No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Piripaque

Humanos não são máquinas, mas, como elas, de vez em quando empacam, quebram, encrespam, emperram, entram em pane. Foi o que aconteceu com o deputado Vermelho. Como sabíamos que o assunto estava sob controle, mesmo inspirando cuidados, deixamos para tratar dele depois. Não é de hoje que o nosso amigo estava de olho nas condições físicas, devido a suas incessantes atividades, pois trabalha até quando está dormindo. O corpo emitiu um sinal de alerta. 

Jogo bruto
Não é de agora que o Vermelho persegue o sonho de ser representante legislativo da cidade no Congresso Nacional. Ele sabia que não seria assim um mar de tranquilidade, e ninguém pode negar que o seu desempenho está acima da média. É alguém muito determinado e devotado aos compromissos que assume. Para conseguir concluir tudo, da maneira como se move, o deputado precisaria transformar-se num ser supersônico, ou para ele o dia deveria durar 48 horas. É quando o homem se transforma em máquina, o cérebro passa a ser um HD de várias interfaces e com isso, claro, chega o momento em que trava. Mas os reparos foram realizados com sucesso, e o "Falls Sonic" está pronto para outra. O bicho não fica parado, de jeito algum.  

Arrombamentos
Corvo, bom saber que a polícia reforça a segurança contra os arrombamentos, mas eu queria saber de que maneira isso acontecerá. Onde moro, pelas bandas do Novo Horizonte, deu de uns vagabundos ficarem o tempo todo passando em frente de casa, manjando as nossas atividades, quando chegamos ou saímos. Essa gente vem de longe para pular o muro e levar numa boa aquilo que damos o maior duro para conseguir, com suor. O povo do bairro está de cabeça quente, Corvo, e a qualquer hora vai acontecer uma tragédia, porque as pessoas não ficam mais quietinhas vendo bandidos entrarem em suas casas. 
JKL (O leitor pediu para não ter o nome revelado.)

Nunca mais
Prezado Corvo, faz muito tempo que penso em lhe escrever, mas esperei um momento importante, para não desperdiçar munição. Fui visitado três vezes por "inimigos do alheio", que levaram televisão, aparelho de som, computadores, e o que não conseguiram levar deixaram pelo meio do mato e ainda por cima destruíram. Quer dizer, já que não é deles, não será de ninguém! Isso é um disparate! Mas o que eu queria informar é que nada, em momento algum, foi devolvido. A polícia jamais conseguiu reaver os nossos bens, mesmo sabendo que eles são livremente revendidos pelos receptadores. Puxa vida, Corvo, não demos sorte ou isso acontece com todo mundo. 
LNN (A leitora pediu para não ter o nome publicado.) 

O Corvo responde: naturalmente os leitores não querem exposição quando o assunto acontece na área da segurança. A verdade é que as pessoas não conhecem os bandidos, mas eles conhecem muito bem os hábitos de suas vítimas. Em primeira análise, não se deve enfrentar a bandidagem, porque os "inimigos do alheio" nada têm a perder e possuem sangue-frio quando há enfrentamento. São agressivos até com a polícia, o que dizer quando isso acontece com um cidadão comum! Em segundo lugar, muitos bens são devolvidos, mas a agilidade no mundo do crime é muito grande. O pior é saber que há muita gente comprando objetos usados sem se preocupar com a origem. A Operação Visibilidade segue por tempo indeterminado. 

Blitze 
Corvo, eu não ligo para as barreiras policiais. Elas acontecem com a ajuda da Guarda Municipal e o pessoal especializado em trânsito. Mas veja, fui parada, e meu carro é novinho, mesmo assim a agente de segurança pediu a documentação (2019) e verificou tudo pelo celular, o que levou bem uns dez minutos até fazer a varredura completa. Será que em se tratando da habilitação estar em dia e do carro ser novo isso não poderia ocorrer de maneira mais ágil? Comigo aconteceu no sábado à noite, na Avenida das Cataratas, e a fila estava imensa. 
RTV (A leitora pediu para não ter o nome revelado.)

O Corvo responde: há um procedimento padrão para a averiguação de documentos e situação dos veículos. O fato de o seu veículo ser novo não diz nada. Vamos imaginar que ele tivesse sido roubado momentos antes. Certamente não passaria pela blitz, como a senhora passou. O cidadão deve pensar que as barreiras servem para uma porção de situações. Quem está com tudo em dia não tem o que temer. 

Perturbação
Prezado Corvo, eu adoro esta época do ano, festas, férias, verão, mas tem uma coisa que não suporto, o barulho e o desconforto que ele causa. Do lado da minha casa fazem festa o tempo todo. Já fui lá conversar, fiz até bolo no final do ano, para me aproximar das pessoas e, com isto, tentar convencê-las que eu e minha família merecemos respeito, mas isso não adiantou em absolutamente nada. Mas tem outro assunto que eu quero relatar: ao cair a gota d'água, e tudo transbordar, porque não foi possível aguentar, ligamos para a polícia. Para a nossa surpresa, as ligações caem em Cascavel. Alguém que atendeu lá pediu para ligarmos para a Guarda Municipal. E não é que caiu também em Cascavel? Que coisa, hein seu Corvo? Nem os telefones daqui dão certo? Como é isso? E se a gente precisar da PM em caso de urgência? 
PPJ (A leitora não quer o nome identificado.)

O Corvo responde: prezada, esse assunto das ligações caírem em Cascavel já foi cobrado várias vezes aqui, e o jornal está averiguando o que de fato acontece e até quando o problema persistirá. Este Corvo fez o teste em várias oportunidades, e ninguém sabia explicar o que estava acontecendo, o que é um desrespeito com o contribuinte. Uma explicação pelo menos ajudaria em matéria de compreensão. 

Dengue
Pois veja, prezado colunista, chega me dar náuseas toda a vez que ouço falarem dos riscos e preocupações com a dengue. Não é possível ver essa passividade, essa sensação de impotência, como se esperassem acontecer uma pandemia, para depois começarem a resolver o problema. Todo início de ano é a mesma coisa, sempre "as autoridades estão preocupadas"... Será que não está na hora de pôr um fim a essa situação?
Jaime Oliveira B Sobrinho

O Corvo responde: prezado leitor, sua observação é pontual, a palavra correta é mesmo a "impotência" frente a um assunto assim, mas além das autoridades é necessário contar com a presteza da população, que também não colabora quando é necessário ter mais atenção e um combate na erradicação dos focos de proliferação do mosquito. Para vencer as endemias e os insetos, cada vez mais imunes, é necessário um esforço coletivo, como jamais vimos. Apenas as "autoridades" não darão cabo da situação. 

Energia solar
Colunista cheio de penas, o governo sempre vai querer cobrar o que for possível, porque é assim que os políticos são sustentados. Logo, será difícil derrubarem essa taxa de energia solar. Quer um exemplo? Os automóveis, olha a quantidade de taxas a que um proprietário precisa se submeter para circular com o seu veículo! Paga IPVA, impostos no veículo, nos pneus, no combustível, pedágio, estacionamento no centro da cidade... Isso é uma loucura! Veja o imposto no saneamento, na energia elétrica! Se descontassem ou atenuassem essa carga tributária, aí sim talvez o cidadão se sentisse mais aliviado. 
Paulo R Nantes

O Corvo responde: prezado leitor, o país precisa urgentemente de uma reforma tributária, mas pode crer que ela sempre está no fim da fila, porque a arrecadação de impostos é que mantém a máquina estatal, a que consideramos injusta, sobretudo quando explodem os escândalos de corrupção. Incrementos como a reforma de Previdência, por exemplo, são pequenos perto do resultado de uma revisão tributária, como de fato deveria ser. 

Decoração de Natal
Corvo, sou cristão e sei que as luzes de Natal devem apagar-se dia 6 de janeiro, no máximo dia 7. Mas ao que parece, em Foz, a decoração ficará acesa até o próximo Natal. O que acontece? Já estamos chegando ao carnaval, e os pinheirinhos ainda estão piscando.
Natanael R Bragança

O Corvo responde: prezado, a programação de Natal termina neste final de semana em Foz do Iguaçu, por isso prolongaram a iluminação, até porque começou um pouco tarde devido aos arranca-rabos para a instalação dos enfeites. Mais uma vez Itaipu e a iniciativa privada seguraram as pontas. Logo tudo voltará ao normal, bem antes do carnaval, segundo apuramos. 

Duplicação
Olha só, Corvo, a gente acompanha a "falação" política, mas os resultados, nada. Eu vivi na Alemanha e lá, quando o governo diz que vai duplicar uma estrada, já divulga a data da inauguração e não atrasa uma hora da data marcada. E pensa nas estradas que há por lá? Daqui uns tempos, as pessoas poderão viajar dormindo ao volante, porque os computadores controlam tudo. Já aqui, em terras "Brasilis", a gente paga uma fortuna de pedágio e não conta sequer com faixas adicionais. Para ser mais exato, depois que a duplicação acaba, em Matelândia, a primeira faixa adicional acontece apenas em Nova Laranjeiras! Assim não dá, né Corvo? Os caminhões mandam nas pistas, sobretudo em épocas de colheita. O certo é duplicarem de vez essa estrada. Pensa na maravilha que seria? 
Luiza E Ramos 

O Corvo responde: prezada, é verdade, e a duplicação ajudaria muito na redução de acidentes. Sem comparação as estradas da Alemanha com as do Paraná, por favor. Outro ponto em que a leitora acertou é na previsão da entrega das obras. Se há um contrato com as construtoras, não deve haver atraso, e o governo deveria divulgar a data da entrega da rodovia aos usuários.


 

Desenvolvimento

Quando Itaipu estava em construção, um dos temas mais palpitantes, além do ambiental, era o "desenvolvimento regional". Muitos não acreditavam nas promessas, as quais eram muito claras o tempo todo. Prover iniciativas no entorno da barragem sempre foi uma meta da binacional. O fato é que a margem brasileira de Itaipu triplicou os investimentos no Oeste do Paraná em 2019; eles superaram a casa dos R$ 103,7 milhões, em 2018, saltando R$ 252,4 milhões, no ano passado. A atual gestão faz a diferença quando o assunto é trabalhar para suprir demandas regionais. 

Luciano Hang
Prezado Corvo, bom dia, o dono da Havan, como, aliás, vive se intitulando, é uma figura publicitária eficiente, mas às vezes não desempenha bem o papel de garoto-propaganda, a começar pelo desempenho político, jogando brasa na sardinha de uns e metendo o pau em outros. Vai ver é por isso que meteram fogo na Estátua da Liberdade no interior de São Paulo. Mas essas réplicas são de plástico, fibra e componentes altamente inflamáveis. Numa dessas, a estrutura pegou fogo por causa de alguma faísca elétrica. Corvo, sabe dizer se alguém já faturou a recompensa? 
Mario José L Farias

O Corvo responde: como empresário, Luciano Hang tem todo o direito de se manifestar. É, aliás, uma pessoa de opinião forte, e quem é assim paga um preço. Mas isso não é uma exclusividade dele. No passado, vários empresários colocaram a cara à tapa, e a maioria não se saiu bem, porque a população não sabe mensurar o valor dessas empreitadas. Hang, além de crítico político, também apela para o humor, animação, enfim, atua em todas as frentes. Por outro lado, ao que se sabe, a Havan continua crescendo, abrindo lojas pelo país quase todas as semanas. Andam dizendo que ele é o Silvio Santos da atualidade, mas no lugar de programas de televisão ele utiliza a internet.

Núcleo de confiança
Tá explicada a mudança de comportamento do presidente Jair Bolsonaro. Após uma queda de braço com aliados na Câmara, ele fez uma "reforma" no núcleo de confiança. "Foi quase uma limpa", disse um observador brasiliense a este colunista. Muitos estão acreditando que as mudanças poderão influir em ministérios. Já há roeção de unhas. 

Mudanças
Bolsonaro está mais quieto, parece até que implantou um zíper no bocão. Não tem se envolvido em questões conflitantes; e, igual gato e outros bichos de hábitos noturnos, caminha em cima do muro, soturnamente. Há quem garanta que ele está trabalhando sério uma mudança de perfil. 

Desastre
Se a oposição, para crescer, apostava nas gafes do presidente, encrencas familiares e palacianas, isso começou a ser um tormento. O clã também deu uma silenciada e há quem garanta que isso não acontece em razão das férias.   

Imagem do Trump
Prezado senhor Corvo, não faltam nas redes sociais e veículos de comunicação no Brasil brincadeiras com a cara do presidente norte-americano. Será que lá é igual? O brasileiro sabe tirar sarrinho de todo o mundo, e de maneira desrespeitosa também. Donald Trump é um problema dos gringos, e não deveríamos nos intrometer.
Marcelo L J Sottomayor

O Corvo responde: prezado, para a sua informação, a crítica norte-americana é muito mais pesada na exposição de seus presidentes. Trump bate um recorde em figurar em charges e sacadas que envolvem o seu governo. E no mais, ele não é um "problema dos gringos", e sim do mundo todo, porque banca o xerife do planeta, intervindo em questões que, segundo o seu julgamento, colocam em risco o modo de vida americano. 

Campus Integração
Então Corvo, eu não queria muito me meter nesse assunto, mas a discussão surgiu no final de semana, em casa: a Unila está construindo salas de aulas pela cidade e por meio de investimentos consideráveis até. O que farão com aquele esqueleto gigante em Itaipu, a malfadada última obra do arquiteto Oscar Niemeyer, que não saiu do esqueleto?
Geraldo F Ramires

O Corvo responde: sem querer advogar para a Unila, porque o Corvo também é um crítico da instituição, as estruturas se fazem necessárias para a universidade livrar-se do aluguel. O gasto com a locação de imóveis provavelmente ajudaria a concluir até o campus projetado pelo Niemeyer, mas o orçamento não dá conta; além dos aluguéis, é necessário investir em infraestrutura para os cursos. Segundo o Corvo apurou, pode haver novidades a respeito das estruturas em Itaipu.    

Seu Cartes
Então, querido colunista penoso, a Lava a Jato se tornou, enfim, internacional, envolvendo até mesmo um ex-presidente do Paraguai, o Horacio Cartes. Que estrago, hein? E ainda tem gente metendo o sarrafo no ministro Sérgio Moro. Todo mundo já sabia ou desconfiava da participação do homem em negócios ilícitos. 
Raúl L Vallenzanno

O Corvo responde: a Lava Jato é internacional faz muito tempo, e há vários processos em cortes de outros países, em razão das práxis da Odebrecht e outras construtoras brasileiras, que institucionalizaram os "departamentos de propinas". No mais, Dom Horacio Cartes não é o primeiro ex-presidente envolvido com os escândalos. 

Dario Messer
Muita gente está convicta de que a desgraça de Horacio Cartes advém do bocão de Dario Messer ou de sua namorada, Myra Athayde. Não é novidade que Cartes se tornou um dos homens fortes do câmbio financeiro no Paraguai. Antes mesmo de ser presidente, ele já possuía uma rede de casas para tratar de "investimentos" monetários. Bom, pelo momento, o ex-presidente não vai poder curtir o verão em Balneário.  

JamCam
Que evento magnífico, hein? Lindo ver uma foto estampada na capa do jornal, com milhares de escoteiros esboçando felicidade. Quem fez parte da despedida se emocionou. O Corvo recebeu vários relatos quanto ao JamCam 2020 e, claro, irá publicá-los ao longo das edições. 

Vento e ar
Corvo, o deputado Vermelho disse tudo: "Daqui a pouco vão taxar o vento e o ar que a gente respira". É o que faltava, mas pelo que sei o vento já estão taxando, porque ele move a energia eólica; que, aliás, não é barata. É aquela velha discussão, né Corvo, a gente paga para visitar muitos atrativos que são públicos e, não vai demorar, vão cobrar taxa para o brasileiro pegar praia, como você mesmo escreveu. 
Luiz J Marciano

O Corvo responde: prezado, ninguém cobra pelo uso do vento, e sim pelo resultado das turbinas eólicas, pela energia que elas produzem. E quanto ao ingresso dos atrativos, é necessário imaginar que há investimentos neles na área de transporte, segurança e conforto para os visitantes. Quanto às praias, as prefeituras das cidades litorâneas estão pensando em limitar o ingresso de excursões, porque o povo faz a maior sujeira, e a limpeza sobra para o bolso dos moradores dos balneários. Tudo passa por revisão, meu amigo. Mas o deputado Vermelho está correto. Cobrar pela energia solar, um investimento do cidadão e que ajuda muito na economia, isso não está certo. O presidente Bolsonaro também se diz contra a cobrança, mas segundo ele a Aneel é independente. Vamos ver até quando essa "independência" perdurará.  

Coleta seletiva
Corvo, a prefeitura informa que a cidade possui 100% de coleta seletiva. Não é bem assim, pois no meu bairro, Vila Carimã, ainda não distribuíram os sacos. A gente separa o lixo faz tempo, mas no fim ele se mistura no caminhão. 
Felipe S Soza

O Corvo responde: prezado, continue fazendo a sua parte. O Corvo recebeu cartas de outras localidades informando o mesmo. Veremos o que acontece e responderemos aqui em breve.


 

Porta dos Fundos

Corvo, não entendi direito essa encrenca. Primeiro metem fogo na produtora, em razão de um vídeo ofendendo a fé cristã; depois o autor foge para a Rússia; e, por fim, a Justiça entendeu que o ideal era suspender a exibição do filme, até as coisas se acalmarem. O que vem depois? É muita confusão para o meu gosto. Quer saber, fiquei muito interessado em conhecer o trabalho desses caras. Quem são eles, Corvo? Em que cinema isso vai passar?
Antônio Gil Lourenço

O Jesus moderno
Eu penso que isso tudo faz parte de uma grande caretice. A maioria das pessoas que reclamam da produção está praticando um ato de homofobia. Estou certo de que essa gente não viu A Última Tentação de Cristo e, muito menos, Je vous salue, Marie, do contrário teria ateado fogo no mundo. A arte cinematográfica deve ser livre, e a assiste quem quiser — e fim de conversa. A todo o tempo surgem produções envolvendo a figura de Jesus, como a série Messias, também exibida pela Netflix. 
Lúcia Dal'Pozzo

O Corvo responde: a produtora é inteligente, alternativa. Saiu do anonimato por meio de um canal no YouTube, realizando comédias curtas, com muita qualidade e utilizando atores de destaque na televisão. Foi competente em lidar com a fórmula do sucesso. A produção é Netflix, exibida em canal fechado, e graças à encrenca tudo o que é assinado pela "Porta dos Fundos" está batendo recorde de audiência. Respondendo ao leitor Antônio Lourenço, o "depois" já veio com a decisão da Suprema Corte em manter garantida a exibição do filme polêmico, envolvendo Jesus. O Brasil é um Estado laico e deve comportar-se como tal. A maneira mais eficiente de boicotar o que julgam ofensivo, de acordo com os preceitos dos ofendidos, é não assistir. O que não é visto geralmente não prospera. O problema é o modo como brota o radicalismo e os decorrentes atos de violência, como foi o massacre no semanário Charlie Hebdo e agora na produtora Porta dos Fundos. Os responsáveis devem responder na Justiça. 

 

Quem queimou?
O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, viralizou de novo. Produziu um peça bancando o xerife do Velho Oeste. Segundo ele, "estamos em busca do responsável pelo ataque terrorista, queimando nossa estátua da liberdade em São Carlos (SP). Você tem provas? Sabe quem foi? Entre em contato pelo telefone 0800 765 5571, forneça as informações e, se a polícia constatar que é verídico, vamos pagar R$ 100 mil". Aqui entre nós, é uma recompensa e tanto. Mas será que isso foi um ato "terrorista", ou um "vandalismo" por parte de alguém que não gosta dele ou do seu negócio? Ou alguma pessoa que comprou um liquidificador parcelado e que, ao chegar em casa, não funcionou? Bom, nada justifica meterem fogo na Estátua da Liberdade.
 

30%
O Corvo ouviu ontem vários comentários relacionados à manchete do nosso jornal, informando que o Parque Nacional do Iguaçu movimenta cerca de 30% da economia de Foz. O jornal não inventa números. A informação saiu da boca do ministro do Turismo em conteúdo oficial no site do ministério. Se ele errou, é um problema dele. De outra maneira, os dados que remontam a informação são bem sustentados, porque um local que recebe mais de dois milhões de visitantes ao ano, que gastam cerca de R$ 280 milhões, refletindo mais de R$ 1 bilhão em vendas, agregando R$ 400 milhões ao PIB, movimenta sim uma parcela significativa da economia. Devemos imaginar que se há uma geração de 15 mil empregos diretos e indiretos, é natural que isso distribua uma renda significativa. Bom, é uma boa conversa para economistas.   

Bom negócio
O iguaçuense está acostumado a ouvir que o turismo não é a principal economia da cidade. Isso é verdade. O setor de comércio é que move a engrenagem. Mas a cidade precisa aprender e assumir que as atividades que perfazem o setor de turismo são as que mais movem a economia no mundo hoje. Num pacote assim estão as companhias aéreas, negócios aeroportuários, transportes terrestres, empresas que fazem receptivo, operadores, agentes de viagens, guias, táxis e todo o complexo de mobilidade, e os atrativos, porque um puxa o outro. Dificilmente as pessoas são atraídas apenas para visitar as Cataratas, mas elas são o carro-chefe do empreendimento turístico de Foz do Iguaçu. 

Cidade turística
É uma opinião deste Corvo, e ela pode ser contestada, sem problema algum: Foz do Iguaçu ainda não é uma cidade turística para valer, mas em toda a sua história nunca esteve tão perto disso. O setor está integrado, engrenado como um relógio, com cada peça em seu lugar; a capacidade hoteleira aumentou significativamente, e tudo leva a crer que estamos bem próximos de outro patamar, o que exigirá mais atenção em matéria de infraestrutura, mas até isso está a caminho. Enfim, não vamos derrotar os números da prosperidade, vamos sim tratá-los com realismo, mas sempre pensando no melhor e no crescimento.  

Bobato prefeito
Ele assumiu o leme da prefeitura ontem, assim o Chico pode curtir as férias mais tranquilamente. Digam o que quiserem, isso desmonta as futricas de que prefeito e vice estão de rusgas. Diga-se, a amizade dos dois é muito forte; já foram camaradas, companheiros e agora são parceiros na administração de uma cidade. Se lá na frente resolverem buscar caminhos diferentes, farão isso de maneira bem cordial. Há amizades assim que estão acima das encrencas palacianas e políticas. Sorte ao Nilton nesses dias em que comandará o barco.   

Prêmios
No ano passado vários iguaçuenses foram agraciados com o reconhecimento de várias entidades que organizam premiações no setor do turismo. Chegou a vez do Top Tur, o Prêmio Panorama. Foz sustenta nove indicações nos vários segmentos concorrentes. Alguém ligou para o Corvo questionando "o que isso vale". Pois vale muita coisa, porque quando alguém se destaca no segmento é porque está trabalhando, fazendo as coisas acontecerem. Quem não faz nada também não ganha nada e concorre à coisa alguma. 

Bikes
Corvo, fui na onda e comprei uma bike novinha, com freios a disco, amortecedor, pneus borrachudos, banco anatômico e tudo o que há de mais moderno. Saí todo feliz para pedalar e só arranjei confusão. As pessoas ocupam as ciclovias para caminhar e umas meio que atropelam as outras. E tem gente com cachorrinho, cachorrão, carrinho de bebê... Assim fica complicado. Na minha opinião, as faixas de ciclismo deveriam ser separadas das demais. É até perigoso do jeito que está. 
Onofre Silveira 

O Corvo responde: prezado, cadê o seu espírito de comunidade? É assim mesmo que funciona, ciclistas e pedestres devem compartilhar o espaço. Descubra os prazeres de passear com a sua bike ao lado das pessoas e animais. Logo se acostuma. Ande devagar e respeite os transeuntes e quem aproveita a natureza para manter o corpo e a mente em dia. De nada adianta pedalar estressado. 

De volta ao Fu...
Neste caso não é nada igual ao filme. Na verdade, voltaremos ao passado, "de volta ao fumacê", esperando combater os mosquitos maledetos, que nos infectam com várias doenças. E demorou, né? Acontece que o inseticida utilizado nos veículos não estava sendo distribuído pelo Ministério da Saúde, o que ajudou — e muito — na proliferação dos bichos medonhos. Mas será que o fumacê vai resolver? Segundo a opinião dos biólogos, os mosquitos sofreram mutações e recebem o veneno como fosse um aperitivo de verão. Desse jeito danou-se de vez.   

Parque Nacional
Corvo, bacanas as histórias do nosso Parque Nacional. Fico pensando como era difícil chegar até as quedas nos tempos do Santos Dumont. E hoje, com tantas facilidades, ainda há quem reclame. Devemos jogar as mãos para o céu! Fico muito bem ao ver esse mundo de gente elogiando os nossos atrativos. 
Ana Takamura

O Corvo responde: e este colunista fica muito feliz quando recebe cartinhas otimistas e de pessoas que admiram a nossa cidade e os atrativos que há nela.   

Trump na fronteira
O nosso Roger Meireles sempre arranja tempo para uma traquinice cheia de humor. Desta vez ele flagrou o presidente norte-americano conferindo a segurança no Jardim Jupira, antes de cruzar a ponte para o Paraguai.  
 

Shows
A programação de verão da cidade começou bem animada. Vários shows acontecerão na Praça da Paz. O Corvo aplaude a iniciativa e recomenda levarem água e até mesmo uma caixa térmica para se refrescar, porque o calor no final de semana será medonho. Não dá para arriscar beber água da bica, pois a molecada tem tomado banho nela. 

 

Poderosa
A movimentação foi grande durante as festividades pelo 81º aniversário do Parque Nacional. O general Silva e Luna prestigiou o importante momento. Como mantém a forma, quem saiu lucrando foi a jornalista Patrícia Iunovich, superintendente de Comunicação da binacional. Ela, elegantíssima para a ocasião, ganhou o melhor pedaço do bolo, mas confidenciou ao Corvo que só comeu a metade e ficou morrendo de vontade de lamber o pratinho, porque o confeito estava delicioso.  

81 anos!

O Parque Nacional do Iguaçu celebra o dia em que o presidente Getúlio Vargas deu a canetada transformando a área em de interesse da União. E pensar que tudo começou com o Alberto Santos Dumont, décadas antes! E o pior é que, fora de Foz, as pessoas desconhecem a passagem do "Pai da Aviação" pela cidade, no início do século passado, assim como a epopeia dele em lombo de burro até Guarapuava para alcançar Curitiba e emancipar o fundo do quintal do uruguaio Jesus Val. 

Fundo de quintal? 
As Cataratas do Iguaçu faziam parte de uma fazenda; aliás, preservada pelo Dom Jesus. Quando as pessoas queriam ver as quedas, decerto perguntavam: "Podemos ir olhar o seu quintal"? Acontece que o uruguaio Jesus Val, latifundiário de muitas terras em tudo o que era canto (Brasil, Argentina e Paraguai), referia-se ao local como uma "quinta", e reclamou muito do preço referente à indenização. Disse que gastou mais indo até Curitiba receber do que o valor da venda para o governo. 

Exploração
Existe uma outra história sobre a apropriação do governo, em 1916, com a interferência de Santos Dumont. Jesus Val era conhecido por permitir a exploração da erva-mate em suas terras, por meio de contrato com companhias internacionais. Sendo assim, o vaivém pela fronteira não tinha controle, e tombar a área era uma solução para a demarcação. O marechal Cândido Rondon havia apontado essa dificuldade uma década antes. Em razão disso, o "presidente do Estado do Paraná", Affonso Camargo, não pensou duas vezes para "dar uma bicicleta" no uruguaio. 

O parque hoje
Quem conhece bem Foz do Iguaçu lembra como era o Parque Nacional lá pelos anos 1970, nos tempos em que era gerido pelo saudoso Adilson Simão, homem do IBDF, o extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, que depois virou Ibama, em 1989. Pois bem, o local permaneceu décadas com a estrutura básica, ou seja, guarita de entrada, acesso, passarelas para a contemplação, quiosques comerciais, áreas para fazer churrasco à beira do Rio Iguaçu e estacionamento. Havia inclusive um museu com a bicharada empalhada. Depois, claro, tudo mudou com a Cataratas S/A e deve mudar mais ainda com a privatização dos parques brasileiros.

Tom Jobim
Há uma passagem hilária envolvendo o músico e o Adilson Simão. O álbum Passarim estava em planejamento, e Tom queria muito isolar-se para concluí-lo. Foi em 1986. Daí alguém sugeriu o PNI, porque lá havia uma casa de pedras, com acesso às Cataratas e coisa e tal. O compositor ficou maravilhado com a possibilidade. A gravadora e os produtores começaram a operação com o transporte do piano, com a colaboração da falecida Varig; contrataram transportadora para deslocar colchões, alguns móveis e equipamentos de gravação; alugaram inclusive um ônibus para levar os músicos. Só se esqueceram de falar antes com o Adilson, que foi taxativo: "Não"! "Passarim quis pousar; não deu, voou." 
   
"Quem é esse cara?"
O empresário de Tom Jobim se viu numa enrascada, foi até Brasília e lá disseram: "Isso é com o Simão". Sendo assim não houve jeito, telefonou para o chefe do parque e tentou convencê-lo, explicando que o álbum teria repercussão nacional etc. E o Adilson, muito contrariado pelo fato de tentarem atravessá-lo em Brasília, deu o troco; ele era amante da música caipira de raiz e, ao fim da conversa, quis saber: "Quem é esse cara, esse Tom Jobim? Qual música conhecida ele fez"? E foi assim que Foz do Iguaçu não teve a honra de hospedar nem de conhecer o nosso "maestro soberano", falecido em 1994. 

Os números
Nos tempos do IBDF, os números da visitação não eram tão tímidos para os padrões da época. Segundo uma informação, as Cataratas recebiam cerca de 350 mil visitantes ao ano, em média. Hoje esse número saltou para a casa dos dois milhões. Muita coisa mudou, a comunicação se globalizou, as passagens aéreas se tornaram mais acessíveis e, além do mais, foram realizados muitos projetos que proporcionaram grande visualização.

Enquanto isso...
...mudando de saco para mala, o zunzum é grande sobre a possibilidade de um míssil ter atingido o avião ucraniano que caiu no Irã. Diga-se, um voo cheio de iranianos, o que derruba um pouco a possibilidade de atentado terrorista. 

 

Encaixotado    
Quem diria, Carlos Ghosn, o todo-poderoso da indústria automobilística e que presidiu a Nissan, fugiu do Japão numa caixa de carregar equipamento de som. E o volume passou pelas esteiras de carga sem que notassem o embrulho. Mico internacional. Se fosse uma bomba, ninguém saberia. E o cerco se aperta para Ghosn. Ele está proibido de deixar o Líbano. 
 

Congresso
Vai começar o tradicional Congresso Internacional de Educação Física. O evento é realizado há 35 anos no centro da cidade, e é engraçado de ver, porque Foz fica repleta de gente malhada, com tudo em cima. Os gordinhos e frequentadores dos botecos sentem vergonha e se escondem. 

Muitas prisões
Foi 1.476 o número de algemas aplicadas pelos agentes da 6ª SDP em prisões em flagrante. A turma trabalhou um bocado. E considerando que isso aconteceu em 2019, dá para ter uma ideia da frequência no cadeião Laudemir Neves. Entrou mais gente lá do que em muitos hotéis. 

Transparência
A coisa pública exige mais disso, atos abertos, de total conhecimento do cidadão. Segundo o prefeito Chico, isso regulamenta para valer o programa anticorrupção. Não vai demorar para isso acontecer em todos os órgãos públicos brasileiros. 

Interesse
Com a transparência, pode ser que diminua a concorrência na disputa pelas câmaras, prefeituras e onde houver eleição. Considerando que muita gente concorre pensando em meter a mão no jarro, é natural haver um esvaziamento dos que não sabem fazer outra coisa a não ser roubar. 

Colônias de férias
Muitas pessoas estavam contando os segundos para a abertura dos recintos onde ocorrem as colônias de férias em Foz. Tem muito marmanjo acreditando que vai poder dar um "marguio nas piscina de água transparente". Foi o que o Corvo ouviu de um cidadão na fila do banco. Isso não vai acontecer, pois as colônias nos centros de convivência atenderão cerca de 750 crianças de 6 a 12 anos. 

Prainha
Essa ansiedade de "marguiar" nas "piscina" se dá, em parte, pela ausência de parques aquáticos públicos, o que é muito triste levando em conta um calor escaldante nesta época do ano. Que judiação!

Colesterol
Esta também é boa. Ao fazer o teste de colesterol, preste muita atenção. Se der HDL, quer dizer que "Hoje Deus Livra", mas se der LDL, cuidado porque, segundo a criatividade eletrônica, significa que "Logo Deus Leva". Bom dia!


 

Aumento de 145%

Corvo, este é o tipo de aumento que a gente aprova e não reclama: o fato de a polícia apreender contrabando de armas, munições e drogas. Isso pode aumentar à vontade, pois a população aplaude de pé. 
Gervásio Luft

O Corvo responde: prezado, a PRF anunciou que apreendeu quase 25 toneladas de maconha e 422 quilos de cocaína. Com certeza, foi um prejuízo e tanto para os traficantes. É bom saber que a sociedade aprova e, em muitos casos, ajuda a polícia. As drogas alimentam o crime. Está na hora de o Brasil viver um pouco de paz.

Energia solar
Corvo, que situação, hein? Uma pessoa quer arrumar a vida, sair das taxas da energia elétrica e investe em fontes naturais, como é o Sol. O investimento não é pequeno e ajuda muito o país a regular o consumo, porque quem possui painéis solares não utiliza a energia nos horários de pico, o que contribui para a diminuição da tarifa de outras pessoas. Mas vem uma agência reguladora, como a Aneel, e quer colocar azedume no mel? Por favor! Está certíssimo o deputado Vermelho, a sociedade vai apoiá-lo. E tomara que o presidente Bolsonaro apoie também, porque isso de dizer que a Aneel é independente não cola igual goma arábica. 
Paulo Lustosa

O Corvo responde: prezado, várias empresas estão propondo e oferecendo equipamentos muito eficientes para a captação de energia por meio da força solar; diga-se, elas empregam muitos profissionais, e o leitor está correto, energia solar é uma solução para equilibrar o consumo. É a bandeira branca garantida para muita gente! Agora, querer cobrar pelo sol dá no mesmo que embutir imposto maior nos bronzeadores ou pedir para o povo pagar royalties ao encarar uma praia. O presidente Bolsonaro faz o discurso da imparcialidade e independência às agências reguladoras, mas parece que é ele quem nomeia os presidentes e diretores. Pode influir com certeza

Bolsonaro e Irã
O nosso presidente está saindo-se muito bem em não meter o bedelho na crise Irã-Estados Unidos. É certo ele pensar e manter relações com os iranianos, até porque são parceiros comerciais do Brasil. Já repudiar o terrorismo é um dever no mundo livre. 

Cara nova
Falam em Brasília que o presidente Bolsonaro aproveitou as festas de final de ano para refletir, e isso parece que teve bons resultados. O homem está mais calmo, ponderado, com a boca fechada diante de vários assuntos de destaque. Ou será que contrataram um marqueteiro para avaliar as manifestações presidenciais? 

Chico e a reforma
A nota publicada ontem aqui, antecipando que a reforma administrativa na prefeitura será leve, causou alívio em várias pessoas. Tinha gente subindo de joelhos as escadarias de pedra, nas Cataratas, para garantir a boquinha. Mas isso não quer dizer que o facão estará inerte quando o prefeito voltar das férias. Alguém disse para o Corvo que ele vai curtir as águas oceânicas no Nordeste. Mas a informação não é das mais confiáveis. 

Incógnita
O mistério quanto ao destino de férias do prefeito tem lá sua eficácia. Pensa o homem chegar e dar de cara com meia dúzia de seguidores, do tipo que não largam do pé nem quando a pessoa precisa descansar? 

Acampamento
Coisa linda de ver o acampamento dos escoteiros em Foz. E os comerciantes estão felizes com o evento, porque a moçada está virando a cidade do avesso quando não há atividades. Se cada escoteiro voltar para a sua cidade falando bem daqui, Foz economizará alguns milhões de dólares em publicidade. Isso nos dá uma dimensão da mídia positiva causada pelo evento. 

BR-277
Pois então, seu Corvo, alguém me disse que o governador Ratinho Jr. garantiu que as estradas do Paraná serão as melhores do Brasil ainda durante o seu governo. Onde? Será que podemos acreditar nisso? Difícil, não acha? Teremos, por exemplo, a BR-277 duplicada, como as estradas de São Paulo? Na última terça-feira me desloquei de Santa Catarina para Foz do Iguaçu; uma tragédia em matéria de trânsito e falta de pistas adicionais. Os caminhões mandavam, além do mais, por causa de reparos no asfalto, parei quatro vezes, aproximadamente 30 minutos em cada estacionada, com o Sol derretendo o carro. E pensar que pagamos um pedágio caríssimo, mesmo com a canetada da Justiça. Esse assunto, creio, é "o calo" no calcanhar de qualquer governador.
Antolino Salazar Filho

O Corvo responde: prezado, isso não é um calo, é uma rocha no caminho, daquelas difíceis de explodir. O trânsito na principal estrada paranaense não deve ter sido dos melhores, porque este colunista recebeu várias cartas reclamando.

Chico Fogaça
Corvo, o serviço ficou bonito na Rua Francisco Fogaça, que chega à BR-469. O problema é conseguir atravessar para a Vila Carimã, e em período de temporada isso se torna uma tarefa impossível. Ontem eu fiquei cerca de dez minutos esperando abrir um espaço, tamanho o movimento. Corvo, abra uma campanha pela instalação de um semáforo lá! Se isso acontecer terá votos para se eleger vereador nas eleições deste ano!
Valdomiro Nascimento

O Corvo responde: prezado, e o Corvo vai querer encarar um rabo de foguete desses? Que nada! O negócio é continuar existindo como pedra e deixar a vidraça para os políticos. Semáforos na BR-469 parecem coisa de outro mundo, o que já não se pode dizer sobre os pardais. Se retirassem pelo menos duas torres de câmeras instaladas para multar os motoristas e colocassem semáforos no lugar, os motoristas agradeceriam, até mesmo os táxis que perfazem "voando" o caminho do aeroporto.  
  
Juca vive?
Prezado Corvo, emocionante a matéria sobre os profissionais da fotografia, publicada ontem com destaque no Caderno 2 do seu jornal. Mas na lista dos saudosos, aparece o nome do ilustre Juca Pozzo, repórter fotográfico que prestou serviço ao O Estado do Paraná, Correio de Notícias e outros jornais. Será que ele faleceu? Se isso aconteceu, eu estou vendo fantasmas, porque estou certo de que ele ainda pedala a sua bicicleta velha pela cidade. Mas posso estar enganado. Outra coisa, o seu Antônio Cantaleano, fotógrafo, com estúdio na Avenida Brasil, está vivo e esbanja saúde.
Mariel Matos

O Corvo responde: primeiramente, não foi o Corvo quem produziu o conteúdo. Quanto ao grande Juca Pozzo, a redação está conferindo. O Corvo também parece ter visto o Juca, lá pelas bandas do bar homônimo, o Bar do Juca. Já sobre o Toninho Cantaleano, a matéria se refere ao seu filho, Thonny, falecido em trágico acidente. Ele também era um profissional exemplar no ramo da fotografia. Voltaremos ao assunto do Juca, antes que ele mesmo apareça e arranque as penas do Corvo.  

Beatles
Corvo, numa discussão entre amigos, surgiu algo que deve ser do seu conhecimento. É certo dizer que os Beatles são besouros, conforme a tradução? Eu achava que era outra coisa, mas foi engraçado: no bate-boca alguém disse: "Pergunte para o Corvo, que ele responde"!
Jamil Casagrande

O Corvo responde: não seria mais fácil perguntarem ao Google? Bem, o que este colunista sabe é que beetles quer dizer besouros, mas o nome da famosa banda é The Beatles, cuja tradução é indefinida; segundo uma pesquisa, John Lennon fez uma sugestão mais musical, em razão da palavra beat, cujo significado é "batida". E a batida foi o diferencial na arte dos rapazes de Liverpool. Deu no que deu. O Corvo está à disposição para as dúvidas dos leitores e também aceita dicas e explicações mais completas. No caso dos Beatles (o Corvo é fã e não esconde), faremos uma pesquisa mais aprofundada.

 

 

Supercafé
Quem aprecia a bebida, sobretudo num local aprazível, com ar-condicionado e que possui todo o charme das melhores cafeterias, não pode deixar de conhecer o Café Cheirin Bão, com duas lojas muito simpáticas em Foz. Ontem o Corvo foi incógnito ao Shopping Catuaí Palladium e degustou um excelente cafezinho passado na hora. A expectativa agora é conhecer o espaço na Avenida Paraná. Além do desfrute, a gente aprende muito sobre a tradicional bebida; ela faz parte da genética humana, desde que descobriram a infusão dos grãos torrados. E este colunista deu sorte, encontrou por lá o Paulo Menezes fazendo as honras da casa! Um abraço ao amigo! Como escreveu Guimarães Rosa: "É junto dos bão que a gente fica mió".

Muito trabalho

O prefeito Chico Brasileiro disse que não terá tempo nem para coçar o pé em 2020, de tanto trabalho já agendado. Dizem pelos bastidores que alguns assessores avaliam a contratação de um sósia! Seria uma maneira de o prefeito, pelo menos, aparecer em alguns locais, sem deixar de atender a outros. A ideia não é ruim, mas vão precisar fazer um bom seguro para o imitador, em caso de algum morador andar com pedras na mão. 

Risco mínimo
Como a prefeitura atendeu a quase todos os bairros, é muito provável que nem o Chico e menos ainda o sósia levem tijoladas. Outra alternativa é o Chico dar uma passada no Museu de Cera e pedir para capricharem numa modelagem sua, para ficar no gabinete fazendo pose de assinar os papéis. Vão precisar melhorar o ar-condicionado, para não derreter. O calor deste verão anda dissolvendo até parafina, sem precisar acender a vela.  

Competições
Alguém ligou para o Corvo informando que nossos ilustres vereadores estiveram bem ativos na virada de ano; participaram até de competições nos bairros. Numa delas, considerada a "pernada" mais tradicional de Foz, não deu para ninguém: Narizão levou o caneco e ganharia até em caso da participação de quenianos. Enquanto o povo largava, o nariz dele já cruzava a linha de chegada. Apenas para registrar, nessas modalidades populares, até o Vitorassi se destacava entre os vencedores. O homem era chegado numa pernada. 

Cartas
Corvo, você publica carta de meio mundo, mas as minhas parece que engaveta. Já enviei e-mail, informações por redes sociais e deixei até um bilhete na recepção do jornal, e nada. Espero que desta vez o senhor me dê um pouco mais de atenção. O prefeito disse que usaria a fábrica de asfalto para dar um jeito nas ruas de cascalho, será que isso acontecerá no Jardim Tarobá, nas ruas que perfazem o antigo Cohapar? Veja, dei uma bicicleta de presente para a minha neta e, acreditando que ficaria feliz, sofri uma grande decepção. É impossível a menina usar bike onde há pedras rejuntadas; sábado ela caiu e se machucou feio.
José Amâncio Correa

O Corvo responde: prezado, tomara que a "usina de asfalto" consiga cobrir todo o cronograma. Este Corvo sabe que as ruas do Jardim Tarobá precisam sim de um recape, e com urgência. Os moradores reclamam constantemente. Segundo este colunista apurou, há quem defenda a manutenção do piso rejuntado, porque ele é mais eficiente no sentido de não impermeabilizar o solo, como acontece com o asfalto. O correto para uma cidade como Foz seria a utilização do asfalto ecológico, aquele que filtra a água da chuva.

Cartas
O leitor J Amâncio se queixou de enviar cartas, e elas não serem publicadas. Acontece que o volume de envios aumenta muito, dependendo dos acontecimentos. No mais, algumas comunicações de leitores são de certa forma impublicáveis — pelo conteúdo ou pela falta de informações que justifiquem o espaço. O Corvo, por exemplo, não dá atenção a rixas pessoais nem para futricas que possam prejudicar os outros. Apesar da irreverência, o espaço é sério e, pelo fato de ser também muito concorrido, este colunista se reserva o direito de publicar o que considera interessante aos leitores. 

Voos baratos
Corvo, o Vermelho tem razão: quando a passagem aérea é barata, as pessoas pensam em viajar. Foi o que aconteceu comigo. Comprei um pacote básico, desses que já vem a hospedagem junto. Fui para Natal. Acontece que nas linhas pequenas, não entendi que teríamos apenas uma refeição, e as outras ficavam por nossa conta. Resultado, passamos fome. Viajar é bom, mas é preciso uma grana extra, porque a comida em locais turísticos não é barata. Nos socorremos com os famosos "PFs", do contrário a barriga viviria roncando. Uma água de coco R$ 10? Pensa?
Marcello Fortuna

O Corvo responde: há uma infinidade de pacotes turísticos à disposição dos que esperam viajar nas férias. Mas o ideal é fazer contrato com operadoras tradicionais. Ler o contrato é o ponto mais importante da viagem. Sim, é necessário levar uma graninha extra, se a ideia é beber uma cervejinha, hidratar-se e alimentar-se como o corpo pede. 

Abuso
O arranjo na Lei de Abuso de Autoridade está dando um nó na cabeça de muitos policiais, sobretudo os da antiga, acostumados a plantar uma couve-flor na orelha dos bandidos mal-educados. Dizem que as regras são muito complicadas para lidar com a periculosidade de algumas figuras. "Para não sofrer sanções, teremos que tratar essa gente igual criança em creche e, mesmo assim, ainda correremos risco de responder inquérito", revelou um investigador ao Corvo. Ele pediu para não ter o nome revelado. 

Tem de cumprir
Acontece que as regras já faziam parte do modus operandi de muitos policiais, mas não eram respeitadas, ou não levadas como se deveria. Com o ajuste na lei, o descumprimento poderá ser punido com até dois anos na cadeia. Os policiais "não podem": não comunicar prisão em flagrante ou temporária ao juiz; não comunicar prisão à família do preso; não entregar ao preso, em 24 horas, a nota de culpa (documento contendo o motivo da prisão, quem a efetuou e testemunhas); prolongar prisão sem motivo, não executando o alvará de soltura ou desrespeitando o prazo legal; não se identificar como policial durante uma captura; não se identificar como policial durante um interrogatório; interrogar à noite (exceções: flagrante ou consentimento); impedir encontro do preso com seu advogado; impedir que preso, réu ou investigado tenha seu advogado presente durante uma audiência e se comunique com ele.

...e mais...
...instaurar investigação de ação penal ou administrativa sem indício (exceção: investigação preliminar sumária devidamente justificada); prestar informação falsa sobre investigação para prejudicar o investigado; procrastinar investigação ou procedimento de investigação; negar ao investigado acesso a documentos relativos a etapas vencidas da investigação; exigir informação ou cumprimento de obrigação formal sem amparo legal; usar cargo para se eximir de obrigação ou obter vantagem; pedir vista de processo judicial para retardar o seu andamento; atribuir culpa publicamente antes de formalizar uma acusação.

Onde vai doer...
Pode ser punido com detenção de um a quatro anos quem decretar prisão fora das hipóteses legais; não relaxar prisão ilegal; não substituir prisão preventiva por outra medida cautelar, quando couber; não conceder liberdade provisória, quando couber; não deferir habeas corpus cabível; decretar a condução coercitiva sem intimação prévia; constranger um preso a se exibir para a curiosidade pública; constranger um preso a se submeter a situação vexatória; constranger o preso a produzir provas contra si ou contra outros; constranger a depor a pessoa que tem dever funcional de sigilo; insistir em interrogatório de quem optou por se manter calado; insistir em interrogatório de quem exigiu a presença de um advogado, enquanto não houver advogado presente; impedir ou retardar um pleito do preso à autoridade judiciária.

Dura Lex
E a lei também é duríssima para quem mantiver presos de diferentes sexos na mesma cela; mantiver criança/adolescente em cela com maiores de idade; entrar ou permanecer em imóvel sem autorização judicial (exceções: flagrante e socorro); coagir alguém a franquear acesso a um imóvel; cumprir mandado de busca e apreensão entre 21h e 5h; forjar flagrante; alterar cena de ocorrência; eximir-se de responsabilidade por excesso cometido em investigação; constranger um hospital a admitir uma pessoa já morta para alterar a hora ou o local do crime; obter prova por meio ilícito; usar prova mesmo tendo conhecimento de sua ilicitude; divulgar material gravado que não tenha relação com a investigação que o produziu, expondo a intimidade e/ou ferindo a honra do investigado; iniciar investigação contra pessoa sabidamente inocente; bloquear bens além do necessário para pagar dívidas. 

Cartilha
As regras descritas aqui fazem parte de uma espécie de cartilha que já anda no bolso de muitos policiais, ou gravadas no celular. Caso o leitor tenha passado os olhos na lista, entenderá que ficará bem mais complicado para alguns veículos de comunicação exercer aquilo que a audiência mais pede: imagens dos suspeitos, gravações e até mesmo cenas da prisão. 

Sem imagens
Por conta da nova Lei de Abuso de Autoridade, a Polícia Civil não irá mais divulgar imagens de presos. Isso foi comunicado na semana passada: "Em razão das Orientações Gerais sobre a Nova Lei de Abuso de Autoridade, elaborada pela Cogepol e publicada na Intranet da PC, a DCM orienta que não sejam compartilhados ou divulgados vídeos e fotos de presos/investigados/indiciados/conduzidos, de qualquer espécie, ainda que estejam de costas ou que o rosto tenha o efeito 'desfoque'. A DCM fará a divulgação, nas redes sociais da Polícia Civil, de notícias sem fotos/vídeos de presos/investigados/indiciados/conduzidos (apenas texto) ou que contenham apenas fotos de apreensões". Enfim, se já era complicado para a sociedade saber dos criminosos, vai ficar bem pior. 

Dentro e fora
Nestas primeiras semanas de janeiro, as notícias, parece, não acontecem. É um tal de ficar "catando" informação. Mas no fim é bem melhor assim do que desabamento de edifícios por causa da chuva, explosão de usinas de rejeitos, maremoto ou queda de avião. Até ontem, 2020 se comportou direitinho.  Tomara que continue assim. O Corvo prefere as notícias boas. 

Dia escuro
Mas infelizmente os prognósticos são ameaçadores. A filha do general explodido pelos norte-americanos disse que os EUA terão um "dia escuro". Tomara que essa escuridão não nos conduza a um conflito de grandes proporções. A gente prefere o sol de verão! Bom dia!

Aviso 
Amigo Corvo, peço que comunique aos amigos e leitores que a coluna Chico Alencar voltará a ser publicada no GDia no dia 14 de janeiro. Estou em tratamento intensivo da cirurgia a que fui submetido. Um grande abraço e um feliz ano novo a todos!
Chico Alencar

 

​​​​​​​Cartas

Vira e mexe alguém pergunta: "Corvo, você recebe cartas mesmo? Deve ser freguês dos Correios"! Acontece que o Corvo interpreta a palavra "cartas" para todos os tipos de comunicação que chegam ao colunista, seja via e-mails, redes sociais, bilhetes deixados na recepção e também o que é transcrito por meio de telefonemas. O importante é o autor identificar-se e, caso não queira, terá pelo menos as iniciais ao final da nota. Explicado o que são as "cartas" para o Corvo, todas absolutamente respondidas pelo colunista, vamos ao que foi acumulando-se nos últimos dias. 

Primeira semana
Corvo, obrigado pelas suas palavras de otimismo, mas convenha que é complicado acreditar no futuro com um Donald Trump mandando mísseis em cima dos outros. Quem é o terrorista, afinal: o general iraniano ou o presidente dos Estados Unidos?
Josimar Fernando Costa

Defendendo-se
Pois bem, seu Corvo, o mundo diz que Donald Trump foi irresponsável ao ordenar a morte do general iraniano, mas será que ele não se defendeu? Segundo consta, o morto era um terrorista que estava tramando vários ataques aos cidadãos norte-americanos. Se fosse você, passarinho, o que faria?
Lauro Mariano
 
O Corvo responde:
Qassim Suleimani era considerado um inimigo dos Estados Unidos. Ele, miliciano convicto, admitiu ser o autor de vários ataques a bases e instalações norte-americanas. Segundo a imprensa internacional, a inteligência dos EUA e de aliados descobriu que havia vários planos de ataques em articulação, e por isso resolveram cortar a cabeça da serpente. Quanto ao Corvo, se agiria assim ou não, não há resposta, porque a premissa deste colunista é não fazer inimigos, dessa maneira nem precisa pensar nisso. Agora, os americanos e seus aliados que se preparem, porque os iranianos anunciaram "vingança".
 

Pitaco
Muita gente tremia em razão de alguma declaração do presidente Bolsonaro em apoio ao amigo Donald Trump. Na verdade, o norte-americano tem se comportado mais como um "amigo da onça" do que outra coisa. Só acredita naquilo que é bom para ele, e o nosso presidente já deve ter captado essa mensagem. 

2020
Corvo, eu acredito que o Brasil tem tudo para dar a volta neste ano. O povo brasileiro já está descolado o suficiente para lidar com economia e ajudar o país avançar. O que falta é o governo diminuir a carga tributária em muitos produtos, como é o caso da gasolina — mais imposto que combustível. Nada afunda este país. Possui tudo e uma força de trabalho sem igual e muitas riquezas. O que falta é administrar.
Sílvio Lima

O Corvo responde: prezado, falar em cortar os impostos dos combustíveis é algo muito prudente, mas pelo momento, ao que sabemos, o Planalto estuda é um aumento, em razão da crise entre Estados Unidos e Irã. Deus nos ajude! E é verdade, a força de trabalho do brasileiro é exemplar.   

O "nosso" Chico
Corvo, se me perguntarem, eu digo que o governo do Chico Brasileiro foi bom, e digo isso usando os seus argumentos. Olha como o homem pegou a cidade? As instituições estavam devastadas, e o mais importante é o que ninguém vê: devolver a credibilidade entre fornecedores, prestadores de serviço e órgãos que provêm recursos. Resta saber quem serão os outros candidatos.
Maurício Fernandes

Eleições
Prezado Corvo, ouviremos muito falar nisso este ano. Os políticos já estão nos salões de beleza, ajeitando o cabelo, fazendo implante e pintando as unhas, afinal de contas vão começar os apertos de mão e as visitas. Esses dias fui visitado por um vereador, e o homem estava tão cheiroso que o perfume grudou nas paredes de casa e nem lavando saiu. Impregnou. Essa gente se acha. Político não nos impressiona mais, nem tomando banho em perfume da feirinha.  
Júlio Saraiva

O Corvo responde aos leitores: prezados, ano político é assim mesmo. Cada um vai se virar do jeito que puder. Mas o Corvo manda um recado: se os políticos pensam que a população está desantenada, serão pegos de surpresa. As famílias estão falando mais em política; os jovens também. Quem entrar na disputa que se prepare. 

Preocupação
O Corvo notou que muitos políticos estão preocupados com os adversários, quando o assunto é performance eleitoral. Deveriam preocupar-se mais com a população, porque enfrentarão conversas muito mais duras com os eleitores, do que com os opostos, nos debates de televisão. Na rua o tema é levado olho no olho.  

Trânsito
As estradas brasileiras são uma tragédia. Você, Corvo, comentou sobre a BR-277 e as faixas de ultrapassagem, mas já prestou a atenção naquele trecho de aldeamento indígena que há perto de Laranjeiras? Os índios cambaleiam bêbados, alguns caem no meio da pista e são atropelados. Há casos em que praticamente se jogam embaixo dos veículos, e pobre de quem acabar tirando a vida de um índio. Quem passa por lá pode notar a quantidade de coroas de flores nos dois lados da BR. A polícia deveria cuidar mais daquele trecho. 
Fabiana Riberti Lago

O Corvo responde: prezada, se os motoristas forem mais prudentes e trafegarem respeitado a velocidade, os transeuntes, indígenas ou não, estarão em segurança. Provavelmente há mais embriagados pelas ruas das cidades do que os nativos na BR-277. Motorista veloz e pedestre bêbado formam uma mistura sinistra e que nunca acaba bem. Duro será fazer os índios pararem de beber, logo é melhor tirar o pé do acelerador. 

Movimento
Corvo, eu adoro ver a minha cidade cheia de turistas, indo e vindo, entrando nas lojas e restaurantes. Pensa, isso era um sonho antigo de muitos moradores. Eu me lembro do tempo que morria de inveja de Puerto Iguazú, onde imagens assim são comuns. Mas você sabia, seu Corvo, que tem gente que não gosta disso? Outro dia vi um dono de bar afugentando turistas. Que situação, hein?
Hélio Roberts

O Corvo responde: prezado, quem faz isso deve estar ruim da cabeça ou doente do pé. Visitantes e turistas ajudam a movimentar a economia e, com isso, geram muitas divisas, garantindo empregos para milhares de pessoas. Foz é uma cidade que precisa aprender a tratar melhor os turistas. 

Nossos sonhos
Prezado colunista cheio de plumas e penugens, tomara que muitos de nossos sonhos de fato se realizem, como é o caso de darem jeito de desviar o trânsito de caminhões do eixo turístico e centro da cidade. Outro dia havia mais um caminhão quebrado e óleo diesel se espalhando, bem em frente ao shopping, na Avenida das Cataratas. Isso é um transtorno. Pensa fazerem uma ponte nova, e o trânsito dobrar ou triplicar no local?
Manoel Silva

O Corvo responde: prezado Manolo, segundo sabemos, a Perimetral Leste está para sair do papel e deverá estar concluída antes do final das obras da segunda ponte com o Paraguai. Mas será necessário mudar também a Eadi, do contrário as cargas pesadas continuarão a ocupar as ruas do centro e, como mencionou, o eixo turístico. A perimetral concluída antes da ponte terá um bom teste com os caminhões que entram pela Argentina.  

Assaltos
Corvo, não há nada mais decepcionante do que ouvir falar que uma van de turistas ou visitantes foi assaltada em algum lugar da cidade. Isso é a pior de todas as propagandas. É o tipo de situação que joga pra baixo muitos investimentos em divulgação da cidade. Essa situação de insegurança para os visitantes é algo que precisa ser resolvido.
João Lummes

O Corvo responde: prezado, você fez uma abordagem correta na relação investimento e retorno; a cidade se esforça para divulgar os atrativos, vende uma imagem positiva para atrair os turistas e, quando algo ruim acontece, há uma espécie de desmoronamento nas metas, porque isso se torna um problema e requer atenção máxima das autoridades. Uma pessoa reclamando é o suficiente para machucar tudo o que foi feito.


 

Ninguém merece

Início de ano com guerra; ataque com mísseis matando general iraniano, herói nacional... Hum, isso dá um arrepio no cangote e um frio na barriga. Seu Trump, seu Trump... será que uma ação assim vai livrá-lo do impeachment?

Retaliação
Uma investida dessa põe o mundo de plantão, porque é certo que haverá retaliação. Foram mexer logo no cacho de abelhas das mais perigosas, de gente obstinada e que estava quietinha no seu canto. Aos olhos de muitos líderes mundiais, os Estados Unidos praticaram um ataque desastroso. 

Paz na Terra
Impressionante isso, é desta maneira que a face humana se revela. Um dia depois de mensagens de harmonia mundial, de discursos de combate à pobreza, redução da desigualdade, erradicação de armas, alguém aperta um botão e faz o contrário. 

Expectativa
E quem diria, o mundo estava bem feliz com a reativação dos negócios comerciais entre China e Estados Unidos. As bolsas estavam reagindo em alta e havia grande esperança de ver o fim de uma crise. Literalmente, uma esperança que durou bem pouco.  

Quem leva a pior?
O ataque norte-americano vai causar sofrimento nos aliados próximos ao Irã, a começar por Israel, que mantém o Exército em alerta máximo. A crise já dividiu o mundo de novo; russos e coreanos do norte estão soltando fumaça pelas ventas. Tomara que isso passe rápido, mas os prognósticos não são dos melhores, infelizmente. Foi um balde de gelo na cabeça dos otimistas. 

Alta
Como o Irã produz petróleo, essa crise deve botar terror no preço da gasolina; e, no fim da linha, isso sempre acerta em cheio o bolso dos brasileiros. Era o que faltava para começar o ano. 

Recordes
Vamos deixar a maldade de lado e trabalhar o lado das coisas boas. Foz viveu uma sequência de recordes nesta virada do ano. Dois milhões de visitantes no PNI, um milhão em Itaipu, superação dos números no Parque das Aves... Todos os atrativos ganham movimento extra em comparação aos anos anteriores. 

O Parque das Aves
Por pouco o atrativo não supera a casa do "milhão" de visitantes em 2019. Fechou o ano faltando pouco menos de 70 mil pessoas passando pelas bilheterias. Enfim, foi um ano auspicioso para todos na área do turismo e lazer.  

3,6 milhões 
A felicidade reina nos parques nacionais do Brasil e Argentina. A soma dos visitantes que cruzaram os portões em 2019 é além de animadora. No Brasil a liberação do visto aos norte-americanos ajudou a fazer a diferença. A frase "Poor Niagara" foi a mais ouvida entre os visitantes nos dois lados da fronteira. 

500 ou 1.000?
A nova cota de compras para os brasileiros no exterior deve, sim, aumentar — e muito — o movimento na área de fronteira; com isso, lucrarão os segmentos da hospedagem, lazer, gastronomia, traslados e transportes de mobilidade em geral. Até os taxistas, que andavam tristes com a invasão dos aplicativos, estão enxergando uma luz no túnel. Mas há ansiedade chovendo na área de negócios em CDE, e isso acontece em razão da possibilidade de mais um aumento. Segundo este Corvo apurou, o presidente Bolsonaro deve aumentar a cota para US$ 1.000, ainda nos três primeiros meses de 2020.  

Reclamações
Se todo o segmento do turismo anda soltando rojões, com ou sem ruído, parece que as coisas não andam tão bem no mundo do jogo fronteiriço. A onda de reclamações quanto ao cassino em Puerto Iguazú aumentou consideravelmente. O que será que acontece naquele, antes, próspero negócio? Mas isso por um lado é bom. Tudo indica que em breve os jogadores poderão divertir-se sem precisar atravessar a fronteira. 

Propagandas irregulares
Corvo, vi uma matéria na edição de ontem denunciando propagandas irregulares em Foz. Isso é verdade! Muitos comerciantes colocam faixas e placas nos canteiros públicos, o que, além da poluição visual, prejudica quem usa os espaços. Um dia desses deu um vendaval e um pedaço de pau da faixa acertou a cabeça do meu neto. Fui até a padaria que colocou a faixa e meti a boca no proprietário. Tem mais é que aplicarem multa em quem faz esse tipo de coisa.
Paula Jussara Villaça

O Corvo responde: isso parece ser um hábito em muitos negócios, sobretudo nos bairros da cidade. Há um caso em que a população se uniu para arrumar um canteiro; colocaram plantinhas, flores e até grama, e, no dia seguinte, o local tinha placa de farmácia, mercadinho, padaria... Um desastre total! As pessoas precisam respeitar os locais públicos. 

Boa grana
O Corvo falou em recordes e deixou de mencionar o volume orçamentário que será administrado pelo Chico Brasileiro e camaradas de governo. Ops, vamos trocar o termo "camaradas" por "companheiros". Também não dá; "parceiros" se ajusta melhor. Não, não, não... é melhor colaboradores. "Camarada" é coisa de comunista, algo que o Chico não é mais; "companheiros" lembra o PT e o seu bando; "parceiros" pode ter outra conotação com que o prefeito não simpatize; portanto "colaboradores" tem mais serventia quando o assunto é público. Entre umas e outras, R$ 1,2 bilhão é uma grana considerável para trabalhar a coisa pública em 2020. A saúde leva R$ 315 milhões. Nilton terá boas chances de acertar a casa, isso se não resolver sair antes para ser candidato. 

Reforma
Chico deve anunciar a reforma perto do final da próxima semana. Depois ele vai tirar uns dias de relax, enquanto o circo pega fogo. Segundo informaram ao Corvo, ele deve fazer de seis a oito substituições. Já tem gente folgando o colarinho esperando a guilhotina. 

Nas estradas
Corvo, dei um pulinho no litoral para dar uma salgada no couro. Foi uma boa aventura, descontando o que vi e os sustos que levei nas estradas. Até chegar a Curitiba a gente vive muito perigosamente. A primeira pista extra, ou terceira faixa, aparece lá pelas bandas de Laranjeiras do Sul, o que é uma desfaçatez, considerando o que pagamos no pedágio — que, apesar da redução, ainda custa os olhos da cara. Por causa disso, era um tal de ultrapassarem em faixa proibida. Vi dois acidentes durante o percurso, sendo que um foi grave. Corvo, essa gente não tem jeito. Colocam a vida em risco e também a de gente que faz tudo certo ao dirigir. 
Mário Sandoval Peçanha

O Corvo responde: é difícil descrever a mutação humana quando se põe as mãos no volante. Uns sentem medo, outros se tornam responsáveis, mas há os que se sentem imortais, homens de ferro, acima das leis e de tudo. O Corvo também fica muito impressionado com o que aprontam pelas estradas, onde os limites de velocidade parecem que não existem. Como pode, a gente conduz um veículo a 110 km/h e é ultrapassado por outros que desaparecem em segundos. E se um pneu furar? E se alguém se perder na faixa contrária? E se um animal atravessar a pista? São muitas as possibilidades de algo dar errado. 

Yamandu
O violonista visitará Foz e, claro, atrairá uma legião de apreciadores de sua magistral arte. Todos os assentos e espaços disponíveis para uma apresentação entre amigos estão ocupados, com 15 dias de antecedência. Os curadores de "A Casa" estão organizando uma fila, caso alguém desista de prestigiar a apresentação entre amigos. Mas tudo indica que será difícil surgir um espaço, porque tem gente viajando de longe para aplaudir o Yamandu Costa.


 

Dois milhões

Seu Corvo, há  décadas acompanho o que discutem sobre o turismo de Foz. Hoje estou aposentado e moro na cidade com minha filha, mas fui gerente de hotel durante 35 anos em Salvador. Veja, ouvi dizerem que o recorde de visitantes no parque está por cair; finalmente alcançaremos  os dois milhões! Quer saber, estou feliz, pois já  me sinto um iguaçuense, mas é  muito pouco. O local mereceria receber uns cinco ou seis milhões de turistas ao ano. Sei que vão chegar lá, afinal merecem mais, isso é  incontestável. 
Randolfo Marques

O Corvo responde: prezado, a luta por receber mais turistas e se destacar como merece no mapa tem sido uma constante em Foz do Iguaçu. Não há  dúvidas de que as marcas serão  quebradas, porque o mundo está interessado em conhecer esta bela região,  mas devemos ter em mente que há  muitos fatores relacionados a esse sucesso, e um deles é a estrutura para receber as pessoas no PNI. Desde que abriram concessão, a visitação  deu um salto. Com a privatização, então,  deve haver um aumento considerável.

Organização 
Ainda sobre o assunto turismo, lá  pelos anos 80, quando alguém falava em dois milhões de pessoas ao ano, era chamado de louco, utópico, sonhador... Não  há  utopia, pelo contrário, arrumando a cidade, construindo hotéis,  gerando demanda de equipamentos e infraestrutura, tudo anda. E o mais importante é união e organização.  Depois que implantaram a gestão  integrada, Foz levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima.

Bolada de R$ 300 milhões
Querido Corvo vidente, quais serão os números que serão sorteados na Mega-Sena da Virada? Se me informar, garanto ração vitalícia para o senhor não se preocupar mais em trabalhar pelo resto da vida. Obrigado!
Júnior José Esperança

O Corvo responde: caro colega, se o Corvo soubesse as seis dezenas que serão sorteadas, iria fazer uma aposta solo, sozinho, só minha. Rsrsrs! Brincadeiras à parte, será uma bolada de R$ 300 milhões que o vencedor, ou vencedores, levará no início da noite desta terça-feira (31). O concurso 2.220, que vai definir o novo milionário, ou os novos milionários do Brasil, será realizado no mesmo dia, às 20h.

Leva mesmo
Segundo a Caixa Econômica Federal, que é a responsável pela gestão das loterias, o prêmio da Mega-Sena da Virada não vai acumular. Se ninguém acertar as seis dezenas, os R$ 300 milhões serão divididos entre os acertadores da quina.

Flagrante
Corvo de Deus, vi nos grupos de zap zap ontem que um capitão do GAECO foi preso em flagrante recebendo dinheiro para não investigar um suspeito. Ele acabou denunciado ao Ministério Público, que o deteve em Curitiba com mais de R$ 20 mil em notas marcadas com consentimento das autoridades. Que coisa isso! E agora, seu Corvo?
Assinado Pássaro da Fronteira (por favor, não divulgue meu nome)

O Corvo responde: realmente, amigo pássaro, uma situação difícil de comentar, mas, se for comprovada a ilicitude, será lamentável ver alguém pago pelo povo, para proteger o povo, agindo contra os interesses do povo.

Haja paciência
Não é apenas a fila para chegar às Cataratas que tira um pouco a paciência dos turistas e moradores de Foz do Iguaçu. Para ir à Argentina, comer as famosas azeitonas na feirinha, é preciso muita disposição. Olha só, seu Corvo, fui com amigos no sábado e demoramos mais de duas horas e 30 minutos para cruzar a aduana. Por que isto sempre acontece nestes momentos em que estamos lotados? Parece perseguição.
Nathanael Souza

O Corvo responde: caro amigo, durante o ano, foram anunciadas medidas para agilizar este trânsito, o que acontece é que os funcionários da aduana da Argentina estão fazendo uma daquelas famosas "operações-tartaruga" para reivindicar direitos. É como acontece no Brasil quando servidores da Receita Federal entram em estado de greve. Para nossa infelicidade, e deles também porque deixam de faturar, isso ocorre no momento em que a cidade está cheia de turistas.

E as lojas francas?
Volta e meia me pego pensando nisto: por que, afinal, não temos ainda nossas lojas francas, como acontece no Rio Grande do Sul? Outro dia já mandei uma cartinha reclamando da atitude da Receita Federal, mas dá a impressão que é perseguição. Enquanto isso, os empresários amargam prejuízos e os trabalhadores ficam sem empregos. Poderia usar sua influência e destravar isso. Que tal, ave abelhuda?
Romão Meine Jr.

O Corvo responde: de fato, nobre colaborador, está difícil pensar em outra coisa, mas a burocracia criada pela Receita Federal está criando um caos para nossos empreendedores. Vamos orar para que o ano novo traga boas-novas.

Cuidado com o 20
Olha que coisa interessante está circulando nos grupos de zap zap, seu Corvo. Achei importante e seria bom todos prestarem atenção! Ao escrever a data em qualquer documento no ano que está por vir, 2020, nós deveremos escrever no formato completo. Ex.: 31/01/2020, e não 31/01/20, porque qualquer pessoa poderá alterar essa data entre 31/01/2000 até 31/01/2019; qualquer data entre esses anos, o que lhe for conveniente, o que poderá tornar o documento inválido. Tenham precaução quanto a isso. Não escrevam nem aceitem qualquer documento preenchido dessa maneira. Esse problema irá durar apenas no ano de 2020.
VMF (O leitor pediu para não ser identificado.)

O Corvo responde: de fato, muito interessante. Fica o alerta!

Gente como a gente
Dia 23 à noite, por volta das 21h30, o diretor-geral da Itaipu, general Silva e Luna, passeava pela Feirinha da JK com um menino (provavelmente neto) na maior tranquilidade, sem segurança nenhuma. Eu saboreava uma comida japonesa, e ele passou em direção à casinha do Papai Noel, onde deveria levar a criança. Pensei cá com meus botões: como pode uma pessoa tão importante, um general que chegou à chefia do Estado Maior do Exército, ministro da Defesa, ser de uma simplicidade impressionante, gente como a gente!
 
Trabalho fantástico
E pensar que em apenas dez meses Silva e Luna enxugou Itaipu e imprimiu um ritmo de trabalho que resultou em economia de R$ 600 milhões que serão investidos na segunda ponte, ampliação do aeroporto, Perimetral Leste, Mercado Municipal e tantas outras obras em andamento. É de gente assim que o Brasil precisa. Se 10% dos homens públicos fossem como ele, nosso país seria uma potência. 

Escola Nacional de Turismo
O deputado federal Vermelho anunciou um presentão de final de ano aos iguaçuenses: a liberação de recursos da ordem de R$ 3 milhões para a primeira Escola Nacional de Turismo do Brasil, que será aqui na nossa terrinha. Vermelho brigou como um leão por esses recursos e conseguiu parcerias importantes entre MTur, MEC, Governo do Estado e Unioeste.

Sindhotéis
É muito provável que a escola comece a funcionar no segundo semestre do próximo ano no Centro de Capacitação Sindhotéis, que possui uma estrutura invejável e está subutilizada. O reitor da Unioeste, Paulo "Casca" Wolf, já visitou o local a convite do presidente, Neuso Rafagnin, e ficou impressionado com a infra. "Para que gastar dinheiro na construção de um centro de formação se aqui está tudo pronto?", comentou o reitor.
 
Centro de formação 
De fato, o Centro de Capacitação Sindhotéis tem uma infraestrutura invejável. Em artigo publicado em nossa edição de final de ano, Neuso Rafagnin garantiu que ele se transformará em um instituto para atender às demandas da indústria do turismo. O complexo já possui três pavimentos, com cozinha-escola, auditório, uma suíte para aulas de governança, além de laboratórios e salas de aula.

Cuidado, piranhas!
A Prefeitura de Itaipulândia instalou uma grade de proteção para evitar que as piranhas ataquem os banhistas no terminal turístico do lago de Itaipu. Aqui em Foz não precisa isso porque as piranhas estão em outro local.

...para encerrar...
...o Corvo agora só retorna ano que vem, 2020! Numas de fazer reflexão pensamos: como será? Provavelmente teremos um ano como os outros, sofrido, cheio de dúvidas e expectativas, com políticos em ação,  eleições, o costumeiro blablablá para nós fazer acreditar que as coisas irão melhorar. O fato é que elas estão bem para uns, para outros nem tanto, o que importa é  nunca, jamais, em tempo algum, perder a esperança. Esperança é o que faz a diferença. Um bom novo ano a todos!

Quem merece?

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 30 de dezembro, é celebrado o ‘Dia da Criação da Região Metropolitana do Vale do Aço’ em Minas Gerais;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Sagrada Família’.


“Jair Bolsonaro pode não ser o presidente a que o Brasil faria jus, por mais que seus 57 milhões de votos lhe garantam o direito de estar onde está, mas é com certeza o presidente que a esquerda brasileira merece (...). O cálculo é bem simples. A denúncia capital apresentada contra o presidente, sobretudo nas regiões que se consideram as mais civilizadas da sociedade brasileira, é a sua falta de sintonia, segundo dizem, com as exigências dos regimes democráticos. E a esquerda nacional, então? Qual seria, exatamente, o grau de sua devoção à democracia? Alguma coisa abaixo do zero – e aí fica claro que, se o problema do Brasil é a hostilidade à democracia, então não é em Bolsonaro que está o problema.
A verdade nessa história, pelo que mostram os fatos da vida real, não tem altas complicações. Ela revela que um militante de esquerda verdadeiro, que está na atividade política para ganhar, tem de ser obrigatoriamente contra a democracia – se não for, estará sendo apenas um bobo. Ser de esquerda e, ao mesmo tempo, ser racional é ter exatamente o entendimento de Lênin, o criador do esquerdismo universal, sobre as questões políticas essenciais (...).
Ou o sujeito, na prática, segue a lógica de Lênin para construir e manter de pé um regime de esquerda, ou não chegará nunca a lugar nenhum. Pode até chegar – mas não fica. Para alguns, como se sabe, a coisa pode acabar num xadrez de polícia.
Jamais houve lugar para a democracia num regime esquerdista feito para durar – não porque Lênin fosse um mau sujeito, mas porque tinha certeza de que era impossível existirem no mesmo espaço um regime socialista e liberdades democráticas. Não pode haver, por exemplo, eleições livres. Por quê? Porque os adversários podem ganhar e aí eles mandam o socialismo para o espaço. Não pode haver liberdade de imprensa porque a oposição vai usar essa liberdade para falar mal do governo, e isso é um perigo (...). Tem de existir um partido só porque não pode haver oposição – e por aí vamos. Até hoje não apareceu nenhum sistema tão eficaz quanto esse para criar um regime de esquerda. Quem copiou, como Fidel Castro, se deu bem, ficou no poder até o fim da vida. Quem tentou fazer diferente se deu mal.
A esquerda brasileira não pensa em nada disso, porque tem medo de bala de borracha, quer viver de dinheiro do ‘Fundo Partidário’ e tem preguiça de pensar – mas mesmo que pensasse não iria adiantar nada, porque não há meios, simplesmente, de se montar o sistema descrito acima. Ele segue regras feitas há mais de 100 anos, e o mundo em que esse catecismo valia não existe mais. A única saída, para o esquerdista de hoje no Brasil, é ser capitalista – e aguentar, aqui e ali, levar vaia em avião. Que fazer?”
Artigo do jornalista José Roberto Guzzo publicado no Estadão.

Feliz Ano Novo, leitor!

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