vandalismo em Foz deve ser arte na cabeça desses destruidores do patrimônio público. A lei deveria ser mais severa. A iluminação Dos mais de mil pedidos de manutenção na iluminação pública da cidade, muitos ocorreram em razão do vandalismo. Tem gente que insiste em praticar tiro ao alvo nas luminárias. Não entendem que após destruir a lâmpada o projétil pode cair e acertar alguém. A lei da física ensina que tudo o que sobe desce.  

A denúncia
A denúncia

O MPF juntou a munição e mandou ver a "denúncia" contra os envolvidos na Operação Renitência, a última fase da Pecúlio. Era uma medida esperada. Se o juiz acatar, Dr. Brito e parceiros se tornarão réus e responderão ao processo "Sansão", de tão cabeludo que seria, segundo informações. Vai ver é em razão disso o demorado martírio penitenciário do médico e seus asseclas. Liberdade Há quem garanta que Brito ainda permanecerá mais um tempo vestindo o macacão laranja. Embora a denúncia, este Corvo tem a informação de que há outra investigação em paralelo, acompanhando os movimentos na área de saúde. Teriam cruzado informações das fases anteriores da Operação Pecúlio, mais os depoimentos, e deve estourar pelo menos mais três bombas no setor. Mas como o Corvo só fica sabendo de parte do imbróglio, precisa investigar e fuçar para poder informar, sem que com isto acabe atrapalhando a investigação. Como o leitor sabe, o Corvo acerta em 100% das previsões. Arquivamento E o Dr. Brito deu uma sacudida na cidade com uma porção de ameaças de CIs e CPIs; jogou gasolina numa porção de iniciativas e fez muita gente passar raiva, no fundo temendo a extorsão. A complexidade do tema fez com que a Câmara arquivasse os pedidos de comissões de inquérito requeridos pelo vereador. O tempo vai passando, e Brito enfiando-se cada vez mais no brejo, ou melhor, na areia movediça causada por uma situação muito degradante. Ou seria diferente? Parceiros Pela forma abrupta com a qual Brito fazia as denúncias e ventilava possíveis problemas em muitas áreas, acabou afastando alguns vereadores das suas empreitadas. Em geral é natural que se juntem nas pendengas, assim ganham força, mas no caso do Brito, elevado o grau de risco, preferiam ficar de fora. No mais, o vereador não queria dividir o sucesso na aparente onda de moralidade. Ele só não contava com a Operação Renitência. Revelaram para o Corvo que outros componentes da Casa de Leis foram ameaçados por Brito em várias ocasiões. Lei na internet Parece que virou moda "hackearem" páginas e perfis e plantarem as tais fake news sobre quase todos os assuntos, locais inclusive. Quem pensa que a polícia não possui meios de alcançar esses criminosos se engana. O "núcleo de inteligência" da Polícia Civil é muito bem equipado com computadores e pessoas altamente capacitadas. Em Foz, sabe-se de inúmeros casos de pessoas com perfis nas redes sociais invadidos e contas "hackeadas", mas há também muita notícia mentirosa despejada todos os dias na rede — e, pior, por pessoas identificadas; gente que trabalha para prejudicar a imagem alheia, por gosto, inveja ou ao receber pagamento. Está na hora de isso acabar. A invasão que a vereadora Nanci Rafain sofreu em sua página é mais um caso. Tomara que sirva de exemplo. Fake política Com um rol de ofensas e mentiras tão devastador dá para imaginar o que acontecerá neste ano, com o processo eleitoral aflorando. O tema das notícias falsas é tão sério que já se tornou reportagem principal de grandes noticiários na TV, a exemplo do que foi exibido no Fantástico de ontem. É uma pena isso, um meio tão ágil e prestativo como a internet padecer da credibilidade em razão de escroques maldosos. Meninas na rua O Corvo tem recebido várias mensagens sobre meninas, aparentemente abaixo dos 14 anos de idade, trabalhando na distribuição de panfletos nos semáforos. Um leitor disse que teve o capricho de perguntar a idade de uma dessas promotoras, e ela disse: "Tenho 12, mas falo que tenho 14". Não bastasse a quantidade de campanhas do governo, novelas com o tema da exploração infantil, os exemplos de empresas que foram seriamente punidas pelo fato de inserirem menores em tralhados assim, de risco, há quem continue insistindo. Meninas vendem os produtos Há milhares de pessoas necessitadas e que ocupariam sem pensar uma vaga de "promotor" de vendas nos semáforos da cidade, a começar pelos aposentados. Mas os organizadores da panfletagem preferem as meninas, pois são uma espécie de apelo, além do mais recebem maior atenção por parte do público. É nojento imaginar que uma criança pode provocar apeal nos transeuntes. E pior, muitas vezes as empresas que contratam esses serviços de divulgação nem sabem o que está acontecendo. Poluição Toda vez que chove, alguns locais da cidade inundam e surge a prefeitura informando que precisará investir na limpeza das galerias pluviais. Muitos dos cidadãos que reclamam do aguaceiro são os que despejam lixo e papel nos bueiros. Pois acreditem: boa parte desse papel que entope a tubulação é propaganda de rua. Há uma lei em Foz que proíbe a panfletagem, no entanto ela é descumprida. Os veículos estacionados na Zona Azul, ou Estarfi, tornam-se outdoors dessa papelama que quase ninguém tem o cuidado de ler. E como não há lixeiras em muitos locais, pois foram destruídas pelos vândalos, a propaganda vai parar no asfalto. Os que fazem a varreção conseguem retirar uma parte, mas o vento faz o trabalho de espalhar o lixo, e daí a chuva termina o serviço. Rotatória empacou A prefeitura tem todo o direito de reparar esta nota caso julgue necessário: alguns leitores estão queixando-se da novíssima rotatória da Avenida das Cataratas ainda não estar funcionando. A obra foi executada em pouco mais de dez dias, entre fazerem o traçado, rasgarem a terra, pavimentarem e sinalizarem, mas já faz umas duas semanas, quase 15 dias, que o acesso ainda não foi totalmente liberado por causa da plantação da grama. Pois bem, vamos lembrar que a iniciativa foi privada; isso mesmo, o Shopping Catuaí Palladium pediu autorização para executar o serviço, assim facilitaria a vida dos fregueses. Segundo informação, o serviço de ajardinamento ficou por conta da prefeitura, e daí houve o enrosco. Em todo o caso, a rotatória da Avenida das Cataratas foi uma das obras mais rápidas já realizadas em Foz, sem causar transtorno aos motoristas, pelo menos. Há quem use a pista de caminhada ao lado e reclame do barro nos tênis. Chico "B" O Corvo se vê no meio de um impasse com tantas cartas enviadas para a redação sobre os buracos em toda a cidade. Mas o curioso é que boa parte dos envios saiu de um único endereço, com vários nomes diferentes de leitores. Tais reclamações não foram publicadas, pois se há um "paladino do asfalto", pelo menos deve identificar-se decentemente, enviando RG ou CPF. Seria hipocrisia dizer que não há buracos em Foz, pois todos os cidadãos sofrem com o problema, mas sabemos o déficit causado pela inoperância política do governo anterior ao Chico e a herança maldita que ele deixou, por isso sebo nas canelas, Chico, bora tapar as crateras e ajeitar as ruas, do contrário o apelido de Chico Buraco vai grudar. Bacana seria se ao completar um ano de governo, no Dia do Trabalhador, boa parte das deficiências estivesse sanada. Bêbado ao volante Na tarde de sábado, mais um ciclista foi atropelado na cidade; e, para variar, por um bêbado irresponsável. O cidadão estava em estado tão deprimente que mal conseguia falar com as pessoas que tentavam ajudar a vítima. Ele se disse "empresário", "pessoa de respeito" e coisa e tal, mas estava igual peru de véspera, pisando em degraus que não existiam. E creiam, depois de causar o atropelamento, foi parar num "lavacar" e continuou enchendo a cara no boteco que há ao lado. Por pouco não levou uns safanões dos parentes da vítima. O ciclista foi parar na UTI; quase teve a mandíbula arrancada, além de outros ferimentos, mas já está fora de perigo. Esporte perigoso Praticar o ciclismo é algo fantástico para quem quer manter a forma e a saúde em dia. Foz do Iguaçu possui vários locais e hordas de adeptos, que em geral preferem locomover-se em grupos. Sempre há promoções para a turma pedalar nos finais de semana, mas andar de bicicleta está tornando-se uma atividade de alto risco, devido à necessidade do compartilhamento das ruas com os motoristas "mal-educados", bêbados e irritadinhos. E não é barato o investimento, pois além da bike é preciso equipar-se com capacete, luvas, joelheiras, pisca-pisca... e, do nada, um imbecil acaba com tudo. Muita gente está desistindo da atividade. Enrosco Este Corvo passou pelo centro da cidade no domingo à noite e viu a confusão que é causada pela lanchonete McDonald's. Como o estabelecimento fica numa esquina, e é bem lá a entrada do sistema drive, a fila fura semáforo, estorva o cruzamento, ocupa pista de ciclismo e tranca parte de uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Está na hora de a fiscalização dar jeito naquela esculhambação. O Corvo procurou um urbanista para saber se há solução. O profissional, que pediu para não ser identificado, disse que a solução é muito mais fácil do que se imagina. O McDonald's possui um enorme estacionamento ao lado, na Rua Marechal Deodoro, então bastaria orientarem a mudança do início da fila. Uma questão de bom senso. Sendo assim, gerentes e proprietários da franquia, tomem as providências antes que algum acidente grave aconteça. Este Corvo adora um Big Mac, e com bacon então o sanduíche ficou irresistível. Um a cada mês nem engorda. Apoio à dona Chica! Este Corvo é solidário à empreitada da dona Francisca de Lima, que se preocupa com as crianças e excluídos na Páscoa, uma época de grande reflexão humana. Dona Chica atende em média 400 crianças, realizando uma importante festa solidária na "Vila Batalha", uma região pobre de nossa cidade. Por meio das doações, ela faz a alegria da criançada. Sendo assim, vamos ajudar, pois isso faz bem à alma. Quando iniciaram a Canja do Galo Inácio, dona Chica viu um carro da reportagem da Rádio Cultura, chamou o pessoal que estava realizando um trabalho nas proximidades e entregou um frango vivo para a super-Cida Costa; disse que era para entregarem para o pessoal que fazia a Canja do Galo Inácio. A ação fez algumas pessoas chorarem de emoção. Com um espírito solidário assim e um coração que não cabe no peito, dona Chica sempre terá todo o nosso apoio! Ratinho no povão Fazendo as vezes de pré-candidato, o popstar da ratolândia política fez sucesso em sua passagem por Foz. Reuniu quase mil pessoas e abraçou uma por uma. Ratinho Junior fala em alavancar o desenvolvimento. Está mandando ver em sua empreitada. GDia Quem acompanha a evolução de um dos mais consagrados portais de notícias de Foz verá novidades nos próximos dias. Fiquem de olho. O GDia terá novo visual e incrementos para atender os exigentes leitores. Uma boa semana a todos! "Xiruber" Enquanto os taxistas e demais motoristas de aplicativos como Uber e Garupa ficam brigando, os taxistas e mototaxistas paraguaios não param. Falaram para o Corvo que eles estão até pensando em implantar o "Xiruber" da fronteira, com preços ainda mais baratos.

Pedágio vergonhoso

Caso o Ministério Público Federal vá para cima de todas as concessionárias de pedágio que operam no Paraná, teremos revelações das mais escabrosas e as cifras da corrupção serão muito maiores do que os cerca de 65 milhões supostamente desviados apenas no Norte do estado. E é uma vergonha saber que o motorista paga um dos pedágios mais caros do mundo para sustentar corruptores e corruptos. Quer dizer, o dinheiro vai para além daquilo a que deveria ir: prover conforto aos usuários. Pedágio assassino É muito grande o número de acidentes nas BRs paranaenses em razão das deficiências nas estradas, em boa parte sem duplicação. As tragédias deveriam ser debitadas da conta de quem pagará pelos crimes de corrupção. Pelo valor que o cidadão paga de um ponto ao outro, deveríamos possuir as melhores autopistas do universo, seguras, sem precisar dividir o espaço com tantos caminhões ou tornar-se vítima dos apressadinhos, bêbados e irresponsáveis. Pistas duplas diminuem consideravelmente os riscos ao volante. Mas nesses negócios bilionários não sobra dinheiro, porque precisam alimentar bandidos disfarçados de homens públicos. Pedágio improdutivo Apesar dos impostos e da monstruosa carga tributária, o cidadão de uma cidade como Foz do Iguaçu, às vezes, não consegue mensurar a razão de os produtos custarem muito mais do que em outras cidades. O consumidor esquece ou não se lembra de que a incidência das tarifas nos produtos inviabiliza o esforço de vários setores, um deles a agricultura familiar. Quem planta precisa abrir mão de uma parcela considerável da venda em razão do pedágio. Neste caso, o dinheiro não é usado na compra de um implemento, no estudo dos filhos, na aquisição de um bem doméstico para prover o descanso de quem trabalha do nascer ao pôr do sol; esse recurso vai parar no bolso de safados, deste modo investirão em negócios de luxo nas praias paradisíacas, com a grana guardada em "estâncias" fiscais. Parte desse dinheiro será usada na eleição de mais bandidos, corruptos, párias e parasitas. Isso é uma barbaridade. Pedágio insano Há décadas ouvimos um discurso mentiroso de que haverá esforço para reduzir ou pelo menos não deixarem aumentar as tarifas dos pedágios. Quem se eleva ao cargo de candidato inclui o tema na pauta das promessas, e isso só fica na promessa. Não se pode aqui afirmar que os nossos gestores se aproveitam das concessionárias ou do que elas oferecem, mas por que não conseguiram cumprir as promessas de acabar com essa vergonha, baixando os preços, exigindo as benfeitorias, fiscalizando, punindo quem não cumpre um contrato? É insano imaginar que governadores do quinto estado mais importante da República não possuíram caneta para dar jeito na situação. É uma vergonha! Pedágio incógnito Se em apenas um trecho constataram que houve um desvio de aproximadamente 65 milhões, não está errado projetar o prejuízo milionários ao qual submetem os usuários das estradas paranaenses. Isso se elevado a todo o país beira o lucro de algumas multinacionais. Depois não sabem explicar a razão das obras de manutenção não acontecerem, os viadutos que não saíram, a duplicação que não houve. Certamente os desvios chegam à casa de bilhões. Para pensar no domingo Puxa vida, o pedágio já não é um bom negócio? É uma teta muito produtiva inclusive. E precisam roubar? Mentir? Simular prejuízo para sustentar políticos ladrões? Poderiam muito bem fazer o que deveria ser feito sem esses malabarismos. Então o concessionário estava com a vida montadinha, numa boa, com tudo pela frente, e agora precisará acostumar-se com a lei no calcanhar; vai perder tudo e ainda passará apuro, vergonha, constrangimentos e, mesmo em caso de ser inocente, terá um prejulgamento público, cheio de raiva e com clamores de justiça; será chamado de ladrão. Não há nada pior se a pessoa for honesta. Sem escolha Qual Brasil lucra mais? O da produção ou o da corrupção? Está na hora de o brasileiro assumir que sabe a razão de não haver merenda nas escolas, das ruas estarem esburacadas, dos postos de saúde estarem lotados, de os hospitais estarem quebrados, sem medicamentos e equipamentos, de não haver segurança e tudo mais que falta. A maioria dos municípios que não estão no módulo de economia de guerra, em razão de necessidade recuperação, depois de serem literalmente assaltados pelos seus administradores, sofre igual porque ainda não foi investigada e alguém continua metendo a mão no jarro. Lamentavelmente a corrupção no Brasil é endêmica; se houvesse um processo de judicialização — aquilo que os políticos temem —, poucos escapariam. Estima-se que menos de 5% dos municípios brasileiros estão sendo exemplarmente administrados, mas até neles há casos em que homens públicos estão envolvidos com problemas na mesa do Ministério Público. Luta dos procuradores Essa briga pelos honorários de sucumbência é antiga. Para quem não sabe, os procuradores e advogados dos municípios têm direito ao que chamam de honorários de sucumbência. Trata-se de uma lei federal assinada e publicada em março de 2015. Só que para variar, o seu Reni entrou numa queda de braço para não pagar os valores aos procuradores, mesmo a grana recolhida num fundo e proibida de ser manipulada pela gestão municipal. O embate seguiu com Ivone Barofaldi e dona Inês da Saúde. Mas no fim o dinheiro rendeu juros, e cada procurador recebeu algo em torno de R$ 100 mil. Diga-se dinheiro lícito, como observou o atual procurador-geral Osli Machado, conforme reportagem publicada na edição de ontem deste matutino. Mas sempre há quem espalhe um veneno. Suicídio Que situação, hein? A mosca do suicídio parece andar picando as pessoas na fronteira. Uma quis se jogar da Ponte da Amizade; outro, do Viaduto Zé Richa. Foi a notícia da quinta-feira nas redes sociais. Quando alguém se atira da ponte, cai na água os nas pedras, mas no caso do viaduto o suicida pode causar outras vítimas. Vai que acerta um veículo cheio de crianças? Os dois casos paralisaram o movimento no trânsito. Vereadores Pois é, seu Corvo, a gente não quer cometer o pecado de acusar alguém que ainda não foi sequer julgado, mas esse povo da política parece que vive sentado em formigueiro. Não ficam quietos nunca, dão entrevista em rádio, jornal, e quem disse que não entram em contato com a Câmara e os membros de lá? Ficam provocando a Justiça, cutucando a onça com vara curta. Eu mesmo já fui abordado por um desses investigados e meu ouvido virou penico. Deveriam dar um tempo da vida pública. Rainon Vieira O Corvo responde: prezado, é verdade, acusados e investigados deveriam no mínimo obedecer à lei, cumprindo o que ela determina. Mas como você bem definiu, sofrem de comichão, com aquela coceira terrível para aparecer. Mas não vamos longe: um desses envolvidos andou espalhando que será candidato a deputado estadual neste ano. Onde? Será que não se toca? Deveria tirar o cavalinho da chuva. Viola no saco É como se comportaram as pessoas ligadas ao governo e que andaram visitando a região nos dias em que eclodiu o vulcão dos pedágios. Não sabiam o que dizer. O governador inclusive, ao se manifestar, disse que mandou abrir investigação e espalhou a encrenca para os governos anteriores. Lembrou até o saudoso Zé Richa, sobre o caso do servidor de terceiro escalão Carlos Nasser. Que mão de obra exemplar é essa que permanece no governo desde os tempos do velho Richa? Só falta todo mundo ser acusado de prevaricação pelo fato de não exonerarem o figura. Ainda... Beto Richa, claro, repetiu o que disse o procurador da República, mas em partes. O governador afirmou que o procurador informou que ele não está sendo investigado, porém se esqueceu da palavra "ainda". Esse ainda faz uma diferença enorme no contexto das coisas. Está na memória do povo quando o juiz Sérgio Moro disse, em bom e alto tom, que o ex-presidente Lula não estava sendo investigado na Lava Jato. Deu no que deu, foi condenado no caso do tríplex, e o imbróglio da chácara em Atibaia segue na mesma direção. Dependendo, o ex-presidente corre o risco de sair do próximo julgamento direto para o camburão. Operação tapa-buracos Corvo, faça-me um favor: avise à redação para deixar de ser engravidada por certas notícias. Disseram numa matéria da prefeitura que estão asfaltando aqui e ali, mas até agora isso só está no papel, pois ele aceita tudo. Minha rua estava na lista desse retoque de asfaltamento e, não sei explicar, os buracos ainda estão lá. O governo só vai convencer o cidadão quando ele sentir o cheiro do piche, não adianta publicar notícias duvidosas, pega mal para vocês. Reinaldo Gama O Corvo responde: prezado, como você mesmo observou, este jornal publicou uma nota do governo e, por questões éticas, presumimos que informações assim são verdadeiras. Mas após receber a sua comunicação, tivemos o cuidado de conferir a informação, e todos os locais mencionados receberam sim manutenção. Mas como diz o prefeito, Foz precisa refazer quase todo o asfaltamento na área urbana, só tapar os buracos não será suficiente. É apenas uma medida emergencial. O caso é que a cidade ficou abandonada muito tempo e não é possível reconstruir tudo com uma varetada de mágico. O Corvo faz a crítica, mas também entende as dificuldades. Informações O Corvo publica tudo o que é enviado pelos leitores e colaboradores, menos críticas infundadas, mentirinhas políticas e joguinhos de oposição. No mais, se alguém quiser fazer uma denúncia, ela terá toda a atenção, mas por favor, que faça do jeito certo, informando a localização do problema, nome e, se possível, o número de um documento de identidade. Todas as informações são conferidas antes de serem publicadas.   Charge do corvo

Fronteira em alerta

Os secretários de Segurança dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo realizaram uma reunião de emergência para avaliar a fuga em massa dos criminosos do Rio de Janeiro, com a intervenção militar. Não é segredo que em condições assim os bandidos promovem um "êxodo" para as regiões de fronteira, onde já controlam o tráfico de drogas, medicamentos, armas e munições. E como fica uma cidade como Foz do Iguaçu, com o PCC atuando até no Paraguai? Quem vai segurar a parada? Explique isto, Giacobo Ontem o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, teria anunciado, segundo a Rede Globo, que deixará o cargo em março, para concorrer nas eleições. Então como ele poderá assinar a ordem de serviço da perimetral e lançar várias obras em Foz no início de abril? Bem, se o outro ministro for do PR, pode ser que as coisas sigam a normalidade. Mas se não for, está feita a confusão. Entre as obras que o ministro anunciaria está a ampliação do aeroporto e a duplicação de dois trechos da BR- 469. Explique aí, deputado! Outro ministro virá à cidade cumprir a agenda? Cuide pra não ficar pendurado na brocha, hein deputado? A água bateu na... A Lava Jato sempre esteve concentrada em Curitiba, mais no âmbito dos tribunais, com o juiz Sérgio Moro apertando o garrote dos corruptos. Agora, como fosse um vírus, a operação mais temida na história do país começou a se alastrar pelas proximidades, chegando aos gabinetes do Palácio Iguaçu. Alguém contou para este Corvo que sumiram os medicamentos para dor de barriga nas farmácias do centro da capital. No DER Nelson Leal, o todo-poderoso das estradas paranaenses, foi surpreendido com a visita dos policiais federais. O "anel de integração" deve ter piscado logo nas primeiras horas da manhã. Amigos deste Corvo: a Justiça começou a abrir a caixa-preta dos pedágios no Paraná; coloquem o cinto de segurança, por favor! Em geral, operações assim causam um efeito dominó; saem do presente e vão derrubando as peças em sentido ao passado, então já é possível imaginar o tamanho do estrago. Dói no cidadão Não há como evitar o enjoo e a dorzinha de cabeça ao se saber que o preço do pedágio poderia ter baixado, no entanto aumentou! Se os contratos do pedágio eram inacessíveis, isso poderá ser coisa do passado. Pega geral E tudo indica que a Operação Integração continua arrastando-se como uma serpente comedora de insetos e pequenos animais. Vai pegar para o lado do Carlos Nasser, que trabalha no terceiro escalão da Casa Civil do Governo do Estado, mas seria um dos homens do senador Álvaro Dias. Segundo a coluna do Fábio Campana, ele está doente e não bate o ponto há mais de um ano. E como fica o pedágio? No meio da rebordosa vamos continuar pagando essa grana altíssima para trafegar nas rodovias paranaenses? Pode ser que no andamento das investigações algum procurador de República peça a paralisação da cobrança, e aí, parceiros, ou baixam os preços ou abrem de vez as porteiras. Dureza O Ratinho Junior, cheio de compromissos em Foz, não deve ter ficado nada confortável com a bomba estourada ontem. Que coisa, hein? Alguns candidatos estavam brigando pelo apoio do governo, mas se o tema da Operação Integração prosseguir no módulo devastação, vai faltar não só o apoio, mas também o chão. Complexo Linda a foto de capa do Gazeta Diário ontem (divulgação) ilustrando o tamanho do Hospital Municipal de São Miguel do Iguaçu. A boa notícia é que a unidade ajudará a aliviar a pressão dos hospitais em Foz, muito procurados pelas populações das cidades que compõem o extremo oeste. Imóveis devolvidos Vai chegando ao fim o imbróglio entre Provopar e município. Um primeiro sinal dessa fumada de cachimbo da paz é a devolução dos imóveis que eram ocupados pela ONG. Foi sem dúvida um avanço nas negociações, mas a paz pode deixar de reinar quando alguém da prefeitura entrar nos prédios e constatar o estado em que eles foram deixados. Isso sim ainda vai render um bafafá. Muitas dúvidas E como ficará a ONG Provopar e as suas dívidas, que não são pequenas? E os quase 30 funcionários que foram demitidos? Relembrando, o convênio entre município e entidade foi assinado em 2013, na fatídica gestão do seu Reni, ação que foi celebrada e acompanhada de perto pela eficiente (para outras cidades) deputada Cláudia Pereira, que prometia mudar a história da entidade! Mudou mesmo, e pra valer. O convênio foi estipulado em R$ 1,9 milhão. Devoluções No âmbito das devoluções, o Provopar bem que poderia devolver os equipamentos para o feitio da Canja do Galo Inácio. Isso mesmo, 12 fogões, 14 vasilhames de botijões de gás, 16 panelas, 15 espumadeiras de alumínio, 22 conchas de alumínio, um tanque de aço de 70 cm por 1,5 metro, 300 metros de mangueira de água, e diversos utensílios como potes, tábuas de cortar frangos, cortadores de batata e abridores de lata, tudo isso foi adquirido e doado ao longo dos anos e pertence ao evento. Todos que atuaram no Provopar na época em que passou a produzir a canja, no carnaval, acompanharam a transição dos equipamentos. Desolação Enquanto os vereadores que foram cassados mantinham acesa a chama de voltar para a Câmara de Foz, desabou um balde de água gelada sobre todos. É que alguém foi mexer no vespeiro, tentando livrar-se das restrições, e o resultado foi contraditório, criando um cenário desfavorável para o grupo que foi cassado. A tentativa de revogação das medidas cautelares impostas ao ex-vereador Hermógenes de Oliveira causou um desastre contra a coletividade de cassados. O Corvo explica: o grupo em questão, além de outros envolvidos, é afetado por uma série de restrições além do afastamento das funções políticas: não pode exercer outros cargos públicos não eletivos, tampouco frequentar as dependências do Legislativo; está proibido de manter contato com pessoas ligadas à administração direta e indireta; não pode aproximar-se de empresas prestadoras de serviço, inclusive; também não deve manter contato com demais investigados. Contaram para o Corvo que alguém estava de olho num carguinho público, uma assessoria que fosse, e para iniciar o caminho deveria livrar-se das restrições. Não deu certo. A canetada da juíza foi fatal. Sobrou para Chico e Rogério Não bastasse a dor da "duralex", a juíza mandou o prefeito Chico Brasileiro e o presidente da Câmara, Rogério Quadros, reforçarem a fiscalização para garantir o cumprimento da determinação. Juiz não pede, manda. Além da horta leguminosa, ou seja, a plantação de pepinos de todos os tamanhos, prefeito e presidente do Legislativo terão de cuidar dos marmanjos. Isso aumentará, e muito, o olhar sobre as atividades dos cassados, pelo menos enquanto investigados pela Operação Pecúlio, em sua fase Nipoti. Tiro no pé, seu Hermógenes. Fora do ar A página oficial do Gazeta Diário, o GDia, amanheceu fora do ar. Os telefones não pararam de tocar, e surgiram mensagens de todos os lados nas redes sociais. É pra ver a falta que o portal de notícias faz quando ocorre um problema. No início ficamos entristecidos, pois algo assim não pode ocorrer, mas depois de revelarem a razão e a origem do problema, ventilou um ar de alívio e orgulho: o GDia saiu do ar porque estourou a banda, ou seja, recebeu tantos visitantes que derrubou o canal de transmissão. É a terceira vez que isso acontece e, levando em conta que até o servidor foi alterado, em razão da limitação, o clima foi mais de festa do que decepção. A BR Digital, que realiza o projeto eletrônico do jornal, tratou de corrigir o problema e aumentar substancialmente a banda digital. GDia E pensando nesse sucesso que é o portal de notícias do jornal, a diretoria resolveu investir numa série de mudanças para melhor. "Não se mexe em que está bom", diz o ditado, mas em matéria de jornal eletrônico as mudanças devem acompanhar as tendências, e o GDia em breve apresentará o seu novo formato, mais adequado aos novos tempos, de acordo com o que propõem os grandes endereços de notícias. A novidade será o GDiaTV, com informações postadas on-line, além de toda uma gama de informações diferentes do impresso. Detalhe: tudo de graça, sem que o leitor precise desembolsar um centavo. Aguardem mais uns dias.

Hospital de ensino

Senhor Corvo, a máquina municipal é um grande laboratório para acadêmicos de vários cursos. Por meio de convênios e programas, muitos universitários poderiam dispor mão de obra em quase todos os segmentos, da administração à medicina. Poderiam atuar em hospitais, centros odontológicos, postos de saúde e mesmo no campo das obras, cultura, comunicação, assistência social... Pensa na diferença que pode haver entre um universitário do oitavo ou nono período prestando apoio ao serviço público no lugar de cabos eleitorais semianalfabetos e que ganham um dinheirão. Aí sim o prefeito iria economizar um monte de dinheiro com pessoal. Gilberto Malta O Corvo responde: uma mudança assim requer uma nova filosofia de tratamento partidário, ou seja, uma mudança radical nos hábitos políticos, algo muito difícil de acontecer. Alguns partidos mais apoiam o projeto de um candidato a prefeito pela oportunidade de ocupação de cargos do que pela ideologia. Mas se o governo aplicar economias em programas de incentivo aos universitários, certamente sobraria dinheiro para melhorar consideravelmente a qualidade do atendimento ao contribuinte. Reorganização Corvo, pelo que li, a prefeitura quer otimizar os espaços, e sabemos que aluga vários imóveis. Será que alguém já fez cálculos para concluir que o valor gasto em aluguéis é superior à construção de uma sede nova, com todas as secretarias num mesmo local? Puxa vida, parecem cachorro correndo atrás do próprio rabo! Veja o caso da Secretaria da Fazenda: a repartição está lá nos fundos do Banco do Brasil desde o governo Daijó, e lembro bem que o japa disse que era uma situação provisória. É o tal do provisório que vai virando definitivo. Alguém pergunta onde é a Secretaria das Finanças, ou Fazenda, a mais utilizada pela população, e alguém responde: "Nos fundos do Banco do Brasil". Que vergonha. No mais, é certo o que o senhor escreveu outro dia, que o cidadão fica igual passarinho entre uma secretaria e outra em locais distantes. Saúde num lugar, Educação em outro, Turismo noutro canto... Tá louco, está na hora disso acabar. Florinda A. Ceres O Corvo responde: prezada leitora, este Corvo já praticou muito exercício de futurologia no tempo em que escrevia para o outro jornal, A Gazeta do Iguaçu, hoje extinta. O tempo passa, e tudo fica na mesma, com situações remediadas. A prefeitura já possui um belo projeto para a sua sede nas proximidades da Avenida Paraná, onde estão outros órgãos como a Receita e Polícia Federal, INSS, Hospital Municipal, Ministério da Agricultura. Que beleza seria se tudo estivesse próximo um do outro. Este Corvo vai especular para saber sobre esse tema, o da construção de uma nova sede. Cães de rua Corvo, com a expressão da palavra, o que faria um Conselho Municipal de Proteção dos Animais? Isso é chover no molhado. Seria mais uma porção de pessoas gastando tempo com o óbvio, sem chegar a nenhuma conclusão, como em quase tudo o que acontece. Esse Protetor Jorge, por exemplo, foi eleito por causa do trabalho com os animais, mas depois que virou vereador a gente só lembra dele quando vamos a algum estabelecimento, pagamos uma conta e alguém mostra a caixinha de acrílico pra gente colocar o troco em moedas. No mais, a cidade está enfrentando uma porção de problemas com o abandono de cães e gatos, sem falar dos cavalos espalhados pelas áreas verdes. Foz, uma cidade privilegiada pela flora, está deixando muito a desejar no quesito fauna. Lorena Souza O Corvo responde: este Corvo recebe muitas cartas diariamente abordando abandono de bichos. Quem faz uma coisa dessas não tem coração. Pior, algumas pessoas descobrem que o cãozinho está doente e, no lugar de procurar um veterinário, largam o bicho na frente da casa de alguém, ou em algum lugar distante. Tenham dó. Este Corvo andou filmando alguém largando duas cadelinhas nas proximidades do Clube Hípico. Por lembrar a hípica, há mais gatos por lá do que cavalos. Pelo visto não deve haver ratos nas cercanias, de tantos bichanos. Alguém garante que isso é fruto do abandono. Os bichanos são jogados por lá. Sobre os conselhos, se forem deliberativos podem resolver muito. Microcervejarias Contaram para este Corvo que há tantos fabricantes de cerveja em Foz que estão pensando em organizar uma Oktoberfest fronteiriça, com estandes para todos os tipos de cerveja. O chope da cidade já é conhecido em vários estados, como é o caso de Santa Catarina, terra de alemães e fabricantes de cerveja. Como pode uma coisa dessa? Vai ver é a água da cidade que é de boa qualidade. Já existem botecos especializados em bebidas artesanais. Mas também informaram a este colunista que há pessoas fabricando cerveja sem as boas condições de higiene, o que é um sério risco à saúde. Recuperação Pois bem, Corvo, outro dia funcionei o meu Corcel 1974 e dei umas voltas pela cidade. Tive de enfrentar vários desvios, porque a turma da prefeitura estava trabalhando na recuperação do asfalto. Esse é o tipo de transtorno que me deixa feliz, o fato de precisar desviar de uma obra; isso quer dizer que ela está sendo realizada. No mais, não coloco a minha relíquia em qualquer rua. Enfim a prefeitura está cumprindo com a obrigação dela. Luiz R. Almeida (aposentado) O Corvo conhece o Corcel 74 do seu Luiz, comprado no tempo em que ele ganhava quatro mil cruzeiros por mês. Sim, o veículo é uma teteia de tão conservado. Os colecionadores e donos de veículos usados e novos agradecem o serviço de pavimentação, pois a coisa estava feia, com algumas ruas simplesmente intransitáveis. Intervenção Pois que coisa, hein Corvo? Para combater bandidos nos morros, tiveram de pedir autorização aos bandidos de Brasília? Por favor, essa intervenção deveria ser nacional, não somente no Rio de Janeiro. Não há uma cidade neste nosso Brasil que não seja comandada por um traficante. Estou ficando com o saco cheio e, não demora, me mudo para outro país. Norberto Fernandes O Corvo responde: prezado, o Congresso deve deliberar sobre operações assim, pois é uma maneira de organizar inclusive os custos. Como acabamos de descobrir, a intervenção no Rio vai custar muito dinheiro, tanto o quanto custaria uma guerra com algum país. Se o Brasil quer segurança, deve ler atentamente o que está escrito na bandeira: ordem e progresso. E para se colocar ordem nas coisas, é natural que as cumpram como manda a lei. Calma, outros países enfrentam situação muito pior que a nossa quando o tema é o combate ao crime organizado. Preço do gás Corvo, você de fato tocou num tema interessante, o preço dos botijões de gás de cozinha. Fiquei durante anos pagando R$ 30, R$ 40 e, como dizem, no pau da viola, R$ 45. Pois bem, fui comprar um botijão outro dia (gás só acaba na hora de fazer a comida) e caí de costas com o preço! R$ 86,50! Como não tinha dinheiro, fui a um mercadinho onde tenho conta e lá o preço era mais baixo, R$ 68. Uns amigos me disseram que pagaram valores diferentes, uns mais altos e outros mais baixos. Que bagunça é essa? O preço é uma aberração, e como faz uma família que não pode pagar? Gás, afinal, faz parte do consumo básico das pessoas e, pelo valor, tornou-se artigo de luxo. Lucélia Vieira da Silva O Corvo responde: sim, prezada leitora e colaboradora, o preço é de fato uma "aberração". O pior é que pela falta de controle e fiscalização, alguém anda levando vantagem nisso. Considerando que há famílias grandes e de baixa renda, R$ 85 é um gasto praticamente mensal. Muita gente vai voltar a acender o fogão à lenha, mas e cadê lenha para cortar? A situação é mesmo de aflição para muitas pessoas. O gás está um assalto de tão caro. Aeroporto Bom questionamento, Corvo, vão expandir o aeroporto para onde? Por que não aproveitam e fazem logo uma pista paralela? Veja, fui pesquisar: a nossa pista possui 2.195 metros, portanto já comporta voos internacionais, não fosse assim não teria descido uma aeronave como um Boeing 747/400, em 2013, trazendo 220 turistas. Se a pista é grande, não valeria a pena construírem outra, no lugar de uma prolongação apenas? Rosivaldo Nelson O Corvo responde: prezado leitor, apesar deste colunista ser uma ave, não entende patavinas de aeroporto. O caso é que uma cidade como Foz já deveria possuir um aeroporto moderno, amplo, com conforto e mobilidade para os usuários. Nosso aeródromo possui 44 anos, e tudo demora, é uma lengalenga sem fim. Vamos acompanhar o tema e discuti-lo em bom nível, como, aliás, o leitor acabou de fazer. Há uma ideia de construírem um novo aeroporto na região e manter o que existe para voos pequenos e carga. Mas isso também é extraoficial. Uber Corvo, agora sim o bicho vai pegar. Esse povo da Uber é muito organizado, e não pense que eles estavam quietinhos. Estavam nada. Faz uns três meses que o meu vizinho já comprou um carrão no padrão e todo dia tem reunião na casa dele. Se depender da frota e do preço que cobrarão, o cidadão vai ficar bem feliz. Vocês resolvem Seu Corvo, bastou eu colocar uma notinha na sua coluna outro dia, que a prefeitura já apareceu para arrumar a boca de lobo aberta perto de casa. Noto que também é assim quando as emissoras de TV fazem reportagens, tanto na RPC como na Naipi. Isso quer dizer que estão ligados em vocês. Leandro Amaral Vasques O Corvo responde: prezado, os veículos de comunicação não cobram a administração com o intuito apenas da crítica, mas sim como um ponto de observação para a prestação do serviço. Às vezes é difícil localizar um problema, ainda mais numa cidade como Foz, que herdou tantos problemas. É nossa obrigação apontar as deficiências; e da prefeitura, saná-las.

Uber & Cia

Se o aplicativo gaúcho Garupa, com 30 ou 40 veículos, já rendeu uma grande pendenga em Foz, imagina como não será com o Uber, com uma frota três ou quatro vezes maior? Viveremos momentos emocionantes na semana que vem. Pendenga? Sim, no bom sentido, pois mediante as decisões judiciais, o Garupa, que abriu as portas para o sistema de mobilidade por aplicativos, aparentemente opera na legalidade. Uma lei municipal não pode opor-se à Constituição, mesmo o sistema necessitando da autorização do município. Enquanto o tema dos aplicativos tramitar no Congresso e a modalidade não for normatizada para o território nacional, todos operarão livremente. População apoia Dizerem que fizeram pesquisa e a sociedade não aprova os aplicativos em Foz do Iguaçu é a maior balela. Se pesquisassem apenas entre as pessoas envolvidas diretamente com o transporte, ou seja, taxistas, mototaxistas e clandestinos, aí sim teríamos um resultado desfavorável às novas modalidades. Mas seria um resultado questionável. Este Corvo pode assegurar que 99,9% da população quer o funcionamento dos aplicativos, pois são ágeis, baratos e eficientes e buscam o usuário na porta de casa. De quem é a culpa? A culpa está ao que se chegou, ou seja, aos meios formais de transporte e no quase nada que fizeram para atrair e ganhar a população. O sistema de transporte de Foz se tornou um balaio, com empresários descontentes, categoria dos motoristas e cobradores descontente, governo descontente e, pior, o usuário descontente. O que se vai fazer? O povo quer facilidade, e fim de papo. Se os marcianos desembarcassem em Foz e oferecessem o serviço de maneira mais inteligente, barata e confortável, a população estaria movimentando-se nos discos voadores. Apoio insólito Seu Corvo, vocês vivem dizendo (escrevendo) que não possuem bola de cristal nem gostam de exercício de futurologia, no entanto publicam, sem eira nem beira, todas as promessas de manifestações dos políticos em ano eleitoral? Puxa vida! Vocês sabem muito bem que menos da metade daquilo que anunciam jamais acontecerá, como foi a primeira tentativa da Perimetral Leste, que enfeiou a entrada da cidade. Penso que primeiro deveriam ver os documentos. Desculpe-me pelo puxão de orelha, seu Corvo. Aurélio Condé O Corvo responde: calma lá, prezado leitor e colaborador. Publicamos as manifestações dos políticos, mas quando elas não se concretizam cobramos sem dó. Fazemos a mídia positiva, e não apenas o contraditório. Os leitores sabem o quanto cobramos a falta das ações e também os anúncios politiqueiros. Basta ler para atestar. Na política... O deputado Giacobo anunciou a assinatura da ordem de serviço da Perimetral Leste. Isso deve acontecer na primeira semana de abril — tomara que não seja no dia 1º. Se bem que a Páscoa cairá no Dia da Mentira, portanto, se o coelho não aparecer com os suculentos ovos de chocolate, os pais terão uma boa desculpa. Mas sobre a perimetral, este Corvo cobrou e até agora ninguém se manifestou: cadê o resultado da licitação? Ou será que o ministro assinará a ordem de serviço para realizarem a concorrência pública? Giacobo diz, textualmente, que é para o início das obras. Aeroporto O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, é quem visitará Foz no início de abril, ocasião em que assinará a tal ordem de serviço; em sua estada, segundo o deputado Giacobo, serão anunciadas as obras no aeroporto. Teremos o aumento da pista em um quilômetro e a duplicação do acesso que faz a ligação com a BR-469 e passa em frente ao Centro de Convenções. Ampliar para onde? Em várias ocasiões, os técnicos conhecedores do tema "aeroporto" de Foz asseguraram que seria praticamente impossível aumentar a pista, a única do nosso aeródromo. A ideia era construir outra em paralelo, ou no sentido quase perpendicular, com o cruzamento das pistas em uma das extremidades. Para resumir, seria um "x" espremido. E quem conhece a área deve estar fazendo-se a mesma pergunta: expandir em que sentido? Penetrando no Parque Nacional, que já possui o espaço aéreo invadido pelos jatões e suas turbinas, ou indo para cima dos pesque-pagues, na cabeceira oposta? O Corvo não está duvidando do deputado, pelo contrário, apenas quer saber das coisas nos "mínnnnnnnnnnimos" detalhes. O cidadão está com o saquinho um pouco cheio dos exercícios de adivinhação, a começar pelo ano político. Glorioso 2018! Parece que tudo acontecerá neste ano. Se de fato essas previsões políticas forem realizadas, teremos o ano mais importante da história da cidade, com uma penca de obras acontecendo ao mesmo tempo. Giacobo também antecipou que o ministro vai assinar a duplicação dos 8,7 quilômetros da BR-469, o que seria um projeto de Itaipu. Aqui uma dúvida: não seria a reforma da BR-600? Itaipu deixaria de revitalizar a sua principal via de acesso, uma manutenção que é urgente, para tratar da Avenida das Cataratas? Ou vai ver já mudaram o projeto da perimetral? Perguntar não ofende. O Corvo e os iguaçuenses querem entender isso um pouco melhor. Tem lógica Acontece que o mesmo trecho onde se configura praticamente uma estrada ecológica, com trincheiras para os bichos passarem, passarelas e pontes, e é exatamente o trecho pelo qual passarão os caminhões com acesso à perimetral. Isso tem tudo para virar num senhor balacobaco. Enquanto isso... ...ninguém dá um pio sobre a Estrada do Colono, que encurtaria a distância entre dois estados, menos ainda comentam as melhorias no interior do Parque Nacional do Iguaçu. E a nossa deputada? Ela, a dona Cláudia Pereira, está em evidência — e pelo simples fato de ser eleita por Foz, onde possui o domicílio eleitoral (se é que já não trocou), e só apresentar projetos em nome de outros municípios. Essas ações intensificaram após o hecatombe que foi o governo do maridão, um desastre político sem precedentes na história da cidade. E vem bronca Segundo confidenciaram para este Corvo, alguns responsáveis pelo Provopar se sentiram tão abandonados, coitados, que resolveram mudar de lado. Teriam inaugurado um vomitório de informações e "ordens" dos ex-superiores. Que luxo E o Corvo, que não é servidor público, terá de se conformar com o Residencial Clube Foz do Iguaçu, um condomínio destinado aos servidores. Que maravilha! Quem paga impostos e aluguel deverá apreciar bastante a iniciativa. Localização estratégica Numa coisa o prefeito Chico Estrangeiro, ops, Brasileiro, tem razão: Foz possui um potencial natural para a realização de grandes eventos. A cidade abrigaria um Pan-Americano sem muitos investimentos, pois possui hotelaria para hospedar delegações e locais diversificados para abrigar quase todas as modalidades. Só falta mesmo um estádio.  

Novo horário

Corvo, é muito gostoso ter essa uma hora a mais pelas manhãs. A gente acorda e se dá ao luxo de ficar espreguiçando um pouco na cama, enrolando, contando até dez várias vezes até levantar. No entanto a hora do almoço parece que demora uma eternidade. Demora tanto que eu queria o horário de verão de volta! Como a gente faz, Corvo? Nathália Vinhedo O Corvo responde: o leitor sai com cada uma! O Corvo não faz a mínima ideia de como responder a uma pergunta assim, até porque passa pelo mesmo. Mas parece ser uma questão de tempo; logo o organismo se readapta e tudo volta ao normal, inclusive a preguiça para levantar o esqueleto da cama macia. Força na peruca e bola pra frente! Parcelas Poxa Corvo, nem consegui pagar a primeira parcela do IPVA e já estoura o prazo do segundo pagamento? E o seu jornal amanhece com a notícia de que a prefeitura quer melhorar a arrecadação do ISSQN? Não é muita cobrança pelo pouco que estão nos devolvendo, seu Corvo? Só falam nisso de cobrar, aumentar, taxar e tudo mais? É IPVA, IPTU, ISSQN, tudo com aumento... Que coisa, a vida não é fácil aqui na fronteira! Maurício Ramos O Corvo responde: se o problema são os impostos, a vida não é fácil em qualquer outra cidade brasileira. O início do ano é mesmo uma tortura para todos os cidadãos, e a tendência é isso ficar pior com o inchaço da máquina pública. Mas em Foz não houve aumento no IPTU, o que já é um alívio. Em algumas cidades, os moradores foram surpreendidos com valores 100% maiores que no ano anterior. O ISSQN, ou Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, é uma obrigação empresarial, e a prefeitura quer um resultado melhor que em 2017. O Chico só vai pagar as contas se arrecadar. Gratificações Na tentativa de melhorar a passada de chapéu, a prefeitura regulamentou, por força de decreto, gratificações que serão concedidas aos servidores da Divisão de Fiscalização. Isso mesmo, no lugar de facilitar um pouco a vida dos contribuintes, o governo vai premiar quem melhor souber cobrar e fiscalizar. Só resta a quem deve imposto uma alternativa, ou melhor, duas: rezar e pagar. Brasileiro reclama Com essa carga insuportável de impostos e tributos, é natural que o Brasil se destaque na lista do arrocho. O Corvo deu uma rápida pesquisada e descobriu que a Argentina está na ponta da lista; lá a faca não sai do pescoço dos empresários, e o Brasil é o 11º maior cobrador de imposto das empresas no ranking mundial. Ganha de países como a França e Itália, conhecidos pela velocidade do "impostômetro". Agora, quem não quiser pagar tantos impostos pode mudar-se para Brunei, onde a carga tributária é a menor em todo o planeta, apenas 8,7%. O Corvo encerra aqui o almanaque das inutilidades. Sim, de que adianta reclamar? Seremos escravos da corrupção por muitas gerações. Eles roubam, e a gente cobre os furos. É o efeito coletivo brasileiro. Publicidades no PY Alguns empresários da vizinha e próspera Ciudad del Este, no Paraguai, ligaram ou enviaram mensagem para o Corvo sobre a recente polêmica criada pelos vereadores de lá; eles discutem a proibição da propaganda dos estabelecimentos e produtos no idioma português. A cidade parece que está dividida. O site Não Viu? é que trouxe a notícia para este lado da fronteira na semana passada, depois de uma postagem do jornal Vanguardia. Há quem acredite que os vereadores estão trabalhando em que não deveriam. A mudança Os comerciantes estabelecidos naquele centro de compras não são nada burros. Se a fronteira fosse com a Bulgária, naturalmente propagariam seus produtos e lançamentos em búlgaro, um idioma que nem o capeta domina, dizem. Não estão errados. A linguagem comercial é universal, a quem de fato interessa, e é assim que se colhem divisas para gerar empregos e crescer. Não é desrespeito a utilização do idioma dos vizinhos, e sim cortesia. Ultimamente até os norte-americanos mantêm mensagens em espanhol para os mexicanos. Há vários cartazes que dizem: no venga!. A situação aqui é bem diferente; paraguaios e brasileiros se adoram por meio dos produtos. A Vila Portes é deles, e Ciudad del Este é nossa. Investimentos Mas boa parte dos grandes empresários estabelecidos no Paraguai, apesar do arrojo comercial, mantém o tema do idioma de maneira política e correta. Devemos lembrar que eles são de longe os maiores investidores em mídia exterior na fronteira. Várias placas do lado brasileiro mantêm o idioma espanhol, sendo assim a discussão é encarada pela maioria como "perdulária". Há situações bem mais graves e para as quais ninguém parece ligar, como o número fora do comum de emissoras de rádio FM propalando informações em português. Os argentinos, por exemplo, querem moralizar a situação o quanto antes. Rádios na Argentina Contaram para este Corvo que uma comissão vinda de Buenos Aires está terminando um relatório sobre o que seria um "aluguel" de transmissores para difusoras brasileiras. As chamadas "rádios piratas" parecem estar com os dias contados, garantiu um dos fiscais que realiza o levantamento: "Para vocês, brasileiros, pode parecer algo comum, mas para nós isso é ilegal, e o governo do Brasil deveria levar o assunto mais a sério, porque essa grande quantidade de emissoras prejudica os negócios formais". A novidade é que os argentinos começarão a restringir a faixa comercial, doendo no bolso de quem se diz dono do prefixo. Os prefixos É aí que mora o "x" do problema. Um aparelho de rádio possui uma escala de prefixos, e por incrível que possa parecer há mais espaço para emissoras no dial de uma cidade como São Paulo do que na fronteira. Os prefixos são tão amontoados em Foz que trepam uns nos outros, o que torna o sinal inaudível. Um exemplo dessa esculhambação foi a debandada da FM da Força Aérea Brasileira, uma emissora que faz sucesso onde existe, pela qualidade da programação. O Corvo cita este caso frequentemente. Pelos ares A travessia aérea não é necessariamente pegar um avião ou helicóptero de um lado ao outro. Isso pode ser realizado por uma passarela, coisa muito rara de existir em Foz. Nossa única via aérea está na BR-277 e é pouco utilizada pelos moradores. Tudo indica que preferem correr os riscos de atropelamento a escalarem a estrutura de ferro e concreto. Mas após a realização de vários estudos técnicos e jurídicos, a prefeitura de Foz finalmente editou um projeto de lei (enviado na semana passada ao Legislativo) propondo a regulamentação de travessias aéreas nas vias públicas. A norma permitirá a instalação das passarelas no perímetro urbano. O que parece ter motivado a mudança e o estudo foi um projeto de travessia entre o Hotel Bourbon e o Cataratas JL Shopping, na Avenida Costa e Silva. O projeto prevê cobrança pela utilização de espaço de propriedade do município. Monitoramento Corre pelas redes sociais um arquivo sobre "monitoramento de mídia" por parte da Polícia Federal. No documento são transcritos os conteúdos de noticiários, o que escrevem os colunistas e dizem os comentaristas. O repasse sugere que isso é coisa do tipo vigília, como nos tempos da ditadura. Besteira, o tal "monitoramento" não passa de um clipping, no qual a PF analisa a condução das investigações por meio do vazamento de informações. No fim das contas, a imprensa mais ajuda do que outra coisa. Este Corvo não liga pelo fato de ser "monitorado", isso quer dizer que é bastante lido. A polícia tem mais é de monitorar, a começar pelas barbaridades que andam aprontando contra a honra de muitas pessoas. Uma coisa é noticiar, outra é injuriar, caluniar e difamar. E agora? Corvo, não acho justo perder um dia de trabalho por causa da greve dos ônibus. E no meu caso corro até o risco de ficar sem o emprego, pois estou em fase de teste e meu patrão foi bastante duro quando eu relatei que faltaria, pois não tinha como ir ao centro. "Se vira", ele disse! Então imagina a situação, a gente quer ir ao trabalho e não há como, pois sem ônibus e ainda por cima com chuva! E tem um japonês perto de casa que estava feliz da vida, levando o povo nas vans. O que eu faço, Corvo? Natanael Silva O Corvo responde: prezado, o seu patrão deve ter um pouco de paciência, porque a cidade toda sofreu com a greve em razão de uma manifestação. Este Corvo também teve dificuldades para se locomover, e os táxis são muito caros. Os aplicativos também estavam apinhados de serviço. É pra ver que faltam alternativas para os iguaçuenses — e, como bem lembrou, a chuva não nos permite sair nem com a bicicleta. Lamentável. Mas o trabalhador tem direito de se manifestar, e devemos ser tolerantes. Muita calma nesta hora. Lá vem bomba Segundo informaram a este Corvo, foi revelada uma nova planilha de pagamentos que seria dos tempos de um trágico governo iguaçuense. As anotações estariam numa agenda que era considerada supersecreta, com capa vermelha inclusive. O "livro" de pagamentos seria manobrado por um assessor próximo do mandachuva, alguém afundado na mesma lama até o último fio de cabelo. A novidade é que haveria anotações sobre o motivo para cada pagamento, o que deve causar arrepio em pelo menos meia dúzia de pessoas até o momento não mencionadas. O Corvo disse que só dará crédito à informação caso veja o livro. Do contrário isso não passará de mais uma notinha em algum canto desta coluna. Média de acerto Considerando que o Corvo acerta em aproximadamente 99,9% daquilo que divulga, a informação pode ser quente. Não vamos adiante por várias razões, e vai que isso faz parte de algum segredo de Justiça? O que não queremos é atrapalhar; aliás, já levamos um puxão de orelhas em razão disso. Mas como o Corvo é uma ave de bico pontudo, seguimos na labuta!