No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Rosnado

A menina Greta Thunberg mandou ver em cima dos líderes mundiais e, naturalmente, roubou a cena. Estava mais enfurecida que o boneco Chucky. Mas será que sensibilizou corações de pedra como o do Donald Trump e de outros preocupados com o desenvolvimento atropelando a natureza? Pensa, o Bolsonaro dando de cara com a criatura na ONU? 

Colar
E o presidente Bolsonaro passeou por Nova Iorque; comeu pizza usando um colar indígena. Foi um gesto elegante em defesa dos índios e das florestas brasileiras, mas uma colunista inglesa denunciou alegando que o artesanato era de dentes de onça. E se fosse? Os índios fazem colares com as presas das ossadas que encontram na floresta. Não agridem a fauna. 

Pegando fogo
Há incêndios por todas as partes, no Brasil, África, Indonésia, Austrália... Não vai demorar, teremos de usar máscaras para se proteger da fumaça. Como diz a Greta, caminhamos para a extinção. Que barbaridade.   

Tecnologia
Pode ser que muita gente ainda não tenha visto, ou conseguido vislumbrar, o que pode acontecer em Foz caso alguém puxe a ponta do novelo tecnológico. O pacote na área da inovação não é pequeno. Provavelmente, em razão disso, uma multinacional está visitando áreas no entorno do aeroporto, provavelmente para começar a incrementar a produção de uma linha de eletrônicos no Hemisfério Sul. Do Vale do Silício direto para Foz. 

Estalo
E tudo pode acontecer muito rápido, sobretudo se desanuviarem as lojas francas. O que está acontecendo não é muito diferente do ponto de fusão que causou a criação da Zona Franca de Manaus, numa época em que nem se sonhava com internet e outras tecnologias. Segundo o Corvo apurou, teremos novidades, e elas serão alvissareiras. 

Impossível
Como dizem, o "gás só acaba quando termina", e isso geralmente acontece ao girarem o botão do fogão. O problema é repor o botijão, beirando os R$ 100. A situação está mexendo com restaurantes, padarias, lanchonetes e com a hotelaria. Num restaurante, por exemplo, o gás já é, faz tempo, o item que mais inspira a alteração de preços do cardápio. Então vamos imaginar como deve sentir-se uma dona de casa que depende do salário mínimo?    

O que é pior? 
E como escapar dessa saia-justa? O gás está caro, mas a luz também. Aquecer alimentos por meio da eletricidade acaba saindo mais caro. Gás e eletricidade são uma dor de cabeça para o cidadão. Vai ver é por isso que há tanta gente catando pedaços de madeira no meio do mato. Não bastasse o ar seco, as pessoas estão apelando para fogão a lenha. 

Piedade
Corvo, olha só a situação: o mundo virado em brasa ardente e o vizinho mete fogo no mato, ao lado de casa! Pode isso? E se a gente for reclamar é pior, porque o homem é a ignorância em pessoa. Dá até medo de ligar para os bombeiros, porque estão muito ocupados com coisas mais graves. 
Pâmela Fernandes

O Corvo responde: prezada, se a situação for grave, você não terá outra alternativa. Chame os bombeiros. O que incomoda é a fumaça, ainda mais aos que possuem crianças. Esses dias o Corvo passou a manhã dando uma geral na casa, e não demorou ela estava coberta de ciscos por causa da iniciativa do vizinho em queimar as folhas do outro lado do muro. É um hábito cultural, antigo, e é difícil mudar a cabeça das pessoas.   

Marcação de votos
Alguns vereadores eram meninões quando houve um caso de marcação de votos na Câmara. O Marcelinho Moura, por exemplo, era cabeludo! Saiu a sentença em segunda instância, mas todos vão recorrer, e isso vai longe. Provavelmente estarão usando bengalas ao fim do processo.

Chico Candidato
Não faz muito tempo, o prefeito disse em entrevista que não está lá muito preocupado com as eleições. Para ele é cedo. Mas quem conhece os movimentos entende que já começaram a aquecer as baterias. Segundo contaram para este colunista, o governador está bem interessado em saber como isso será. O deputado Hussein Bakri está preparando-se para o exercício diplomático na pacificação do partido. 

Às moscas
Dizem que a Câmara Municipal se parece muito com um sarcófago em dias que não há sessão. Só circulam por lá as múmias pedintes. Considerando que há cinco encontros mensais, mais as "extraordinárias", o que os nobres representantes dos iguaçuenses fazem no resto do tempo? Uns visitam as bases, outros andam atrás do prefeito e há quem atue em seus negócios particulares, como é o caso do João Miranda, que ajuda a empacotar as compras no mercadinho da família, na Vila Yolanda. Diga-se, é uma atividade das mais nobres e que ele realiza com muito orgulho.

Composição 
Com a chegada dos vereadores que estavam no limbo da cassação, muita gente apostava que a oposição aumentaria. Acontece que nas conversas preliminares houve muita discussão, lavagem de roupa suja, e no fim das contas a maioria continua no apoio ao Palácio Cataratas. A prova disso é a presença permanente de antigos e conhecidos oposicionistas nas inaugurações e atos em que o Chico está presente. Vai ver a ficha caiu.

Pesquisa
O Corvo disse que ligou para algumas pessoas, no final de semana, para saber as condições de apoio ao prefeito. Por outro lado, alguém se preocupou em apurar isso a granel; um resultado mais amplo deve chegar ao conhecimento do povo, uma vez que andaram fazendo pesquisas. Foram consultados 2.675 iguaçuenses sobre os mais diversos assuntos, de 1º a 12 de setembro. Os apontamentos são surpreendentes. Até a coluna do Corvo aparece na avaliação entre os formadores de opinião!  

Ônibus com ar
Corvo, deixa eu entender: o Foztrans informou que a tarifa será reajustada, mas os ônibus com ar-condicionado terão incentivo por meio de isenção. Como será isso? Quem andar de ônibus com ar-condicionado vai pagar uma tarifa mais barata? Queria entender. Explique-nos, por favor. 
Gilvanei Firmino  

O Corvo responde: prezado, para informá-lo, este colunista pediu ajuda do Foztrans. Segundo o superintendente da autarquia, Fernando Maraninchi, não haverá aumento, e sim uma correção do valor da tarifa; a atualização, em geral, acontece todos os anos, no mês de setembro. Quando os ônibus com ar-condicionado passarem a circular, o cidadão pagará o mesmo valor das passagens recorrentes no município. Hoje a tarifa é R$ 3,75 — e o Consórcio Sorriso apresentou uma atualização no valor para R$ 4.

Fenômeno
Em Foz, com o advento do ar-condicionado nos ônibus, é bem possível que sobrem assentos em algumas linhas, porque o povo vai preferir pegar o "azulão-fresco". Mas há um pequeno problema, e o Corvo já vai avisando: a refrigeração pode não render, dependendo da quantidade de pessoas e paradas nos pontos. Em cada operação de abertura e fechamento de portas, o ar vai escapando. E quem está acostumado a andar com a janelinha aberta, pode começar a mudar de hábito. Em condições assim, será mais difícil suportar os odores dos passageiros, sobretudo quando alguém soltar um pum! Peido e ar refrigerado não combinam. 

Granadas
Corvo, você fez uma analogia entre o ato de arremessar celulares e granadas. As granadas, com o passar dos tempos, foram sendo criadas para facilitar o arremesso, como é o caso dos artefatos de bastão; são mais fáceis de jogar, mas não alcançam muita distância. Já os celulares são aparelhos achatados e que se desviam com o vento. Não dá para comparar uma coisa com outra. 
Agnaldo Santos

O Corvo responde: sim, caro leitor, não há comparação, mas veja, quem arremessa um celular a bem mais de 70 metros se daria bem com uma granada. É isso que o Corvo quis ilustrar por meio de humor comparativo. Aliás, o homem vive arremessando coisas, desde a sua existência. Nos primórdios, era uma maneira de competir com os animais, bem mais velozes e ágeis na concorrência pela caça.


 

​​​​​​​Fogueira

Dario Messer pode, sim, causar um estrago. Segundo as pessoas que conhecem o mercado do "dólar" na região de fronteira, e estão por dentro dos processos, muitos movimentos já se anteciparam. No rol de investigações do "máster doleiro", muita gente foi caindo pelo caminho e boa parte deve ter fechado acordo, o que certamente causará o maior duelo de dedos-duros da história. O perigo é a coisa acabar nos moldes "Chacrinha", mais para confundir do que explicar. 

Relação tormentosa
No âmbito das operações de câmbio, se alguém fosse riscar os nomes de envolvidos em problemas da lista de prestadores desse serviço, poucos ainda estariam ilesos, mas todos sabem que são investigados, até os mais decentes e corretos. A teia das operações financeiras é muito complexa e até quem faz a coisa certa corre o risco de acabar embaraçado. Logo, se Messer fizer delação, suas revelações apenas certificarão aquilo que a polícia está cansada de saber.   

Na política
Algumas reuniões, no final de semana, mexeram com o ânimo e o ego de vários políticos em Foz do Iguaçu. Surgiram boatos de todas as categorias, dos fuxicos à realidade. É assim que começa a costura pelas eleições do ano que vem. Vai se dar bem quem tiver o sangue de lagartixa. 

Duas faces
Pelo momento, há duas frente em ebulição. A que apoia o Chico Brasileiro e a que é contra ele. Nesse caso há uma situação pitoresca: quem quer atrapalhar a vida do Chico faz parte do seu partido, ou já fez, o que nos dá uma dimensão inédita no campo das composições. Quem vai querer somar com gente que rói corda porque quer a todo custo mandar, do tipo dono do campinho e da bola? 

Vermelho candidato? 
Até isso estão espalhando nas redes sociais. Mas este colunista nem precisa gastar celular para perguntar ao deputado se isso é verdade. Não é. Vermelho tem um projeto de vida; exatamente o que ele está fazendo. Não vai trocá-lo por saias-justas. Agora, acharem que o deputado vai ficar de fora das articulações, só se algum burro sair voando.

Consenso
O Corvo resolveu ocupar parte da manhã de domingo falando com algumas pessoas. Não foi assim uma pesquisa, mas deu para entender como o cenário se compõe. E 80% das pessoas consultadas acreditam que o Chico deve permanecer no cargo. Uma das razões é o fato de ele começar a trabalhar meio ano depois do prazo e até o momento ocupar boa parte do tempo (dois anos e meio) limpando a caixa de areia do Reni. Precisou respirar fundo, tapar o nariz, catar o que havia dentro e também recolher o que estava espalhado do lado de fora, administrativamente falando. Que situação, hein? E, diante do quadro, está saindo-se bem perante as pessoas com quem o Corvo conversou. 

20%
Quem acredita que Chico deve deixar a prefeitura não foi capaz de indicar um substituto. Nesse caso há uma vacância de ideias, do tipo: "Precisa ser alguém novo, que não esteja entre os nomes da política local". Que raios de opinião é essa de acharem que "alguém novo" vai resolver o problema da cidade? O último "alguém novo" que passou pela prefeitura foi justamente o Reni Pereira, e olha no que deu. Aliás, toda vez que aparecem com a ideia do "novo", acontece um treme-terra, como foi o caso de Harry Daijó. Veja, esse "novo" não faz referência ao partido político. 

Faísca 
O Corvo mencionou as reuniões do final de semana, mas precisa fazer justiça excluindo o encontro aos sábados na casa do Elson Marques, quando ocorre a cada 15 dias a tradicional feijoada. Se bem que muita coisa saiu de lá, mas em tom de brincadeira. O caso é que há quem leve isso a sério, do tipo acreditar em selfie depois de uma ou mais cervejas. O povo estava tão animado que o caminhão do distribuidor de bebidas precisou fazer hora extra!  

Sabadão
E no sábado passado a ocasião foi das mais inspiradoras, porque além da feijoada os comensais fizeram um pouco de tudo: declamaram, trovaram, cantaram, e o repertório foi elástico, da música caipira, de raiz, às trovas gauchescas, comemorando a Semana Farroupilha. O Elson teve, inclusive, de amansar a vizinhança lá pelas 19 horas. Por pouco o evento não se transformou numa feijoada rave. 

Todas as frentes
A casa do Elson é um território neutro e lá se encontram políticos de todas as alas, da situação à oposição. No sábado passado, encontraram-se para o feijão e arte ninguém menos que o deputado Vermelho, Paulo Mac Donald, Queiroga, Bibiana Orsi, Márcio Rosa, entre outros. E como a turma do Chico, frequentadora assídua, casualmente estava envolvida em outras frentes, houve quem acreditasse numa espécie de "intentona" contra o governo. Mas na real falaram de tudo, até de política, é claro, mas nada sobre sucessão.

Armistício
Quem vive uma boa fase é o ex-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi. Isso tem explicação: quando ele fica longe da política, os negócios empresariais decolam e, claro, isso o faz sorrir! Mas segundo este colunista soube, parece que está muito bem encaminhada uma conversa entre ele e o Chico Brasileiro, visando às eleições do ano que vem. Paulo não deve participar, mas estaria disposto a conversar caso fosse para tirar de vez a cidade da caixa de areia do Reni. 

Sonho de consumo
Política não é lá algo "consumível", mas, no coloquial, nove entre dez iguaçuenses sonham com a paz reinando na Terra das Cataratas, com todos unidos pelo bem maior da cidade, pelo menos por uns tempos, até o bonde subir de novo nos trilhos. 

Bendito cheque
O Vermelho é uma pessoa moderna, pensa diferente, mas como quase todos os políticos brasileiros acaba incorporando aquela pequena porcentagem folclórica, muito bem incorporada no estereótipo do personagem Odorico Paraguaçu. Foz não é tão provinciana como a lendária Sucupira, mas às vezes se assemelha devido aos atos simbólicos, como foi o caso do repasse de R$ 2,5 mi. Alguém mandou fazer um cheque gigante da Caixa Econômica Federal, nominal ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, como estivesse assinado pelo "deputado federal Vermelho". Isso deu o que falar nas redes sociais, afinal o repasse não foi uma premiação, tipo concurso de miss, cachorrinho mais bonito, ou para um vencedor de campeonato de várzea. O deputado, o prefeito e diretor da unidade hospitalar foram no embalo e posaram para as fotos sem imaginar o que renderia. Mas entre mortos e feridos salvaram-se todos, afinal de contas a intenção foi das melhores. E olha que teve gente segurando o tal cheque, como foi o caso de vereadores e do Jajá, representante do Comus e, nas horas vagas, organizador dos Pierrôs. 

Beni sem o cheque
O presidente da Câmara garantiu que repassará 500 mil integralmente para o Hospital Municipal, por meio de sua emenda impositiva deste ano, mas sem cheque gigante. Porém Beni declarou seu inconteste apoio ao Vermelho, a quem manifesta orgulho pela  representatividade.   

Chico e as pedaladas
Calma, o Corvo não se refere ao comportamento do prefeito frente ao orçamento, pelo menos até o momento. É que durante o passeio ciclístico de domingo muita gente passava pelo Chico e dizia: "Pedala, Chico"! Ele disse que gostou tanto do passeio que resolveu ir um dia ou outro trabalhar de bike. Tomara que não precise subir a Avenida Jorge Schimmelpfeng, no horário de pico, quando ônibus, automóveis e motos invadem a faixa dos ciclistas. Bom, em qualquer direção uma coisa é certa, o prefeito vai carregar a bike nas costas em algum momento, porque só há subidas até se chegar ao Palácio Cataratas. 
 
Arremesso de celulares
O evento foi mais uma vez realizado com galhardia, e não poderia ser diferente. O DGB de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, participou da premiação. Como militar, ele deve ter ficado muito impressionado com as marcas. A tenente Janaína Fagundes arremessou o celular a quase 38 metros, e o Franck Rodrigues superou a casa dos 76 metros. Se no lugar de um aparelho celular, eles jogassem uma granada, não fariam feio num pentatlo militar. O recorde masculino, por exemplo, é de 83 metros! Considerando que celulares e granadas explodem, o negócio é jogar bem longe mesmo. Granadas são mais pesadas e possuem formas aerodinâmicas bem mais eficientes. 

Recorde
Dizem que o recorde de arremesso de celular é extraoficial, tanto na distância como na precisão. Mesmo assim existe a possibilidade de a marca ser oficializada, porque várias pessoas testemunharam a façanha. Aconteceu no Gramadão também. Uma comerciária deu um flagrante no maridão pegando um sol com a amante e acertou o celular bem no meio da cabeça dele, a uns 90 metros de distância. Por sorte pegou de prancha, porque se fosse de canto teria ocorrido uma tragédia!    

 

Esmolas não!
As peças gráficas da campanha "Dar esmolas não ajuda" são muito eficientes e corretas. Elas possuem um grande potencial de reconhecimento porque são de fácil leitura. Dar esmolas só piora o cenário. Entre os motes, a iniciativa da vereadora Inês Weizemann, com a Lei Municipal 4.770/2019, ajuda a impedir a exploração do trabalho infantil, reduzir a evasão escolar, sensibilizar as pessoas de que dar esmola não ajuda, e divulgar programas de acesso a projetos e benefícios da política de assistência social. O importante é a população fazer valer. 
 


 

Bolsonaro e a ONU

Senhor Corvo, tenho a expressar que a fala do presidente Jair Bolsonaro em Nova York, na abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 24, é possivelmente uma chance de ele reverter uma imagem, em certos aspectos, exagerada contra a sua figura. Tudo bem que ele e o seu clã não fazem muito esforço para mudar isso, pelo contrário, as gafes acontecem com o vento, porque se no Brasil não houvesse oposição e a pressão pelo contraditório, a população apenas diria que o presidente fala a verdade e se manifesta como o povo. Tomara que o seu discurso mostre que está preocupado com o país e não use aquela tribuna para desafiar ainda mais o mundo.
Rômulo Figueiras

Por que o Brasil?
Corvo, os chefes de Estado brasileiros são uns sortudos ao abrirem as conferências da ONU, não acha? Também é muita sorte o nome do nosso país começar com a letra "B". Ou isso não é por causa da ordem alfabética? Nunca entendi direito porque essa regalia, que deu espaço ao Lula e Dilma, por exemplo.
J Oliveira Dantas

O Corvo responde: prezado Rômulo, segundo os médicos, o presidente está em boas condições de saúde para ir à ONU, onde fará o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral. Ele deve estar bem focado no tema porque sabe que terá exposição mundial. Tomara que escute os assessores e se submeta ao texto, sem improvisos. O Brasil precisa mesmo dar um recado de acordo com as recentes posturas internacionais. Sobre o fato do nosso país abrir a Assembleia, isso não é em razão de "ordem alfabética", como questiona o leitor J Oliveira. Essa deferência não está escrita nas regras diplomáticas da ONU e acredita-se que seja pela influência de Oswaldo Aranha, figura muito influente na criação da Organização das Nações Unidas. Há várias teorias sobre o privilégio, mas a que se mantém é a da tradição histórica que se estabeleceu a partir da décima reunião da cúpula, em 1955. Primeiro fala o Brasil e depois os Estados Unidos. Há quem sustente que isso é uma compensação pelo fato de o Brasil não possuir um assento no Conselho de Segurança.    

Rodrigão
Corvo, eu assisti à entrevista do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao Pedro Bial. É um carinha muito esperto e vai longe na política. E tem um detalhe: ele é dono de si, sem precisar ficar passando a bandeja. Taí um nome de futuro na nossa política, hein Corvo?
Jaime Nascimento

O Corvo responde: certamente sim, mas ele precisará ganhar a simpatia de muitos brasileiros, porque o Rio de Janeiro não possui votos suficientes numa demanda eleitoral nacional. Em razão disso, especula-se que Maia poderá ser vice de João Doria num provável pleito presidencial. 

Falar em Doria...
...o governador de São Paulo fez tantas promessas nas últimas eleições que, segundo um cálculo, ele terá de cumprir uma a cada três dias para ficar de bem com os eleitores. 

Unila e as sedes
A entidade tenta a todo o custo baratear o custo, e uma saída é baixar o valor dos aluguéis. Construir anexos nas áreas próprias é outra alternativa. Se esse cenário perdurar, não vai demorar e a Unila gastará mais como inquilina do que com a construção do Complexo Niemeyer. 

Renovação
Corvo, o prefeito de CDE está fazendo a lição de casa. A força pública que controlava o trânsito, além de despreparada, fazia caixa 2 para a oposição, porque aquelas pessoas ocupavam os cargos para a "coleta" por meio da propina. Faz muito bem o Miguel Prieto. Pode crer que haverá mais justiça nas ruas. E aquilo que você escreveu, sobre a moeda chamada "jaguaretê", é verdade. Só errou na quantidade de onças. Em média, a mordida estava tabelada em R$ 200, ou seja, quatro "jaguaretês".
Raúl Messias Reffati

O Corvo responde: o Corvo soube que a prefeitura, além de afastar os agentes de trânsito, está levando adiante o resultado de várias investigações. Isso quer dizer que, além de perderem o cargo, alguns podem enfrentar a cadeia, que não é nada agradável no Paraguai.   

Cemitério do Parque
Corvo, tenho lido suas notas sobre o "cemitério perdido" na mata. Sabe por que chamam assim? É pelo fato de raramente ser visitado, e há uma razão para isso: é lá onde enterram os indigentes e pessoas que não podem pagar por um jazigo. E pensando bem, melhor lugar não há para o descanso eterno, onde há passarinhos cantando o dia todo, as onças passeiam na madrugada e não se escuta barulho de automóveis, para o delírio das almas. O problema é o defunto ter um osso arrancado por algum quati ou tatu, que fuça as sepulturas. 
Paulo Dario Benner

Bertoni
Pois então, Corvo, a discussão criada em sua página, sobre onde o corpo de Moisés Bertoni está enterrado, chamou a minha atenção. Penso que o equívoco está sendo cometido pela Wikipédia. Lá está escrito que "seus restos descansam em Puerto Bertoni, Paraguai, embaixo das grandes árvores, bem próximo do seu antigo local de trabalho". Penso que essa informação não confere com a realidade, porque ele e alguns de seus familiares estão enterrados num pequeno cemitério quase dentro do Parque Nacional do Iguaçu. É um fato recorrente entre os antigos da cidade. Falar nisso, Corvo, você conhece o Cemitério do Parque Nacional do Iguaçu? Será que ele ainda existe?
Manoel S V Silva

O Corvo responde: o cemitério existe sim e, segundo algumas pessoas, o corpo do cientista Bertoni está enterrado lá. A família Bertoni não era pequena, sendo assim ela teria sido separada, com pessoas enterradas no Paraguai, Brasil e na Argentina. Sobre o fato de enterrarem lá os indigentes, o Corvo está pesquisando. É um cemitério municipal onde há cerca de 600 jazigos. É provavelmente o cemitério mais antigo da cidade. Há uma polêmica sobre onde estão os restos mortais de Moisés Bertoni, e este colunista deve publicar documentos sobre isso. Várias fontes dão conta de que os túmulos estão no cemitério próximo ao parque. 
 

Muitas ideias
Ultimamente o que não faltam são ideias para a urbanização da invasão na área conhecida como Bubas. Como o local está para se tornar público, a prefeitura deve tomar providências, o que era impossível ao longo do imbróglio na Justiça, que durou décadas. Alguém corrigiu este colunista informando que o governo fez várias incursões sociais, para o alívio de muitas famílias. A mais nova sugestão é a construção de um grande conjunto de prédios de quatro andares, capazes de erradicar a falta de moradias em Foz. O problema é saber onde vão conseguir verba para um implemento desses.  

Escola sem Partido
Corvo, você não acha bom o projeto da Escola sem Partido? Seria uma solução para algumas barbaridades cometidas em sala de aula, onde os professores induzem os alunos, inclusive sobre as aptidões sexuais. Ai que saudade das aulas de OSPB! 
Neila Fagundes

O Corvo responde: prezada, aulas de Organização Social e Política Brasileira, o Corvo também teve. Aliás, os ensinamentos eram muito bons, porque, além do Hino Nacional e datas cívicas, permitiam o conhecimento dos deveres e direitos do cidadão. Nos Estados Unidos, as crianças estudam a Constituição, e cantar o hino faz parte do currículo. Mas este colunista acredita que em seu comentário a leitora fez uma mistura de alho com bugalho. Uma coisa é a doutrina partidária; e a outra, questões como igualdade de gênero. O Corvo acredita no professor e na liberdade em sala de aula, porque não se pode limitar toda uma categoria em razão de algumas manifestações. O professor é a figura mais importante na sociedade. E isso não é opinião apenas deste colunista. 

 

Chico esportivo
O prefeito Chico prestigiou o passeio ciclístico ocorrido nesse domingo. Como sabemos, políticos escolhem bem entre andar ou levar uma bicicleta, por isso é melhor ficar em cima das próprias pernas, para não correr risco. Chico andou de bicicleta e cumprimentou os participantes. No registro, Ana, Darley, Chico, Bernadete e Oswaldo.
 

Colorado
Que o Paquito Serrano é colorado, todo mundo sabe. Mas aqui eis uma prova dessa devoção, à beira do gramado, numa final do Inter. E olha a estica do Paquito; detalhe para as calças e o paletó. Chique no "úrtimo".

 

Vermelho em ação

O repasse de R$ 2,5 milhões ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck deixou muitos iguaçuenses felizes. No papel de deputado, coisa que Foz nem lembrava mais como acontecia, o Vermelho foi ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e deu uma beliscada na verba do programa de atenção à média e alta complexidade. E é verdade, além de cuidar da população de Foz e de mais nove municípios que compõem a Regional de Saúde, o Hospital Municipal atende turistas e brasileiros que moram no Paraguai; também recebe argentinos, diga-se. E o Vermelho está "escancarando" as portas do ministério, tanto que o ministro Mandetta não perde de vista a ideia de transformar o local em hospital-escola.

Chapa-branca? 
Ontem alguém ligou para o Corvo acusando o colunista de ser um "chapa-branca" do deputado Vermelho. Respeitamos o que dizem os leitores e pessoas que entram em contato, mas neste caso trata-se de alguém suspeito, cuja opinião não vai fazer diferença, porque está para lá de queimado na política. Para deputados que trabalham, a coluna é multicolorida, pois é uma maneira de incentivá-los e reconhecer o que estão fazendo. Já quem não faz nada não merece espaço e atenção. Vá que é sua, Vermelho!  

Superação
E quem diria, o Hospital Municipal é mais uma Fênix resultante do governo Reni Pereira. Surgiu das cinzas, como quase tudo na máquina pública. Mas a tempestade parece estar afastando-se com a recuperação dos serviços. E pensar que é um dos hospitais mais importantes da Região Oeste! 

Arroio Dourado
A prefeitura cumpre a exigência da Justiça para encontrar um local seguro às famílias que vivem no Arroio Dourado; elas vivem em cima do antigo lixão. A proposta está na Câmara desde março, e com os prazos regimentais esgotados. Independentemente da votação do projeto, até arranjarem outro local, as famílias habitarão o Arroio, onde há vazamento de gás por todos os lados. Dá para cozinhar com um cano enfiado no chão, tamanha a concentração de gases. Pensa o perigo? 

Solução urbana
Alguém ligou para o Corvo e pediu para não ser identificado, mas garantiu que se a área do Bubas for bem planejada e otimizada poderá abrigar muito mais pessoas. Pode estar aí a solução para os moradores do Arroio Dourado. O problema será os habitantes do Bubas aceitarem essa reurbanização da área. Terão de ceder um pouco. Há quem defenda a construção de moradias populares aos poucos. Mas como é uma discussão que está apenas no início, toda opinião ajuda. 

Chorume 
A prefeitura inaugurou a Estação de Tratamento de Chorume, no Aterro Sanitário, no Porto Belo. Olhando de cima, a área lembra muito uma barragem de rejeitos, tipo aquela que rompeu em Brumadinho. Foi publicarem a foto, que alguém já brincou de fazer alerta falso nas redes sociais. Mas como o assunto é sério e pode causar uma convulsão entre os moradores, a "broma" foi rapidamente deletada. Que sufoco isso, hein? 

O que é chorume? 
Houve uma discussão que se tornou pública esses dias. Uma autoridade chamou a outra de "lixo". E a resposta foi: "Se eu sou um lixo, você é o chorume". Que barbaridade! O chorume nada mais é que um efluente altamente poluente gerado pela degradação do lixo. É mais ou menos aquilo que o caminhão derrama enquanto faz a coleta. Tratar o chorume não é um processo fácil nem simples. Exige, sim, muitos cuidados. Diante disso, quando você ouvir falar que um indivíduo é um "chorume", pode acreditar que é alguém bem fedido mesmo. Bom, só falta algum chorume ambulante vestir a carapuça e questionar este colunista. O Corvo adora quando isso acontece!    

 

Homenagem
O deputado federal Paulo Eduardo Martins foi um dos 33 homenageados com a Ordem Municipal da Luz dos Pinhais de Curitiba. Além dele, personalidades como o ministro da Justiça, Sérgio Moro, estão entre os agraciados. A honraria, que foi criada pelo prefeito Rafael Greca (DEM), em agosto de 2018, consagra instituições e cidadãos — curitibanos de nascimento ou de adoção — que contribuem para o engrandecimento da cidade e o bem-estar de seus habitantes. Além disso, os homenageados precisam ter conduta ilibada. Eles recebem uma medalha, um diploma e a inscrição em um livro de registros. Paulo Eduardo Martins, que nasceu no interior de São Paulo, escolheu Curitiba como a sua cidade. "Foi no Paraná que construí minha carreira jornalística e venho construindo minha carreira política. Luto pelo país, mas, em especial, por este chão. Escolhi este estado e está capital para viver. Receber esta homenagem é motivo de muito orgulho para mim." A cerimônia de entrega da Ordem Municipal da Luz dos Pinhais aconteceu na última quinta-feira, 19, no Memorial de Curitiba. 

Semana Farroupilha
O Complexo Turístico Itaipu aderiu ao gauchesco, que, aliás, é de grande influência nesta região. Para quem não sabe, os nossos jornais são no formato tabloide devido à influência sulista. Quem fez o passeio na binacional viu tudo iluminado, com espetáculos de dança tradicional com a participação do CTG de Foz do Iguaçu. O acordeonista Tiago Rossato faz a gaita falar por meio do repertório, e a equipe do CTI aparece toda pilchada! Para quem não lembra, a "pilcha" já foi até o traje típico de Foz. O único probleminha, apenas um detalhe, é que os colorados consideraram que as cores homenageiam mais o Grêmio. 

Escola sem Partido
Taí uma situação que dá um nó na cabeça de muita gente. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou uma medida cuja intenção é suspender qualquer ato do poder público que autorize ou promova censura a professores no ambiente escolar. Raquel despediu-se do cargo. No pacote, claro, eis que surge um emissário submarino, emergido na Câmara e arquivado em maio deste ano. O projeto, em Foz, possui duas versões: um de 2014, apresentado pelo Queiroga, e que nem saiu da casca. Bucha pura! E o outro, de 2017, do lendário ex-vereador Dr. Brito. Entre outras, a Escola sem Partido reza a cartilha da moralidade nos atos públicos, o que não deu lá muito certo nas práticas do autor, que acabou preso, suspeito de praticar fraudes relacionadas à saúde. O naufrágio foi duplo, dele e do projeto. Se alguém quer saber a definição de um emissário submarino, pode perguntar que o Corvo responde. 

Bibliotecas
Corvo, não entendo certas coisas neste mundo moderno. Enquanto todo o mundo está convergindo para o "eletrônico", há quem insista em perder tempo criando bibliotecas. No meu tempo de escola isso já não existia mais. Hoje as crianças aprendem no celular e na televisão. Quem vai à biblioteca, seu Corvo? 
Jandira Maldonado G. Silva

O Corvo responde: é preciso muita paciência para assimilar algumas das cartas enviadas pra cá. Respeitando a opinião da leitora, este colunista garante que se há um bem material importante para o jovem, é o livro. As bibliotecas são fundamentais, um universo muito mais profundo e um porto seguro quando o assunto é a formação do indivíduo; e mais ainda quando há uma influência digital duvidosa. Um exemplo disso é o projeto "Vivendo livros latino-americanos na Tríplice Fronteira", com a criação de um novo espaço destinado aos livros do ensino fundamental. A Biblioteca Arco-íris de Saberes, construída, por meio do projeto, na Escola 722, em Puerto Iguazú. O grupo responsável pelo projeto — formado por estudantes e docentes da Unila — também já remodelou o espaço físico de outras duas bibliotecas escolares a da Escola Municipal Brigadeiro Antônio de Sampaio, localizada na zona rural de Foz do Iguaçu, e a da Escuela San Agustín, em Ciudad del Este. Iniciativas assim, sem fronteiras, são uma dádiva para as sociedades contempladas. 

Mordida dolorosa 
O intendente de Ciudad del Este, Miguel Prieto, tem adotado medidas corajosas, como a demissão, ou desligamento, de nada menos que 60 agentes de trânsito. E qual brasileiro já não foi abordado por eles, numa daquelas experiências ruins, de sofrer ameaças de ter o carro guinchado e, ao final, levar uma mordida? Não podemos afirmar que todos os agentes procedem assim, mordazmente, mas para se ter ideia o nome da moeda vigente por lá é "jaguaretê", tradução para a nota de R$ 50, que leva a onça-pintada como estampa. Eles dizem: "Três jaguaretês", o que significa R$ 150, ou mais jaguaretês, dependendo da situação.   

 

Maria Gadú
A artista resolveu visitar Foz do Iguaçu e preferiu hospedar-se com amigos. Ela, na verdade, possui conhecidos na cidade e, claro, uma legião de fãs. Para celebrar sua passagem, aceitou fazer um sarau para pouquíssimos convidados, no ambiente sem fins lucrativos que é mais conhecido como A Casa. Pois bem, isso vazou e choveram pessoas querendo assistir, o que infelizmente não será possível. A Casa, segundo este colunista investigou, consegue abrigar informalmente poucas pessoas, como ocorre em qualquer residência que possui uma área de lazer. E também não existem ingressos, e sim uma espécie de "vaquinha" entre os frequentadores, como ocorreria em qualquer restaurante. Está tudo de acordo com a lei. O Corvo vai publicar as fotos pós-encontro, que acontecerá dia 23. Para variar, este colunista e fã, que os entretém todos os dias, não conseguiu nem um poleiro para ouvir a Gadú cantar. Aqui vão os protestos do Corvo! Ah, vale lembrar que a noite também é de Raissa Fayet.

Normalidade
O que A Casa faz, ainda segundo informações, é o que acontece em muitas cidades europeias. Algo muito comum, por exemplo, em Nova Iorque, quando um artista resolve apresentar-se para amigos. Chamam essa modalidade de "Open House", cada um leva a sua bebida, e o resto é cotizado, comem pizza, salgadinhos... essas coisas. Nada é cobrado nem vendido, e tudo possui valor simbólico, assim ninguém fica no "preju".  

 

 

Dúvida 
Corvo, li uma recente matéria na qual informam que o cientista Moisés Bertoni morreu em Foz e depois foi levado rio abaixo e enterrado no Paraguai, onde hoje funciona o museu que leva o seu nome. Eu cresci sabendo que Bertoni e parte de sua família estão enterrados em Foz, num cemitério que fica na divisa do Parque Nacional. Tenho uma prima que é guia, e ela até leva turistas lá. E no mais, estamos vendo tratarem dos patrimônios históricos da cidade e do "tombamento" de alguns imóveis. Penso que a casa onde o Bertoni morreu poderia entrar na lista. A casa existe até hoje. Fica naquela Rua Tiradentes, tive o cuidado de achar e mandar a foto. 
Maria Olívia Linhares Motta

O Corvo responde: a informação gerou uma grande discussão entre os colegas de redação e também historiadores, que pesquisam a vida do cientista. A redação deve publicar matéria sobre o tema. Muito obrigado pela participação!

O "destino", como entendê-lo?


Houve muita dor e um profundo sentimento de pesar na despedida de Sílvia Helena Marchioratto. Tenho, aliás, acompanhado o sofrimento da família, porque considero muito injusta e desvantajosa a luta contra o câncer e todas as ocorrências que ele causa no curso de um tratamento. Conheci Sílvia no esplendor da vida, tão logo ela se uniu ao Luiz Francisco e eles transferiam aquele senso de contemplação mútua, da união que impressiona e nos faz bem. Lembro-me da chegada de Ana Luiza e, depois, das peripécias da ruivinha correndo pela casa, atirando-se no colo dos pais. E a casa de Sílvia é a lembrança de um templo, tão bem cuidada e colorida de flores em seu extenso jardim. Elas, as flores, a casa, os tijolos, as molduras dos quadros, cada cantinho está chorando, indubitavelmente. 
Penso com carinho no meu amigo Luiz Francisco — não há outro modo de pensá-lo — e, quando ouço dizerem "a ficha ainda não caiu", vem aquele amargor, de saber que, apesar da expressão simplista, a ficha nunca vai cair; diante de tanta espiritualidade, isso nunca vai acontecer. Uns dizem que não é bom, outros acreditam que isso se torna a parcela de vida eterna, o ato de sempre ser lembrado e a sensação de se estar por perto.
Mas em meio a isso, nesse exercício de entender a vida e decifrar os valores por ela impostos; ao buscar compreensão nessa essência, às vezes tão próxima e que muito nos ensina, Luiz Francisco precisou lidar com outra situação, a perda da mãe, dona Maria de Lourdes Barleta Marchioratto, aos 97 anos, pessoa extraordinária, reconhecida inclusive pela sociedade iguaçuense, ao se tornar estampa de uma série de selos dos Correios, onde trabalhou por décadas.   
Então vamos pensar e tentar mensurar como é perder a companheira num dia e a mãe no outro, poucas horas depois? Certamente é muito difícil e complicado, porque, embora se encaixe na ordem natural da vida e nem de todas as coisas, não é normal. É muito! Como, de que maneira, alguém pode lidar com uma situação assim? 
Tenho a plena certeza de que Luiz Francisco Barleta Marchioratto saberá lidar com um evento assim, porque é uma pessoa preparada, munida de valores e conhecimentos que lhe oferecerão estrutura em momento tão triste e, por dizer, inolvidável. Mas eu jamais deixaria de expressar publicamente o meu sentimento de apoio, porque além de me ser dada esta oportunidade, por ofício, jamais abandonaria um amigo em jornada assim, sem o espaço para outro sentimento que não seja dor. Surgem dúvidas se devemos ou não publicar textos assim, mas ao imaginar que outras pessoas se somarão na tarefa de conforto, o fazemos sem titubear. Muita força, querido amigo Marchioratto, espero que encontre conforto em sua grande alma. 

Rogério Romano Bonato  

 

Furacão campeão
Marcelo Cirino foi o nome do jogo. Fez "a" firula que deu a vitória ao Athletico. Deixou o Rony na cara do gol. O segundo gol do Furacão, e que mereceu o título, foi uma pintura e vai parar na galeria do esporte bretão. Apenas para se desculpar com os leitores, a partida terminou tarde da noite, logo não deu tempo de publicar no impresso, mas saiu no GDia eletrônico.
 

Bom para os presos
O governador disse que vai arranjar mais vagas nas penitenciárias e construir outra cadeia. A população carcerária terá chance de se acomodar um pouco melhor, porque no cadeião faz tempo que dormem em pé. Que tristeza saber que o cidadão pagará R$ 81 milhões na construção de unidades prisionais. Mas infelizmente é necessário. Cadeia no Paraná e no resto do Brasil, do jeito que é, não socializa ninguém. Quem cumpre pena regressa pior para a sociedade.  

Bertoni
Que figuraça, hein? Relatam os historiadores que ele nutria uma paixão avassaladora pela região.  Poucos sabem, mas ele foi um dos pais do turismo regional. No tempo em que viveu, mandou realizar vários serviços de litografia com as imagens das Cataratas. Uma delas teria atraído Santos Dumont, ao visitar uma gráfica em Buenos Aires. 

Reurbanização
Corvo, um funcionário que mora na "invasão" do Bubas disse que todos lá estão muito felizes com as boas notícias e que finalmente se sentirão incluídos na sociedade, até porque terão um endereço, para poder tirar documentos e tudo mais. Mas parece que a alegria durou pouco. Na noite de quarta-feira havia umas pessoas, ligadas a um sindicalista, dizendo que a prefeitura quer derrubar todas as casinhas para fazer as ruas e que era para o povo se mobilizar. Isso é verdade, seu Corvo? 
Ronilson Barbosa

O Corvo responde: mal saiu a decisão judicial, já apareceram chupins querendo esculhambar o processo de urbanização do Bubas. Segundo alguém que ligou para o Corvo, andaram "tocando terror" nos moradores, espalhando que as ruas serão muito largas e passarão em cima das habitações. Isso não é verdade, tanto que a prefeitura nem encomendou um projeto de urbanismo. Agora, os moradores também devem entender que para haver melhorias terão de ceder e, no caso, colaborar. Um projeto assim não é em nada simples. 

Emplacamento
Houve um movimento atípico nas dependências do Detran de Foz ontem. Os funcionários deram um duro danado no emplacamento dos novos ônibus com ar-condicionado. Houve quem pediu para entrar nos veículos, tamanha a curiosidade, mas aparentemente os aparelhos estavam desligados. O Corvo recebeu umas fotos, e os nossos "frescões" são bem grandinhos e bonitos. 

Qual o nome? 
No Rio os ônibus com ar-condicionado são chamados de "frescões". Como será que a população apelidará os veículos em Foz? Alguém aqui do lado do Corvo disse que serão os "tanga-frias". Como a cor é azul, poderá ser "azulão fresco". 

Ampliação
Quem conhece as condições do Aeroporto de Foz garante que a segunda pista fará a diferença. Entre as vantagens, uma será o fato de este colunista parar de escrever que o local se trata de um aeródromo. Outra pista, além de melhorar as condições de pousos e decolagens, ampliará a capacidade de voos e, dependendo, possibilitará a chegada de aeronaves maiores. É o que chamam de "hub". 

Diferente? 
Sim, o deputado Vermelho tem uma outra maneira de lidar com suas atribuições no Congresso Nacional. Faz parte de várias comissões e matou no peito alguns assuntos que o fazem correr em velocidade supersônica, do contrário não alcançaria as pautas. E no mais, ainda precisa bater ponto nas sessões, reuniões com ministros, viajando nas missões em que é designado; e ainda arranja tempo para atender quem o procura ou visita. Se este colunista fosse relatar tudo o que o Vermelho faz, ou segui-lo de perto, não sobraria espaço para outras notícias no jornal. Francamente, é muita coisa!  

Investimento
Itaipu, além do que já está trabalhando no aeroporto, fará mais este investimento. Mas há um pequeno detalhe nisso, e este colunista vai fazer justiça: embora a matéria não tenha mencionado, o deputado federal Vermelho tem parte nesse assunto, porque ele fez a ligação do assunto com as partes envolvidas. Porém como ele é um político "diferente" e que não liga muito para os rótulos, ficou quietinho, considerando que cumpriu com a obrigação. Ou melhor, fez a lição de casa, desempenhando o papel para o qual foi eleito, portanto honrando os votos da região.       

Obras da ponte
Corvo, li a sua coluna ontem e fui dar uma olhada na fundação da nova ponte com o Paraguai. Agora vai, né seu Corvo? Não deu para chegar muito perto, mas consegui ver a turma trabalhando lá na beira do Rio Paraná. Sabe Corvo, bem que o pessoal que administra o Marco das Fronteiras poderia fazer um mirante lá no estacionamento, não acha? Foi por lá que eu consegui ver alguma coisa. 
Maurício Marcondes Oliveira Filho

O Corvo responde: a nova ponte andará num passo bem mais acelerado, porque a engenharia evoluiu muito nesse campo. Logo nem se necessitará de um mirante, porque a edificação poderá ser vista de vários locais. A ponte será estaiada, por isso será mais uma imagem bonita para a nossa impressionante lista de cartões-postais. 

Níver do Vinícius
O jornalista e decano dos ofícios informativos em Foz Vinícius Ferreira completou mais um inverno no último dia 18. Mas a data não passou em branco, pelo contrário, aprontaram uma bela comemoração nas dependências do Bar do Juca, na noite da quarta-feira. De um lado estava a torcida do Athletico; de outra, os alunos de quase todos os cursos universitários do pedaço, e em meio ao movimento deu-se o rendez-vous; uma bela e simpática festinha reunindo os amigos do Vinícius. O evento deixou muita gente feliz, regado à boa bebida e comidas, no caso arroz carreteiro e risoto!  Organizaram várias marmitas e elas mataram a fome de moradores de rua e necessitados. O Corvo deseja um feliz aniversário atrasado, mas com muito carinho.

 

 

O "destino" como entendê-lo

Houve muita dor e um profundo sentimento de pesar na despedida de Sílvia Helena Marchioratto. Tenho aliás, acompanhado o sofrimento da família, porque considero muito injusta e desvantajosa a luta contra o câncer e todas as ocorrências que ele causa, no curso de um tratamento. Conheci Silvia no esplendor da vida, tão logo ela se uniu ao Luiz Francisco, e, eles transferiam aquele senso de contemplação mútua, da união que impressiona e nos faz bem. Lembro da chegada de Ana Luiza e depois, das peripécias da ruivinha correndo pela casa, se atirando no colo dos pais. E, a casa de Sílvia, é a lembrança de um templo, tão bem cuidada e colorida de flores em seu extenso jardim. Elas, as flores, a casa, os tijolos, as molduras dos quadros, cada cantinho está chorando, indubitavelmente.

 

Penso com carinho no meu amigo Luiz Francisco – não há outro modo de pensá-lo – e, quando ouço dizerem “a ficha ainda não caiu”, vem aquele amargor, de saber, que apesar da expressão simplista, a ficha nunca vai cair; diante de tanta espiritualidade, isso nunca vai acontecer. Uns dizem que não é bom, outros acreditam que isso se torna a parcela de vida eterna, o ato de sempre ser lembrado e a sensação de ser estar por perto.

 

Mas em meio a isso, nesse exercício de entender a vida e decifrar os valores por ela impostos; ao buscar compreensão nessa essência, às vezes tão próxima e que muito nos ensina, Luiz Francisco precisou lidar com outra situação, a perda da mãe, dona Maria de Lourdes Barleta Marchioratto, aos 97 anos, pessoa extraordinária, reconhecida inclusive pela sociedade iguaçuense, ao se tornar estampa de uma série de selos dos Correios, onde trabalhou por décadas.   

 

Então vamos pensar e tentar mensurar, como é perder a companheira num dia, e a mãe em outro, poucas horas depois? Certamente é muito difícil e complicado, porque, embora se encaixe na ordem natural da vida e nem de todas as coisas, não é normal. É muito! Como, de que maneira, alguém pode lidar com uma situação assim?

 

Tenho a plena certeza, que Luiz Francisco Barleta Marchiorato saberá lidar com um evento assim, porque é uma pessoa preparada; munido de valores e conhecimentos, que lhe oferecerão estrutura em momento tão triste e por dizer, inolvidável. Mas eu jamais deixaria de expressar publicamente o meu sentimento de apoio, porque além de me ser dada esta oportunidade, por ofício, jamais abandonaria um amigo em jornada assim, sem o espaço para outro sentimento que não seja dor. Surgem dúvidas se devemos ou não publicar textos assim, mas ao imaginar que outras pessoas se somarão na tarefa de conforto, o fazemos sem titubear. Muita força, querido amigo Marchioratto, espero que encontre conforto em sua grande alma.

Rogério Romano Bonato 

 

 

 

Sílvia Helena 

Quem conheceu e conviveu com Sílvia Marchioratto, independentemente do tempo, conseguirá decifrá-la com simplicidade, porque ela era "vida". Conhecemos as pessoas além da aparência física ou do ser, que é resumido em matéria, corpo; mas alma, ela vai muito além. Era possível conhecer a Sílvia, por exemplo, pelo jardim de sua casa. Lá estava a sua aura azul-turquesa, irradiante, espalhando luz! Pensamos na dor do Luiz Francisco, querido amigo. Desejamos-lhe a força que, sabemos, um dia encontrará. Os nossos profundos sentimentos!    

Semana difícil
Para os que prezam a vida, querem bem as pessoas e dão valor ao relacionamento social, que é enraizado na palavra "amizade", esta semana foi um tanto difícil. Fialho, Teixeira, Márcia Carrenho e Sílvia Marchioratto se foram. A cidade está enlutada. Foram dias diferentes, com a expressão das pessoas muito carregada, de dor e sentimento, ao se "reencontrarem" em velórios, missas ou no rito de oferecimento do pesar. O conforto é lembrar com ternura essas pessoas tão queridas, apoiando os que ficaram e que sofrem com as despedidas.  

Vamos lá... 
Na vida iguaçuense enfim um desfecho positivo, como este colunista antecipou: a Justiça determinou, um dia antes da audiência pública, que o dono da área conhecida como Ocupação Bubas seja indenizado e que a prefeitura promova a urbanização do local. Segundo se sabe, a prefeitura estava aguardando a decisão para iniciar as benfeitorias. 

Não podia
A área leva o nome do dono, o engenheiro Francisco Buba Júnior, que está tentando a reintegração de posse, negada inclusive — e em razão do risco social ao qual os ocupantes estariam expostos. Pensa, 40 hectares em pleno Porto Meira transformados na maior ocupação urbana do Paraná! E a prefeitura, por que não se antecipou? Porque é uma área particular, e qualquer ação poderia resultar em improbidade. Se a área deixar de ser particular, a prefeitura terá de trabalhar. 

Força-Tarefa
Chico, de olho na decisão, já mexeu os pauzinhos criando uma espécie de comissão para envolver toda a máquina pública na tarefa de transformar uma favela em localidade, logradouro, bairro ou outra denominação geográfica. O fato é que os ocupantes terão ruas, travessas, benfeitorias e o direito a todos os outros serviços públicos. 

Muita gente
Mais de sete mil pessoas ocupam o Bubas. Com a medida, serão residentes. A maioria das habitações é precária, mas há quem cuide bem do lote, com muro, casa de alvenaria e tudo o que um lar possui e tem direito. Não demora, o Bubas será um bom lugar para se viver, porque a inclusão é tudo! 

Habemos ar fresco
A Câmara, enfim, arrumou o angu conhecido como ônibus sem ar-condicionado em Foz. O Corvo soube do caso em que uma pessoa comprou um saco de gelo antes de embarcar e, quando chegou em casa, a água deu para tomar chimarrão. Imagina? 

Pendenga
E o projeto não ganhou unanimidade. Anice Gazzaoui, Edílio Dall'Agnol, Luiz Queiroga, Márcio Rosa, Celino Fertrin e Elizeu Liberato votaram contra. Uns por posição oposicionista, outros porque não se sentiam seguros com os pareceres pela isenção do imposto. 

Alinhamento
O assunto "benfeitorias no transporte" é um caroço na vida de qualquer parlamentar. Por esta ótica, uns são mais antenados que outros, como é o caso da vereadora Inês Weizemann. Depois da votação, segundo analistas, a base aliada estaria delineando-se no efeito pós-retorno dos cassados. Darci DRM e Marino Garcia, por exemplo, votaram com o governo.

A Estrada do Colono
As redes sociais servem de referência sobre reflexos da opinião pública. Após a publicação da aprovação do projeto da Estrada do Colono, no Senado, houve uma porção de aplausos e uma minoria de carinhas feias. Os "emojis" dizem tudo. Dos mais de cem comentários num endereço de Facebook, apenas um expressou "que horror". É incontestável a importância das ligações e ponto de vista econômico das pessoas. Mas há um alento: há interesse na preservação, mas paralelamente à ligação. 

Bem bolado
Alguns leitores estão em dúvida, por isso este colunista vai fazer o comentário, sem precisar publicar cartas dos leitores: há dois projetos nas Casas de Lei, um que foi desarquivado e levado adiante pelo senador Álvaro Dias, agora aprovado, e outro do deputado Vermelho, que versa sobre uma estrada-parque, modalidade adotada em todos os países desenvolvidos. Basta consolidar uma amarração entre as duas iniciativas, e teremos a abertura do trecho, onde as pessoas são impedidas de circular desde 1986. Até o Adelmo Müller, artífice do fechamento, já passou desta para melhor, e nada de a estrada funcionar. No início dos anos 2000 houve um grande confronto entre polícia e comunidades lindeiras. 

Aprovação
Uma fonte em Brasília, que não é ligada ao Álvaro Dias nem ao Vermelho, garantiu que haverá um cenário pró-abertura da Estada do Colono em caso de debate no Congresso Nacional. A natureza fala alto, ainda mais em tempos de queimadas, mas o desenvolvimento econômico e sustentável também.  

A nova ponte
Pelas fotos é possível entender que a base onde será construída a nova ponte é muito firme; rocha pura e em grande dimensão, aliás, como é toda a margem do Rio Iguaçu, uma formação basáltica exemplar. É uma obra bonita de ver, e ela está atraindo muitas pessoas até o local. Já há uma espécie de "turismo" para acompanhar as etapas de construção. 

Paralelamente...
Na semana passada, o general Joaquim Silva e Luna anunciou os possíveis progressos por meio do setor privado, próximo ao local onde teremos a ponte. Ontem este colunista soube que houve uma recente reunião em São Paulo, na qual vários parceiros comerciais deram cartão verde para se iniciar a construção de um grande complexo de lojas francas no Porto Meira. "Construir", na atual fase, significa concluir e aprimorar o projeto, o que já é um investimento de vulto. O local contará com lojas de grandes marcas mundiais, diretamente dos fabricantes, e há uma novidade: alguns fabricantes pediram um estudo sobre as legislações, para a montagem de produtos em Foz. Aí a coisa vai ficar bonita!   

Foz Cataratas Futsal 
A Federação Paranaense, ou FPFS, arrumou uma grande confusão com vários times, entre eles o Foz Cataratas. O Corvo explica: cansados das velhas políticas e práticas da federação, os principais clubes criaram a Liga Paraná. Aquilo que era um sonho de décadas tornou-se realidade. Trata-se de um projeto inovador, adequado à modernidade das competições, com planos de captação de recursos, criado aos moldes da Liga Nacional, a começar pela gestão transparente. Enfim, criou-se um modelo para melhorar a vida dos times. A federação, antiquada na idade e no pensamento, óbvio que não aceitou as mudanças e partiu  para o boicote. E, acreditem, caiu de pau nas equipes, excluindo-as das competições. Seria como a CBF impedir equipes como o Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Vasco, Fluminense... de entrarem em campo e disputarem campeonatos. Doideira da mais pura. 

Cartolas
A federação arrecada, pune, pega no pé, faz o que quer, e os clubes entenderam que poderiam se organizar, sendo assim partiram para o arrojo. Claro, o assunto vai parar nos tribunais, e teremos muito o que falar.  

Reforma da praça 
Contaram para este Corvo que estão seriamente pensando em reformar mais uma vez a Praça do Mitre. Pela madrugada! O espaço ficou fechado um tempão aguardando uma reforma nos tempos do seu Reni Pereira; ao retirarem os tapumes, surgiu aquela maravilha de praça, horrorosa, com mobiliário péssimo e um bidê instalado no centro. Isso sim é jogar o dinheiro do povo na latrina. E pensar que a cidade é que pagou o pato, porque perdeu a sua área de eventos comunitários.


 

Morreu o Evandro

Foz perdeu ontem uma de suas figuras históricas na área da política, Evandro Stelle Teixeira, ex-vereador, que presidiu a Casa de Leis. Foi um ativo articulador e participou de momentos importantes nos anos 60, 70 e 80. Seu Evandro possuía uma farmácia na esquina da Avenida Brasil com Edmundo de Barros. Ele também dirigiu a Câmara em vários períodos, quando estava fora da vereança. Vivendo em Florianópolis, ele jamais se desligava dos fatos ocorridos na fronteira. Este colunista ficou muito triste com a notícia e expressa os profundos sentimentos de pesar aos familiares.

Fialho, um dia depois
A morte do Francisco José Fialho mexeu com as lembranças de muita gente. Este colunista é testemunha de uma passagem importante. Quando o nome Tríplice Fronteira caiu na boca do povo, como sinônimo de coisa ruim, por causa de contrabando, terrorismo, tráfico de drogas, de armas e de medicamentos, tornou-se uma tarefa difícil desassociar as coisas boas das ruins, levando em conta que Foz possui atrativos muito importantes. O Fialho arranjou uma solução: criou e deu força ao termo Região Trinacional. Genial! Região Trinacional é onde estão as coisas boas; e Tríplice Fronteira, as ruins. E há muitas outras situações envolvendo o jornalista. 

General Costa
O Fialho pensou em muitas coisas, por exemplo: como armazenar o acervo de fotos e imagens de Itaipu. Ele ajudou a organizar a Superintendência de Comunicação, mas foi, talvez, no contato com os jornalistas que a binacional construiu uma imagem tão consolidada nos anos 70. Graças ao alicerce, as boas casas continuam em pé. O trato com os veículos de comunicação sempre fez a diferença em todos os períodos da maior usina do mundo. O general Costa Cavalcanti andava com o Fialho a tiracolo, coisa que, aliás, o jornalista detestava. Confessou isso em várias oportunidades. Mas isso não refletia em seu apreço pelo general, pois foram grandes amigos a vida toda. Fialho apenas tinha um outro jeito de lidar com o trabalho.     

Visual 
As Cataratas do Iguaçu são capazes de produzir imagens inigualáveis. Em época de vazão normal, temos a imagem do paraíso na Terra; nas cheias, aquele mundão de água, com o ruído fazendo a terra tremer, e nos períodos de seca, a sutileza dos fiapos de água deixando-nos ver as impressionantes muralhas de basalto. Há quem viaje do outro lado do mundo para registrar cada um dos ciclos. Cataratas do Iguaçu: linda em todas as épocas do ano, de dia e de noite! 

Contas
Corvo, não entendo essa política. Às vezes ouvimos notícias sobre a "reprovação das contas" da Câmara e Prefeitura, e dias depois nos informam que houve a aprovação? Como é isso? É muita confusão na minha cabeça. 
Maria Lúcia Fernandes

O Corvo responde: prezada, o Tribunal de Contas aprova os "exercícios", e a soma das aprovações é o que consagra as legislaturas. Por isso é comum um ex-presidente da Câmara dizer que sua passagem por lá foi laureada pela boa conduta nas contas. Todos os anos, as contas são revisadas, e em muitos casos há a aprovação com ressalvas, ou seja, apontam uma suposta irregularidade, e Câmara ou Prefeitura enviam documentos remediando a situação. Quando as contas são "reprovadas" é que o bicho pega. 

Bubas
Hoje deve acontecer uma audiência pública para tratar de um tema dos mais importantes em Foz do Iguaçu: a ocupação do Bubas, no Porto Meira. Lá vivem aproximadamente sete mil pessoas, o equivalente a 1.227 famílias. Embora os esforços dos órgãos públicos, em prover assistência, proporcionar água, luz e comunicação, não está errado escrever que os habitantes de lá vivem à margem da coletividade, porque não sabem o que será da vida. Está na hora de resolver o drama dos moradores, convencionados como a "maior ocupação urbana do Paraná". Quem gosta de viver assim? Que prefeito encara uma responsabilidade dessas? A "ocupação" requer providências definitivas e que apontem pelo menos um desfecho. Os moradores merecem isso. 

Atentados
Prezado Corvo, o que aconteceu na Arábia Saudita está sendo comparado como o "11 de setembro" do petróleo. Ou seja, um atentado sem precedentes e que já está comprometendo 5% do abastecimento mundial. Isso é muita coisa. Os preços dispararam, e as ações de muitas empresas petrolíferas valorizaram, mas algumas empresas amargarão crise, como é o caso da aviação, que depende de combustível. No mais, o senhor fez uma analogia sobre os drones e os homens-bomba, e isso nos faz pensar a forma como as mentes maldosas estão sendo alimentadas. Quando será que o mundo viverá em paz? 
Juliano Ramiro Soares

O Corvo responde: prezado, sua análise é perfeita, pois o mundo sacudiu com a explosão dos tanques sauditas. Ao que tudo indica, foi uma ação planejada e ela colocou o Irã no alvo de um possível conflito. Os iranianos, por sua vez, consideram as acusações inaceitáveis. O fato é que, mais uma vez, o Oriente Médio se configura num barril em chamas, literalmente prestes a explodir. Segundo uma informação, a Petrobras vai tentar segurar os preços até a crise estabilizar. Tomara porque o preço dos combustíveis já é um problemão no país.  No mais, tudo o que é usado para o bem também chama a atenção do outro lado. O Corvo, se der uma de pensador, acredita que só haverá paz mundial depois da extinção da raça humana. 

Ratinho & Moro
Espera-se que a instalação de um escritório em Foz do Iguaçu congrace as forças de segurança, ou pelo menos ajude a coordenar as ações, como nos bons e velhos tempos do Conselho Comunitário de Segurança. Trata-se de uma ação de alto nível, por isso deverá atuar na grande colheita de informações. Segundo este colunista soube, o escritório trabalhará a inteligência. Ao que consta, os órgãos estão bem aparelhados nessa área.

Moro e as tijoladas
De uns dias para cá, o que não falta é sarrafo no ministro da Justiça, e em alguns casos envolvem até pesos-pesados do governo. Segundo uma fonte, boa parte das informações habita o mundo fake. O ideal é não dar bola e aguardar pelos atos oficiais. 

Bolsonaro na ONU
Entendendo a importância do Brasil na abertura das conferências nas Nações Unidas, é possível presumir que o presidente Bolsonaro iria a Nova Iorque nem que fosse com a úlcera de fora. É a chance que ele tem de se mostrar para o mundo e tentar reverter o pensamento dos contrários. 

Queima total
A ordem era destruir máquinas que devastam a floresta, seja pela derrubada de máquinas ou na prática do garimpo. A quantidade de bens é tão grande que faltaria estacionamento se fosse necessário guardar tudo num mesmo local. Os proprietários não querem a destruição, já o governo pensa em apropriação, por meio de doações para as prefeituras. Seria uma maneira de diminuir a lista de pedidos, e ela não é pequena. 

Mais segurança
Corvo, eu quero parabenizar os dois paranaenses — o governador Ratinho Junior e o ministro Sergio Moro — pela instalação do Fusion Center no nosso município. Espero que isso seja o primeiro  passo  para que Foz do Iguaçu se torne a sede do parlamento Mercosul. E com certeza  todas essas conquistas têm o apoio do nosso deputado federal Vermelho.
Mohamad Barakat

Campos de futebol
Corvo, não entendo bem como são estas coisas, por isso peço a sua explicação: por que os repórteres e apresentadores dos telejornais dizem que as áreas ocupadas, destruídas ou queimadas ocupam um número "x" de campos de futebol? Não seria melhor dizerem hectares ou alqueires? 
Juliana Frasão

O Corvo responde: prezada, você conseguiria olhar para um terreno e ver um alqueire ou hectare? Dificilmente conseguiria, o que seria diferente caso imaginasse um campo de futebol, imagem à qual os brasileiros estão muito acostumados. Há um "campo de futebol" em cada bairro, portanto fácil de assimilar a área que ocupa. Para simplificar, um hectare, por exemplo, vale quase um campo de futebol, cuja medida máxima é de 90m x 120m, totalizando 10.800m², ou 1,08 hectare. Já se for um alqueire há várias possibilidades, porque essa medida varia de acordo com a região brasileira.  

Muitos acidentes
2,5 milhões de pessoas se acidentaram em motocicletas no Brasil e permaneceram com sequelas graves dos acidentes. Que barbaridade! É um número maior que a população de muitas cidades.


 

Sem o Fialho


O tempo passa, a cidade cresce, e algumas pessoas se tornam desconhecidas, bem como tudo o que fizeram, pensaram e, de alguma forma, manifestaram. Há um ar de injustiça natural quando isso acontece. A memória, enfim, resiste por meio dos amigos e das lembranças que guardamos no cofrinho-memória, e ele parece ser muito pequeno por fora, igual a uma peça de porcelana, em que caberiam poucas moedas, mas como eles são imensos pelo lado de dentro se perdem em vastidão, paredes cheias de retratos, filmes simultaneamente projetados em todos os lados, com música saindo de lacunas impensáveis. Mas tudo está lá, em seu devido lugar, com a atenção merecedora e a infinita justeza emocional. Seremos sábios em 
decifrá-la.
Não faz muito tempo, num sábado, passei pelo bar do Juca, e não sei de qual lado da rua apareceu o Fialho. E ele já veio sorrindo, com aquele "bonnet" clássico de lã, colete e a bolsa a tiracolo, inconfundível. Fazia muito calor, e meu amigo não recusou um copo de cerveja. Disse que beber era coisa do passado. E eu arrisquei perguntar a sua idade: 86, ele respondeu! Muitos, no conjunto de mesas de plástico, emendadas e desconformes, arregalaram os olhos. Fialho enfiou a mão no bolso e mostrou a identidade. Não exagerou nem mentiu, porque em geral as pessoas se encabulam e acabam dizem que são mais novas. Francamente, se o Fialho dissesse 75 anos, todos acreditaríamos, tal a vitalidade, os movimentos e as expressões. 
Meu confrade — e de muitos iguaçuenses —, aquela doce figura, em algum tempo um homem muito poderoso, faleceu ontem, por volta das 15 horas, no Hospital Municipal, aos 89 anos.
Eu sou um péssimo biógrafo dos meus amigos, costumo esquecer o que foram e qual influência exerceram. Prefiro tratar da essência humana, desprovida da importância nos títulos e cargos. No caso de Francisco José Maria Fialho, bastaria eu escrever que ele foi um dos braços direitos do general Costa Cavalcanti, na área de comunicação e relações públicas, e quando esteve em Itaipu recebeu reis, rainhas, ministros, presidentes, mandatários de todas as qualidades, celebridades de todos os quilates, e que tratava dos assuntos mais delicados da binacional junto aos jornalistas. Foi também um grande jornalista; conhecia o ramo do turismo como poucos. Ufa, isso é muita coisa para o imaginário de quem não o conhecia e lerá o meu texto; talvez seja complicado mensurarem ou formarem opinião de como era importante o fato de um simples mortal se ocupar de tantas responsabilidades. Sim, e era isso mesmo, diplomacia, importância, discernimento, vida, mundo, conhecimento... Mas eu tenho essa mania de homenagear os meus queridos amigos como "simples mortais", porque imagino que em algum lugar prefeririam assim. Almas que não cabem em seus corpos e em suas limitações possuem esse senso da modéstia. Fialho, tenho certeza, por sua humildade e caráter, gostaria que eu o lembrasse assim. Descanse, amigo, descanse.
Rogério Romano Bonato    

 

Ônibus a R$ 4
Tudo sobe, e não é diferente com a passagem de ônibus. Mas este colunista fez uma rápida pesquisa e descobriu que andar de ônibus em Foz ainda sai barato se comparado com outras cidades. Em Curitiba isso custa R$ 4,50, por causa do subsídio, porque a tarifa técnica está pela casa dos R$ 4,70; em Cascavel, até novembro, deve chegar aos R$ 4,20. E vem aumento no combustível pelo caminho, sobretudo após a explosão de tanques de petróleo na Arábia Saudita. As cotações estão saltando para a casa dos 20% após os ataques. 

Drones
Os tanques petrolíferos sauditas foram atacados por drones controlados a distância. Enfim uma luz tecnológica para aposentar os homens-bomba. Pelo menos isso, mas vamos imaginar a dor de cabeça com esses equipamentos à solta, usados para finalidades extremistas?  

Furtos em veículos
Taí um assunto sazonal. Há épocas em que a polícia consegue reduzir a onda de furtos em veículos, porque tira os larápios de circulação. A incidência de arrombamentos e roubos aumentou, porque há muitos bandidos fugindo dos grandes centros e fixando moradia na fronteira. O negócio é reforçar os veículos e as portas e janelas de casa.   

Medidas díspares
O governo do Paraguai reduziu os impostos para estimular os negócios comerciais em CDE. Mas com o dólar alto, as lojas continuam vazias. Em contrapartida, a prefeitura de CDE ameaça fechar os comércios que não estão com os impostos em dia. Considerando que 99% das empresas que vivem do comércio e da visita dos brasileiros estão em crise, aí sim não restará pedra sobre pedra.  

Prevenção ao suicídio
Em tempos de crise e de exposição (como nunca), o risco de suicídio aumenta. É algo muito sério e temerário. No Brasil, acontece ao contrário dos países desenvolvidos, nos quais as pessoas desistem da vida porque ela se torna chata. O problema do brasileiro é a emoção acima da média.

Coletivo ambiental
Ao que parece, o "coletivo" é um grupo organizado e que espera tratar das questões ambientais com muita seriedade, adaptando isso à realidade local. Foz é uma cidade diferente até neste aspecto, de precisar lidar com as adversidades. Mas é uma grande notícia saber que a comunidade está organizando-se assim. Podem contar com o Corvo!

Coleta seletiva
Mais de 200 mil iguaçuenses já estão sendo atendidos com o novo molde de coleta seletiva. Na balança, pesa mais a ansiedade dos cem mil moradores que aguardam pelas novidades. A prefeitura deve cumprir a meta até o final do ano. 

Adeus ao Roberto Leal
Lá pelos anos 90, houve um evento num grande hotel da cidade. Num final de jornada, no bar, ouvia-se uma linda voz cantando um fado. As pessoas começaram a se aproximar e, não demorou, uma multidão aplaudia o loiro baixinho, ninguém menos que Roberto Leal, uma das atrações da programação. Taí um lado dele que pouca gente conhecia: um grande intérprete da música lusa e declamador de poesia. Fez o público chorar com os versos de Fernando Pessoa e trechos da obra de Eça de Queiroz. 

Câncer de pele
Roberto foi-se aos 67 anos e em razão de um melanoma, um mal ainda ignorado por muitos brasileiros, sobretudo gente com a pele sensível e que se expõe sem os devidos cuidados. O câncer de pele pode ser curado, mas é fatal em caso de desleixo. 

Amazônia internacionalizada
Corvo, recebi um vídeo em que um ator diz algo muito importante: o ex-senador Cristovam Buarque fez um baita discurso denunciando as queimadas na ONU, e todos os grandes jornais no mundo publicaram, menos os brasileiros. Que situação, hein? É aquela velha história, "santo de casa não faz milagre". O que acontece com a nossa imprensa, o mundo todo vê as coisas, e a gente não? Agora aparece alguém e denuncia. Como você explica isso? 
MJO (O leitor pediu para não ter o nome publicado.)

O Corvo responde, porque também recebeu o mesmo vídeo em sua rede social. Bem, o assunto das queimadas no Brasil não é recente; e o vídeo que o leitor recebeu também não. Trata-se de uma abertura do programa Provocações, conduzido pelo saudoso Antônio Abujamra, falecido em 2015. Ele leu e interpretou com a sua característica ênfase o artigo A internacionalização do mundo, do professor doutor Cristovam Buarque, escrito e publicado pelo jornal O Globo no ano 2000. Portanto, há várias desatualizações no comunicado do leitor MJO. A internet e as redes sociais são um milagre tecnológico, mas carecem de credibilidade em razão de postagens tendenciosas. Custava explicar que se trata de um texto visionário, mas antigo? É pra ver que os assuntos "queimada" e "internacionalização da Amazônia" são temas recorrentes e estão ligados no ponto de vista crítico internacional. 

Similitude
Foz e o Brasil sofrem com questões similares. Quando a intenção é ofender o Brasil e sua soberania, alguém aparece falando em "internacionalização" da Amazônia. E quando o propósito é atacar a fronteira, dizem que as cidades que a compõem abrigam terroristas. Oras, vão tomar... banho!


 

Ossos de crianças


Corvo, quando cheguei a Foz, no início dos anos 80, existia um jornal semanário, o Nosso Tempo. Era uma publicação alternativa muito ativa e contra o período militar, mas fazia um escracho geral no então presidente do Paraguai Alfredo Stroessner. Diziam que ele era uma espécie de vampirão e, para prolongar a vida, chupava o sangue de criancinhas. Pensa numa coisa assim, Corvo? Inacreditável, não é? Eu  via aquilo com ares de desconfiança, mas passaram-se décadas e agora acharam ossos enterrados na casa dele, supostamente de crianças. Que horror isso! Será que o homem era mesmo um vampiro? 
Lauro Menezes

O Corvo responde: prezado, vamos deixar essa coisa de vampiro pra lá. O jornal Nosso Tempo publicava muitas notas em tom de humor, mas também teria informado que o ex-ditador fazia transfusão com sangue de crianças acreditando que isso prolongaria a sua vida. Há ainda uma lenda de que Stroessner concedeu abrigo ao médico Josef Mengele, para que realizasse procedimentos similares aos que os nazistas faziam com judeus, em campos de concentração, "em nome da ciência". O ex-presidente paraguaio teria cometido muitas atrocidades, tentando encontrar um modo de curar uma hanseníase e prevenir a doença de Alzheimer. As ossadas encontradas em sua residência, em Ciudad del Este (antiga Puerto Stroessner), podem ser uma prova concreta sobre isso. De qualquer maneira, os jornalistas Adelino de Souza e Aluízio Palmar, editores do lendário semanário, podem arrefecer a nossa memória sobre o caso.  

Ecos da fuga
Corvo, que estrago fizeram para "libertar" mais um traficante brasileiro, hein? Dizem que parecia uma batalha campal, com tiros até acertando as jaulas de um zoológico nas proximidades. E outra coisa, Corvo, essas coisas que acontecem no Paraguai, hein? Lembra o assassinato do Somoza? Um grupo armado explodiu o homem com uma bazuca! 
José Mário Valencia

O Corvo responde: o resgate do traficante Samura, um dos líderes do PCC, está dando o que falar no Paraguai. Aliás, o PCC já é uma das maiores dores de cabeça para o governo do país vizinho, tanto que uma das providências é a construção de um presídio isolado, no Chaco, com um juizado próprio, para evitar o transporte de presos. A demanda de extraditar criminosos brasileiros é tão grande que o Paraguai precisa de um batalhão para cuidar apenas dessa atividade. 

900 moradias
Corvo, Foz está bem servida na construção de casas, hein? E será que há critérios para a distribuição desses imóveis, assim que ficarem prontos? Um amigo disse que, nesse final de semana, um grupo estava organizando-se para invadir um desses conjuntos habitacionais. Para variar, a pessoa que estava incentivando a invasão é uma velha conhecida desse tipo de arte em Foz. Jogo sujo, hein Corvo? 
JLB (O leitor pediu para não ter o nome divulgado.) 

O Corvo responde: a prefeitura, segundo informações, está tomando as devidas providências para evitar que invasões ocorram nas vilas em obras. O déficit habitacional é muito grande, e necessita-se de outras milhares de casas para abrigar todas as pessoas que estão na lista do Fozhabita. Segundo informaram a este colunista, boa parte das habitações já está destinada, e os futuros proprietários organizam mutirões para a fiscalização e para conter possíveis invasões

CNH mais difícil
Corvo, não entendo essas coisas. Primeiro dificultam um monte a obtenção da carteira de motorista, obrigam as autoescolas investirem em tecnologia, como aconteceu em Foz. Passa um tempo, desobrigam uma porção de coisas e falam até em aumentar a pontuação na CNH; assim os infratores terão mais chance. E agora endurecem de novo? É muito vaivém nas regras, elas não se consolidam neste país. É uma bagunça. Se analisarmos o número de acidentes, que só aumentam, deveriam endurecer muito mais as regras, assim as pessoas se preparariam mais antes de pegar num volante.   
Josué de Jesus Pinheiro

O Corvo responde: apenas recapitulando, a partir desta segunda-feira, 16 de setembro, o uso do simulador será facultativo na formação dos condutores. Se o aluno optar pelo uso do equipamento, poderá fazê-lo antes das aulas práticas em veículo. A quem pretende conseguir uma CNH na categoria B, usada na direção de carros de passeio, será possível optar pela realização de até cinco horas de aula em simulador, desde que disponível no Centro de Formação de Condutores (CFC). Não vale simulador de parque de diversões nem de shoppings. O Denatran irá implementar um acompanhamento no uso de simuladores em todo o Brasil, avaliando se o aparato tecnológico ajuda na formação dos motoristas. 

Noção básica
Na verdade, o tal simulador é apenas complemento. As pessoas aprendem a dirigir, de verdade, nas aulas práticas, na rua. Diga-se, fazer isso em Foz é às vezes mais difícil que aprender a voar, porque o que não há é paciência dos motoristas com os alunos de autoescolas. Este colunista presenciou uma cena assustadora, em que uma carreta quase passou por cima do aluno e professor.  

Dia da Limpeza
Ele será comemorado em todo o mundo em 21 de setembro, próximo sábado, praticamente com a chegada da primavera, dois dias depois (23). A população está convidada a participar. Muitas ações voluntárias estão sendo preparadas, e o Corvo está engajado em uma delas: no recolhimento de sujeira às margens do Rio Carimã, onde há belas cascatas que vão desaguar no Iguaçu. É um dos cartões-postais da cidade e que pouca gente conhece, mas ao visitá-lo se encontra sujeira por todos os cantos, além de bichos mortos, que são largados por lá quase todos os dias.  

Incêndio no Rio
Que barbaridade o incêndio naquele hospital do Rio de Janeiro! O mais triste é constatar que os indefesos é que foram as vítimas, pessoas com idade avançada, sem condições de locomoção. Como veremos, haverá uma intensiva em todos os hospitais brasileiros, porque essas coisas só acontecem após as tragédias.    

Custa caro
Não é qualquer pessoa que pode concorrer a uma vaga política no partido Novo. Precisará enfiar a mão no bolso para enfrentar o processo de seleção. É o vestibular mais caro no Brasil. Será que em Foz também será assim? A conta pode chegar aos R$ 4.000 para candidatos nas capitais. A ideia do partido é fazer uma rigorosa seleção de candidatos para prefeito e vereador, com foco em cerca de 60 cidades do país.

Critério do Novo
Para disputar uma candidatura a prefeito e até mesmo a vereador, os postulantes à carreira política terão de se submeter a três etapas de avaliação, nas quais haverá testes e entrevistas, além da taxa para participar da seleção. Foz deve entrar nessa, porque as regras valem em cidades com mais de 300 mil habitantes, ao menos 150 filiados ativos e R$ 60 mil arrecadados até outubro deste ano para bancar gastos de campanha, como assistência jurídica e financeira. "Queremos crescer o mais rápido possível, mas de forma sólida e mantendo a qualidade", disse o presidente da legenda, João Amoêdo, para o jornal Folha de São Paulo.

Diversidade de assuntos
Corvo, sou seu leitor assíduo e às vezes fico pensando onde é que arranja tantos assuntos todos os dias? Raro ver uma sequência de temas, do tipo, um pouco a cada dia. Você vira a página da notícia muito rápido, caro colunista. Bem que poderia dar vida a certos fatos, assim quem sabe as autoridades fazem alguma coisa quando o assunto é o barulho dos sopradores de bituca de cigarro, por exemplo! Pegue mais duro, Corvo, e seguidamente. Desculpe a crítica, mas não sou apenas eu que penso assim. 
Rubens Girardello

O Corvo responde: nobre leitor, a coluna é pautada por cartas como a sua, e ao prestar atendimento aos leitores os assuntos se desviam. E a variedade de assuntos também se dá em razão de o espaço ser escrito por várias pessoas. Mas há casos em que insistimos muito, como nas publicações sobre os famigerados sopradores a gasolina, que emitem som igual ao de uma motocicleta parada. Pensa uma moto ficar acelerando horas seguidas no portão da sua casa? Mas estaremos mais atentos ao pedido do leitor. Obrigado! 

Mais mudanças
O Corvo não é adivinho nem gosta de jogar búzios, mas, segundo um tarimbado advogado, poderá haver mudanças na Câmara nos próximos meses. Isso deverá acontecer quando saírem as primeiras sentenças. Ele passou a sentir convicção sobre isso após a leva de depoimentos que ocorreram recentemente. No mais, muita gente comenta que há informações desencontradas e que dificilmente alguns réus escaparão de uma sentença pesada. 

Ecoflores
Corvo, estive na feira de flores organizada pelo Rotary Três Fronteiras. Aliás, vou lá todos os anos, acompanhando a minha santa mãezinha, que gasta todo o dinheiro dela embelezando o jardim. Dona Inácia, aos 94 anos, caminha horas em meio aos canteiros e carrega até as plantas, com o vigor de um estivador. Eu mesmo não tenho tanta disposição. É um trabalho dignificante dos rotarianos, e eles têm todo o meu apoio. Mas Corvo, notei que no sábado alguns organizadores estavam um tanto cansados; pudera, a maratona não é pequena. Houve até um pequeno desentendimento com uma pessoa que estava pagando num dos caixas. Penso que, apesar de tudo, faltou um pouco de sorriso por parte de quem recebe o público, mas tudo bem, isso não é uma crítica, apenas relato do que vi. Um dos rapazes que fazem a contagem do que é comprado perguntou para a minha mãe se ela não estava levando mais nada, como se houvesse algo escondido em sua bolsa. Chato isso.
Rafael JR Henriques

O Corvo responde: releve, porque foi o último final de semana da feira, e tenha em mente que os rotarianos trabalham duramente para que tudo ocorra a contento, mas num evento desse porte, e que movimenta muito dinheiro em favor de obras assistenciais, é natural que nem tudo dê 100% certo. Mas pode estar certo de que na Ecoflores deste ano as coisas andaram bem em 99,9%. Quem visitou o Centro de Convivência do Idoso saiu de lá maravilhado com a variedade bons preços. Este Corvo, por exemplo, encheu quatro carrinhos.   

6ª SDP
Corvo, preciso endossar suas palavras sobre o estado da Delegacia de Polícia que fica na Avenida Paraná. Francamente, nem parece uma subdivisão policial, de tão limpo que é o local, do chão ao teto, e com cheirinho de desinfetante. Como advogado, frequento delegacias desde os anos 70 e lhe digo que o ambiente é bem diferente em muitas cidades. 
HLJ (O leitor pediu para não ter o nome revelado.)