No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Cartas ao Corvo

Para esta sexta-feira, o Corvo resolveu dar uma aliviada nas caixas postais, cheias de mensagens similares às publicadas hoje. Sim, existe muita similitude nos envios, daí o corvo escolhe os textos mais bem elaborados, dá uma reduzida e publica. É bom receber cartinhas, bilhetes, dicas, e-mails e recados pelas redes sociais. Continuem enviando!

Parque Nacional
E agora Corvo? Como é que isso vai ficar? Os deputados paranaenses decidiram que o parque é do Paraná e nosso Estado passará à administrar o local, no lugar do ICMBio? O que vai mudar, o senhor sabe nos dizer?
Pedro K. Valentin

O Corvo responde: prezado, não vai mudar nada. Pode haver uma queda de braço com a União, e isso em geral, leva décadas para se resolver. Essa encrenca da "paternidade" do PNI foi criada pelo Santos Dumont, quando pediu a emancipação da área para o então "presidente" do Estado do Paraná, Affonso Camargo, que comprou um pedaço da fazenda do uruguaio Jesus Val, e, chorou para pagar. Mas quem deu a canetada para valer, foi o presidente Getúlio Vargas e depois vieram as constituintes, regulamentando as terras federais, reservas e parque nacionais. É um embate um tanto difícil de se prever. Mas fica do jeito que está, se isso responde a sua pergunta. 

Nota 10
Não é propaganda e nem nada, mas devemos sim destacar as empresas que se esforçam para prestar um bom serviço aos clientes. Uma delas é o açougue, mercado e conveniências Boi Verde, aliás, uma casa de carnes muito conhecida dos iguaçuenses. A gente passa o pedido por WhatsApp, eles conferem o que há lá, ou não, e, informam o valor. O telefone mal desliga e a campainha toca. É o entregador, sempre prestativo e cuidadoso com as regras sanitárias. O Corvo sempre ia ao açougue olhar a carne, uma cultura antiga, mas depois que deixou por conta dos açougueiros, passou a comer bem melhor. É o ofício deles afinal. Experiências pessoais contam muito, é bom repassá-las. 

Movimento
Corvo, li sua nota sobre o giro que deu na cidade e concordo, as pessoas estão obedecendo os alertas. Mesmo assim havia um ou outro sem máscaras. Mas a situação esculhambou mesmo, em frente as agências da Caixa Econômica, com aquele mundaréu de pessoas tentando pescar um benefício. Embora a maioria leve a covid-19 a sério, existe uns imbecis que ainda pensam que ela é a tal da "gripezinha". Tomara os números se mantenham em Foz, afinal cinco dias sem o surgimento de um único caso, é uma notícia muito boa.
Márcio Telles D. Sampaio

O Corvo responde: é bom que as pessoas obedeçam e cuidem umas das outras, porque qualquer incidência de contaminação, além do normal, a prefeitura vai fechar tudo de novo, o prefeito Chico Brasileiro não se cansou de avisar.

Transporte
Corvo, fiquei feliz da vida e resolvi ir pagar uma conta e cadê o ônibus. Estava no ponto, quando recebi a informação pelo GDia, que o transporte estava parado. E passou um ônibus lotado, o que contraria tudo o que pediram, mas ele não atendia o meu destino. Mas que situação, será que não podiam ter previsto uma situação assim? 
Lúcia R. P. Ramos

O Corvo responde: são situações "pós pandemia", durante ela. Estranho escrever assim, mas é verdade. Muitos outros setores enfrentarão situação similar, porque não estavam preparados para um retorno tão abrupto. É uma questão de conjuntura e acerto de detalhes. O transporte é um setor fundamental. Vai levar um tempo até as coisas se encaixarem na normalidade. 

Negócio público
O que temos é um impasse entre município e concessionárias quanto aos repasses de subsídios. A queda de braço não é coisa nova. As empresas se dizem sem recursos para a compra de combustível e como sabemos, enfrentam uma crise na área trabalhista, porque colocaram cerca de 100 funcionários em aviso prévio. Já a prefeitura se defende por meio do rito administrativo, alegando que mesmo obedecendo um Estado de Calamidade, precisa tratar o dinheiro público com preciosismo, do contrário, os gestores é que vão encostar a barriga na Justiça. A culpa de uma situação assim é da tal "pandemia". 
 

Shoppings 
Não há espaços mais agradáveis para a população, Corvo, posso te garantir isso. São seguros, possuem estacionamento, lá há comida, caixas eletrônicos, enfim, mesmo que a gente não gaste um centavo em compras, pelo menos damos uma arejada na cabeça, com a esperança de um dia tudo voltar ao normal. E eu fui ao shopping e vi o pessoal rigorosamente aparamentado para enfrentar esse demônio do coronavírus. Todas as lojas oferecem álcool em gel e os atendentes usam máscaras e luvas. Tive o cuidado de ver uma moça atender e depois jogar as luvas fora. Onde chegamos hein Corvo? Vamos torcer para isso passar.
Martha G. Palhares

O Corvo responde: prezada leitora, isso vai passar sim, se cumprirmos as regras de distanciamento social, mantendo os idosos e vulneráveis em casa, ajudando quem necessita e confortando os parentes das vítimas. Graças a Deus, o covid-19 não causou letalidade em Foz, pelo menos até agora. Vamos rezar para atravessar essa situação sem óbitos, ou pelos menos sem o registro da doença, o que é um fator atenuante importante. 

Festerê
O comércio voltou a funcionar e alguns botecos pegaram carona no decreto. Dá-lhe lavar o estabelecimento, ligar os freezers e abastecê-los com os líquidos mais consumidos, como é o caso da cerveja. Embora isso contrarie as regras, muitos bares traziam uma ou outra garrafa de uísque do Paraguai, ou do Duty Free; com as fronteira fechadas, o recuso de um empresário boticário local, foi pedir a liberação dos estoques dos clientes, ou seja, que deixassem servir o uísque das suas garrafas, de plantão nas prateleiras. Se a pandemia insistir, vai faltar bebida. Como o uso da máscara é obrigatório, muita gente precisou quebrar outra regra: estão usando canudinho, com furinho na máscara. Não é piada, mas não ficaria de fora do anedotário.

Tabacarias
O Corvo recebeu um desaforo em razão de uma nota publicada faz bem uns dois meses. Um frequentador desses fumódromos oficiais, amparados pela Lei, criticou este colunista de forma ofensiva, o que é absolutamente desnecessário, porque aqui sabemos expressar a opinião sem ofender. Caso o "maleducado" enviasse uma notinha se expressando o pensamento, ela certamente seria publicada. Então vamos aproveitar e pedir para as autoridades, que reforcem a fiscalização nesses estabelecimentos que colocam a saúde em risco. Ou fumar narguilé é algo que não causa danos à saúde? Causa sim! Isso está comprovado cientificamente. 

Campanha da Câmara
O Corvo viu as peças publicitárias do Legislativo e elas são comunicativas, simplesmente muito bonitas, além do mais, confortantes. Elas contém imagens raras, porque é difícil imaginar as avenidas Paraná e JK, por exemplo, sem trânsito? Não deve ter sido uma tarefa fácil fazer os registros, apesar da pandemia. O resultado é que demonstra a seriedade com a qual a maioria dos iguaçuenses encaram a situação. 

Uma bancada unida
Pela primeira vez em sua história, o Paraná tem uma bancada unida para defender os interesses da população. Em apenas uma ação, nossos deputados viabilizaram R$ 451 milhões para o Estado e os municípios investir em saúde para combater o coronavírus. Os R$ 6,9 milhões que o deputado Vermelho anunciou para Foz do Iguaçu estão dentro desse pacote do bem. "Esses recursos serão de importância fundamental para os municípios do Paraná fortalecerem suas estruturas e investir em pessoal na área da saúde, especialmente nesse momento de crise em função da pandemia do coronavírus", comentou Vermelho. Ele agradeceu o deputado Toninho Wandscheer, coordenador da bancada, dizendo que foi mais uma demonstração de união da nossa bancada para fortalecer a saúde e salvar vidas.

Profissionalismo
A prefeitura, antes de baixar o decreto permitindo a gradual atividade comercial, conversou com vários segmentos, para saber das viabilidades. Falou com patrões, empregados, consumidores e também consultou o setor médico. O comércio voltou a funcionar, graças a essas rodadas de conversações. Uma delas foi com o SINDILOJAS, entidade tradicional e que dá suporte à uma parcela significativa do desenvolvimento da cidade. As reuniões atravessaram o último final de semana e no sábado pela manhã, estavam no gabinete do prefeito o Carlos Silva (Calce Pague Vila portes e Sindilojas) Carlos R. Nascimento, da Federação do Comércio Paraná (Sindilojas), Chico, Nilton Bobato e Gilmar Piolla; Lindenor do Shopping Cataratas JL, Daiane Simão do Shopping Catuai Palladium; Itacir Mayer, presidente em exercício do Sindilojas, alpém de outros representantes da entidade e o pessoal que organiza a luta contra a epidemia. É a prova de que conversando, com organização e métodos, tudo é possível! 

Mascarados

Muita gente acredita que os caubóis do cinema usavam o lenço no pescoço para fazer charme. Não era bem assim. Usavam para não engolir poeira nas cavalgadas e para se prevenirem de doenças, especialmente quando lidavam com carcaças de bichos mortos e cadáveres humanos também. Já os bandidos, usavam para esconder a cara. Aqui está mais uma contribuição cultural e inútil deste colunista. 

Funcionamento
Ontem o Corvo deu uma circulada pela cidade e notou que mesmo com as lojas abertas, a população estava muito comportada; foi raro ver alguém sem máscara e as filas eram bem controladas, com a distância ordenada entre as pessoas. Não havia um mundo de gente nas ruas. Pode-se dizer que a movimentação era igual num domingo. Vai ver a população está com medo de contrair o vírus grudento. 

Medo
Algo pode justificar a ausência nas ruas de Foz: o Jornal Nacional de terça-feira, feriado, foi igual a filme de terror! Filas de rabecões na porta dos cemitérios, valas comuns fechadas por tratores, choradeira do começo ao fim. E não se tratava de obra de ficção e sim, a realidade. Covid-19, por enquanto, mata pra valer! Quem viu o telejornal e entendeu, não sai de casa nem para ir buscar prêmio de loteria. 

Nos mercados
Mas a falta de aglomeração durou pouco: havia muita gente entrando e saindo dos supermercados e para variar, pessoas fazendo caminhadas sem máscara, quando o uso dela se tornou uma obrigatoriedade. Dizer que não achou onde comprar e que não soube fazer, é conto da carochinha. O Corvo, por exemplo, fez uma máscara com "perflex" e elásticos e ficou muito boa. O perflex é aquele tecido de limpeza da casa. Ela serviu até o produto ser oferecido no mercado. 

Acabou?
Coisa nenhuma, a pandemia no Brasil ainda está a caminho do pico. Vai levar meses para a situação voltar ao normal e algumas pessoas não aceitam isso de modo alguns. É aí que mora o perigo. 

Movimento
Corvo, ontem esperei o ônibus e desisti. Não foi por causa do horário e nem da lotação, porque com o aumento de carros, os motoristas estão organizando os passageiros, não deixando alguém em pé. Desisti por causa de precisar ficar onde pego o ônibus, cheio de piás sem máscara e de olho na bolsa da gente. Com essa falta de atividades, estão começando a aprontar nas ruas. Semana passada roubaram a bolsa da minha filha.
M.R.T (A leitora pediu para não ter o nome identificado). 

O Corvo responde: prezada, era o que nos faltava, os meliantes invadirem as ruas e atazanarem a vida de quem precisa se arriscar, em momento tão delicado. Chama a polícia! A sociedade não pode dar mole para isso. Está certo que vivemos uma crise, mas há quem se aproveite dela. Tomara essa pressão termine e tudo volte ao normal. 

Em STI
Bastou a revelação de um caso apenas de covid-19 e Santa Terezinha virou de ponta cabeça; faltou tocarem sirenes. Faltou o prefeito Cláudio sair de porta em porta, pedindo as recomendações. Mas lá, ele fala e o povo atende. Quem diria, uma cidade com um caso?

Investigação
Como será, investigarão as investidas contra a democracia brasileira? Vão concluir aquilo que o Corvo já sabe faz tempo e escreveu por esses dias: os ataques foram motivados por pessoas fora da casinha, que não conhecem absolutamente nada de nada. Ouviram falar que o AI-5 era algo bom e acreditaram. O brasileiro tem mesmo essa mania, de acreditar em mentiras. Regimes ditatoriais não são bons nem para o povo, menos para os governantes, porque um dia a casa cai.  

Só isso?
Corvo, seu jornal publicou que houve uma queda de 38.8% nos ganhos com o Turismo? Será que isso está certo? Se o setor parou 100% como é que podem ganhar alguma coisa. Revise suas fontes Corvo!
Rachel R. H. Feitosa

O Corvo responde: prezada a informação foi prestada pela FGV - Fundação Getúlio Vargas, com base em pesquisas e estudos econômicos. O setor de Turismo, segundo o IBGE, responde por 3,71% do PIB. O período de recuperação econômica do setor será longo, cerca de 18 meses. 

Eventos
No entanto, o setor de eventos teve apenas 10% de cancelamentos; 25% de adiamento. Isso se dá pelo fato de muitos organizadores acreditarem que a pandemia será controlada em breve. Mega eventos mundiais foram cancelados, mas os encontros corporativos ainda não. É uma notícia otimista. 

Petróleo fora
As petrolíferas norte-americanas estão perto de fazer com os produtores de leite, quando não conseguem vender o produto e o despejam na lavoura. Tomara não resolvam derramar o petróleo extraído do xisto em águas brasileiras, na base do "acidentalmente". O preço lá baixou, aqui, será que vai melhorar, ou aumentar?  
 

Teleconferência
O Corvo, ontem, bateu um papo com o vereador Márcio Rosa, e, ao longo da conversa tomou um cafezinho junto com ele. Diga-se um café por teleconferência, o que aliás está muito na moda. E se a "moda" pegar, tudo ficará bem mais prático, como num desenho dos anos 60/70, os Jetsons, onde era tudo muito parecido com os dias atuais. Só não temos carros que flutua. 

 

 

É hoje!

O povo aparentemente está feliz, porque o comércio voltará a funcionar. O que falta é a população desembestar pelas ruas, sem proteção e isso fazer aumentar as estatísticas de Covid-19. O Chico disse que fecha tudo de novo, se isso acontecer.

E agora?
Seo Corvo, veja, raciocine comigo: o comércio estava fechado e as pessoas em casa. Tá certo que isso causava muitos incômodos e empresas estavam declarando a quebradeira, mesmo com a ajuda do governo. Agora, vão abrir as portas, vão gastar luz, água, precisarão pagar os funcionários e os que pediram ajuda, não poderão voltar, do contrário, perderão os benefícios. Pois bem, tudo isso pode acontecer, mas e se não houver movimento, com as pessoas mantendo o distanciamento social, trancadas, com medo do covid-19? Isso não vai acabar saindo mais caro? Eu não saio na rua nem amarrado. 
Paulo R. Fonseca

O Corvo responde: prezado, temos aí uma incógnita. A ACIFI, cumpriu o seu papel, de atender os associados; a prefeitura entende que se as pessoas se cuidarem, é possível controlar a contaminação, mas em verdade, ninguém sabe o que virá, porque as cidades brasileiras ainda não alcançaram o cume da curva de infestação. Isso, fique em casa, se proteja, respeite as recomendações. Quem fizer isso, pode escapar do vírus grudento.

Infestação
Corvo, eu votei no Bolsonaro e francamente, não ligo para a maneira dele agir em certas circunstâncias. Mas esses dias ele falou algo que me preocupou, que 70% da população vai ser contaminada pelo Covid-19. Isso é possível? Tenho 76 anos e não quero pegar essa doença, porque se eu for contaminado, é certo que irei ver Jesus! Você acredita nisso?
Maílson José F. Duarte

O Corvo responde: o presidente citou uma informação da ciência, de que boa parte da população mundial poderá ser contagiada pelo novo coronavírus, mas isso não quer dizer que acontecerá no período da pandemia. Chegará o momento, em que o Covid-19 se manifestará de modo comum, como as gripes, mas acredita-se que até lá, haverá vacina ou formas de proteger a população. Proteja-se, fique em casa, use máscara, lave as mãos e atenda os preceitos para evitar a contaminação. Pegar a doença agora, pode ser um problemão.
 

Hospitais x hotéis
O Corvo fez uma rápida pesquisa e pode afirmar que Foz tomou a decisão certa ao “reservar” quartos de hotéis para a recuperação de confirmados com o covid-19. O governo conta com 1.500 leitos, mas não quer dizer que todos serão usados. Pelo contrário, isso acontecerá de acordo com a necessidade de ocupação. Podem ser 10 leitos, 100, 200 e se a coisa pior, a capacidade pode ser aumentada para até 1.500 ocupações. Um hospital de campanha, com dimensões assim, custaria de 15 a 25 milhões e essa estrutura depois seria desmontada. Como Foz conta com a rede hoteleira ociosa, vazia, ocupar os espaços é bem mais econômico. Uma diária, numa estrutura para os contaminados, deverá ser custeada pelo município ao valor aproximado de R$ 80,00, incluindo alimentação e roupas lavadas. O que falta o Corvo saber, é que tipo de equipamentos utilizarão em casos mais graves. Provavelmente isso acontecerá nas unidades hospitalares especiais.   

Será?
Será que as pessoas que pedem a volta do AI-5, sabem o que ele significou? Será que se dão ao trabalho de pesquisar, para não pagarem tantos micos? É ridículo ver cartazes e placas pedindo a “volta” do Ato Institucional número 5, até porque, simplesmente, isso não tem volta. Para começo de conversa, se Bolsonaro atendesse ao pedido dos manifestantes, teria que editar um AI-18, jamais vigoraria uma medida de 52 anos. Impressionante como as pessoas arquitetam retrocessos. 

O que é isso?
O Corvo topou, na porta do supermercado, com uma pessoa vestida de verde-amarelo, carregando uma faixa enrolada. Para se exibir, o cidadão a abriu e lá constavam as asneiras de clamar pelo “AI-5, fechamento da Suprema Corte e do Congresso Nacional”. Este colunista perguntou ao indivíduo se sabia o que era aquilo e ele disse: “medidas assim tornarão o país mais justo, livre, sem corruptos, com mais segurança e devolverá os nossos direitos”. O rapaz nasceu 23 anos após a assinatura do AI-5 e depois da definição que ele fez, o Corvo procurou um poço para se atirar. Aqui vai outro “será”, outra pergunta: Será que estamos formando uma legião tão grande de ignorantes? A pessoa em questão, para formar uma opinião assim, não se deu ao trabalho de pesquisar a história, uma coisa tão simples; basta um click de computador ou no celular.   

Os Atos Institucionais 
Vamos ocupar um pequeno espaço da coluna, para voltar ao tempo e lembrar as ocorrências dos anos 60, Os AI’s foram editados pelo Poder Executivo entre 1964 a 1969, vale ressaltar, tais medidas sobrepunham outras, incluindo a Constituição. Os “Atos Institucionais” permitiram poderes “extra constitucionais” e foram ao todo 17, com 104 complementações. O AI-5, é comumente lembrado, por ter sido o mais duro de todos. Os atos, modificaram a Constituição de 1946.

O AI-5
O Ato Institucional nº 5, foi assinado pelo Presidente Costa e Silva, em de 13/12/68. A emenda: “Suspende a garantia do habeas corpus para determinados crimes; dispõe sobre os poderes do Presidente da República de decretar: estado de sítio, nos casos previstos na Constituição Federal de 1967; intervenção federal, sem os limites constitucionais; suspensão de direitos políticos e restrição ao exercício de qualquer direito público ou privado; cassação de mandatos eletivos; recesso do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e das Câmaras de Vereadores; exclui da apreciação judicial atos praticados de acordo com suas normas e Atos Complementares decorrentes; e dá outras providências”. Em outras palavras, encerra o que conhecemos como “Democracia”. E também acaba com a República. Quem vai querer viver em circunstâncias assim? 

Bolsonaro
Depois de participar da fatídica manifestação em frente um quartel em Brasília, políticos, ministros e até mesmo militares, arrancaram tiras de couro das costas do Bolsonaro, tanto que ele fez questão de mudar o tom e chegou a “meter a boca” num simpatizante, enquanto concedia uma entrevista. Francamente, se o presidente da República revigorar um Ato Institucional, ele será usado contra esse surto de imbecilidade coletiva. Se o AI-5 nasceu com o propósito de combater a “subversão”, todas as pessoas que hoje pedem a sua volta, seria simplesmente subversivas ante o sistema.  

Discussão
Depois do discurso que o manifestante fez no supermercado, dois idosos, que nem poderiam estar lá dialogaram: “com o AI-5 os políticos iam roubar menos, e não haveria tantos crimes”; o outro perguntou: “que políticos? Não eles nem existiriam mais, e acabar com o crime, no Brasil? Acorda! A bandeira do Bolsonaro era fazer isso, no entanto, até agora não vi resultado, e, votei nele”. Um estado autocrático, nos dias de hoje, seria o “balacobaco”, o país caminharia mais para uma anarquia do que outra coisa. A ditadura é algo que devemos abolir. 

Caça no PNI
Que barbaridade hein? Os caçadores arranjaram um jeito de curtir a quarentena, matando a bicharada na reserva florestal. Porque será, alguém assim não vira chiclete de onça de um vez não é? É difícil acabar com essa cultura da caça e pesca predadora.

Tiros ao alto
Corvo, as pessoas estão em casa e parece não saberem mais o que fazer para matar o tempo. Um vizinho deu de praticar tiro ao alvo, pelo jeito. Dá uns tiros pra cima e o chumbo volta e cai em cima do meu telhado. Já avisei que vou chamar a polícia. Na casa do outro lado da rua, os piás ligam o volume do rádio no último e é aquele tuc-tuc-tuc o dia todo. Antes só acontecia nos final de semana, isso agora é cotidiano. E para finalizar, tem um cara que todos os dias, vai chorar lá no portão, para cortar a grama. Tá difícil. E tem mais, a turma sai por aí sem máscaras e duvido que usam álcool gel. Isso é só para acender a churrasqueira. 
Paula A. F. Brandazzi

O Corvo responde: prezada, arranjar o que fazer tem sido uma tarefa um tanto difícil para algumas pessoas. Não sabem manter uma rotina longe do trabalho, por isso ficam de arte, inventando situações perigosas. Sobre os tiros, chame a polícia. Isso é muito perigoso. 

Caminhada
Corvo, ontem era feriado e ninguém sequer ligou o fato da Inconfidência, que levou o Tiradentes à força. E pode ser, hoje as pessoas nem lembrarão a descoberta desse nosso Brasilzão dos índios e de Deus. Mas mudando de assunto, ontem passei pela Avenida das Cataratas e era uma festa que só... com pessoas descendo e subindo, como você bem lembrou corvo. E não vi nenhuma fiscalização. Essa gente parece não acreditar na letalidade da doença. 
Mano Rafael J. Silva

O Corvo responde: o Corvo lembrou Tiradentes e hoje o Pedroca Álvares Cabral. Equipes da prefeitura estão fazendo um trabalho de conscientização em ruas, avenidas, praças, obras e por onde há alguém desprotegido. Contaram para o Corvo que levam máscaras e em alguns casos distribuem. 
 

Comércio gradual again

O fim de semana foi cheio de emoção em vários setores, a começar pelo político e comercial. Apesar de guarnecida por uma decisão judicial expressiva, a equipe de Chico Brasileiro seguiu no diálogo com a área empresarial, no sentido de acalmar os ânimos e vislumbrar suas súplicas, de abrirem as portas dos estabelecimentos. 

Pressão
Há quem fale em exagero por parte da ala empresarial e comercial. Em verdade isso tem outro nome, “desespero”. O tempo passa, a grana acaba, os subsídios não chegam, é difícil o socorro, porque na fossa, contrair crédito requer o cumprimento de um ritual cansativo. Quem por exemplo, tiver nome sujo ou deixar de arrecadar impostos e pagar as taxas, não alcança benefícios. E considerando que boa parte das empresas já vinham enfrentando problemas, com a crise política/institucional, juros baixos podem não significar absolutamente nada, porque empréstimos e linhas de crédito são quase que inacessíveis.

A cadeia produtiva
Devemos levar em consideração a relação entre empregados e muitos patrões, cuja empresa e extensão laboral é quase familiar. Como um comerciante vai chamar um funcionário, padrinho de batismo de filhos e de casamento e diz: você será suspenso por dois meses e o governo vai pagar parte do teu salário; ou, acabar demitindo a mão de obra que ele formou durante muitos e muitos anos? Frente uma situação assim, há quem diga que “chega a ser melhor pegar o covid-19”, porque muita gente pensa em suicídio. Funcionar o comércio gradualmente e com os devidos cuidados, pode ser até uma loteria, mas parece não haver outra saída para a maioria; mesmo sabendo que isso contraria as orientações do setor de Saúde.    

As reuniões
Chico, mesmo com a ação movida pela ACIFI, vinha fazendo reuniões. Numa delas, na tarde do sábado, os comerciantes da Vila Portes entenderam que haveria flexibilização, diante de tantos apelos e mal os administradores públicos fecharam a boca, o assunto vazou em áudio. O Ismail, também conhecido como Magrão, não quis saber de esperar e botou a boca no trombone, sem dar chance ao tempo. Claro, o assunto se espalhou. O plantão do GDia confirmou o assunto e postou. 

O caso Acifi x Prefeitura
Advogados e políticos dizem que a ACIFI agiu na base do tudo ou nada. Um jogo delicado, pois dependendo, se o prefeito fosse o outro, não haveria mais conversa. A liminar foi negada porque manter ou não o comércio funcionando, é uma prerrogativa do gestor público. 1 x 0 prefeitura. Mas o assunto foi para o diálogo. 

A decisão
Em rápidas e poucas palavras, o magistrado Rodrigo LuisGiacomini mostrou que a justiça não iria interferir, porque a reabertura é decisão exclusiva do prefeito, respeitando o princípio constitucional da separação de poderes. A posição não foi a de abrir ou fechar, expôs que isso é competência e livre decisão do prefeito.

Sustos
A cada lance nessa queda de braço, outro setor vive a aflição das decisões: a Saúde. Em maioria esmagadora, os profissionais da área acreditam que é cedo e medidas assim deveriam dar os primeiros passos até o dia 10 de maio, pois o Brasil ainda não teria atingido 40% da escala de contaminação. Difícil nem é explicar e sim, o outro lado entender. Abrir o Comercio mesmo que com segurança e gradualmente, ainda é contra a vontade de muitos médicos. 

O MP
E todo mundo está feliz da vida com a notícia sobre os preparativos para a abertura do comércio na quarta-feira, após o feriado, mas, ninguém sabe a reação do Ministério Público. Pode não acontecer, mas a exemplo de outras cidades, um promotor poderá tentar impedir essa abertura e ele tem atribuições constitucionais para isso. E, analisando as decisões judiciais, é possível entender que os magistrados estão alinhados com o pensamento dos ministros do Supremo, ou seja, eles são a favor do isolamento social e do comércio como está, fechado. 

Que tipo de ação?
Segundo a opinião do consultor jurídico do Corvo, Dr. Rodrigo Duarte, seria uma Ação Civil Pública com Pedido de Tutela de Urgência Antecedente (tutela antecipada). O molde seria o mesmo dos motivos que levaram o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a suspender o funcionamento de todos os Fórum do país.

A opinião do Corvo
Podem abrir comércio, autorizar a circulação de pessoas, a volta de academias, bares, enfim, podem agir como o mundo voltasse ao normal, o Corvo vai continuar quietinho no seu canto, obedecendo a recomendação da ciência. Cada um cuida do seu quadrado, mas se há aconselhamento, não custa ouvir. 

Aglomeração 
E quem diria, logo a prefeitura que prega o isolamento e combate as aglomerações, realiza uma reunião com 11 pessoas, sem contar quem estava em pé, fora da lente da câmera. E isso numa salinha espremida, ao lado do gabinete do prefeito. 

Limitação
No meio do fervo de ontem à tarde, antes da “live” das autoridades, havia o risco de a coisa desandar. É que, para variar, teria surgido um novo panorama, ou projeção matemática de colocar areia no motor. Uma saída fora da linha, e o Chico larga decreto apertando o afogadilho de novo. 

Hospitais x Hotéis
Tem um povo descendo a lenha na contratação de quartos de hotéis em caso de emergência. O GDia está preparando uma matéria especial. Construir hospitais de campanha é muito mais caro. Se Foz tem hotéis, qual o problema em utilizá-los? É provável que alguns estabelecimentos hoteleiros até mudem de ramo, ou ingressem no setor de Saúde. 

Dados sinistros
Alguém informou o Corvo sobre um possível aumento no número de óbitos em Foz do Iguaçu. Estaria acima da média e por causas diversas. Segundo este colunista investigou o movimento nas UTIs está dentro da normalidade. Vai ver as pessoas estão morrendo antes de ocupá-las. Que barbaridade. Mas o Corvo não é alarmista e nem nada, trabalha apenas com a realidade. 

Abre e fecha
O complicado é relaxar nas medidas de isolamento, por causa da pressão e depois ter que fechar tudo de novo, com o alastramento das contaminações. Isso aconteceu em várias localidades. 

Lili  
Foz tremeu na tarde do sábado, com o falecimento da produtora Lili Cristalvo. Profissional competente, era muito querida no meio da informação, sobretudo no setor de audiovisuais. Era o primeiro nome da agenda de muitos, na hora de preparar um vídeo, filme, arranjando atores, era uma aficionada pelo cinema, teatro, uma mulher das artes. Que tristeza. Segundo as informações, foi em decorrência de uma dengue hemorrágica.
 

Gilmar Mendes

O ministro disse que o presidente da República pode até mudar ministros, como fez com o Mandetta, só "não pode fazer política pública de caráter genocida". Isso leva a crer, que se depender da Suprema Corte, tudo ficará no isolamento, porque é a ciência quem dita as regras.

Mandetta
O Corvo tem acompanhando esse fica e não fica do ministro da Saúde e isso já estava cansando. A todo o momento o homem falava e tom de despedida, lamentava, praguejava e sua permanência no cargo parecia ser mais importante que a doença? Diante de um quadro assim, já que estava na hora de trocar, né seo Bolsonaro? Do jeito que estava, só aumentaria o desgaste do governo.

Pedaladas e impeachment
Como a Dilma, Bolsonaro também pedalou e bastante, mas em época de Estado de Calamidade, o que é diferente. Mas nem por isso, ele pode escapar de um processo de afastamento, porque conseguiu inimigos até na base de apoio. 

Era o que faltava
EitaBrasilzão esse o nosso, o povo tremendo de medo das doenças e o povo falando em trocar o presidente. Que barbaridade. Será que não dá para espera a poeira baixar?

"Véio sem-vergonha"
Corvo, o pai não respeita ninguém. Ele e os amigos, insistem em se reunir no boteco (Avenida Imigrantes) pra jogar truco. E ficam lá bebendo e jogando até tarde da noite. Será eu  devo denunciar e chamar a polícia? Disse que não vai dar nada e se pegar, não fará diferença, porque "já está fazendo hora extra na vida". Está com 83 e mais firme que poste. 
Marcelo V. Damas

O Corvo responde: para começo de conversa o boteco em questão, nem poderia estar funcionando, porque segundo informaram ao Corvo, o local é clandestino. O ideal é falar com ele, e se não tiver jeito, pedir para as autoridades passarem um corretivo. O Corvo conhece um caso em que a família não consegue segurar u senhor de 103 anos. Pensa? Os antigos não acreditam no potencial das doenças, para eles tudo se cura com alho, gengibre e limão. Não é bem assim.

Contágio
Esses dias o Corvo entrou acidentalmente num canal de filmes antigos, bem na cena que uma pessoa entregava a chave da jaula onde havia se trancado, para o filho, pois dali uns minutos, viraria um baita lobisomem. O Corvo já fez isso faz é tempo, se trancou e jogou a chave no poço. 

Olha o picolé
E pode, o carinha passar em frente de casa anunciando o sorvete? A criançada fica ouriçada, porque em alguns casos, o geladinho é mais que essencial. O sorvete está para as crianças, como o osso para o cachorro. Mas não pode né seu Chico?

Reforma
O setor da Construção Civil anda à toda. Do lado da casa do Corvo, os pedreiros cantam, brincam, e o barulho das marteladas e serras corre solto. Mas ninguém usa máscara, e, cada um mora em uma região diferente da cidade. E é assim mesmo? Os peões estão ao ar livre, num bairro populoso. Nada contra os trabalhadores, mas as regras devem valer para todos.  

Febre amarela
Covid-19, Dengue, Gripe e agora a febre amarela. Houve o registro de 74 mortes de macacos na região de Araucária, Lapa, Guarapuava. Como vive repetindo a vizinha do Corvo, e, dá para ouvir de traz do muro, "isso está nas escrituras". Deus nos livre! 

Comilança
Em casa, o tempo todo, sem ter o que fazer, dei de inventar coisas na cozinha. Aprendi a fazer pão, broa, bolo e para saber se ficou bom, como. Engordei seis quilos em uma semana seu Corvo! A pança já está pesando nas pernas e apareceu um bico-de-papagaio bem no meio das costas! A pandemia vai passar e eu morrer de tato comer pão! O senhor também está testando as habilidades na cozinha Corvo? 
Narlon G. H. Silveira

O Corvo responde: sim, como todos os brasileiros ansiosos, este pássaro tentou dar uma de padeiro. É mais fácil ligar na padaria e pedir para o motoqueiro ir buscar os pãezinhos. A invenção do Corvo virou em tijolo de farinha, tão duro que pode ser até usado pelos pedreiros.  

Circulação na segunda-feira
Como terça-feira que vem é feriado, o GDia vai circular na segunda, logo, a indiada vai trabalhar no domingo. Com a retomada do comércio, o matutino voltará à circular normalmente, a novidade é o branco e preto, aprovado pelos leitores. Um deles (que pediu para não ter o nome revelado) escreveu assim: "aí sim Corvo, o jornal perdeu o jeito de revista; prefiro assim parece até mais leve; parabéns pelo esforço da moçada". O Corvo é quem agradece os leitores, pois sempre são parceiros gentis e amáveis com o nosso trabalho.

 

 

Apelo

Atenção, atenção, amigos do Corvo, utilizem os canais pessoais de mensagens, nas redes sociais, apenas como formas de comunicações necessárias, imprescindíveis, onde se inclui o ato de "matar a saudade", perguntar como vão as coisas, ou simplesmente para enviar um "olá". É importante que as pessoas expressem a opinião, o Corvo adora isso, mas por meio de ideias próprias, diálogos sadios, coisas que ocorrem entre amigos. É muito chato ficar recebendo a cada segundo, uma mensagem encaminhada, em geral com teor falso, duvidoso, como textos fakes utilizando a imagem de pessoas credíveis. Quem acredita numa mentira, não pode colaborar (muitas vezes inocentemente) para ela virar verdade. É simplesmente decepcionante precisar digitar isso para um amigo. 

Lixo
Acontece que este Corvo, bem como muitas pessoas, gasta muito do precioso tempo limpando o histórico de fotos, vídeos e conteúdo, enfim, o que rouba o espaço na memória do celular ou computador. Em tempos de pandemia, isso requer horas ao dia, senão tudo trava e acaba atrapalhando a preciosa tarefa de informar a "verdade". Deve haver mais espaço para os fatos do que para os fakes. Se cada um tratar de higienizar as caixas postais, teremos uma opinião coletiva mais coesa, positiva, preparada para lidar com um inimigo invisível, altamente contagioso e letal. Parem de passar adiante aquilo que recebem e já sabe que é "lixo". Joguem fora as baboseiras, ofensas e insinuações sem fundo verídico; encaminhar algo assim para um amigo, nem que seja para demonstrar a insanidade de terceiros, é uma forma de propagar o que não se deve. Dentre outras, seu amigo já deve ter recebido e ignorado. Chegou a hora de fazer prevalecer o que vale a pena e nos fará bem!

Idiotice
Alguns políticos estão espalhando mensagens nas redes sociais, informando que graças a eles, cidades foram beneficiadas com isso ou aquilo, para combater o coronavírus. Pois deveriam saber que não fazem mais do que a obrigação e não merecem sequer um "muito obrigado", porque é muito feio tentar levar vantagem em cima do povo, em momento assim. Político que age assim, merece que o voto vá para outro, quando houver eleições. 

Quem  merece
Há, no entanto, políticos que fazem o dever de casa, porque sabem assumir a missão de representantes, desempenhando o dever constitucional, de prover o melhor para a população. Gente assim levanta a cabeça, trabalha, mesmo correndo riscos de contágio; o mais importante é usar os poderes que lhes foram conferidos, para fazer a diferença. Estes serão lembrados no dia que houverem urnas.  

Revolução
O advento do covid-19, somado aos outros males que estão soltos por aí, exige mudanças de comportamentos tão agravantes, que provavelmente, as pessoas não serão as mesmas quando tudo isso tiver passado. A sanidade será completa, de corpo e alma. 

Aos fatos
No mundo de verdade as coisas acontecem. Um dos principais nomes no combate ao covid-19 pediu demissão do Ministério da Saúde. Com isto, Wanderson Oliveira, desaparecerá das telas de Tv e internet o que é uma pena, porque ele transmitia credibilidade, ordem e segurança. O "gordinho" simpático, muito mais magro nos últimos dias, diga-se, pediu para sair, depois que soube que Mandetta seria demitido até sexta-feira. É o que disseram as pessoas mais próximas dele no ministério. Oliveira é uma das maiores autoridades brasileiras em infectologia. Resta saber quem Bolsonaro nomeará no lugar dele. Mas o Wanderson parece que fica com o Mandetta, pelo menos um pouco mais.

Mandetta
Quem está por dentro da área de Saúde e da política em Brasília garante que a demissão do Ministro da Saúde pode acontecer a qualquer momento. Se é que já não aconteceu até esta coluna ser publicada na edição impressa do GDia. Pelo visto, os efeitos não serão dos melhores para o governo. E é triste que uma mudança assim ocorra em meio ao que a sociedade considera "atormentador". O correto, na visão de muitos, seria manter a equipe até o final da crise. Trocar a turma da Saúde é uma loteria sem prêmio.   

O triplo
No Brasil, até ontem, havia mais 25 mil casos confirmados de coronavírus. O problema é que isso, segundo a opinião de muitas autoridades, poderá ser multiplicado por 3 ou até 4, porque supõem que antes da implantação de controles e restrições, o vírus teria se espalhado e feito inclusive muitas vítimas. Vamos saber isso apenas por meio de testes e o atendimento da fila de exames, inclusive de óbitos. Muita gente foi infectada e enterrada, sem o diagnóstico exato. Se até ontem, o número de vítimas fatais do covid-19 estava em torno de 1.500, na realidade pode passar de 5 mil. 

Confinamento
Prezado Corvo, descobri que existe algo importante nesta pandemia: o convívio familiar! Antes eu ia ao boteco, tomava umas e outras, discutia futebol com os amigos e até religião. Hoje não em boteco, nem estádio e tampouco igreja. Mas tem a patroa lá em casa, fico cara-a-cara com ela das 7 da manhã até a hora de ir dormir. No começo era um arranca-rabo a cada hora, agora é só love! E o amor é lindo Corvo! Quem sabe depois da pandemia, as famílias estarão mais firmes não acha?
Ronaldo Andreas P. Fosco

O Corvo responde: manter o espírito em dia é fundamental e em boa companha, melhor ainda. Ruim é fazer guerra com a cara-metade e precisar se esconder atrás do sofá, para não levar uma panelada no meio da orelha. Há uma estatística de que os divórcios aumentaram nesses tempos. Tomara todos descubram uma maneira de conviver em paz. Pelo  que parece, isso ainda vai levar um bom tempo.  

Fumacê de volta
A Prefeitura Municipal de Foz recebeu 200 litros de inseticida para o combate à dengue. Quem enviou foi o Governo do Estado. A quantidade não é uma Brastemp, não para quase nada, mas coloca os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses nos bairros onde há os maiores índices de infestação. O Corvo pesquisou e o governo deve reforçar a dose nas próximas semanas.  

Fakes
Corvo, que baita confusão isso tudo. Tenho notado o seguinte: as pessoas tratam do assunto das redes sociais; dizem que é preciso trabalhar, abrir o comércio, voltar à normalidade, enfim, será que essa gente acredita que não vai acontecer nada? As vezes penso que as pessoas acham que vivem num mundo real nas redes sociais e na internet, quando na verdade, nada existe lá. É tudo artificial. Com certeza, quem contrair a doença vai mudar de ideia, ou passar para outro lado, como aconteceu com milhares.
Maiara G. D. Fagundes

O Corvo responde: Prezada, em muitos aspectos, disse a verdade. Na artificialidade das redes sociais, não se enche a barriga. As pessoas, em algum momento, entendem que no mundo de verdade, o estômago ronca. Prezada leitora, não se pega o vírus usando o computador; mas nesse ambiente, contraem "ignorância", a pior de todas as doenças. 
 

Tristeza
A literatura brasileira perde um grande nome, Rubem Fonseca. O Corvo está escrevendo esta nota e olhando para a biblioteca, numa parede da sala. Lá estão "Feliz Ano Novo", "A Grande Arte", "O Cobrador", "Agosto", puxa vida. Bom, ele chegou aos 94 anos. Deixa um grande legado literário, contos, romances, roteiros, fases geniais. 

Despedidas 
Perdemos Moraes Moreira, agora o Rubem, o Aldir Blanc está internado e pelo mundo, muita gente famosa se foi, em maioria pelo coronavírus. Parem esse mundão velho, que o Corvo quer descer! Que barbaridade!

Idosos
Uma fonte disse ao Corvo que é difícil manter pessoas com mais de 60 anos em casa. Ontem, a faixa de retenção nesta categoria estaria pelos 65%. Um médico disse ao Corvo, que se a meta dos governos é manter o distanciamento em 70%, é necessário segurar 100% dos considerados idosos e mais suscetíveis em casa. A prefeitura lançou uma campanha interessante, de fazer o acompanhamento solidário aos idosos, em suas necessidades. 

MP e a abertura do comércio

O Ministério Público está ingressando com ações em várias cidades, pedindo que o comércio permaneça fechado, pelo menos até uma manifestação da OMS. No início, os juízes estavam bem de acordo com as medidas restritivas e a posição vem mudando com o passar dos dias. Em Cascavel, um magistrado manteve o comércio aberto e justificou que se trata de uma medida de responsabilidade da prefeitura. 

Em Foz
É bem provável que o MP se manifeste caso a prefeitura concorde em colocar em voga, o decreto de abertura gradual. A todo momento surgem precedentes, e as coisas estão voltando a funcionar, mesmo que os técnicos considerem que não seja o momento ideal. O tempo vai passando e o fantasma da crise apavora mais do que o covid-19.

Barreiras sanitárias
Foz mantém várias barreiras onde os transeuntes são “testados” por enquanto, por meio da medição da febre. “Isso funciona, embora os testes realizariam uma ação bem mais eficaz. Pelo menos é possível trabalhar a conscientização”, disse um servidor. Identificar os possíveis sintomáticos gripais já é o começo. Dizem que é um pulinho da gripe ao covid-19, sem exageros.

Idosos nos supermercados
Quem tem mais de 60 anos não entra no baile, ou no supermercado. Quem diria, isso era o passatempo de muitos aposentados, a grande fatia do meio supermercadista. O Corvo foi e muita gente lia o aviso e dava meia volta, com aquela cara de tristeza. 

Máscaras obrigatórias
Muitas pessoas insistem em não usar máscaras em Foz. Aliás, isso é comum entre os frentistas. Os donos de postos de gasolina correm o risco de levar multa. “Eu pedi para o homem, mas ele disse que não achou em lugar algum. Quem não tem máscara que amarre um lenço na cara, um pedaço de camiseta ou coisa assim. É um dever do trabalhador usar a proteção no atendimento ao público, mas também precisa se proteger. Esse covid-9 é grudento. 

Distanciamento social
Será que as pessoas sabem o que isso é, na realidade? Está difícil de entenderem, que é necessário manter pelo menos um metro e meio de distância em filas, calçadas ou no interior dos estabelecimentos. Ontem a Folha de São Paulo publicou isso terá que ser praticado até 2022. O Corvo foi ao mercado mascarado igual ao Zorro, usando luvas e até uma capa, e, no caixa, a moça que presta auxílio, levando e buscando o dinheiro, se esfregava nos outros; igual um gato. Assim não dá! Bruxa véia! 

Sem despedida
Ó dó das pessoas que não podem sequer, se despedir dos entes queridos. Os depoimentos são dramáticos. E mesmo assim, há quem ainda dê conselhos, porque sentiu na pele a dor de estar com a mãe ontem, e hoje saber que ela está sendo enterrada, sem poder acompanhar. Essa tal “gripezinha”, que muita gente acredita ser inofensiva, é de uma barbaridade letal!  

Donizeti
Ainda continuam chegando os votos de pesar pelo falecimento do colega Donizeti Melo. Os transmitimos à família. Donizeti era muito querido pelos leitores. Ontem o Corvo soube em detalhes o “martírio” que ele enfrentou juntamente com os familiares, para receber atendimento no sábado, em meio a essa situação de pandemia. O relato de um sobrinho é simplesmente dramático e isso nos dá uma dimensão do que enfrentam os pacientes de doenças crônicas em Foz. Se os casos de covid-19, agravarem, então, aí sim será um desastre completo, porque as pessoas que estão doentes terão atendimento dificultado.  

Dengue
O povo preocupado com o covid-19 e a Dengue barbarizando. Foz acumula 7.380 casos e cinco óbitos. Detalhe, os mosquitos picam mais as mulheres. Elas são 35% das confirmações. O boletim epidemiológico divulgado na tarde desta terça-feira (14) deixou muita gente de olhos bem abertos. Esse tanto de infectados mais o que pode vir, com o Covid-19? Quem estiver com a imunidade baixa por causa da Dengue pode se complicar. 

Restaurantes
Alguns donos de restaurantes estão procurando o Corvo para relatar que se não morrerem por causa do covid-19, não sabem o que farão da vida, porque seus estabelecimentos correm o risco de nunca mais funcionarem. Muitas casas trabalhavam sem capital de giro, do tipo, vendendo o almoço para servir a janta. Esse tempo todo de portas baixadas está tronando a abertura impraticável.

Volta às ruas
No mundo todo, o grande problema parece ser, segurar as pessoas em casa. Depois de um tempo começa a faltar dinheiro, o gás acaba, a dispensa esvazia, as contas chegam, os filhotes começam a destruir tudo, a patroa embirra e, não dá nem para ir ao boteco aliviar a tensão. Tudo passa na televisão e só se sabe de índices, gráficos, fata de máscaras, álcool em gel, avental para os profissionais da Saúde e, mortes, sem nada de solução, tipo comprimido, vacina, transfusão de sangue. Aí as pessoas ignoram os alertas e esculhambam ainda mais a situação. Em alguns países, há ordem e respeito elos decretos, avisos e alertas. No Brasil está difícil.   

“Milão não pode parar”
No início dos contágios alguém inventou a frase e agora, poderá responder criminalmente. Se na Itália foi assim, nua das cidades consideradas como capitais do bom gosto, arte, comportamento, o que dizer das periferias brasileiras. 

Passou coisa nenhuma
Acontece que não chegamos nem aos 10% da escala que mede a pandemia no Brasil e tem gente alardeando que já passou. Passou nada, e, ainda vai demorar. Ficar em casa ainda é a solução.

70%
O índice ideal para controlar a situação é manter 70% de isolamento. Segundo informações, Foz do Iguaçu ontem, estavam na faixa dos 53%. São Paulo 56%; Rio de Janeiro 58%. Mais gente nas ruas, mais contaminação, mais pânico no sistema de Saúde; mais encrenca entre ministro e presidente; panelaços, buzinaços e manifestações. A Europa, depois do susto e das discussões, mantem a faixa de 85% de pessoas em casa.  

Turismo vai sofrer
É tudo indica que o setor de Turismo vai passar um bom apuro depois da pandemia. Mas Foz é forte e não afunda nunca. Quem possui atrativos tão imponentes e perto das grandes capitais, se reergue. O negócio é encarar e sem medo. 

Caixa d'água seca
E no meio do medo, pode faltar água, o que mantém as casas e as pessoas higienizadas. Represas secas, rios baixos, o risco das torneiras vazias. Era o que faltava. E não vamos esquecer que a força da água é que move as turbinas das hidroelétricas. Que barbaridade!  

Para descontrair
Segundo enviaram uma nota para este Corvo, a Receita Federal vai encaminhar 8 mil litros de bebidas alcoólicas apreendidas para a Unicentro, e Guarapuava, onde realizam o milagre da transformação. Isso é insumo para produção de álcool gel. Jesus transformou água e vinho e a Receita faz o contrário, coisa que parece ser até mais difícil. Perguntinha do Corvo: se algumas bebidas são falsificadas, corremos o risco de um álcool em gel fake?
 

 

Pegar o Covid-19?

Acreditem, isso passa pela cabeça de algumas pessoas. Há um pensamento quase comum, entre os que preferem a normalidade, com tudo funcionando como antes, de que é necessário proteger idosos e mais suscetíveis à doença, expondo os demais ao vírus, para desenvolver, assim, uma suposta imunidade. Pensa? Quem se candidata a pegar o novo coronavírus?

Infectologia
O Corvo ligou para uma porção de médicos e não foi surpresa saber que se trata de uma ideia de jerico. Como o vírus é desconhecido, não se sabe como elevar a taxa de imunidade, além do mais, o covid-19 é muito agressivo e mata pessoas fortes, resistentes, sobretudo muitos jovens. 

Perigo
Os médicos garantem que se uma coisa dessas acontecer, será uma catástrofe. Conversando com quem entende de leis, alguém pode se complicar ao incentivar o contágio, porque isso vai contra a ciência e o que o mundo todo está fazendo: isolamento social.  

Chico no alvo
Este pássaro não ia querer estar na pele do prefeito. É como aquele ditado; "se correr o bicho pega, se ficar ele come". Vamos analisar: Chico cedeu aos apelos dos empresários e flexibilizou, autorizando a abertura controlada de alguns segmentos comerciais. Ao saber da condição de "transmissão comunitária", "redecretou", mantendo o fechamento, porque com gente nas ruas, em condições e contágio, e é aí que o bicho pega e come, de uma só vez. Pelo menos o Chico entendeu em matéria de alertas. 

Dá-lhe buzinaço
A o povo que mora no mesmo condomínio que o prefeito, pagou o pato; muita gente não conseguiu assistir ao Fantástico, com tantas buzinas na Avenida Tancredo Neves. 

Medo
Corvo, francamente, não sei mais em quem acreditar, se na ciência, ou nos políticos. A verdade é que eu tremo só de imaginar pegar esse covid-19, porque ouço as pessoas dizerem que passaram mal bocados ao se recuperarem nos hospitais. Tenho 72 anos e ainda consigo carpir o lote da chácara, mas se tem até atleta morrendo, como será isso comigo? Acho que no fim, o melhor e ficar quietinho, até porque nem posso mais sair, senão vou pagar multa.
Ademar R. S. Maldonado

O Corvo responde: prezado sua decisão é a melhor. Para que arriscar? O ideal é aguardar pela ciência e esperar que as coisas se resolva com segurança epidemiológica. Se a pessoa pode ficar em casa, como aliás é o recomendado para os idosos, qual a razão de contrariar os alertas mundiais?  

Pesquisa
O Corvo olhou detalhadamente o conteúdo de uma pesquisa recentemente realizada em Foz do Iguaçu. O resultado é esmagador em favor de manter o distanciamento social. E além do mais, o Corvo conversou com empresários e muitos preferem que as pessoas fiquem em casa.

Bandeira? 
O Corvo conversou com os diretores do jornal, representado pelo DarleyCaneiro. Este passarinho perguntou: "o jornal é a favor do distanciamento ou da volta gradual do comércio. O Darley disse: "falei com os meus parceiros e resolvemos que somos imparciais. Mantemos as regras de distanciamento, mas não fecharemos as portas aos que pensam o contrário, afinal estamos aqui para dar espaço ao pensamento e isso não pode ser limitado. A expressão do pensar é o melhor caminho para o diálogo e encontrar as soluções". Falou e disse. Sendo assim, somos a favor da vida e de que tudo seja feito da melhor maneira possível. 

 

Sem caminhões
Quando surgiram os convites pra o "buzinaço" no domingo à noite, muitos acreditaram que ele estaria sendo organizado pelo Ranieri Marchiori, porque na arte havia um bandeira do Brasil. Além do mais, ele sempre encabeça carretas usando os caminhões militares restaurados. O Corvo procurou o odontólogo e a resposta veio em "nota de esclarecimento": sobre a carreata em Foz do Iguaçu e a NÃO PARTICIPAÇÃO DOS CAMINHÕES (que foram militares) neste ato": Os caminhões (militares) tem uma definida personalidade política, como todos sabem e se opõem à determinadas ideologias. Neste momento, politizar uma questão como esta seria adotar erroneamente a mesma atitude daqueles que assinaram uma nota conjunta pela não abertura do comércio.
Trata-se de uma discussão entre a sociedade e o Poder Público e não uma questão partidária. Politizar qualquer acordo ou solução neste momento não produzirá bons frutos. Como associado da ACIFI, os esforços e reivindicações tem sido realizadas através desta associação. Por esta razão, esclarecemos que apoiamos o direito à iniciativa de qualquer manifestação, ordeira e pacífica. Cabe o direito de discordar das ações do poder público Federal, Estadual e Municipal, porém colocar os caminhões na rua poderia tornar a interpretação da reivindicação meramente política e partidária. Neste momento precisamos convergir e produzir sinergia na busca de soluções que beneficiem toda a sociedade. 

Contingência 
Começaram a faltar insumos gráficos no mercado. O papel, por exemplo, deixou de ser importado e os estoques estão no fim. Um jornal é feito de papel, chapas de alumínio para gravar as imagens e transferi-las ao processo e impressão; tinta, os equipamentos e a valorosa mão e obra. Jornalistas preparam o conteúdo e gráficos imprimem. O GDia precisou encontrar soluções para manter a circulação que aumentou, quando acreditávamos que ela iria reduzir. Logo, dentre as medidas, jornais de cortesia foram suspensos; a paginação precisou se adequar em três entradas de máquina (24 páginas); no período de crise, a operação de impressão ocorre de terça a sexta, com edição conjugada até a segunda-feira; e, agora, a solução foi voltar o tempo e realizar edições com 60% das páginas em branco e preto, aliás, isso era o sonho de muitos profissionais de imprensa, ao cultuarem impressos em "P&B". A diagramação sofreu alterações. Com tais medidas o GDia está preparado para suportar a crise por meses, sem o risco de deixar de chegar aos leitores. Quem faz o GDia, agradece a todos, dos anunciantes aos assinantes, dos colaboradores aos leitores. No mais, o GDia eletrônico avança e bate todos os recordes em matérias de acessos.    
 

Sem água
O Rio Paraná está tão baixo, que faz lembrar o fechamento do Canal de Desvio em Itaipu, no início dos anos 80, num tempo que deu para ir à Ilha Acaray caminhando. Na época, as imagens foram imortalizadas pelo grande e saudoso fotógrafo Joel Petrovski, de O Estado do Paraná. Até jet-ski acharam no meio das pedras. Veja a reportagem na edição de hoje. 

 

Mandetta, o maioral

Na queda de braço com o presidente Bolsonaro, o ministro da Saúde bate a popularidade até do Luciano Huck, superou até o Lula e faz tempo. E quem diria ele declarou que nem faz parte do mundo virtual. Imagina se fizesse. Será que o ministro já está contabilizando votos nas próximas eleições?

Enquanto isso…
…o mundo gira, a pandemia assusta, pessoas morrem, políticos se pegam, e tentam por tudo encontrar foras de frear o Covid-19. A Cloroquina tornou-se a discussão do momento. O presidente Bolsonaro praticamente dá a crise por encerrada, se depender de administrar o remédio. O mundo se divide entre a opinião dos favoráveis e receosos em receitar o medicamento. "Por enquanto não se sabe se o medicamento é 100% eficaz no tratamento". Mas se fosse 20% benigno, na proteção contra o novo coronavírus, já era motivo de prescreveram. Se disserem que injeção no olho ajuda a prevenir, nessas alturas, já haveria fila nas portas das farmácias.   

Quebra de patentes
Quem diria, o covid-19 está causando efeitos colaterais inimagináveis; deputados do PT e do Psol se uniram à base de apoio ao Bolsonaro, no pedido de quebra de patente para medicamentos possivelmente eficazes contra a doença.  

Alexandre de Morais 
O Ministro do STF proíbe o governo federal de derrubar decisões de estados e municípios quando o assunto é o "isolamento". Foi a OAB quem pediu ao STF, que o presidente Bolsonaro seja "obrigado" a respeitar atos locais. O ministro quer a união entre poderes contra coronavírus. 

Paulo Mac
Ele estava na trincheira, esperando o bombardeio passar. No momento deve estar alçando a baioneta, ou preparando uma carga de cavalaria para adentrar ao processo político eleitoral. Paulo é assim, não há meio termo. E não venham dizer que o Corvo não alertou que isso aconteceria em tempo hábil dele encarar as eleições. 

Podemos
Todas as evidências de que Paulo restabeleceria os direitos políticos, sinalizaram quando ele foi convidado a ingressar no Podemos. Tanto o senador Álvaro Dias, quanto o Oriovisto, são pessoas muito criteriosas e não embarcariam numa filiação assim, sem antes analisara situação. Obviamente eles viram o potencial de injustiça no processo. E se agiram assim, acertaram. O Gdia fez uma entrevista exclusiva com o senador Álvaro Dias, está nesta edição.  

O Processo
A esta altura, a decisão é matéria vencida, velha, porque não possui segredo de Justiça e já foi compartilhada nas redes sociais e numa centena de sites. O Corvo leu de cabo a rabo e, apenas um trecho define tudo: "ausência de locupletamento ilícito por parte do gestor público - aliado à circunstância de o serviço ter sido prestado e o valor e o valor em comento não ser de modo algum exorbitante com a expressividade financeira do Município de Foz do Iguaçu - também revela que a exasperação da pena-base é descabida". E a tal pena-base, foi que tirou a eleição do Paulo e forçou a realização de outro pleito. 

Paciência
Para qualquer pessoa, seria impossível atravessar uma situação semelhante sem surtar, ainda mais com todas as convicções de inocência. Paulo Mac até que levou bem, sem tanto sangue nos olhos, foi frio, calculista, acreditou na competência dos advogados e na Justiça, e, esperou o tempo passar. E a decisão saiu em conformidade com as vigências eleitorais, o que muita gente considerava impossível. Agora sai de baixo, que a energia contida, à espera da demorada decisão, será descarregada como raios em tempestade. 

Dupla vitória
O Gdia publica uma sequência de informações, até pelo fato da manchete de ontem ser editada em tempo espremido. O fato é que o Paulo, na prática, teve duas vitórias; corrigiu a injustiça da condenação e voltou a ter o direito de se filiar em partido político, podendo, se quiser, concorrer a qualquer cargo eletivo.

E agora?
Em casa, cumprindo o distanciamento social, o que será, ele vai fazer? Com a cabeça que tem, Paulo Mac bem que poderia se antecipar e tratar de encontrar fórmulas para ajudar a tirar a cidade do buraco, no limbo do que virá, a pós crise do Covid-19. Capacidade ele tem é de sobra. No fim, essas ideias vão acabar se convertendo em propostas de campanha. Ou alguém duvida que o tema será diferente, caso ocorram eleições? Candidato que souber vender melhor as saídas de uma provável depressão, é o que vai cair na graça dos eleitores.    

Choradeira 
Mal saiu a decisão em favor do Mac, a patifaria inundou as redes sociais, tentando induzir a população sobre os riscos do ex-prefeito ser condenado em outras ações. O Corvo consultou vários advogados e as possibilidades de isso acontecer são tímidas. O que não faltarão nas redes e na internet serão certidões positivas, depoimentos de advogados, analistas políticos, fakenews aos montes e aí por diante. O fato é que pelo momento, Paulo pode ser, sim, candidato. Durmam com isso. Bola pra frente. 

E o Chico?
Não deu um pio, e, no corre-corre que está enfrentando, provavelmente nem deu bola para a situação. Está correndo atrás do prejuízo, como todos os administradores públicos no mundo. Ontem este Corvo foi pesquisar e descobriu que a arrecadação do município caiu cerca de 80% ao dia. A estas alturas, foi-se o orçamento do ano e no próximo exercício, não haverá dinheiro para absolutamente nada. 

Eleições
Este Corvo bateu um papo cibernético com o senador Álvaro Dias e ele disse que se até agosto, a covid-19 for dominado, haverá eleições, sem qualquer sombra de dúvidas. Mas se a crise agravar, adeus urnas em 2020. Álvaro admitiu que há defensores da ideia de juntar as eleições proporcionais com as majoritárias, mas existe o entrave constitucional e isso terá que ser decidido um ano antes. 

Emoção, enfim
Corvo, com essa possibilidade do Paulo Mac Donald disputar as eleições, quem ganha é Foz, porque o Chico estava correndo solto, sem oponente para as eleições de outubro. Temos sempre que pensar no lado positivo, porque corremos o risco de encarar uma disputa de alto nível, caso não entre algum estrupício para estragar o debate. 
Romário R. S. Santos

O Corvo responde: prezado, vivemos uma democracia e é normal que numa eleição existam candidatos de várias agremiações. Ontem o Corvo recebeu vários telefonemas perguntando onde é que conseguimos as informações quanto ao resultado em favor do Paulo. É fácil, basta ter paciência e ler a ação. Ela está disponível na Justiça. Sim, respondendo ao comentário do leitor, "corremos o risco" de participar de um debate bem elevado. Foz, enfim, merece.  
 

Ansiedade
Ontem, véspera deste feriado eucarístico, havia muita expectativa na assinatura do decreto que autoriza a abertura gradual do comércio. Infelizmente o Corvo não pode esperar, porque em "tempos de guerra", o jornal anda fechando cedo. Mas uma coisa é certa nunca uma caneta "trimilicou" tanto nas mãos do Chico Brasileiro, sobretudo depois das notícias de aglomerações e tumultos, nas cidades em que afrouxaram as medidas. Em Cascavel, por exemplo, parece que todo mundo vai voltar para casa. Falar nisso, o Corvo passou um olhar na análise da Secretaria de Saúde de Cascavel e ela é simplesmente show de bola em matéria de informações; esperam o pico da doença na "semana 24" ou seja, entre 07 a 13 de junho. Não deve ser diferente em Foz. 

Gripe
Até ontem, no início da tarde, exatamente 21.308 idosos haviam sido vacinados contra a influenza em Foz do Iguaçu. Segundo uma fonte, todos receberão a vacina, até os que se esconderam embaixo do guarda-roupas, com medo da agulha. 

Transporte
Em meio à crise, e a queda a receita no transporte público na ordem de 95%, vazou a informação que o Consórcio Sorriso pode demitir cerca de 100 funcionários. É a maior dentre todas as crises já enfrentadas no segmento em Foz. Nem a quebradeira da Gato Branco causou estrago assim.  

Sucatas
O leitor Paulo Menezes entrou em contato com as redes sociais do GDia e fez um comentário pontual em relação à notícia de que Foz possui mais 6 mil casos de dengue. Segundo ele, o 14º Batalhão da PM, que fica na Av. General Meira, deveria estar atento às responsabilidades sociais, porque seu pátio de veículos está repleto de sucatas. O recado do leitor foi pontual, porque uma situação dessas dá asas ao mosquito, natural e literalmente. 

Boa Páscoa!
Em meio a tantas dúvidas, tristezas, o Corvo manda um recado: vamos celebrar este momento com altivez e pensa nas lições que a vida nos dá. Pelo momento, lembrar Jesus e o que nos ensinou, e, entender o sentido pascal, nos ajudará muito a percorrer esse caminho que sabemos, logo vai passar. A humanidade superou períodos muito piores, de anos a fio de privações, como foram as guerras mundiais, pestes, e mesmo, tem litado contra a fome e as diferenças sociais. Vamos nos unir, definitivamente e quem sabe, depois da pandemia, seremos pessoas muito melhores!
 

Bomba

Este colunista recebeu uma informação de fonte fidedigna: o TSE teria mandado a Justiça Eleitoral fazer levantamento das ações dos gestores, leia-se prefeitos, para fins de análise da questão eleitoral. Outra fonte garante que o assunto está sendo recorrentemente discutido em Brasília. O corre-corre não é pequeno. Como o Estado de Calamidade foi proclamado até o final do ano, o instrumento atropela o processo eleitoral, logo, ele poderá ser postergado.

Sem aliança
Duas correntes, fortes, estariam embasando o adiamento das eleições. Uma é o fato do presidente Bolsonaro encontrar tempo para enquadrar o seu novo partido no processo. Dificilmente a Aliança estaria em condições de participar este ano, da escolha de prefeitos e vereadores. A outra, é a grande quantidade de senadores e deputados, simpáticos em juntar as eleições proporcionais com as majoritárias. Se isso prosperar, teremos escolha de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente em 2022. 

Prolongamento
E há ainda uma terceira via, o covid-19 atrapalhou a engrenagem pública, a que demonstra a atividade dos administradores no cumprimento de suas promessas de campanha. Com os decretos de calamidade, os recursos estão sendo alocados no combate ao novo coronavírus, logo, a tarefa comum se tornou um angu de caroço. Mas há muitas visões jurídicas para um horizonte assim. Logo saberemos qual é a ideia do TSE e também o que pensam os ministros do Supremo. 

E o Chico
Este Corvo não conseguiu conversar com o prefeito, aliás, ultimamente, ninguém consegue, porque a cabeça do homem amanhece no assunto do covid-19; se é que ele anoitece, ou dorme. A dedicação parece ser total em conter a pandemia. O que sabemos da prefeitura de Foz, é que está priorizando o atendimento remoto, com agendamento individualizado e somente os serviços essenciais são mantidos de forma presencial, pelo menos, pelo momento. E em verdade, isso não é diferente em qualquer outro lugar no planeta. A esta altura, em tempos normais, prefeitos estariam correndo atrás da entrega de obras, tentando de alguma maneira ganhar a simpatia dos eleitores, por meio da eficiência.   

Vantagem
As pessoas dizem que os prefeitos estão levando "vantagem", porque só eles é que aparecem na mídia, por causa do combate ao covid-19. A oposição e demais candidatos estão engessados, porque não podem sequer sair de casa para apertar a mão dos eleitores. Taí mais um motivo de concordarem com o adiamento. Ainda não se sabe de casos em que alguém andou distribuindo álcool em gel, máscara e luvas para o povo. Em momentos assim, dentaduras estão desprestigiadas. Mas por outro lado, o fato dos prefeitos aparecerem além da conta, pode ser uma loteria. Se forem bons comandantes, e, os resultados pós crise, favorável, se darão bem nas urnas. Isso se os eleitores forem conscientes. 

Olhos nos olhos
Chico Brasileiro foi à telinha das redes sociais falar sobre a abertura gradual do comércio. O vídeo, inclusive, está na programação do canal GdiaTV, e tem uma duração de cerca de dez minutos. O prefeito, textualmente esclarece: "sem segurança epidemiológica, tudo pode mudar", em outras palavras, enquanto a situação tiver controle, é possível pensar no funcionamento de alguns negócios, debaixo de muito controle para evitar aglomerações. 

Distanciamento social
O funcionamento gradual do comercio é meio "saia justa", porque a regra é manter as pessoas em casa e evitar muita gente num mesmo local, como já vem acontecendo em alguns supermercados. Em suma, 70% dos negócios da cidade continuarão como estão, ou fechados, ou operando no home office, ou atendendo delivery. 

Momento crítico
Olhando os telejornais, os especialistas ao redor do mundo chamam a atenção para esta semana. Segundo a maioria, é quando os locais de pico estabilizarão, e outros escalarão a tal curva epidêmica, como parece acontecer no Brasil, que está dobrando o número de casos. O bom seria, os afoitos prestarem muita atenção nas informações, e, aquietarem um pouco o faixo, porque dependendo, a retomada do povo às ruas, poderá causar um desastre. Algo cutuca a cabeça dos prefeitos e não deve ser diferente com o Chico: será que a população entenderá o significado do "gradual". É por isso que o prefeito não se cansa de explicar o tema. 

Justiça
É provável que o Ministério Público ingresse com alguma medida contra a abertura gradual do comércio. Essa "possibilidade" advém do que acontece em outras cidades. E os juízes estão acatando os pedidos dos promotores. A Justiça no Brasil é totalmente a favor da ciência, ou pelo menos, tem demonstrado isso. 

Paulo candidato?
Foi a notícia de ontem, a possibilidade de Paulo Mac Donald Ghisi voltar a disputar eleições este ano, caso elas não sejam canceladas. Circulou em sites e nas redes sociais, uma certidão do T.S.E. atestando que ele, o Mac, estaria quite com a Justiça Eleitoral. Mas foi outro documento que tingiu a informação, uma certidão do v 1ª CÂMARA CRIMINAL - PROJUDI, pedindo para oficiar a 46ª Zona Eleitoral, em Foz. Documento assinado pelo Relator, Miguel Kfouri Neto. É provável que nas eleições, Paulo vai poder usar álcool gel abertamente, depois de cumprimentar os eleitores. Taí um furdunço na política local. O Corvo pescou as informações no final da tarde. No fechamento.

Ronaldinho free
Ele que não invente de querer fugir da prisão domiciliar, que será num hotel luxuoso em Assunção. Como o ex-craque tem pinta de artista, tudo é possível. E ele está no Hotel Palma Roga, super luxuoso, um dos melhores abaixo da linha do Equador; o que estraga é o monitoramento. Prisão não é boa, nem se for no paraíso. 

Liberdade!
O Brasil está soltando presos ilustres em todos os quadrantes. Políticos, empresários, envolvidos em confusões de todas as naturezas. O país fez festa quando essa gente foi parar na cadeia, e pensar que curtirão as mordomias domiciliares, isso mexe com o imaginário da população.  

Não quis sair
No Paraná, a Justiça estava para analisar um recurso; o réu, preso. Ficou sabendo e pediu para parar tudo, porque acredita que está mais seguro no presídio. Nem o advogado acreditou. 

Campinhos
Em Guarapuava, a prefeitura mandou soldar os portões dezenas de campos de futebol espalhados pela cidade. O povo, desrespeitando as regras da quarentena, estava estourando as correntes e cadeados. Em Foz, há muita gente "batendo bola", como a prática do esporte não estivesse proibida. E os campinhos também estão sendo frequentados, se não for por esportistas, é por fumadores de narguilé ou cigarrinhos do capeta. Os vizinhos estão indignados.  

6 mil casos
O mosquito da dengue é esperto, está aproveitando o isolamento social e faz festa por tudo o que é lado. É no que dá as pessoas não levarem a sério a limpeza. E o pior, é que sabendo do covid-19, muita gente resolve se tratar por conta própria, é aí que mora o perigo. 

Similaridade
Se for Dengue, a pessoas podem sentir dores nos músculos, atrás dos olhos, nas costas, no abdômen ou ossos, além de febre, fadiga, mal-estar, perda de apetite, tremor ou suor. Também é comum sentir dor de cabeça, náuseas e aparecem manchas avermelhadas. Se for covid-19, os possíveis sintomas são tosse, febre, cansaço e, em casos mais graves, a dificuldade para respirar. Se o vivente contrair gripe H1N1, sentirá dores musculares, diarreia, náusea ou vômito; febre, calafrios ou fadiga; congestão, nariz escorrendo ou espirros, e, também, é comum a dor de cabeça, dor de garganta ou tosse. Francamente, se alguém contrair uma das doenças, saberá avaliar o resultado? Só mesmo indo ao médio, senão, corre o risco de acabar indo ver Jesus. Ter medo de Covid-19 e acabar morrendo de Dengue, ou de H1N1 ou vice e versa, convenhamos, dá na mesma. O melhor é contar até três e ir buscar atendimento.

Ney Patrício
O cabra quando é profissional e faz do dever público, um ofício de dedicação e comprometimento com a população, deixa muita gente triste quando abandona o posto. Ney Patrício deixou a Secretaria da Fazenda, objetivando outros horizontes e dentro do prazo. A direção do Gdia já encaminhou um convite para ele escrever sobre as dúvidas da população, pagamento de impostos, certidões e o que há de novo, no regime de pandemia. Ney é uma autoridade no assunto.   

Jornal na Sexta-feira Santa 
Como os leitores bem sabem, o Gdia impresso vem circulando normalmente, mas com a redução de dois dias no calendário. Por isso, a direção, em comum acordo com os colaboradores, optou por circular o jornal de amanhã, Sexta-feira Santa. Será portanto, uma edição conjugada de sexta à segunda-feira. Com a possível retomada do comércio, o jornal passará a circular das segundas-feiras às sextas, excluindo apenas a edição do sábado.
 

Na ponte
Os paraguaios, por sua vez, meteram o eletrodo nas passagens para pedestres a Ponte da Amizade. Pelo tamanho da solda, nossos vizinhos acreditam que a crise vai se resolver no próximo século. E o pior, é que o soldador fez o serviço pelo lado de dentro e ficou trancado. Alguém acreditou que ele fez de propósito, para pedir asilo.