No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Rebelião

O Brasil assiste a uma pendenga que expõe a fraqueza no campo das decisões, por parte do Presidente da República. A queda de braço entre o chefe da nação e o ministro da Saúde, nos aponta uma divisão de opiniões, que põem em risco a segurança da população e isso causou uma somatória de forças entre o Senado, Câmara Federal e ministros do Supremo, com apoio direto do vice-presidente. O general Mourão mantém grande influência entre os militares. Bolsonaro não deve se sentir nada bem com a situação e poderá, sim, demitir o ministro Luiz Henrique Mandetta.

Egos partidos
O que chama a atenção é o ciúme e a inflamação causada pela pesquisa do Data Folha, jogando o ministro da Saúde nas nuvens da simpatia popular. Isso causou sombra em Bolsonaro e, naturalmente, causou desconforto. Mas o pior é o que veio depois, com o "fico" de Mandetta e as notícias que repercutiram a situação. Para a imprensa isso é notícia, para Bolsonaro é zombaria. 

Potencialização
Como muito bem sabem fazer, a Rede Globo e jornais como a Folha de São Paulo, enaltecem o ministro Mandetta, porque em caso de tombo, o peso será muito maior nos ombros do presidente. Que situação hein? E ainda por cima, há as ameaças veladas de Rodrigo Maia, David Alcolumbre e Gilmar Mendes. Só faltou alguém dizer: "Se mexer com o Mandetta, mexe comigo". 

Vítima
Este colunista apoia totalmente as medidas do ministro Mandetta, porque elas simplesmente traduzem as recomendações da ciência. O que não devemos nos esquecer, é que o ministro em questão, além do compromisso de médico, ele é um político, portanto, faz o jogo. Para muita gente, já subiu no salto alto e faz uma certa pose de "madalena apedrejada". Apenas os resultados o salvarão, de Bolsonaro e da opinião pública. 

Campeonato
Vamos pensar queridos leitores: se a luta contra o Covid-19 fosse uma final de Copa do Mundo, e, estivéssemos perdendo por 1 x 0, como o técnico deveria agir: substituir o goleiro ou os atacantes? É o dilema do Bolsonaro. Mas infelizmente a situação é diferente de um jogo da seleção, é matar o oponente, ou morrer de goleada. 

Achatamento
Há um zum-zum, de que o Brasil está conseguindo a façanha de achatar a curva bem antes do esperado, mas isso, por enquanto, é guardado pelas autoridades sanitárias, sem comemoração e nem nada, justamente para o povo não fraquejar. Uma evidência seria o número de mortes e o contágio em algumas regiões. Segundo uma informação, alguns Estados poderão voltar à normalidade antes que outros, mas mantendo as medidas restritivas. 

Semana decisiva
De hoje (quarta-feira, 08) até domingo, muito possivelmente, teremos um mapeamento mais preciso de como anda a contaminação em Foz. Isso visa emplacar o plano da prefeitura de autorizar a abertura gradual do comércio, mas ninguém se engane, caso o prefeito postergar a data. Chico só autorizará o levantar gradual das portas, se tiver plena certeza que o contágio está sob controle. Vamos nos colocar no lugar dele: o mundo insiste que é o momento de incentivar o isolamento, e em Foz, entrarão numa contramão? Como diz a música, "ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida, já anuncias a hora da partida; sem saber mesmo o rumo que irás tomar...". Uma coisa é certa, Cartola foi profético e a vida é um "moinho".  

Condicional
O caso é que há muita gente festejando a reabertura do comércio, sem ler com atenção o "plano" da prefeitura. É aí que mora o perigo; as pessoas ao não se aprofundarem, podem entender errado e saírem para as ruas normalmente. Taí o martelinho que fica batendo a cabeça do prefeito. Ontem um médico, que pediu para não ser identificado, disse ao Corvo: "esse plano da prefeitura, por pura segurança e alertas de muitos profissionais, deveria ocorrer apenas no início de maio". Aqui entre nós, Chico Brasileiro tenta dar esperança aos que convivem com a aflição, ao verem seus negócios irem à pique, mas no dilema entre economia e saúde, ele vai segurar a tranca fechada. 

Reclamações
Quem leu o plano, vê rigidez no Termo de Responsabilidade Sanitária, como é o caso da instalação de pias em estabelecimentos. Não uma bacia com água na porta da lojinha. No mais, muitas "lavanderias, barbearias, salões de beleza, clínicas, gráficas, chaveiros e bicicletarias", estão funcionando ou, nunca deixaram de atender, bem como os pequenos comércios nos bairros. Isso vai abrir porque dentre outras, é impossível fiscalizar. 

Máscaras 
O "plano da prefeitura" é quase uma cópia dos procedimentos pós crise adotados na China e em outros países que já enfrentaram o pior. É o chamado "preceito da retomada", mesmo assim, basta assistir aos telejornais para entender que estão voltando atrás e fechando tudo novamente.   

Cartas ao corvo
Prezados, este colunista não tem respondido e-mails e o envio de textos, pelo simples fato de haver similaridade nas comunicações. Todos os conteúdos abordam questões comuns e iguais, como "quando isso vai acabar", o desrespeito às regras de distanciamento social e afins.

Nó na cabeça
Corvo, eu votei no Bolsonaro e tenho muito respeito por ele. Não concordo com certas manifestações, porém nem ligo, porque isso é o jeitão do homem. Acontece que nessa encrenca sobre o Covid-19, de divergirem sobre isso e aquilo, até dentro de asa escuto os filhos brigando: um diz "não saia de casa e não deixe mãe ir no mercado" e outro rebate, "ih, esquece, isso é só a gripezinha que o Bolsonaro fala". Daí fiquei pensando: se o Brasil superar esse novo coronavírus e não morrer gente igual em outros países, será que vão cair de pau nos políticos que brigavam pelo isolamento? Isso é assim, porque as pessoas esquecem rapidamente o que acontece. Mas penso em coisas assim, ainda mais por não ter nada o que fazer.
Raimundo S. T. Pereira

O Corvo responde: prezado, quando a crise passar, será difícil saber quem serão os responsáveis pelo sucesso, porque a população colaborou, mesmo sofrendo. A maioria das pessoas entenderam que o correto é praticar o distan-ciamento social, porque o alerta foi mundial. No entanto, será possível identificar quem não colaborou. Mas a dissonância de opiniões é normal, ainda mais nas situações que estamos enfrentando. Oxalá isso passe logo.       

Difícil explicar
Se eu narrar o que aconteceu com a minha vizinha, vai parecer aquelas piadas que circulam nas redes sociais, mas é a pura verdade. Uma pessoa da rua ficou mal e os vizinhos levaram para o hospital. Internaram o rapaz porque os sintomas eram bem parecidos com o Coronavírus; no dia seguinte, havia um furdunço na casa do coitado, porque a família foi visitá-lo e naturalmente, não deixaram todas aquelas pessoas entrarem na unidade de saúde. "Fumo tudo lá e não deixaram nóis entrá, e levamos até uma marmita de frango frito, e tivemo que comê nóis mesmo, no ônibus". Pensa? É difícil explicar essas coisas para os mais humildes Corvo. 
Lúcia M. N. Penteado

O Corvo responde: há muitos casos semelhantes e que não são piada. Apesar de todos os alertas, muitas pessoas não assimilam a gravidade da situação, ou não acreditam no contágio, pesando que a doença não é tão ofensiva. Até mesmo em países considerados mais desenvolvidos, de há uma consciência coletiva, acontecem situações semelhantes a que foi narrada pela leitora. 

Dicionário
As pessoas assistem televisão e aprimoram o vocabulário. Um cachorro do Corvo, achou um buraco na grade e fugiu, a empregada disse que ele "empreendeu fuga"; um gato pegou uma pomba e disseram: "foi pega de tocaia"; e agora com o coronavírus, em casa, a gente escuta: "vá para o distanciamento social", no lugar de mandar o pirralho ir para o quarto! Um vizinho disse que estava preocupado por ser "picado" pelo covid-19 ou ter sido contagiado pela Dengue. Que barbaridade! 

Anúncio da ALEP
Anúncio muito inteligente, o da Assembleia Legislativa do Paraná: "não é o vírus que circula, são as pessoas que circulam". É a verdade mais verdadeiramente e verdadeira que há, o vírus está lá, em algum lugar, nós é que circulamos, até que ele grude. Não existe pleonasmo quando o assunto é fazer as pessoas caírem na real, entenderem o que é verdade.
 

Sucessão de fatos

O momento exige paciência dos jornalistas, a começar pelos que trabalham o impresso. Uma notícia estoura e dali minutos é superada por uma resposta, ou ação contrária. Várias versões vão moldando as situações e isso não para, correndo a madrugada. A gente vai dormir com uma coisa na cabeça e. ao amanhecer, tudo mudou. É aí que o eletrônico faz diferença. O GDia tem superado todos os números de visitação de um período ao outro. 

O comércio está aberto?
Ontem várias pessoas ligaram para o jornal perguntando se o comércio estava funcionando. Qual a dedução que fazemos, quando alguém faz uma pergunta dessas? É simples: a pessoa vai sair de casa para frequentar as lojas e negócios. Mas será que é o momento de autorizarem, nem que seja parcialmente, o funcionamento de alguns negócios? 

Resumo da ópera 
A ACIFI divulgou no domingo sua proposta de abertura gradual do comércio no dia 07, hoje. A prefeitura diz que não, porque precisa de segurança epidemiológica, mas o prefeito não descarta o dia 13, mas para isso, depende de uma série de medidas. Enfim, nada é certo e tudo pode mudar diante de um quadro tão duvidoso. O que é certo, é que o prefeito não atendeu o pedido.  

Não e sim
Qualquer um que tenha a cabeça em cima do pescoço fica dividido em momento assim. As autoridades são resistentes e em alguns casos irredutíveis, porque o sistema público de Saúde é frágil. Em Foz, segundo disse o prefeito, para atender a ACIFI e as entidades parceiras, é necessário antes realizar os testes rápidos e contar com uma série de equipamentos hospitalares. Já os empresários, estão seguros que a abertura gradual pode acontecer e com segurança sanitária. E se não houver essa "segurança", a quarentena poderá ser prolongada.  

Tem lógica
O que está acontecendo é um pouco grave. Com o comércio fechado, a começar pelas empresas familiares nos bairros, há uma corrida para os supermercados e é difícil segurar o povo em fila, do lado de fora. No final de semana, haviam locais lotados. Os pequenos negócios funcionando, aliviariam a pressão. Este é um dos pontos defendidos pelos empresários. Já a prefeitura pensa diferente: qualquer aglomeração é um problema e se já é difícil fiscalizar as poucas unidades essenciais abertas, será muito pior no formato de funcionamento gradual. 

Sintonia 
Mas engana-se quem acredita que existe uma "queda de braço", ou briga entre representações empresariais e governo. Pelo contrário, estão conversando, a todo o momento, e, a pressão fez o Chico passar mais sebo nas canelas, ou se virar nos 30, tentando a todo custo conseguir os testes rápidos. Bom, ele já vinha se empenhado nisso.

Termo de responsabilidade
O governo de Foz pode estar permeando o terreno com vistas ao atendimento aos empresários. Só não se sabe quando, evidentemente. Ontem a Prefeitura disponibilizou, um "Termo de Responsabilidade Sanitária" para as empresas em funcionamento no período de pandemia. "O objetivo é fortalecer o enfrentamento da emergência em saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia do novo coronavírus - COVID-19". 

Terceira visão
Enquanto discutem o "abre" e o "não abre" do comércio, estão se esquecendo que o assunto pode acabar na Justiça, porque independentemente da vontade de prefeito e empresários, o Ministério Público pode se manifestar e ao seu modo, "colocar as coisas no lugar". Olhando a página da AMAPAR - Associação dos Magistrados do Paraná, é muito grande o índice de decisões favoráveis aos pedidos do Ministério Público, ou seja, do cumprimento das medidas anunciadas pela Organização Mundial de Saúde e demais órgãos que estão tratando de proteger a população, por meio do isolamento.   

Os testes
Itaipu divulgou ontem, que o HMCC iniciará, na quarta-feira, 1,5 mil a 2 mil testes de Real Time - PCR, que indica diagnóstico da covid-19 em até duas horas. "Os exames ajudarão no mapeamento epidemiológico da doença e na tomada de decisões dos municípios da 9ª Regional de Saúde do Paraná para o enfrentamento da doença", sendo assim, não serão utilizados apenas em Foz do Iguaçu, como algumas pessoas estão imaginando. O hospital deve receber mais 2 mil exames em breve. Para ilustrar, a 9ª Regional abrange Foz, Itaipulândia, Matelândia, Medianeira, Missal, Ramilândia, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu.

Governo também quebra
Os governos sofrem os prejuízos em todos os âmbitos. Não devemos esquecer que a população é sócia majoritária da União, Estados e Municípios. Sócios majoritário e acionistas. Se tudo vai bem, a vida prospera, do contrário, afundamos na pocilga, mais ou menos para onde estamos indo. Crises como esta, prejudicam a economia, as empresas param de funcionar e os governos deixam de arrecadar. A onda de demissões é descomunal e sem salários, dinheiro para o sustento das famílias, a pobreza aumenta e com ela, mais problemas com insalubridade, fome, e, num cenário assim, cresce a violência. Os governos, impotentes, perdem para o crime. É daí que surge esse borbulhar de iniciativas para fazer a roda girar.       

Ninguém  segura
As empresas paradas, não pagam taxas e impostos e o governo, vai raspando os cofres. Chegará o momento, que não conseguirá arcar com os custos do funcionalismo e é aí que o bicho vai pegar. Além da economia em frangalhos, teremos o desgoverno, com as milícias se aproveitando da situação e assumindo o controle. Este é o cenário mais enegrecido de todos e claro, ele causa desespero, só de pensar.  

Socorro
Muito dessa inquietude se dá em razão da demora na publicação das medidas provisórias federais. Ambulantes e pequenos comerciantes ainda não sabem como fazer para acessar os benefícios. Uma prova disso, é a quantidade de "cartas" enviadas a este colunista. Tanta coisa se arrasta daqui e ali, que francamente, fica difícil responder. 

Quanto tempo?
É a pergunta fatal! Perguntas assim são frequentes e enviadas para este colunista: "seo Corvo, quanto tempo a gente vai precisar manter o isolamento social?" Taí uma coisa bem difícil de responder, mas pelo andar da carruagem, isso ainda vai demorar, provavelmente, e, no mínimo, mais uns 30 dias. A "curva" de contágio no Brasil nem chegou ao topo. Liberando o comércio gradualmente, cerca de 70% da população terá que manter o isolamento. Isso foi o prefeito quem disse.

A vedete do momento
E no meio de um horizonte de tantas dúvidas, eis que imperam as fake news, espalhadas por tudo o que é lado. Durma-se com isso! Há mais notícias falsas nas redes sociais, do que a consolidação dos fatos. E o pior, é quando gente séria embarca nessa onda e repica as asneiras, porque elas ideologicamente massageiam o ego. Fake é "fake", independentemente o conteúdo. 

De verdade
Muitos não deram bola, achando que era fake, o comentário do ministro da Educação Abraham Weintraub, acusando a China de esconder informações sobre o Covid-19 para posteriormente lucrar com leilões dos equipamentos. E no meio da encrenca, ele dispara que pedirá desculpas, se a China vedar respiradores à preço de custo. Brincadeirinha em cima de brincadeira e que pode custar caro ao Brasil, ontem a China anunciou que comprará soja dos Estados Unidos, como segurança. Bom, como ele não é filho de presidente, pode ser, seja usado como exemplo.   

Reviravolta
Não será de admirar caso o presidente Bolsonaro peça espaço para um pronunciamento em rede nacional e pedir para o povo reforçar o isolamento social. É que o Trump fez exatamente isso, ontem. Aliás, ele vive repetindo o apelo.  

Povo nas ruas
Enquanto a Europa, que já chegou ao pico da contaminação, a ordem é prolongar quarentena e até prender quem desobedecer aos decretos, no Brasil, que ainda está na sola do sapato da crise, muita gente continua ignorando os apelos das autoridades sanitárias. Tem gente fazendo festa no fundo do quintal e postando nas redes sociais, com direito ao famoso narguilé, passando de boca em boa. É o fim da picada!

Providência
Um empresário do ramo desses "fumódromos" ligou para este colunista pedindo socorro, pois se a situação continuar assim por mais uma semana, segundo ele, metade dos negócios de tabacaria quebrarão em Foz e não voltarão mais após a crise. Mas que notícia mais boa é essa? O que a prefeitura deveria fazer era proibir casas do tipo, pelo bem da saúde da população.

Documento vazado em reunião ente entre poucos

Parcialmente presencial
Como uma coisa dessas acontece? E ao que consta, seria uma reunião parcialmente presencial, logo, não deveria reunir muitas pessoas, o que contraria o decreto da prefeitura. Segundo este colunista apurou, uma parte dos componentes se reuniou na ACIFI e o pefeito deliberou por vídeoconferência.

 

O vazamento
Mas o fato do esboço vazar, não foi rui, porque acabou gerando um certo aívio no meio empresarial, sobretudo pelos cuidados com a saúde das pessoas que frequentam os ramos que possivelmente voltarão a atender. 

 

E como foi?
O que seria um rascunho do documento vazou enquanto autoridades e empresários discutiam o assunto. Um "rascunho em papel timbrado da prefeitura, leia-se. Denominado como “Plano para o segundo ciclo da contensão do covid-19 em Foz do Iguaçu”, o documento é dividido em três etapas, incluindo uma programação na área de Saúde, para as duas próximas semanas. Na segunda etapa, do documento consta que “Considerando que a adoção do TERMO DE RESPONSABILIDADE SANITÁRIA foi cumprido pela maioria das empresas previstas no artigo 9º do Decreto Municipal no 27.994/2020 e que o cenário epidemiológico se mantenha nos patamares da curva alongada, permitir a abertura monitorada e regrada de vários setores da economia local que possibilitem o atendimento individualizado e agendado, com uso de EPI’s determinado em novo Decreto, como óticas, lavanderias, barbearias, salões de beleza, clínicas médicas, de fisioterapia, odontologia, gráficas, floriculturas, chaveiros, bicicletarias, oficinas de refrigeração e comércios familiares”.

Na tarde do sábado, (04), vários grupos circulavam as medidas que sequer haviam sido aprovadas e mesmo assinadas, nas redes sociais. O vazamento causou certo desconforto na administração municipal que imediatamente emitiu nota: “A PREFEITURA DE FOZ DO IGUAÇU informa que este documento não é uma normativa oficial e, portanto, não tem validade até o momento. O que existe é um plano de ação que está sendo construído com a colaboração de diversos segmentos oficiais do Município de representatividade de classes organizadas. Portanto, será apresentado um plano de ação no momento certo”.

Editores da coluna No Bico do Corvo, conversaram com alguns empresários e a notícia foi recebida com certo entusiasmo, embora o que seria uma “lapidação do documento”, pode apresentar mudanças nas datas e nos procedimentos. Uma fonte adiantou que a redação final deve ser apresentada no início da próxima semana, mas o governo estaria de olho na evolução no índice de contaminação do covid-19.


Leia o conteúdo do esboço, na íntegra:

PLANO PARA O SEGUNDO CICLO DA CONTENÇÃO A COVID-19 EM FOZ DO IGUAÇU

Feito o diagnóstico epidemiológico da pandemia da Covid-19 em Foz do Iguaçu até o dia 03 de abril de 2020 e apresentado alguns cenários de previsão de comportamento a curto e médio prazo da disseminação do vírus em nossa cidade, com a evolução do número de doentes leves, graves e muito graves, a Prefeitura de Foz do Iguaçu, através da Secretaria Municipal da Saúde, Vigilância Epidemiológica e Fundação Municipal de Saúde – Comitê de Crise Covid-19, apresenta o seguinte cronograma para enfretamento da pandemia nesta fase e retomada da economia local, a qual denominamos segundo ciclo:

 

PRIMEIRA ETAPA: Semana de 06 a 12 de abril

 - Implantação do TERMO DE RESPONSABILIDADE SANITÁRIA aos setores previstos no artigo 9o do Decreto Municipal no 27.994/2020;

- Ampliação da fiscalização e tomadas de medidas mais duras contra as empresas que não cumprirem o TERMO.

 

SEGUNDA ETAPA: Semana de 13 a 21 de abril.

- Considerando que a adoção do TERMO DE RESPONSABILIDADE SANITÁRIA foi cumprido pela maioria das empresas previstas no artigo 9o do Decreto Municipal no 27.994/2020 e que o cenário epidemiológico se mantenha nos patamares da curva alongada, permitir a abertura monitorada e regrada de vários setores da economia local que possibilitem o atendimento individualizado e agendado, com uso de EPI’s determinado em novo Decreto, como óticas, lavanderias, barbearias, salões de beleza, clínicas médicas, de fisioterapia, odontologia, gráficas, floriculturas, chaveiros, bicicletarias, oficinas de refrigeração e comércios familiares.

- Implantação da obrigatoriedade das pessoas usarem máscaras em ambientes comerciais (clientes e funcionários), no transporte coletivo e transporte privado de trabalhadores.

- Implantação do bloqueio a acessos da BR 277 a Avenida Olimpio Rafagnin (exceção do acesso ao Jardim Nacional) e Jardim Jupira, bem como barreira sanitária nos demais acessos (trincheira Três Lagoas, Jardim Nacional, Costa e Silva, Garibaldi, Paraná e Tancredo Neves.

 

TERCEIRA ETAPA Semana de 22 a 26 de abril.

- Considerando a oportuna análise epidemiológica da pandemia em Foz do Iguaçu e do cumprimento das normas do TERMO DE RESPONSABILIDADE SANITÁRIA pelas empresas previstas no artigo 9o do Decreto Municipal no 27.994, bem como pelas empresas previstas na segunda etapa e manutenção de todas as demais medidas tomadas até então, reabertura dos demais setores empresariais da cidade, com limitação de quantidade de atendimentos e prioridade para agendamentos, além dos usos de EPIs previstos em decreto editado oportunamente;

- Mantém-se fechados os setores que aglomeram pessoas, como: casas noturnas, tabacarias, bares, academias, clubes, salões de bailes, cinemas, museus, teatros, escolas, faculdades, etc. PROGRAMAÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE

- Para este segundo ciclo, levando em conta as previsões sobre o número de possíveis doentes leves, graves e muito graves, o Plano prevê:

 

Semana do dia 06:

- Início da testagem dos casos suspeitos pelo laboratório CMT;

-  Recomendação do uso de máscaras, mesmo domésticas, para todos;

-  Emissão, pela Secretaria Municipal da Saúde de instruções para confecção e orientação sobre o uso de máscaras domésticas.

 

Semana do dia 13:

- Testagem de todos os casos suspeitos, com exames PCR feitos nos laboratórios CMT e Municipal/Unila;

- Internação de todos os casos leves para cumprimento de quarentena;

- Negociação com o setor hoteleiro ou a utilização do recurso da requisição administrativa para transformar gradualmente até 1.500 quartos de hotéis da cidade em leitos para os casos leves confirmados;

- Ampliação de 60 leitos no Hospital Municipal, para casos graves, com a transferência da clínica médica para o Hospital Cataratas;

- Aquisição de mais 40 respiradores;

- Manutenção da recomendação do uso de máscaras, mesmo domésticas, para todos.

 

Foz do Iguaçu, 4 de abril de 2020.

Francisco Lacerda Brasileiro

Prefeito Municipal

 

Nilton Aparecido Bobato

Responsável pela Secretaria Municipal da Saúde

Agonia

A inércia do leão estava incomodando não só os contribuintes. Os contadores viviam na expectativa do adiamento do prazo de entrega das declarações. Em Foz, há mais de 50 mil declarantes e 20% apenas, haviam antecipado a obrigação. Com o prazo dilatado até 30 de junho, foi possível ouvir os suspiros. 

Contradição
Corvo, a todo momento você publicam matérias sobre o inconformismo do empresariado em seus mais diversos setores. O povo quer trabalhar, reclama, e vocês abrem espaço. Não acha que isso cai em contradição, uma vez que a ordem é "quarentena"? Afinal, de que lado vocês estão? Dos que acreditam no recolhimento, ou nos que acham que o mundo "deve" abrir normalmente?
Mari José T. Hass

O Corvo responde: prezada, estamos apenas ao lado da notícia e o nosso jornal abre espaço para todas as manifestações da sociedade. Para formar e ajudar na solidificação da opinião como um todo, é natural o diálogo e ouvir o pensamento, as justificativas e o que acontece em todos os setores.  

Teleserviço
Graças à tecnologia o mundo está se comunicando e setores importantes estão operando, alguns até com muita eficiência, como é o caso do Judiciário. As "teleconferências", antes complicadinhas, porque nem todos empresários ou políticos dinossauros sabiam operar o computador ou celular, estão salvando a lavora. Cursos e palestras continuam à toda, em especial as que já haviam sido marcadas. Com o advento, muitos começaram a calcular uma nova era, sem a necessidade do presencial. Isso, além de agilizar, pode economizar luz e toda uma estrutura que em geral, custa caro. 

Não demora...
... colocarão no mercado prospectores em 3D, como nos filmes de ficção, onde as pessoas se reúnem normal e formalmente, mesmo cada uma em um canto do mundo. Ou em cada lado do universo. 

Consultas médicas
Não faz muito tempo, os pacientes reclamavam dos médicos quando iam consultar no serviço público. Diziam: "poxa, ele só me olhou do outro lado da mesa e já disse o que eu tinha?". Pois agora a distância aumentou, com o atendimento por vídeo. Taí um jeito de acabar com as filas nos postos de saúde. 

Vereadores na telinha
Ontem nossos valorosos vereadores entraram para o rol da tecnologia ao realizarem a primeira sessão na história, por vídeo conferência. Este Corvo assistiu e notou que tinha gente de olho inchado, de tanto dormir. Num dos "cenários" havia listras bancas e vermelhas, como as da bandeira norte-americana! Bolsonaro iria adorar! O curioso é em boa parte, participaram da reunião virtual, em seus gabinetes, na Câmara, não em casa, como deve ocorrer hoje. A assessoria explicou que a necessidade de irem até a sede do Legislativo, foi para se familiarizarem com as ferramentas de transmissão. Não vamos admirar caso alguém entenda que nem será mais preciso construir uma sede para a Câmara, no futuro. Bom, seria uma bela economia nos cofres públicos. 

Competição 
Foz e Cascavel são praticamente idênticas em muitos aspectos, a começar pelo número de habitantes. Com a pandemia, andam lado a lado no número de infectados. Pelo menos até o fechamento desta coluna. Infelizmente houve um óbito em Cascavel; em Foz, por sua vez, dos 13 casos (até ontem), nove foram liberados do isolamento e três continuam em tratamento domiciliar. Apenas um internamento. Olhando as cidades com a mesma faixa populacional, os índices são semelhantes. 

9 mil quilos de ração
A prefeitura distribuiu nove toneladas de ração para os cuidadores, o que deu cerca de 100 quilos para cada um. Existem muitas ongs dedicadas aos animais de rua na cidade. O caso é que a quantidade de ração doada, não dura uma semana, dependendo do canil ou gatil, mesmo assim os ares de agradecimentos foram positivos. Mas alguém enviou uma reclamação para o Corvo: "prezado, essa ração que foi doada, os meus cachorros não comem. Precisava ser algo melhor, com mais proteínas. Infelizmente terei que continuar comprando". Sensibilizado, o Covo vai fazer uma campanha para arrecadar filé e alcatra para a dita cuja. Ultimamente, lá em casa, os cachorros comem a carne e o Corvo rói os ossos!

Gente nas ruas
Prezado Corvo, você escreveu e eu fiquei pensando, porque ao dar uma saída até a farmácia (o farmacêutico leva o remédio até o carro), me deparei com as ruas infestadas de gente, inclusive botecos abertos, como nada houvesse. A ficha desse povo ainda não caiu. Pior, eu entrei na padaria usando máscara e luvas, uns caras que estavam lá, deram uma olhada e depois se desmancharam em gargalhadas. Um deles disse: "tá com medo hein parceiro? Tira isso aí que você está ridículo, além do mais, não vai dar em nada". Corvo, tenho 74 anos, faço um tratamento e tenho plena certeza, que se precisar ser entubado por causa do coronavírus, numa mais vou voltar para casa; vou de pés juntos para o cemitério do Jardim São Paulo. Fico pensando as pessoas preocupadas como eu, que se intimidam com esses otários. 
Joaquim R. F. Ramires

Passeios
Assisti na Tv que muitas cidades à beira mar passaram arames nas praias e agora, a polícia está até multando quem insiste em caminhar pela orla. Mas aqui em Foz, os "buchódromos" estão mais cheios do que nunca, com o povo andando em bandos, rindo, esbanjando saúde. Será que é essa gente que vai acabar nos ambulatórios, UPAS, roubando o lugar dos doentes necessitados nos hospitais? Até porque não haverá lugar para tanta gente. E essas academias do tipo cross fit, com os caras levantando pneus? Elas não deveriam estar fechadas? Como você diz, isso é uma barbaridade! Cadê a lei! 

O Corvo responde: prezados, é bom saber que estão firmes e conscientes. A situação é de fato muito preocupante. Agora, está na hora das autoridades fazerem valer as Leis e os decretos que baixaram, penalizando estabelecimentos que descumprem as regras e pessoas que colocam a sociedade em risco. 

Falta tudo
Prezado Corvo, faz semanas que procuro e não consigo comprar nem máscaras e luvas. E não entendo, uns dizem que é pra usar e outros não. Ou será que estão espalhando isso, para sobrar material para os hospitais? E que situação hein Corvo, um pais como o Brasil, com uma indústria tão criativa e precisa comprar respiradores da China? Puxa vida, sou capaz de fazer um equipamento desses na minha oficina, na garagem de casa. E nas farmácias vendem isso a preços bem baratos. O que e diz Corvo?
Geraldo M. B. Gisustri

O Corvo responde: meu caro, as farmácias vendem nebulizadores, e eles não são respiradores hospitalares. Se possui a capacidade de fazer um equipamento assim em sua garagem, é melhor consultar antes do que em realidade se trata. Há várias empresas brasileiras que estão estudando a fabricação em larga escala de respiradores. Já as máscaras e luvas, há várias recomendações, e estão em falta, porque houve uma corrida nos postos de venda e hoje médicos, atendentes e enfermeiros não dispõem de proteção. É um caso sério.  

Juízes
Prezado colunista, estamos vendo o trabalho dos médicos. Essa gente está mostrando o seu valor. Mas devemos também reconhecer o trabalho dos promotores, juízes e desembargadores, porque estão trabalhando com muita rapidez. Ontem entrei no site da AMAPAR, que tem acesso também no Gdia e li a quantidade de decisões em prol da sociedade. Dá gosto ver quando as instituições estão sintonizadas e provem resultados. 
Marcos Gustavo A. Gutierrez

O Corvo responde: O Judiciário paranaense e o MP estão revertendo somas consideráveis em favor do combate ao covid-19 e o trabalho ágil, mesmo que por teleserviços, ajuda e muito no cumprimento das regras de segurança para conter a pandemia. O Gdia disponibilizou o acesso ao portal da Associação dos Magistrados do Paraná, entendendo que ele é de grande interesse púbico.   

Calendário
Apenas para lembrar, o Gdia não circula nem neste sábado e nem na segunda-feira. Isso faz parte das medidas de quarentena e proteção dos colaboradores, a começar por distribuidores e gráficos. Desta forma eles, se deslocam dois dias a menos. Mas em breve, retomaremos a circulação normal
 

Irresponsabilidade

Muita gente não está levando a sério o Covid-19. Em verdade, acreditam que é uma “gripezinha”. Essa consciência deve mudar. Na tarde da terça-feira, o Corvo deu uma voada pela cidade e chegou a bater um frio na espinha com o que viu e está acontecendo: gente para todos os lados, independentemente de formarem ou não aglomerações. Há muita falta de bom senso e de responsabilidade.

Centenas...
...apenas no trecho entre a saída para a Argentina, até as imediações da Churrascaria Rafain, na Avenida das Cataratas, este colunista contabilizou 243 pessoas caminhando livremente, com bicicletas e animais de estimação. Havia inclusive gente a cavalo. Detalhe, não havia um único mortal usando máscara, o que nem é uma exigência, o caso é que muitos formavam grupos. O movimento também era intenso na Av. Felipe Wandscheer, onde havia até academias abertas, o que contraria o decreto da prefeita.

Sem entendimento
Algumas pessoas não se esforçam muito na assimilação das informações. Formam a opinião pela foto, manchete ou naquilo que dizem. Ler se aprofundar é uma maneira de ficar por dentro da realidade e não “pagar mico” nas discussões em redes sociais. Há várias situações em que a opinião se formou diante da mais “puríssima ignorância”.

Esclarecimento
O Corvo escreve sobre o poder de assimilação das notícias com liberdade e propriedade. Um leitor (que pediu para não ter o nome revelado) questionou o seguinte: “um dia o prefeito Chico decreta ‘Calamidade Pública’ e no outro, ele vai à ACIFI, debater ‘a reabertura gradual do comércio’. Se o decreto, em acordo com a OMS, Ministério da Saúde e coisa e tal, reza que as pessoas devem permanecer e suas casas, como forma de achatar a curva epidêmica, como falar, neste momento, em reabrir o comércio? Explica Corvo, porque isso está escrito no seu jornal”. O leitor, em verdade, não leu as matérias. A reunião entre o prefeito e a ACIFI, faz parte de um planejamento, vislumbrando os resultados dos testes. E mesmo eles trazendo dados satisfatórios, é cedo para relaxar nas medidas.

Ficar em casa
O prefeito Chico não mudou sua posição e faz valer o decreto. Isso não quer dizer, que não vá conversar com os setores produtivos, como forma de organização. A principal regra é diminuir ao máximo a circulação de pessoas, única maneira de controlar a disseminação do vírus, pelo menos até o achatamento da curva no índice de contágios. Por enquanto, o que se vê, é uma situação muito preocupante. O Corvo publica um gráfico da Folha de São Paulo, realizado mediante os dados oferecidos pelas secretarias de Saúde dos Estados, e pela OMS e a evolução da doença no Brasil é grave.

Evolução
No gráfico em questão (ver ilustração), com dados atualizados do Covid-19 em todo o mundo, o Brasil (31/04) contou 5.717 infectados, no 34º dia de pandemia. Isso não aparece no gráfico, mas no mesmo período, a Itália tinha 3.585 doentes e os Estados Unidos, apenas 51. Respectivamente, a Itália está no 61º dia de pandemia e registra 105.792 infectados, enquanto os EUA, no 70º dia, apresentam 188.172 mil doentes. Isso está apavorando as autoridades brasileiras. Se na proporção, o número de casos acelerar em nosso país, teremos números bem maiores no comparativo.

 

 

As mortes
O gráfico de mortes confirmadas é terrível. Enquanto no Brasil, no 34º dia de pandemia morreram 201 infectados, a Itália, no mesmo período havia perdido 148 e os Estado Unidos não haviam registraram óbitos. Acontece que no 61º dia de luta contra a pandemia, morreram 12.428 pessoas na Itália e no 70º dia de pandemia nos EUA, registraram 3.873 mortes. Com esses frequentes desrespeitos às recomendações dos órgãos de saúde, infelizmente a realidade é que faltarão cemitério em nosso país. As pessoas precisam cair na real.

Impaciência
Outra discussão meio que insana nas redes sociais, é a reclamação da não divulgação de casos curados. Questionam, por exemplo, por que o governo de Foz, não divulga quantos já “sararam”, entre os 13 que foram anunciados como infectados? Na cabeça de algumas pessoas, os governos não querem administrar a situação pelo lado bom, e por isso, divulgam apenas notícias ruins, o que ajudaria em seus propósitos de administrarem a “calamidade”. Isso é um pensamento torpe e a culpa, para variar, é do presidente Bolsonaro. Ele é que apareceu com esse tipo de questionamento. A resposta é bem simples: como o vírus é “novo” e a ciência ainda não sabe o comportamento dele após a quarentena, não é possível afirmar que as pessoas “sararam” ou estão “curadas”. A condição dos doentes que não morreram ou sobreviveram mesmo depois do quadro agravado, ainda é “assintomática”. Infelizmente é cedo para se falar em cura. Ontem a Fiocruz expediu uma boa notícia: a curva de internações por doenças respiratórias desacelerou no Brasil. Mas isso não quer dizer que vamos fraquejar nas regras.

E o Bolsonaro?
O presidente deu uma arredondada pública no discurso e acabou concordando com os órgãos de Saúde, claro, não deixando de externar a preocupação com a economia e a manutenção dos empregos. Até Rede Globo fez um “elogiozinho” na postura do Bolsonaro, mas não demorou muito, ele voltou a cair de pau nos governadores e as medidas de isolamento.

Bonés em Apucarana
Economia de guerra é assim, a indústria se adapta ao esforço. Em Apucarana, além de costurarem bonés, parte das máquinas estão produzindo máscaras e aventais cirúrgicos. Uma fábrica de balões para festas passou a emborrachar milhares de luvas por dia.

#ChegaDeMicoBolsonaro
Os mais chegados estão propondo uma hashtag para o Bolsonaro parar de fiascar um dia atrás do outo. Depois de um discurso que agradou até a Regina Duarte, ele levou bola nas costas de “simpatizante” e acabou postando um vídeo fake e claro, retirou rapidinho. Na mensagem um centro de abastecimento aparecia vazio, o que foi desmentido até pelo administrador. Se há uma coisa funcionando na crise é a tarefa dos caminhoneiros, nossos heróis da vez! Os brasileiros terão que erguer estátuas para os profissionais das estradas, motoqueiros, farmacêuticos, e o povo dos hospitais. Eles merecem!

Toque de recolher
Com o “Estado Nacional de Calamidade”, muitas prefeituras estão implantando o “toque de recolher”. Os mais velhos conhecem bem como isso funciona. Todo lava os pés e vai dormir mais cedo. Após 22 horas nem cachorro sai para mijar no poste.

Isso não para...
...o vírus se espalha e nem assim os políticos aquietam os ânimos. Vereadores mudam de partidos, outros se filiam depois de tempos longe de agremiações, e, surgem candidatos à prefeitura, se é que as eleições não serão adiadas. No Legislativo de Foz, não haverá circulação na instituição até o dia 12 de abril, isso vale inclusive para os mosquitos da dengue. Ontem havia um pessoal borrifando veneno no jardim.

Teleconferência
A Câmara de Foz entra no rol das reuniões pelos aplicativos. A primeira reunião será hoje. Um passarinho contou para o Corvo que foi difícil alguns vereadores pegarem o jeito de sintonizar as câmeras. Numa rodada teste, metade apareceu de ponta-cabeça.

PDT esvaziado
Contaram para o Corvo, que depois do Paulo Mac Donald, é a vereadora Nanci Rafagnin Andreola quem deixou o partido. Para onde ela foi, o Corvo nem quis pesquisar pelo momento, porque estava em cima do laço de entregar a coluna. Uma coisa é certa, o PDT já pode até fazer reuniões que ninguém vai correr o risco de pegar Covid-19, porque dificilmente juntará gente suficiente para o vírus infectar.

Enfim o cargo de presidente!
Um membro do partido sonhava tanto em assumir a presidência, que esse dia está para chegar. O problema é que ele poderá até presidir o partido, o caso é arranjar pelo menos meia dúzia de filiados para posar numa foto. 

 

Seo Mac

Contaram para o Corvo que o ex-prefeito se auto decretou uma prisão domiciliar. Não sai nem para pegar o jornal na portaria; puxa até o andar onde mora por meio de um barbante. Ele está lendo um livro a cada dois dias, porque entre um e outro, faz ginástica, frita ovos e ultimamente aprende receita de bolos. Cuida para não engordar Mac.

Panorama
O Corvo virou um perito em serviços domésticos, já pintou paredes, as grades do portão, podou as plantas do jardim, carpiu o lote, recolheu folhas, arrumou a casinha do cachorro, estancou a goteira na pia, ajeitou uma fiação elétrica que soltava faíscas e para variar, levou até um choque. Quando a pandemia acabar, a economia será grade com os “maridos de aluguel” e o pessoal que presta esse tipo de serviço. Mas aqui e ali, o serviço dava uma emperrada, porque faltavam pregos, parafusos, tinta, fita isolante, coisa que não acontecerá mais, porque a Panorama colocará atendimento delivery. As obras não param na toca do Corvo!

 

 

Dia da Mentira

Mesmo com a crise, o humor do brasileiro continua em alta.  A quantidade de sarrinhos sobre o 1º de abril não é pequena.  Alguns casos, as brincadeiras são perigosas e inspiram notícias falsas. Não há nada mais velho que as pegadinhas nesta data, e mesmo assim, muita gente cai. Bem que poderiam mudar o nome para Dia da Fake News. 

Dia da Verdade
O que o brasileiro mais precisa neste momento é “verdade” porque em caso contrário, as pessoas correm riscos. Ontem alguém enviou uma receita para a “cura” do coronavírus: os interessados devem ir até um milharal, roubar uma espiga, porque o remédio só vai funcionar se ela for “roubada”; depois devem ralar até chegar ao sabugo e cozinhá-lo por três horas, acrescentando casca de ipê roxo. A dica pede ainda para deixar fermentar por três dias e depois beber com “canudinho”, assim a poção será melhor administrada. Pode isso? E a quem acredite. Pessoas que se dedicam a invenções sim deveriam usar o sabugo de outro jeito, sentando nele, por exemplo. Por favor? É muita safadeza, que barbaridade!    

A verdade no futuro
Assistindo aos telejornais, é possível imaginar o que vem por aí, após a crise do covid-19, quando começarem a revirar os gastos com os decretos de calamidade. Este colunista não se refere apenas à Foz do Iguaçu, mas ao que acontece em muitas cidades, estados e até mesmo no governo federal. Há quem se preocupe com os gastos, apenas para causar desgaste político e não para economizar o dinheiro público. Tem gente colecionando cotações para depois leva-las aos Ministério Público, virtualmente condenando administradores. Quem obstruiu os portais de transparência corre o risco de enfrentar problemas, porque o mercado é sacana e alguns setores aproveitam a crise para abusar nos preços. Alguns produtos essenciais subiram 300%. Bom, quem pratica esse tipo de sacanagem irá, com certeza, arder no mármore do capeta, porque coisa desse feitio merece castigo infernal. 

Remédios que somem
E as prateleiras das farmácias não estão esvaziando apenas em decorrência daquilo inventado sobre alguns medicamentos, ou no milagre da cura. Remédios estão em falta, porque em abril, os laboratórios reajustam os preços, e, esperam os estoques acabarem para providenciar a reposição, o que beira à maldade. Os donos de estabelecimentos e farmacêuticos não sabem o que explicar para a clientela, pessoas que atendem o tempo todo. Pensa um paciente ficar dias e até semanas sem o medicamento, porque o laboratório quer lucrar? Isso é coisa séria. A Anvisa deveria ficar de olho em questões assim, já que é uma agência reguladora do setor. 

Desabafo
Corvo, sou professora universitária aposentada, 73 anos, e, Graças a Deus, tenho três filhos e nove netos, todos saudáveis e bem protegidos. Te digo, que uns netinhos são mais apegados que outros e me sinto como uma pata velha, sempre querendo colocar os que mais choramingam, embaixo das minhas velhas asas; sei que são acaloradas e dão conforto. Mas agora lidamos com esse impasse e não sei quem sofre mais, se os netinhos ou a vovó, no caso eu. Imagina eu aqui em casa, sozinha e eles espalhados em vários locais, cidades e países? Francamente falar por celular, seja por áudio ou vídeo, não é o suficiente, a saudade corta “como aço de navalha”. Mas tenho que ser dura, do tipo empedrar o coração e ao mesmo tempo, passar isso para as minhas amigas, em situação similar: a tristeza pela distância. Onde fomos chegar? Tomara isso passe senhor Corvo. Ontem recebi um recadinho de uma neta, que me fez tomar remédio de tanto que chorei. Eu aqui preocupada com ela, mas não avaliava o quando ela é que estava preocupada comigo. A vida nos prega essas peças não é Corvo? 
Maria Conceição V. G Lisboa

O Corvo responde: professora, além dos seus netinhos, há centenas e possivelmente milhares de pessoas que lhe admiram, ainda mais ao expressar o sentimento tão docemente, o que parece ser incompatível com a situação atual. Mas a sua postura é encorajadora. As pessoas precisam esperar isso passar. Tudo vai dar certo. É inevitável escrever, que é das coisas ruins, que tiramos as boas: as pessoas estão mais sensíveis e apesar da distância, mais próximas do que nunca

Bolsonaro esperto
Corvo, viu essa do nosso presidente? Suprimiu um trecho da fala do presidente da OMS e disse que até ele concordava com a volta dos informais ao trabalho? Claro que isso virou escândalo né? Mas será que ele não imaginou que alguém iria verificar a fala integral da autoridade mundial em saúde? Olha, no fim eu acabo achando é graça. Porque nessa vida de confinamento, ligo a televisão e fico esperando alguma faceta nova do nosso líder! O homem não sossega mesmo seo Corvo!
Mário S. A. Benevides 

Situação e oposição
Corvo você escreveu algo que me fez pensar. A tropa de choque, ou os xiitas do Bolsonaro são muito mais radicais que os do Lula, não levam pra casa e não aguentam nem piadinhas. Pois eu votei no Bolsonaro e não é por isso, que eu não tenho o direito de criticar suas atitudes. Faria um bem danado à nação, caso os fãs do presidente baixassem o faixo e aprendesse a discutir, no lugar de ofender. Diálogo sempre ajuda, ainda mais em tempos de crise, onde todos somos brasileiros e teremos que conviver em paz. Guerra política não ajuda em nada. 
José Amilton L. F. Silva

O Corvo responde aos leitores: francamente, este colunista como boa parte da população já nem liga mais para essas atitudes do presidente Bolsonaro. Cabe a ele decidir se essas posturas fazem bem à sua imagem, ou não. Ele deve possuir muitos assessores avaliando essas aparições e a polêmica que elas podem causar. Ao que parece, situações assim, interessam mais a quem quer mudar o governo, e tirar o homem do poder. Será que isso ajudaria, num momento assim? 

Gripezinha
Quase todos os depoimentos sobre Covid-19 e a sua intensidade, perigo, e a violência da doença, até em pessoas bem mais novas do que na faixa vulnerável, acima de 60 anos, são importantes para ilustrar o grau de letalidade, mas é impressionante como quase todo mundo insiste em lembrar que o coronavírus não é uma “gripezinha” e nem um “resfriadinho”. Bom, quem inventou a moda que se aquiete e trate de não inventar outras. 

Mandetta, Moro e Guedes
O trio está batendo de frente com o presidente e tudo vaza na imprensa. Claro, a discussão é em razão do confinamento, porque seria a maneira mais eficaz de acatar a tal curva, de um jeito que todos tenham atendimento e o setor de Saúde não encare um caos. Na Itália e agora Espanha, há depoimentos terríveis de médicos que precisaram escolher quem viveria. Olhando para as deficiências no Brasil, mais essas encrencas sem pé e nem cabeça, é provável que muitas pessoas agonizarão em casa, o que seria muito dramático.   

Reclamações
E na terça-feira (31), o dia todo, o que mais havia de notícias era sobre o descontentamento de Bolsonaro com o ministro da Justiça. Vai que numa dessas, em meio à crise, ele não aproveita e faz uma reforma? Alguém contou para o Corvo que os militares estão quietinhos, na trincheira, e, possuiriam um oficial de alta patente para cada função, sem pestanejar. 

Eleições em 2020? 
Parece que isso já era. Ontem havia um zum-zum sobre o virtual adiamento das urnas para prefeitos e vereadores. E foi o assunto vazar, que já estão falando em unificar todas as eleições, o que seria um grande avanço para o país, além de economia. Será que o desgranhento do coronavírus faria acontecer um milagre desses?   

E as guerras?
Então Corvo, é impressão minha ou pararam de guerrear mundo afora? Não se ouve um pio sobre bombas atômicas, mísseis, essas coisas que parecem normais no campo da intimidação. É, o povo fica pianinho e é possível que até os inimigos voltem a conversar.
Maíra S. Fagundes

O Corvo responde: verdade. A pandemia está causando um efeito atormentador, como disco voador aparecesse e detonasse o mundo, fazendo as cidades virarem geleia de mocotó! Tem um velho ditado: quem tem... tem medo. Bocage o diga.


 

Consequências positivas

A política de isolamento adotada pela China, na luta contra o covid-19 surtiram um efeito que certamente agrada aos ambientalistas: a poluição do ar diminuiu em grandes proporções e isso pode ter salvado muitas vidas. A jornalista Marina Dias, da Folha de São Paulo entrevistou um pesquisador da Universidade de Stanford e sua conclusão e que milhares de pessoas foram salvas no epicentro do vírus. 

50 mil
"Minha estimativa sugere que 50 mil pessoas foram salvas por causa da melhora da qualidade do ar na China. Isso é realmente maior que a quantidade de pessoas que morreram diretamente em razão do coronavírus até agora", afirmou Marshall Burke. São dados consideráveis se colocados numa balança; 3.200 pessoas morreram na China por causa do coronavírus, no entanto, 50 mil seriam salvas com o alívio na emissão de gases. Como quase todo o planeta diminuiu a máquina poluidora, é possível que as metas dos fóruns ambientais sejam cumpridas, independentemente das resistências.  

Um olho no peixe, outro no gato
A fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta continua repercutindo. Até sociólogos fizeram leitura do conteúdo, para alguns dúbio, além de difuso. Ele reforçou a necessidade de confinamento, ou "isolamento social", como solução para achatar a curva de ocorrências do Covid-19. "Confinamento" a gente usa para bichos, "isolamento" é para humanos. Na contramão das advertências de Mandetta, ocorrem as manifestações pró-retomada nos postos de trabalho. Mais do que trágico, seria cômico os organizadores dos eventos irem parar na fila do atendimento. Mas a gente não quer de jeito nenhum que isso aconteça. Vamos rezar ajoelhados. Já, a parte contraditória da manifestação do Mandetta foi a alisada no chefe, como isso de fato fosse o corrimão da fama. Será que precisava? Quando o ministro da Saúde é firme, duro e desafiador, é encarado com seriedade e o povo atende; quando pula para um galho e tenta se segurar em outro, balança na credibilidade.

Tarifas sociais
Muitas pessoas estão entrando em contato com o jornal informando que equipes da Copel e Sanepar estão trabalhando normalmente e em razão disso, ficaram sem luz ou água. Desde o dia 25/03 a Sanepar, Companhia de Saneamento do Paraná está emitindo as faturas sociais com um prazo maior de pagamento: de 90 dias. Estima-se que 184 mil famílias (mais de 600 mil pessoas) são beneficiais. O valor da tarifa social atualmente é de R$ 15,56 ao mês (água e esgoto), para um consumo de até 5 metros cúbicos. Quem consome 100, 200, 300 m3 receberá o lacre normalmente. 

E a luz?
A Copel informou que a faixa de isenção para famílias de baixa renda será ampliada e que, também, irá suspender por 90 dias, (a partir 25), os cortes por inadimplência de unidades consumidoras residenciais, inclusive as de baixa renda, além de serviços e atividades consideradas essenciais, conforme a legislação, tais como hospitais e assistências médicas. A suspensão dos cortes e outras adequações adotadas pela Copel para o período de contingência se alinham às orientações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão que regulamenta o setor no Brasil. 

"Todo mundo vai morrer um dia"
Nosso atlético presidente disse isso e algumas pessoas estão pensando em se atirar no poço, antecipando a profecia. Será que não dá para viver mais uma semaninha, presidente? Dá um tempo né? 

Seo Bolsonaro
Os fãs do presidente Bolsonaro entram em colapso quando a imprensa comenta suas desafinadas. Defendem o homem com unhas, dentes e ofensas. A maioria age assim, destemperadamente, o que acaba causando muitas discussões nas redes sociais. Em geral, jornalistas são acusados injustamente, porque apenas reproduzem as atitudes do presidente, frente a ordem mundial, quando ele contraria a tudo e a todos. Há, no entanto, defensores que sabem, contemporizar de maneira decente, altiva, simplesmente dialogando. Isso sim faz o povo pensar de maneira positiva, porque a cabeça cheia de coisas ruins, todo mundo já tem. 

Destino cruel!
Bonsonaro incorpora todas as razões para ficar preocupado, afinal de contas, essa encrenca foi acontecer em seu governo, onde ele brigava por reformas e pela melhoria no atendimento ao povo brasileiro. Diabruras à parte, porque elas fazem parte de seu estilo e os brasileiros já estão acostumados, mesmo contrariando as regras, Bolsonaro deve estar mais consciente da gravidade que há no contágio. O caso é que muitos usam disso para afetar o governo. O botão do fogão está nas mãos do presidente, aumentar ou diminuir a chama, é algo que ele precisa aprender a fazer. Em momento assim, é natural que sigam o líder e como fica, em caso de um desastre? Ronaldo Caiado, governador de Goiás, alertou, e desabafou: "Se Bolsonaro não agir, vai haver desobediência civil e povo vai quebrar tudo". O governador de São Paulo, João Dória, pediu "por favor" para não seguirem as orientações de Bolsonaro. Ande foi que isso chegou hein? Que barbaridade! 

Siga o líder
Como o presidente Bolsonaro é pautado pelo colega Donald Trump, tomara reveja as atitudes. O norte-americano roeu a corda e ampliou a quarentena até o final de abril. Todos os líderes que contestavam as medidas de isolamento estão recuando. Bolsonaro foi muito criticado em todo o mundo, nos últimos dias.

Apelo
Aparecer na Tv, soletrando um discurso, igual piá pançudo em sala de aula, é tudo o que o staff governamental parece querer do presidente.  Até o Paulo Guedes gravou vídeo aconselhando o povo ficar em casa. 

No supremo
No final de semana surgiram muitas notícias ruidosas, com tinturas falsas, sobre um canetaço do presidente do Supremo Dias Toffoli, impedindo ou puxando a orelha do presidente, ao divergir das regras da OMS. Isso "ainda" não aconteceu, mas pode mudar se alguém pedir. Ou será que já não pediram. Contaram para o Corvo que há um movimento nesse sentido, organizado por alguns governadores. Todos os estados estão enfrentando manifestações no sentido de quebra de quarentena. 

Mãe x filha
A secretária da Cultura Regina Duarte foi na linha do presidente Bolsonaro e chamou o povo de novo para o trabalho. Mas em casa a situação é diferente, a filha Gabriela, pede para o povo ficar em casa. Saiu na coluna da Mônica Bergamo.  

Arranca rabo
A deputada Gleisi Hoffmann cutucou a onça com a vara curta e, levou "a" patada. Foi para as redes sociais e questionou os benefícios aos trabalhadores em tempos de pandemia. Para ela, o governo deve bancar diretamente os ganhos de quem recebe até três salários mínimos, e além do mais, ajudar as empresas a não fecharem, para suportar o pós-crise. Segundo postou, "estamos em Emergência". O ministro da Economia respondeu prontamente, emendando uma raquetada. "Se o excelentíssimo ex-presidiário não tivesse saqueado os cofres públicos teríamos o suficiente para bancar o povo brasileiro neste momento. Se o excelentíssimo ex-presidiário tivesse construído hospitais, ao invés de estádios, não estaríamos nesse estado de calamidade pública. 
 

 

 

Veracidade
Em tempos de pandemia de Saúde e de Fake News, o Corvo fez questão de seguir a informação até atestar a sua veracidade. Está no Instagram do ministro (foto). Mas sem querer desmerecer os lados em atrito, ou enaltece-los, os estádios foram construídos para a Copa do Mundo, coisa que o Bolsonaro também faria, e, o seo Lula, também não reduziu pobreza cobrindo salários dos desempregados em várias crises, além do Bolsa Famílias. Para completar, dificilmente o Brasil deixaria de decretar um "estado de calamidade", coisa que o mundo todo está fazendo; Num "estado" assim, o governo está livre para gastar. Quem olhar o "Insta" do ministro verá que ele lá, não é tão comedido com em frente às câmeras de TV.   

Dupla e perigosa pandemia
Bem antes do coronavírus apavorar o planeta, outra pandemia causava barbaridades na cabeça dos cientistas: a obesidade. Quem não morrer pela infecção do perigosíssimo e medonho Covid-19, corre o risco de explodir de tanto comer. Boa parte dos influenciadores digitais aparece mostrando as habilidades na cozinha, como forma de passar o tempo em casa. Passada a crise, vai faltar espaço nas academias.
 

Raquetada ao céu da boca

A deputada Gleisi Hoffmann cutucou a onça com a vara curta e, levou “a” patada. Foi para as redes sociais e questionou os benefícios aos trabalhadores em tempos de pandemia. Para ela, o governo deve bancar diretamente os ganhos de quem recebe até três salários mínimos, e além do mais, ajudar as empresas a não fecharem, para suportar o pós-crise. Segundo postou, “estamos em Emergência”. O ministro da Economia respondeu prontamente, emendando uma raquetada. “Se o excelentíssimo ex-presidiário não tivesse saqueado os cofres públicos teríamos o suficiente para bancar o povo brasileiro neste momento. Se o excelentíssimo ex-presidiário tivesse construído hospitais, ao invés de estádios, não estaríamos nesse estado de calamidade pública. Em tempos de pandemia de Saúde e de Fake News, o Corvo fez questão de seguir a informação até atestar a sua veracidade. Está no Instagram do ministro (foto). Mas sem querer desmerecer os lados em atrito, ou enaltece-los, os estádios foram construídos para a Copa do Mundo, coisa que o Bolsonaro também faria, e, o seo Lula, também não reduziu pobreza cobrindo salários dos desempregados em várias crises, além do Bolsa Famílias. Para completar, dificilmente o Brasil deixaria de decretar um “estado de calamidade”, coisa que o mundo todo está fazendo; Num “estado” assim, o governo está livre para gastar. Quem olhar o “Insta” do ministro verá que ele lá, não é tão comedido com em frente às câmeras de TV.   

 

De olho no peixe e no gato

https://www.youtube.com/watch?v=3jLCA-P1H4U&feature=youtu.be

 

 

A fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta continua repercutindo. Até sociólogos fizeram leitura do conteúdo, para alguns dúbio, além de difuso. Ele reforçou a necessidade de confinamento, ou “isolamento social”, como solução para achatar a curva de ocorrências do Covid-19. “Confinamento” a gente usa para bichos, “isolamento” é para humanos. Na contramão das advertências de Mandetta, ocorrem as manifestações pró-retomada nos postos de trabalho (foto). Mais do que trágico, seria cômico os organizadores dos eventos irem parar na fila do atendimento. Mas a gente não quer de-jei-to-ne-nhum que isso aconteça. Vamos rezar ajoelhados. Já, a parte contraditória da manifestação do Mandetta foi a alisada no chefe, como isso de fato fosse o corrimão da fama. Será que precisava? Quando o ministro da Saúde é firme, duro e desafiador, é encarado com seriedade e o povo atende; quando pula para um galho e tenta se segurar em outro, balança na credibilidade (Vídeo).

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Consequências positivas

A política de isolamento adotada pela China, na luta contra o covid-19 surtiram um efeito que certamente agrada aos ambientalistas: a poluição do ar diminuiu em grandes proporções e isso pode ter salvado muitas vidas. A jornalista Marina Dias, da Folha de São Paulo entrevistou um pesquisador da Universidade de Stanford e sua conclusão e que milhares de pessoas foram salvas no epicentro do vírus. "Minha estimativa sugere que 50 mil pessoas foram salvas por causa da melhora da qualidade do ar na China. Isso é realmente maior que a quantidade de pessoas que morreram diretamente em razão do coronavírus até agora​", afirmou Marshall Burke. São dados consideráveis se colocados numa balança; 3.200 pessoas morreram na China por causa do coronavírus, no entanto, 50 mil seriam salvas com o alívio na emissão de gases. Como quase todo o planeta diminuiu a máquina poluidora, é possível que as metas dos fóruns ambientais sejam cumpridas, independentemente das resistências.