No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Vermelho em ação

O repasse de R$ 2,5 milhões ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck deixou muitos iguaçuenses felizes. No papel de deputado, coisa que Foz nem lembrava mais como acontecia, o Vermelho foi ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e deu uma beliscada na verba do programa de atenção à média e alta complexidade. E é verdade, além de cuidar da população de Foz e de mais nove municípios que compõem a Regional de Saúde, o Hospital Municipal atende turistas e brasileiros que moram no Paraguai; também recebe argentinos, diga-se. E o Vermelho está "escancarando" as portas do ministério, tanto que o ministro Mandetta não perde de vista a ideia de transformar o local em hospital-escola.

Chapa-branca? 
Ontem alguém ligou para o Corvo acusando o colunista de ser um "chapa-branca" do deputado Vermelho. Respeitamos o que dizem os leitores e pessoas que entram em contato, mas neste caso trata-se de alguém suspeito, cuja opinião não vai fazer diferença, porque está para lá de queimado na política. Para deputados que trabalham, a coluna é multicolorida, pois é uma maneira de incentivá-los e reconhecer o que estão fazendo. Já quem não faz nada não merece espaço e atenção. Vá que é sua, Vermelho!  

Superação
E quem diria, o Hospital Municipal é mais uma Fênix resultante do governo Reni Pereira. Surgiu das cinzas, como quase tudo na máquina pública. Mas a tempestade parece estar afastando-se com a recuperação dos serviços. E pensar que é um dos hospitais mais importantes da Região Oeste! 

Arroio Dourado
A prefeitura cumpre a exigência da Justiça para encontrar um local seguro às famílias que vivem no Arroio Dourado; elas vivem em cima do antigo lixão. A proposta está na Câmara desde março, e com os prazos regimentais esgotados. Independentemente da votação do projeto, até arranjarem outro local, as famílias habitarão o Arroio, onde há vazamento de gás por todos os lados. Dá para cozinhar com um cano enfiado no chão, tamanha a concentração de gases. Pensa o perigo? 

Solução urbana
Alguém ligou para o Corvo e pediu para não ser identificado, mas garantiu que se a área do Bubas for bem planejada e otimizada poderá abrigar muito mais pessoas. Pode estar aí a solução para os moradores do Arroio Dourado. O problema será os habitantes do Bubas aceitarem essa reurbanização da área. Terão de ceder um pouco. Há quem defenda a construção de moradias populares aos poucos. Mas como é uma discussão que está apenas no início, toda opinião ajuda. 

Chorume 
A prefeitura inaugurou a Estação de Tratamento de Chorume, no Aterro Sanitário, no Porto Belo. Olhando de cima, a área lembra muito uma barragem de rejeitos, tipo aquela que rompeu em Brumadinho. Foi publicarem a foto, que alguém já brincou de fazer alerta falso nas redes sociais. Mas como o assunto é sério e pode causar uma convulsão entre os moradores, a "broma" foi rapidamente deletada. Que sufoco isso, hein? 

O que é chorume? 
Houve uma discussão que se tornou pública esses dias. Uma autoridade chamou a outra de "lixo". E a resposta foi: "Se eu sou um lixo, você é o chorume". Que barbaridade! O chorume nada mais é que um efluente altamente poluente gerado pela degradação do lixo. É mais ou menos aquilo que o caminhão derrama enquanto faz a coleta. Tratar o chorume não é um processo fácil nem simples. Exige, sim, muitos cuidados. Diante disso, quando você ouvir falar que um indivíduo é um "chorume", pode acreditar que é alguém bem fedido mesmo. Bom, só falta algum chorume ambulante vestir a carapuça e questionar este colunista. O Corvo adora quando isso acontece!    

 

Homenagem
O deputado federal Paulo Eduardo Martins foi um dos 33 homenageados com a Ordem Municipal da Luz dos Pinhais de Curitiba. Além dele, personalidades como o ministro da Justiça, Sérgio Moro, estão entre os agraciados. A honraria, que foi criada pelo prefeito Rafael Greca (DEM), em agosto de 2018, consagra instituições e cidadãos — curitibanos de nascimento ou de adoção — que contribuem para o engrandecimento da cidade e o bem-estar de seus habitantes. Além disso, os homenageados precisam ter conduta ilibada. Eles recebem uma medalha, um diploma e a inscrição em um livro de registros. Paulo Eduardo Martins, que nasceu no interior de São Paulo, escolheu Curitiba como a sua cidade. "Foi no Paraná que construí minha carreira jornalística e venho construindo minha carreira política. Luto pelo país, mas, em especial, por este chão. Escolhi este estado e está capital para viver. Receber esta homenagem é motivo de muito orgulho para mim." A cerimônia de entrega da Ordem Municipal da Luz dos Pinhais aconteceu na última quinta-feira, 19, no Memorial de Curitiba. 

Semana Farroupilha
O Complexo Turístico Itaipu aderiu ao gauchesco, que, aliás, é de grande influência nesta região. Para quem não sabe, os nossos jornais são no formato tabloide devido à influência sulista. Quem fez o passeio na binacional viu tudo iluminado, com espetáculos de dança tradicional com a participação do CTG de Foz do Iguaçu. O acordeonista Tiago Rossato faz a gaita falar por meio do repertório, e a equipe do CTI aparece toda pilchada! Para quem não lembra, a "pilcha" já foi até o traje típico de Foz. O único probleminha, apenas um detalhe, é que os colorados consideraram que as cores homenageiam mais o Grêmio. 

Escola sem Partido
Taí uma situação que dá um nó na cabeça de muita gente. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou uma medida cuja intenção é suspender qualquer ato do poder público que autorize ou promova censura a professores no ambiente escolar. Raquel despediu-se do cargo. No pacote, claro, eis que surge um emissário submarino, emergido na Câmara e arquivado em maio deste ano. O projeto, em Foz, possui duas versões: um de 2014, apresentado pelo Queiroga, e que nem saiu da casca. Bucha pura! E o outro, de 2017, do lendário ex-vereador Dr. Brito. Entre outras, a Escola sem Partido reza a cartilha da moralidade nos atos públicos, o que não deu lá muito certo nas práticas do autor, que acabou preso, suspeito de praticar fraudes relacionadas à saúde. O naufrágio foi duplo, dele e do projeto. Se alguém quer saber a definição de um emissário submarino, pode perguntar que o Corvo responde. 

Bibliotecas
Corvo, não entendo certas coisas neste mundo moderno. Enquanto todo o mundo está convergindo para o "eletrônico", há quem insista em perder tempo criando bibliotecas. No meu tempo de escola isso já não existia mais. Hoje as crianças aprendem no celular e na televisão. Quem vai à biblioteca, seu Corvo? 
Jandira Maldonado G. Silva

O Corvo responde: é preciso muita paciência para assimilar algumas das cartas enviadas pra cá. Respeitando a opinião da leitora, este colunista garante que se há um bem material importante para o jovem, é o livro. As bibliotecas são fundamentais, um universo muito mais profundo e um porto seguro quando o assunto é a formação do indivíduo; e mais ainda quando há uma influência digital duvidosa. Um exemplo disso é o projeto "Vivendo livros latino-americanos na Tríplice Fronteira", com a criação de um novo espaço destinado aos livros do ensino fundamental. A Biblioteca Arco-íris de Saberes, construída, por meio do projeto, na Escola 722, em Puerto Iguazú. O grupo responsável pelo projeto — formado por estudantes e docentes da Unila — também já remodelou o espaço físico de outras duas bibliotecas escolares a da Escola Municipal Brigadeiro Antônio de Sampaio, localizada na zona rural de Foz do Iguaçu, e a da Escuela San Agustín, em Ciudad del Este. Iniciativas assim, sem fronteiras, são uma dádiva para as sociedades contempladas. 

Mordida dolorosa 
O intendente de Ciudad del Este, Miguel Prieto, tem adotado medidas corajosas, como a demissão, ou desligamento, de nada menos que 60 agentes de trânsito. E qual brasileiro já não foi abordado por eles, numa daquelas experiências ruins, de sofrer ameaças de ter o carro guinchado e, ao final, levar uma mordida? Não podemos afirmar que todos os agentes procedem assim, mordazmente, mas para se ter ideia o nome da moeda vigente por lá é "jaguaretê", tradução para a nota de R$ 50, que leva a onça-pintada como estampa. Eles dizem: "Três jaguaretês", o que significa R$ 150, ou mais jaguaretês, dependendo da situação.   

 

Maria Gadú
A artista resolveu visitar Foz do Iguaçu e preferiu hospedar-se com amigos. Ela, na verdade, possui conhecidos na cidade e, claro, uma legião de fãs. Para celebrar sua passagem, aceitou fazer um sarau para pouquíssimos convidados, no ambiente sem fins lucrativos que é mais conhecido como A Casa. Pois bem, isso vazou e choveram pessoas querendo assistir, o que infelizmente não será possível. A Casa, segundo este colunista investigou, consegue abrigar informalmente poucas pessoas, como ocorre em qualquer residência que possui uma área de lazer. E também não existem ingressos, e sim uma espécie de "vaquinha" entre os frequentadores, como ocorreria em qualquer restaurante. Está tudo de acordo com a lei. O Corvo vai publicar as fotos pós-encontro, que acontecerá dia 23. Para variar, este colunista e fã, que os entretém todos os dias, não conseguiu nem um poleiro para ouvir a Gadú cantar. Aqui vão os protestos do Corvo! Ah, vale lembrar que a noite também é de Raissa Fayet.

Normalidade
O que A Casa faz, ainda segundo informações, é o que acontece em muitas cidades europeias. Algo muito comum, por exemplo, em Nova Iorque, quando um artista resolve apresentar-se para amigos. Chamam essa modalidade de "Open House", cada um leva a sua bebida, e o resto é cotizado, comem pizza, salgadinhos... essas coisas. Nada é cobrado nem vendido, e tudo possui valor simbólico, assim ninguém fica no "preju".  

 

 

Dúvida 
Corvo, li uma recente matéria na qual informam que o cientista Moisés Bertoni morreu em Foz e depois foi levado rio abaixo e enterrado no Paraguai, onde hoje funciona o museu que leva o seu nome. Eu cresci sabendo que Bertoni e parte de sua família estão enterrados em Foz, num cemitério que fica na divisa do Parque Nacional. Tenho uma prima que é guia, e ela até leva turistas lá. E no mais, estamos vendo tratarem dos patrimônios históricos da cidade e do "tombamento" de alguns imóveis. Penso que a casa onde o Bertoni morreu poderia entrar na lista. A casa existe até hoje. Fica naquela Rua Tiradentes, tive o cuidado de achar e mandar a foto. 
Maria Olívia Linhares Motta

O Corvo responde: a informação gerou uma grande discussão entre os colegas de redação e também historiadores, que pesquisam a vida do cientista. A redação deve publicar matéria sobre o tema. Muito obrigado pela participação!

O "destino", como entendê-lo?


Houve muita dor e um profundo sentimento de pesar na despedida de Sílvia Helena Marchioratto. Tenho, aliás, acompanhado o sofrimento da família, porque considero muito injusta e desvantajosa a luta contra o câncer e todas as ocorrências que ele causa no curso de um tratamento. Conheci Sílvia no esplendor da vida, tão logo ela se uniu ao Luiz Francisco e eles transferiam aquele senso de contemplação mútua, da união que impressiona e nos faz bem. Lembro-me da chegada de Ana Luiza e, depois, das peripécias da ruivinha correndo pela casa, atirando-se no colo dos pais. E a casa de Sílvia é a lembrança de um templo, tão bem cuidada e colorida de flores em seu extenso jardim. Elas, as flores, a casa, os tijolos, as molduras dos quadros, cada cantinho está chorando, indubitavelmente. 
Penso com carinho no meu amigo Luiz Francisco — não há outro modo de pensá-lo — e, quando ouço dizerem "a ficha ainda não caiu", vem aquele amargor, de saber que, apesar da expressão simplista, a ficha nunca vai cair; diante de tanta espiritualidade, isso nunca vai acontecer. Uns dizem que não é bom, outros acreditam que isso se torna a parcela de vida eterna, o ato de sempre ser lembrado e a sensação de se estar por perto.
Mas em meio a isso, nesse exercício de entender a vida e decifrar os valores por ela impostos; ao buscar compreensão nessa essência, às vezes tão próxima e que muito nos ensina, Luiz Francisco precisou lidar com outra situação, a perda da mãe, dona Maria de Lourdes Barleta Marchioratto, aos 97 anos, pessoa extraordinária, reconhecida inclusive pela sociedade iguaçuense, ao se tornar estampa de uma série de selos dos Correios, onde trabalhou por décadas.   
Então vamos pensar e tentar mensurar como é perder a companheira num dia e a mãe no outro, poucas horas depois? Certamente é muito difícil e complicado, porque, embora se encaixe na ordem natural da vida e nem de todas as coisas, não é normal. É muito! Como, de que maneira, alguém pode lidar com uma situação assim? 
Tenho a plena certeza de que Luiz Francisco Barleta Marchioratto saberá lidar com um evento assim, porque é uma pessoa preparada, munida de valores e conhecimentos que lhe oferecerão estrutura em momento tão triste e, por dizer, inolvidável. Mas eu jamais deixaria de expressar publicamente o meu sentimento de apoio, porque além de me ser dada esta oportunidade, por ofício, jamais abandonaria um amigo em jornada assim, sem o espaço para outro sentimento que não seja dor. Surgem dúvidas se devemos ou não publicar textos assim, mas ao imaginar que outras pessoas se somarão na tarefa de conforto, o fazemos sem titubear. Muita força, querido amigo Marchioratto, espero que encontre conforto em sua grande alma. 

Rogério Romano Bonato  

 

Furacão campeão
Marcelo Cirino foi o nome do jogo. Fez "a" firula que deu a vitória ao Athletico. Deixou o Rony na cara do gol. O segundo gol do Furacão, e que mereceu o título, foi uma pintura e vai parar na galeria do esporte bretão. Apenas para se desculpar com os leitores, a partida terminou tarde da noite, logo não deu tempo de publicar no impresso, mas saiu no GDia eletrônico.
 

Bom para os presos
O governador disse que vai arranjar mais vagas nas penitenciárias e construir outra cadeia. A população carcerária terá chance de se acomodar um pouco melhor, porque no cadeião faz tempo que dormem em pé. Que tristeza saber que o cidadão pagará R$ 81 milhões na construção de unidades prisionais. Mas infelizmente é necessário. Cadeia no Paraná e no resto do Brasil, do jeito que é, não socializa ninguém. Quem cumpre pena regressa pior para a sociedade.  

Bertoni
Que figuraça, hein? Relatam os historiadores que ele nutria uma paixão avassaladora pela região.  Poucos sabem, mas ele foi um dos pais do turismo regional. No tempo em que viveu, mandou realizar vários serviços de litografia com as imagens das Cataratas. Uma delas teria atraído Santos Dumont, ao visitar uma gráfica em Buenos Aires. 

Reurbanização
Corvo, um funcionário que mora na "invasão" do Bubas disse que todos lá estão muito felizes com as boas notícias e que finalmente se sentirão incluídos na sociedade, até porque terão um endereço, para poder tirar documentos e tudo mais. Mas parece que a alegria durou pouco. Na noite de quarta-feira havia umas pessoas, ligadas a um sindicalista, dizendo que a prefeitura quer derrubar todas as casinhas para fazer as ruas e que era para o povo se mobilizar. Isso é verdade, seu Corvo? 
Ronilson Barbosa

O Corvo responde: mal saiu a decisão judicial, já apareceram chupins querendo esculhambar o processo de urbanização do Bubas. Segundo alguém que ligou para o Corvo, andaram "tocando terror" nos moradores, espalhando que as ruas serão muito largas e passarão em cima das habitações. Isso não é verdade, tanto que a prefeitura nem encomendou um projeto de urbanismo. Agora, os moradores também devem entender que para haver melhorias terão de ceder e, no caso, colaborar. Um projeto assim não é em nada simples. 

Emplacamento
Houve um movimento atípico nas dependências do Detran de Foz ontem. Os funcionários deram um duro danado no emplacamento dos novos ônibus com ar-condicionado. Houve quem pediu para entrar nos veículos, tamanha a curiosidade, mas aparentemente os aparelhos estavam desligados. O Corvo recebeu umas fotos, e os nossos "frescões" são bem grandinhos e bonitos. 

Qual o nome? 
No Rio os ônibus com ar-condicionado são chamados de "frescões". Como será que a população apelidará os veículos em Foz? Alguém aqui do lado do Corvo disse que serão os "tanga-frias". Como a cor é azul, poderá ser "azulão fresco". 

Ampliação
Quem conhece as condições do Aeroporto de Foz garante que a segunda pista fará a diferença. Entre as vantagens, uma será o fato de este colunista parar de escrever que o local se trata de um aeródromo. Outra pista, além de melhorar as condições de pousos e decolagens, ampliará a capacidade de voos e, dependendo, possibilitará a chegada de aeronaves maiores. É o que chamam de "hub". 

Diferente? 
Sim, o deputado Vermelho tem uma outra maneira de lidar com suas atribuições no Congresso Nacional. Faz parte de várias comissões e matou no peito alguns assuntos que o fazem correr em velocidade supersônica, do contrário não alcançaria as pautas. E no mais, ainda precisa bater ponto nas sessões, reuniões com ministros, viajando nas missões em que é designado; e ainda arranja tempo para atender quem o procura ou visita. Se este colunista fosse relatar tudo o que o Vermelho faz, ou segui-lo de perto, não sobraria espaço para outras notícias no jornal. Francamente, é muita coisa!  

Investimento
Itaipu, além do que já está trabalhando no aeroporto, fará mais este investimento. Mas há um pequeno detalhe nisso, e este colunista vai fazer justiça: embora a matéria não tenha mencionado, o deputado federal Vermelho tem parte nesse assunto, porque ele fez a ligação do assunto com as partes envolvidas. Porém como ele é um político "diferente" e que não liga muito para os rótulos, ficou quietinho, considerando que cumpriu com a obrigação. Ou melhor, fez a lição de casa, desempenhando o papel para o qual foi eleito, portanto honrando os votos da região.       

Obras da ponte
Corvo, li a sua coluna ontem e fui dar uma olhada na fundação da nova ponte com o Paraguai. Agora vai, né seu Corvo? Não deu para chegar muito perto, mas consegui ver a turma trabalhando lá na beira do Rio Paraná. Sabe Corvo, bem que o pessoal que administra o Marco das Fronteiras poderia fazer um mirante lá no estacionamento, não acha? Foi por lá que eu consegui ver alguma coisa. 
Maurício Marcondes Oliveira Filho

O Corvo responde: a nova ponte andará num passo bem mais acelerado, porque a engenharia evoluiu muito nesse campo. Logo nem se necessitará de um mirante, porque a edificação poderá ser vista de vários locais. A ponte será estaiada, por isso será mais uma imagem bonita para a nossa impressionante lista de cartões-postais. 

Níver do Vinícius
O jornalista e decano dos ofícios informativos em Foz Vinícius Ferreira completou mais um inverno no último dia 18. Mas a data não passou em branco, pelo contrário, aprontaram uma bela comemoração nas dependências do Bar do Juca, na noite da quarta-feira. De um lado estava a torcida do Athletico; de outra, os alunos de quase todos os cursos universitários do pedaço, e em meio ao movimento deu-se o rendez-vous; uma bela e simpática festinha reunindo os amigos do Vinícius. O evento deixou muita gente feliz, regado à boa bebida e comidas, no caso arroz carreteiro e risoto!  Organizaram várias marmitas e elas mataram a fome de moradores de rua e necessitados. O Corvo deseja um feliz aniversário atrasado, mas com muito carinho.

 

 

O "destino" como entendê-lo

Houve muita dor e um profundo sentimento de pesar na despedida de Sílvia Helena Marchioratto. Tenho aliás, acompanhado o sofrimento da família, porque considero muito injusta e desvantajosa a luta contra o câncer e todas as ocorrências que ele causa, no curso de um tratamento. Conheci Silvia no esplendor da vida, tão logo ela se uniu ao Luiz Francisco, e, eles transferiam aquele senso de contemplação mútua, da união que impressiona e nos faz bem. Lembro da chegada de Ana Luiza e depois, das peripécias da ruivinha correndo pela casa, se atirando no colo dos pais. E, a casa de Sílvia, é a lembrança de um templo, tão bem cuidada e colorida de flores em seu extenso jardim. Elas, as flores, a casa, os tijolos, as molduras dos quadros, cada cantinho está chorando, indubitavelmente.

 

Penso com carinho no meu amigo Luiz Francisco – não há outro modo de pensá-lo – e, quando ouço dizerem “a ficha ainda não caiu”, vem aquele amargor, de saber, que apesar da expressão simplista, a ficha nunca vai cair; diante de tanta espiritualidade, isso nunca vai acontecer. Uns dizem que não é bom, outros acreditam que isso se torna a parcela de vida eterna, o ato de sempre ser lembrado e a sensação de ser estar por perto.

 

Mas em meio a isso, nesse exercício de entender a vida e decifrar os valores por ela impostos; ao buscar compreensão nessa essência, às vezes tão próxima e que muito nos ensina, Luiz Francisco precisou lidar com outra situação, a perda da mãe, dona Maria de Lourdes Barleta Marchioratto, aos 97 anos, pessoa extraordinária, reconhecida inclusive pela sociedade iguaçuense, ao se tornar estampa de uma série de selos dos Correios, onde trabalhou por décadas.   

 

Então vamos pensar e tentar mensurar, como é perder a companheira num dia, e a mãe em outro, poucas horas depois? Certamente é muito difícil e complicado, porque, embora se encaixe na ordem natural da vida e nem de todas as coisas, não é normal. É muito! Como, de que maneira, alguém pode lidar com uma situação assim?

 

Tenho a plena certeza, que Luiz Francisco Barleta Marchiorato saberá lidar com um evento assim, porque é uma pessoa preparada; munido de valores e conhecimentos, que lhe oferecerão estrutura em momento tão triste e por dizer, inolvidável. Mas eu jamais deixaria de expressar publicamente o meu sentimento de apoio, porque além de me ser dada esta oportunidade, por ofício, jamais abandonaria um amigo em jornada assim, sem o espaço para outro sentimento que não seja dor. Surgem dúvidas se devemos ou não publicar textos assim, mas ao imaginar que outras pessoas se somarão na tarefa de conforto, o fazemos sem titubear. Muita força, querido amigo Marchioratto, espero que encontre conforto em sua grande alma.

Rogério Romano Bonato 

 

 

 

Sílvia Helena 

Quem conheceu e conviveu com Sílvia Marchioratto, independentemente do tempo, conseguirá decifrá-la com simplicidade, porque ela era "vida". Conhecemos as pessoas além da aparência física ou do ser, que é resumido em matéria, corpo; mas alma, ela vai muito além. Era possível conhecer a Sílvia, por exemplo, pelo jardim de sua casa. Lá estava a sua aura azul-turquesa, irradiante, espalhando luz! Pensamos na dor do Luiz Francisco, querido amigo. Desejamos-lhe a força que, sabemos, um dia encontrará. Os nossos profundos sentimentos!    

Semana difícil
Para os que prezam a vida, querem bem as pessoas e dão valor ao relacionamento social, que é enraizado na palavra "amizade", esta semana foi um tanto difícil. Fialho, Teixeira, Márcia Carrenho e Sílvia Marchioratto se foram. A cidade está enlutada. Foram dias diferentes, com a expressão das pessoas muito carregada, de dor e sentimento, ao se "reencontrarem" em velórios, missas ou no rito de oferecimento do pesar. O conforto é lembrar com ternura essas pessoas tão queridas, apoiando os que ficaram e que sofrem com as despedidas.  

Vamos lá... 
Na vida iguaçuense enfim um desfecho positivo, como este colunista antecipou: a Justiça determinou, um dia antes da audiência pública, que o dono da área conhecida como Ocupação Bubas seja indenizado e que a prefeitura promova a urbanização do local. Segundo se sabe, a prefeitura estava aguardando a decisão para iniciar as benfeitorias. 

Não podia
A área leva o nome do dono, o engenheiro Francisco Buba Júnior, que está tentando a reintegração de posse, negada inclusive — e em razão do risco social ao qual os ocupantes estariam expostos. Pensa, 40 hectares em pleno Porto Meira transformados na maior ocupação urbana do Paraná! E a prefeitura, por que não se antecipou? Porque é uma área particular, e qualquer ação poderia resultar em improbidade. Se a área deixar de ser particular, a prefeitura terá de trabalhar. 

Força-Tarefa
Chico, de olho na decisão, já mexeu os pauzinhos criando uma espécie de comissão para envolver toda a máquina pública na tarefa de transformar uma favela em localidade, logradouro, bairro ou outra denominação geográfica. O fato é que os ocupantes terão ruas, travessas, benfeitorias e o direito a todos os outros serviços públicos. 

Muita gente
Mais de sete mil pessoas ocupam o Bubas. Com a medida, serão residentes. A maioria das habitações é precária, mas há quem cuide bem do lote, com muro, casa de alvenaria e tudo o que um lar possui e tem direito. Não demora, o Bubas será um bom lugar para se viver, porque a inclusão é tudo! 

Habemos ar fresco
A Câmara, enfim, arrumou o angu conhecido como ônibus sem ar-condicionado em Foz. O Corvo soube do caso em que uma pessoa comprou um saco de gelo antes de embarcar e, quando chegou em casa, a água deu para tomar chimarrão. Imagina? 

Pendenga
E o projeto não ganhou unanimidade. Anice Gazzaoui, Edílio Dall'Agnol, Luiz Queiroga, Márcio Rosa, Celino Fertrin e Elizeu Liberato votaram contra. Uns por posição oposicionista, outros porque não se sentiam seguros com os pareceres pela isenção do imposto. 

Alinhamento
O assunto "benfeitorias no transporte" é um caroço na vida de qualquer parlamentar. Por esta ótica, uns são mais antenados que outros, como é o caso da vereadora Inês Weizemann. Depois da votação, segundo analistas, a base aliada estaria delineando-se no efeito pós-retorno dos cassados. Darci DRM e Marino Garcia, por exemplo, votaram com o governo.

A Estrada do Colono
As redes sociais servem de referência sobre reflexos da opinião pública. Após a publicação da aprovação do projeto da Estrada do Colono, no Senado, houve uma porção de aplausos e uma minoria de carinhas feias. Os "emojis" dizem tudo. Dos mais de cem comentários num endereço de Facebook, apenas um expressou "que horror". É incontestável a importância das ligações e ponto de vista econômico das pessoas. Mas há um alento: há interesse na preservação, mas paralelamente à ligação. 

Bem bolado
Alguns leitores estão em dúvida, por isso este colunista vai fazer o comentário, sem precisar publicar cartas dos leitores: há dois projetos nas Casas de Lei, um que foi desarquivado e levado adiante pelo senador Álvaro Dias, agora aprovado, e outro do deputado Vermelho, que versa sobre uma estrada-parque, modalidade adotada em todos os países desenvolvidos. Basta consolidar uma amarração entre as duas iniciativas, e teremos a abertura do trecho, onde as pessoas são impedidas de circular desde 1986. Até o Adelmo Müller, artífice do fechamento, já passou desta para melhor, e nada de a estrada funcionar. No início dos anos 2000 houve um grande confronto entre polícia e comunidades lindeiras. 

Aprovação
Uma fonte em Brasília, que não é ligada ao Álvaro Dias nem ao Vermelho, garantiu que haverá um cenário pró-abertura da Estada do Colono em caso de debate no Congresso Nacional. A natureza fala alto, ainda mais em tempos de queimadas, mas o desenvolvimento econômico e sustentável também.  

A nova ponte
Pelas fotos é possível entender que a base onde será construída a nova ponte é muito firme; rocha pura e em grande dimensão, aliás, como é toda a margem do Rio Iguaçu, uma formação basáltica exemplar. É uma obra bonita de ver, e ela está atraindo muitas pessoas até o local. Já há uma espécie de "turismo" para acompanhar as etapas de construção. 

Paralelamente...
Na semana passada, o general Joaquim Silva e Luna anunciou os possíveis progressos por meio do setor privado, próximo ao local onde teremos a ponte. Ontem este colunista soube que houve uma recente reunião em São Paulo, na qual vários parceiros comerciais deram cartão verde para se iniciar a construção de um grande complexo de lojas francas no Porto Meira. "Construir", na atual fase, significa concluir e aprimorar o projeto, o que já é um investimento de vulto. O local contará com lojas de grandes marcas mundiais, diretamente dos fabricantes, e há uma novidade: alguns fabricantes pediram um estudo sobre as legislações, para a montagem de produtos em Foz. Aí a coisa vai ficar bonita!   

Foz Cataratas Futsal 
A Federação Paranaense, ou FPFS, arrumou uma grande confusão com vários times, entre eles o Foz Cataratas. O Corvo explica: cansados das velhas políticas e práticas da federação, os principais clubes criaram a Liga Paraná. Aquilo que era um sonho de décadas tornou-se realidade. Trata-se de um projeto inovador, adequado à modernidade das competições, com planos de captação de recursos, criado aos moldes da Liga Nacional, a começar pela gestão transparente. Enfim, criou-se um modelo para melhorar a vida dos times. A federação, antiquada na idade e no pensamento, óbvio que não aceitou as mudanças e partiu  para o boicote. E, acreditem, caiu de pau nas equipes, excluindo-as das competições. Seria como a CBF impedir equipes como o Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Vasco, Fluminense... de entrarem em campo e disputarem campeonatos. Doideira da mais pura. 

Cartolas
A federação arrecada, pune, pega no pé, faz o que quer, e os clubes entenderam que poderiam se organizar, sendo assim partiram para o arrojo. Claro, o assunto vai parar nos tribunais, e teremos muito o que falar.  

Reforma da praça 
Contaram para este Corvo que estão seriamente pensando em reformar mais uma vez a Praça do Mitre. Pela madrugada! O espaço ficou fechado um tempão aguardando uma reforma nos tempos do seu Reni Pereira; ao retirarem os tapumes, surgiu aquela maravilha de praça, horrorosa, com mobiliário péssimo e um bidê instalado no centro. Isso sim é jogar o dinheiro do povo na latrina. E pensar que a cidade é que pagou o pato, porque perdeu a sua área de eventos comunitários.


 

Morreu o Evandro

Foz perdeu ontem uma de suas figuras históricas na área da política, Evandro Stelle Teixeira, ex-vereador, que presidiu a Casa de Leis. Foi um ativo articulador e participou de momentos importantes nos anos 60, 70 e 80. Seu Evandro possuía uma farmácia na esquina da Avenida Brasil com Edmundo de Barros. Ele também dirigiu a Câmara em vários períodos, quando estava fora da vereança. Vivendo em Florianópolis, ele jamais se desligava dos fatos ocorridos na fronteira. Este colunista ficou muito triste com a notícia e expressa os profundos sentimentos de pesar aos familiares.

Fialho, um dia depois
A morte do Francisco José Fialho mexeu com as lembranças de muita gente. Este colunista é testemunha de uma passagem importante. Quando o nome Tríplice Fronteira caiu na boca do povo, como sinônimo de coisa ruim, por causa de contrabando, terrorismo, tráfico de drogas, de armas e de medicamentos, tornou-se uma tarefa difícil desassociar as coisas boas das ruins, levando em conta que Foz possui atrativos muito importantes. O Fialho arranjou uma solução: criou e deu força ao termo Região Trinacional. Genial! Região Trinacional é onde estão as coisas boas; e Tríplice Fronteira, as ruins. E há muitas outras situações envolvendo o jornalista. 

General Costa
O Fialho pensou em muitas coisas, por exemplo: como armazenar o acervo de fotos e imagens de Itaipu. Ele ajudou a organizar a Superintendência de Comunicação, mas foi, talvez, no contato com os jornalistas que a binacional construiu uma imagem tão consolidada nos anos 70. Graças ao alicerce, as boas casas continuam em pé. O trato com os veículos de comunicação sempre fez a diferença em todos os períodos da maior usina do mundo. O general Costa Cavalcanti andava com o Fialho a tiracolo, coisa que, aliás, o jornalista detestava. Confessou isso em várias oportunidades. Mas isso não refletia em seu apreço pelo general, pois foram grandes amigos a vida toda. Fialho apenas tinha um outro jeito de lidar com o trabalho.     

Visual 
As Cataratas do Iguaçu são capazes de produzir imagens inigualáveis. Em época de vazão normal, temos a imagem do paraíso na Terra; nas cheias, aquele mundão de água, com o ruído fazendo a terra tremer, e nos períodos de seca, a sutileza dos fiapos de água deixando-nos ver as impressionantes muralhas de basalto. Há quem viaje do outro lado do mundo para registrar cada um dos ciclos. Cataratas do Iguaçu: linda em todas as épocas do ano, de dia e de noite! 

Contas
Corvo, não entendo essa política. Às vezes ouvimos notícias sobre a "reprovação das contas" da Câmara e Prefeitura, e dias depois nos informam que houve a aprovação? Como é isso? É muita confusão na minha cabeça. 
Maria Lúcia Fernandes

O Corvo responde: prezada, o Tribunal de Contas aprova os "exercícios", e a soma das aprovações é o que consagra as legislaturas. Por isso é comum um ex-presidente da Câmara dizer que sua passagem por lá foi laureada pela boa conduta nas contas. Todos os anos, as contas são revisadas, e em muitos casos há a aprovação com ressalvas, ou seja, apontam uma suposta irregularidade, e Câmara ou Prefeitura enviam documentos remediando a situação. Quando as contas são "reprovadas" é que o bicho pega. 

Bubas
Hoje deve acontecer uma audiência pública para tratar de um tema dos mais importantes em Foz do Iguaçu: a ocupação do Bubas, no Porto Meira. Lá vivem aproximadamente sete mil pessoas, o equivalente a 1.227 famílias. Embora os esforços dos órgãos públicos, em prover assistência, proporcionar água, luz e comunicação, não está errado escrever que os habitantes de lá vivem à margem da coletividade, porque não sabem o que será da vida. Está na hora de resolver o drama dos moradores, convencionados como a "maior ocupação urbana do Paraná". Quem gosta de viver assim? Que prefeito encara uma responsabilidade dessas? A "ocupação" requer providências definitivas e que apontem pelo menos um desfecho. Os moradores merecem isso. 

Atentados
Prezado Corvo, o que aconteceu na Arábia Saudita está sendo comparado como o "11 de setembro" do petróleo. Ou seja, um atentado sem precedentes e que já está comprometendo 5% do abastecimento mundial. Isso é muita coisa. Os preços dispararam, e as ações de muitas empresas petrolíferas valorizaram, mas algumas empresas amargarão crise, como é o caso da aviação, que depende de combustível. No mais, o senhor fez uma analogia sobre os drones e os homens-bomba, e isso nos faz pensar a forma como as mentes maldosas estão sendo alimentadas. Quando será que o mundo viverá em paz? 
Juliano Ramiro Soares

O Corvo responde: prezado, sua análise é perfeita, pois o mundo sacudiu com a explosão dos tanques sauditas. Ao que tudo indica, foi uma ação planejada e ela colocou o Irã no alvo de um possível conflito. Os iranianos, por sua vez, consideram as acusações inaceitáveis. O fato é que, mais uma vez, o Oriente Médio se configura num barril em chamas, literalmente prestes a explodir. Segundo uma informação, a Petrobras vai tentar segurar os preços até a crise estabilizar. Tomara porque o preço dos combustíveis já é um problemão no país.  No mais, tudo o que é usado para o bem também chama a atenção do outro lado. O Corvo, se der uma de pensador, acredita que só haverá paz mundial depois da extinção da raça humana. 

Ratinho & Moro
Espera-se que a instalação de um escritório em Foz do Iguaçu congrace as forças de segurança, ou pelo menos ajude a coordenar as ações, como nos bons e velhos tempos do Conselho Comunitário de Segurança. Trata-se de uma ação de alto nível, por isso deverá atuar na grande colheita de informações. Segundo este colunista soube, o escritório trabalhará a inteligência. Ao que consta, os órgãos estão bem aparelhados nessa área.

Moro e as tijoladas
De uns dias para cá, o que não falta é sarrafo no ministro da Justiça, e em alguns casos envolvem até pesos-pesados do governo. Segundo uma fonte, boa parte das informações habita o mundo fake. O ideal é não dar bola e aguardar pelos atos oficiais. 

Bolsonaro na ONU
Entendendo a importância do Brasil na abertura das conferências nas Nações Unidas, é possível presumir que o presidente Bolsonaro iria a Nova Iorque nem que fosse com a úlcera de fora. É a chance que ele tem de se mostrar para o mundo e tentar reverter o pensamento dos contrários. 

Queima total
A ordem era destruir máquinas que devastam a floresta, seja pela derrubada de máquinas ou na prática do garimpo. A quantidade de bens é tão grande que faltaria estacionamento se fosse necessário guardar tudo num mesmo local. Os proprietários não querem a destruição, já o governo pensa em apropriação, por meio de doações para as prefeituras. Seria uma maneira de diminuir a lista de pedidos, e ela não é pequena. 

Mais segurança
Corvo, eu quero parabenizar os dois paranaenses — o governador Ratinho Junior e o ministro Sergio Moro — pela instalação do Fusion Center no nosso município. Espero que isso seja o primeiro  passo  para que Foz do Iguaçu se torne a sede do parlamento Mercosul. E com certeza  todas essas conquistas têm o apoio do nosso deputado federal Vermelho.
Mohamad Barakat

Campos de futebol
Corvo, não entendo bem como são estas coisas, por isso peço a sua explicação: por que os repórteres e apresentadores dos telejornais dizem que as áreas ocupadas, destruídas ou queimadas ocupam um número "x" de campos de futebol? Não seria melhor dizerem hectares ou alqueires? 
Juliana Frasão

O Corvo responde: prezada, você conseguiria olhar para um terreno e ver um alqueire ou hectare? Dificilmente conseguiria, o que seria diferente caso imaginasse um campo de futebol, imagem à qual os brasileiros estão muito acostumados. Há um "campo de futebol" em cada bairro, portanto fácil de assimilar a área que ocupa. Para simplificar, um hectare, por exemplo, vale quase um campo de futebol, cuja medida máxima é de 90m x 120m, totalizando 10.800m², ou 1,08 hectare. Já se for um alqueire há várias possibilidades, porque essa medida varia de acordo com a região brasileira.  

Muitos acidentes
2,5 milhões de pessoas se acidentaram em motocicletas no Brasil e permaneceram com sequelas graves dos acidentes. Que barbaridade! É um número maior que a população de muitas cidades.


 

Sem o Fialho


O tempo passa, a cidade cresce, e algumas pessoas se tornam desconhecidas, bem como tudo o que fizeram, pensaram e, de alguma forma, manifestaram. Há um ar de injustiça natural quando isso acontece. A memória, enfim, resiste por meio dos amigos e das lembranças que guardamos no cofrinho-memória, e ele parece ser muito pequeno por fora, igual a uma peça de porcelana, em que caberiam poucas moedas, mas como eles são imensos pelo lado de dentro se perdem em vastidão, paredes cheias de retratos, filmes simultaneamente projetados em todos os lados, com música saindo de lacunas impensáveis. Mas tudo está lá, em seu devido lugar, com a atenção merecedora e a infinita justeza emocional. Seremos sábios em 
decifrá-la.
Não faz muito tempo, num sábado, passei pelo bar do Juca, e não sei de qual lado da rua apareceu o Fialho. E ele já veio sorrindo, com aquele "bonnet" clássico de lã, colete e a bolsa a tiracolo, inconfundível. Fazia muito calor, e meu amigo não recusou um copo de cerveja. Disse que beber era coisa do passado. E eu arrisquei perguntar a sua idade: 86, ele respondeu! Muitos, no conjunto de mesas de plástico, emendadas e desconformes, arregalaram os olhos. Fialho enfiou a mão no bolso e mostrou a identidade. Não exagerou nem mentiu, porque em geral as pessoas se encabulam e acabam dizem que são mais novas. Francamente, se o Fialho dissesse 75 anos, todos acreditaríamos, tal a vitalidade, os movimentos e as expressões. 
Meu confrade — e de muitos iguaçuenses —, aquela doce figura, em algum tempo um homem muito poderoso, faleceu ontem, por volta das 15 horas, no Hospital Municipal, aos 89 anos.
Eu sou um péssimo biógrafo dos meus amigos, costumo esquecer o que foram e qual influência exerceram. Prefiro tratar da essência humana, desprovida da importância nos títulos e cargos. No caso de Francisco José Maria Fialho, bastaria eu escrever que ele foi um dos braços direitos do general Costa Cavalcanti, na área de comunicação e relações públicas, e quando esteve em Itaipu recebeu reis, rainhas, ministros, presidentes, mandatários de todas as qualidades, celebridades de todos os quilates, e que tratava dos assuntos mais delicados da binacional junto aos jornalistas. Foi também um grande jornalista; conhecia o ramo do turismo como poucos. Ufa, isso é muita coisa para o imaginário de quem não o conhecia e lerá o meu texto; talvez seja complicado mensurarem ou formarem opinião de como era importante o fato de um simples mortal se ocupar de tantas responsabilidades. Sim, e era isso mesmo, diplomacia, importância, discernimento, vida, mundo, conhecimento... Mas eu tenho essa mania de homenagear os meus queridos amigos como "simples mortais", porque imagino que em algum lugar prefeririam assim. Almas que não cabem em seus corpos e em suas limitações possuem esse senso da modéstia. Fialho, tenho certeza, por sua humildade e caráter, gostaria que eu o lembrasse assim. Descanse, amigo, descanse.
Rogério Romano Bonato    

 

Ônibus a R$ 4
Tudo sobe, e não é diferente com a passagem de ônibus. Mas este colunista fez uma rápida pesquisa e descobriu que andar de ônibus em Foz ainda sai barato se comparado com outras cidades. Em Curitiba isso custa R$ 4,50, por causa do subsídio, porque a tarifa técnica está pela casa dos R$ 4,70; em Cascavel, até novembro, deve chegar aos R$ 4,20. E vem aumento no combustível pelo caminho, sobretudo após a explosão de tanques de petróleo na Arábia Saudita. As cotações estão saltando para a casa dos 20% após os ataques. 

Drones
Os tanques petrolíferos sauditas foram atacados por drones controlados a distância. Enfim uma luz tecnológica para aposentar os homens-bomba. Pelo menos isso, mas vamos imaginar a dor de cabeça com esses equipamentos à solta, usados para finalidades extremistas?  

Furtos em veículos
Taí um assunto sazonal. Há épocas em que a polícia consegue reduzir a onda de furtos em veículos, porque tira os larápios de circulação. A incidência de arrombamentos e roubos aumentou, porque há muitos bandidos fugindo dos grandes centros e fixando moradia na fronteira. O negócio é reforçar os veículos e as portas e janelas de casa.   

Medidas díspares
O governo do Paraguai reduziu os impostos para estimular os negócios comerciais em CDE. Mas com o dólar alto, as lojas continuam vazias. Em contrapartida, a prefeitura de CDE ameaça fechar os comércios que não estão com os impostos em dia. Considerando que 99% das empresas que vivem do comércio e da visita dos brasileiros estão em crise, aí sim não restará pedra sobre pedra.  

Prevenção ao suicídio
Em tempos de crise e de exposição (como nunca), o risco de suicídio aumenta. É algo muito sério e temerário. No Brasil, acontece ao contrário dos países desenvolvidos, nos quais as pessoas desistem da vida porque ela se torna chata. O problema do brasileiro é a emoção acima da média.

Coletivo ambiental
Ao que parece, o "coletivo" é um grupo organizado e que espera tratar das questões ambientais com muita seriedade, adaptando isso à realidade local. Foz é uma cidade diferente até neste aspecto, de precisar lidar com as adversidades. Mas é uma grande notícia saber que a comunidade está organizando-se assim. Podem contar com o Corvo!

Coleta seletiva
Mais de 200 mil iguaçuenses já estão sendo atendidos com o novo molde de coleta seletiva. Na balança, pesa mais a ansiedade dos cem mil moradores que aguardam pelas novidades. A prefeitura deve cumprir a meta até o final do ano. 

Adeus ao Roberto Leal
Lá pelos anos 90, houve um evento num grande hotel da cidade. Num final de jornada, no bar, ouvia-se uma linda voz cantando um fado. As pessoas começaram a se aproximar e, não demorou, uma multidão aplaudia o loiro baixinho, ninguém menos que Roberto Leal, uma das atrações da programação. Taí um lado dele que pouca gente conhecia: um grande intérprete da música lusa e declamador de poesia. Fez o público chorar com os versos de Fernando Pessoa e trechos da obra de Eça de Queiroz. 

Câncer de pele
Roberto foi-se aos 67 anos e em razão de um melanoma, um mal ainda ignorado por muitos brasileiros, sobretudo gente com a pele sensível e que se expõe sem os devidos cuidados. O câncer de pele pode ser curado, mas é fatal em caso de desleixo. 

Amazônia internacionalizada
Corvo, recebi um vídeo em que um ator diz algo muito importante: o ex-senador Cristovam Buarque fez um baita discurso denunciando as queimadas na ONU, e todos os grandes jornais no mundo publicaram, menos os brasileiros. Que situação, hein? É aquela velha história, "santo de casa não faz milagre". O que acontece com a nossa imprensa, o mundo todo vê as coisas, e a gente não? Agora aparece alguém e denuncia. Como você explica isso? 
MJO (O leitor pediu para não ter o nome publicado.)

O Corvo responde, porque também recebeu o mesmo vídeo em sua rede social. Bem, o assunto das queimadas no Brasil não é recente; e o vídeo que o leitor recebeu também não. Trata-se de uma abertura do programa Provocações, conduzido pelo saudoso Antônio Abujamra, falecido em 2015. Ele leu e interpretou com a sua característica ênfase o artigo A internacionalização do mundo, do professor doutor Cristovam Buarque, escrito e publicado pelo jornal O Globo no ano 2000. Portanto, há várias desatualizações no comunicado do leitor MJO. A internet e as redes sociais são um milagre tecnológico, mas carecem de credibilidade em razão de postagens tendenciosas. Custava explicar que se trata de um texto visionário, mas antigo? É pra ver que os assuntos "queimada" e "internacionalização da Amazônia" são temas recorrentes e estão ligados no ponto de vista crítico internacional. 

Similitude
Foz e o Brasil sofrem com questões similares. Quando a intenção é ofender o Brasil e sua soberania, alguém aparece falando em "internacionalização" da Amazônia. E quando o propósito é atacar a fronteira, dizem que as cidades que a compõem abrigam terroristas. Oras, vão tomar... banho!


 

Ossos de crianças


Corvo, quando cheguei a Foz, no início dos anos 80, existia um jornal semanário, o Nosso Tempo. Era uma publicação alternativa muito ativa e contra o período militar, mas fazia um escracho geral no então presidente do Paraguai Alfredo Stroessner. Diziam que ele era uma espécie de vampirão e, para prolongar a vida, chupava o sangue de criancinhas. Pensa numa coisa assim, Corvo? Inacreditável, não é? Eu  via aquilo com ares de desconfiança, mas passaram-se décadas e agora acharam ossos enterrados na casa dele, supostamente de crianças. Que horror isso! Será que o homem era mesmo um vampiro? 
Lauro Menezes

O Corvo responde: prezado, vamos deixar essa coisa de vampiro pra lá. O jornal Nosso Tempo publicava muitas notas em tom de humor, mas também teria informado que o ex-ditador fazia transfusão com sangue de crianças acreditando que isso prolongaria a sua vida. Há ainda uma lenda de que Stroessner concedeu abrigo ao médico Josef Mengele, para que realizasse procedimentos similares aos que os nazistas faziam com judeus, em campos de concentração, "em nome da ciência". O ex-presidente paraguaio teria cometido muitas atrocidades, tentando encontrar um modo de curar uma hanseníase e prevenir a doença de Alzheimer. As ossadas encontradas em sua residência, em Ciudad del Este (antiga Puerto Stroessner), podem ser uma prova concreta sobre isso. De qualquer maneira, os jornalistas Adelino de Souza e Aluízio Palmar, editores do lendário semanário, podem arrefecer a nossa memória sobre o caso.  

Ecos da fuga
Corvo, que estrago fizeram para "libertar" mais um traficante brasileiro, hein? Dizem que parecia uma batalha campal, com tiros até acertando as jaulas de um zoológico nas proximidades. E outra coisa, Corvo, essas coisas que acontecem no Paraguai, hein? Lembra o assassinato do Somoza? Um grupo armado explodiu o homem com uma bazuca! 
José Mário Valencia

O Corvo responde: o resgate do traficante Samura, um dos líderes do PCC, está dando o que falar no Paraguai. Aliás, o PCC já é uma das maiores dores de cabeça para o governo do país vizinho, tanto que uma das providências é a construção de um presídio isolado, no Chaco, com um juizado próprio, para evitar o transporte de presos. A demanda de extraditar criminosos brasileiros é tão grande que o Paraguai precisa de um batalhão para cuidar apenas dessa atividade. 

900 moradias
Corvo, Foz está bem servida na construção de casas, hein? E será que há critérios para a distribuição desses imóveis, assim que ficarem prontos? Um amigo disse que, nesse final de semana, um grupo estava organizando-se para invadir um desses conjuntos habitacionais. Para variar, a pessoa que estava incentivando a invasão é uma velha conhecida desse tipo de arte em Foz. Jogo sujo, hein Corvo? 
JLB (O leitor pediu para não ter o nome divulgado.) 

O Corvo responde: a prefeitura, segundo informações, está tomando as devidas providências para evitar que invasões ocorram nas vilas em obras. O déficit habitacional é muito grande, e necessita-se de outras milhares de casas para abrigar todas as pessoas que estão na lista do Fozhabita. Segundo informaram a este colunista, boa parte das habitações já está destinada, e os futuros proprietários organizam mutirões para a fiscalização e para conter possíveis invasões

CNH mais difícil
Corvo, não entendo essas coisas. Primeiro dificultam um monte a obtenção da carteira de motorista, obrigam as autoescolas investirem em tecnologia, como aconteceu em Foz. Passa um tempo, desobrigam uma porção de coisas e falam até em aumentar a pontuação na CNH; assim os infratores terão mais chance. E agora endurecem de novo? É muito vaivém nas regras, elas não se consolidam neste país. É uma bagunça. Se analisarmos o número de acidentes, que só aumentam, deveriam endurecer muito mais as regras, assim as pessoas se preparariam mais antes de pegar num volante.   
Josué de Jesus Pinheiro

O Corvo responde: apenas recapitulando, a partir desta segunda-feira, 16 de setembro, o uso do simulador será facultativo na formação dos condutores. Se o aluno optar pelo uso do equipamento, poderá fazê-lo antes das aulas práticas em veículo. A quem pretende conseguir uma CNH na categoria B, usada na direção de carros de passeio, será possível optar pela realização de até cinco horas de aula em simulador, desde que disponível no Centro de Formação de Condutores (CFC). Não vale simulador de parque de diversões nem de shoppings. O Denatran irá implementar um acompanhamento no uso de simuladores em todo o Brasil, avaliando se o aparato tecnológico ajuda na formação dos motoristas. 

Noção básica
Na verdade, o tal simulador é apenas complemento. As pessoas aprendem a dirigir, de verdade, nas aulas práticas, na rua. Diga-se, fazer isso em Foz é às vezes mais difícil que aprender a voar, porque o que não há é paciência dos motoristas com os alunos de autoescolas. Este colunista presenciou uma cena assustadora, em que uma carreta quase passou por cima do aluno e professor.  

Dia da Limpeza
Ele será comemorado em todo o mundo em 21 de setembro, próximo sábado, praticamente com a chegada da primavera, dois dias depois (23). A população está convidada a participar. Muitas ações voluntárias estão sendo preparadas, e o Corvo está engajado em uma delas: no recolhimento de sujeira às margens do Rio Carimã, onde há belas cascatas que vão desaguar no Iguaçu. É um dos cartões-postais da cidade e que pouca gente conhece, mas ao visitá-lo se encontra sujeira por todos os cantos, além de bichos mortos, que são largados por lá quase todos os dias.  

Incêndio no Rio
Que barbaridade o incêndio naquele hospital do Rio de Janeiro! O mais triste é constatar que os indefesos é que foram as vítimas, pessoas com idade avançada, sem condições de locomoção. Como veremos, haverá uma intensiva em todos os hospitais brasileiros, porque essas coisas só acontecem após as tragédias.    

Custa caro
Não é qualquer pessoa que pode concorrer a uma vaga política no partido Novo. Precisará enfiar a mão no bolso para enfrentar o processo de seleção. É o vestibular mais caro no Brasil. Será que em Foz também será assim? A conta pode chegar aos R$ 4.000 para candidatos nas capitais. A ideia do partido é fazer uma rigorosa seleção de candidatos para prefeito e vereador, com foco em cerca de 60 cidades do país.

Critério do Novo
Para disputar uma candidatura a prefeito e até mesmo a vereador, os postulantes à carreira política terão de se submeter a três etapas de avaliação, nas quais haverá testes e entrevistas, além da taxa para participar da seleção. Foz deve entrar nessa, porque as regras valem em cidades com mais de 300 mil habitantes, ao menos 150 filiados ativos e R$ 60 mil arrecadados até outubro deste ano para bancar gastos de campanha, como assistência jurídica e financeira. "Queremos crescer o mais rápido possível, mas de forma sólida e mantendo a qualidade", disse o presidente da legenda, João Amoêdo, para o jornal Folha de São Paulo.

Diversidade de assuntos
Corvo, sou seu leitor assíduo e às vezes fico pensando onde é que arranja tantos assuntos todos os dias? Raro ver uma sequência de temas, do tipo, um pouco a cada dia. Você vira a página da notícia muito rápido, caro colunista. Bem que poderia dar vida a certos fatos, assim quem sabe as autoridades fazem alguma coisa quando o assunto é o barulho dos sopradores de bituca de cigarro, por exemplo! Pegue mais duro, Corvo, e seguidamente. Desculpe a crítica, mas não sou apenas eu que penso assim. 
Rubens Girardello

O Corvo responde: nobre leitor, a coluna é pautada por cartas como a sua, e ao prestar atendimento aos leitores os assuntos se desviam. E a variedade de assuntos também se dá em razão de o espaço ser escrito por várias pessoas. Mas há casos em que insistimos muito, como nas publicações sobre os famigerados sopradores a gasolina, que emitem som igual ao de uma motocicleta parada. Pensa uma moto ficar acelerando horas seguidas no portão da sua casa? Mas estaremos mais atentos ao pedido do leitor. Obrigado! 

Mais mudanças
O Corvo não é adivinho nem gosta de jogar búzios, mas, segundo um tarimbado advogado, poderá haver mudanças na Câmara nos próximos meses. Isso deverá acontecer quando saírem as primeiras sentenças. Ele passou a sentir convicção sobre isso após a leva de depoimentos que ocorreram recentemente. No mais, muita gente comenta que há informações desencontradas e que dificilmente alguns réus escaparão de uma sentença pesada. 

Ecoflores
Corvo, estive na feira de flores organizada pelo Rotary Três Fronteiras. Aliás, vou lá todos os anos, acompanhando a minha santa mãezinha, que gasta todo o dinheiro dela embelezando o jardim. Dona Inácia, aos 94 anos, caminha horas em meio aos canteiros e carrega até as plantas, com o vigor de um estivador. Eu mesmo não tenho tanta disposição. É um trabalho dignificante dos rotarianos, e eles têm todo o meu apoio. Mas Corvo, notei que no sábado alguns organizadores estavam um tanto cansados; pudera, a maratona não é pequena. Houve até um pequeno desentendimento com uma pessoa que estava pagando num dos caixas. Penso que, apesar de tudo, faltou um pouco de sorriso por parte de quem recebe o público, mas tudo bem, isso não é uma crítica, apenas relato do que vi. Um dos rapazes que fazem a contagem do que é comprado perguntou para a minha mãe se ela não estava levando mais nada, como se houvesse algo escondido em sua bolsa. Chato isso.
Rafael JR Henriques

O Corvo responde: releve, porque foi o último final de semana da feira, e tenha em mente que os rotarianos trabalham duramente para que tudo ocorra a contento, mas num evento desse porte, e que movimenta muito dinheiro em favor de obras assistenciais, é natural que nem tudo dê 100% certo. Mas pode estar certo de que na Ecoflores deste ano as coisas andaram bem em 99,9%. Quem visitou o Centro de Convivência do Idoso saiu de lá maravilhado com a variedade bons preços. Este Corvo, por exemplo, encheu quatro carrinhos.   

6ª SDP
Corvo, preciso endossar suas palavras sobre o estado da Delegacia de Polícia que fica na Avenida Paraná. Francamente, nem parece uma subdivisão policial, de tão limpo que é o local, do chão ao teto, e com cheirinho de desinfetante. Como advogado, frequento delegacias desde os anos 70 e lhe digo que o ambiente é bem diferente em muitas cidades. 
HLJ (O leitor pediu para não ter o nome revelado.)


 

Marcelinho

O ex-vereador e atual diretor-geral da Câmara, Marcelinho Moura, luta contra uma decisão que poderá impedi-lo do exercício público. Pelo momento, ele poderia sustentar-se no cargo, mas como não é possível antecipar ou prever uma decisão judicial, ele preferiu pedir exoneração; enviou carta pedindo o afastamento ao presidente do Legislativo, Beni Rodrigues. 

Sem fritura
Numa análise política bem simples, Marcelinho foi muito decente. Fez a lição de casa, ou seja, aquilo que todo político deveria fazer ao responder processos com risco de improbidade: afastou-se para desatar os nós e, com isto, não comprometer a Casa de Leis. O caso em que ele se envolveu é antigo, ocorrido em 2002, quando da eleição de uma chapa, ocasião em que alguns vereadores teriam riscado um documento, e isso foi considerado "marcação de voto".  

Ambiente mais amplo
A área de atuação de Marcelinho Moura não está afeta apenas ao Legislativo, ele é muito influente no Executivo, nas articulações do governo e em vários segmentos. Com a volta dos vereadores afastados pela Pecúlio/Nipoti, as coisas deixaram o plano da tranquilidade; aumentou, foi, a zona de atrito. Deixar o cargo de diretor da Câmara foi uma maneira de ajudar no processo de pacificação em favor da governabilidade. Marcelinho resolveu, ele mesmo, rolar na farinha e cair no óleo. Virou o croquete do bem.

Tudo vermelho
A capa da edição de ontem do GDia avermelhou geral! Primeiro a linda foto do céu, uma obra-prima do repórter Roger Meireles, depois o deputado Vermelho, em pose de combate, e por fim a cara do Reni, ao se defender das acusações, no quarto dia de depoimento. Mas sobre esse assunto, abordaremos adiante. 

Redução das taxas
Que fria isso, hein? Primeiro aprovam as lojas francas e depois alteram as taxas e tributos? Que barbaridade! Reduzir as taxas é a solução, e os deputados estão trabalhando nisso, como é o caso do Vermelho. Tomara que isso ande um pouco rápido, porque Foz possui alguns projetos bem ousados no setor.

No Porto Meira
No furor da liberação das lojas francas, e quando a cidade começou a debater onde elas seriam instaladas, o Corvo já sabia de um superprojeto, bem ao lado do Marco das Fronteiras e numa das margens de acesso à nova ponte. Não se trata de uma free shop comum, convencional, mas de um baita complexo de compras e lazer, inclusive com espaço para atividades culturais. Uma roda-gigante vai incrementar o investimento, proporcionando um deleite aos visitantes. 

O complexo
Os investidores resolveram trabalhar em silêncio e à base de pesquisas. A free shop na região do marco, segundo este colunista apurou, concentrará uma cadeia de lojas, cada uma representando as marcas mais importantes em diversos segmentos de produtos, tudo, evidentemente, obedecendo às listas da Receita Federal. Um incremento assim entraria para a seleta relação dos atrativos de Foz, tamanho o interesse que criaria, sem afetar a concorrência em Ciudad del Este e Puerto Iguazú. Pensaram nesse diferencial. 

 

No tempo certo
E o projeto não esmoreceu, pelo contrário, entrou no compasso de aguardar a flexibilização nas regras, além do mais houve uma alta no dólar e o mercado precisa estabilizar. O Corvo deu uma atualizada nas informações e ficou surpreso ao saber que, após darem um start, tudo ficará pronto muito rapidamente. A turma não está brincando em serviço.  O investimento é muito alto e gerará uma boa demanda de novos postos de trabalho. 
 

Reni na TV
O ex-prefeito resolveu manifestar-se; falou aos jornalistas sobre o conjunto de provas que combate ferozmente as acusações. Pelo tom da fala, ele está otimista.

Jogo de empurra
Aconteceu aquilo que todo mundo esperava. Igual a briga de piás pançudos, Reni e seu ex-todo-poderoso secretário Melqui deram de apontar o dedo um para o outro, do tipo "foi ele"; "não, foi ele", até alguém agarrar a bola e ir embora. Só que na vida real não é bem assim que vai acontecer, pois ninguém é dono do campinho nem da bola. A situação parece que se inverteu. 

Mais uma fake
Um cidadão iguaçuense teria sido vítima de uma fake news; aliás, mais um entre tantos que são tratados assim todos os dias. A lei deve endurecer para quem brinca com a imagem alheia. Uma comissão deve fazer revelações interessantes quanto aos crimes contra a honra seguidamente praticados na fronteira.

No cemitério
Alguém narrou para este colunista o que seria uma deficiência nas pousadas eternas em Foz. Por esses dias ocorreram dois velórios nas capelas mortuárias do Cemitério São João Batista. Quando os féretros saíram para o funeral, como sempre, foram carregados, porque não existem carrinhos para levar os caixões, como em outras várias cidades. Um defunto saiu pela direita, e outro pela esquerda, seguidos dos cortejos de parentes que se revezavam nas alças dos caixões e se espremiam pelas sepulturas. Num determinado momento, as procissões se encontraram e foi aquele congestionamento nas ruelas sepulcrais.

Greve
Pois então, veja Corvo, mais uma vez o Brasil vai precisar engolir uma greve dos Correios; que situação, hein? E como fica o povo que ainda acredita na instituição, como você lembrou, no segmento de enviar remessas? Assim fica difícil. 
Jandira Bello

O Corvo responde: a instituição sofre com a modernidade, porque a cada dia são raros os casos de entrega de cartas. Os Correios passaram a entregar intimações, documentos registrados... e essa greve vai dar uma ré no Judiciário, inclusive, e no setor de entregas. Os funcionários têm todo o direito de protestar, mas devem ter em mente que o Brasil atravessa uma onda de privatizações — e vai que dá na cabeça do presidente Bolsonaro de fechar os Correios e incentivar a expansão dos negócios na iniciativa privada? 

Falar em ar-condicionado...
A Câmara expediu uma informação segundo a qual "impõe" garantias em benefício dos usuários do transporte coletivo. "Impor garantias" quer dizer assegurar em leis. Há uma série de benefícios estendidos, este colunista vai pontuar com mais espaço o tema, que, segundo o Legislativo, o substitutivo foi apresentado no dia 30 de agosto. O prazo é de 45 dias para votação, mas a comissão emitiu o parecer no dia 11, e assim o projeto fica liberado para entrar na pauta de votação da próxima sessão extraordinária, prevista para terça-feira, dia 17.

Enfim uma chuvinha
E não é que caíram uns chuviscos e a temperatura baixou? Pode ser que Foz ganhe um pouco os ares da primavera, sem pular a estação direto para o verão. Há quem acredite que ainda vamos curtir um resquício do friozinho. Tomara, pois ainda está cedo para começar a ligar o ar-condicionado. 

Seu Chico, seu Chico...
Não se trata do prefeito, e sim do amigo Chico de Alencar, o jornalista. Em suas peripécias, inquieto que só ele, acabou levando um tombo e foi parar na mesa de cirurgia. O trauma afetou a cabeça do fêmur, e ele corre o risco de ficar com mais uma parte do corpo dura. Calma, calma, o Corvo explica: em certa ocasião, Chico envolveu-se numa baita trombada de automóveis. Além de uns pequenos cortes no rosto e na cabeça, ele comprometeu a cartilagem do dedo indicador, que não se moveu nunca mais. Chico tornou-se, literalmente, alguém com o dedo duro. Mas os médicos acreditam que desta vez, apesar da feiura que o osso ficou, o Chico voltará a caminhar normalmente. Ele foi muito bem atendido pela turma de traumatologia do Hospital Municipal, pois havia gravidade na situação, e passa bem, à base de analgésicos. Como o Chico não usa o fêmur para escrever, não deixará de ocupar o seu espaço no GDia impresso e eletrônico. 

 

Visita
A convite da Toyota, o Corvo foi prestigiar o lançamento do novo Corolla. O carro mais vendido do mundo! E adivinha quem estava lá na Zeni Motors? O nosso diretor Darley Carneiro em pessoa! Como todo brasileiro, ele é louco por carro. Além de muita segurança e tecnologia, o modelo apresenta novo sistema híbrido flex, novíssimo motor, cinco anos com garantia de fábrica, design interno de cair o queixo, rodas aro 17, superfaróis de LED, exclusivo teto solar, sete airbags, painel de instrumentos, ar-condicionado automático, chave presencial e a ótima plataforma global Toyota, um item revolucionário, diga-se! O Corvo quer um! 

No calor

Corvo, eu não pego ônibus, mas estou seriamente pensando em usar o transporte público. Só achei que a questão do ar-condicionado tivesse sido resolvida. E não foi? Mas que barbaridade, hein? Digo isso porque fizeram a maior festa quando anunciaram a aquisição, o que teria sido um dos êxitos da intervenção. Mas se os ônibus foram adquiridos pelo consórcio, se estão entregues e pintados, inclusive, não deveriam estar servindo a população? Esses dias eu soube que uma pessoa desmaiou num trajeto, pensa? Se estamos na primavera, imagina como será o verão, e os ônibus um ano parados no pátio? Faça-se um favor... 
Leandro Silva

Lerdeza
Prezado Corvo, penso que este assunto dos ônibus com aparelhos de ar condicionado merece uma boa explicação para a população, pois certamente esqueceram o assunto em razão do inverno, mas com as ondas de calor todo mundo lembrou. Acompanhei o tema pelo jornal e televisão, e pelo que entendi os vereadores pediram mais explicações sobre o assunto, mas isso depois de tantos meses? Assim não dá, né Corvo?
Luiza Magalhães Theodoro

O Corvo responde: choveram cartas em forma de e-mails e comunicados nas redes sociais sobre o assunto. Respondendo aos leitores e demais interessados, o que acontece é a análise de um projeto de isenção para as empresas que investiram no equipamento, o que é perfeitamente legal, já que não há renúncia de receita. Segundo apuramos, os vereadores pediram para o Foztrans e as empresas explicarem mais detalhadamente como isso funcionaria, e o assunto se arrasta, com os ônibus tão sonhados pela população estacionados. E pensar que a cobrança de ônibus assim, com ar-condicionado, também era recorrente nos discursos dos nossos ilustres vereadores. 

Bola pra frente
Ontem, a Comissão Mista da Câmara emitiu parecer sobre isenção de ISS para ônibus com ar-condicionado. Mas o assunto segue em tramitação. O substitutivo ao Projeto de Lei Complementar 10/2019 recebeu parecer favorável. O documento deve ser lido hoje, logo o projeto ficará liberado para inclusão na pauta de votação da sessão seguinte, prevista para terça-feira da semana que vem. Tomara que alguém não morra assado até a aprovação da medida. 

Desconformidade
Quando a cidade resolveu embarcar na era dos "frescões", como são apelidados os veículos refrigerados, a prefeitura se municiou de pareceres e houve um acordo com as empresas. Fizeram festa, com direito a fotos da frota, comentários de políticos, elogios à iniciativa, e uma grande expectativa foi causada perante os usuários do transporte, mas até agora "nada". O assunto ainda tramita. E não é difícil explicar que ônibus parado envelhece mais rápido, custa dinheiro, requer manutenção. Se as pessoas que entendem de administração pública não sabem explicar a demora, vamos imaginar a confusão que isso está fazendo na cabeça do povo. 

Disponibilidade 
Para dar explicações, as empresas liberaram a garagem onde os ônibus estão, na revendedora Mercedes-Benz, com a finalidade de mostrar que os ônibus com ar-condicionado foram de fato adquiridos e que estão parados há meses à espera da aprovação da lei.

O Corvo explica
Mesmo com o parecer da Comissão Mista, o Corvo faz um pequeno retrospecto sobre o assunto: a prefeitura exigiu a melhoria, ou seja, ônibus com ar-condicionado, abrindo mão de impostos. Fez o que o mundo todo conhece como "subsídio". O imposto, no caso, não é objeto de concessão, mas está previsto na lei complementar para serviços de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de passageiros. Existe parecer da PGM pela legalidade e também pareceres favoráveis da procuradoria da Câmara e do IBAM (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) — e, ao que consta, isso não foi suficiente para os vereadores. 

Sustentação
A prefeitura, em sua argumentação, citou exemplos: "Transporte público gratuito é realidade em cidades de vários países". E a lista de cidades onde isso acontece não é pequena. Foz bem que poderia dar exemplo e mostrar que, além dos atrativos, possui cabeça, inteligência e que pensa na sua população. Subsídio é um avanço! 

Olha o prejuízo
Cada ônibus com "ar" custa R$ 56 mil a mais e tem um custo de manutenção mais alto em torno de R$ 4.360. Como a isenção é de aproximadamente R$ 122 mil por mês, levando em consideração o número de meses para o final do contrato, a exigência de 25 ônibus com ar-condicionado se compensaria; em outras palavras, pagaria-se. 

Comparativo
O Corvo recebeu informações importantes acerca da relação que há entre os ônibus com ar-condicionado e o investimento público. Com a isenção, o interesse público sairia num lucro maior que R$ 500 mil até terminar o prazo do contrato.  

Tempo nublado
Foz está parecendo-se muito com Londres nestes dias, descontando o calorão, obviamente. O céu está coberto por uma espécie de fog, como chamam a névoa produzida pela queima do carvão. Em Foz, é por causa das queimadas. A cidade ficou sem o horizonte verde, sem fim. Era um branco só. A televisão mostrou o efeito que isso faz no Sol e também na Lua, que ficam alaranjados. E pensar que respiramos esse "fog"! 

Democracia
Estes filhotes do Bolsonaro, hein? Tá certo que a democracia causa a lentidão, justamente porque as coisas são mais discutidas. Mesmo assim, ainda é bem melhor que o autoritarismo, no qual apenas um decide, sem a opinião da nação. Se a pessoa que decide resolver atirar-se num abismo, vai todo mundo pro buraco. Democracia ainda é a saída. 

CPMF
O deputado Rodrigo Maia disse que será difícil o assunto emplacar na Câmara Federal. É uma medida muito impopular, a de impostos sobre as transações financeiras. Mexe no bolso da população. Nem os alcaides dos filmes do Zorro ousaram cobrar um imposto assim.  

Terrorismo de novo? 
Se tem um assunto que enche o saquinho da população é essa mania de envolverem a cidade com grupos extremistas. E o que esses terroristas fariam aqui? Não viveriam de passar muamba na ponte, com certeza. Desde a explosão da AMIA, agentes secretos do mundo todo procuram terroristas e não encontram. Ou os terroristas são mais espertos? Taí um assunto que cansa. Mas é bom a Unila estudá-lo.

Fumaça e mosquito
Apareceu um maluco dizendo que a fumaça das queimadas ajuda a combater o mosquito da dengue. Só para o cabeção dele, porque o Ministério da Saúde está até antecipando a campanha de combate ao Aedes aegypti. Estima-se que o crescimento dos casos deve superar a casa do 600%. O certo é dizer: quem não morrer intoxicado vai levar picada do mosquito. 

É greve!
E para variar, os funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado. O movimento não faz um estrago nas correspondências, porque os meios eletrônicos são bem mais eficientes. A baixa acontece nas entregas das compras on-line. Os serviços privados de entrega terão resultados bem melhores no período. 

Reni no banco
Banco dos réus, diga-se. Em banco de guardar dinheiro, parece que faz tempo ele não aparece. Deve fazer as operações bancárias pela internet. Mas as audiências estão concorridas, como foi na de terça-feira. O ex-prefeito continua com aquela cara de maroto. 

Palavrões
As palavras de baixo calão nem são o maior problema na troca de mensagens entre os homens públicos com os empreiteiros e afins. Os erros de português sim. Como alguém pode exercer cargo de secretário ou diretor e não saber escrever? Pensa um requerimento, memorando, despacho... escrito com "oçê", "nóis vai", "tamo ino"... Por favor, isso não aparece nem nas faixas de torcida organizada de várzea. 

"Tamo junto"
Existe frase mais esdrúxula? No coloquial é até compreensível saber que essa excrescência é usada, coisa muito comum no linguajar político; agora, duro é alguém despedir-se assim e depois enfiar uma faca nas costas de para quem escreveu "tamo junto". Acontece.

 

Aquele abraço! 
O abraço apertado de hoje é para o amigo de longa, longa, longa, muito longa data, o Abel da Banca (como é conhecido). Ele dá a maior força para a Galerinha, e é lá no seu estabelecimento onde muitos papais e mamães levam as fotos dos filhotes, para serem publicadas na coluna. Obrigadão, amigo! As crianças também agradecem! 
 

 

Aferição

Os vereadores querem que a medição de pressão nas farmácias da cidade seja obrigatória. A proposta recebeu pareceres favoráveis das comissões de Legislação, Justiça e Redação/Educação, Cultura, Esporte, Saúde, Assistência Social e Defesa do Cidadão. A multa prevista para quem não disponibilizar o serviço é de R$ 842,40 — ou dez UFFIs. Alguns donos de estabelecimentos nem ligaram, porque já fazem isso, além do mais, quando alguém vai medir a pressão, sempre acaba comprando um remedinho, uma pasta de dente e até um Viagra, se for o caso. O amor é lindo!   

Sessões técnicas
Contaram para o Corvo que, ultimamente, os encontros entre os vereadores têm sido um tanto questionados. É um tal de cara de dúvida, estranheza e comentário "O que é isso?", na apresentação dos projetos. Para explicar melhor as deliberações, o ideal seria a Câmara manter um economista de plantão. 

Medida simpática
O governo paraguaio aumentou a cota de compras para os produtos brasileiros e argentinos. Os cidadãos de lá poderão comprar até US$ 300 do lado de cá do Rio Paraná. Os paseros não fizeram festa, pelo contrário, endureceram ainda mais o diálogo. 

Os comerciantes
Donos de muitos estabelecimentos sérios, que respeitam as leis, bem como açougues e supermercados, estão preocupados, porque sabem que o comércio "formiga" não respeita as determinações quanto aos produtos restritos. Os hortifrutigranjeiros, por exemplo, que não deveriam entrar no país, furam as regras.

Enganação
Pequenos comerciantes que se abastecem dos paseros oferecem produtos com margem considerável de lucro. E quem vai fiscalizar ovos e legumes, tentando saber se eles são botados ou plantados no Brasil? 

Indústria
Alguns setores industriais paraguaios também não gostaram da medida. Há várias empresas em fase de implantação, de olho numa série de produtos que antes eram "importados" do Brasil e Argentina. Importação fake, diga-se, por baixo do pano. Um brasileiro investiu uma grana pesada em fábrica de papel higiênico a partir de reciclagem.

Endurecimento
Segundo um especialista no desenvolvimento paraguaio, o governo deveria agir ao contrário, porque com a mão de obra barata, custos acessíveis e escassez de produtos, o Paraguai tem tudo para criar um setor industrial exemplar. Aumentando as cotas, Marito retarda esse processo.

Enquanto isso...
Este colunista conversou com alguns empresários dedicados ao fornecimento de eletrônicos, perfumes, utilidades domésticas, relógios e produtos de luxo. Como sabemos, há lojas simplesmente espetaculares em Ciudad del Este; elas não perdem para outros locais, aos quais os brasileiros adoram viajar para as compras. A pedra no caminho é o dólar alto no Brasil. O aumento da cota para compra em Foz causou uma certa surpresa nessa gente, porque se espera pacientemente algum tipo de medida "protetiva" do governo paraguaio. "Geramos boa parte dos empregos em CDE, e está muito difícil segurar o rojão; logo os paseros não terão para quem vender o fruto de suas importações", disse um comerciante, que pediu para não ter o nome revelado. Ele fez referência ao desemprego.  

Vila Portes
O aumento da cota está causando fenômenos do dia para a noite em algumas áreas comerciais do lado brasileiro. O Jardim Jupira poderá voltar ao auge, na forma de um grande mercado de abasto. Proprietários de imóveis comerciais estão otimistas, pois ontem mesmo havia solicitações de gente querendo abrir "lojinhas". 

Sem o vinho
A fiscalização está de olho na entrada de vinhos argentinos no Brasil. Isso vai mexer com a cabeça de muitos donos de restaurantes e locais onde o produto é comercializado sem as devidas formalidades. Produtos sem o selo de importação podem gerar uma dorzinha de cabeça. 

 

Vinho nacional
Há vinhedos muito competentes no Brasil, mas os produtos são bem mais caros e, em muitos casos, não apresentam a mesma qualidade. As uvas argentinas e chilenas são bem mais aprazíveis e muito procuradas. O gosto pelo vinho é ascendente no país da cerveja. O caso é que, ao comprar uma garrafa de vinho, se for nacional, o consumidor bebe 54,73% de impostos e tributos; e se for importado, 74,73%. Se uma garrafa enche quatro taças, apenas uma é de vinho puro, sem mordidas. Que barbaridade! Mas não é muito diferente em outras bebidas, como é o caso da cachaça. Como pode? A bebida mais brasileira é a mais incidida. 
 

Lojas francas
O que parecia uma maravilha esbarrou na burocracia, no preciosismo das regras federais, além do mais a escalada do dólar melou uma porção de projetos que estavam disputando espaço no centro e em várias áreas da cidade. Este colunista conheceu projetos muito ousados e que estacionaram até as coisas melhorarem. 

Sofrimento
Então vamos imaginar o desastre que seria caso um investimento de grande porte fosse iniciado quando saiu a autorização dos free shops. Ele estaria fechado, aguardando o clarear das regulamentações, atrás do muro da burocracia. Lamentável isso. Quem passar pela Rua Marechal Deodoro notará que há uma loja franca, com as vitrines cobertas de papel. 

Censura
O confisco dos gibis da Marvel, na Bienal do Livro do Rio, está ganhando ares internacionais. O prefeito Marcelo Crivella tornou-se "o careta" do ano! Só falta ele proibir a exibição das novelas da Globo, nas quais não falta um pouco de tudo do que ele não gosta. Deveria ter aprendido que a arte imita a vida.   

Diversidade
A sociedade já entende e respeita a diversidade, e isso ocorre numa velocidade muito grande. Muita coisa mudou no espaço de uma década, e vão querer a intolerância nas escolas e feiras de livros? Oras, por favor! Foz bem que poderia dar um exemplo na Feira Internacional do Livro, que se aproxima. 

Duas vias
Algumas pessoas não se sentiram confortáveis com a publicação de matérias que retratam a visão do Ministério Público Federal em questões ambientais, especialmente quando o tema é a Estrada do Colono. O jornal propõe uma diversidade de informações e considera o debate, a via mais tranquila para a discussão. É necessário espaço ao contraditório. A reabertura da estrada é uma bandeira do jornal, pois o GDia acredita na união dos povos, no encurtamento do caminho, na preservação pela sustentabilidade; e contextualizar todas as opiniões é uma maneira de superar obstáculos.  
 
Convencimento
Desde o início da discussão, sabíamos que haveria oposição à abertura da Estrada do Colono; algumas até radicais. O Ministério Público Federal expõe a ótica da legalidade e da proteção ambiental, na conformidade constitucional. Mostrar aos procuradores as alternativas é uma forma de trazê-los para o debate, o que é extremamente saudável, quando há opiniões divididas até entre os favoráveis ao caminho. Discutir não dói.  

Tradição
Um dos pontos fortes do desfile da Independência foi o desfile da Guarda Mirim. Muita gente se emocionou, entre o público e quem desfilava, com lágrimas nos olhos e orgulho no peito. Entre os "guardinhas" havia muito cidadão formado, com destaque na sociedade, entre eles o nosso Ronildo Pimentel.