No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Quarto óbito

Foz se mantinha resistente com apenas três óbitos por covid-19 durante um longo tempo, mas a marca caiu ontem, segunda-feira, apesar do sepultamento ter ocorrido na noite anterior. O release, que em geral é uma ferramenta informativa fria, transmitiu a rapidez com que o vírus comprometeu o paciente; foi em questão de horas. O homem de 60 anos possuía comorbidades como a hipertensão e diabetes e há suspeitas de complicações cardíacas; foi diagnosticado positivo na sexta-feira e teve um agravamento em apenas dois dias. É uma doença medonha, terrível e muita gente ainda não acredita.

Limitação
A prefeitura baixou decreto limitando o funcionamento de bares, restaurantes e estabelecimentos gastronômicos dos mais diversos. E segundo disseram ao Corvo, isso seria o início de uma lista de medidas bem duras.

O que adianta? 
Corvo, não quero que os donos de estabelecimento briguem comigo, pois sou frequentador de muitos bares e restaurantes, mas a medida da prefeitura não surtirá lá muitos efeitos, uma vez que o horário de pico de muitos estabelecimentos é no final da tarde, quando o freguês dá aquela paradinha para molhar o bico. Às 23 horas, horário determinado pelo decreto, a maioria dos bares já fechou em Foz e isso acontece até antes da pandemia, logo, é uma medida sem muito impacto. Lamentavelmente, pelo o que estamos vendo, o Chico vai ter que lacrar muitos locais bem antes desse horário se a proposta é segurar o covid-19.
Maurílio V. Fonseca

O Corvo responde: não é bem assim, em muitos bairros há estabelecimentos funcionando madrugada adentro e isso foi constatado pela força-tarefa, implantada na sexta-feira (12). Esses locais, em geral, têm sido denunciados por meio do número da Defesa Civil, 199. A população está atenta e a prefeitura teve que se virar nos 30 para dar uma resposta. Embora ocorram muitas desobediências, há uma parcela significativa de moradores que respeita as regras e por isso, denuncia.  

Relatório da força-tarefa
A fiscalização fazendária apresentou o seu primeiro levantamento das abordagens que foram realizadas pela força-tarefa na última sexta-feira. O caso é que muitas denúncias foram improcedentes e algumas não chegaram a ser realizadas, mesmo assim o vai e vem das equipes não foi pequeno. Orientaram mais do que autuaram. Com novos horários para fiscalizar, o ritmo vai aumentar.   

Voluntários da Pátria
O presidente Bolsonaro convocou seus simpatizantes e correligionários para entrar nos hospitais e conferir que o dinheiro está sendo bem aplicado. Pode ser que muita gente ficou por lá mesmo, depois de conferirem a temperatura. Esses "fiscais" resistem em usar máscaras, porque acreditam que contrair a doença é uma maneira de criar imunidade. Os cientistas alertam para os riscos de uma aventura assim. Bom mesmo seria se a tropa de choque ideológica ajudasse a denunciar quem descumpre as regras, aí sim prestariam um serviço de excelência. 

Culpa de quem? 
A culpa é de quem não obedece e tem a conivência dos donos e gerentes dos estabelecimentos. É normal ver pessoas entrando sem máscaras em muitos locais, ou com ela protegendo o papo, abaixo do queixo, o que não adianta nada. Dono de boteco, mercadinho e pararia tem que ter voz ativa, mandar no pedaço, senão corre o risco de fechar. 

Dura estadual
Os números no Paraná estão crescendo bem acima do esperado e mesmo que as medidas restritivas sejam de responsabilidade dos municípios, pode ser, o governo do Estado resolva endurecer, o que aliviará um pouco a vida dos prefeitos, porque terão em quem jogar a culpa.  

A Câmara e o "lockdown"
O Legislativo não foi lá muito complacente em dar voltas para não chocar a população; foi mais direto: se o povo não colaborar, a cidade vai fechar de novo. Mas aqui entre nós, isso pode mesmo acontecer e é a mais pura realidade. Como lidar com números tão altos e muita gente esboça não dar a mínima?  

E como se faz?
Corvo, essa obrigação de usar máscara é algo meio sem nexo. Como eu faço para ir ao boteco encontrar os amigos? Saio de casa com a máscara e até álcool gel no bolso, mas não tem como dar uns goles com aquilo tapando a boca. Então, de que adianta abrir os bares, e restaurantes, se eles podem ser multados com as pessoas sem as máscaras lá? Fica difícil né? 
Paulinho M. S. Santos

O Corvo responde: prezado, a fiscalização não multará, caso o bar ou restaurante tenha se precavido mediante as regras de distanciamento, mantendo uma mesa longe da outra, evitando a concentração dos fregueses. É possível beber, mas não atravessar a noite na esbórnia, se agarrando com os amigos de boteco, como a fiscalização constatou. O Corvo já foi à restaurante durante o período de pandemia, comeu, bebeu e não se aproximou de outras pessoas e nem mesmo dos garçons, mesmo assim, deu um medão. Não foi uma boa experiência, porque as pessoas bebem e se esquecem que lá fora tem um vírus catando quem vê pela frente. 

Supermercados
No início da pandemia, os supermercados em Foz organizavam bem melhor o ingresso nos estabelecimentos. Hoje eles voltaram a funcionar como mercados turcos, com gente esbarrando umas nas outras entre as gôndolas. Não há respeito nem nas filas para comprar carne, e, é possível encontrar pessoas com a máscara no bolso, ou abaixo do nariz. Que situação? E nem chegamos ao pico do contágio. É o momento de se cuidar e evitar as aglomerações. Os números não mentem. 

Esforço 
Há um movimento bem concentrado de forças entre brasileiros e paraguaios, no sentido de pressionar Marito Abdo, na abertura da Ponte da Amizade. Ontem este Corvo ativou os contatos em Assunção e o homem está duro igual uma rocha, ainda mais depois da situação desgovernada no Brasil, que caminha com números alarmantes.

Cães farejadores
Olha só seo Corvo, impressionante a capacidade dos cães de localizarem drogas. Sei que eles são muito treinados para isso, e pena que são poucos os animais, porque fazem um grande serviço. Mas é preciso destacar a dedicação dos treinadores e policiais que fazem dupla com esses animais maravilhosos. Aproveitando Corvo, se um cachorro desses passar pelas proximidades da minha casa, irá uivar, porque o local é nublado de tanta fumaça de cigarrinhos do capeta; a molecada fuma mais maconha do que usa narguilé. O negócio é apreender a droga. 
M.J.F (O leitor pediu para não ter o nome divulgado.

O Corvo responde: os cães prestam um inestimável serviço à população e o detalhe é que estão sempre a postos, atentos; são muito eficientes e fazem tudo isso, em troca da razão e carinho dos parceiros. Muitos cães farejadores fazem parte da vida dos policiais e por isso, são exemplarmente tratados. O animal "Guerreiro", do Batalhão de Fronteira, é um dos mais condecorados no país.

Falar em drogas...
Uma operação policial localizou um pouco mais de uma tonelada de maconha no Jardim Jupira. As forças conjuntas estão virando o bairro de cabeça para baixo, e só assim para resolver de vez a questão. Uma fonte informou o Corvo, que a pegada é tão forte, que os traficantes estão se "pirulitando" para a região do Porto Belo. Bom, isso pode não fazer a mínima diferença, porque a inteligência da operação já deve estar no calcanhar deles.  

Só dá covid-19
Então Corvo, estou com saudades de outros tipos de notícias, mas isso não é uma queixa e sim uma constatação. Me coloquei no seu lugar e vejo que de fato seria muito difícil explorar outros assuntos, porque queira ou não, uma coisa acaba ligada à outra. Se não é covid-19 é afronta à democracia, e é difícil avaliar o que é pior. 
Rosangela A. G. Siqueira

O Corvo responde: em nosso universo ainda que há um diferencial, porque na fronteira acontecem outras coisas como a apreensão de contrabando e drogas, mas isso no fundo, também acaba ligado à pandemia, em razão do fechamento das fronteiras. A leitora pode atentar ao fato que os telejornais aumentaram o tempo desde o início da pandemia e continuam assim. É provável que isso mude até o conceito televisivo daqui em diante.

Influenza
O povo se cuidando do bichinho microscópico conhecido como covid-19 e um outro vem atacando sem dó; é o vírus da influenza. Da mesma maneira, os mosquitos da dengue continuam fazendo a festa. A soma dessas três doenças resulta num coquetel muito perigoso para a população, porque se um não pegar, o outro pega, e, todo mundo acaba se expondo nos hospitais postos de saúde e locais similares.

Medo de tudo
Corvo, é um problemão tudo isso que enfrentamos, porque passei a ter medo até de cortar a unha. Não vou mais nas farmácias porque é lá que as pessoas com sintomas vão antes de irem ao médico; não vou em ambulatório, porque dizem que é lá que estão os contaminados; hospital nem, pensar. Tá difícil, porque as pessoas estão morrendo em casa. 
Laura L. S. Rodrigues

O Corvo responde: prezada, as farmácias atendem com entregas e elas são muito eficientes. Não precisa se deslocar; mas o que escreveu é verdade, a população tem medo de ir aos hospitais, mas na contramão, há quem não tema frequentar aglomerações, não usa máscara e acredita ainda na tal gripezinha.

De volta

Até que o Corvo estava com saudade de trabalhar no domingo, em especial para poder ler e atender os comunicados dos leitores, que simbolicamente chamamos de "cartas". As edições das "segundas" eram praticamente dedicadas ao que leem e opinam quanto aos fatos cotidianos. Mesmo com a pandemia, a direção optou em devolver a impressão no primeiro dia da semana, obedecendo as regras de flexibilização. 

Acabou a guerra
Ontem o Corvo deu um passeio pelos sites de informações do covid-19 de universidades, OMS, Consórcio de Comunicação e Ministério da Saúde e parece, que todos voltaram a trabalhar com a mesma metodologia e com base nas informações dos Estados. Acabou-se aquela frescura de tentar diminuir o número de vítimas, ou de causar a recontagem. Levaram uma semana discutindo o "sexo dos anjos". 

E vamos que vamos...
...encontrar um número que jamais queríamos ler: um milhão de infectados e 50 mil mortes no Brasil. Impressionante admitir que chegaremos a isso muito rapidamente. Que barbaridade! 

Enquanto isso...
Este colunista pede desculpas aos fanáticos e fervorosos defensores do presidente Bolsonaro, mas enquanto o país afunda neste lamaçal de dúvidas, ele fica evocando militares em discursos paralelos, como isso nos levasse a um debate extremamente desnecessário neste momento. Nem o povo da ativa está contente com isso. Nosso presidente deveria se desarmar e voltar a governar, sem a necessidade de embates pessoais, contra o STF, instituições e preocupações com golpes e fantasmas que não existem. A população mais do que nunca precisa do governo e isso não quer dizer apenas distribuição de ajuda. O Brasil necessita de organização. 

Novos ministérios
Agora teremos mais uma vez o Ministério das Comunicações, coisa que governos insistem em fechar e depois, quando necessitam organizar campanhas, sentem falta. É difícil trabalhar orçamento com o setor de comunicação atrelado à outras pastas. O mesmo ocorre com a Cultura. Então, toda vez que um prefeito, governador e presidente aparece dizendo que vai reduzir ministérios, em nome da economia, vão acabar gastando muito mais no futuro. 

Manobra
Se muita gente acredita que colocando o genro no ministério, Bolsonaro ajuda Sílvio Santos, se engana. O Baú vai ficar triste, porque as empresas "SS" estão em nome das filhas do apresentador, uma dela, mulher do deputado, que agora vai virar ministro. Como ele poderá destonar verbas, para empresas da família? Claro que isso vai acabar em rolo na Justiça. No fim, temos aí mais uma história em que o genro ajuda a afundar o sogro. Se Bolsonaro queria afrontar a Globo, mais ajudou que outra coisa.

Preocupação agravada
Os casos de covid-19 em Foz estavam aparentemente sob controle, mas a casa começou a cair, com a necessidade de ceder leitos para as cidades da região, como é o caso de Cascavel, cujo sistema colapsou. Piorou e muito, com a flexibilização das regras. Durante uma semana, Foz acumulou mais de uma centena de casos positivos, coisa que demorou dois meses e meio, quando o distanciamento social era mais rígido.

E com o aumento...
...sobem os casos de internamentos e a cada paciente diminui a capacidade de ocupação das UTIs. Do jeito que vai, logo não haverá mais vagas para os contaminados na cidade e aí é que o povo vai se dar conta da burrada que foi não dar bola para os alertas. 

Dureza
A verdade é que o Chico está entre a cruz e a caldeirinha. Se decreta de novo regras restritivas, voltando a fechar comércio, hotéis, atrativos, vai levar tijoladas de todos os lados; se continuar flexibilizando, terá sérios problemas no setor de Saúde. Amigos, num ano político, com eleições para prefeito, a esta altura, o travesseiro do Chico deve estar mais peludo que gato. Haja falta de sono, com tantas preocupações.   

Fiscalização
Que funciona é fiscalizar e mesmo formando uma força-tarefa está difícil conter a população. Em algumas localidades há uma festa em cada esquina, com a turma sem máscaras, enchendo a cara e até comemorando "o fim da pandemia". Pode isso? Foi o que um fiscal relatou a este colunista. Ao chegarem numa localidade, um cidadão veio com uma garrafa de cerveja na mão, oferecendo aos agentes de segurança, para "festejar o fato do covid-19 ter ido embora". Quase acabou preso. 

Nas calçadas
Em muitos locais, pessoas formam aglomerações para fazer churrasco em frente à residência, formando rodas de narguilé, e dá-lhe som alto, gritos, risadas, coisa que irrita a vizinhança que leva a sério as regras de distanciamento. O número de ligações para o 199 aumentou tanto, que precisaram dar um jeito de aumentar a equipe e ir para cima dos desrespeitadores, porque senão, ia pegar mal com os denunciantes. Se fiscalizar, a prefeitura é malvada, e, se não atender as denúncias, é incompetente. 

Regulação 
Contaram para o corvo, que o estado de nervos na área da Saúde é muito grande. Alguns médicos e técnicos estão de bico virado com o setor político, porque são radicalmente a favor de um lockdown, mas que ele não acontece, em razão da pressão que haverá em caso de retrocesso na flexibilização. Que situação hein?

Normalidade
Olha Corvo, veja o que penso: se a população se precavesse, usando máscara, lavando as mãos, mantendo distância, acredito piamente que superaríamos a pandemia, sem colapsar a área de saúde. Mas o problema, é que ainda tem gente que se encontra e dá abraço, beijinho, aperta a mão, não usa máscara e organiza encontros, festas, reuniões e até jogos de futebol. Será que essa coceira não pode ser dominada? Entendo que dá para levar a vida normal, se os "outros" não atrapalharem.
Silvana R. G. Mazinno

O Corvo responde: prezada, a culpa sempre é dos "outros" não é? Isso acontece com a dengue, por exemplo, quando a gente mantém o quintal limpo e o vizinho não. O que precisamos fazer é ajudar a cuidar um dos outros, se isso acontecer, venceremos o coronavírus. Não dê a mão, não ofereça a face ao beijo, não aceite abraço. Se a outra pessoa se aborrecer, explique, ensine, esclareça os riscos de contágio. 
 

Disseminação
Corvo, leio sempre a sua coluna e não faz muito tempo, o senhor escreveu que a ignorância é o problema do covid-19. É verdade e eu concordo, é mais fácil vencer o vírus do que a burrice de muitas pessoas. A doença pega, no entanto, a necessidade de se proteger, via recomendações, não é tão levado à sério. Esses dias fui ao shopping e tinha um moço no estacionamento medindo a temperatura das pessoas. Eu estava ao volante e deixei ele aproximar o medidor, mas daí, para medir o meu marido, o carinha atravessou o bração dele dentro do carro, quase esfregando na minha cara? Poxa? Esse pessoal precisa se tocar, o que custa dar a volta no veículo? É o tipo de coisa que não dá certo, não acha? 
Márcia Medeiros S. Costa

O Corvo responde: prezada, é simples: depois que a pessoa medir a sua temperatura, peça para ele dar a volta e medir corretamente a das outras pessoas. O que ele poderá fazer? Reclamar? Fará o serviço de bico fechado e se não fizer, reclame para a administração do shopping.    

Política
Seu Corvo, tudo bem que a pandemia está desfocando nossas atenções, mas não seria o momento começar a discutir o cenário político, porque afinal você é um especialista eu leio a sua coluna por isso. Você tem acertado quase todas, e sendo assim gostaria de saber: Paulo Mac Donald vai poder ser candidato mesmo? E se ele vencer, assumirá o cargo de prefeito? É o que eu mais ouço por aí. O senhor já tem uma resposta para isso? 
Magdalena P. H. Horta

O Corvo responde: é necessário ter cuidado para uma resposta dessas, primeiro em razão das regras eleitorais e depois, para não fazer exercício de adivinhação, sem os dados necessários para uma afirmação. Segundo os advogados do Paulo, ele está apto e terá essa condição. Mas sobre poder assumir ou não, isso sempre estará na boca dos adversários. A novidade é que se depender de processo, não é só o Paulo que está ou estaria enrolado.

Sobre a política
O Corvo já está sentindo um fervilhar na área eleitoral e dá para imaginar que isso pegará fogo mais adiante, independa a pandemia e seus reflexos. Aliás, será o tema da vez, porque a cidade terá que enfrentar um processo de reconstrução. Será bem mais fácil depois da pandemia, do que do governo Reni, por exemplo, mas o debate estará acesso no campo da reconstrução. 

Boa notícia
O Corvo deu uma ligada para alguns hotéis e descobriu que a ocupação está acontecendo. Quase todos os consultados, dizem que operam com 10, 20%, como fosse em baixa temporada, no tempo que ela existia. Isso já ajuda na manutenção dos custos. Bola pra frente! Boa semana a todos!
 

Depois da pandemia

Prezado senhor Corvo estou curioso para saber, como faremos depois de passar o tempo e acabar o prazo de adiamento das contas, como é o caso da luz e água? Não consigo pagar e os valores estão acumulando. Pelo visto doer as mãos dos funcionários de tanto passarem lacre e alicate nos fios. 
Júlio R. A. Fonseca

O Corvo responde: prezado, as companhias estão se preparando para isso. Este passado ouviu dizer que será possível fazer parcelamento dos valores. Quem não conseguir pagar à vista, vai apelar para as parcelas. A dúvida do leitor, tem sido a de muitas pessoas nos últimos dias. Ao que sabemos, não haverá ampliação dos prazos. 

Dia dos pombinhos
E agora Corvo, como é que vamos comemorar o dia dos namorados, no meio dessa pandemia? Os restaurantes estão fazendo promoções, mas e o medo? Até o dia dos namorados vai ter que mudar, que coisa hein? 
Paula J. Yamagushi

O Corvo responde: muitos donos de restaurantes estão quebrando a cabeça para recebera clientela. O Corvo fez uma pesquisa e a diferença é que receberão menos gente, com distância maior entre as mesas. Há quem ofereça até buffet, onde as pessoas poderão se servir individualmente, respeitando uma fila com dois metros entre os demais. O Corvo vai dar um jeito no cafofo e vai curtir a noite de hoje em casa, porque é muito mais seguro! O serviço de entrega nunca foi tão eficiente. 

Festas nos "arraias"
O povo não pensa mesmo Corvo, estava indo para casa na noitinha de quarta-feira e dei de frente para o Clube Hípico, onde havia festa de São João! O local estava todo enfeitado com bandeirinhas e havia várias pessoas lá, curtindo um churrasco. Pode isso? Cadê a fiscalização? Pois como sou uma cumpridora das leis, cheguei em casa e denunciei no 199. Mas quem disse que adiantou? Nada, a fiscalização não apareceu. O que adianta o prefeito parecer em live dizendo que vai endurecer e no fim, essas coisas acontecem na cara de todo mundo! 

O Corvo responde: este Corvo também recebeu várias mensagens informando o fato. Todo mundo que entra na Vila Carimã e vai em direção aos bairros próximos, dá de cara com o Clube Hípico, logo, não é difícil ver o que acontece lá. Algumas pessoas disseram que denunciaram, o que nos faz concluir, que a máquina pública não está desempenhando o papel ao qual se propôs, ao anunciar medias duras contra infratores. Chico vai ter que rebolar, ou se virar nos 30, porque a população que respeita a Lei, não suporta desvios.

Uma hora e meia
O Corvo ligou para as autoridades para saber sobre essa deficiência na fiscalização e soube que só há duas equipes de plantão neste período de feriado e dá-lhe transgressões para autuar. Em muitos locais, os fiscais são obrigados a permanecer mais do que deveriam, e sendo assim, não conseguem atender todas as denúncias. Mas no caso da festança do Clube Hípico, uma pessoa fez a denúncia no 199, por volta das 22 horas, mas a informação chegou aos fiscais, às 23h30, portanto levaram uma hora e meia para fazer uma informação tramitar em órgão público. Se pedissem para uma tartaruga fazer o trabalho, ela seria mais eficiente. Uma hora e meia, é o suficiente para umas 200 pessoas pegarem o covid-19 e se isso acontecer, pelo menos uma parte vai parar no serviço público de Saúde. 

Feriados
Corvo, dia dez foi o feriado do Padroeiro da Cidade; ontem foi Corpus Christi e amanhã, será o Sábado de Aleluia. O problema é que muita gente trabalhou normalmente no feriado, enquanto o resto da população descansava. Isso não está certo, aqui vão os meus protestos. 
Marcia G. Silva

O Corvo responde: prezada, vamos antes fazer algumas correções. Dia 10, última quarta-feira, foi a data da Emancipação do Município e amanhã, (13), não será o Sábado de Aleluia, que antecede a Páscoa, portanto, já passou. Não houve feriado e sim uma transformação da data para Ponto Facultativo. Estima-se que um porcentual muito grande do comércio aderiu e abriu as portas. Apenas para corrigir, o dia do Padroeiro da Cidade, São João Batista, será 24, uma quarta-feira e as empresas estão liberadas para o funcionamento.   

Mais restrições
Ouvi dizer que os bairros sofrerão bloqueios seo Corvo, por causa do Covid-19. Então nós que vamos pagar o pato? Enquanto o Centro está lá belo e formoso, funcionando normalmente? Isso está errado. Agora que o covid-19 acabou, o correto é a gente viver normalmente. Aqui no meu bairro, o Jardim São Paulo, a vida voltou ao normal as "otoridades" vão querer dar uma ré? Nos ajude Corvo, isso não deveria acontecer.
Maria L. G. Ramão

O Corvo responde: cara leitura (tá difícil para o Corvo hoje), primeiramente o covid-19 não acabou e está longe de isso acontecer. O Brasil ainda nem chegou ao pico e pelo visto, vai demorar, a começar pela flexibilização. Se o seu bairro voltou ao normal, a prefeitura tem mais é que bloquear e tentar conter a disseminação do vírus. Para o Corvo, é importante recomeçar e fazer isso com critérios, mas do jeito que as coisas vão, o melhor seria encarar um lockdown. Fechar a cidade de novo, uns 15 dias, seria uma forma de frear a doença, que está em escalada na cidade. No últimos dias, a conta foi alta.  

Bolsonaro x Supremo
Parece que essa encrenca nunca vai acabar. O presidente Bolsonaro parece que vive sendo em formigueiro. Desafiar a Justiça, não é o melhor caminho para governar. A liberdade de expressão é fundamental para a garantia dos direitos constitucionais, mas sem o Supremo, isso vai parar onde? 

Genocídio
O presidente precisa ir com calma e começar a prestar atenção no que acontece em nosso país, comido pelo coronavírus. Ontem o Brasil chegou aos 40 mil óbitos e deve estar encostando no Reino Unido, que aparentemente controlou a doença. Na Itália, a população está movendo ações para culpar a lerdeza dos políticos e os tribunais poderão ir adiante. A título de ilustração, seria como ir à uma cidade e encontra-la dizimada. Há muitos municípios no país com menos de 40 mil habitantes. Não vamos longe, Santa Terezinha está nessa faixa.  
 

Paraguai
Nossos vizinhos estão sendo elogiados mundialmente, como país que leva a sério medidas de distanciamento. E a preocupação do presidente em manter as fronteiras fechadas, e especial com o Brasil, está recebendo apoio, até da população de Assunção. Marito está duro na queda, não quer abrir a ponte nem para os estudantes que vivem no Brasil. 

Cursos
Aumentaram os cursos on-line. Quem passear pela internet descobrirá uma porção de novidades, muitas de instituições respeitadas. Taí uma oportunidade para muita gente, se a desculpa que "não há tempo". Há tempo de sobra, isso sim. 

Futuro
Corvo, li os textos do Bonato. Gostei desse passeio de 80 anos. Gostaria de fazer uns breves comentários. 1) ele e o Barakat podem chegar a 2060, porque parece que não envelhecem. Será que o Juca colocou formol na bebida do Bonato, lá no bar? O passado confere com as lembranças do Rogério, até porque vivi tudo o que ele escreveu, o Quati, Castor, o seo Motinha, mas o futuro, essas coisas são bem fáceis de se realizar, basta os políticos largarem mão de frescura e começarem a trabalhar. 
Mário Eusébio F. Bragança

O Corvo responde: Caro leitor, Foz do Iguaçu não é fácil de fazer previsões. Como lembrou o Bonato, até o IPARDS errou feio. Mas considerando que muitas das obras estão em andamento, pode ser que até 2060, muito do que está escrito acabe se concretizando. O importante é manter uma postura otimista e continuar acreditando na cidade. 

Edição especial
O GDia não circulará neste sábado, mas retorna com as edições de segunda-feira, e junto, um suplemento especial de aniversário. Muitas pessoas pedem informações sobre as mudanças na cor, na paginação e isso tudo tem explicação: com a pandemia, muitos insumos deixaram de ser importados, como é o caso das tintas, chapas e papel. Na falta de alguns produtos, a ordem é improvisar. Bom, em verdade isso é quase um milagre editorial. Mas logo tudo volta ao normal.
 

Números que assustam

Até o fechamento da coluna, o Corvo ainda não sabia dos números do covid-19 em Foz do Iguaçu. Mas houve uma certa expectativa, porque a coisa não foi fraca na segunda e terça-feira. A prefeitura tenta pôr tudo desviar da necessidade de um lockdown, mas segundo se sabe, tem gente querendo radicalizar na área da Saúde. 

Fiscalização
As novas medidas falam em pegar pesado, mas será que isso vai acontecer de verdade? Ontem, num rápido giro pelo centro da cidade, havia um monte de transeuntes sem máscaras e nada de fiscais. Em alguns locais havia era um furdunço. 

Bares fechados
Alguns estabelecimentos estão sendo lacrados, leia-se fiscalizados e multados. A freguesia não gosta nada da medida, de depois do fechamento de um local, alguém ligou informando que estão fazendo até vaquinha para aliviar a vida do proprietário. É uma medida mais do que justa, afinal de conta, o bar abre as portas, os frequentadores é que abusam. 

Já abriu
Os estabelecimentos na Avenida Jorge Schimmelpfeng, lacrados após o festerê transmitido em live, já estão funcionando normalmente. Doeu no bolso dos donos; estão pontos para a próxima! Revelaram para a coluna que pediram para maneirar nas filmagens e fotos. Não demora pedirão para os celulares ficarem na portaria. 

Globo invadida
Até demorou. Com tantas encrencas sobre o excesso de liberdade de expressão e críticas contra o governo, estava na cara que algum fanático iria invadir a emissora e pegar alguém de refém. Será que precisa tanto?

Seo Willian
Pode ser, a figura mais emble-mática da Globo seja o Willian Bonner, editor-chefe do Jornal Nacional. Ele disse ao Pedro Bial que a sua vida mudou e muito, com ameaças e todos os tipos de ações que geram a insegurança. Bom são ossos do ofício. 

Quem diria
O Brasil já viveu situações assim nas décadas de 60 e 70, mas os jornais e emissoras de rádio é que apanhavam e sofriam depredações. Chegou a vez das emissoras de TV. E os blogueiros? Alguns também sofrem uma barbaridade, mas apanham mais é nas redes sociais, uma selva sem dono.  

Atrativos
Até que as Cataratas do Iguaçu registram visitas ontem, o que é bem bacana, considerando o tempão que o atrativo manteve os portões fechados. Nos próximos dias teremos um panorama mais fértil sobre a abertura dos atrativos, diga-se, em matéria de visitação. 

Números nada dizem
O que importa mesmo, na abertura dos atrativos, é dar um "up" no espírito da cidade, porque a sensação era muito ruim e sem perspectivas. Abriros atrativos foi uma boa brisa de esperança. 

Sem Fartal
Para muita gente, está sendo um sofrimento atravessar a semana de aniversário de Foz do Iguaçu sem a Fartal. Bem, realizarem a Feira controlando o povo e com distanciamento social seria muito chato. Por outro lado, o CTG Charrua ficaria mais ou menos igual a Avenida Brasil. Aqui entre nós, uma pela outra não faria a menor diferença. 

2020 perdido
O ano está passando rápido e meio que sem sentido por causa dessa "nhaca" de pandemia. Há quem tenha riscado até a data do aniversário do calendário e vai comemorar só no ano que vem. 2020 é uma espécie de ano bissexto coletivo. 

Cartas do Corvo
Sem chance publicar cartas nessa míngua de espaço que sobrou, com o Bonato roubando metade da página. Mas logo ele cansa e voltaremos ao normal.

Dificuldade

Está cada vez mais difícil assistir aos telejornais, com a enxurrada despejando a roupa suja na cara da população. Eita país que não se emenda e faz questão de chamar a atenção do mundo, pela ignorância e falta de bom senso. Quando é que o Brasil foi assim? Nem nos tempos em que as tribos se comiam.

Números
Será que no lugar de reinventar a roda, não seria mais fácil fazer como todo o resto do mundo? Divulgar os números normalmente, é uma forma de dizer para a população que ela precisa se cuidar. O único e virtual resultado de jogar os dados para baixo, é o aumento dos casos e o colapso total e irreversível do sistema de Saúde. O Brasil precisa deixar esse espírito tupiniquim, de penas e plumas e incorporar a realidade. Estamos ferrados e a solução é enfrentar o rabujo de frente. A gente consegue. 

Agora danou-se
A OMS declarou que pessoas sem sintomas também transmitem coronavírus. Isso quer dizer que sem testes, será difícil vencer a pandemia. O Brasil é um dos países que menos testa. E sem testes, de que adianta fazer quarentena?  

Projeções
Do jeito quer as coisas andam, as perspectivas brasileiras são bem piores que as norte-americanas, a começar por um governo que não acredita na doença. Bom, se há gente no governo que acha que o planeta é plano, o que se pode esperar? 

O Paraná
Segundo os especialistas, nosso Estado é um dos que mais conseguem lidar com o covid-19, com 5.500 casos e 205 mortes. Mesmo assim o Paraná perde de longe, se com parado com muitos países. 

Paraguai
Nossos vizinhos estagnaram nos 11 óbitos e o presidente Marito se gaba. Mas ele não esconde o medão e isso, mata de impaciência a população. Dizem que se Marito Abdo não der um jeito de prover recursos para os paraguaios, corre o risco de enfrentar um motim. Os militares estariam bem incomodados com a situação, porque as privações já abarcaram as tropas. 

Argentina
Os vizinhos do Sul estão inquietos, mas apesar da rigidez, a maioria aprova a mão pesada do governo, que lembra muito os períodos ditatoriais, revelou um patrício que mora em Buenos Aires e ontem lembrou que o Corvo existe. 

Foz
A prefeitura expediu um aviso de "novas medidas de prevenção a Covid-19", mas para a gente ficar sabendo, precisa olhar um vídeo no Facebook, o que é uma chatice sem tamanho.

As medidas
Este jornal certamente está publicando as novas medidas, mas o Corvo é teimoso e dá uma repassada aqui: reforço na fiscalização quanto à obrigatoriedade do uso de máscara (com multas a partir de hoje); locais com aglomeração, a começar pelas festinhas em casas, chácaras e outros locais; isolamento da rede de contato de pessoas confirmadas com a doença por um período de 14 dias. Se os números não estabilizarem, Foz corre o risco de encarar um "lockdown", o que ninguém quer. Se algo estiver errado e não agrada o cidadão, dedure no 199. Dedurar, denunciar, é uma forma de ajudar. Quem diria... 

Temor
A cidade está alvoroçada com a retomada das atividades no turismo, mas com um pé atrás, porque nossos leitos de UTI estão sendo ocupados por doentes de outras cidades. E o que vai acontecer se o covid-19 escapar para valer? Sim, porque o povo está pelas ruas como fosse em vida normal. Vamos ver se respeitarão as regras, doendo no bolso? 

Feliz aniversário! 
O Corvo aproveita o momento para desejar um feliz aniversário para a cidade. 106 aninhos, Foz ainda é uma menina! Tomara tudo passe a gente volte a levar uma vida normal, porque do jeito que está, ninguém merece. 

Cartas ao Corvo (xxvv)

Cartas ao Corvo: o espaço da coluna, hoje, é dedicado aos leitores que enviaram notas, cartas, recados e e-mails. O espaço anda um tanto reduzido, mas em breve isso voltará ao normal. 

 

Manifestações
Mas que balacobaco hein? O povo vai às ruas para protestar contra o racismo, em favor da democracia e contra o Bolsonaro, etc...etc... A lista de protestos deve ser menor, do contrário, corre risco de perder o foco. No fim, esqueceram da pandemia e do bicho que está correndo solto, quando o assunto é contaminação. Não acha seo Corvo? E o interessante, é o protesto contra a truculência, com policiais esmurrando, pisoteando, chutando, caceteando e humilhando os manifestantes. Que barbaridade! Aonde isso vai acabar? 
Jarbas Cândido A. Souza

O Corvo responde: tudo isso aconteceu e é de se ficar pensando, se os policiais estão ligados ao que acontece no mundo. Em São Paulo o espancamento foi generalizado. E a diversidade de protestos não é pequena. Vaio ver deixaram para protestar tudo de uma vez. 

Nem um e nem outro
Corvo, alguns meios de comunicações trataram os protestos do último domingo como um "alerta ao governo", porque até então, apenas simpatizantes se manifestavam. Pela quantidade de pessoas nas ruas, não deu para medir um grau de importância, se o assunto permeou a política. O número não foi expressivo em nenhum dos lados. 
João Roberto Dall'Mazzo

O Corvo responde: é difícil imaginar como as pessoas lidam com a organização de ventos assim durante uma pandemia, debaixo de tantos alertas das autoridades públicas. Tomara isso não acabe comprometendo ainda mais o sistema de Saúde, já colapsado pelo covid-19. 

Faísca atrasada
Senhor Corvo, precisou o coitado do George Floyd ser sufocado, para o Brasil despertar do pesadelo que é mão pesada do Estado contra a população que é a "cor do país". Não precisa ser pobre para sofrer preconceito, basta ser negro, ou pardo. No entanto, um jovem inocente, menor, foi fuzilado por policiais e a maioria dos brasileiros nem sabem o nome dele.
Márcia A. V. Amaral 

O Corvo responde: João Pedro é o nome do adolescente de 14 anos, baleado e morto durante uma operação conjunta, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. A invasão aconteceu na noite de 18 de maio. Segundo relatos, a polícia invadiu a casa disparando. A família de João Pedro Mattos Pinto ficou sem notícias até a manhã seguinte, quando foi informada de sua morte. João Pedro morreu uma semana antes do George Floyd. 

As mudanças
Prezado senhor Corvo, como será o perfil do "novo cidadão" após a pandemia, até porque tudo está mudando em matéria de comportamento, economia, relacionamento, e o modo de vida social e comunitário. Nem os bares são os mesmos, tampouco restaurantes. Acho que a única coisa que não mudou foram os supermercados, muito mais caros aliás. Para entrar e sair, comprando o básico, o cidadão deve levar no mínio uns 300 reais na carteira. Será que estão cobrando o álcool em gel e a medição da febre? Os preços subiram e muito! Meus protestos!
Ricardo José S. Yamaguchi

O Corvo responde: sim, os preços estão bem altos, alguns produtos estão se tornando inviáveis e são itens de necessidade básica. Respondendo ao leitor, uma das características no pós-pandemia, será a formação de cidadãos mais econômicos.  

O sol e a peneira
O que será o governo pretende, "recontando" os óbitos e omitindo os dados sobre a pandemia? O presidente brincou dizendo que assim, o Jornal Nacional não terá mais matéria, mas será que é isso? As pessoas não vivem do JN, pelo menos quem não trabalha lá. O que o senhor pensa disso Corvo? 
Maria Luiza F. Peixoto

O Corvo responde: a proposta seria do ex-futuro secretário de tecnologia e informação do Ministério da Saúde, Carlos Wizard, aquele que foi, sem nunca ter sido, tipo viúva Porcina. Ele alegou que Estados e municípios estariam aumentando a quantidade de óbitos por Covid-19, para a manutenção de verbas e recursos, diga-se, algo que não pegou nada bem. Segundo os especialistas, em qualquer recontagem, a tendência é o aumento dos números, um molho que sairia bem mais caro que o peixe. Mesmo assim o governo está insistindo em diminuir os dados, o que abriu um debate nada salutar para a imagem do presidente Bolsonaro, mais do que comprometida com tantos escândalos e fiascos. 
 

Carlos Wizard
O homem é muito inteligente, rico, subiu na vida inventando um jeito de adultos aprenderem o inglês rapidamente; depois meteu-se em redes de fast-food, também atua no segmento de produtos naturais. É curitibano, seguidores da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Foi convidado para assumir o cargo de Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde. Isso se deve à sua formação em Ciência da Computação e Estatística pela BYU (Universidade Brigham Young). No fim, sentiu o peso nos ombros e pulou fora, voltou atrás informando inclusive o seu afastamento da política; saiu de fininho, pedindo desculpas às famílias que ofendeu com suas insinuações.

Questão de Cultura
A Nova Zelândia anunciou que não possui mais casos ativos de covid-19 e isso se deve à organização e participação em massa da sociedade. Tudo bem, é um país com menos e cinco milhões de habitantes, cercado pelo Oceano Pacífico. Mesmo assim as regras continuarão rígidas durante um bom tempo, a começar pelo Turismo. 

Semana de Foz
Apesar da divulgação de números altos, decorrentes de testes rápidos, o prefeito Chico Brasileiro está afrouxando as rédeas do distanciamento social, com uma novidade a cada dia. Para ele, o melhor presente que a cidade "vai se dar" no seu 106º aniversário é conseguir pelo menos controlar o covid-19. 

Abertura do Turismo
Amanhã, 10 de Junho, aniversário da cidade e ponto facultativo, é a data marcada para a reabertura parcial dos atrativos turísticos. "Parcial" pelo fato de nem tudo funcionar como antes, como o caso do que há além das fronteiras. Até ontem no horário do meio-dia, o Parque Nacional do Iguaçu não havia recebido uma autorização oficial, para funcionar as catracas de visitação. Chegou dar um friozinho na barriga, apesar do otimismo. Vamos ver como será o Turismo em Foz, sem os turistas. 

Atrativos locais
Os entendidos dizem que mesmo sem as compras no Paraguai, cassinos e os restaurantes da Argentina, ainda dá para sobreviver com folga, se depender dos atrativos em Foz. A lista de lugares para ir não é pequena, e os futuros visitantes não encontrarão alguns locais onde gostavam de ir, na párea da gastronomia, por exemplo. Bom, apesar da pandemia, é necessário um mínimo de três dias para curtir Foz e com o risco de não ver tudo. 

Brinde! 
A novidade é que os que desembarcarem no aeroporto, ou de alguma forma entrarem na cidade, ganharão um teste "de grátis" para saber se possui, está livre ou se livrou do covid-19. Para muita gente, isso já é atraente. Santa Terezinha deve visitar Foz em massa!  
 

Surpresa
Algumas pessoas fazem o teste e descobrem que já pegaram o covid-19, sem mesmo perceber os sintomas. A doença é bem isso mesmo, calça de veludo ou bunda de fora. Há quem fique muito mal, vá parar no respirador, e quem nem se dê conta. Vai do organismo do vivente. Mas o melhor é não dar moleza e fazer de tudo para não contrair o vírus.  

Baixa ocupação
Se por um lado, a frequência nos hotéis é a causadora de um desastre no segmento empresariam, com a demissão de ou afastamento de milhares de pessoas, há outra "baixa ocupação" que é comemorada, a dos leitos de UTI preparados para receber doentes do covid-19. As prefeituras estão de olho nesse número, mais do que na arrecadação de imposto. Se a ocupação aumentar, ocorrerá um aperto nas medidas restritivas. A frequência nas UTIs é que decidirão se a vida volta ao normal ou não.  

Circulação
O GDia circula normalmente neste dia 10 de junho, aniversário da cidade. Com o ponto facultativo, e o funcionamento do comércio, o jornal chegará normalmente aos postos de vendas e assinantes. No dia 15 serão retomadas as edições das segundas-feiras, que estavam suspensas desde o início da pandemia. As restrições se deram para preservar os colaboradores entregadores e gráficos. 

Pico
Sabemos da euforia e necessidade de tocar a vida normalmente, mas nunca esquecemos que nem chegamos ao pico da crise. Aqui, a vida é um olho no peixe e outro no gato. A flexibilização vai da cabeça da pessoa, se deve ou não afrouxar. O Corvo se manter no cativeiro, e, torce para que tudo se supere, sem a necessidade de o isolamento engrossar. Para isso não acontecer, a população tem que se cuidar, evitar sair de casa, sobretudo idosos; evitar aglomerações; não vacilar; usar máscara e fazer a lavação de mãos, roupas, mantendo a higiene ao máximo.

 

Autorização

Corvo, o Turismo quer retomar as atividades no dia 10/06 feriado do aniversário da cidade. Mas e já há autorização para isso? O Parque vai abrir, os atrativos vão poder funcionar? Como está isso? Porque estou ouvindo falar que vão arrochar a circulação de pessoas de novo. O que você sabe Corvo? 
Matheus G. A. Linhares

O Corvo responde: prezado, todos os setores pediram autorização e alguns já a possuem. O GDia está em cima para colocar a população a par dos acontecimentos. Fique ligado! Tudo indica que teremos sim a retomada, embora os números no Paraná sejam preocupantes.  

Pizza
É o que poderá acontecer com vários inquéritos, a começar pelo que combate fake news. Podem começar a escolher o sabor da redonda. Infelizmente é assim que as coisas acontecem no Brasil. Quem viveu o suficiente, conclui até com um certo conformismo; embora essa comodidade ainda não cabe no Corvo; é admissível compreender que é difícil, é complicado e isso nos traduz impotência, aumentando o descrédito nas instituições. Uma pena, um país tão rico, convertido numa imensa massa falida, no campo econômico, político e das perspectivas. Bola pra frente! Avante! 

Peladão na tribuna
O deputado Jorge Britez, de Alto Paraná (PY) não ficou pelado como noticiaram alguns veículos de comunicações. Ele apenas tirou o paletó e a camisa. Para se pronunciar sobre a crise econômica em Ciudad del Este, provocada pelo fechamento da Ponte da Amizade, em função da pandemia da covid-19. 
"Essa região que teve muitos anos de prosperidade foi relegada a segundo plano pelas autoridades federais. Com o fechamento das fronteiras a crise se aprofundou, gerando fechamento de lojas e desemprego em massa", disse. As declarações acaloraram os setores políticos de Assunção, mas ninguém se desvestiu por causa disso.

A crise além rio
Corvo, seu jornal publicou que mais de 100 mil pessoas são afetadas pela crise do covid-19, em CDE. Eu diria, por meio deste milagre que é a internet, que nos permite a comunicação, mesmo em tempos de pandemia, que o problema abarca 98% da população da vizinha cidade. Todos sofrem, empresários, empregados, terceirizados, gover-nantes, todo mundo está em deriva, sem saber o que será da vida, porque não há absolutamente como sobreviver até o final do ano, quando o governo pretende flexibilizar. Não é possível encarar uma situação assim Corvo, deve haver saída. 
Raúl G. Gonzalez 

O Corvo responde: é muito triste saber e nada poder fazer diante de uma situação assim. O Corvo pesquisou e ficou de cara ao descobrir que apesar da situação ainda há quem concorde com a decisão do governo federal paraguaio. O temor de perder o controlo se justifica, pelo o que ocorre no Brasil, onde o descontrole é total. O que seria de Ciudad del Este e populações vizinhas, casos fossem arrebatadas pelo covid-19? Onde as pessoas receberiam atendimento? De que forma o processo seria conduzido, quando nem há mais ajuda humanitária disponível, com os recursos tão escassos. É muito difícil compreender uma situação assim. Mas os empresários estão se mobilizando na criação de meios que permitam pelo menos um pouco de movimento. O caso é o governo se sensibilizar. 

Números que assustam
O Brasil escala o pico da tal curva epidêmica e parece que está difícil chegar lá. Segundo os cientistas, pode levar muito mais tempo do que em outros locais, porque a população não colabora. Há cidades onde os números simplesmente dobraram e não há a mínima chance de atendimento o que leva muitos se tratarem em casa e de lá, vão direto para o cemitério. É triste, mas é verdade.

Depósito
Corvo, não quero o meu nome nessa nota, mas tenho a dizer, que fui uma das pessoas que tiveram o depósito na conta, do auxílio emergencial. Veja, sou servidor sim, mas em momento algum preenchi formulário em busca do recurso e penso que muitos colegas também não. Não entendo como isso foi ocorrer. Esses dias quase apanhei na rua de um vagabundo que veio com o dedo em riste, me acusando de ser um aproveitador. Estamos querendo saber como essa lista se espalhou e vamos processar quem fez isso. Já devolvi o dinheiro inclusive. Certas coisas acontecem e não deveriam receber condenação, sem ao menos uma explicação. E quem deve explicar, neste caso, é quem fez o depósito.
P.L.H.M (O leitor pediu para não ter o nome revelado)

O Corvo responde: várias pessoas comunicaram este colunista sobre fato semelhante e pediram para que as mensagens não fossem publicadas. Respeitamos. O caminho é só um: devolver o dinheiro e buscar solução para o ocorrido. Cabe a cada um considerar o que fazer, mas o ideal é procurar desde já um advogado. Como a lista vazou, isso até ao momento é ignorado. O que o corvo sabe, com certeza, é que não publicou. 

Segundo lugar
Nossa país, não demora, será o segundo lugar absoluto no ranking de novos casos e óbitos. Já deixamos para trás a Espanha, França e deveremos superar a Itália em questão de horas. Faltará bater o Reino Unido, mas os especialistas garantem que isso acontecerá no final de semana. Será que as autoridades dormem, em situação assim. Bom, o presidente Bolsonaro não deve ter problemas com o sono, se depender de suas declarações. Mas ele que tome tento, porque os efeitos da crise poderão incomodá-lo e muito no futuro. Graças às pantominas, a situação perdeu o controle e essa conta não sairá barata. E agora os vetos de distribuição de verbas, olha, a coisa está ficando muito feia. 

Abraham Weintraub
Será que vale a pena o governo se desgastar tanto assim por causa de um ministro tão ineficiente que nada fez para melhorar a Educação no país? Corvo, o que será que o presidente Bolsonaro vê nesse cara, ele está ajudando a afundar o governo. Por que será não mudam logo esse cara? 
L.O.P (O leitor pediu para não ter o nome revelado)

O Corvo responde: não mudam, vai ver é porque já mudaram várias vezes o ministro da pasta. A área da Educação já era uma tragédia, com a pandemia então, é difícil arranjar uma palavra para definir. E francamente, o que será da Educação no Brasil, no pós-pandemia? Alguns Estados já assumem o ano como "perdido". Que barbaridade! 

Vacina e cloroquina
Agora a OMS resolve retomar os estudos com a cloroquina. Receberam sinal verde nas pesquisas. Só falta descobrirem que o remédio era a salvação? Pensa? Enquanto isso, iniciam-se os testes com o produto imunológico de Oxford; ele deverá produzir resultados em 30 dias e segundo ele colunista pesquisou, a coleta de informações dirá se a agulhada valeu a pena em dezembro e olha lá. O Corvo declara que é voluntário!  

Lista
A verdade é que a lista de óbitos, divulgada todos os dias, causa um temor medonho, porque independente do covid-19, inexplicavelmente, muitas pessoas estão morrendo e isso é desolador. E o que causa mais espanto, é a forma com a qual muitos recebem as notícias, com um ar robótico, um sintomático anormal. Literalmente a ficha não caiu. 

2020
O atual ano está sendo praticamente anulado do calendário, algumas pessoas declaram que não querem nem comemorar nem o aniversário, do tipo, vamos pular "2020". Só que não é assim. O correto é lembrar o período, para que situações iguais nunca mais ocorram. E o que se vê, é muita gente discutindo o pós-pandemia. Mas aqui entre nós, do jeito que as coisas vão, corremos o risco de não ver muita coisa sobrando no fim do túnel. Corvo, eu tento ser otimista. Mas é difícil.
Naiara L. G. Pilatti 

O Corvo responde: vamos deixar o pessimismo de lado e tocar a vida, tentando desatar os nós, porque eles, de qualquer maneira, sempre aparecem pelo caminho. O que não se pode é entregar os pontos. 

Agradecimentos
O colega Rogério Bonato pediu a este Corvo para publicar "todos os agradecimentos do mundo" pela chuva de cumprimentos no dia do seu aniversário (04/06). Foram tantas as lembranças que ele não conseguiu responder a todas nas redes sociais e por isso, recorreu a este espaço. Bonato diz que está confinado e às vezes, diante de tantos alertas, sente-se como um porco no caminhão da JBS, a caminho do frigorífico. Bom, todos em algum momento, nos sentimos assim, mas isso vai passar! 

Retorno
Este Corvo aproveita para desejar a todos um glorioso final de semana, informando que no dia 15 de junho o GDia voltará à circular nas segundas-feiras. A operação foi encurtada em dois dias, mediante a paralisação no comércio, mas como a reabertura gradual, as coisas voltarão ao normal.  E no dia 15, o jornal encartará uma bela edição de aniversário da cidade. Ela foi programada após a data (10 de junho), para conter as manifestações festivas em razão da data.

A magia da vida
O Corvo recebeu um aviso via rede social e na primeira leitura, deu pulos de raiva. Mas depois, passado um momento, tornou a olhar o texto e entendeu melhor o recado, uma bela composição sobre a maneira das pessoas lidarem com a situação. Umas são muito pessimistas, e outras, sob a ótica da esperança, acreditam que tudo pode ser diferente. Confira a ilustração aqui. 

 

Phelipe

O Corvo recebeu uma porção de notas e comentários sobre a trágica despedida do Phelipe Mansur. Em maioria são frases curtas, pontuais, lamentando a morte do jovem empresário e político. Phelipe tinha muitos amigos e a tristeza de todos é imensa. 

Correria
A polícia foi às ruas em busca de fraudadores do auxílio emergencial do covid-19. Em verdade, a operação era catar espertinhos, fugitivos da Justiça, que tiveram a cara de pau de se inscreverem para receber os R$ 600. Mas quando a notícia vazou, logo cedo, o que se viu foi o sumiço de alguns funcionários públicos que também tiveram a graninha em suas contas. Isso pode ter chamado a atenção das autoridades. 

Mamata
No fim, a grana que era socorrer as pessoas, também serviu para safar uma porção de vagabas enrustidos. Mas o que eles não contavam era com a astúcia da polícia, de olho em tudo. Isso ainda vai dar muito o que falar. Há, segundo informações, um espertinho que recebeu três vezes o auxílio, mas isso o Corvo confirmará, assim que receber a informação completa. 

Lista
A lista com os nomes de 281 servidores iguaçuenses, que maldosamente circulou no final de semana, também estaria sendo analisada com carinho. Ai de quem não devolver o recurso no prazo. 

R$ 1,90
Atenção, atenção. Pessoas que comprarem assinaturas eletrônicas à valores baixos, podem ter os cartões de débito e crédito bloqueados. Isso mesmo. Este Corvo resolveu comprar uma promoção de um grande jornal, por prazo curto e recebeu foi uma dor de cabeça. Os bancos desconfiam dos valores baixos, porque é assim que em geral, fraudadores acessam as contas correntes, para depois aplicarem golpes. Taí uma coisa que o Corvo não sabia. Pagou foi um carão no supermercado, na hora de pagar a conta, porque o cartão não "fungou".  

Enfim as vacinas!
Oxford está testando o invento no Brasil, porque a curva de contaminação é ascendente. No Reino Unido, também há testes, mas em menor escala. Lá os ratos é que levaram a maioria das agulhadas. Tomara isso dê resultado, o contravírus é oferecido pelos chipanzés. 

Retrocesso
Contaram para o Corvo que os números do covid-19 no Paraná estão assustando as autoridades da Saúde e pode haver um revés nas medidas de flexibilização. O secretário Beto Preto concedeu entrevista e coçou a mão para não dizer que as coisas poderão voltar como eram no início do enfrentamento ao coronavírus. 

Empate
Por enquanto a Dengue ganha do covid-19, em Foz do Iguaçu. A cidade vive epidemia e está na ponta da lista paranaense. Apesar de a temperatura cair, os mosquitos continuam à toda. Já que o povo está mais em casa, talvez seja uma boa distração caçar mosquitos. Pelo menos o resultado pode ser favorável. 

Drone
A prefeitura está utilizando um drone para verificar o que há por traz dos muros das residências, terrenos e até empresas em Foz do Iguaçu. Quem está acostumado andar pelado no fundo do quintal, pode ser surpreendido. Cuidado! O Corvo descobriu que um figuraço da cidade é chegado em bancar o Adão, se coçando nas árvores igual urso, com as partes de fora. Uma vizinha viu e enviou cartinha ao Corvo.  

Faixa elevada
Quem faz a travessia da Avenida das Cataratas para ir ao shopping Catuaí Palladium contará com uma faixa elevada. Não gostaram da novidade os caminhoneiros que usam o local. Se as jamantas quebram lá, sem qualquer esforço, pensa com a lombadona. 

Gente bronca
Puxa vida hein seo Corvo, que gente mais bocuda é essa que ocupa as pastas do governo federal não acha? Como, o representante da Fundação Palmares trata os negros e pardos com tanto desrespeito? Essa gente precisa mudar o discurso urgente!
Luiza F. B. Nagib

O Corvo responde: em reunião, ele disse que o movimento negro no Brasil é uma "escória maldita". Vai ser complicado ele se esconder na liberdade de expressão. Está na hora de inventarem uma trava na língua do povo do governo. Exercer cargos público não significa exceder a autoridade. 

Celular
O ministro Celso de Mello rejeitou os pedidos para a apreensão do celular do presidente e apoiadores. Mas não deixou de dar um puxãozinho de orelha, advertindo sobre os riscos da desobediência. 

Panos quentes
Embora o clima tenso, parece que há ares de arrefecimento nas relações palacianas. Alguns ministros militares estão fazendo um trabalho de aproximação com ministros do Supremo, deputados e senadores. 

Feriados
Corvo, em São Paulo, o governo decretou feriados para o pessoal ficar em casa, no intuito de assegurar o distanciamento acima dos 60% e mesmo assim, não conseguiram. Em Foz, os feriados de Corpus Christi e Padroeiro, podem ser transformados em pontos facultativos, assim, o comércio poderá funcionar, sem pagar horas extras aos funcionários? O que acontece nesta cidade? O rabo é que morde o cachorro? Nunca vi, Jesus, dai-me forças!
Nathália C. R. Pinheiro

O Corvo responde: prezada, o comércio trabalha com regras de distanciamento e converter feriados em pontos facultativos é uma forma de amenizar o atraso no funcionamento, ou repor um pouco do prejuízo que foi causado pelo tempo de fechamento dos estabelecimentos. São dois dias a mais, considerando que com a abertura flexibilização, o movimento caiu drasticamente. Muitas pessoas não saem de suas casas nem amarradas.  
 

Aniversário
Onde que o iguaçuense iria imaginar que não haveria um desfile no dia do aniversário da cidade, nem a Fartal e menos ainda os shows culturais que acontecem no local? E agora? Vamos passar as festas juninas sem churrasquinho de gato, cachorro quente, cocada e quentão de vinho barato. O povo vai economizar na dor de cabeça e sem sujar os pés na lama que em geral, há no estacionamento do CTG. 

Normalidade
A direção do GDia pediu para informar que no dia 15, retornará com a edição da segunda-feira, suspensa desde o início da quarentena. Na operação gradual de retorno das atividades, o próximo passo será devolver a edição do sábado, na sequência a retomada da paginação e as cores. Os impressos se reinventam para driblar a crise.

Medão
Falar em confinamento, está havendo um fenômeno: com medo de pegar o covid-19, as pessoas temem hospitais, consultórios e até mesmo dentistas. Um amigo do corvo está com um pano amarrado na cabeça, com a bochecha redonda, mas nada de arriscar ou pelo menos pensar em ir ao dentista. Isso é um problemão. Aumentou e muito o número de mortes em casa, em decorrência de problemas dos mais diversos. 

Phelipe e o acidente

O Corvo soube do ocorrido no final da tarde e não é feio confessar que ficou sem ação. Ocorrências assim nos desarmam de todos os sentidos, porque quando um amigo tão querido se vai, ficamos sem braços, pernas, sem a cabeça e o chão. Que tristeza. As próximas eleições perderão um pouco a graça, porque havia no Mansur a discussão das novas ideias e tudo muito diferente daquilo que estamos acostumados. 

Os protestos
A "charge" do Cazo, na edição de ontem, ilustra muito bem o que se passa nos Estados Unidos e no Brasil, apesar de fatos diferentes e de certa forma, distante. Os norte-americanos demonstram o poder popular frente a indignação e no Brasil, acontece mobilização pela insensatez. Quem não consegue entender os motivos dos distúrbios, acredita que tudo dá no mesmo: uma porção de mascarados correndo o risco de serem pegos pelo coronavírus. 

Álvaro Dias
Sobre os ocorridos em São Paulo e Rio de Janeiro, o senador definiu bem, como "a marcha da insensatez", aliás, título que a historiadora Barbara W. Tuchman, duas vezes laureada com o Prêmio Pulitzer, utilizou para analisar o paradoxo humano, na insistência dos governos em adotarem políticas contrárias aos próprios interesses. "A Marcha da Insensatez, de Tróia ao Vietnã", aponta conflitos históricos em que ações equivocadas tiveram consequências desastrosas para milhares de pessoas: a Guerra de Troia, a Reforma Protestante, a Independência dos Estados Unidos e a Guerra do Vietnã. Tais episódios mostram a impotência da razão ante os apelos da cobiça e os interesses individuais. Álvaro Dias foi fundo na análise das ocorrências contemporâneas. Usou o brilho da sua intelectualidade.    

Será que cola? 
Corvo, como é que vai ficar esse assunto da "estadualização das Cataratas"? Se a área é federal, você acredita que depois de um século, dá para simplesmente voltar no tempo e mudar as regras? Ontem fiquei sabendo que a estadualização compreende apenas a área onde estão as Cataratas e não todo o Parque Nacional. Analisando isso, é bem provável que coloquem um pedágio antes dos turistas chegarem até as quedas. Que coisa isso hein Corvo?
Marcos V. T. Delgado

O Corvo responde: A "estadualização" das Cataratas do Iguaçu rende comentários por todos os lados. Acontece que historicamente o Paraná não cuida bem dos seus parques. Um exemplo é Vila Velha, que demorou um tempão para receber reformas, sinalização e o conforto que os visitantes merecem. O assunto ainda promete ser "a bola dividida" entre o Estado e a União. 

Torneio de Futebol
É verdade Corvo, tem jogo de várzea por todos os cantos da cidade, inclusive na área rural. Sábado passado teve jogo até com porco de prêmio para o vencedor do torneio e claro, com churrasco, bebedeira, gritaria, som alto e a fuzarca costumeira que acontece bem do lado da casa da gente, no Portal. A fiscalização deve agir e acabar com isso. Se a gente não pode nem chutar bola com as crianças na rua, vão fazer eventos assim? 
Paula R. L. Vianna

O Corvo responde: este colunista recebeu muitas notas sobre eventos ocorridos em vários bairros da cidade. Pelo visto a fiscalização está atendendo a muitas denúncias. Quem souber ou presenciar alguma irregularidade, ligue para 199, o número da Defesa Civil. Todas as denúncias são encaminhadas para um comitê e lá decidem se haverá a fiscalização e a consequente autuação dos envolvidos.  

O milagre do dólar
Se a moeda norte-americana cria lá as suas desvantagens quando sobre, para os municípios lindeiros em muitos casos isso [e uma benção. Os repasses de Royalties aumentaram em 7% para Foz. 45.3 milhões de janeiro a maio, pensa? E fora isso Itaipu apoia campanhas, ações em várias áreas, é uma mãe, em especial para Foz. Devia ganhar presente n o segundo domingo do mês de maio.  

50% de queda nas mortes
Corvo, convenha, é um número muito alto e que é verdadeiro, mereceria uma baita comemoração, soltura de rojões, ou no mínimo, aplausos da sociedade ao cair da tarde. Isso traduz no esforço comunitário, mais até do que dos governos. 
Felipe T. Honorato

O Corvo responde: prezado, reduzir os acidentes é uma meta de todos os municípios brasileiros. Pode estar certo que o trânsito ainda mata mais que o coronavírus no Brasil. Veja, em tempos de pandemia e os acidentes acontecendo nas cidades e estradas. A mistura de "automóvel x brasileiro ao volante" sempre foi sinistra, na expressão da palavra. Em realidade Foz tem trabalhado ao longo dos últimos dez anos, na redução de acidentes e por meio de várias ações, a começar pela construção de faixas elevadas em locais mais críticos. O Corvo ainda vai dar uma boa conferida nos números. 

Covid-19
Há relatos muito pessimistas sobre a evolução da doença no Brasil. O país chegou aos 30 mil mortos e passou de meio milhão de contaminados. Dizem os entendidos, que até a curva afrouxar, os números dobrarão. As perspectivas são de algo muito próximo dos 100 mil mortos. Vamos rezar contra essas precisões! 

"Mata Hari" 
O Corvo leu e também recebeu uma série de notas advindas de leitores sobre a manifestante que zanzava pela Avenida Paulista com um taco de beisebol nas mãos. Segundo dizem, ela é uma baita de uma agente dupla, infiltrada, que minutos antes, vestia uma camisa do Corinthians e depois, apareceu de bolsonarista. Para quem não sabe, Mata Hari era o apelido de Margaretha Gertruida Zelle, uma dançarina que atuava no leva e traz, entre alemães e franceses, na Primeira Guerra Mundial. Foi fuzilada em 1917. Com relação à "Mata Hari" brasileira, será difícil apurar a realidade, porque apesar do taco nas mãos, ela foi liberada pelos PMs. 


As duas versões da manifestante e a Mata Hari verdadeira, fuzilada em 1917, pelos franceses

Pergunta ao Corvo (xxxvvv)

Bom dia colunista, como você responde todas as cartas, lá vai a minha. Tenho olhado constantemente os números do covid-19 e naturalmente faço isso por meio de gráficos. Os demonstrativos do Google são atualizados praticamente online, por isso estou ligada lá. O que vejo é o Brasil ultrapassando outros países e que bom se isso fosse na área da economia, das exportações, ou da qualidade de vida. Ficaria feliz até se fosse na Fórmula 1, ou no ranking da Fifa, mas não é. Nosso país já é o segundo do mundo em número de contaminados, mais de 500 mil. E ainda não chegamos ao pico! Eu faço muitas leituras sobre isso, porque quando chegamos aos 76 anos, fazemos exatamente isso, analisamos tudo. Será que alcançaremos os Estados Unidos Corvo? 
Janete F. R. Fioravantti

O Corvo responde: prezada professora, alguns epidemiologistas acreditam que o Brasil poderá superar os Estados Unidos em número de mortes. Lá a doença já matou 105 mil pessoas, aqui, 30 mil. Como os EUA já encaram a queda na curva, e no Brasil ela ainda está em fase de crescimento, é provável que muitas famílias ainda chorarão pelos entes queridos. Lamentável. Norte-americanos e brasileiros possuem uma similaridade: seus líderes não acreditaram no potencial da doença e a desafiaram, fatores ímpares se comparado às medidas adotadas por outras nações. O Brasil, por outro lado, mantém uma baixa testagem e os números podem ser maiores que os noticiados, por outro lado, enquanto possuímos dois epicentros da doença (São Paulo e Rio), nos Estados Unidos há vários. Enfim, vamos torcer para um achatamento no número de óbitos. 

Leitura
A verdade é que se o nosso país acompanhar os Estados Unidos em número de contaminações e mortes, a análise disso será decepcionante, a começar pela falta de obediência de líderes e população; desorganização, falência na área da saúde, ineficácia na proteção ao cidadão, sem contar a balbúrdia política, o que beira o inacreditável. Como pode haver manifestações políticas em meio a uma pandemia? O Brasil carece de maturidade, ampla e irrestrita. Em muitos países, os setores políticos recolheram as unhas e estão quietinhos, aguardando a pandemia passar. No Brasil tudo acontece ao contrário. 

Nem tudo está perdido
O vencedor do Prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus acredita que a crise do covid-19 é uma oportunidade para o mundo redesenhar o sistema econômico tradicional, que, segundo ele, havia colocado a humanidade em uma rota suicida. "Tínhamos acabado de começar a década da última chance", disse o economista em entrevista por e-mail, para a Folha de São Paulo. Segundo Yunus, o aquecimento global atingiu seu último estágio, e o aumento da desigualdade de renda se transformou em uma "bomba-relógio de raiva e desconfiança".

Mentira
O que acontece na cidade da gente, pode servir como dado laboratorial para se medir a ignorância no Brasil. Sábado este Corvo testemunhou uma discussão imbecil, num mercadinho de bairro, onde quase todas as pessoas não usavam máscara. Uma dela disse: "ah, isso tudo é mentira, meu cunhado que mora em São Paulo, morreu do coração, porque a gente sabia que era cardíaco, mas colocaram que foi covid-19"; o que se ouvia era a discórdia total em relação às regras. O fato é que muitas pessoas não levam o assunto à sério. Será que o mundo todo está mentindo, ao mesmo tempo?   

Giuliano
O psicólogo Giuliano Inzis assumiu a Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu no lugar do vice-prefeito Nilton Bobato. Ele vive há 22 anos no Brasil; é italiano da Sardenha e possui formação em filosofia e teologia. Dedicou parte da vida ao sacerdócio e por isso, tornou-se muito conhecido pelas populações carentes da cidade. Giuliano é sensível às necessidades da população e tem tudo para desempenhar um bom trabalho. 

Campos de Futebol
Segundo este colunista apurou, houve jogos de futebol em vários locais em Foz do Iguaçu, um desses locais fica quase em frente ao Hotel Carimã, numa chácara onde há uma cancha muito conhecida. Quem passou pelo local, viu a quantidade de automóveis estacionados e até fumaça de churrasco. A pessoa que informou o Corvo disse que ligou para a Defesa Civil, mas não soube informar se foi atendida. 

190
Está se tornando uma rotina, o fato das pessoas ligarem para o número de emergência da Polícia Militar e a ligação cair em Cascavel. Sábado, este colunista fez o teste mais uma vez e confirmou que a ligação é desviada para lá. Mas quem atendeu, ofereceu uma informação que merece ser conferida: é a operadora de telefonia celular quem causa a bagunça. Alô dona Vivo, quem opera o celular do Corvo, isso é verdade? Se for, faça o favor de arrumar. Em caso de uma ocorrência mais séria, alguém poderá sofrer com um desserviço assim.  

Contrabando
A ousadia dos traficantes é de cinema. Pensa, rechearem todos os pneus de uma carreta com tijolos de maconha? Quanta inocência imaginarem que a Polícia e órgãos de repressão não estão atentos a isso. A isso e a todos os tipos de invenções de quem tenta driblar a fiscalização. Mesmo assim, muito "bagulho" atravessa a fronteira com sucesso. É um desafio descobrir as inovações no modus operandi das organizações criminosas. 

Mão de obra
Corvo, você escreveu que com a fronteira fechada, muitos brasileiros perderam a oportunidade de trabalho no Paraguai.  Pergunto: e os paraguaios que trabalhavam no Brasil? Estou para te dizer que o número de pessoas é até maior. Na empresa onde eu trabalho, um Pet Shop, dois paraguaios perderam o emprego e olha, eram super competentes e responsáveis. A patroa levou um tempão para suprir as vagas. Foi triste de ver. 

O Corvo responde: relações de fronteira expõe situações assim, de pessoas trabalhando em países opostos. Segundo uma fonte, milhares de brasileiros atuavam no comércio de Ciudad de Leste, muitos em cargos de gerência. Ao que entendemos o covid-19 causou uma fissura nesse relacionamento, o que é muito triste.  

Torcidas x bolsonaristas
Taí uma encrenca das boas para os que apreciam os embates sociais brasileiros. Onde e quando se poderia imaginar que corintianos, palmei-renses, são-paulinos e santistas iriam ocupar um mesmo espaço, sem se quebrarem no cacete? E foi por causa de um bonezinho com a bandeira de Cuba, que o encontro entre as torcidas e ideólogos acabou em balas de borracha e gás lacrimogênio. Pelo menos foi o que disse uma bolsonarista com taco de beisebol. 

Mistura heterogênea 
Que coisa mais maluca essa "mistureba" de cores nas manifestações. Difícil até de imaginar. De um lado as bandeiras dos clubes de futebol, de outro, pendões dos Estados Unidos, Brasil, Israel e de grupos de ultradireita europeus. Haja lápis de cor! Quem pode com uma coisa dessas? 

Sai caro
Seo Bolsonaro não sabe mais como aparecer para os simpatizantes. E dá-lhe gastar gasolina de helicóptero militar para sair de casa e ir até o Palácio do Planalto. Nem precisava tanto, porque afinal, são menos de quatro quilômetros. Tudo bem, ele é o presidente da República, pode usar o equipamento, mas o ideal é que fosse em missões oficiais. Uma hora de vôo no helicóptero pesado EC725 Super Cougar custa bastante dinheiro. E usar um helicóptero robusto daqueles, para ir comer pastel? Pastelzinho caro esse hein? 

E por falar em aparecer...
No domingo ele passou a mão nas rédeas de um cavalo da PM e saiu "ao passo" pela explanada dos ministérios; pelo menos mais uma civil pegou outro cavalo emprestado, para seguir o líder, mas pelo visto, nada entende de cavalaria, onde o chefe ou figura cavalariça mais importante, sempre cavalga a pelo menos um passo adiantado. O escândalo maior, no caso, não foi cavalgar e sim não usar máscara; se bem que os equinos não passam e nem pegam o coronavírus, segundo prescreve a ciência. 

Bronca institucional
Corvo, será que o presidente faz essas coisas sem pensar, ou calcula o pulo, ao aparecer nas manifestações consideradas antidemocráticas? Porque isso é difícil de entender. Um dia ele diz que a democracia está acima de tudo, e em outro, sai por aí desafiando o ânimo dos políticos, ministros e população? Assim está difícil entender não acha? 
L.J.O (O leitor pediu para não ter o nome identificado).     

O Corvo responde: prezado, Bolsonaro se diz populista e age como tal. Se isso vai ajuda-lo são outros quinhentos. Algumas situações ele arma de caso pensado, outras, pelo visto, vai no impulso mesmo, o que põe muitos assessores malucos. Mas é o estilo do nosso presidente. Quem tem cabeça vê isso com normalidade, mas quem pretende passar uma rasteira nele, vê escândalos em tudo. Era só pararem de criticar, que ele voltaria ao lugar comum, o que pode ser bom para o país. Há brasileiros que tramam contra as instituições por puro instinto, ou genética e isso é algo que precisa ser revisto. As instituições como STF, Congresso Nacional, é que asseguram o viver com liberdade e democracia. Sem esses pilares, a vida se tornará bem mais complicada.