No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Sem o Chico

A notícia do falecimento do nosso "grande" Chico pegou todo mundo de joelhos, porque rezávamos por ele todos os dias, depois daquele tombo, um acidente doméstico que com certeza o debilitou, encurtando sua existência "entre nós". Não há redundância nisso, ele continuará existindo por muito, e muito, muito, tempo. Em verdade, ele tinha uma cabeça tão boa, uma alma tão cristalina, que nem precisaria de corpo. Vai ver, agora, o Chico encontrou o seu lugar, no infinito.

Muita coisa
Se o Corvo e os colegas de redação fossem lembrar tudo o que passaram ao lado do Chico de Alencar, necessitaríamos um ano de edições, se fosse o caso narrar tudo em detalhes. O fato é que a ficha ainda não caiu direito. 

Agradecimento
Este colunista, em nome da direção, agradece a todas as pessoas que enviaram mensagens de pesares diante o triste ocorrido. Chico era uma pessoa muito querida e cultivava uma legião de leitores. 

Dengue 7 x 2 Covid-19 
Não é placar de futebol e nem uma situação de se achar graça, a realidade é que a Dengue está causando mais baixas em Foz do Iguaçu do que a pandemia do coronavírus. As pessoas estão em casa e os mosquitos barbarizando. Se sair, o covid-19 pega, se ficar a dengue mata. Que situação! 

Duas frentes
Foz atravessa a mais ingrata das guerras, de se precisar combater dois inimigos implacáveis, um microscópico e outro com asas, se proliferando um milhão de vezes mais que os ratos. Quem pode com isso? E pensar, que 90% do bom resultado no combate a esses dois peçonhentos, depende da população. 

A fábula do Pedro
Pedro zombou da máscara, achou que o covid-19 era um resfriadinho, não respeitou o isolamento; disse que isso era bobagem. Acreditou na imbecil informação, que deveria contrair a doença, para criar anticorpos e isso seria inevitável, segundo a pessoa em quem ele mais acreditava, o seu ídolo, Jair Bolsonaro. E, do jeito que Pedro se comportou, o inevitável se concretizou; a covid-19 é que pegou ele, no início, encarou os sintomas sem preocupações, até que feliz da vida, mas ao piorar, precisou entrar na fila do UPA, e lá, permaneceu a família, desesperada, encontrar vaga em UTI. Entubado, foi transferido para um hospital, mas era tarde. Pedro passou para outra sem direito a velório, sem mensagem de condolências do Bolsonaro; por tabela infectou mãe, mulher e filha, que hoje reclamam a ineficiência no sistema de Saúde. Que barbaridade? Que destino esse Pedro encontrou pela frente? Pedro, hoje é uma um número nas estatísticas e dependendo, não será sequer lembrado, porque não terá nem mãe, nem mulher e nem filha para chorar de saudade. 

E é isso que acontece
Na choradeira por um ente querido, ou no alívio de superar o vírus grudento, as palavras são as mesmas: "não é só um resfriadinho". E o que impressiona é a leva de pessoas que admitem que não acreditavam na potencialidade da doença e menos ainda na pandemia. Onde será que o Brasil errou? As respostas para uma pergunta assim são fáceis e o problema, é que as recomendações são difíceis de serem levadas a sério, por causa da teimosia, da ignorância. Nosso país não possui estrutura para receber tanta gente ao mesmo tempo no sistema de Saúde e por isso, dezenas de milhares perderão a vida, sem vela e funeral, dividindo a cova com outros que pensaram da mesma maneira, ou que foram infectados pela absoluta indiferença. Tomara o Brasil, um dia, não precise caçar os genocidas. 

Mão grande
Uma coisa o Bolsonaro tem razão, estão "afanando" os recursos emergenciais na compra de equipamentos e aquisição de serviços nas mais diversas áreas. Já existe uma porção de denúncias, investigações apurando superfaturamento, abertura de inquéritos e, não demora, as condenações. Deveria haver uma pena diferenciada para quem rouba o dinheiro público se aproveitando de um período de Calamidade. 

Respiradores
Afinal, quem pode dizer qual o preço normal de um respirador hospitalar? Há quem garanta, que antes da pandemia, equipamentos assim custariam entre R$ 5 mil a R$ 25 mil, dependendo a marca e a origem. Respiradores chineses, por exemplo, eram os mais acessíveis no mercado e os alemães e suecos, os mais caros. No Brasil andaram pagando R$ 120 mil por respiradores que não funcionam, nem com reza braba. A culpa é quem comprou, ou má fé, de quem vendeu? O que pegam numa situação dessas, é o que ficou no sanduíche da propina. 

Decisão de governadores e prefeitos
O STF assegurou que cada Estado ou Município, avalie o peso de suas atividades essenciais. Daí o presidente Bolsonaro não deveria se decepcionar tanto, ao baixar um decreto, decidindo ele mesmo, o que abrir ou fechar. Vivemos numa República Federativa e a autonomia assegura o pacto. Bom, até o novo ministro da Saúde ficou com cara de babaca, ao saber pela imprensa, a autorização presidencial para abrir barbearias, salões de beleza e academias. 

Antecipação
Foz do Iguaçu saiu na frente, porque as autoridades sanitárias entendem que funcionando barbearias, salões de beleza e academias, o povo cuida mais da aparência, da saúde e ao mesmo tempo, satisfaz o empresário. Precisamos saber o que o covid-19 vai achar disso?    

Moro fritado
O ex-ministro entrou na cova dos leões, aparentemente os depoimentos no inquérito não lhe são favoráveis para um resultado que prejudique Jair Bolsonaro como quer a torcida do contra. O ex-delegado chefe da PF, pivô no imbróglio, disse que concordou com o presidente Bolsonaro, quando ele perguntou se a demissão poderia ser "a pedido". Se houve isso, e ao que consta foi assim, não há nada de errado na portaria de exoneração. 1 x 0 para Bolsonaro. 

Segunda onda
Wuhan enfrenta o pavor em dose dupla. Quando parecia que a situação estava sob controle, constaram novos casos de covid-19. Devemos levar em conta que se na China, um pais onde a população obedece, piamente as autoridades, está acontecendo isso, como será no Brasil? Se o coronavírus é assim tão instável e incontrolável, levaremos um milênio até erradicá-lo em nosso país, com essa bagunça e falta de respeito. 

Obrigação
Seo Chico Brasileiro, seo Ratinho Júnior, se é obrigatório usar máscara, porque uma multidão ainda desfila por aí sem ela? Pior, na Avenida das Cataratas passam em frente as viaturas da PM e os soldados não se dão ao trabalho de advertirem quem não atende a obrigação. Isso é prevaricação. Se é uma regra, deve valer para todos, senão vira bagunça. 

Campanhas publicitárias
Há uma grande discussão no emprego do dinheiro público em institucionais que ajudem a fazer a cabeça da população. Os mãos de vaca, sovinas mesquinhos que não acreditam no poder da comunicação, acham que isso é dinheiro jogado fora. Dinheiro desperdiçado, na verdade é dar emprego para essa gente, ainda quando não possuem conhecimento para avaliar algo que é tão importante. Mil vezas campanhas institucionais, do que babação de ovo política. 

Pela média
Existe um rito, de que no último ano de governo, as prefeituras devem investir em publicidade pela média de gastos nos anos anteriores. Algumas prefeituras não gastaram, daí, agora, estão no escuro. Uma juíza eleitoral, reconheceu como "caso grave e urgente necessidade pública" ao autorizar a prefeitura de Andirá realizar despesas de publicidade. A finalidade específica alegada está no prosseguimento às campanhas de conscientização da população para combate à propagação do Coronavírus e Dengue.
 

Olha o aperto aí gente!

O GDia publicou que Foz registrou 13 novos casos de covid-19 em uma semana, na verdade foram 14. E esse acréscimo está mexendo com a cabeça das autoridades. Basta um vacilo e o torniquete apertará de novo. O prefeito Chico Brasileiro nunca escondeu essa possibilidade.

Projeções
Falar em GDia, o portal publicou uma matéria especial no último sábado e ela rendeu muitos comentários durante o final de semana. Um físico da USP de São Carlos, realizou um estudo, no qual o Brasil teria algo perto dos dois milhões de infectados pelo covid-19, quase 15 vezes o número atual. No rabo desse foguete, todas as cidades estão esquentando a cabeça e usando a fórmula. Em Foz, o número de casos, segundo os cálculos do estudo, chegaria a mil. Algumas pessoas contestaram, mas quando o resultado é matemático, fica difícil dizer que 2+2 é igual ou menos que 3. Quem fecha os olhos para a realidade, acabará na fila do respirador.  

Lockdown
Não adianta ficarem encontrando significados para "lockdown", isso quer dizer "bloqueio total" e fim de conversa. E é o que vai acabar acontecendo com boa parte das cidades brasileiras, onde a população não colabora. Isso não é descartado nem mesmo em Foz do Iguaçu, que atravessa uma flexibilização gradual e caso que se espera, controlada. Se o sistema de atendimento hospitalar entrar em módulo de ameaça, teremos um lockdown bem no meio da cabeça, igual uma tijolada. 

Semana apurada
O presidente Jair Bolsonaro terá pela frente uma semana das mais agitadas, provavelmente a mais tensa desde o início de seu governo, e, dependendo o teor dos depoimentos PF, "sessão de cinema" entre delegados e o que mais ele disser por onde vai, o cenário pode incendiar de vez. 

Exibição de vídeo
Hoje haverá a exibição única, segundo determinação do Ministro Celso de Mello, do que se passou na reunião entre o presidente, Moro e três ministros, todos generais da reserva. Dependendo das revelações, será possível medir a temperatura do relacionamento de Bolsonaro com os militares. Abrem-se as bolsas de apostas para saber se o general Mourão será ungido à faixa presidencial.  

Depoimentos
Nesta segunda-feira, houve um certo tumulto em frente a PF de Curitiba, que recebeu o delegado Mauricio Leite Valeixo para ser ouvido no inquérito que apura a suposta interferência política de Jair Bolsonaro. Com tantos depoimentos, e simultâneos, pode ser que alguma coisa vaze, na base do "sem querer querendo". 

Simultâneo
Os depoimentos de ontem, em verdade, pareciam até os jogos de semifinal de campeonato, ocorrendo ao mesmo tempo, para não antecipar resultado aos adversários. Maurício Valeixo em Curitiba e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, mais o ex-superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro Ricardo Saadi em Brasília, todos os depoimentos marcados para 10h, mas depois os horários foram mudando. 

Hoje
Está marcado para logo mais, às 15h, os depoimentos de três ministros de Estado. A saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça está causando uma bela rebordosa. Falarão aos investigadores, os generais Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Walter Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil; e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo. Segundo está agendado, eles serão ouvidos no Palácio do Planalto. Parece que na história, é a primeira vez que um inquérito reúne tantos oficiais de alta patente, numa única vez. Eles prestarão depoimento, porque foram citados por Moro.
 

Centrão
O "toma lá, dá cá" está meio travado. Em meio a tantos eventos investigativos, há uma turbulência em Brasília e a negociação de cargos entre governo e deputados anda um tanto truncada. No mais, qualquer indicação se torna alvo de enorme divulgação, o que não é confortável para alguns indicados. Basta surgir um nome, que ele é revirado do avesso e tudo, claro, vai parar na mídia. 

Intimidação
Como as nomeações são públicas, e nos tempos atuais, mais do que nunca, o governo demora para realizar a escolha de quem comporá os cargos loteados, porque há uma avaliação preventiva quanto ao estrago que a nomeação poderá causar.  

Indicação para o STF
O zum-zum da hora, é a antecipação de um nome para compor a Suprema Corte. Com Sérgio Moro fora do páreo, Bolsonaro teria declarado predileção por Augusto Aras, procurador-geral da República, uma das maiores pedras no caminho do presidente. É ele quem move as ações de investigação e pede a apuração de supostas falhas cometidas pelo governo.

Evidência
Mas será que isso cola? Pode ser, os ministros não engulam uma estratégia dessas, porque antes da indicação, requer-se qualidade para o exercício do cargo; ministros do STF necessitam profundo conhecimento jurídico e isso é avaliado pelo colegiado. Bom, o currículo de Aras é bom, trata-se de um conceituado jurista brasileiro, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília. É bacharel em direito pela Universidade Católica do Salvador, possui mestrado em direito econômico pela Universidade Federal da Bahia e doutorado em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Leciona as disciplinas de direito eleitoral e direito privado na UnB. É membro do Ministério Público Federal desde 1987. Em 2019, foi indicado pelo presidente da República Jair Bolsonaro ao cargo de procurador-geral da República, embora não fosse um dos nomes integrantes da lista tríplice votada por membros do Ministério Público Federal. Mas foi aprovado pelo Senado Federal com 68 votos favoráveis e 10 contrários, Aras tomou posse como procurador-geral em 26 de setembro de 2019. O Corvo gosta de prestar esse tipo de serviço, antecipando o currículum vitae das figuras ilustres.  

Dona Regina
Que faisqueira a secretária da Cultura anda aprontando hein? Difícil imaginar tantas declarações polêmicas externadas por alguém que já foi considerada "a namoradinha do Brasil". Bom, no tempo que o país namorou com ela, não cantava "Pra Frente Brasil" e nem havia covid-19, para minimizar. Depois de ouvir a entrevista que ela concedeu à CNN, a conclusão é que sem um roteirista, ela não sabe se expressar na telinha.  

Enem 
As inscrições estão abertas desde ontem, mas, será que haverá mesmo a prova? Muitos alunos estão reclamando da novidade, o Enem Digital, pelo simples motivo de não possuírem computadores. A partir deste ano o Enem terá duas modalidades de provas, as impressas, com aplicação prevista para os dias 1º e 8 de novembro, e as digitais, para os dias 22 e 29 de novembro. O participante que optar por fazer o Enem impresso não poderá se inscrever na edição digital e, após concluir o processo, não poderá alterar sua opção. Taí uma dúvida quase cruel. 

Abertura dos hotéis
Em Foz do Iguaçu, o setor de Turismo está em festa, porque muitos hotéis abriram ontem, segunda-feira (11). Mesmo sem quase hóspedes, a iniciativa dá um "up" na moral, porque os estabelecimentos como estavam, fechados, causavam uma espécie de depressão coletiva. 

Reformas
Alguns grupos hoteleiros aproveitaram a quarentena para dar uma geral nos estabelecimentos; alguns em verdade, estão sendo praticamente reconstruídos, como é o caso do Hotel Carimã. Quem passa em frente notará muitas mudanças. O telhado foi quase todo restaurado e pelo visto, todo o piso foi trocado, pois o entulho está ajudando a nivelar um espaço ao lado. Agora, o que chama mesmo a atenção é o portal de entrada, aquela estrutura enorme que há em frente ao estabelecimento. Os investidores, que adquiriram o hotel, estão caprichando.   
 

Festival de máscaras
O que este Corvo nota, é um desfile de gente mascarada, onde uns são mais criativos que outros. Muita gente está tentando imaginar um desenho criativo, ou mesmo usando pedaços de tecido. Isso quase virou uma mania entre os brasileiros. Numa rápida busca pela internet (porque o Corvo não pode sair de casa), foi o suficiente para encontrar ilustrações muito interessantes .

Indústria
Os orientais são um pouco mais sofisticados, partiram para a industrialização de máscaras muito bem acabadas e que transferem um pouco de humor em quem utiliza. A pessoa pode estar triste de cara amarrada, mas a máscara muda tudo. 

Operações rápidas
Olhando o guarda-roupas, ou um baú de retalhos é possível encontrar uma estampa criativa para inventar uma máscara, como é o caso de achar uma camisa dos Rolling Stones.

É fogo...

Seo Corvo, não chove faz um tempão e o ar está seco. É difícil respirar e muitas pessoas sofrem com isso. No mais, existe um covid-19 solto por aí, afetando sobretudo quem possui problemas respiratórios. E do nada, a casa se enche de fumaça, porque num terreno próximo, o homem que fez a roçada, ateou fogo no capim, para não se dar ao trabalho de rastelar e levar os detritos embora. Além da fumaça, voam as fagulhas e as cinzas, que sujam as calçadas, os jardins e vão parar no nariz e boa da gente. O que fazer com uma criatura dessas, de foice na mão, ignorante, insensível, sempre pronto para dar uma resposta ruim, sem educação? 
Tânia S. Fragoso

O Corvo responde: sim, isso é algo difícil de aturar, ainda mais quando não podemos sair de casa, porque se correr de lá, o covid-19 pega. As queimadas, são de certa forma, hábitos culturais e que são abandonados depois de insistência e esclarecimento quanto aos malefícios. Os bombeiros conscientizam quem causa esse tipo de situação. Uns mudam de comportamento, outros não. Mas o ideal ainda é denunciar e não ir tirar satisfação. Isso acaba em desentendimento.  

O Corona no mundo
O Corvo deu uma vasculhada no site da OMS e ao que consta, as informações brasileiras são bem atuais. O que aparece lá, pelo menos bate com os números do Ministério da Saúde e dos Estados. O Brasil, no momento em que este colunista acessou as informações, aparecia em 11º lugar, na lista geral mas ocupa a 8ª posição no número de óbitos. Segundo os especialistas, poderá saltar para o 6º lugar até domingo (03), o que será uma tragédia. E como alguns países estão do outro lado da curva, diminuindo o contágio, o Brasil vai subindo e falta muito até atingir o topo. Não chegamos nem na metade da subida.  
 

Voltando atrás
O novo ministro da Saúde parece perdido nessa função de prestar esclarecimentos à população. Está na fase do "precisamos aguardar para saber mais"; isso o Mandetta já havia superado. Nelson Teich fala, aparentemente de seu gabinete, com a foto de Bolsonaro ao fundo, não é o contato direto com os veículos, como acontecia antes. Em sua última aparição, disse que nunca falou em flexibilizar o distanciamento social. Não vai demorar até arranjar encrenca com o homem do retrato. 

PF na discussão
Um ex-delegado, ainda muito ligado à instituição, disse a este colunista que os servidores da PF não estão nada satisfeitos com o jogo de palavras das autoridades. O "vai não vai" e a insistência do presidente em emplacar o amigo gera desconforto. "Nada contra a indicação de Alexandre Ramagem, ele é um cara eficiente, mas essa a imposição é que não é bem vista", disse, pedindo para não ter o nome revelado.

Mais o que fazer
Pois então, o mundo pegando fogo e a preocupação do presidente é, a direção da Polícia Federal, um órgão que anda sozinho, porque é centrado na tarefa. Já deu né Bolsonaro, cai na real, vai brigar contra o covid-19, que está apavorando a vida dos seus súditos. Até o Corvo perde a paciência.  

Rodrigão
Certo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao mudar a estratégia: toda vez que alguém pergunta sobre os desatinos presidenciais, ele sobre no muro, passa por cima, não dá bola. A indiferença causa efeitos superiores. E no fim ele tem razão, muito do que acontece não é intencional, logo, não deveriam dar tanta importância. 

Em Foz
Contaram para o Corvo, que o aumento repentino no número de casos deu um susto nas autoridades e parece que vem notícia ruim por aí. Está para sair o resultado de novos testes e deve haver um salto. Mas as fontes ainda estão indecisas. O problema é que os casos ocorreram após a flexibilização das regras e se deram por meio de transmissões comunitárias. A prefeitura pode voltar a adotar medidas restritivas. Bom, o Chico bem que avisou. 

Fake news
Mas que barbaridade, até onde vai a cabeça de certas pessoas: largaram a informação que os motoristas que não usassem máscaras, seriam multados. Tá na cara que é pressão política, eleitoreira, mas que no fundo acaba atrapalhando o combate ao coronavírus. No fundo, era bom que todos usassem máscaras, até no interior dos veículos; é o tipo de fake news que nem precisaria ser desmentida. A outra maldade, foi espalharem que o povo que vacina cães e gatos, estaria aplicando os testes de coronavírus. Mas como diz o Bolsonaro, "e daí?" e, se fosse mesmo, qual o problema? O teste é muito semelhante ao aparelho de medir o HDL, colesterol, com uma picadinha no dedo. Por isso, será possível em breve, realizar o teste em farmácias.    

Relações maritais 
Corvo, no começo foi uma maravilha. Eu cheguei para a mulher e disse: vamos levar esse assunto do confinamento como se fosse férias, a gente arruma as coisas, limpa a casa, pinta aqui e ali e vai dar tempo de tomar uma cervejinha, fazer um churrasquinho e foi assim que combinamos. Mas o tempo passou e a realidade foi outra, a mulher, que era um doce, virou uma onça, vive de testa franzida, com as unhas e os dentes de fora. É a besta apocalíptica em pessoa! Qualquer faísca a bicha já vem com a vassoura, grita e bate com pano do chão, molhado. Como é que faz né Corvo?
José Antonio V. Sanches

O Corvo responde: a patroa é esperta, bate com pano molhado que é pra não deixar marcas. O negócio é andar na linha e ajudar, se ela trabalhar e você ficar só na cervejinha e churrasco, está feita a confusão.

Pandemia ou pandemônio?
Taí um trocadilho eficiente. Vamos pensar: vivemos uma pandemia, mas muita gente insiste em tratar o assunto como um pandemônio, ou minimizando, ou não atendendo, ou alardeando de forma agressiva. Ontem houve um grande arranca rabo em frente uma agência bancária no centro de Foz do Iguaçu, e por causa de máscara e aglomeração. Há quem não se entenda com a patroa em casa e sai para brigar na rua.  

Ajudando o Lar
Se, fora da pandemia era muito difícil manter uma entidade, o que dizer agora? O Lar dos Velhinhos se vê em situação de risco, porque faltam itens importantíssimos como o nutrem (sem sabor), carnes, frutas, materiais de limpeza e higienização, Fraldas (EXG), luvas e tudo mais. Há tantas doações acontecendo, tomara o "Lar" seja contemplado, pois é lá onde está a história da cidade. 

Era o que faltava
A Polícia está atendendo denúncias das mais variadas, mas segundo este colunista ouviu na gloriosa Rádio Cultura, e depois nas Tvs, andaram fabricando distribuindo álcool em gel abaixo das especificações, ou seja, o produto não vai defender ninguém do vírus grudento, que anda causando pavor mundial. Quem tenta enganar a população assim, atenta contra a segurança das pessoas e merece um tempinho na cadeia.
 

A padaria lá de casa
Corvo, eu li e vejo que o pão de cada dia se tornou a diversão da maioria das pessoas. Eu, por exemplo, tentei embarcar na onda, mesmo morando bem em frente uma padaria. Mas olha só, a farinha, fermento e gás, são muito caros e o custo não se ajusta ao benefício. Fiz várias fornadas lá e não deu muito certo, o pão ficou igual concreto de duro. Não deu para comer. Moemos para fazer farinha de rosca. A solução foi atravessar a rua e ir visitar o padeiro. 
Neivo R. Forastinni

O Corvo responde: difícil é um italiano como o Neivo não acertar a mão no pão. Até o Corvo aprendeu e se especializou em focaccia. Fácil, anote aí: coloque açúcar e fermento numa vasilha, e deixe descansando 10 minutos; depois, coloque uma colher de sal, vá colocando farinha até virar massa, mas deixe ela meio pegajosa. Cubra a vasilha e espere uma hora. Espalhe numa bandeja, faça umas pontuadas com o dedo e coloque raminhos de alecrim nas ondulações, depois despeje algumas pitadas de sal grosso em cima e enfie no forno a 150 graus. Vai olhando para não queimar. Focaccia é uma delícia para comer esfregando no óleo de oliva. Havia épocas em que fazíamos receitas de pão e bolo, para tapar os buracos deixados pela censura. Quem diria?   

 

Sintomático


06
08.05

Coluna do Corvo 

Sintomático 
O apresentador do Jornal Nacional, Willian Bonner, fez um discurso editorial sobre a morte convertida em números e a indiferença que isso acaba causando. O texto é uma análise sociológica e explica o conformismo, quando em verdade, o número de óbitos deveria causar preocupação. O Brasil deve alcançar neste final de semana, a marca dos 10 mil óbitos. 

Vastidão
Há quem acredite piamente que o Covid-19 ceifou o dobro de vítimas, porque não há parâmetros antes da realização dos testes. Como este colunista já repetiu várias vezes, o vírus é implacável em idosos, pessoas com doenças pré-existentes, obesos e também já levou muita gente jovem e forte. Essa indiferença dos brasileiros preocupa muitos estudiosos, o que leva a crer, que o Brasil pode chegar ao cume, na liderança mundial de contágio e mortes. 

Irresponsabilidade
Com a queda de contaminados, cura e diminuição de mortos, alguns países começaram a discutir “responsabilidades”, ou seja, se há culpados frente a ineficiência, ou tomadas de ações, que poderiam proteger mais os cidadãos. Há primeiros ministros e presidentes na mira. E a novidade, é que como se trada de uma pandemia e de certa forma avassaladora, começaram a discutir a possibilidade de criação de um tribunal internacional para avaliar o peso e a culpa dos chefes de estado. 

Julgamento
O Corvo acreditou que a informação fosse fruto de algum fake news, mas não é. Trata-se de um estudo jurídico aprofundado e teve início após acusações contra a China. Os regulamentos sanitários internacionais são analisados e quando há jurisprudência da Corte Internacional de Justiça – CIJ, é cabível a responsabilidade internacional do Estado. O tema é atualíssimo e a comunidade científica espera uma resposta jurídica para o caso em questão. A China está sendo analisada, porque teria eventualmente violado o Regulamento Sanitário Internacional da OMS (2005) e a própria Constituição da Organização, esta última o instrumento que abre as portas à jurisdição da Corte Internacional de Justiça, por se tratar de uma questão global.

A mira
Se as causas e as situações consideradas relapsas em razão do Covid-19 forem parar numa espécie de “Nuremberg” atualizado, Donald Trump e Jair Bolsonaro iriam rapidinho para o banco dos réus. Diferente dos outros líderes, os dois teimaram em minimizar a pandemia e até zombaram dela; vai que isso cause um desastre? Bom, de um jeito ou de outro isso vai parar na conta deles, na hora do povo votar. 

Dura lex
Seo Bolsonaro está no mato procurando um cachorro, ou tentando arrumar um jeito de se safar de duas pegadas do STF, a gravação relatada por Sérgio Moro, envolvendo ele próprio e três ministros ex-militares, e, o fatídico exame que teria feito para o covid-19. 
Os exames
Qual o problema revelar o resultado? Se não pegou o coronavírus, disse a verdade e só vai precisar se curar. Se pegou, pode se complicar em omitir o fato, por outro lado, adquiriu anticorpos, e diante disso, pode se expor sem tantos riscos. Muita gente não sabe, mas a saúde do presidente é uma questão de segurança nacional e institucional. Entrega o resultado Bolsonaro! 

Dá no mesmo
Entregar a gravação, em tese, pode não ser um problema tão grande, do tipo infernal, em que a oposição pode se beneficiar. Trata-se de uma conversa entre presidente e ministros, no ambiente palaciano. Pedir para saber o que acontece na PF, não significa “ingerir”. Interferência é quando a autoridade pratica o ato, sem consultar, como foi o caso da demissão do chefe da Polícia Federal. Mesmo assim fica a dúvida nos entremeios do processo. Bolsonaro já tornou público que é chegado em saber tudo o que acontece no seu governo.  Que mistério há nisso? 
 
Denúncia eleitoral
Cassio Lobato gravou vídeo com ares partidários, comparando Chico Brasileiro ao Reni. Ele também fez acusações de desvios e corrupção. O maior problema no vídeo, é o aparente ato de fazer propaganda antecipada. Se sair candidato, terá que desatar esse nó.

Complexidade
Chico Brasileiro, se viu o vídeo, certamente desviará a atenção do combate ao covid-19 para responder às agressões. Deverá fazer isso na Justiça. Mas há quem acredite que ele não deve dar bola, porque ingressar numa pendenga factoide, pode ser pura perda de tempo. 

Atividades
Embora a pandemia, a política corre solta nos bastidores. O PTB anunciou que será independente daqui em diante e já começou pedindo convocações na área da Saúde. Tomara não apareça alguém acometido do covid-19, e acabe contaminando as bancadas. Mas apenas para lembrar, o quadro político partidário do Legislativo de Foz, é composto assim: o PTB conta com quatro vereadores: Beni Rodrigues, Rogerio Quadros, Edson Narizão e Luiz Queiroga; o PL mantém quatro vereadores: Elizeu Liberato, Anice Gazzaoui, Inês Weizemann e Darci DRM; o PSD com três vereadores: João Miranda, Jeferson Brayner e Marcio Rosa; PSC: Edilio Dal Agnol; o Podemos: Celino Fertrin; DEM: Nanci Rafagnin Andreola e por fim o Patriota, com o Rudinei de Moura.

Riscos em Foz
Foz do Iguaçu já tem muito o quer se preocupar, mas precisa lidar com uma leva de assaltos, onde os bandidos esperam um entregador chegar e dão bote na residência, na hora dos moradores receberem compras e encomendas. Invadem casas, levam tudo o que conseguem e em alguns casos, a moto do entregador. O cidadão tem que cuidar antes de abrir o portão. 

Assassinato no Porto Meira
O caso parou o bairro, que apesar das regras de combate ao Coronavírus, recebe muita gente para um lado e outro, ao longo do dia. Por lá, o movimento tem ares de normalidade. Para se ter ideia, um rapaz foi executado no semáforo, aliás, um ponto cego onde abordagens de ladrões são frequentes. E isso aconteceu já no período noturno. Ainda não se sabe o motivo da execução de Leandro de Oliveira. A polícia trabalha com várias possibilidades, mas eis a pergunta: porque lojas na localidade, ainda estavam abertas, além do horário?   

Os caras de pau
Corvo, não adianta, há muitas pessoas caminhando sem máscara. Para constatar, basta dar uma espiadela na Avenida das Cataratas. Porque a prefeitura não faz uma fiscalização lá? Ou será, que nós cidadãos, cumpridores da Lei, vamos precisar fazer o serviço do poder público, repreendendo quem não cumpre a lei? É chato a gente se aparamentar todo, e outras pessoas não? 
Laerte F. Jung Moreira 

O Corvo responde: todo cidadão tem o direito de agir em caso de necessidade. Em alguns casos, não se deve prevaricar, ou “deixar para lá”, como se diz no popular. No combate ao covid-19, toda orientação possível ajuda e as pessoas não devem se intimidar em alertar outras. Dependendo a situação, é dever do cidadão informar a ocorrência às autoridades. De fato, muita gente desrespeita a Lei e ainda faz cara ironia para quem cumpre a Lei. 
 
Paraguaios barrando
Pobres dos cidadãos paraguaios que passam necessidade e frio na Ponte da Amizade. E o governo do país vizinho, divulga que fiscaliza a fronteira, para evitar o ingresso de estrangeiros e contaminados. Puxa vida, parece filme de ficção? O que o Paraguai deveria fazer, era fiscalizar a travessia de mão de obra ilegal, que acontece aos montes todos os dias.

A fome
Os prefeitos de CDE, Puerto Franco, Hernandárias e adjacências estão apavorados com a situação que está se formando em muitas localidades. Há pessoas em estado de inanição por falta de comida. Muitas crianças voltaram a mendigar pelas ruas, abordando os moradores em busca de alimentos. É de cortar o coração. 

Frota mínima
A pendenga do Transporte Público de Foz perdura e deve atravessar a pandemia. Será que não é possível governo e empresários resolverem isso de uma maneira menos latente e, aproveitarem para suprir a população com o transporte, um direito que é constitucional? 

Retomada do Turismo
Taí algo que incomoda e tira o sono de muita gente: o setor de Turismo. Algumas empresas estão anunciando o fim das atividades e isso acontece até em concessionárias dos atrativos. Alguém ligou para o Corvo para avisar que foi demitido e os demais colegas também. Isso tem ocorrido a todo momento na cidade. 

Parque das Aves
Embora a visitação, e, o faturamento, era difícil equilibrar os custos de manutenção do Parque das Aves. Contaram para este Corvo, que a situação por lá anda muito crítica e isso coloca em risco as espécies mantidas pelo refúgio. Trata-se de um dos nossos principais atrativos e de alguma maneira, temos que nos unir e ajudar. 

Dia das Mães
A edição desta sexta-feira é conjugada ao final de semana. Domingo celebraremos o Dia das Mães e muita gente não sabe ao certo como será, passar a data longe da mamãe, sem levar um presentinho e dar um chamego. Que situação. Mas as mães são compreensivas e entenderão. Uma flor, uma lembrancinha, qualquer coisa deixa uma mão feliz. Feliz dia à todas as mamães da cidade!
Charge do corvo 1
 

Moro pode se complicar

As declarações do ex-ministro e ex-juiz à Polícia Federal não acrescentaram quase nada, além daquilo que ele disse quando deixou o Ministério. Quem conhece da matéria acredita que há muita fragilidade de informações e que Moro, pode acabar respondendo por Denunciação Caluniosa. Se isso acontecer, provavelmente haverá muita crise de consciência, porque não faltaram conselhos para o homem continuar na magistratura e não aceitar o convite do presidente Bolsonaro.

Cala a boca!
Corvo, esse presidente é muito macho mesmo... com ele repórter não se cria. O homem manda calar a boca no ato! Antes essa rataiada deitava e rolava, mas parece que isso já era. Enfim, vamos voltar ao tempo do respeito e poder voltar a dizer: "você sabe com quem está falando?".
P.F.B (O leitor pediu para não publicar o nome)

O Corvo publica tudo o que enviam, mesmo notas assim, completamente fora da órbita razoável da convivência. "Cala a boca", é uma expressão muito dura em qualquer situação. Nem os pais dizem isso aos filhos. Com atitudes assim, Bolsonaro vai desencadeando uma onda de ranço e isso só aumenta a zona de atrito. A vida não é como numa brincadeira de criança, do tipo "siga o líder". Os simpatizantes seguem fervorosamente o ídolo e não se dão conta das consequências. E "rataiada", prezado leitor, é o ambiente de idiotas e pessoas que não sabem o peso da arbitrariedade, onde não vale a lei e nem a Justiça. O cidadão precisa fazer valer os seus direitos, mas sem sobrepor a Lei ou atacar os princípios da liberdade. Do jeito que vai, o Brasil corre o risco de se transformar na Gotham City, governada pelo Coringa.   

Particularmente
Este colunista tem um jeito bem diferente de encarar a situação, olhando para todos os lados. Difícil é suportar agressões e radicalismos. O caso é que ninguém contava com essa covid-19 atropelando o mundo. Bolsonaro atua como sempre anunciou, na direita-radical; por isso age desta forma, o que é bem característico dos líderes autoritários. Quem tem cabeça, supera esse ódio com um pé nas costas, é só não dar bola para ele. Nosso ilustre presidente sabe que isso tem limite e descobriu que não poderá contar com as Forças Armadas em caso de um enfrentamento políticos mais arrojado. O Congresso por sua vez, demonstrou não dar muita bola para os arranca-rabos, porque os membros se dividem entre o ideológico e os benefícios governamentais; o STF vai trabalhar os processos que lá chegarem, independentemente da pressão da imprensa, ofendida com o jogo de palavras. No meio dessa rebordosa, mais de 8 mil brasileiros foram morar no além e outros milhares enfrentarão o mesmo destino. Quem dorme com isso? Se Bolsonaro maneirar, desmontará a discussão e é isso que deveria fazer. O coronavírus, deveria ser o único inimigo do governo pelo momento. A história nos ensinou, que em tempos de guerra o ideal é não abrir muitas frentes de combate. Quem fez isso acabou de quatro. 

A imagem
O fato é que Bolsonaro, em momento assim, poderia se converter no maior líder político da história, mas preferiu agir diferente, se preocupando com os processos que afetam a sua família. Escolheu errado. Enquanto o Brasil demonstra seu poderio empresarial e financeiro, na luta contra uma pandemia, o governo perde tempo com picuinhas. É difícil saber se ainda há tempo para retroceder; em tese, bastaria o presidente seguir adiante e não parar no portão da sua casa, para ofender e ser ofendido; deveria contemporizar e não radicalizar, diminuir a zona de atrito, e, não aumentar. Entrou no jogo do desgaste, um lugar muito difícil de sair. 

Radicalismo
Francamente, é muito difícil discernir qual é o ser humano pior: o radical de esquerda, que vilipendia o bem público, reclamando terra que não sabe usar e por isso vai vendê-la depois, que culpa o imperialismo capitalista, sem saber o que é; que venera Che Guevara sem saber quem foi, ou o radical de direita, que ergue bandeira de outros países, clama o autoritarismo, prefere a censura e chama servidores públicos de fedidos, porque protestam por mais segurança. Nos dois casos, há um enorme desrespeito pela Constituição e um excesso de confiança abaixo, da linha da imbecilidade. Francamente as brigas de torcidas conseguem ser menos vexaminosas.   

Interferência
O Brasil lida com este dilema: quem manda? O executivo tem sido questionado em nomeações, atos e providências que antes eram normais. O presidente tinha o poder de escolha, sem tantas encrencas. O que será que mudou? Em verdade um está interferindo na vida do outro. Vai ver é síndrome de pandemia. 

Caso da canoa
As informações são obscuras. Parece haver um jogo de empurra entre brasileiros e paraguaios nas redes sociais. Segundo uma fonte, haveria mais gente na embarcação naufragada. O número divulgado, 12 pessoas, seria a capacidade de transporte da embarcação, mas haveria o dobro de "passageiros". 

Controvérsia 
O acidente no Rio Paraná ocorreu por volta das 19h30, ou um pouco mais tarde, com tolerância máxima de 30 minutos. Estava escuro, portanto. Segundo uma testemunha, que estava na canoa, o "transporte" tombou em razão de marola, causada por uma lancha grande. Há quem garanta que foi um barco da marinha paraguaia. 

Quem foi?
Após o acidente, espalharam que ele foi causado por uma lancha da Polícia Federal brasileira, mas publicaram desmentido em nota. Acontece, que segundo informações, o presidente do Paraguai visitou a base naval de CDE naquele mesmo dia e disse que as travessias eram intoleráveis. De qualquer forma, é difícil acreditar que uma embarcação oficial, causaria danos em gente de seu país. Independentemente de brasileiros ou paraguaios, seria difícil imaginar que um barco pequeno estaria fazendo travessia. O que houve, certamente, foi um acidente. O estranho é ninguém assumir.  

La nave vá
Não é a primeira vez que ocorre acidente, naufrágio e afogamentos no Rio Paraná devido a imprudência. E fatos lamentáveis assim dificilmente deixarão de ocorrer, porque é muito difícil fiscalizar. Combater o contrabando e a travesso ilegal é uma meta das autoridades. Bom, não será de estranham caso descubram submarinos levando gente, como já aconteceu no contrabando de cigarros. 

Teimosia
Corvo, é difícil os idosos entenderem que fazem parte da faixa de risco. Não precisamos ver televisão para saber disso. Em Foz do Iguaçu há uma porção de vovôs e vovós zanzando por todos os lados. Basta ir ao supermercado para ver que isso acontece sem muita cerimônia. Quando será, vão levar o coronavírus à sério? 
Marlene J. Lantes

O Corvo responde: isso é verdade, mas o fato é que os idosos lidam ao seu modo, porque não sabem usar, por exemplo, um celular para o pagamento de uma conta; não possuem hábito na utilização de serviços de entrega e, sem a ajuda dos filhos ou pessoas próximas, simplesmente levam a vida normalmente, mas isso é por necessidade.  

Gripezinha
Impressionante não é Corvo, as pessoas falam as coisas e não sabem direito o que dizem. Basta alguém morrer, que logo aparece um parente lamentando e dizendo para as pessoas se cuidarem, porque o covid-19 não é uma "gripezinha", um "resfriadinho". Será que não há outra maneira de recomendarem as precauções? 
Paulo R. Simão

O Corvo responde: primeiramente devemos respeitar a dor de quem perde um parente, e como diria o Odorico Paraguaçu, "segundamente", dizem isso, rebatendo o pouco caso que o presidente Bolsonaro fez, perante a pandemia. É para ver o risco que há em se abrir a boca publicamente, sem antes pensar. O fato é que o coronavírus ou Covod-19 é mortal, em quem possui males pré-existentes ou em quem não possui absolutamente nada. Morrem idosos, jovens e até crianças. O certo é manter as regras de isolamento, distanciamento social e atender as recomendações da ciência. 

CPI da Saúde
O pau vai torar quando começarem a discutir para valer muitos dos assuntos que envolvem denúncias em épocas de pandemia. Na sessão do ontem a vereadora Anice Gazzaoui disse que vai à Justiça denunciar retaliações que "irá sofrer", ao encabeçar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar possíveis irregularidades nos gastos da Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu. Se a vereadora prevê o futuro, podia passar os números da mega-sena para o Corvo.

Resistência
As pessoas estão começando a levar mais à sério a necessidade de usar máscaras, luvas, álcool em gel e o que mais é indicado para se proteger dos covid-19; mas há quem não tenha assimilado as mensagens e acaba batendo boca até com a polícia. De outra maneira, muitos profissionais na área da construção civil, trabalham em locais abertos e não atendem as recomendações. O Corvo soube de uma vistoria em obra, onde as máscaras foram distribuídas, mas no dia seguinte ninguém mais às usava. Em alguns comércios, os proprietários não se importam em atender pessoas desprotegidas e isso também acontecem em ônibus. Neste caso, o Corvo vai fazer uma pausa para publicar uma foto postada nas redes sociais. Tem gente usando a máscara errada. 

Bandeiras

Corvo, eu não sou um fanático pela política e também não quero polemizar, mas acho estranho um presidente andar por aí, carregando bandeiras de outros países. Muita gente não entendeu as bandeiras dos Estados Unidos e Israel na manifestação em Brasília, no domingo.
P.J.H (O leitor pediu para não ter o nome divulgado)

O Corvo responde: prezado, não era o presidente que carregava as bandeiras e sim, possivelmente, algum de seus apoiadores. Mas não é segredo que Bolsonaro cultua uma admiração muito grande pelos dois países. Nicolás Maduro, por exemplo, a exemplo de seu falecido ídolo, Hugo Chávez, vive acenando com bandeiras de Cuba. 

Militares explicam
O Ministro da Defesa assinou nota em defesa da democracia. Até o Corvo ficou surpreso, porque não se esperava uma manifestação das Forças Armadas tão cedo. No mundo atual, não parece ser bom para a imagem, a pecha autocrática. Democracia ainda é a melhor saída. 

Dona Regina
Após a saída de Sérgio Moro, abrem-se os guichês de apostas sobre a permanência ou não da atriz Regina Duarte à frente da Secretaria Nacional de Cultura, órgão que é subordinado ao Ministério do Turismo. A volta do maestro que distorceu as palavras de John Lennon causou dor de barriga na ala que ainda acredita que algo de bom acontecerá nas artes, neste governo. O problema com Regina é a outra ala, a que manda na ideologia do governo.   

Pelo Rio Paraná
O Corvo recebeu uma informação detalhada de como funciona o transporte clandestino pelo Rio Paraná. Se as autoridades paraguaias se espertarem, essa modalidade acabará e vidas não serão desperdiçadas na correnteza, como pode ter ocorrido na última segunda-feira. 

Vigília
O "serviço" de travessia possui duas linhas, uma que sai de Remansito e outra mais adiante, quase na fronteira com a Argentina. Os responsáveis por essa atividade ilegal, controlam a movimentação das autoridades brasileiras no leito do rio. Por meio de binóculos, eles controlam a navegação das lanchas da Polícia Federal e Marinha. Essa vigília, aliás, é comum, porque é praticada nas ações de contrabando. Segundo um informante, os "donos" das travessias controlam o tempo ao logo da margem, com precisão, ou seja, quantos minutos uma lancha da polícia leva até percorrer o trecho. 

Ilegais
A ilegalidade é praticada pela sobrevivência, contou uma testemunha. "Com a pandemia, muitas famílias paraguaias atravessam grandes dificuldades, passam fome, sendo assim, hoje em dia, atravessam gente no lugar de pneus e outro tipo de contrabando. Dá mais dinheiro até", revelou um barqueiro. Imagina? 

Horários
Os barcos saem em torno das 6hs da manhã, quando ainda está escuro e retornam à noite. Raramente fazem operações à luz do dia, revelou a fonte (que suplicou para não ser identificada). 

Bagunça
Semana passada, o Corvo recebeu uma denúncia e só não publicou devido a necessidade de checar o assunto de perto. Segundo uma leitora, há uma obra ao lado de sua casa e lá trabalhariam paraguaios. "Eles ficam o dia todo falando igual papagaios e colocam o volume da música no último", revelou. E o Corvo ficou pensando: como os paraguaios estão trabalhando nas obras, se aponte está fechada? Foi aí que começou a se desenrolar o caso das travessias clandestinas. 

Acidente
Até onde se sabe, ainda há muito mistério no tal "naufrágio", ocorrido na noite da segunda-feira. A suposta colisão teria ocorrido por volta das 19 horas, mas a marinha só foi acionada próximo das 22 horas. Nesse espaço de tempo, os organizadores da travessia tentavam por tudo, socorrer quatro pessoas, das 12 que estavam no barco. Quando a situação "enfeiou", é que resolveram pedir socorro. Isso dá para medir a irresponsabilidade dessa gente. 

Mulheres e crianças
Mais a fundo, foi possível descobrir, que as pessoas que usam esse "serviço de travessia", são operários de pequenas obras na construção civil e até domésticas. Em muitos casos elas levam os filhos junto, o que é algo muito temerário, uma vez que a travessia clandestina é totalmente desprovida de segurança, sem uso de salva-vidas e superlotação dos pequenos barcos. 

Rio baixo
"Atravessar é uma aventura para algumas pessoas, principalmente idosos e grávidas. Com o leito do rio muito baixo, as pessoas precisam escalar paredões de pedras, muitas pontiagudas, é normal ver gente se ralando e se machucando seriamente, mas o que se pode fazer, se essas pessoas precisam trabalhar?", completou a fonte ao Corvo.       

Desafio
Esse enfrentamento da legislação, burlando a fronteira, é um caso muito sério. O presidente do Paraguai esteve visitando a fronteira e poderia muito bem ordenar uma fiscalização mais ostensiva nas barrancas do Paraná, acabando com essas milícias de transporte de mercadorias e pessoas. Por outro lado, é triste saber o que esses paraguaios enfrentam, pela sobrevivência. 

Crueldade
A mão de obra paraguaia é contratada por valores bem inferiores aos padrões brasileiros, o que configuraria uma espécie de escravidão e tráfico de pessoas. Quem paga por essa mão de obra e tira vantagem dos trabalhadores, deveria responder na Justiça. É duro imaginar que não encontram atividades laborais em terras paraguaias, mas é justo que ocupem lugar de brasileiros?  
 

O que se passa Corvo?

Prezado, sei que você responde "cartas" dos leitores, mas desta vez, vou pedir uma análise mais aprofundada do tudo o que está havendo no Brasil. Será que posso contar com isso honrado colunista? 
Jardel V. R. Mendonça

O Corvo responde: alguns leitores estão louquinhos para ver este Corvo se complicar, por meio da opinião. Mas isso não acontecerá, porque o Corvo é precavido e sabe analisar, sem ferir suscetibilidades. O que é verdade, indiferentemente do ponto de vista, prospera e satisfaz o formador de opinião. O que vemos é um Brasil dividido e ferido pela pandemia. Mas o mundo está atravessando situação semelhante.  

Inquietação
A verdade é que está difícil segurar esse formigueiro que há dentro do presidente Bolsonaro. Tudo nos leva a crer que ele quer mesmo uma crise institucional. Vai lá entender uma estratégia dessas? E muita gente se pergunta: o que acontecerá, caso esse barril explodir para valer? Na cabeça deste colunista há três variáveis e nenhuma é boa, no momento em que vivemos. Mas como o Brasil é sempre surpreendente, tudo é possível.

Limite
Em suas declarações, diga-se, em nada oficiais, Bolsonaro disse que chegou "ao limite". As interpretações são muitas e vão do inconformismo, com as "canetadas do STF", às críticas dos veículos de comunicações, algumas das quais, muito mordazes. Isso tira qualquer pessoa do sério, ainda mais alguém como o Bolsonaro e seu perfil de extrema-direita. Certamente algo vai acontecer, mas não como imaginam os seus mais fervorosos seguidores. Bolsonaro ataca, mas recua, dependendo o impacto de suas ações. Ele faz o jogo da distensão, puxa o elástico até perto do rompimento, mas não deixa ele arrebentar. 

A crise
Ela ainda não há. Existe um destempero, um esboço, e por enquanto, não passa disso. Dificilmente há clima para uma intervenção do tipo "fechamento do Congresso" e menos ainda essa troca de olhares fervorosos com a Corte Suprema. Legislativo e Judiciário formam, com o Executivo, o tripé democrático e nada vai funcionar sem um, ou outro. Qualquer rompimento, hoje, está mais para o resultado de uma anarquia, do que outra situação. Perguntem ao sociólogo e professor Afonso de Oliveira, se não é assim.  

As variáveis
Atender aos manifestantes será a mais improvável das ações. Fustigar ministros do Supremo dá no mesmo que pedir a judicialização na nação, porque é provável que nesta queda de braço, as decisões lá sejam desfavoráveis ao governo. Não quer dizer que os ministros serão parciais, ou incorretos nas demandas; elas resultarão sim, em analises criteriosas. Isso por si, já complica. 

"Apoio dos militares"
Esse tipo de afirmação, dificilmente saberemos se é verdadeira, ou, até que ponto os generais concordam com ela? Se negarem, desautorizarão o presidente. O que pode haver é conversarem com o homem mais de frente, como aliás, tem ocorrido, segundo informações. Bolsonaro está promovendo a troca de comandantes. É preciso calma em momento assim. Os militares conhecem o custo de uma revolução e o quanto é difícil sustentá-la. 

O Centrão
Por sua vez, Bolsonaro não vai nunquinha da vida contra o Congresso, porque é lá que a coisa poderá "enfeiar" de vez. Ele prefere alimentar a sua criação de tubarões e convenhamos, precisa se cuidar para não cair no tanque de engorda; os bichos batem a mandíbula independentemente quem esteja na água. O que o presidente irá fazer e já está fazendo, é jogar politicamente com o tal "centrão" com cargos em troca de apoio. E isso funciona. Como exemplo, o "centrão", por meio da indiferença, esfriou os acontecimentos de domingo. Rodrigo Maia e David Alcolumbre sabem bem o por que há nesse agrupamento de parlamentares.    

"Maluco infiltrado"
Foi assim que o presidente Bolsonaro atribuiu a responsabilidade à surra que jornalistas levaram ao cobrir a manifestação de domingo. E bem no Dia Mundial da Liberdade de Expressão! Bom, no caso, foram vários "malucos", porque jornalista, fotógrafo e motorista do Estadão, foram cercados por muitas pessoas. Caso isso não ocorresse, o fim de semana seria bem mais tranquilo no campo da política e das manifestações.     
Infiltração
Interessante é ver numa manifestação brasileira, bandeiras de Israel e Estados Unidos. Isso sim é uma infiltração, como ocorria no passado, quando tremulavam os estandartes de Cuba e da inexistente União Soviética, simbolizada na foice e martelo. Numa terceira vertente, surgiam as bandeiras do Corinthians, Palmeiras, Flamengo. O caso é que nunca escapamos de uma coisa ou outra.

Enquanto isso...
...o coronavírus come o couro dos brasileiros. Não há mais espaço nas UTIs das grandes cidades e nem para a abertura de túmulos, nos cemitérios. Que barbaridade. E assim, com toda essa distração, o Brasil vai escalando o paredão do número de contaminações e óbitos. É bom os políticos estarem atentos, porque essa conta pode sair bem salgada no futuro. 

Declarações de Moro
Até o fechamento desta coluna, não havia vazado o teor do encontro do ex-ministro Sérgio Moro com a Polícia Federal, na manhã do sábado. A oitiva parece chaveada em cofre turco, com ferrolho travado. Segundo uma fonte, se algo vazar, vão para cima de uma seleta lista de quem presenciou ou de certa forma acompanhou o evento. Havia sim especulações, mas nada de novo além do que já sabemos, gravações em celulares, etc. Quem diria, de super-homem dos bolsonarista, Moro se converteu em vilão. Esse mundo dá mesmo voltas.

Gramadão
Do Brasil, para Foz do Iguaçu: alguém ligou para o Corvo informando que o Gramadão estava cheio de grupelhos de fumadores de narguilé no final de semana e isso tem ocorrido durante à noite, no decorrer da semana. Além do risco de contágio pelo covid-19, há quem dê um passo rumo às funerárias, porque esse tal de narguilé é um veneno! Se as casas de fumaça estão fechadas, não é justo transformarem as áreas públicas em ilhas de fumantes. Se fumam, não estão usando máscaras o que já é uma infração. 

Cadê as máscaras?
Não adianta, muitos iguaçuenses não estão dando bola para os alertas sanitários. Muitos andam livremente sem o uso de máscaras e isso parece até desafio às autoridades, que em contrapartida, nada fazem. Conversa não resolve, aplicar multa sim.    
 

Maio

Amanhã entraremos no mês de maio. Muitas pessoas enviam comunicações para este colunista relatando que o ano está voando, sobretudo em razão da pandemia. E está mesmo, a jato; os dias passam como se fossem horas e ainda não conseguimos ver a tão esperada luz no túnel. Pelo contrário, o Brasil se afunda em contaminações e mortes. Este colunista é o mais otimista entre os mortais, mas não pode tirar os pés do chão. Ligar o televisor está se tornando um processo difícil, sobretudo com a chuva de lamentações e imagens terríveis, da falta de preparo ao atendimento; o sacrifício dos médicos, enfermeiros, atendentes, motoristas de ambulâncias, o povo da linha de frente. É pior que uma guerra, porque em conflito armado, médios e enfermeiros não são atacados tão covardemente. No combate ao coronavírus, os soldados, a linha de frente, é formada pelos profissionais de saúde e o número de baixas parece ser acima da média. 

Morte e máscaras
No Paraná é obrigatório o uso de máscaras e muita gente ainda não entendeu isso. Há quem discuta e até brigue, como aconteceu em Curitiba, tragicamente. O fato é que as pessoas acreditam não precisar do aparato. Infelizmente muitos pensam assim, ignorando o potencial de contaminação do covid-19. Quem não se protege, fatalmente corre o risco de parar na fila dos hospitais e do jeito que vai, logo não haverá vagas, a exemplo do que acontece em muitas cidades. 

Raiva que dá
E a gente se aparamenta para sair de casa. Este Corvo, por exemplo, além da máscara, usa luvas, carrega álcool em gel, lenços descartáveis, mantém distância, enfim, faz a lição de casa, no entanto, dá de cara com um grande número de pessoas que fazem tudo errado. Dá vontade de chamar a polícia! 

Mais que a China
Quem não liga para uma situação dessas? O Brasil está escalando a lista dos países mais afetados pelo covid-19. O tamanho dessa tragédia, é levar em conta, que a China possui cerca de 7 vezes mais habitantes que o Brasil e ficou para trás em número de mortos e infectados. 

E eu com isso? 
Francamente, senhor Corvo, é a frase que falta a gente ouvir do presidente: "o que eu tenho com isso?". Ou será que já não ouvimos? "E daí?", para muitos, beira o ápice da indiferença. #fechaABocaBolsonaro, e, governa. Que mania esse homem tem que arranjar atrito, immmmmmpressionanteeeeeeee!
Matheus Guilherme J. França

O Corvo responde: prezado leitor, como o presidente diz, "tudo é liberdade de expressão". Bom mesmo seria ele começar a avaliar se essa liberdade mexe com o eleitorado. Nunca, na história, tivemos alguém assim no comando da nação, que falasse pelos cotovelos, joelhos e outras partes do corpo, além da boca. Está mesmo na hora de passar um zíper na tramela. 

Alexandre Ramagem
Enviaram nota para este colunista, informando que o delegado Alexandre Ramagem trabalhou em Foz do Iguaçu. Isso não é verdade. Ele pode ter visitado a cidade, ou participado de alguma reunião, mas trabalhar, esquentando a cadeira na fronteira, ao que consta isso nunca aconteceu. E no mais, o Corvo não vai entrar na discussão sobre a qualidade do delegado, se ele é bom, competente, cumpridor de suas funções. Isso são outros quinhentos. Bom, ao que parece o xará Alexandre Moraes atrapalhou os planos do Ramagem, se bem que isso estava mais por conta do presidente Bolsonaro.  

André Almeida Mendonça
Segundo informaram ao Corvo, o novo ministro da Justiça é um cara muito competente, estudioso, conhecedor da matéria. Se comparado com Sérgio Moro, numa avaliação de currículo, por exemplo, Mendonça estaria muito à frente. E ao que indica, será ele o ministro "terrivelmente evangélico" que o Bolsonaro tanto quer no STF.

Estado laico
É no mínimo estranho uma exaltação assim, de haver um ministro "evangélico" ou católico, judeu, isso não deve influenciar as decisões, o que importa é o conhecimento legal. Não se escolhe pessoas para cargos públicos por causa da religião, time ao qual torce, isso não dá certo. 

Los amigos
Corvo, alguém acredita que um político não vai colocar conhecidos ou amigos do seu lado? Acorda Alice! É assim que funciona, quem chega ao poder, leva junto os correligionários, as composições e os amigos. Ninguém dá cargo à "desconhecido", porque isso é receita para levar bola nas costas. O cara vai com tudo buscar uma eleição, leva até facada e depois vai ficar longe dos conhecidos. Isso não existe. 
Flávio B. F. Braz 

O Corvo responde: o que está em discussão, é a independência das instituições, como é o caso da Polícia Federal. Sem interferência política, há mais justiça. E há o ditado, "quem não deve, não teme". Delegados, diretores da PF, cresceram na instituição pela carreira e é por isso que ela funciona.    

Tudo suspenso
As pontes continuarão fechadas, até porque argentinos e paraguaios temem o que pode ocorrer no Brasil. Aparentemente a situação está sob controle nos dois países. Argentina, Paraguai, Uruguai, se somarem os mortos pelo covid-19, não ultrapassam as mortes de um único dia, no Brasil. Que diferença. 

Atividades caseiras
Fazer pão não está sendo o único aprendizado de quarentena. Há marmanjo brigando com as agulhas de tricô, máquina de costura e afazeres inimagináveis, como assentar tijolos no fundo do quintal.  Há sempre espaço para aprender!

O que será, que será?
Se alguém aparecer fazendo previsões sobre o resultado do covid-19, desconfie. Depois das declarações do Ministro da Saúde, informando que a situação é "delicada", as projeções não são em nada boas. O Corvo não é arauto da desgraça, apenas conhece um pouco a vida e o jeito dos brasileiros. Que barbaridade.  

Puerto Iguazú agoniza
Nossos vizinhos experimentam ou pouco de como é viver sem os brasileiros. No entanto, a saudade do bife de chourizo anda matando mais gente que o covid-19 em Foz. E é o tipo de situação que os donos de restaurante daqui não podem comemorar; todos amargam a falta de comensais. 

Ciudad del Este se organiza
Pior a situação impossível, mas acreditem, os paraguaios aproveitam o fechamento da fronteira, organizando os negócios. Sabem que quando ela abrir, será necessário oferecer demanda de produtos. Alguém contou para o Corvo, que haverá uma mega liquidação em CDE. 
 
Feirinha desancada
O movimento nas feirinhas da cidade não é muito diferente de outros tempos. O que não há, é uma variedade interessante de produtos. Pode ser, por isso, alguns quiosques nem abriram. 

Padarias em baixa
O ramo do panifício anda arisco. Os padeiros não estão gostando da concorrência, afinal de contas, fazer pão virou uma mania nacional. Até o Corvo aprendeu a sovar a massa.

Seriedade

Prezado colunista sempre ensaiei para lhe escrever e acabei desistindo, mas desta vez fui em frente, pois considero a causa nobre. Como paranaense, faço questão de externar e dar o meu testemunho ao trabalho dos deputados, em especial o Hussein Bakri e o que está fazendo o nosso governador Carlos Ratinho Massa. É na crise que a gente vê o valor das pessoas, o caráter e a dedicação para com a população. Nunca, na história, tivemos uma atenção tão grande. Isso nos conforta, porque em geral, os governos se esquivam; a arrecadação caiu, o aperto deve ser geral, inclusive para manter o funcionalismo, no entanto, nos oferecem guarida, um abrigo na tempestade. Que diferençaa dessa gente com um passado meio que recente? E você me conhece, sabe que não sou adulador de políticos, pelo contrário, mas não deixaria de manifestar a opinião. Um dia Corvo, quero apertar as mãos dessas pessoas, porque são homens que nos causam orgulho.
Milton Botaro, 82 anos, aposentado 

O Corvo responde: prezado Milton, quanta honra! Este colunista sabe que o deputado Hussein Bakri, líder do Governo na ALEP, e, o governador Ratinho, recebem o GDia em Curitiba, e, leem esta humilde coluna, logo, o seu comentário merecerá a atenção de ambos. Agradecemos a sua leitura e ficamos felizes com a sua manifestação.  

Perguntas para não calar
Corvo, você sabe do meu apreço por você, sabe também que não sou de bajular ninguém, muito menos meus amigos. Mas quero expressar indignação e desapontamento com a reportagem da página 07 (28/04/2020) onde o Prefeito diz pagar em dia seus servidores. Leia-se com dinheiro público que eu, você e milhares de munícipes e empresas pagamos. Pode pagar, sem problemas, mas será que ele se deu conta que pode ofender 97% da população, entre eles os que estão nas filas mendigando para receber a ajuda de R$ 600, outros recebendo "marmitas solidárias, trabalhadores mandados embora, comerciantes fechando seus negócios definitivamente, outros sequer conseguem fechar por falta de recursos, e outras centenas de situações que necessitariam de muito espaço para relaciona-las. Tudo isso pelo exagero do isolamento que se impôs de forma desproporcional, por parte dos gestores públicos, das "autoridades" que tem a garantia de receberem seus salários, diga-se, pagos por nós! Pergunto: todos os funcionários estiveram trabalhando durante a Pandemia? Qual o número de servidores e o valor pago aos que estiveram trabalhando durante a Pandemia? Identificar os que não trabalharam e ficaram em casa (abaixo dos 60 anos); Quanto a Prefeitura recebeu ou ainda receberá dos governos do Estado e da União, para compensar os gastos com a Pandemia e a queda da arrecadação? Qual a previsão da Arrecadação para 2020 e 2021 diante do caos econômico que se instalou na cidade e no país por imposição dos gestores públicos que alarmaram o fim do mundo? São perguntas que todos estamos fazendo e queremos saber. 
P.F.F (O leitor pediu para não publicar seu nome). 

O Corvo publica a pergunta. Prezado, certamente o prefeito e seus assessores lerão as suas perguntas. Como a pandemia ainda está solta por aí, e não se sabe o que acontecerá ao certo, é possível que seus questionamentos não sejam algo simples de se resolver. Em todo o caso, o corvo atende aos interesses dos leitores. 

Seo Bolsonaro
Pois é seo Corvo, tenho lido as suas notas e sou testemunha que o senhor fica muito em cima do muro e dá lá os seus puxões de orelha no presidente de vez em quando. Se eu estivesse no lugar do Bolsonaro, deixava o povo trabalhar e iria mexer na equipe só depois das coisas voltarem ao normal. Mas vai lá saber o que há de verdades e mentiras no mundo de Oz. A gente só fica sabendo depois que as bombas estouram. O que você acha hein Corvo?
Paulo G. R. Magalddi

O Corvo responde: prezado mega empresário das peças automotivas, o corvo nunca "acha" absolutamente nada. Este atento colunista "pensa", "acredita", "medita", "imagina", o achismo não se encaixa bem, quando o assunto é sério e exige discernimento. O Corvo não fica em cima do muro, apenas não toma partido e se ocupa das notícias e o que é fato. Como diz o Luciano Huck, as respostas se dão por "conta e risco" dos coadjuvantes. O Corvo também acredita que mudanças abruptas não dão certo, mas vá lá saber o que há de traz dos montes? 

Pesquisas
Corvo, me diga, é certo isso, ficarem a todo momento realizando pesquisas colocando pilha na cabeça da população, a gente já não tem com o que se preocupar? A gente liga a televisão e só tem desgraça, encrenca política e pesquisas. Que maldição. Ante havia pelo menos um futebol pra quebrar o galho. Hoje não tem mais nada, nem novela! Acho que não deveriam ficar fazendo pesquisas e me corrija, se estamos em ano eleitoral, elas estão proibidas, certo? 
Maiara J. K. Lima

O corvo responde: errado! Pesquisas não são proibidas nem em anos eleitorais, nem em tempo algum. É proibido e é considerado crime, divulgar uma pesquisa sem registro no TSE e TRE. No mais, as pesquisas são elaboradas para avaliar questões nacionais e as eleições deste ano são municipais. Agora, se os resultados são verdadeiros, aí são outros quinhentos. 

Entretenimento
O Corvo está meio entediado de ver reprise de novelas. Essa pandemia está causando um nó na cabeça da gente. Para se ter ideia, a confusão é medonha, com os enredos se misturando porque os atores são praticamente os mesmos, ao longo da programação. O português Paulo Rocha, por exemplo, está em três novelas simultâneas, (Novo mundo, Totalmente de Mais e Fina Estampa), haja atuação! Vai pandemia, acaba, porque o Corvo quer ver futebol e tudo no que tem direito!

Até que enfim
Finalmente acabou o BBB Brasil! Ufa! Estava dando raiva ver o povo confinado na TV e a gente confinado do outro lado. Ai que inveja, porque na televisão, eles ganham uma boa grana, além dos prêmios; nós, só levamos fumo na quarentena.

Máscaras
As máscaras são obrigatórias mas se a política for repreender, puxar a orelha ou multar quem descumpre a Lei, vai fazer calo nos dedos dos policiais. Num passeio de final de tarde, este Corvo contou nada menos que 118 pessoas caminhando desmascaradas. Isso é um ultraje!    

Distanciamento
Corvo, porque será, não fizeram isso desde o início? Era só o povo usar máscara, passar gel nas mãos, andar longe uns dois metros dos outros e pronto, todo mundo estaria mais em paz e com algum no bolso, sem tanto desespero. Na próxima pandemia, a gente já sabe como fazer. 
Heriberto G. Aguiar

O Corvo responde: outra pandemia? Jesuiscristinho, toc...toc...toc... Mas francamente, se o mundo todo resolveu fechar para balanço, como a gente ia saber? Veja, caro leitor, não dá para vacilar e não sabemos ao certo se a flexibilização continuará. Os cientistas acreditam que haverá um grande número de infectados e o isolamento ainda é a solução. Tomara que não

Usar máscara
Corvo, sou um operário da construção civil e passou a fiscalização na obra. Disseram que temos que usar máscara. Até deram umas pra gente. Você já experimentou fazer algum tipo de trabalho usando um pano na cara? É sufocante, asfixiante. Deve fazer até mal à saúde, mas o que vamos fazer. A gente não quer pegar a doença, não acha? 
Mário L. José de Amato

O Corvo responde: prezado, é Lei, deve ser cumprida. E fique sabendo que em alguns países, trabalhadores de obras precisam obrigatoriamente usar capacete, óculos, luvas, proteções de couro pelo corpo e máscara. O brasileiro é que está acostumado a trabalhar igual índio na aldeia, quase pelado. Também pudera, com o calor que faz nesta terrinha abençoada? 

Imagem que ninguém quer
O que está acontecendo em algumas cidades parece filme de ficção, ou aquelas cenas dantescas, que tratores empurrando terra em valas comuns, em tempos genocidas. A pandemia está forçando a humanidade repensar uma porção de coisas, a começar pela cremação. Muitas cidades estão discutindo a construção de crematórios, porque simplesmente não há espaços para mais túmulos nos cemitérios.

 

A verdade

O covid-19 pegou o mundo despreparado. Isso é fato. Até hoje alguns países não dobraram o cume das contaminações e parece não haver dinheiro e recursos que vençam o triste episódio. O combate anda mais rápido onde há consciência e com isto, a população colabora. Achatou a curva, o governo que foi duro e mesmo assim, há muitas preocupações. Não se sabe ao certo se infectados e curados, desenvolvem a imunidade, ou estão suscetíveis à progressão da doença; não há medicamentos 100% confiáveis; os laboratórios estão longe de decifrar maneiras de proteger a população mundial. É um pesadelo!

A situação
No Brasil os números começaram a dobrar com velocidade e não se sabe ao certo, se há, ou se perderam o controle da situação. Estima-se que o número de infectados seja dez vezes maior que os dados epidemiológicos divulgados. Não parece ser um padrão de contágio brasileiro, cada portador, contamina em média outras 8 pessoas. Uma tragédia sem precedentes e em velocidade assim, não vai demorar até o atendimento colapsar, como acontece no Amazonas e outros estados mais afetados. As pessoas estão morrendo do lado de fora dos pronto-atendimentos e hospitais.  

Covid-19 ou reforma?
A situação do Brasil, enfim, não é em nada boa, se depender do alastramento do novo coronavírus. Não há governante que durma com barulho assim; em país algum do mundo, nos estados brasileiros e cidades, no entanto, o presidente Bolsonaro parece mais preocupado com a reforma ministerial. Não seria o caso, deixar isso para depois? Esse desvio de foco é péssimo para cidadão e muito ruim para o governo. Um monstro de sete cabeças à solta e o país dividido, fragmentado em badernas politiqueiras; em arruaças de ego, imagina?
 
Mudanças perigosas
Na pandemia incontrolada, em pouco mais de uma semana, Jair Bolsonaro arrancou do baralho, as duas cartas mais importantes e viveu a crise das substituições. Apanha na opinião pública de todos os lados, porque as pessoas em casa, possuem mais lastro para o discernimento; pensam mais, analisam e pesquisam os fatos. Ficam ligadas o tempo todo nas notícias e quase nenhuma é favorável ao governo. É preciso retomar o foco e isso quer dizer, se organizar para combater o covid-19; nada é mais importante.  

Opinião do Corvo
Este colunista responde aos leitores porque eles enviam comunicações querendo saber o que um inofensivo passarinho pensa sobre os ocorridos. Em verdade, a linha de pensamento não é simples, porque se divide em várias correntes. Mas, sobre as substituições ministeriais, é necessário fazer a análise: fora os ministros militares, porque possuem formação diferente dos carreiristas políticos, Moro, Mandetta, Onyx e Guedes, formavam uma espécie de sustentáculo, ou, serviam como os pés da mesa que suportava o governo. Sem Mandetta, em meio à crise do covid-19, e, Moro, o pilar da maior encrenca institucional enfrentada pelo presidente, o governo está apoiado numa mesa com um pé e meio. Isso porque Onyx já levou uma lambada e muita gente diz, que Guedes está se preparando para deixar o barco. É um panorama medonho.

Sem amigos
Vamos aprofundar o raciocínio: desde que assumiu, Bolsonaro desfez amizades importantes. Subiu a rampa com apoiadores importantes, como Luiz Henrique Mandetta, Sérgio Moro, Gustavo Bebianno (Falecido); Ricardo Vélez Rodríguez, Gustavo Canuto e os generais da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz e, Floriano Peixoto Vieira Neto que deixou o status de ministro para cuidar do Correios. Perdeu Joice Hasselmann e uma porção de deputados na encrenca do PSL; hoje só se vê, deputado coronel, deputado major, deputado tenente, descendo a lenha no governo. Os apoiadores xiitas odeiam comentários assim, mas eles são puramente analíticos e em acordo com a realidade. Comentar a crise, não é ofensa.

Números
Nesse embate público, devemos imaginar que muitas pessoas se posicionam ao lado dos dissidentes, mesmo eles pegando carona no então fenômeno Bolsonaro. Essa contabilidade ainda não é precisa, mas à cada escândalo e fato novo, que envolve o presidente, piora o rebuliço.     

Moro ou Bolsonaro?
Corvo estamos presenciando uma “seara” política, envolvendo o presidente e o agora ex-ministro Moro. Até ele se demitir, todos o tratavam como um homem até mais importante que o presidente, pois foi ele quem acabou com a raça do PT, na Lava Jato. Agora nos damos com esse dilema, em descobrir ou entender que está certo. Mas o ex-juiz está sendo defenestrado, sendo chamado de tudo e mais um pouco. Como o mundo dá voltas hein seo Corvo?
   
O Corvo responde:
o leitor quis dizer na “ceara” política. No caso, “Seara”, com “S”, é o nome de uma cidade no Oeste de Santa Catarina, onde há um grande frigorífico, que leva o mesmo nome; um dos maiores abatedouros e produtores de embutidos suínos do mundo.  Na ceara da política, os brasileiros estão divididos, mais até, que na separação da Joelma com o ximbinha. Separações assim são muito agravantes. Há quem até chore, como um vizinho do Corvo, que entrou em depressão quando soube da demissão do Mor
o. 

Moro surrado
O ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro é o exemplo de alvo genérico das fakes news. Apanhou doentiamente dos petistas, durante a Lava Jato e agora é surrado pelos bolsonaristas. Como ele mesmo diz, é experiente em levar pauladas nas redes sociais. Deve estar calejado. 

O futuro
O que será, fará o ex-juiz-ministro Sérgio Moro? Vai trabalhar no escritório de advocacia da patroa? Aceitará uma das tantas propostas que lhe já foram feitas, de trabalhar nos Estados? Ou ficará quietinho, esperando as eleições? Este Corvo nem sabe se ele aproveitou a janela e se filiou, mas ao que consta, está sem partido, logo, deverá permanecer assim por alguns meses. Em condições assim, não poderá se candidatar à vereador, prefeito ou vice de alguma cidade. O domicílio eleitoral de Moro é o Paraná. Pode vir pra cima do Ratinho, ou se somar a ele. O fato é que se popularidade valer, Bolsonaro criou um adversário forte.  

Mágoa
Moro deve estar contrariado, porque seus planos eram bem outros, ou, pelo menos ficar mais tempo no ministério, até surgir vaga no STF. Ele deixou de lado a carreira de magistrado, ao aceitar um cargo executivo. E estava no auge. Isso deve doer, o fato de deixar de ser um técnico para aspirar política. 

Guerra das fakes
As redes sociais estão beirando ao manicômio. Ainda há pessoas acusando os veículos sérios, de propagarem notícias falsas sobre a saída do Sérgio Moro. Em outras palavras, há quem ainda acredite que “isso é uma grande mentira, um complô para enganar o brasileiro”. O que dá na cabeça de um alienado escrever uma coisa dessas? Bom, se há gente teimando que o planeta Terra é plano igual a uma pizza, o que dizer do resto? 

Guerra contra as fakes
Pode ser, depois de tantas confusões e denúncias sobre a institucionalização das mentiras virtuais e eletrônicas, alguém faça alguma coisa para pelo menos, isso diminuir. É inadmissível aceitar que boa parte da população acredita nessas mentiradas. As investigações autorizadas pela Justiça talvez resultem em Leis, o que protegerá bem mais a sociedade e os atos públicos, porque são pagos por ela.   

Você sabe o que é fake news? 
O Corvo pergunta, porque em realidade, muita gente não sabe. Fake news não é somente aquilo espalhado maldosamente nas redes sociais; a deturpação da verdade em si, é notícia falsa. Há uma porção de pessoas produzindo mentiras a todo momento, forçando a barra para se tornem verdade; proclamam fatos inexistentes, situações sobre pessoas, pior, moldam o caráter de gente séria, como fossem aberrações sociais. O evento “fake news” é muito mais abrangente do que se imagina, sobretudo quando é patrocinado. 

Gabinetes
Esses agrupamentos de maléficos e malévolas cibernéticas não existem apenas em Brasília, supostamente no governo federal ou gabinetes de deputados. Eles estão espalhados pelo mundo e funcionam para valer em épocas eleitorais, com cifras milionárias movimentando bandidos cibernéticos e robôs. 

O conflito Joice 
A deputada federal é jornalista, ficou conhecida pela opinião contundente, ácida, pagou o preço, sendo afastada de veículos que no fim, passaram a sofrer a pressão dos governantes. Mas ao que se sabe, ela não vivia de notícia falsa, apesar da virulência. Joice Hasselmann, pelo contrário, é quem denuncia o emprego do dinheiro público nesse tipo de coisa.  

Ilusão
Voltando ao covid-19, existia lá uma esperança de Foz superar a crise sem óbitos, o que seria algo muito bom para a saúde política do governo. Mas não deu. O natural é esperar que no meio de uma situação assim, muita gente acabe sendo fatalmente atingida pela doença, como são os casos de óbitos por dengue e H1N1. Tomara a cidade não esteja nesses prognósticos velados, de haver bem mais casos do que se imagina. Por isso, o ideal é respeitar os alertas. 

Em casa
Não adianta, o melhor remédio ainda é o distanciamento social. Por isso, quem puder ficar em casa, que pregue as portas e jogue chave do carro no poço, porque ainda nem chegamos ao pior. Entendemos que o confinamento foi bom e por enquanto, permitir a flexibilidade possui amparo técnico. Este colunista espera que tudo se resolva o quanto antes. Aqui vai o recado: “isso vai passar, mas vamos cuidar, para não passar para outra”.