No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Pergunta ao Corvo

Prezado colunista, que bagunça é essa sobre a tal "liberdade de expressão". Em algum lugar vejo que a discussão deveria ser outra, porque afinal, muito sangue escapou das veias até assegurarem esse direito. As pessoas estão entendendo tudo errado, uma coisa é se expressar por meio da verdade, outra é fazer isso, se apoiando em mentiras. O que você pensa sobre isso Corvo?
P.R.S (A leitora pediu para não ter o nome divulgado) 

Uma coisa ou outra
O Brasil, enfim, discute a "liberdade de expressão", onde ela inicia e onde vai dar, na "libertinagem verborrágica". Mas em verdade, o STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, quer apenas tratar daquilo que chamam de "fake news", as famigeradas notícias falsas; factoides que são produzidos para desqualificar atos e pessoas, tentando fazer da mentira, uma verdade (como diz a leitora). Viver sob o estigma das notícias falsas, não é bom para ninguém, nem para os amigos do governo, em guerra com os oponentes e menos ainda para a população. 

Os lobos e o rebanho
As "fake news" existem em várias vertentes, começam pelo setor político, no desclassificar de oponentes, quando pessoas de boa conduta são escrachadas por meio de mentiras e informações absurdas. Isso aumenta em períodos eleitorais, onde os tendenciosos tentam se prevalecer desmontando os adversários. Em geral, quem é sério, não precisa de fake news. Após a eleição, a maquineta da maldade vai para cima de todos os setores, apanham os empresários, profissionais liberais, intelectuais, artistas, e até mesmo os poderes constituídos, nada escapa ao espancamento público. É isso que o STF quer diminuir; uma coisa é marketing político, outra é esculhambação propositada. 

A liberdade de expressão
Os dicionários qualificam isso como "apanágio da natureza racional do indivíduo"; o direito de qualquer um manifestar, livremente, por meio de opiniões, ideias e pensamentos pessoais sem medo de retaliação ou censura por parte de governos ou de outros membros da sociedade. É um conceito fundamental nas democracias modernas, onde a censura não tem respaldo moral. A liberdade de expressão é protegida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. É possível exercer esse direito sem praticar crimes, basta dizer, escrever ou manifestar a verdade. Acontece que quando a verdade se torna ameaçadora, pervertem a liberdade, e tentam camuflá-la por meio de mentiras. 
 
Libertinagem verborrágica
O atual governo admite que ascendeu por meio das redes sociais, o que para o presidente Bolsonaro é a expressão livre do cidadão, sem o filtro ético utilizado pelos meios de comunicações, sobretudo quem luta para não proclamar injúrias, calúnias e difamações, perante a Lei, crimes contra a honra. Os juristas, advogados, acadêmicos do Direito, conhecem muito do assunto, quando estudam as linhas onde se enquadra a sociedade e os riscos da marginalidade. O "marginal" é o que caminha fora dessas linhas. Há quem use redes sociais exercendo o pelo direito da "expressão" e os que não se contém, e, por isso, suplantam as regras, inventando fatos, propagando mentiras, insultando a todos. Existe um marco legal entre o "fake" e o fato". O que parece é que muita gente ainda não entende, ou não faz força para entender. Bolsonaro pode defender seus canais de comunicação, mas não fake news. Isso, com certeza, ele não vai querer contra si, não é? 

Manifestações
A pegada do ministro Alexandre de Moraes foi audaz, o que de certa forma, causou espanto e raiva aos aliados do governo e em alguns de seus membros, como é o caso do Ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ele deveria imaginar, que não se pode chamar ministros do STF de "vagabundos". Se alguém encontrasse Weitraub na rua e o chamasse de vagabundo, certamente não iria gostar. Será que não seria mais fácil prestar depoimento e encarar a situação, do que se esconder atrás do novo Ministro da Justiça? Diga-se, os advogados e juristas, até os que apoiam o governo, entendem que pedir habeas corpus preventivo via ministério, foi uma medida estranha. Vai ver André Mendonça se esqueceu que era ministro e atuou como advogado-geral da União. Isso pode ser encarado como afronta.  

Sem pacificação
E a gente só vê o caldo engrossar, por meio do acirramento e ameaças, como a fala de Eduardo Bolsonaro, esfregando os indicadores nos polegares, ao se referir à complacência de ministros do STF. O gesto significa "dinheiro" e isso não será bem recebido. Uma guerra institucional vai arruinar o país, mais até que a pandemia. 

Sem juízo
As coisas estão perdidas para Jair Bolsonaro? Não estão. A estabilidade depende só dele. Se passar a governar e deixar as brigas de lado, conseguirá retomar o caminho. Mas precisará fazer isso sem sazonalidade, a de acertar um dia e bagunçar no outro. O presidente precisa instalar uma trava na língua, o que reduziria em 80% o atrito entre adversários, poderes e até com os aliados. Essa poeira precisa baixar, antes da situação se tornar incontrolável. Isso começa obedecendo a Lei. Bom, este colunista sempre torce para o melhor e em momentos assim, apesar de tudo, devemos manter o otimismo.

Ponte fechada
Corvo, que notícia é essa hein? Ponte da Amizade abrindo só em dezembro? O que esse presidente do Paraguai quer fazer? Matar a sua população de fome? Levei um baita susto, porque aqui no Brasil muita gente está sofrendo sem a travessia. Veja aquele povo que vive dos estacionamentos, comércios da Vila Portes e não vamos longe, até os boxes do Ceasa estão demitindo funcionários. Foz do Iguaçu terá que reinventar sem os paraguaios. 
Vanderlei P. S. Baptista

O Corvo responde: o problema é que o Paraguai infelizmente não é autossuficiente em muitos produtos e a população depende do comércio com o Brasil. Na outra mão, há setores em Foz que se dedicam aos vizinhos, e sentem o impacto do fechamento da ponte. Em todos os casos, mesmo assustando, a informação ajuda na pressão pela sensibilização dos governos, e numa tomada de ações diplomáticas que encontrem soluções para aliviar a tensão. 

Segredo
Um amigo do Corvo que vive em Assunção, disse que muita gente anda interessada em saber o que há nos trechos suprimidos por ordem judicial, da reunião ministerial em Brasília. O mundo noticiou que fizeram referências ao Paraguai e China, o que acabou despertando esse "sumo" interesse. Vai que isso vazou e estamos vivendo uma crise subterrânea com os dois países? 

Paraguai
Como este Corvo antecipou ontem, a preocupação do governo Paraguaio é achatar a curva epidemiológica com todas as armas disponíveis e fechar as fronteiras, para ser a mais poderosa delas, pelo menos para manter o controle numa possível importação de casos. Até o momento, o Paraguai fez a lição de casa, mas parece que ontem houve alertas em algumas localidades.  Se bem que isso pode ser uma estratégia do governo, para manter o distanciamento. 

Sem caminhões
Uma das estratégias de movimentos pró abertura da Ponte, é interromper o tráfego de cargas e caminhões entre o Brasil e o Paraguai. Mas será que isso resolve alguma coisa? Bloquear os caminhões que saem do Brasil, vai prejudicar ainda mais a população que está do outro lado do rio. O Brasileiro não é muito chegado nesse tipo de comportamento, nem que seja para resolver o seu lado. 

Irredutibilidade 
O presidente Marito Abdo está com os pés fincados no bloqueio e se defende falando dos números no Brasil. Ontem um infectologista paraguaio disse que se perderem o controle, o país se converterá no epicentro latino-americano. 

Oportunismo
Pensar que mais de 10 mil servidores se aproveitaram do auxílio emergencial, faz caspa estourar igual pipoca. Se o Tribunal de Contas possui esses dados, deve carpir rasteiro e ir para cima dessa gente. Mas pensando bem, quem se submete ao auxílio, passa por uma análise e tem um monte de gente necessitada que acaba ficando de fora. A pergunta é: como servidores, conseguiram se aproveitar da situação, se a base de informações é o CPF? A vulnerabilidade do sistema beira o absurdo. 

Falar em TCE
O Tribunal de Contas do Estado publicou o ranking das cidades paranaenses. O Corvo entrou para conferir o índice da transparência e de 399 municípios, Foz aparece em 318º lugar. Requer-se saber quais dentre os níveis de transparência. Como esta nota foi publicada após o horário de atendimento, o Corvo não obteve uma resposta mais técnica. 

Barreiras sanitárias
Corvo, será que Foz está no caminho certo? Ontem encarei uma barreira sanitária e as pessoas foram muito educadas, medindo a febre e fazendo perguntas para avaliar o nosso grau de conhecimento da pandemia. Acho que meu filho de 12 anos deu uma aula para a moça, porque isso está a todo o momento na televisão.
Mercedes Vilma S. Santiago

O Corvo responde: prezada leitora, ao que tudo indica, a situação de combate ao covid-19 está sob controle, mas as autoridades sanitárias continuam com um olho no peixe e outro no gato. O que está difícil de controlar parece ser a ignorância da juventude, que insiste em fazer festinhas e fumação de narguilé, passando a coisa de boca em boca. Santa paciência com tanta falta de sensatez.
 

Guerra

Se esperavam um atrito institucional, entre Executivo e Judiciário, ele já existe. De um lado o governo vai para cima dos desafetos, e de outro, o STF faz marcação nos aliados de Bolsonaro. Mesmo que o presidente diga, e, até insista, que não tem nada com isso, é difícil acreditar que ele não está por traz da dura nos governadores que o criticam. Seria muita casualidade.

Acabou a inércia
Segundo várias fontes comentam, uma delas é a deputada Carla Zambelli. Havia uma certa resistência no combate à corrupção. Nos tempos de Sérgio Moro, as ações eram mais comedidas e por isso demoravam tanto. Com a mudança no Ministério e na PF, o governo está acelerando algumas investigações e foi isso o que aconteceu no Rio de Janeiro. Lá, o governador era magistrado e vai ver foi esta a razão de Moro segurar um pouco a bronca. 

STJ
O presidente Jair Bolsonaro diz que a busca de documentos no governo do Rio é uma ação do STJ. Tudo bem, pode até ser, mas quem motivou? Como o processo de uso de verbas federais para o combate à pandemia, chegou tão rápido no Tribunal?      

Fakes
A operação deflagrada em Brasília e outras cidades e Estados, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, visa combater as notícias falsas, em geral, o que é impulsionado por robôs, portanto pago por alguém. Ele inclusive disse isso: "liberdade de imprensa não é construída por robôs". Quem sabe essa enxurrada de mentiras usadas para desviar a verdade, acaba diminuindo um pouco? 

Esperteza
O Roger Meireles enviou esta sugestiva foto ao Corvo, da cadelinha que vai ao mercadinho fazer compras. Até linguiça fresca ela transporta, se lambendo de vontade de dar uma dentada. Detalhe: leva junto o cartão de débito e a bichinha é tão esperta que é capaz de digitar a senha. 

Redes
É perfeitamente possível sabem quem paga o impulso e o patrocínio de informações nas redes sociais, porque isso é descontado de cartões de crédito. Se o resultado da veiculação é notícia falsa, quem impulsionou que se prepare. O bicho vai pegar. No aperto, as redes vão prestar contas, até por uma questão de transparência. 

Por falar nisso
Beira ao engraçado a maneira que algumas pessoas se defenderem e questionarem as medidas de combate às fake news. São ridículas essas posturas dos que ficam espalhando notícias falsas e agora dão uma de vítimas, pregando em nome da "liberdade de expressão". Espalhar mentiras, na tentativa de desviar a atenção da opinião pública, sobre o que é verdade, merece sim uma punição. 

Caráter
E quem ataca a imprensa, acusando notícias verdadeiras de serem fakes, devem encarar no mínimo um processo judicial, porque veículos de comunicações empregam, pagam impostos, compram insumos pesados para garantir a informação, daí aparece um pelego, contestando a notícia, tentando descredibilizar conteúdo sério? Isso atitude vil, canalhice pura, porque para essa gente o que interessa é a mentira. O Corvo aposta que alguém vai espernear, vestindo a carapuça. Isso sempre acontece.     

Oitentena 
Pois então, a "quarentena" que era de 15 dias, já passou de 80. Vamos entrar na "noventena" e pelo visto isso vai longe. Com mil mortes ao dia, quem consegue dormir, com esse covid-19 à solta? Ontem este colunista teve informações que fazem a base tremer, com relação a abertura das pontes. Tudo indica que os argentinos abrirão as porteiras antes, mas o Paraguai, isso pode se arrastar até o ano que vem. 

Marito assustado
O presidente paraguaio, Marito Abdo, sabe a dificuldade que será se o vírus se espalhar em seu país. O Paraguai não está preparado para uma ação de saúde em massa e não possui capacidade de atendimento caso a pandemia invada as fronteiras. Diante disso, ele trancou o cadeado e jogou a chave fora. 

Ações desesperadas 
O governo de Alto Paraná que autorizar o tráfego de "passeros", o que seria uma forma de abastecer algumas cidades, mas Assunção não quer saber de conversa. O Paraguai não chegou a mil casos e até o momento a taxa de óbitos é uma das menores, apenas 11. O presidente acredita que sai bem mais barato ajudar a população com mantimentos do que mobilizar as reservas com hospitais de campanha, porque até eles ficarem prontos, corre-se o risco de dizimar parte da população. O GDia deve publicar matéria mais detalhada sobre o assunto. 
 

Venezuelanos
Corvo, olha o problemão aí, além de cuidarmos dos brasileiros, temos os imigrantes, porque quase todos saíram de seus países por questões humanitárias. Mas veja, quando chegou uma família de venezuelanos no nosso bairro, muita gente torceu o nariz, até eu. Mas o seu Oscar, o chefe da família, foi aos poucos ganhando a simpatia de todo mundo. Ele é um senhor "faz tudo", é bom jardineiro, pedreiro, encanador, eletricista, troca pneu, arruma até o carro da gente quando encrenca. Sua mulher, Felícia, costura, lava e passa as roupas da gente. Ela também ajuda a cuidar idosos. As crianças se tornaram amigas dos nossos filhos. Detalhe: Oscar é engenheiro e Felícia advogada, mas não podem exercer as funções no Brasil, estão em processo de legalização. Corvo, essas pessoas só somam, contribuem, acabam nos ajudando, porque francamente, nunca que consegui alguém tão prestativo para a manutenção da minha casa. Será que o Brasil não deve olhar esses imigrantes com um pouco mais de carinho?
J.N.M (A leitora pediu para não ter o nome revelado)

O Corvo responde: o Brasil é muito acolhedor e os brasileiros, por sua vez, recebem bem os imigrantes e pessoas que por algum motivo tiveram que deixar os seus lares. Foz é uma cidade com grande diversidade migratória e detém várias etnias, aliás, a cidade é muito conhecida por isso. Não podemos deixar de lembrar, que somos uma "porta" para os povos latinos, árabes, asiáticos e até europeus. No tempo da construção de Itaipu, muitos trabalhadores que vieram da Suécia, Alemanha, França, optaram em vivem em Foz. E todos os dias topamos com gente de fora, fazendo apelos pela sobrevivência. Outro dia o Corvo recebeu esta foto, de um venezuelano que oferece mão de obra nos semáforos. 

Interdições
A prefeitura de Foz está carpindo rasteiro contra quem afrouxa as medidas de distanciamento. Interditou quase 140 negócios e o número pode aumentar até o final de semana. Muita gente não leva o decreto à sério; a fiscalização passa, alerta, e dali alguns minutos, mesmo debaixo de advertências, alguns comerciantes abrem as portas de novo e ainda por cima riem dos fiscais. 
Empresa quer cobrar
O caso da iluminação de LED ainda monopoliza parte dos bastidores políticos. A empresa que fez o serviço quer receber o que falta, algo bem perto dos R$ 2,4 milhões, mas com o Operação Luz Oculta, isso fica difícil convenhamos. Que prefeito assinaria um cheque no meio de uma bola dividida dessas? Difícil pagar até com ordem judicial, porque depois isso vai estourar no Tribunal de Contas. 

Errata
A reportagem sobre as interdições de estabelecimentos em Foz do Iguaçu devido o descumprimento das regras sanitárias da quarentena do Coronavírus, veiculada na edição de ontem (27) do GDia, saiu com uma informação errada. Não foram cinco os comércios fechados, mas dois, conforme corrigiu o diretor de Fiscalização da Secretaria da Fazenda, Nilton Zamboto.
 

Batismo à distância
O Corvo tem recebido uma porção de fotos e notinhas sapecas sobre a pandemia. Uma delas é o batismo realizado com uma pistolinha de água, o que não coloca em risco o padre, nem os pais e muito menos o rebento. Ai se a moda pega! 

Vespeiro

As ações da Polícia Federal (de Brasília) no Rio de Janeiro e São Paulo, por mais que encontrem irregularidades na utilização de verbas para a construção dos hospitais de campanha, respingam como fossem retaliação do presidente Bolsonaro contra Wilson Witzel e João Dória, e isso, um dia depois da publicação das nomeações de superintendes no Diário Oficial. Uma coisa pode não ter absolutamente nada com a outra, mas que os governadores se defenderão, esperneando que é perseguição, isso farão. 

Bolsonaro inquieto
A ida do presidente à Procuradoria Geral da República deixou Augusto Aras em situação desconfortável. Bolsonaro parece que agiu por impulso, e será que isso vai dar certo? Muita gente acha que o tiro pode sair pela culatra. Aras está analisando se pede ou não o indiciamento de Bolsonaro por interferência na PF, no caso da divulgação do vídeo. O procurador-chefe ficou na sinuca; se não pedir, vão dizer que foi por causa de pressão do presidente. E mesmo que a decisão seja a mais técnica do universo, será tratado com efeito político. Alguém vai precisar amarrar o presidente na cadeira. 

Dona Carla
A deputada se mantem em evidência nos escândalos. Ela teria dito que sabia de operações contra governadores. Mas certas situações são de difícil compreensão; o presidente pacifica a relação com os governos e daí alguns dias, vai para cima dos governadores. Se a deputada Carla Zambelli, de fato afirmou que haveria as operações, isso vai parar na conta do presidente Bolsonaro. É mais uma batata quente para ele segurar.  

Fechamentos
A prefeitura de Foz está agindo contra estabelecimentos que desrespeitam as regras de distanciamento. Vários restaurantes estão interditados e além da advertência, deverão pagar multas. Independentemente do porte da empresa, isso vai doer no bolso. Não seria mais adequado agirem conforme as regras? E no mais, o que não pegou bem foi a zombaria, lavação de roupa suja na cara da comunidade, como nada houvesse de errado. 

Acabou?
Prezado Corvo, você publicou uma nota na edição de ontem que é a mais pura expressão da verdade: algumas pessoas acreditam que a pandemia do covid-19 não existe mais! Me disseram exatamente a mesma coisa numa padaria perto de casa, que também serve lanches. Uma pessoa entrou sem máscara, reclamei e levei um pito do dono do estabelecimento. Ele argumentou que eu deveria "ficar na minha" porque essa "besteira" de coronavírus não existe mais"! Acredita? Passei a maior vergonha e ainda por cima, meu filho de 8 anos, que assistiu a discussão, perguntou depois: "é verdade isso mamãe, acabou a pandemia?". É triste precisar lidar com tanta ignorância. 
Patrícia G. B. Barão

O Corvo responde: prezada, a ignorância está matando algo perto de mil pessoas por dia no Brasil e o número parece não diminuir. Lastimavelmente ainda há quem acredite que o covid-19 é gripezinha e por isso, muitos brasileiros perderão a vida. Faça a sua parte, denuncie o estabelecimento.       

Sem máscaras
No final da tarde desta terça-feira (26), o trânsito estava infernal em muitas regiões de Foz do Iguaçu. Era o rush normal, de antes da pandemia, o que significa que Foz está flexibilizando e bastante. Chico deu a mão e o povo está levando o braço. E no mais, nas avenidas Paraná e Cataratas, o que se via era gente caminhando com cachorrinhos, de bicicleta, de mãos dadas e sem o uso de máscara. Cadê a fiscalização. Pelo que se sabe a obrigatoriedade não caiu. 

Ciudad de Foz
Senhor Corvo, não é de hoje que os empresários de grandes negócios no Paraguai estão pensando em abrir filiais em Foz do Iguaçu. O que eles temem, é a mudança das regras, depois de investirem no Brasil, porque aqui entre nós, há essa instabilidade, causadora de muita insegurança. Mas pensa as grandes lojas operando em Foz, que maravilha seria para o nosso turismo? Era isso o que faltava para deslanchar a cidade de vez. Foi uma das melhores notícias que tive conhecimento nos últimos meses e convenha, isso ajuda até a gente esquecer a pandemia.
Ali H. Samaraha 

O Corvo responde: como está publicado, isso é um sonho de muitos iguaçuenses, de transformar a cidade em área de livre comércio. Pode ser acontece com a instalação de mais lojas francas. É possível que o setor político esteja antenado em ajudar os investidores, como incluir nas listas outros tipos de produtos, o que facilitaria para atrair grandes marcas, na área de eletrônicos, por exemplo.

Gás caro
Como é que pode, mandarem as pessoas ficarem em casa e o preço do gás de cozinha ser tão alto? Porque um botijão custa o quase o dobro do preço em Foz? Não dá para entender né? Antes da pandemia, diziam que já valia a pena comer fora, porque era mais barato, e agora? 
Rubens Rogério L. Silva

O Corvo responde: o gás de cozinha é bem mais caro do que em Curitiba. Lá um botijão é vendido entre R$ 65 e 75 reais; e, Foz custa quase R$ 100 em alguns locais, mas há preços bem menores, portanto, o negócio é pesquisar antes de comprar. Segundo um distribuidor, os preços na fronteira são mais altos, por causa do frete. 

Lâmpadas de LED
Que baita confusão hein seu Corvo? Onde é que isso vai parar? Mas me lembro bem que o Observatório Social disse que estava tudo de acordo na licitação e porque agora não está? Isso está muito confuso seo Corvo. Acho que o assunto está indo adiante só porque é ano político.
Cesário F. G. Daltoni

O Corvo responde: prezado, ano passado a Câmara instalou uma CPI e o assunto foi andando, até chegar no Ministério Público. Segundo o vereador Celino Feltrin, ainda há muito para ser revelado, mas na prefeitura, insistem que nada há de errado. Pelo visto só saberemos o que é certo, depois das decisões judiciais. 

CPI do Lixo
Taí mais um enrosco que vai consumir o suor da ala política do governo, porque segundo dizem, o desgaste não será pequeno. O destino do lixo promete revelar uma nova série de denúncias. Bom, ano político é assim mesmo. Viveremos muitas emoções até o dia das Eleições, mesmo sem saber quando ele será. 

Ilusão
Ainda há quem acredite que as eleições majoritárias podem se acumular com as proporcionais. O ministro Barroso disse, na segunda-feira, que isso está fora de questão. A data pode mudar, mas segundo deu para entender, prefeitos e vereadores tomarão posse no primeiro dia de 2021. 

Corrupção
É lastimável isso que acontece seo Corvo, roubalheira por todos os lados, mesmo em tempos de pandemia. Refiro-me aos hospitais de campanha, compra de equipamentos, bastou darem liberdade, que em nome da calamidade, estão metendo a mão. A Lei deveria ser bem mais dura para quem rouba, quando milhares estão sofrendo. 
Aldair N. Ventura

O Corvo responde: é por isso que a Justiça usa vendas, na imagem que a representa. A Lei é cumprida e serve para todos e claro, os abusos serão considerados em épocas de pandemia. Parece ser uma missão impossível mudar a cabeça dos corruptos e gente que assume cargos públicos com a intenção de lesar os cofres.

Frio
Quem fez previsão que o frio não atingiria Foz do Iguaçu este ano errou longe. Ainda falta um tempão para o Inverno e as temperaturas andam despencando todas as semanas. Frio, com direito à geada. Embora muitos estejam aguardando as temperaturas baixas para se aconchegar ao lado do fogão à lenha, há quem esteja na rua, dormindo em caixa de papelão. Além da covid-19, dengue, gripe e as coisas da política, devemos ajudar a proteger os que necessitam o calor humano, coisa cada vez mais rara ultimamente.
 

PF ou segurança institucional

A revelação das imagens de uma reunião entre presidente e ministros meio que parou o Brasil. Há de tudo, menos a comprovação, sólida, de que o presidente ingeria na Polícia Federal. Mesmo trocando diretor e superintendente no Rio de Janeiro, se houve ingerência ou não, isso vai ficar no campo da interpretação. Está difícil achar provas. 

Outras revelações
A fala dos ministros da Educação e Meio Ambiente, no fim das contas, é bem mais contundente do que a razão principal do vídeo ser liberado. Mas mesmo assim, o Brasil soube como se comporta um governo de direita, ao minimizar e desrespeitar as instituições.    

Braços cruzados
O Fantástico foi para cima do ex-ministro Sérgio Moro pelo fato de não retrucar o presidente durante a reunião. Francamente, quem iria se intrometer na sequência de falas do Bolsonaro? Ele é o presidente, e quando alguém assim abre a boca, os demais abaixam a orelha. Qualquer esboço de contrariedade, dá no mesmo que entrar na cova dos leões. 

Fritadeira
Muita gente questiona: se o Bolsonaro é o chefe do Executivo, pode ou não ingerir, trocar superintendentes, mudar secretários e ministros, enfim, são ofícios que lhe competem? Muita gente acredita que sim. E é por essas e outras, que nada corre o risco de acontecer contra o governo. Para ficar de bem com instituições, poderá sobrar para os ministros, mas dificilmente para o presidente.

Imunidade
O Corvo cantou a pedra e no fim foi o que aconteceu: o decreto baixado pelo presidente, reduzindo a responsabilidade dos governantes, perante a Pandemia, não colou. Pior, em caso de a coisa perder de vez o controle, o presidente pode sim se complicar por causa das regras que ele mesmo implantou. Vai que no futuro, a nação entenda que algumas ações foram genocidas?  

Ciudad del Este será aqui
Mesmo em tempos de pandemia, a notícia é muito boa, o fato de empresas paraguaias se instalarem em Foz. Se isso acontecer conforme algumas informações de bastidores, nossas ruas estarão apinhadas de compradores ávidos pelos produtos do mundo todo, isso graças ao decreto das Lojas Francas. 

CellShop
Se há uma marca em evidência do lado de lá do rio é a CellShop, uma loja moderna, completa e muito competitiva em matéria de preços, além da seriedade na linha de produtos. Pois bem, em breve teremos o shopping em Foz, mas o endereço ainda não foi revelado (leia matéria na edição de hoje). 

Tomara...
Tomara que as pessoas interessadas em se estabelecer na cidade não se afastem ou procurem outros locais, diante da ganância imobiliária, ou a elevação dos preços nos aluguéis e terrenos. Mas ontem o Corvo deu uma "apalpada" na situação e entendeu que muitos locais já foram negociados. Isso quer dizer que os empresários paraguaios estavam trabalhando na surdina.  

Notícia ruim
Segundo corre nas redes sociais, mas boa parte das gravações é fake, ou exageradas, um grupo de empresários de Ciudad Del Este teria viajado à Assunção para falar com o presidente Marito Abdo, para tratar da abertura da Ponte. Independentemente das versões, a viagem não teve um bom resultado. Marito entrou por uma porta e saiu pela outra, não permanecendo mais que 15 minutos tratando do assunto. Quem estiver em pé que arranje um lugar para sentar: a fronteira deve abrir lá por dezembro, se o Brasil conseguir domar a curva epidêmica. Do jeito que está, com mil mortes ao dia, a data foi jogada para o mês de março de 2021. 

Desolação
O presidente se defende no fato de não haver segurança para conter o covid-19 e ele teria dito: Ciudad del Este pertence ao Paraguai e será do jeito que planejarmos. Depois disso, a alternativa dos empresários foi voltar e arrumar a lista de demissões. De sexta-feira até ontem, cerca de 3 mil pessoas foram demitidas das lojas e shoppings, boa parte brasileiros. 
 

Demissões
Alguém ligou para o Corvo para informar que perdeu o emprego. E aproveitou para dizer, que na empresa onde trabalha, outras 127 pessoas estão na fila do seguro desemprego. Estima-se que muitas empresas demitiram o grosso da mão de obra. O que será de Foz com tanta gente na rua? É, as perspectivas não são em nada animadoras e pensar que tínhamos tantos planos para 2020. Que situação. 

Festança descarada
O que aconteceu no centro de Foz do Iguaçu no final de semana deixou muita gente indignada: casas noturnas travestidas de "restaurantes" lotadas, com gente apinhada, aglomerada, tudo em desacordo com as regras sanitárias assinadas no relaxamento das medidas contra a pandemia. O assunto foi parar nas redes sociais e o que se via, era o povo sem máscara, agarrado ao litro de uísque, como nada houvesse.

Arranca rabo
Claro que em situações assim, alguém sempre enche o caneco e saiu brigando, desferindo sopapos a torto e direito. Segundo disseram a este colunista houve brigas em vários locais. E depois o dono de uma das casas aparece se defendendo, dizendo que era tudo mentira e não passava de inveja, dos que não podiam sair de casa. Que barbaridade isso hein? 

No restaurante
O Corvo deu de esticar as pernas e sair um pouco de casa, porque ninguém é de ferro. Ao avistar um restaurante vazio, este colunista estacionou e entrou, para um lanche rápido. O dono, amigo, apareceu e disse: "agora que a pandemia do covid-19 acabou, as pessoas começam a aparecer!". Foi uma surpresa ouvir a palavra "Acabou". Acontece, que nem começou pra valer, nosso país nem atingiu o pico da curva epidêmica. Esse é o tipo de pensamento que pode fazer tudo voltar às regras severas e aí sim, vai ficar difícil. Mas a verdade é que muitas pessoas acreditam nisso, que a doença está indo embora. Que lástima! 

Ainda mais essa
A OMS suspendeu os estudos com hidroxicloroquina, de maneiras que dê tempo para avaliar segurança no uso do medicamento. A decisão foi tomada após uma pesquisa demonstrar maior risco de morte em pacientes que usaram a droga. Dizem que o problema é arritmia cardíaca; o "coração véio" dispara e ameaça sair pela boca de muitas pessoas. Farmácias que se anteciparam e adquiriram os medicamentos, vão ficar no prejuízo. Se o Paraguai estivesse funcionando, certamente a Receita e Polícia Federal teriam muito trabalho na apreensão de caminhões de comprimidos. Sem contar que choveria placebos.   

Marcelinho x Fertrin 
Devemos cuidar para não acontecer um duelo, marcado paras 12 badaladas, em plena Avenida Brasil, como nos tempos do velho oeste. O caso dos LEDs está ganhando proporções inimagináveis, a começar por acusações de todos os lados. Marcelinho disse que o seu erro, foi fornecer o número do telefone do capitão preso, para um ex-assessor. 

Só começou
O vereador Celino Fertrin disse que o assunto está só começando. O MP não considerou nem 80% das páginas do processo, e há, segundo ele, coisa muito feia e que o povo ainda não sabe. Pensa? O que será, há de tão cabeludo?  

Vertedouro
E pensar que as comportas abriram e as pessoas não puderam prestigiar? E francamente, ver de perto o vertedouro aberto é o sonho de muitas pessoas. Acreditem, há iguaçuense que ainda não conhece Itaipu por dentro e há muita gente que também não foi ver as Cataratas. O Corvo ficou de cara ao saber de uma pessoa que nasceu em Foz e não foi ver os atrativos. Bom, oportunidades não faltam. Seria como viver em Salvador e não tomar banho de mar, algo impossível de mensurar.
 

Iluminação

Foi que foi que acabou indo. Agora o Chico tem esse caroço para descascar, em ano eleitoral e durante pandemia da Covid-19 e epidemia da Dengue. Não é coisa pouca. O que vai acontecer é que vai chover canivete oposicionista e isso vai começar a se manifestar por meio dos vereadores. Ontem mesmo o bicho começou a pegar.

Ninguém preso
Bastou anunciarem a operação com o sugestivo nome de "Luz Oculta", para as redes sociais espalharem sobre a prisão de uns e outros. Em verdade, o que houve foi busca e apreensão de documentos e pistas que ajudem na investigação do caso. A fraude ainda está sendo tratada como "suposta". 

Suposto estrago
A essas alturas, o que é "suposto" já é tradado com "o escândalo político" na era "pândemica", ou seja, um assunto político que consegue tirar o povo das notícias sobre a Covid-19. A prefeitura deve emitir resposta ao ocorrido.  


Câmara em cima
Ontem, logo cedo, a câmara lembrou a população, que o assunto começou lá, por meio de uma CPI. Em 20 de dezembro (2019), os vereadores concederam coletiva e informaram que encaminhariam o fruto amargo do relatório para o Ministério Público, dentre outros. Como era perto do Natal e a iluminação estava sendo admirada pela população, porque LED é bonito, o Corvo chamou o Celino Feltrin de "grunch" iguaçuense. Aos que não sabem, o "grunch" é o oposto de Papai Noel. Mas o Celino levou na boa, porque sabe separar as coisas.  

Prefeitura responde
Como ocorreu ao longo de imbróglio, a prefeitura se sustenta na transparência do processo. Disse que tudo foi realizado abertamente e com o conhecimento da população. O executivo emitiu nota, logo que a notícia explodiu.   

Transformação da Vila
Os moradores da Vila estão com o sorriso bem aberto, depois do anúncio de que a localidade e será transformada em "Bairro Inteligente". Para variar, um "Zé do Contra", mal-humorado e aparentemente ignorante, enviou carta ao Corvo informando que "lá na vila as pessoas já são bem inteligentes e muita gente tem faculdade e segundo grau". Que barbaridade! O Corvo precisa lidar com essas situações, lamentavelmente. Prezado leitor, trata-se de outro tipo de inteligência e pode acreditar que será uma grande inovação.  


Fazendo a diferença
O general Eduardo Garrido, diga-se, está transformando o PTI em algo muito esperado pela população. Era o sonho de muita gente, o fato do Parque Tecnológico dedicar o laboratório para a cidade sede.  Era um tal de informarem convênios com São Paulo, Rio, e outros locais, que até dava a impressão que o PTI existia em São José dos Campos. E ao mencionar o general Garrido, ele saiu na capa da edição de ontem usando máscara. Fazendo uma correção, o Corvo vai usar uma foto de arquivo, para os que não lembram a aparência do atual Diretor do PTI. 

Respeito
Muitas pessoas levam a sério a prevenção contra o covid-19, usando a máscara e levando um pote de álcool em gel no bolso. E francamente, nem se importam em serem fotografadas e filmadas com apenas os olhos aparecendo. Há muita gente que atua no ofício público sem a vaidade de precisar parecer, o que importa é prover com justeza os recursos em favor da população.  

Retomada do Turismo
Taí um assunto que está mexendo com o ânimo de muita gente. O assunto bateu o recorde de compartilhamento nas redes sociais do GDia, o que dá para medir o interesse público. O Corvo detesta estragar festa, mas segundo soubemos, é possível que alguns atrativos adiem o funcionamento. Mais de dois meses de portas fechadas é o suficiente para muita arrumação, tarefa de certa forma incessante; o caso são as necessidades de adaptações para funcionar com a Covid-19 grudando nas pessoas. Mas se houver adiamento, será de alguns dias apenas. 

Cloroquina
De tanto falarem na droga, um farmacêutico amigo disse que vai colocar um cartaz em frente ao estabelecimento informando: "não temos cloroquina". Ontem havia uma meia dúzia de pessoas esperando a drogaria abrir, em busca do remédio. Mas olha a novidade: duas das pessoas foram até lá perguntar se valia a pena usar a cloroquina. Isso já é algo importante, afinal o farmacêutico é uma espécie de conselheiro da família. 

Profissões que não mudam
Antigamente, havia uma listinha de profissionais fundamentais na vida das pessoas, como é o caso do farmacêutico. Era normal ir ao açougue e dizer: "chame o meu açougueiro". As pessoas ainda fazem força para utilizar o mesmo "barbeiro" ou "manicure" e apesar de quase não existirem jornais, o hábito de ir à banca não deixou de ser praticado. Esse círculo de serviços é muito respeitado pelos consumidores.    

Sem máscara
Ontem este colunista precisou parar no posto de gasolina para abastecer e estava com um pé no chão para ir até o caixa eletrônico que há lá, diga-se um serviço muito bom que é prestado pelo estabelecimento, no Boicy. Mas de súbito, viu duas pessoas, uma trás da outra, saindo da loja de conveniência sem máscara. Atenção, atenção, isso pode render uma multa. Ao que sabemos, os proprietários do local são muito dedicados e exigentes, logo, devem reforçar nas medidas protetivas.   

Dona Regina
O correto seria escrever um título assim: "o fiasco chamado Regina". É no que dá nomear gente conhecida para cargos públicos, achando que isso ajudará na popularidade. A pessoa acaba desistindo, ou deixando a posição por falta de competência e quem leva a lambada é quem assinou a nomeação. Bom, o governo Bolsonaro vai entrar para o Guinness, se depender da quantidade de nomeações e exonerações. Haja tinta na caneta do presidente. Ainda bem ele usa BIC. 

76%
O índice de recuperação da Covid-19 em Foz do Iguaçu é animador. E é mesmo, considerando que a média de recuperação no país não supera os 40%. Isso ajuda a manter o moral elevado e demonstra uma certa eficiência no serviço de atendimento. Tomara continue assim, porque é importante a comunidade crer que será amparada em caso de necessidade. Mesmo assim, o ideal é não vacilar. O Corvo escreveu esta nota antes da publicação do boletim epidemiológico, logo, isso pode mudar. 

Vida normal
E ao sair para abastecer e ir ao caixa eletrônico, este colunista ficou um pouco impressionado com o movimento em Foz do Iguaçu. Se fosse o caso estacional no Centro, seria difícil encontrar vaga, o que demonstra a normalidade nas atividades comerciais. Se continuar assim, a prefeitura corre o risco de decretar rodízio de veículos. Essa possibilidade vazou ontem pela manhã. Se bem que há uma lista de tarefas a serem cumpridas, quando o assunto é manter o povo em casa. O rodízio é apenas uma delas. 

E Cascavel?
O bicho está pegando por lá; parece que a situação saiu de controle e isso se deve ao relaxamento. Mas segundo uma informação, a revelação no aumento de casos de deu em razão da quantidade de testes. Parece que Cascavel anda testando muito mais que Foz. 

Manifestação da Ponte
Quem foi a Ponte da Amizade protestar na manhã da quarta-feira, não gostou da falta de adesão. Um rapaz que faz entregas e também atua no transporte de pessoas no local, disse 70% dos profissionais que haviam confirmado a presença via redes sociais, não apareceram. "Eles sumiram e desligaram até os celulares durante o restante do dia". Em realidade até mesmo as autoridades estranharam o "pedido de socorro" dos que vivem da travessia. 

Mão de obra na ponte
Segundo informação, teremos mais de 500 trabalhadores ajudando a erguem a Ponte da Integração. Ontem, na correria do fechamento, o GDia acabou cometendo um erro de digitação, que acabou pesando na conjugação do plural. E o Corvo tem lá sua culpa, porque também opinou na manchete. Era para sair a palavra "Obra", mas na discussão, que todos os dias acontece, resolveram mudar para "Obras". O termo foi para o plural e parte da manchete ficou no singular. Esperamos que os leitores perdoem estes pobres mortais que não deixam de fazer notícia, nem em tempos de pandemia. O Corvo publica a seguir uma nota de leitor, que muito nos estufa de orgulho.

Heroísmo
Prezado colunista conhecido como Corvo, como o seu espaço é dedicado aos leitores, resolvi escrever: quero elogiar o trabalho de vocês e a ousadia em manter o jornal nesses tempos difíceis, mesmo que ele rode em p&B, o que é muito normal. Até gostaria de saber a razão dos jornais de Foz serem tão coloridos, diferente dos que circulam em outras cidades. Finalizo informando que tenho recebido o meu exemplar pontualmente, com uma precisão de acertar relógio. Vocês estão dando exemplo a uma porção de pessoas. Parabéns! 
Fábrizia B. J. Marques 

O Corvo agradece: prezada leitora, fazemos o possível para levar a vida com normalidade, mesmo sofrendo com a pandemia. O ramo dos impressos está muito arisco, porque faltam materiais. Para se imprimir um jornal diário, são necessários insumos importados, como é o caso do papel, chapas de gravação, químicos e agora, produtos de desinfecção. Muitos distribuidores deixaram de fazer importações, o que nos causa um certo desconforto.

Pausa
O GDia, como vem fazendo, deixa de circular no sábado e na segunda-feira, operação que já está sendo revista, mediante a volta à normalidade em muitos setores. Mas no eletrônico, www.gdia.com.br, o jornal está à toda. Vale a pena conferir! Um bom final de semana a todos.
 

Pelo no ovo

Francamente, será que é possível incriminar alguém pela intenção administrativa pública, supondo um ato criminal, quando ele nem aconteceu? Está na cara que substituir o delegado no Rio de Janeiro era uma espécie de fixação do presidente Jair Bolsonaro, os motivos já são outros quinhentos. Isso sim interessa. Mas, sabendo que seria nomeado chefe da PF, ou que isso iria acontecer, mediante conversas com Bolsonaro, está errado o Alexandre Ramagem sondar delegados da Polícia Federal, sobre os movimentos que adotará no comando da instituição? Tudo estaria na faixa da normalidade, caso no passado, não vazasse uma operação em curso. 

O "x" do problema
Parece que o vazamento é a grande incógnita. Mas, se isso aconteceu e o Ministério Público sabe, que diferença faz trocar delegado chefe? As perguntas são muitas, porém cercadas de mistério e contradições. O que há por traz de tanta preocupação? 

Crise política
Um vizinho, que está fazendo uma construção, veio perguntar ao Corvo: "o senhor consegue entender o que tanto repetem nos noticiários, sobre a conversa entre o presidente e os ministros, com depoimentos de um mundo de gente? Isso é de fato um problema?". O que não se pode negar, é a natureza do rebuliço: o desejo de trocar o delegado da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A verdade é que em breve teremos a posição de ministros do Supremo e aí sim, valerá o que há entre o certo e o errado, conforme manda a Constituição. Por enquanto, resta ao povo assistir a bagunça, usando máscara para não pegar covid-19 e desviar dos mosquitos da dengue. É muita coisa pra cabeça da gente em momento tão delicado. 

Manifestações
Na noite da terça-feira espalharam nas redes sociais que se houvesse manifestação pela abertura da ponte, as pessoas seriam presas no lado paraguaio. O Comissário Carlos Aguilera, Chefe do Departamento de Polícia Nacional, teria dito isso, em respeito às determinações do presidente da República do Paraguai. Não demorou, começaram a surgir desmentidos, acusando a informação de "fake news". Só esperando amanhecer, e o povo manifestar, para saber se era ou não verdade. O que havia era muitos motoqueiros do lado brasileiro. 

Água corrente
Em suas manifestações nas redes sociais, Marito Abdo estava mais preocupado com a abertura das comportas de Itaipu. Ele escreveu: "nossa produção agrícola retoma a exportação via rio. Mais de 200 mil toneladas de soja partem em 152 barcaças para o mercado externo, depois de mais de dois meses encalhadas pela calha do rio Paraná". Uma fonte assegura que Marito não se importa com o tráfego clandestino no Rio Paraná, sua preocupação é o contrabando de coronavírus, por parte de quem frequenta o território brasileiro. 

Preocupação
E o Marito tem lá suas razões para endurecer com as travessias desesperadas na fronteira, porque o Brasil escalou o paredão do maior número de mortos no mundo, em apenas um dia, superando até os Estados Unidos, Reino Unido, França e Itália. No mapa global, o Brasil já aparece em terceiro lugar no número de infectados, atrás apenas dos Estados Unidos e Rússia. O Curioso é que os três países relaxaram no isolamento social, e, agora pagam o preço.

A curva
Os mapas apontam que Estados Unidos, apesar do número de mortos, perto dos 100 mil, está conseguindo achatar a curva e entrando no patamar da "diminuição de casos", e o mesmo acontece com a Rússia. É alarmante saber que o Brasil não chegou ao cume dessa curva e segundo os especialistas, ainda falta muito. Até o final de semana, nosso país deve superar 20 mil mortes.   

Os vizinhos
Até ontem a Argentina havia registrado 8.783 contágios e 393 mortes; o Paraguai 829 registros positivos e apenas 11 óbitos, o país é mais eficiente que a Nova Zelândia, considerada um exemplo no controle da doença. Com números assim, pode-se dizer que o Paraguai está vencendo a guerra, e em momento assim, vai abrir as fronteiras? Difícil.   

Paraná
Os números no Brasil são gigantescos se comparados a muitos países. Os números do Covid no Paraná, por exemplo, Estado que aparenta situação sob controle, encosta em países como a Grécia, Iraque, Camarões, Malásia, e superando muitos outros, isso está esbranquiçando os cabelos do Secretário da Saúde, Beto Preto e já anda tirando o sono do governador Ratinho. O Paraná, com 129 óbitos, superou Santa Catarina (91). Algumas cidades já decretaram lockdown e não será de estranhar se a medida começar a se ampliar. 

Aniversário
Para muitos, Foz receberá o maior presente da sua história, com a possibilidade de reabertura dos atrativos turísticos em 10 de junho. Se haverá muitos visitantes, aí já é outra situação. Os atrativos funcionando, com regras de distanciamento e precauções, dão uma elevada no moral da tropa, e isso é importante em momento de tantas dúvidas; renova o otimismo. Muita gente anda "entregando os pontos", esboçando o desânimo e isso contagia mais que a doença. 

Depressão
Segundo um psiquiatra, que pediu para não ser identificado, um dos maiores inimigos do Covid-19 é a depressão, porque na redução da autoestima, a imunidade baixa e as pessoas se tornam mais suscetíveis. É difícil não ficar para baixo dando de cara com tantas situações deprimentes, como o fechamento de estabelecimentos e pessoas tentando vender o que possuem para superar o momento; famílias se desfazendo; gente morrendo de desgosto, antes mesmo de pegar covid-19. Diante de um quadro assim, qualquer brisa positiva, dá uma elevada no espírito. A abertura dos atrativos turísticos causa isso. 

Outras opiniões
O Corvo possui muitos amigos psiquiatras e naturalmente deu de pedir mais opiniões. O Dr. Ricardo Vinícius de Campos, acredita que "que "é mais uma fase de entristecimento, um transtorno de adaptação, do que o próprio transtorno humor depressivo em si". Ele diz que vê muito mais na questão da adaptação, relativa a preocupação e as causas de tristeza, do que a depressão propriamente dita". O Corvo acredita que nem é necessário um diagnóstico médico, para entender que atitudes que geram o otimismo, são importantes na recuperação do ânimo.

Eleições
O Congresso começou a discutir o processo eleitoral deste ano e as suas possibilidades de adiamento, mas sem a prorrogação de mandatos. Taí uma situação difícil de imaginar, porque se a eleição for realizada em janeiro, ou fevereiro, os mandatos serão automaticamente ampliados. E como são as coisas hein? Chico Brasileiro corre o risco de completar quatro anos de governo, porque assumiu em maio, cinco meses depois dos outros. Não terá a desculpa de governar em menos tempo, apesar da pandemia. 

Voto eletrônico
Disseram para o Corvo, que há pessoas no TSE analisando a possibilidade do voto "seguro" pela internet. O problema são os desconectados. O maior teste já foi realizado, com a liberação das ajudas emergenciais, com muita gente certificando os dados pela internet. Como o voto é obrigatório, a dificuldade é blindar o sistema eleitoral, sem o risco dos hackers fazem a festa em favor dos candidatos que os contratarem. Ou isso é impossível? 

Em campanha
A pandemia será o maior ponto de discussão política das próximas eleições, caso ocorram em outubro ou depois, diante de um provável adiamento. Haverá uma chuva de acusações e soluções que não foram adotadas, o que teoricamente, colocou em risco a situação. Por mais que prefeitos tenham se esforçado e conseguido boa performance na guerra contra o covid-19, não estarão livres das críticas dos opositores. Será um tal de "salvei tantas vidas" e do outro lado "você matou tantas pessoas". Num horizonte assim, fica complicado até o pensamento de que "na crise é que surgem os líderes". O Corvo está mais para afirmar que é na crise que eles são apedrejados, independentemente do que fazem. 

Falar em pedreira...
O Ministério Público representou contra a prefeitura de Foz, pela suposta infringência no dispositivo de licitações, que seriam conduzidas pelo médico Luiz Fernando Zarpelon. De novo, há encrencas sobre a intepretação de contratos por meio da Fundação de Saúde. Vamos Ficar de olho no caso. 

Expressão
Com certeza muita gente acompanhou as denúncias que o advogado Cássio Lobato fez contra o Chico Brasileiro, com gravação em frente ao edifício da Polícia Federal. O juiz decidiu pela liberdade de expressão em ação movida pelo prefeito contra a publicação. Cassio 1 x 0 Chico. Fez parte do processo a discussão sobre "fake news", mas não colou. Ao que parece, o assunto vai adiante. 

Sumiço de bichos
Aumentou consideravelmente a quantidade de anúncios e avisos sobre o desaparecimento de animais em Foz do Iguaçu. É um tal de sumirem gatos e cachorros, muito mais que em outras épocas. Não vamos chegar ao ponto de imaginar que os coitadinhos estão servindo de alimentos, como aliás, já aconteceu em algumas localidades em tempos de crise. Em contrapartida, sumiam vários peixes ornamentais de um restaurante no centro da cidade, e, sabe-se que as pegadas no jardim não são de gatos. No caso, quem surrupiou as carpas anda com duas pernas e calça chinelo Havaianas número 43. Que barbaridade! 

 

Novo visual
Tudo evolui e não é diferente com o GDia. Nosso endereço eletrônico receberá um novo visual, muito mais fácil e ágil em favor dos leitores. O desenho acompanha a tendência mundial na área dos jornais. Segundo a diretoria, o layout estará disponível no prazo de 30 a 40 dias. Mas já está em fase de testes das ferramentas.
 

Moro e Lula

O ex-ministro disse que Lula não cometeu crime ao chamar Bolsonaro de "miliciano". Primeiro que é suspeito para argumentar algo assim e seguindo, não é mais juiz para fazer julgamento. Deveria ter ouvido os conselhos dos amigos e não abandonado a magistratura. A não ser que esteja pensando em voos mais altos na política.  

Fora da OMS
Em razão das divergências com a pandemia, o presidente norte-americano Donald Trump ameaça pular fora da Organização Mundial da Saúde. Se fizer isso, poderá ter como seguidor o Brasil, porque Bolsonaro gosta de brincar de "seguir o líder". 

Pressão
Os médicos temem pressão para administrar cloroquina no país. Leia-se pressão governamental e popular, porque ninguém quer morrer de covid-19

Clima úmido
Segundo uma pesquisa, a doença se espalharia mais rapidamente em locais onde o clima não é tão seco. Vai ver é por isso que Manaus está para se tornar o epicentro brasileiro (ou já é?). 

As pontes
Estão marcadas para hoje manifestações contra o fechamento das pontes. As populações dos dois lados não suportam mais viver assim, como fossem separadas por um "muro de Berlin". O problema é que isso depende dos governantes em Brasília, Assunção e Buenos Aires. Tomara as manifestações cheguem até eles.

Preocupação
Então vamos imaginar como devem se sentir paraguaios e argentinos, com essa bagunça que acontece no Brasil? Se eles assistem os enterros em valas coletivas, aí é que vão trancar até o ar que atravessa as pontes. 

Inimaginável
É praticamente impossível imaginar como os paraguaios irão controlar o número de pessoas em Ciudad del Este. Por mais que as lojas se shoppings se organizem, há as barracas na rua. Só se eles ficarem de fora. Torcemos para encontrarem uma solução.

E depois
O que vai acontecer é uma grande surpresa para os brasileiros, paraguaios e argentinos quando voltarem a se visitar. Não encontrarão uma porção de estabelecimentos; olharão apenas as fachadas sem placas, ou a anúncio de encerramento das atividades.

Fronteira organizada
No rol de informações que o Corvo recebe todos os dias, consta uma inovação em Ciudad del Este. Donos de grandes lojas estariam se articulando com o governo para aproveitar a pandemia e passar a régua em uma nova urbanização da cidade. A ideia é quando abrirem a fronteira, todo estará diferente.
 

Macro e Carrefour
O Macro fechou, amanheceu na segunda-feira com a corrente no portão, informando o fim das atividades comerciais. Mas segundo disseram ao Corvo, a rede Carrefour quer instalar uma loja naquele local, fazendo frente aos atacadões e redes paranaenses. Aliás, executivos da rede discutem a possibilidade de implantar um hipermercado num dos shoppings da cidade. Se for no Catuaí, vão precisar ampliação. Se for no Cataratas, vão precisar erguer mais um andar. 

 


Invasão
A crise está revelando um "Professor Pardal" em cada esquina. Ponto para a criatividade brasileira. Em Foz, cresceu o número de opções de equipamentos de higiene, como suportes de álcool em gel, secadores com lâmpada de ozônio, pias retráteis com a eficiência dos banheiros químicos além de uma infinidade de modelos de máscaras e protetores para a cabeça. Andam tentando enfiar a cabeça até em aquários, o que resultaria numa espécie de capacete de astronauta. Ai se a moda pega...

Sem o Chico
Corvo, a minha ficha não caiu. Comprei o jornal ontem e fui com tudo procurar a coluna do meu velho amigo Chico e cadê? Foi quando a moça do posto de combustível disse que "achava que ele tinha morrido". Precisaram me servir um copo de água com açúcar. Como fiquei doente uns dias e a minha família me enjaulou, achando que era covid-19, acabei não sabendo da morte do meu amigo. Puxa vida, que tristeza. Deus o tenha e aproveite para ter com ele os bons papos que eu tinha, toda vez que o encontrava pelo caminho.
Rubens F. Loureiro   

O Corvo responde: prezado, a ficha também não caiu na redação e todos sentem uma falta danada do amigo ou de ler a sua coluna. Chico fez história e será guardado nela. Ainda estamos no luto e pelo visto, vamos demorar para sair.

Créditos
Corvo, me conta, você conseguiu algum dinheiro desses créditos subsidiados? Olha que falei com uma porção de amigos e não achei um, que fosse feliz com isso. Todos estão na fila, aguardando a análise. E pensar que muita gente acreditava que seria fácil. 
Manuela J. H. Peçanha

O Corvo responde: créditos governamentais nunca foram fáceis, as empresas precisam manter tudo em dia e com certa regularidade, do contrário, ficarão de fora, ou não terão um resultado positivo quando o assunto é análise. O que o Corvo sabe é que a fila é longa e a cobrança é grande. 

Vacina
Corvo, eu que achava que fazer vacina era coisa mais simples. Lá em casa, as crianças de tanto verem televisão, estão brincando de médico, uma tratando a outra, usando máscaras, aventais, e utilizam termos como "imunização", dentre outros, já sobrou até injeção na bunda das bonecas. Mas o mais curioso, o que me levou a escrever para o senhor, é que há espertinhos espalhando por aí que já existe vacina e "vendem" senhas para as pessoas ficarem na "fila. Quem disse foi a minha cunhada. Um cara apareceu na casa dela com essa novidade.
Fabiana F. H. Machado

O Corvo responde: nas crises sempre aparecem esses escroques, tentando tirar vantagem dos menos esclarecidos, ou distraídos, porque muita gente acaba caindo na lábia deles. No dia que acharem uma vacina, o mundo todo saberá, porque não há nada mais esperado. Tomara isso aconteça antes do Papai Noel. Sim, vacinas levam em média dois a quatro anos até realizarem todos os testes. Se alguém aparecer vendendo vacinas, chame a polícia. 

Bom trabalho
Corvo, quero aproveitar o espaço para dizer que Foz parece bem organizada ao encarar a pandemia do coronavírus. Isso podemos contatar pelo número de óbitos e pessoas curadas. Já Cascavel está um horror. Minha irmã mora lá e disse que o bicho está pegando. Mas no geral o Paraná parece que vai bem. Você viu a entrevista do governador na RPC?
Geraldo H. Vitorinno

O Corvo responde: sim, o governador Ratinho Júnior parece manter as coisas sob controle. Falou um pouco de tudo, mas ele está visivelmente mais preocupado com a falta de água, até porque a pandemia do covd-19 está aparentemente sob controle no Estado. Bom, ele disse que basta um sinal da coisa sair do eixo que endurecerá. E não poderia agir diferente. Tudo vai passar.


Pichulinho fugiu
O cãozinho te pequeno, preto, com manchinhas brancas e pernas curtas escapuliu no último dia 12, quando caiu o último temporal. Ele mora na região da Vila A. Quem souber informações entrar em contato com Daiana celular 99802 8838. 

 


Hugo Chávez 
Acreditem, este é nome do fato tipo frajola, do jornalista Vinícius Ferreira. Hugo pelo visto empreendeu fuga, depois de comer dois peixes do aquário e até ontem não tinha retornado. O problema é que o gato é caseiro e não tem esse costume de desaparecer. Quem souber o paradeiro do Hugo Chávez, ligue para :(45) 9 9984 0254/ (45) 9 9927 7773 

Qual a razão de tantas manifestações

Se Bolsonaro está firme no governo, qual a razão de haver tanta gente em frente ao Palácio do Planalto, levando mensagens de apoio ao presidente, todos os finais de semana? Vai ver isso se tornou uma das únicas opções de turismo para muita gente. Lucram os vendedores e camisetas, balões e empresas de confeccionam frases atacando o Legislativo e Judiciário.

Isso incomoda? 
Politicamente, isso não deveria incomodar, porque as concentrações não são expressivas. Servem apenas para atiçar os noticiários em tempos de pandemia para pressionarem  pelo afrouxe nas regras de distanciamento. 

Audiência
Hoje as pessoas não esperam mais os telejornais, com é o caso do Jornal Nacional, para simplesmente acompanhar os conteúdos ou saber dos fatos. Dizem: "vamos ver o jornal para saber o que mais o Bolsonaro aprontou". E quem por algum motivo não consegue assistir pergunta, liga ou envia mensagem: "você viu o telejornal? O Bolsonaro aprontou de novo?". É bem assim que acontece.   

E é bom?
Bom, isso não é, mas que é hilário, isso sim. E de grão em grão, a audiência vai sendo garantida, só não é possível medir com exatidão se os números são favoráveis para o setor político. Há uma informação (que não é fake) que a Câmara Federal realizou uma pesquisa e o resultado não apresenta "interferência" na opinião pública. Por ser, por esta razão, Rodrigo Maia mudou o estilo de abordar as manifestações do presidente Jair Bolsonaro.

Cloroquina polêmica
A dúvida sobre o poder de cura do medicamento na covid-19 está causando pane na cabeça da população. Mas, alguém já soube, ou ouviu falar que a cloroquina matou, no lugar de curar? O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, declarou que o remédio pode causar óbitos "em casa", devido o feito da arritmia. Ele diz que a insistência no uso do produto pode sim, elevar a pressão por vagas nas UTIs. 

Com ou sem
Bolsonaro é simplista e direto na recomendação do remédio, do tipo, se a pessoa vai morrer por causa do coronavírus, não custa tentar salvá-la com a cloroquina. E é assa simplicidade na expressão, que causa ódio e pavor nos adversários e tanto choca quem não gosta dele. Mas francamente, até o Corvo, que é crítico diário das peripécias do presidente, se contraísse covid-19, sairia atrás de uns comprimidos. E quem, no desespero, não faria isso? Morrer por causa da arritmia, ou de covid-19, teoricamente dá no mesmo. Como disse um amigo, certa ocasião, "depois que descobriram que a pimenta é boa para o coração, o ânus que exploda". 

Cadê o ministro?
Então, quem será o próximo candidato ao paredão ministerial? Com o prognóstico, vai ser difícil encontrar um substituto para a vaga de Ministro da Saúde. É bem provável que o presidente deixe no cargo o general Eduardo Pazzuello. Ele não possui formação na área da medicina, provavelmente não saberia curar uma luxação ocasionada por salto de paraquedas, mas é conhecido pela organização e determinação. É da mesma turma de Bolsonaro, na Academia Militar. É aquela história, não sabe receitar remédio mas acata ordens. Pode ser, neste momento, é o que o presidente mais quer.

45% militares
O Corvo pesquisou e atende o pedido de um leitor: os militares ocupam 45% dos ministérios. Com permanência de Pazuello na Saúde, o governo passa a ter 10 ministros militares, entre os 22 ministérios. O número é maior do que três dos cinco governos do período militar (1964-1985). Além de Pazuello, os outros nove militares ministros são: general Walter Braga Netto (Casa Civil); general Luiz Eduardo Ramos (secretário de Governo); general Augusto Heleno (ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional); major da PM Jorge Oliveira Francisco (secretaria-geral da Presidência); capitão Wagner Rosário (ministro-chefe da Controladoria-Geral da União); tenente-coronel Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Comunicações); general Fernando Azevedo e Silva (Defesa) capitão Tarcísio Freitas (Infraestrutura) almirante Bento Costa (Minas e Energia). Há muitos oficiais em quase todos os órgãos governamentais. 

Cesta muito cara
A cesta básica subiu algo em torno dos 8,12% em abril e chega a R$ 862,87 na capital paulista; o valor oscila dependendo a região. Há onde beiro os mil reais. Bom, quem frequenta um supermercado sabe que os preços não são os mesmos. A gente entra, passei pelas gondolas e deixa uma grana razoável pelo caixa; pelo visto cobram até o álcool em gel e a medição de febre.  

Vazamento
No campo das intrigas, a curiosidade está sendo instigada para descobrir como Flávio Bolsonaro teve acesso à operação que investigava Fabrício Queiroz. Isso sim vai render muito bafafá. Mas no meio disso, vem a pergunta: os Bolsonaros já tinham influência na PF bem antes da troca do superintendente no Rio, isso é fato. 

Campo de girassóis
Virou mania o povo ir até Santa Terezinha e tirar foto em meio uma plantação de girassóis. Várias pessoas estavam se exibindo assim nas redes sociais, de manicures à socialites. Coisa mais fofa, se meter na plantação e fazer selfie, e depois, sair cheio de carrapichos e farpas nos cabelos. Não fosse isso o programa até era interessante, só que começaram a arrancar as flores e em alguns casos elas até foram atropeladas pelos curiosos. Não deu outra, o dono da plantação acabou com a festa.

Insistência
O proprietário da área colocou cartazes proibindo a entrada e umas fitas fechando a passagem entre os mourões, mas o povo não quis saber. No sábado pela manhã, havia mais gente perambulando pela plantação, do que em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. Bom, quem quiser apreciar a arte fotográfica ao lado de um girassol, basta navegar pelas redes sociais.
 
Inauguração

Ontem, no início da manhã, o prefeito Chico, o vice Bobato, membros do governo e assessores, "cortaram a faixa" da Unidade de Terapia de Doenças Infecciosas do Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Fizeram transmissão pelo facebook da prefeitura de Foz. São 12 novos leitos  que poderão ser utilizados como UTI para pacientes com a Covid-19 e claro, para outras necessidades no pós pandemia. Até o momento, os leitos para esta finalidade foram pouco utilizados em Foz, Graças a Deus! 

Olho nos números
Chico, Bobato & Cia estão de olho no comportamento da população sob os efeitos da abertura gradual do comércio. Por enquanto, tudo acontece satisfatoriamente, com 77 casos confirmados e 57 recuperados. 16 estão isolamento domiciliar, apenas dois seguem internados, isso até o fechamento da coluna. Foz registrou dois óbitos. Felizmente há mais notícias sobre recuperação do que de gente morrendo, o que é algo bem gratificante. Se a situação inverter, Chico garante que apertará nas medidas, novamente. Por isso é bom o povo colaborar atendendo aos preceitos de prevenção. 

Paulo Mac arrebentando 
Seo Paulo Mac Donald, depois de um bom tempo calado, está matando a saudade dos microfones e concede a concorridas entrevistas em vários órgãos e redes sociais. A audiência é notável, porque é possível conferir a quantidade de pessoas que acessa as manifestações. Paulo fala um pouco sobre tudo e mantém aquele jeitão matreiro, que é a sua característica, sobretudo ao apontar deficiências no governo. 

Audiências por vídeo
Como muita gente está em casa, grudada no celular e computador, as lives e manifestações são concorridas. A pandemia inventou uma nova maneira dos agentes públicos e políticos se comunicarem. Até as sessões da Câmara estão fazendo sucesso. Certamente há muito mais audiência nos vídeos, do que em plenário. Beni disse que apesar da falta que faz o cidadão nos anais legislativos, está contente com a economia de energia elétrica. 

Paraguai em pânico
É muito triste o que acontece além Rio Paraná; são muitas as histórias de famílias e suas privações em razão do bloqueio na ponte e medo do coronavírus. As pessoas vivem praticamente do escambo, trocando víveres e legumes que plantam no fundo do quintal. É um tal de carnear um porco ou matar um frango e dividir com vizinhos. As sopas coletivas passaram a ser usuais em várias localidades.  

Aventura no Paranazão
Quem conhece e navega pelo pequeno trecho que há entre Itaipu e a Foz do Rio Iguaçu, sabe dos riscos que há em acertar uma pedra, ou mesmo ao enfrentar a correnteza. Mas quando o assunto é buscar alimentos e tentar safar a fome, parece não haver medo. É impressionante o vai e vem de lanchas, canoas, barcos de todos os tamanhos. E também é grande a prisão de quem faz as travessias e a apreensão das embarcações, muitas vezes sem mercadoria. Este colunista descobriu que a situação é mais humanitária do que ilegal, porque as pessoas que se arriscam nas travessias nem conseguem vender os produtos, porque o povo não tem dinheiro.  

Fuga para o Brasil
A pressão é tão grande no Paraguai, que muita gente não vê outra alternativa a não ser tentar fugir para o Brasil, onde creem que as coisas estão melhores. É curioso ver os dois lados dessa migração, de quem quer entrar e, ao mesmo tempo sair. As pessoas se escondem em caminhões, pensa? 

Fundos falsos
E quem diria, até em tempos de tolerância zero na travessia entre os países, os contrabandistas tentam aprimorar a passagem da muamba, usando a artimanha do fundo falso nos veículos. E olhando as fotos e vídeos, deve ser bem difícil detectar a mercadoria escondida, ainda mais nos horários em que o Raio X está desativado. Aliás, como será que os contrabandistas ficam sabendo desse detalhe hein? Dos horários de funcionamento do Raio X?

Bicho do Paraná
Que tristeza, foi-se o João Lopes, aquele que não era gato de Ipanema, mas Bicho do Paraná. Figuraça, morreu aos 69 anos, e vai deixar muitos amigos saudosos, porque além do mais, era um grande praça. Foi se junta ao Dudu Constantinópolos, de quem era muito amigo. Aliás, João cultivava a amizade com uma legião de iguaçuenses.

As cartas

O Corvo ficou alguns dias sem publicar cartas. O volume acumulou e por isso, vamos livrar espaço nas "gavetas", leia-se arquivos. Publicar comunicados dos leitores além de respeitá-los, agrega um conteúdo muito eficiente ao jornal.  

O povo do oriente
Prezado Corvo, como você escreveu em alguma oportunidade, agora sabemos porque japoneses e coreanos vivem usando máscaras cirúrgicas. Era um hábito que muita gente acha graça. No Japão, aconteceram apenas 696 mortes e na Coréia do Sul, até ontem, 290. E no mais, eles são higiênicos até ao se cumprimentarem, porque fazem reverência curvando o corpo, raramente dão um abraço ou aperto de mão. É uma questão de cultura e comportamento. 
Jacira B. Villaça 

O Corvo responde: prezada professora, tem razão. Acontece que os orientais enfrentaram várias pandemias, ainda mais depois de serem descobertos pelo ocidente. Eles possuem um hábito que para muitos é estranho, como fosse superstição, ao tirarem os sapatos antes de entrarem na casa de alguém. Em verdade, estão deixando sujeira, bactérias e o que mais grudar no sapato, do lado de fora. Mas não vamos longe, o povo da roça e mesmo os mais antigos, cultivam o que pare eles, é um ato de respeito, ao tirar os sapatos quando vão visitar alguém. Isso nada mais é que um comportamento adequado e higiênico.

Islâmicos e Judeus
É normal ouvir comentários sobre o Ramadã, ou ainda o período de purificação dos judeus e católicos, e muita gente acredita que os hábitos alimentares são religiosos, ao não comerem carne de porco ou frutos do mar; em verdade trata-se de higiene. Está entre os preceitos, normas de lavar o corpo e correntemente as mãos. Pode ser agora, o mundo se descubra e comece a tratar o corpo um pouco melhor.

Cabines de desinfecção
Corvo, achei genial a iniciativa do pessoal de Curitiba, no desenvolvimento de uma cabine de desinfecção. Na verdade, eu sou meio "Professor Pardal" e estava pensando em criar algo assim, mas não imaginava que a concorrência fosse tão rápida. Meu projeto é mais individual, como um tipo de secador de cabelo antigo, onde a pessoa enfia a cabeça dentro e borrifa o resto do corpo, mas ao testar o protótipo, quase morri intoxicado pelo desinfetante. Depois testei no gato e ele ficou o dia todo meio que desmaiado, porque o produto à base de clorofórmio, comprado em supermercado, é muito forte. Depois que eu vi o desenvolvimento dos curitibanos, desisti. É bem mais seguro e fácil de usar.
Jair Rosalvo R. Fontanezzi

O Corvo responde: prezado, usou "clorofórmio"? Nem precisa tanto, há produtos bem mais eficazes e menos nocivos. Coitado do gato. O brasileiro é assim, criativo, mas há empresas na frente, utilizando tecnologias eficientes e baratas. Provavelmente o mundo não viva mais sem esses produtos coorporativos de higiene, sobretudo preventivos. 

Solução Caseira
O GDia publicou uma matéria de destaque, sobre a fabricação de uma cabine em Curitiba, muito bacana e bem integrada ao urbanismo, pois foi desenvolvida por meio de soluções arquitetônicas. A matéria rendeu uma procura muito grande por conta de hoteleiros e empresários da cidade, afinal de contas, Foz trabalha um plano de retomada das atividades. Mas ontem, este colunista teve acesso a um projeto da cidade, desenvolvido pela empresa Acquavitalle Indústria de Artefatos de Fibra, que fica na BR 277, de propriedade do nosso bom e prestativo amigo João Batista, que inclusive foi presidente da ACIFI. Segundo ele, o protótipo está entrando na fase de testes e na semana que vem será divulgado, dependendo o resultado. A empresa possui técnicos geniais e isso é possível ver pela linha de produtos, a começar pelas banheiras, que são disputadas pelo mercado em todo o pais. Vamos aguardar.

Bolsonaro complicado
Corvo, eu leio o que escreve e sou testemunha da sua isenção, mas francamente é difícil deixar de comentar essas trapalhadas do nosso presidente, porque todas, foi ele quem criou. Por exemplo, se não trocasse o ministro da Saúde, as coisas estariam andando melhor; se não encrencasse com o Sérgio Moro, o país não estaria metido numa crise política; com essa porção de investigações e uma lavação de roupa suja sem precedentes. Ontem você escreveu que o ex-ministro da Justiça pode ficar pendurado na broxa (aliás, obrigado pela aulinha sobre "brocha" e "broxa"). Mas será que será assim? Na minha opinião, todos vão se dar mal nessa história. 
Paulo R. F. Franco

O Corvo responde: prezado, a cada dia aconteceu um round diferente. Na modesta opinião do Corvo, e com toda a isenção do mundo, parece não haver provas consistente contra o presidente. O que prevalece é a sua intenção de mudar delegados da PF e isso pode ser encarado como interferência. Mas se a PF, admite que não está investigando parentes dele, qual o problema? Mas em algo concordamos: "boca fechada não entra mosca" e se há uma crise, foi o Bolsonaro quem cavou e está entrando no buraco. 

Responsabilidade
O presidente Bolsonaro editou Medida Provisória sobre as responsabilidades dos agentes públicos frente a pandemia. Estão dizendo que fez isso, para aliviar o próprio pescoço. O decreto avalia a gravidade ou não dos atos administrativos do Executivo. De uma forma ou outra, isso depende do Congresso, que pode derrubar a medida, ou torná-la sem eficácia. 

Em Foz
Corvo, veja, você escreveu que estamos seguros, mas o número de infectados pelo covid-19 não é tão pequeno assim em Foz. Chegamos na casa dos "70", ou mais e com dois óbitos. Olhando a lista dos países, há locais mais seguros mundo afora. Será que não é muito cedo para essa euforia de voltar a funcionar tudo como antes? 
Lucinda P. P. Lourenço

O Corvo responde: prezada, sentimos sim uma certa euforia, mas o que há é um processo gradual e muito cuidadoso de retomada das atividades, e tudo pode mudar, ou voltar ao que era, caso a situação saia de controle. O Paraná é um Estado dos mais seguros. Tanto o governador como os prefeitos, estão sintonizados no afrouxamento ou aperto das medidas. Em Foz, com a abertura de uma nova ala destinada aos casos de covid-19, o índice de ocupação de leitos cai sensivelmente. Mesmo assim, vamos ficar de olho. O Corvo é a favor do isolamento e distanciamento social e essa é uma decisão muito pessoal de cada um. A cidade, pelo que dizem mantém cerca de 50% de isolamento.  

Cloroquina
Corvo, afinal, será que já existe mesmo um medicamento capaz de amenizar esse terror que é o coronavírus? O presidente diz que a tal cloroquina pode ser eficaz em casos leves. Mas tem gente metendo o pau nisso, dizendo que o medicamento não pode ser administrado. O que é verdade e o que é fake, Corvo?  
João Antonio F. Ramires

O Corvo responde: prezado, ainda não há uma resposta completa para a sua pergunta. As opiniões se dividem. Os testes são favoráveis ao medicamento, mas sem precisão. Eles respondem bem, quando são administrados num grupo de pacientes, mas há uma pequena taxa de rejeição. O que vale é a opinião "uma" da ciência e por enquanto ela ainda não apareceu. 

Ventiladores
Prezado Corvo, que crise mais besta é essa por causa de ventiladores? E a roubalheira? Será que até numa hora dessas, esses corruptos não dão paz pra gente? Que loucura hein? E pensar que muitos equipamentos estavam danificados e os comprados, chegam novos, mas sem funcionar, é mesmo uma bagunça. Pensa se fosse uma guerra de verdade, com inimigos dando tiro na gente? O que seria do país?
Márcia F. R. Pavan

O Corvo responde: prezada, se fosse um conflito armado, pode ser, o Brasil se sairia muito melhor, pois possui um contingente de forças armadas em condições de enfrentamento e também com equipamento. A situação é muito pior, pode acreditar, porque além de não conhecer o inimigo, ele está colocando a nocaute as nações maios poderosas do mundo. Sim, o coronavírus mostrou o que há por baixo da batina do setor de saúde.  

Eleições
Pois então seo Corvo, até o ENEM está para ser adiando e ele ocorreria em novembro. E as eleições? Será que vão manter o calendário? Pensa um monte de gente nas ruas, nas filas para votar. E os políticos? Eles não podem nem visitar os eleitores. O que você sabe sobre isso Corvo? 
Márcio R. J. Gisconte

O Corvo responde: caro leitor, o assunto está em discussão no Congresso e também nos Tribunais Eleitorais. É provável que adiem o pleito, mas ainda não há uma discussão aberta sobre isso. Já o Enem, o problema é maior, porque jovens que não possuem computador e nem acesso à internet, não estão conseguindo estudar. 

Propaganda
Falar em Enem, que publicidade mais imbecil essa de questionar se a perda de uma geração "seria bom ou não para o Brasil". Quem será aprovou um material assim? O desaparecimento de uma geração seria uma tragédia sem precedentes, como está ocorrendo. O Brasil está se transformando num corpo aleijado, deficiente, porque está perdendo intelectuais, pessoas muito competentes e que farão falta, bem como perde jovens e trabalhadores, médicos, enfermeiros. 

Vertedouro
Corvo, quem diria. Quando Itaipu estava sendo construída, os argentinos temiam chegando até a protestar, por causa do vertedouro. Diziam que ele era uma espécie de arma, como o país vizinho. E agora? É justamente o vertedouro de Itaipu que dará condições de navegação aos rios e ajudará no consumo de água. Que mudança de pensamento hein?
Rubens M. Maldonado

O Corvo responde: verdade, isso aconteceu e os diplomatas tiveram muito trabalho para explicar que não havia riscos. Mas a situação foi administrada através dos tempos e hoje todos vivem em paz. A abertura do vertedouro é uma iniciativa que ajudará e muito os vizinhos, considerando que a Bacia do Paraná, pode ajudar o Plata e seus afluentes.

 

Crescimento ordenado

A retomada das atividades em Foz do Iguaçu é uma realidade. Uns acreditam que é cedo, porque isso de certa forma causa euforia e leva as pessoas para as ruas, outros, no entanto, creem piamente que a população adotará os cuidados e com isto, facilitará as coisas na área da Saúde. Tomara. O problema neste caso, é saber a verdadeira porcentagem dos que tratam a pandemia com seriedade. 

Tempo recorde
O Judiciário mostra uma otimização do trabalho, com muita agilidade nas demandas e sentenças. No Legislativo não é diferente, a Câmara de Foz, por exemplo, está antecipando o tempo e aprovando as urgências em épocas de pandemia. Na cidade, o Executivo não tem muito o que se queixar, as não ser no aperto sobre gastos e contratações.  

Óbitos por Dengue
Há quem garanta, que a transformação do aparato hospitalar em trincheira contra o covid-19, ajudou no aumento de mortes pela picada do mosquito. E aí vem a pergunta: não seria o caso destinar um local, pelo menos, para atender aos casos de dengue? Bom, isso é o que os leitores questionam. O Corvo vai pesquisar. Mas se a ocupação das Unidades de Tratamento Intensivo é baixa, então morrer de dengue, não é por causa da lotação causada pelo covid-19, pelo menos em Foz do Iguaçu.   

Cabines de desinfecção
Com a pandemia, surgem soluções urbanas inimagináveis num passado próximo. Quem diria, as Câmaras de Descontaminação dos filmes de ficção, existem muito antes de "um futuro" distante. Na produção "Perdido em Marte", por exemplo, o astronauta utiliza equipamento similar toda a vez que entra no módulo de vida. 

Cenário diferente
A pandemia está mudando muitas coisas e as cidades não serão as mesmas. Já falam em transformar os ônibus em cabines de descontaminação, com a emissão de vapores desinfetantes, sem que as pessoas sintam. O ato de entrar por uma porta e sair pela outra, do ônibus, ou trens do metrô, colocará nas ruas um ser mais livre das impurezas e contaminações. Bom, se em Foz, colocar aparelhos de ar-condicionado foi um parto, imagina um trobisco de higienizar o povo? 

Crise humanitária
É verdade, o Paraguai vive uma situação sem precedentes, porque o país não possui as mesmas fontes de abastecimento, como acontece no Brasil. Há família desesperadas com a falta de comida e itens básicos para a sobrevivência. Mas devemos assimilar, que isso poderá ocorrer em muitas localidades brasileiras, se parte da população insistir nessa bagunça de esculhambar as medidas protetivas.  

Hotéis não "aceitam"
A notícia de que a hotelaria pulou fora do edital da prefeitura para a ocupação de leitos no tratamento do covid-19, causou um certo desconforto na categoria. Pudera, algumas pessoas assimilaram isso como fosse uma recusa, por parte dos empresários. A matéria publicada no GDia tratou do tema corretamente informando que os hotéis não se "interessaram" e por isso, não atenderam a chamada pública. Não está errado concluir que não "aceitaram" bem a iniciativa, mas houve quem entendesse isso de outra forma. O Corvo vai dar uma arrumada na manchete, pós publicação: "Hotéis não retiram editais para atender covid-19".  E aqui entre nós, qual hotel toparia disponibilizar alas para tratar uma doença que é tão contagiosa, ainda mais por um preço de R$ 80, com três refeições e roupa lavada? Tá difícil. E agora, se a cidade não conta com hospital de campanha? Como será em caso de a situação sair do controle? 

Cálculo ruim
Nem em baixa temporada, há hotéis praticando uma tarifa tão baixa em Foz do Iguaçu e dificilmente algum hoteleiro se interessaria, caso o valor fosse R$ 200,00 ou até R$ 300,00, porque o custo com higienização seria muito alto. Além do mais, se há falta de médicos e enfermeiros, devido à violência do vírus, o que dizer de camareiras, cozinheiros, mensageiros? Onde arranjariam EPIs para todo mundo? O que a prefeitura pode fazer é procurar um hotel fechado e tentar transformar em hospital de campanha, mesmo assim, isso vai custar muito dinheiro.

Precisa?
Segundo as autoridades, pode ser, Foz nem precise um "hospital de campanha", porque trabalha com as rédeas bem curtas, para não dizer ajustadas, no combate ao coronavírus. Como este colunista já escreveu em outra nota, na coluna de hoje, a ocupação de UTI's é baixa e a tendência é manter assim, com a ajuda da população.  

Pandemônio ministerial
A revelação do vídeo, da reunião entre presidente e ministros está causando uma baita rebordosa nacional. Bolsonaro trataria os ministros como um técnico faz nos vestiários. É logo que as imagens vazam e saberemos ao certo o que aconteceu. Se é que já não vazaram até o Corvo baixar a coluna na redação. 

O fim das reuniões
Depois da encrenca, o presidente Bolsonaro encontrou uma maneira eficaz de não haver mais polêmicas no encontro coletivo com os ministros, o que aliás contraria até as regras de distanciamento; ele resolveu não promover mais os encontros. Difícil né, imaginar um chefe do executivo que não conversa com o grupo? 

Falou ou não falou?
Pelo que entendemos, a divergência agora está na interpretação das falas. Bolsonaro falou em proteção institucional dos familiares e o Moro entendeu que era para blindar os filhos. Taí uma situação que ainda vai render muita confusão nacional.

Segurança da família?
Qual tipo de segurança o presidente se refere? A física ou a processual, diante da lista de pendengas onde os filhos se defendem? Embora muita gente não veja, o torniquete aperta. Interessante foi o depoimento dos ministros generais, ao "não recordarem" o momento mais crucial do encontro.   

Pendurado na...
Enquanto isso, o ex-ministro Sérgio Moro, vai tentando encontrar uma "broxa" para se pendurar, porque seus argumentos estão se tornando um tanto insustentáveis. Fazem barulho, mas tudo dependerá da interpretação dos magistrados, no curso dos processos, caso isso chegue lá. Francamente, é muito tiro de espoleta para todos os lados.  

"Broxa" ou "brocha"?
A língua portuguesa causa essas dúvidas. O Corvo recebeu seguidamente cartas de leitores sobre isso. Seria bem mais fácil entrar no Google, mas o que fazer, se resolvem consultar o Corvo?  Vamos lá: "Brocha" é um prego de cabeça chata, ou um cravo de ferro pontiagudo, usados atrás das portas, onde as pessoas penduram, em geral, roupas. É a palavra certa para quem está desanimado, ou não consegue levar até o fim, o ato conjugal. Já uma "Broxa" é o pincel grande, utilizado na caiação ou nas grosseiras. Deu para entender né? 

Quase fora do ar
A abertura do Jornal Nacional da última terça-feira fez muita gente pular do sofá! Como a "escalada" de manchetes era forte, contra o governo, houve quem acreditasse que o fato da voz dos apresentadores sumir e as imagens falharem, foi um ato de "sabotagem". Mais tarde Willian Bonner deu uma explicação, mas ela não foi lá muito convincente. A tal "escalada" é gravada, o que não deu muito certo. 

Covid-19 e o Brasil
Vamos escalando as estatísticas, e é até natural, pois não há como um país de dimensões continentais, com 210 milhões de habitantes, não aparecer no mapa da desgraça. O que preocupa é o fato de não ter alcançado o cume dessa tal curva nefasta. 

Milagres da internet
E a internet, quem diria, tão criticada pelos educadores, hoje é salvação da lavoura na educação da molecada. E é bom muita gente ir se acostumando, porque dizem que é a "educação" do futuro. Pensa um mundo sem milhares de estruturas escolares, zeladores, diretores, pais sem precisar levar e buscar as crias; os professores na telinha e o comportamento levado mais a sério dentro de casa? Puxa vida, até que a ideia não é ruim. Mas isso vai demorar. O que acontece pelo momento é força de necessidade.

Comportamento& Cotidiano
O GDia estreia nova coluna, dedicada à assuntos diversos, com um pouco de cada segmento. Assim o jornal terá mais uma janela para tratar de abordagens variadas, criando oportunidades comerciais. Em breve, a novidade estará no eletrônico.

Curitiba
Uma empresa da capital está engenhando soluções futuristas na produção de cabines de desinfecção. Foi-se o tempo das tendas de lona, espirrando soluções inseticidas, que matam as pessoas intoxicadas, antes do covid-19 agir. Em São Paulo, as pessoas passam pelas lonas improvisadas e saem tossindo, cheirando fumacê; um odor insuportável. As "cabines" criadas pela empresa DesinCab são muito eficientes e com certificação de uso. Se Foz pretende retomar as atividades, taí uma dica, instalar produtos assim em frente aos estabelecimentos, órgãos públicos e supermercados.