No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Saci-pererê contra o Apocalipse
 Saci-pererê contra o Apocalipse

Um texto do Rogério Bonato, direto do cativeiro

 

O Apóstolo João, autor do quarto evangelho, escreveu as epístolas 1, 2, e 3, e também o livro do Apocalipse. Ele seria o mais novo dos 12 discípulos, e foi o que mais viveu, até os 94 anos. Sua densa visão metafórica descreveu os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, a Peste, a Guerra, a Fome e a Morte. O surgir dessas figuras dantescas, nos levariam ao Armagedom, o que representaria o fim da humanidade.

 

No atravessar de dois milênios, de João (103 D.C.), até os dias atuais, dezenas de ocorrências fizeram o homem acreditar que o fim estaria próximo; doenças, terremotos, tsunamis, erupções engoliram cidades, e, mais recentemente, os conflitos mundiais, explosões atômicas, enfim, a insensatez nos leva a crer que o Apocalipse, de fato, um dia ocorrerá.

 

Para expor e clarear o meu pensamento, sou forçado a escrever na primeira pessoa, porque não vejo histeria coletiva, ou exagero da imprensa e autoridades; não consigo vislumbrar o extermínio e suas sentenças, nas versões da religiosidade. Vejo apenas a verdade, por meio da lógica, ciência e depoimentos das mais brilhantes mentes do planeta.

Mas por outro lado, em muitos, abriu-se, foi, uma fenda imaginária e por ela saltaram os quatro cavaleiros, e, seus corcéis soltando fogo pelas ventas, esfregando os cascos na população indefesa. Uma esmagadura de oito bilhões de almas, com idosos, doentes e debilitados ceifados primeiro, a amostra apavorante do poder e impiedade! Quem se dá com uma miragem dessas, acredita que o mundo está para acabar.

 

Se de fato, os quatro cavaleiros estão saracutiando entre nós, serão facilmente identificados; são eles o Covid-19, a Influenza, a Dengue e a mais terrível e medonha das pragas, a Ignorância!

 

Em raros momentos o planeta se uniu em um único pensamento, e, nunca foi tão necessário desabrochar um senso coletivo de organização, investimentos, inteligência e criatividade. Parece um treino, para em algum momento, nos defendermos de uma invasão alienígena! O caso é que no meio desse esforço, o maior inimigo não é a doença, por mais contagiosa e desconhecida, é a dissonância, por parte dos incrédulos e a necessidade de escolher entre a saúde e o dinheiro, com a subsistência da economia, falando mais alto que a vida.

 

Não vou contribuir com a dissonância, defendendo um dos lados. Mas não seria o caso esperar mais um pouco, porque os colapsos monetários podem ser controlados, a sanidade humana não. De onde é que surgiu essa pressa? Em breve será possível realizar os testes para o coronavírus e pode ser, encontrem uma forma de tudo voltar ao normal; não vai demorar, sairão os resultados do nosso esforço, e, isso, pode ser, nos confortará.

 

O presidente Bolsonaro, naturalmente, vê pela frente um desastre sem precedentes e, se para ele, é difícil governar na normalidade, imagina depois dessa crise? Vai ver, é por isso, se comporta assim, ofegante, querendo atropelar o vírus como fosse resfriadinho. Ele é o timoneiro, mas somos a tripulação, e o correto seria se aconselhar. A teimosia e o desespero, nublam a visão e em situação assim, surgem icebergs. Pestanejar é um perigo!

 

É difícil entender a postura de alguns líderes, como o fez Bolsonaro ao anunciar bilhões na luta contra o covid-19 e no dia seguinte, se comportar como uma pipa se rabo. Mas há situações mais preocupantes, como o comportamento do presidente mexicano, que aconselhou beijos, abraços, o povo nas ruas; parecia ser mais louco que o Batman, mas retrocedeu. Muitas opiniões avançarão e recuarão durante essa guerra contra um ser microscópico.  

  

Com bom senso, respirando fundo e obedecendo a ordem mundial, afastaremos rapidamente e de relho, os carinhas apocalípticos; nem que para isso, seja necessário convocar os nossos guardiões, Saci-Pererê, Curupira, Mula-Sem-Cabeça e a Mãe-d'água. Mesmo em tempos de coronavírus, o humor é imprescindível, porque advém do ócio criativo, do cativeiro necessário e que faz bem à saúde coletiva. Quero com isto dizer, que fazendo as coisas corretamente e com a cabeça no lugar, tudo vai passar.

 

Bafão

A encrenca saiu do combate ao vírus e foi parar no palanque, tudo de que o brasileiro não precisava. Assistimos mais uma vez ao ringue entre a extrema direita, com uma diferença: a união do centro com a esquerda, com a simpatia de ex-aliados do governo. Se o Bolsonaro não abrir o olho, vai ficar isolado. 

Em cima do muro
Tentaram, de todas as formas, arrancar uma posição mais clara do ministro da Saúde sobre as manifestações do presidente, mas como um gato esperto ele não desceu do muro. Miau! No falatório, ele transita entre salvar vidas e manter viva a economia, um assunto um tanto delicado para um traumatologista dissertar. Se Mandetta atuar em outra área que não seja a saúde, poderá ajudar a reparar as caras quebradas no governo, depois da pauleira. 

Seu Mourão
O vice-presidente adotou uma fala neutra, mas sem o tom da crítica. Se Bolsonaro continuar bancando a pipa sem rabo, veremos o general saindo de alguma alfaiataria, na qual irá mandar fazer um terno para a posse. 

R$ 169 bi
Este colunista precisa atualizar o valor do socorro contra o covid-19, que chega perto dos R$ 170 bilhões. E isso é muito dinheiro? Para o Brasil é, mas também é trocado miúdo perto da pegada norte-americana, que destinou dois trilhões para o combate ao vírus e para ajudar o setor econômico. Isso é mais do que todos os bens e serviços que o Brasil produz em um ano. Pelo menos foi assim em 2019. E o Bolsonaro insiste em parodiar Donald Trump. Oras, precisa parar com isso; sem querer minimizar, o Brasil não é como os Estados Unidos. 

Aqui e acolá
Vamos ao comparativo, o que nos faz até passar vergonha: o Brasil prepara um pacote de ajuda, calçado em projeto que ainda nem saiu do papel e pode embolar nas discussões do Congresso. Falam na liberação de R$ 200 por mês para os trabalhadores informais, autônomos de baixa renda, mas o difícil é descobrir como e quando o dinheiro será retirado. A segunda linha de ação é o adiantamento de R$ 200 por mês para quem está na fila do auxílio-doença ou à espera do benefício de prestação continuada para pessoa com deficiência. Na área trabalhista, a solução é reduzir proporcionalmente o salário e a jornada, com antecipação do seguro-desemprego para os trabalhadores afetados, bem como a suspensão do contrato de trabalho, com pagamento de parte do salário. Com essas deliberações, as autoridades acreditam que causarão "um impacto direto na vida de muitos brasileiros". 

Nos estados...
A ideia é adiar o pagamento das dívidas com a União e com bancos públicos; o que resultaria numa bolada de R$ 22 bilhões. Alguns governadores acham pouco; e os economistas, também. Todos esperam uma ação mais abrangente, enfim, uma interação direta do governo federal com a população, isso sim ajudaria os estados. 

Acolá 
Já nos Estados Unidos os dois trilhões que aliviarão o impacto do coronavírus na economia estão sendo comemorados como o maior pacote de transferência de renda na história. Quem ganha menos de US$ 6.500 por mês vai receber pelo correio um cheque de US$ 1.200 e mais US$ 500 para cada criança da casa. Pensa? As famílias de classe média norte-americanas, em média, criam dois filhos, sendo assim receberão algo em torno de R$ 11 mil ao mês, enquanto houver crise. 

Fora do mercado
Quem for demitido nos EUA poderá usar o seguro-desemprego por quase dez meses, em vez de seis como é hoje, no valor de US$ 600 por semana. No período, o desempregado lá terá cerca de R$ 120 mil para segurar as pontas. Que tal? 

As empresas
Nossos parceiros no Hemisfério Norte olham para a economia de um jeito diferente em tempos de crise. Na luta contra o covid-19, as pequenas empresas serão socorridas com US$ 350 bilhões em empréstimos, e as grandes contarão com US$ 500 bilhões. No Brasil, até agora, o governo não se manifestou sobre as empresas, e isso pode quebrar a quarentena, como advertiu o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, ontem. Em Foz, os impostos municipais foram suspensos por 90 dias. 

Investimentos na saúde
O governo norte-americano destinará US$ 150 bilhões para os hospitais, valor que será utilizado na aquisição de novos equipamentos. Devemos ter em mente que todas as melhorias no setor de saúde estarão à disposição da população após a crise. No Brasil, em geral, equipamentos vão parar nos depósitos e apodrecem. Hospitais são construídos e jamais inaugurados. Conhecemos vários casos assim.

Tempos de guerra
Muitos economistas brasileiros estão abrindo a caixa de ferramentas, ainda mais depois das manifestações do presidente. A maioria diz que o Brasil precisa encarar a crise do coronavírus como estivesse em guerra. Bolsonaro, mesmo, repetiu isso várias vezes, antes de mudar de ideia e chamar a doença de "gripezinha" ou um "resfriadinho". Independentemente de seu afeto pelos Estados Unidos, em especial ao presidente de lá, o chefe do Executivo brasileiro precisa cair na real, porque se há algo que aquela gente sabe fazer é cuidar da economia, em guerra. Aliás, é o que os americanos mais sabem fazer: guerra. E é assim que movimentam a economia. Pode parecer estranho, mas lá o rabo é que abana e morde o cachorro. 

Bolsonaro x Doria
O bate-boca, em teleconferência, foi descabido. O governador de São Paulo puxou a orelha do presidente, em razão de ele ameaçar o confinamento social. Foi Bolsonaro que encarou como desaforo e antecipou as eleições de 2022. Ontem, algumas pessoas foram para as ruas acreditando no discurso do presidente. "O homem falou que isso não dá nada, é só um resfriadinho", defendeu-se um idoso ao farmacêutico, mais aparamentado que o Darth Vader. 

Os governos
A ordem é "ficar em casa". Cada governador está tentando encontrar prerrogativas de estimular o cidadão em não colocar um pé na rua, apesar da vontade do governo federal. É a solução segundo os cientistas e infectologistas; isso mata pra valer o vírus. 

Ratinho vaselina
O governador do Paraná se saiu mais liso que quiabo, quando um repórter da Globo (Sandro Dalpicolo) perguntou sobre a fatídica fala de Jair Bolsonaro. Deu voltas, explicou que segue a OMS, e não deu bola para o assunto; passou longe da política.

Quem pegou
É sopa de abobrinha essa história que o coronavírus não afeta jovens e atletas. Depoimentos de quem pegou o maledeto mostram o contrário. Jovens e musculosos infectados estão de cama e se queixam um montão. 

Em Foz...
...como este colunista já escreveu em outra nota, o prefeito Chico Brasileiro suspendeu o pagamento de impostos municipais por 90 dias. Mas acontece que o ISSQN é conjugado com o imposto federal, sendo assim como é que isso fica? Se o Bolsonaro não alinhar, suspendendo o imposto pelo mesmo prazo, vai resultar em confusão. As empresas não terão certidão. 

Pela telinha
As videoconferências estão revelando-se  uma ferramenta muito eficaz e econômica. Famílias se reúnem nos aplicativos. Tomara que a moda perdure após a crise, barateando transportes com o dinheiro público, do tipo avião, jatinho... Já deu para ver que no futuro até os deputados federais e estaduais poderão deliberar em escritórios nas regiões que os elegeram. As votações poderão acontecer por senhas. Já falam em eleições pela internet, como fosse um pagamento de contas. É perfeitamente possível isso acontecer. 

A crise ensina
Quantas lições aprendemos em tão pouco tempo? Hoje lavamos seguidamente as mãos, desinfetamos mais os banheiros, as roupas, cuidamos com maior atenção do lixo, economizamos água, luz, telefone, no entanto vamos adquirir pacotes mais velozes na internet; diminuímos o contato corporal; os brasileiros finalmente usam o álcool em gel e perderam o medo da agulha das vacinas! Vivemos como os japoneses vivem há décadas! Se as regras forem mantidas, teremos bem menos filas nos postos de saúde. O cidadão estará livre de uma porção de riscos, e os governos poderão investir mais em educação, cultura e atendimento aos mais necessitados. O comportamento saudável é a ponta mais eficaz da distribuição de renda. 

Sexta-feira!
Mesmo sabendo que estamos no início da curva pandêmica, e que os números dobram em velocidade, há expectativa sobre o final de semana, quando teremos uma "parcial" sobre o isolamento social. É possível que o resultado seja uma brisa boa. Vamos torcer!

Que situação...

A missão do governo é, além de resolver os problemas da nação, porque foi eleito para isso, tranquilizar o cidadão. Bolsonaro está dando um nó na cabeça da população. Na terça-feira ele convocou uma coletiva e, entre outras coisas, pediu calma, anunciando ainda um pacote de R$ 90 bilhões para salvar o povo do covid-19. Nem parecia o mesmo. No dia seguinte, invade o horário nobre e causa um desastre político contemporâneo, na contramão do que faz o seu governo e, pior, em desacordo com o mundo, os países mais afetados e os cientistas. Enfim, isso todo mundo já disse ontem, o Corvo vai apenas contextualizar porque, infelizmente, não dá para deixar passar em branco.

Pipa
Infelizmente, quem deveria nos tranquilizar olha para a economia e deixa de lado a saúde da população. Precisa manter um olho no peixe e outro no gato, sem titubear. Pode até estar certo, mas a pulação de galho é que deixa a população preocupada; a cada segundo o homem muda de ideia.

Reação
O panelaço, o segundo em poucos dias, aqui entre nós, foi um troco da Globo. Mas pedir para as pessoas trabalharem, voltarem às ruas, aulas, minimizando o coronavírus, como se fosse uma "gripezinha", um "resfriadinho"? Oras, por favor, nosso presidente ficou parecendo uma pipa sem rabo, que sacode no ar, dá cabeçadas e piruetas sem controle. 

Inspiração
Interessante isso, mas horas antes o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ao salão de imprensa da Casa Branca e chamou o povo, de novo, para as atividades, pedindo cuidados apenas para os idosos e portadores de doenças crônicas. Vai ver foi isso que cutucou a imaginação do presidente brasileiro. Acontece que o nosso país não é os EUA, não dispõe dos mesmos mecanismos e recursos, não possui a mesma cultura. Bolsonaro, que pare de imitar seu ídolo e trate de governar com seriedade, bom senso, motivando e não causando discórdia.

Saques e rebeliões
Claro que isso poderá acontecer. Mas se a ordem foi a de confinar a população, o governo que se esforce para segurar manifestações, não deixando a situação sair do controle. Que distribua cestas básicas, alimente os mais necessitados e imponha a ordem pública, sabendo que segurar a fome é coisa complicada. Alardear que haverá rebelião, em momento assim, dá no mesmo que incentivar.  

Os discursos
Francamente, isso não deve ter saído somente da cabeça dele, do presidente. Alguém deve ter feito pressão. Setores do governo ligados à ala empresarial estão inquietos. Se por um lado as associações e federações criticam a fala do Bolsonaro, há empresários que concordam com ele. Se o Banco Central informou que há reservas para encarar a crise, de onde foi que brotou o desespero? E quem será que escreveu o discurso? E o pior é que o presidente continua batendo na mesma tecla. Deu um faniquito ao ver risco de recessão.  

Cadê a grana?
É o que todo mundo quer saber: como serão empregados os R$ 90 bilhões no combate ao coronavírus? É dinheiro suficiente para arrumar a estrutura e manter o povo em casa, alimentado e seguro, por seis meses. No fim, todo o projeto de contingenciamento do governo Bolsonaro, economizando com a Previdência e com outras reformas, vai parar no ralo. 

Culpar a imprensa
No final de semana, Bolsonaro baixou decreto atestando a essencialidade da imprensa e órgãos de comunicação, mas pouco tempo de depois condenou os veículos? A imprensa, de um modo em geral, publica o que as autoridades dizem e tenta passar a receita para o povo contornar um momento tão cheio de incertezas. 

Os governadores
A situação está difícil de ser pacificada, e uma briga federativa era o que faltava. Precisamos de um pacto para vencer a situação, e não de encrencas. Sem defender o João Doria, ele faz o que acredita ser possível para salvar vidas. São Paulo é o estado mais poderoso da nação, maior que muitos países, logo erguer hospitais de campanha e tratar do que vem por aí é uma missão racional. Bolsonaro, no entanto, acredita que ele está em campanha e que subiu no palanque. No palanque Doria está faz é muito tempo. 

Equipe em risco
Não será de admirar caso o governo federal faça mudanças na área de saúde, uma vez que LH Mandetta é inflexível e não pretende mudar de rumo no tocante à quarentena. Segundo especula a grande mídia, o silêncio do ministro da Justiça frente as declarações do presidente causou desconforto. Será que o Bolsonaro esperava um elogio do ministro?  

A boca grande
De novo, o presidente é chicoteado pela própria língua. Até quando isso vai? Se já estava difícil sem crise, é agora que o caldo pode entornar, porque já falam em impeachment. E é improvável o resultado de outra discussão assim, caso de fato aconteça e siga adiante, sobretudo com a bancada governista dividida. Tomara que a paz volte a reinar, e o nosso ilustríssimo mandatário aceite fechar o bico.

Em Foz...
Mais um caso roubou a atenção no início da tarde de ontem, pois outra jovem testou positivo. Graças a Deus a cidade não contabilizou óbitos, embora uma fonte garanta que isso possa ter acontecido, sem o conhecimento das autoridades.

Semana decisiva
Na área da saúde e no comitê organizado para enfrentar o covid-19, há um certo conformismo com a revelação de novos casos, situação, afinal de contas, esperada. Disseram a este colunista (e o povo sabe fazer contas) que é por estes dias que o vírus deixará a incubação, após os primeiros contágios. No pico, Foz poderá chegar aos 400 infectados, número que obedece à porcentagem de contágio, mediante a população. Tem sido assim em todo o planeta; o caso é que uns se previnem com mais eficiência. Ao fim da pandemia, é possível que façam um ranking da competência dos prefeitos, mediante as regras que implantaram e a forma com a qual lidaram com o problema. 

Transporte
Na tarefa de informar e ouvir as pessoas, a reclamação mais corrente é a falta de transporte para doentes e profissionais essenciais, a começar por quem trabalha na saúde. Alguns relatos são dramáticos, como pacientes de câncer caminhando mais de dez quilômetros para receber tratamento. Vamos imaginar o que se passa na cabeça de alguém enfrentando situação assim? Auxiliares de enfermagem, atendentes e até médicos estão cobrando uma solução. 

Providências
Um dono de posto de gasolina deu um jeito de arranjar máscaras, luvas, álcool em gel, e ele mesmo vai buscar os funcionários em casa. Foi a solução para manter o serviço funcionando e cumprir o essencial. Os colaboradores não chegam ao serviço em razão da falta de transporte. A frota mínima não dá conta. O prefeito precisa dar um jeito nisso.  

Aeroporto
Consta que os prováveis contágios possuem endereço de origem: o aeroporto. Na cabeça do povo, e também das autoridades, isso é um problemão. Na aduana da Argentina, está difícil controlar cidadãos que estavam em férias e usaram conexões brasileiras, pois quase todas passam por São Paulo, o epicentro brasileiro da crise. 

Apuro
Foz vai sofrer no pós-pandemia, mas e quem não vai? A situação será parelha, do tipo terra arrasada. Os economistas estão antevendo uma situação inusitada e sem a receita, porque não há comparativo com outras ocorrências. No mais, o povo em casa usa mais água, e ela diminui na torneira; mais luz, e isso sobrecarrega o sistema; mais internet, o que complica a vida dos servidores; enfim, algo impensado. Mas vamos acreditar que há solução e que vamos encontrá-la com a cabeça em cima do pescoço.  

Jornal não contamina
O Corvo e milhares de pessoas receberam e fizeram circular a informação de que "não há, até o momento, casos registrados de transmissão do coronavírus, causador da covid-19, por meio de jornal ou revista impressos, cartas ou embalagens impressas, segundo médicos e cientistas". Foi a International News Media Association (INMA) que informou, depois ter recebido alguns questionamentos sobre o assunto. O impacto químico sobre o papel, além das ações de proteção por parte das empresas jornalísticas, evitam o contágio em 100%.

 

 

 

Flagrante
O ar está seco, praticamente irrespirável, porque mantém um índice de umidade bem abaixo do aconselhável, e do nada alguém manda roçar o lote e põe fogo? Oras, tenha dó, as pessoas estão em casa, sofrendo com a fumaça e o material queimado que suja as calçadas. Já não há água para a limpeza, e não basta a dengue e o covid-19? A prefeitura que tome providências e mande multar o irresponsável; a população vizinha está revoltada. Aconteceu ontem à tarde, na Rua Goya, Bairro Carimã. O número dos lotes está anotado no meio-fio.
 

Jogos Olímpicos

Como? De que jeito? Esses japoneses são duros na queda, resistiram em manter o calendário de abertura das Olimpíadas. Que barbaridade? Os atletas estão sem condições de preparo físico; maratonistas estão treinando em volta do sofá da sala; nadadores dando braçadas no tanque de lavar roupa; jogadores de vôlei brincando de peteca com os filhos... sem chance de realizarem os Jogos, independentemente da grana investida. Ainda bem mudaram de ideia. As competições foram para 2021, o que pode tirar as Olimpíadas de anos pares.

Banco Central e o arsenal
A organização deu um sopro de alívio em muitos brasileiros ao informar que possui "um arsenal" monetário para superar o período de crise. Enquanto o mundo se desespera e os líderes fazem do futuro uma incógnita, eis que aparece o economista Roberto Campos Neto e joga uma toalha morna na situação. Escrevam, é uma das figuras mais sérias, comprometidas e profissionais da equipe de governo; ele tem berço na área, pois seu avô, Roberto Campos, foi um dos maiores estadistas da nossa história. 

Destaque
É na crise que os competentes se destacam. A lista não é pequena, mas em evidência, além do Roberto Campos Neto, há o ministro Luiz Henrique Mandetta, o governador de São Paulo, João Doria, e o prefeito Bruno Covas, que mesmo debilitado por um tratamento contra o câncer colocou a mão na massa e encarou o covid-19. Muita gente cai de pau no presidente Bolsonaro, mas nunca, em toda a história ou em crises, o país liberou tantos recursos para conter uma crise. Tá certo, ele trança as pernas, faz das suas trapalhadas, mas obedece às prioridades. 

Milagre!
Com outras pessoas assumindo o comando em momento tão delicado, é possível que construam o perfil de novas lideranças. Da tragédia, o Brasil vai ao milagre! Quem diria?  

Preço alto
Bolsonaro, infelizmente, pagará pelas atitudes controversas, mas está em tempo de corrigi-las. Está guinando para as prioridades e, quem diria, reconheceu o poder da imprensa convencional. Uma coisa é certa: o Brasil tem grandes chances de ser outro após a crise do coronavírus. Atitudes acertadas, coerentes e pontuais, por parte dos nossos líderes, podem fazer a diferença. 

Centro das atenções
É inevitável comentar que todo mundo está de olho nos governantes e representantes políticos de um modo em geral. Dependendo do desempenho terão um passaporte para continuarem no poder ou um cartão vermelho. Não há uma terceira via quando o assunto é a sobrevivência.    

Vacinas nos idosos
Em casa, à espera de soluções, algumas pessoas ficam desconformadas quando as coisas não acontecem ou demoram. É o caso dos idosos que aguardam as equipes de vacinação para a gripe. Os atendentes estão nas ruas, cumprindo um roteiro, e obviamente isso vai levar um tempo até cobrirem a meta, que é imunizar 22 mil idosos. A saúde recebeu nove mil vacinas nesta primeira etapa e, segundo este colunista apurou, haverá picadinha em todos. É necessário aguardar. 

Informações
A prefeitura expediu nota: "Gostaríamos da colaboração dos colegas no sentido de explicar que a campanha de vacinação dos idosos será longa. Em algumas unidades as vacinas já terminaram, mas receberemos mais para retornar ainda essa semana. A recepção ontem foi maravilhosa!". Levando em consideração a quantidade de vacinas na primeira etapa, o setor trabalhou com muita eficiência. Três mil vacinados em um dia? O que acontece é que, ao ligarem nas unidades de saúde, os idosos são informados de que as vacinas acabaram, e isso causa um baita desconforto. Calma que a vacina vai chegar!  

Adversidade
Não faz muito tempo, durante as campanhas de vacinação, os agentes de saúde precisavam sair catando gente na marra, nas ruas, porta de supermercados. O povo não dava muita bola para os apelos sobre imunidade. A maioria dizia que tinha medo de injeção. Hoje, diante de um potencial problemão em decorrência de gripe, dengue ou outra doença, as pessoas aceitam até injeção na testa, no olho... Literalmente! 

Transporte parado
Corvo, estão tirando os ônibus e dizem que toda a frota vai parar. E nós, técnicos de enfermagem, o pessoal da limpeza, copa, lavanderia, como vamos chegar ao hospital ou outros locais de trabalho? Faça o favor, seu Corvo, fale com o prefeito, com o Foztrans... sei lá, só no hospital somos quase mil profissionais; quase todos os médicos e enfermeiros possuem carro, ao contrário da maioria. Cancelaram as férias, contrataram mais técnicos e enfermeiros, mas como essa gente irá trabalhar? Corvo nos ajude!
RGP (O leitor pediu para não ter o nome divulgado.) 

O Corvo responde: a frota trabalha com o mínimo de veículos justamente para atender a setores especiais, abertos para a população. A boa notícia é que será disponibilizada uma frota mínima, com 20 veículos, para atender exclusivamente os usuários que prestam esses serviços essenciais, seja em empresas públicas ou privadas no município. Os serviços classificados como essenciais incluem principalmente urgência e emergência na saúde, mercados e supermercados, postos de combustíveis e farmácias. 

Decreto
E seguindo na pesquisa, o Corvo reforça que, em conformidade com o decreto, o comércio e serviços essenciais de limpeza, manutenção, assistência e comercialização de peças de veículos automotores terrestres poderão funcionar, com limitação de funcionários e respeitando o distanciamento de dois metros entre pessoas, além de todas as medidas obrigatórias de prevenção e higiene. Quem não cumprir à risca poderá sofrer penalidades.

#FicaEmCasaFoz
A prefeitura reforçou o apelo para as pessoas ficarem em suas residências, lançando campanha #FicaEmCasaFoz. E é isso mesmo, o isolamento social é de fato a melhor forma de parar a tranqueira do coronavírus. A transmissão entre pessoas que não sabem que tem o vírus parece ser alta, em torno de dois terços, como apontam os cientistas. Isso quer dizer que se as pessoas seguirem as recomendações do Ministério da Saúde, Fiocruz, Butantã, USP, UFRJ, conseguiremos achatar a curva de transmissão, ou seja, ter mais segurança; como exemplo já é possível citar a Itália, que em dois dias parece controlar a disseminação do vírus. 
 

Amizade duradoura
O Corvo ficou sensibilizado com uma das peças de campanha contra o maledeto covid-19. A imagem da união, permanentemente rompida, mas com o efeito de ser duradoura, é uma realidade. Passamos o mesmo em não poder ver, abraçar ou beijar um parente próximo, mas isso vai passar. Vamos ficar em casa, que rapidamente poderemos voltar à vidinha normal. 
 

#EstouEmCasa
Corvo, aos poucos estou descobrindo outros prazeres. Francamente, não sabia que o meu cachorro era tão inteligente, que as cortinas estavam sujas e os pernilongos entravam pela janelinha do banheiro. Fazia muito tempo que eu não limpava a agulha da vitrola e ouvia um vinil. Estou olhando até os álbuns de fotografia e aproveitando e passando um paninho nelas. Quando fico entediado, chamo a patroa para uma partida de damas ou dominó. Jogamos paciência também! A cozinha virou uma festa, porque ficamos disputando um jeito de fazer comida economizando gás, mantimentos, água... É no mínimo diferente quando encaramos de verdade um desafio de sobrevivência. Passado esse momento, estaremos preparados até para habitar a estação espacial. No pior, cumprir uma sentença de prisão domiciliar. Essa eu tiro de letra! Está na hora de lançar #FicarEmCasaÉLoucoDeBom!
Paulo Roberto F Saucedo

O Corvo responde: grande! É isso mesmo. #EmCasaEstamosBem! Basta sair da rotina para descobrir que o cão ou o gato são "pessoas" importantes; que a nossa casa é um templo e que tudo é fácil, caso aceitemos a realidade, sabendo lidar com ela. O Corvo gasta o tempo trabalhando, e sempre há algo por fazer, porque a missão dos jornalistas aumentou, e muito. 

Caça aos fakes
Tomara que essa raça de vagabundos entre no mesmo processo de extinção do covid-19. Nunca a sociedade se importou tanto em caçar mentirosos e elaboradores da maldade por meio da falsidade. As informações passaram a ser conferidas com muitos critérios; e, quem diria, os fakes estão se desculpando, porque não tem para onde correr. É verdade, precisou um susto para o mundo entrar em processo de reciclagem! 

Terras Alpha
Andaram espalhando uma foto de uma equipe de atendimento à saúde que, segundo a fake news, seria um grupo de bandidos, promotores de um assalto num condomínio de Foz. O assalto houve, mas a foto é de profissionais de Santa Catarina, em atividade no combate ao coronavírus. O Corvo não vai publicar a imagem, porque está na guerra contra esses escroques que vivem de espalhar notícias falsas. A polícia está investigando várias ações sórdidas. O que querem com isso? Que a população não receba os servidores?  

Lei marcial
Alguns prefeitos estão adotando medidas extremas, como impedir a circulação de pessoas em todos os horários. Quando o cidadão enfrentar uma situação de emergência, será socorrido. Foz parece obediente às regras, mas dependendo o garrote pode apertar. Essa regulagem é importante, ou seja, o ato de apertar e afrouxar se dará conforme a evolução do contágio. A população precisa assimilar isso, sem levar para a tristeza ou ódio. Tudo acontece pelo bem e com o objetivo de vencer essa maldição que é o covid-19, mais grudento que chiclete no asfalto. É um serial killer difícil de isolar e reprimir.  

Lição de casa
O GDia circula de terça a sexta levando as principais notícias ocorridas no período. Estamos em guerra contra o covid-19. Por sua vez, ocorrem fenômenos; aos poucos, os anunciantes estão deixando de lado o "comercial" para converter os espaços em "institucionais". O momento agora não é o de vender, e sim conscientizar. Curiosamente a responsabilidade aumenta muito quando o rol de assinantes cresce. As pessoas estão em casa e querem receber o jornal. Para isso, precisou-se adotar uma prática de prevenção, como utilizar antissépticos nos volumes que saem para a entrega, bem como equipar os entregadores com máscaras, luvas e tudo o que é necessário para assegurar a segurança dos colaboradores e leitores. O GDia impresso é 100% higienizado. 


 

Recado aos isolados

Bom dia, confinados! Apesar das tristes e desanimadoras ocorrências, entendemos que escrever para vocês é importante, sobretudo quando ainda há uma luz no túnel. Vamos levantar o moral e tentar, de alguma forma, fazer alguma coisa em casa. Taí um momento ideal para lavar as cortinas, tapetes, dar uma geral nos ambientes e não facilitar para os ácaros; não se precisa gastar a caixa-d'água lavando do piso ao teto, basta passar um pano geral usando algum desinfetante. 

A luz no túnel
Muitas pessoas entendem o momento como o extermínio da vida no planeta Terra! Não é bem assim. Vivemos sob o risco do contágio de um vírus poderoso, letal para algumas pessoas, sobretudo idosos e debilitados por doenças, mas o que acontece é um estado de guerra para conter a propagação do maledeto. Venceremos! Estamos em batalha, e ela não está perdida. Por isso, esmorecer é o pior a fazer. Pular da cama cedo, exercitar-se dentro de casa, cuidar com ácaros, resfriados e endemias como a dengue, distrair as crianças... enfim, nunca foi tão necessário manter-se vivo! Abra as janelas, ventile os ambientes e não saia para a rua. Se tiver sintomas, procure o serviço de saúde.
 

Sanepar esclarece
Durante o final de semana andaram espalhando várias fake news sobre um virtual racionamento de água. Postaram, inclusive, que a Sanepar faria o abastecimento dia sim, dia não. Segundo o gerente regional de Foz, isso não é verdade, é fake. Nilton Luiz Perez Mollinari disse que a partir de ontem (23) todo o atendimento presencial foi suspenso, e por tempo indeterminado. O atendimento é realizado pelo 0800 200 0115 ou pelo e-mail [email protected] Isso é útil para religação, negociação quando o fornecimento for suspenso, vazamentos e ligação nova. Há exclusividade no atendimento.

Economia
As fake news criaram um certo pânico, e isso se deve, em parte, pela oscilação no fornecimento em algumas regiões. Com o aumento do consumo, obviamente o fornecimento oscila; isso também ocorre quando uma adutora é rompida. A Sanepar realizará os serviços de campo, e o Nilton dá um recado importante: "As pessoas devem limpar a casa e fazer a higiene, executando as tarefas diárias, mas não lavar a calçada, o automóvel e desperdiçar água; toda economia é importante no momento, desta forma haverá água para todos". O Corvo, por exemplo, diminuiu inclusive a tarefa de regar as plantas. Elas recebem atenção, mas por meio de gotinhas de água, o que já é suficiente. Funciona trocando a mangueira pelo regador; o mesmo deve ocorrer na hora do banho, de fazer a barba, na escovação de dentes e lavação da louça e roupas. Vale alertar que, apesar do otimismo, não sabemos o que virá. Segundo Nilton Perez, haverá reuniões com a diretoria e, na avaliação dos procedimentos, novas regras podem surgir. 

Copel sem presencial 
A empresa também mudou o padrão de funcionamento. Espera preservar os funcionários e se mostra em acordo às diretrizes para conter o coronavírus. Resta saber se os homens que sobem nos postes e desligam a luz estarão ativos. Tudo indica que sim. Mas aqui vale a ressalva de que é possível falar com os robôs da companhia energética do Paraná. Dá até para fazer o parcelamento em caso de desligamento. 

O futuro da saúde
Há tanto dinheiro despejado na luta contra o coronavírus que, após a pandemia ser controlada, o mundo contará com uma estrutura maravilhosa no atendimento aos doentes em todos os âmbitos e gravidades. O número de UTIs, por exemplo, está quadriplicando. Não é diferente no Brasil, onde além da ampliação das áreas de atendimento crítico há a instalação de equipamentos há muito requisitados, como é o caso dos respiradores. Vencendo a covid-19, são grandes as chances de a saúde do povo ser colocada em dia. Claro, isso vai depender dos governos.

Visibilidade
O levantamento do Datafolha sobre a opinião popular em relação ao covid 19 encheu a bola do ministro da Saúde, que está em alta, mas o chefe, o presidente Bolsonaro, amarga uma baixa. É pra ver como as situações não se mesclam no governo. A ação dos governadores supera, segundo os pesquisados, a do presidente. Isso se deve à língua afiada, destempero e atitudes adversas, na contramão do combate ao vírus. Bom, até panelaço houve no final de semana. A relação entre a população e Bolsonaro não será a mesma no "pós-pandemia". Ele terá de trabalhar muito na reversão da imagem. 

Essencial
O presidente Bolsonaro, por sua vez, assinou um decreto (domingo) definindo como "essenciais" as atividades e serviços relacionados à imprensa durante a pandemia. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Leia-se por serviços de imprensa "todos os meios de comunicação e divulgação disponíveis, incluídos a radiodifusão de sons e de imagens, a internet, os jornais e as revistas, dentre outros".

Circulação
O texto é claro e proíbe a restrição à circulação de trabalhadores que possa afetar o funcionamento das atividades e dos serviços essenciais da imprensa. No caso deste jornal, foram adotadas todas as cautelas para a não transmissão do covid-19.

Os serviços
Em razão da encrenca com os estados, o governo federal publicou outro decreto listando o que considera serviços essenciais: assistência à saúde; atividades de segurança e defesa nacional; transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros; transporte por táxi e por aplicativos; serviços de telecomunicações, energia elétrica e gás; produção e venda de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas; serviços bancários e postais; produção e venda de combustíveis e, por fim, transporte e entrega de cargas. Depois das desavenças com alguns governadores, o presidente faz videoconferências por regiões. Essa modalidade vai economizar muito dinheiro em passagens aéreas quando a crise for superada.  

Fake oficial
E quem diria, esses piratas sem graça, ridículos, deram um jeito de simular até a voz do ministro da Saúde. A quem interessa espalhar notícias inverídicas num momento assim? Se há pessoas que não creem que a Terra é redonda, o que se pode esperar sobre a realidade do covid-19? Que situação, hein? 
  
Autorização
Depois do pode e não pode e de toda a celeuma armada em torno do assunto, o Ministério da Saúde pode autorizar a prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina para casos graves de covid-19. Foi o que disse o João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do órgão; diga-se, uma das figuras mais em ênfase no processo. O problema é a indústria farmacêutica disponibilizar a droga. 

Experimental
Gabbardo fala que a "eventual liberação dos remédios terá caráter experimental e valerá apenas para pacientes internados em estado grave". Semana passada, correu pelos bastidores que o recolhimento do remédio era exatamente para essa finalidade. Então qual a razão de darem tantas voltas no assunto? Estava certo o presidente norte-americano Donald Trump. Os franceses testaram o medicamento aliado a outro produto e houve 100% de sucesso. O Corvo inclusive publicou.  

Massacre
Em Foz, cinco pessoas foram literalmente "executadas". Parece ser serviço de milícia, impondo ordem às comunidades por conta própria. É o que as pessoas deduzem vendo a reportagem na TV. Os bandidos mandaram os transeuntes se deitarem na calçada e fizeram o fuzilamento. Fazia tempo, ou pelo menos alguns dias, que os fatos policiais tinham sumido de cena. Com o covid-19 à solta, acabou-se a valentia. 

No boteco
Uma leitora enviou denúncia sobre um bar que fica nas proximidades de sua casa, no Jardim Alice. O pai dela estaria refugiando-se lá com outras pessoas, "passando as tardes bebendo e jogando truco". Ontem ela deu um flagrante no velhote de 82 anos. Deveria ter avisado à Vigilância Sanitária, afinal de contas trata-se de um caso grave de descumprimento da lei. Muitos estão encontrando dificuldades em domar a teimosia de idosos, que encabrestam acreditando que o covid-19 não dá nada. 

Na vacinação
Idosos devem permanecer em casa, aguardando a equipe da vacinação contra as gripes. Sair por aí dá no mesmo que ir encomendar o caixão, porque o vírus é letal, ainda mais se houver infestação de H1N1, influenza e doenças do tipo, que correm soltas nesta época do ano. Aproveitando, vamos lembrar que 2020 marca o centenário da Gripe Espanhola, considerada a "mãe das pandemias". 

Cadê a política?
Se os militantes e pré-candidatos estavam aflitos com as regras eleitorais, imagina agora, sem a chance de manifestações, reuniões e visitas? Estão na mesma situação que os atletas, sem poder treinar para as Olimpíadas. A esta altura, os institutos estariam realizando pesquisas sobre o potencial de votos dos candidatos, e não do coronavírus. Se alguém inscrever o maldito em alguma chapa, é provável que tenhamos um fenômeno nas urnas muito maior que o rinoceronte Cacareco.

Eleições adiadas?
Ainda não se ouviu falar nessa possibilidade, mas dependendo do andar da carruagem o pleito pode ser jogado para o ano que vem. Foi o que um passarinho disse ao Corvo ontem. E tudo pode acontecer em nome do tempo de "preparação" dos políticos e seus partidos. Mas pensando bem, será que haverá dinheiro para alguém arriscar campanha? 

 

O leão e o covid-19
O sindicato dos auditores fiscais da Receita Federal quer o adiamento das declarações de Imposto de Renda de 30 de abril para 31 de maio. O Sindifisco também quer antecipar as restituições para agosto. É possível que o governo edite uma planilha para prazos adiados e diferenciados para o pagamento de impostos e suas virtuais isenções. O vírus se alastra, e o leão passa a lixa nas unhas e nos dentes. A Federação Nacional do Comércio também pediu o adiamento. Todos os recolhimentos devem engatar marcha à ré.


 

Sem comentários


A mais recente brincadeira do menino Bolsonaro pode trazer consequências graves ao país. Foi cutucar o maior parceiro comercial, e em tom de defesa dos Estados Unidos. Está na hora dessa intromissão acabar, pois política não é parquinho de diversões. Sem a China, nossas exportações vão minguar; a soja, por exemplo, vai apodrecer na silagem.    

40% a mais
Com a população atendendo ao chamado das autoridades, permanecendo em casa, a internet está sendo usada além da normalidade, por isso anda lenta em muitas localidades. Em Foz, por exemplo, o sinal patina o tempo todo. E vamos considerar que a cidade ainda não "desligou" como deveria. 

Tecnologia
Aumento de dados pode sofrer um colapso. Segundo informações, as TVs por assinatura podem deixar de exibir os audiovisuais em HD, com o propósito de aliviar a banda. Pelo visto também não contavam com isso.  

Movimentação
Como o Corvo escreveu na edição de ontem, ele precisou dar uma viajada, fez um bate e volta até a Região Oeste de Santa Catarina. Por lá, não há uma alma nas ruas. Tudo fechado como fosse meio-dia de domingo. Só se vê fumaça saindo das chaminés, porque em casa muitos apelam para o churrasco, como forma de passar o tempo. Mas ao chegar a Foz, o que se viu foi o contrário: idosos nas ruas como fosse dia normal, botecos abertos, gente passeando com o cachorrinho... Será que a população está levando o caso a sério?

Investigação
De tanto acusarem a infectada de Foz, de espalhar o vírus, uma mulher de 33 anos terá de provar na Justiça que não cometeu as barbaridades que pesam sobre ela nas redes sociais. Em contrapartida, os acusadores também terão de responder, caso tenham exagerado ou inventado notícias inverídicas. Responderão por fake news e, além do mais, crimes contra a honra. E se de fato confirmarem as acusações, a paciente vai complicar-se.

Até junho
Se as autoridades da área de saúde estão afirmando com categoria que o Brasil vai levar de dois a três meses para superar, o negócio é sossegar o facho, obedecer e se sossegar com a situação. Um gráfico nos mostra que o pico da contaminação em Foz, mesmo com as tentativas de "achatamento", deve ocorrer no início do abril. 

Pode ser a solução
O Corvo é antenado e ficou sabendo que um remédio foi testado em 40 pacientes, e o resultado foi 100% eficaz. Um indicativo de que isso pode ser verdade é o fato de a Justiça bloquear, ontem, a venda e destinar os estoques para os hospitais. A fonte é fidedigna. Trata-se de um tal sulfato de hidroxicloroquina, usado no tratamento da malária. A droga está sendo testada nos Estados Unidos e países europeus. Parece que é por aí. Acontece que como é um remédio pouco usado e vendido, os laboratórios brasileiros não darão conta de uma produção em larga escala. E o Corvo avisa: não adianta correr às farmácias, porque, além de proibirem a venda, o que havia já evaporou. 

 


Anvisa e as restrições
A agência nacional que faz o controle sobre os medicamentos tratou de desaconselhar o uso do sulfato de hidroxicloroquina, porque ele ainda não foi totalmente testado, ou seja, a droga precisa ser administrada em mais pacientes para aumentar a segurança antes da recomendação ao uso. Neste caso, a Anvisa é muito mais criteriosa que as agências norte-americanas.  

Transporte
Parece que em Foz do Iguaçu não há tanto agravamento no transporte, porque os ônibus só carregam os passageiros sentados; isso não ocorre em Curitiba e outras cidades, onde o povo se aglomera nos pontos e terminais. Em Florianópolis, a decisão do prefeito foi recolher a frota às garagens. Sem transporte, quem não possui um veículo não consegue sair de casa. As pessoas temem carros de aplicativo e táxis.           

Confinamento
Não estamos em férias, mas também não devemos nos sentir na jaula. Ontem o Corvo tentou, de todas as maneiras, encontrar um político condenado, para saber como ele se adaptou à prisão domiciliar. A dica é importante, porque a situação não é muito diferente. Um leitor escreveu que está sentindo-se como porco sendo levado de caminhão para a JBS. É o fim! 

Atividades
Olhando o jornal, deu para entender que os anúncios estão aos poucos convertendo-se em solidariedade na guerra contra o covid-19. E alguns espaços publicitários estão sendo aproveitados de forma inspiradora, como é o caso da Panorama Home Center, que propõe o atendimento remoto. Muitos estão aproveitando o recesso para colocar em dia a manutenção da casa. Aliás, é uma atividade terapêutica a de dar um toque aqui, outro ali, trocar uma torneira com goteira, mexer no jardim, pintar uma parede, ajeitar uma fechadura... enfim, há muito o que fazer, basta procurar que já vai achar. 

Serviço de marmita
Contaram para o Corvo: pessoas improvisam "marmitarias" e passam o dia enviando comida para meia cidade. Mas a Vigilância Sanitária está de olho nessa atividade. Serviço delivery com origem desconhecida pode ajudar na propagação do vírus. E se a cozinha não for profissional e devidamente higienizada, os consumidores podem escapar do covid-19, mas não de infecção intestinal. Maionese virada em salmonela mata mais rápido que picada de jararaca. 

Cadê o álcool?
Até agora nada do álcool em gel, o produto ainda não chegou à boa parte dos estabelecimentos que permanecem abertos. Ontem o Corvo foi ao supermercado, e nem sinal do produto. 

Álcool em gel? 
Corvo, o que é correto? Escrever "álcool gel" ou "álcool em gel" como falam agora os repórteres da televisão? Se bem que lá em casa estamos lavando as mãos e partes do corpo com sabão, o que dá na mesma. Minha tia inclusive fez um sabão que parece limpar até pensamento de coisa ruim. 
Márcia M Silva

O Corvo responde: tirar coisas ruins do pensamento é algo necessário e muito eficaz, porque a baixa estima reduz a imunidade e chama doenças. Lavar as mãos e higienizar a casa é igualmente importante. Cabeça boa e casa limpa criam um escudo poderoso contra endemias. Agora, sabão feito em casa é algo um tanto preocupante, porque não se sabe direito os componentes. Pode funcionar na lavagem da roupa, mas nem tanto na higiene pessoal. Quanto à forma de falar e escrever sobre o álcool, é simples: isso se refere ao estado do produto, que pode ser líquido e "em gel", mas em todos os casos é irrelevante, as pessoas entendem que é a mesma coisa; importante mesmo é usar

Dá-lhe, mosquito!
Por causa do coronavírus, há quem tenha descuidado da dengue e deixado de controlar os locais onde os mosquitos medonhos proliferam. Com as recentes chuvas, é importante verificar a casa. Taí uma receita para o confinamento: proteger-se do covid-19 e não dar chance para o mosquito da dengue, ocupando o tempo em localizar os ninhos. 

Besta do apocalipse
Corvo, o que estamos enfrentando está nas escrituras. Seria o covid-19 a verdadeira besta do apocalipse, que vai acabar com a raça humana? Com um vírus assim não precisamos de praga de gafanhotos, não acha? E outra coisa, estão dizendo que esse vírus é fruto de arma bacteriológica. 
Rafael G Nantes

O Corvo responde: parece que não. A versão do "novo coronavírus" teria surgido naturalmente, longe dos laboratórios, o que é muito pior. Em geral, quando inventam uma arma para a guerra bacteriológica, elaboram junto um reagente, para impedir a disseminação daquilo que jogaram em cima do inimigo. No caso do covid-19 é pior, porque parece ser uma vingança da natureza, sem chances frente à atividade humana. Há outros monstrinhos criando-se por aí, e os cientistas sabem. O homem é a verdadeira besta do apocalipse.  

Atenção, leitores e anunciantes
O GDia é impresso automaticamente, sem o contato humano. A tinta mantém concentração de produtos antissépticos, e os entregadores estão protegidos. Devido às normas de higienização e entrega de produtos, circular o jornal todos os dias se tornou uma tarefa difícil. Em razão dessas dificuldades, a partir da semana que vem, o GDia chegará aos assinantes de terça a sexta-feira. Isso ocorrerá pelo prazo de quatro semanas, o nosso período de quarentena. Com a decisão, não haverá atividades aos domingos, o que alivia um pouco os nossos colaboradores, uma vez que mesmo utilizando o acesso remoto algumas pessoas necessitam cumprir o deslocamento. Estaremos atualizando o nosso site GDia.com.br diariamente. A todos agradecemos a compreensão. Juntos vamos superar o momento!


 

Escracho público

A imprensa faz tudo para preservar as pessoas supostamente infectadas e até mesmo os casos confirmados. Isso ajuda sobretudo no tratamento, além de não violar a privacidade do doente; diga-se, pessoas num processo assim já têm muito com o que se preocupar. Em Foz, o que aconteceu fugiu às regras sociais. Houve um linchamento moral. É triste de ver.

Violação
Não bastasse revelarem o nome da infectada, fizeram um circo de horrores sobre sua vida pessoal, atividade laboral, o que supostamente fez, onde mora, enfim, isso revelou uma face sinistra da cidade, e não se pode dizer que foi pelo bem, em nome da prevenção. Muito feio o modo como trataram a pessoa.

Outras vezes
A violação da intimidade pode ser punida com rigor. A pessoa que contraiu o covid-19 é vítima duas vezes: da doença e da futrica/ especulação. Mesmo que fosse verdade o que escreveram, deveriam pensar antes de publicar. Tomara que isso não ocorra na
 incidência de outras vítimas, porque lamentavelmente isso vai acontecer.

Histeria
Não seria diferente. A dimensão que as autoridades projetaram sobre o coronavírus é semelhante ao destaque que dariam para uma invasão alienígena. Dificilmente haveria um comportamento social diferente.

Como?
Esta é a palavra mais empregada pela população. Como um país como o Brasil vai se defender de um vírus tão ofensivo se não há, por exemplo, álcool gel em canto algum? Em época de guerra, a indústria se adapta para fabricar armamentos e munições; em caso de pandemia, o governo deveria obrigar colocarem certos produtos à disposição do povo.

Ócio
Há quem fique em casa dando um jeito na vida entre uma atividade e outra. Mas existem os traquinas de imaginação fértil. Como dizia a avó do Corvo, "o ócio é o ofício do capeta". Andaram espalhando nas redes que o governo confiscará a poupança e a grana na conta do povo. Pensa?

Viagem
O Corvo precisou dar um pulo em Santa Catarina ontem. As cidades estão desertas, igual em filme de bangue-bangue. Chega ser uma imagem fantasmagórica, na qual há a impressão de que um zumbi vai aparecer na frente do carro da gente.

 #ficaemcasa
A mensagem é para valer. Algumas prefeituras investiram pesado na sugestão, até com carros de som alertando a população.

Fronteiras fechadas 
O nosso deputado Vermelho, a Prefeitura de Foz e os vereadores pediram, e o presidente Bolsonaro determinou o fechamento das fronteiras do Brasil para estrangeiros. A portaria do Ministério da Justiça foi assinada pelo ministro Moro. A competência para controle de pessoas nas zonas primárias é da Polícia Federal. Torçamos para que essa pandemia passe rápido e não deixe um rastro de mortes, falência e desemprego. 

Não é diplomático
A Embaixada da China não gostou nada da postagem do deputado Eduardo Bolsonaro afirmando que a China usou o coronavírus como uma bomba atômica, lembrando o acidente nuclear de Chernobyl. Momento errado e não muito característico do estilo brasileiro.  

Não é diplomático 2    
Lembra o presidente Trump, que insiste em chamar o coronavírus de vírus chinês. A OMS não aprova associar um vírus a uma cidade ou país. A família H1N1 trouxe a gripe espanhola em 1918. E não era espanhola. A H1N1 de 2009 (suína) ganhou o nome de gripe mexicana por sugestão do ministro da Saúde de Israel. O México protestou, mas não deu outra: o nome pegou.

Planeta dos vírus
Há muito mais vírus e bactérias do que gente. Da família H1N1 ou dos que partiram dela e vão transformando-se há centenas. E alguns já estão aparecendo em aves selvagens ou domésticas. Foi descoberto um agorinha na Alemanha. Há mais um na China e outro no Sudeste asiático. 

Agradecimento
Todos devemos muito aos cientistas do mundo todo que se dedicam a estudar a infectologia e seus vírus e bactérias. Devemos um agradecimento especial aos médicos, enfermeiros e  vigilância epidemiológica do Brasil e do mundo. Estamos todos no mesmo barco.
    
Moral da história
Há cem anos do fim da pandemia da gripe espanhola, a ciência ainda não sabe dizer onde ela começou. Embora se saiba que não foi na Espanha.

 

É exagero ou não?
Seu Corvo, dois veículos militares blindados do Paraguai estão na cabeceira da Ponte da Amizade, no lado paraguaio, é claro, apontando uma metralhadora calibre ponto 50 para a cabeceira oposta, que é a nossa. Segundo os jornais paraguaios, é uma declaração de guerra ao coronavírus. É preciso tudo isso? Eu acho que é exagero, na minha humilde opinião. A matéria do jornal dá a entender que a fronteira está acostumada a isso porque o Exército do Brasil sempre coloca veículos militares no local para combater o contrabando. Pois é, seu Corvo, o que um vírus não faz com a tal de irmandade entre dois países. 
Joaquim Melo

Corvo responde: pois é, amigo, é bom que quando as fronteiras reabram, quando o vírus passar, não fiquem sequelas. Esse é um vírus ligado à saúde, é um problema de saúde. Não é um vírus de discórdia diplomática. Já basta o Trump nos Estados Unidos e alguns admiradores alfinetarem a China. O vírus passa. As encrencas e os prejuízos ficam.

Cartas para o Corvo

Depois de dias tensos, os leitores voltaram com tudo. Vai ver isso acontece porque muita gente está em casa, tentando encontrar algo para fazer nos períodos vagos do "home office". A caixa postal amanheceu abarrotada de e-mails. 

Circulação
Direção do jornal promoveu uma reunião campal, do lado de fora, na brisa do estacionamento. Os quatro convocados ficaram a uma distância de dez metros cada. Depois de muito discutirem, usando megafone, concluíram que o GDia deve continuar circulando, porque atende milhares de assinantes, muitos trabalhando em casa. A providência é diminuir a paginação, porque alguns assuntos estão esvaziados, como é o caso do esporte e colunas sociais.  

Vacina
Corvo, será que é verdade que os israelenses inventaram uma vacina para deter o novo coronavírus? Não dá muito para acreditar, porque se aparecerem com uma solução assim muita gente vai é acabar ignorando de medo. Quem garante que uma vacina, fabricada às pressas, vai conseguir conter algo tão sinistro e contagioso? Você tomaria a vacina, Corvo?
Daniela R Santos

O Corvo responde: prezada, se divulgarem uma solução assim, o Corvo será o primeiro da fila! Aí sim vale a pena acampar em frente ao posto de saúde. Estados Unidos e Israel anunciaram avanços no desenvolvimento de vacinas. Os americanos já fizeram testes em humanos. Bom, difícil seria testar nos ratos, porque eles não pegam o covid-19 nem se for injetado. O "novo corona" parece ser uma exclusividade para a raça humana. O tiozinho que carrega a faixa informando que Jesus voltará disse ao Corvo que a pandemia é "um sinal do fim dos tempos". Ele está pregando na Praça da Paz. 

Ronaldinho complicado
Eis uma notícia que não fala do covid 19! As investigações no Paraguai dão conta de um megaesquema de lavagem de dinheiro, e a socialite com cara de atriz de fotonovela, ao que tudo indica, é uma baita mafiosa. Na  terça-feira, havia correria para obter autorização para entrar num apartamento. A cada instante surge algo novo e com ares sinistros, coisas orquestradas pela dondoca disfarçada de voluntária. Quem conhece bem o sistema em Assunção garante que todo o imbróglio vai acabar sobrando para o Ronaldinho, o irmão e o empresário que entregou os passaportes. Tá feia a coisa.
 
Caçadores no parque
Essa gente não se emenda, o mundo acabando, e os caras dizimando a flora e a fauna. Corvo, esses caras é que deveriam pegar uma doença no mato ou serem comidos por uma onça. Nessas e outras a gente vê como é difícil controlar o perímetro do Parque Nacional. 
Francisco B G Holanda

O Corvo responde: a tese de uma estrada-parque ajudaria a controlar pelo menos uma parte do PNI. Não é o caminho do colono que será responsável pela dizimação de animais e a extração de palmito; a caça ainda é um problemão

Bandidos na BR-277
Um amigo do Corvo, que é caminhoneiro, disse que a onda de assaltos nas estradas é uma coisa de louco. Segundo ele, quem trabalha com cargas e veículos conduzidos pelas famílias são o alvo preferido desses piratas do asfalto. 

Falta de assunto
Corvo, parece que estamos vivendo esses filmes de ficção, do tipo apocalíptico! Tenho um vizinho que se trancou no quarto e não deixa a esposa abrir as janelas. Vai morrer por causa dos ácaros. O homem sofre de bronquite e acredita que se pegar o covid-19, já era. Será que precisa tanto? 
Fabiano R Villaça

O Corvo responde: nem tanto, aliás ventilação é importante. Pessoas com uma idade mais avançada estão muito preocupadas, e não é por menos, só se fala nisso nas emissoras de TV. Por outro lado, o número de vítimas acima dos 60 anos é muito grande. 

A vida em família
Corvo, vou te contar, a molecada lá em casa está tocando terror. Não sei mais o que fazer, porque meu marido não deixa eles descerem nem no parquinho do condomínio. Mas algo de bom está acontecendo: voltamos a contar histórias e até lemos capítulos de livros, como forma de entretenimento. Ontem estávamos todos vivendo embaixo da barraca de lençol! Vamos olhar a vida por esse prisma, Corvo; a gente tira lição até disso.
Mathilde J Gusmão

O Corvo responde: prezada, seu texto é um colírio, porque enquanto muitas pessoas estão no desespero, depressivas, sem saber o que fazer, você está dando uma lição. Descer ao parquinho não é recomendado, sobretudo se há idosos no condomínio. É uma situação do tipo saia-justa, e os cuidados devem ser redobrados.  

Álcool gel
Não sei se assistiu à entrevista do prefeito Rafael Greca, de Curitiba, ao telejornal da RPC, mas ele está uma fera e ameaçou fechar estabelecimentos que abusam nos preços. Está mais do que certo, porque pagar R$ 20 num potinho de álcool gel e derretido ainda! Por que será que o álcool que eu comprei ficou líquido?
Pâmela J Fernandes

O Corvo responde: prezada, provavelmente o álcool que você comprou foi adulterado. Este Corvo recebeu uma porção de reclamações de consumidores. Quem dá uma de espertinho e abusa nos preços merece punição. 

Pânico
É difícil segurar as pessoas em casa. Agora o governo quer controlar as ruas e disse que pode usar força policial para a população cumprir a quarentena. Pode isso, Corvo?
João Carlos D Ramos

O Corvo responde: pode. Tudo depende das regras contidas no despacho. Ao que parece, as pessoas poderão sair de casa para comprar itens de necessidade prioritária, ir a farmácias e hospitais. Até os bares e restaurantes podem ser fechados pelo prazo de 15 dias. 

Afazeres domésticos
O Corvo telefonou para uma porção de amigos, e todos estão tratando de inventar alguma atividade em casa. Uns dizem que vão "derreter" a adega, outros estão ajeitando a casa, e, em alguns casos, pintando quadros, escrevendo livros, fazendo palavras cruzadas. Aposentados tratam de passar o tempo. Quem está na atividade home office começou a encontrar dificuldades, porque muitos negócios resolveram entrar em férias coletivas.

 

Mídia positiva

Difícil encontrar um suspiro frente a uma pressão inimaginável, como no momento em que o país se prepara para enfrentar a paulada de vírus tão contagioso. Algumas pessoas condenam o que consideram "clima de histeria", mas na verdade a população está apenas precavendo-se, e como nunca. Isso já é uma grande notícia! O período é de tensão, mas saber que a sociedade, enfim, está mobilizando-se é um sinal de esperança.   

Tudo funcionando
Na via dos noticiários, Foz até que tentou manter os atrativos abertos, mas não houve jeito. Cataratas, Marco das Fronteiras, Itaipu, Parque das Aves, todos estavam operando com apoio especial aos visitantes, orientações e o que mais for necessário. Mas no decorrer do período anunciaram a paralisação nas visitações.  Sem atrativos, nada mais vai funcionar; muito possivelmente os hotéis mandarão parte dos funcionários para casa. Alguns deixarão de atender. Um hotel aberto, porém sem hóspedes, gera um prejuízo incontrolável.  

Itaipu
A margem esquerda de Itaipu anunciou a paralisação temporária de três atrativos turísticos: a Visita Técnica, apresentações da Iluminação da Barragem e Ecomuseu. O passeio panorâmico continuaria, mas horas depois resolveram interromper por sete dias. A medida atende aos protocolos da OMS, Ministério da Saúde do Brasil e dos governos municipal, estadual e federal. 

Reservas em baixa
Nunca, em tempo algum, as notícias sobre Foz do Iguaçu foram tão requisitadas. O portal GDia, por exemplo, registra picos de acesso. Mesmo com as informações sobre o fechamento da fronteira, por parte da Argentina e Paraguai, é provável que algumas pessoas imaginem a possibilidade de pegar a estrada e passar uns dias de isolamento na cidade. Aqui vai um aviso: o covid-19, por enquanto, está sob controle, mas não é possível escrever o mesmo sobre a dengue. Os mosquitos continuam na labuta. Quem resolver passear no paraíso, além de álcool gel, deve trazer junto repelente. Mas daí surgem as perguntas: ver o quê? Ficar no quarto de hotel? É difícil. Não há como chegar nem aos cassinos. 
  
No exterior
O coronavírus está em voga desde dezembro, mas começou a se intensificar a partir de fevereiro. Mesmo assim, muita gente embarcou em navios e resolveu viajar para fora do país, imaginando que em algum momento isso poderia transformar-se num problemão. Quem fez isso, de certa forma, ignorou alertas e não deu bola para o covid-19. Agora o que se vê são turistas rogando e, de certa forma, "exigindo" que o governo adote providências. É uma situação desconfortável, mas o certo era ficarem em casa.     

Sem demissões
Que barbaridade isso? Dois dias desse branco total, os sindicatos pedem socorro ao Ministério Público do Trabalho? E isso tem fundamento, porque na crise muitos entram em desespero — e emprego é tudo, ainda mais quando os patrões, de cabeça quente e no desabafo, falam em possíveis demissões. Cidades como Foz, apoiadas no turismo e comércio, sofrem muito com a baixa na visitação, cancelamento de voos, desistência de grupos... Sem dinheiro, sem trabalho e com perspectivas tão ruins, a imunidade das pessoas também desaba. É difícil propor uma hibernação com esse terror no ar. O Corvo encomendou uma caixa de Lexotan e vai puxar uns 15 dias de sono!  

O lado dos patrões
De uns anos para cá, todas as empresas enfrentam dificuldades em fazer caixa e até manter o capital de giro. As sequentes crises transformaram as empresas em miolos de pão no aquário, beliscadas por tributos, impostos, juros e custos que poderiam ser atenuados. Avisos não faltaram. Frente a uma pandemia, revela-se o que há embaixo da saia: uma fragilidade descomunal. Se os empregados perderam o sonho, os patrões vivem num pesadelo, porque além dos salários precisam recolher os encargos. Francamente, ninguém está preparado para fechar as portas durante 15 dias. O caso é que começaram a falar em períodos mais longos. Quando um presidente norte-americano aparece no noticiário e diz que a pandemia pode levar até seis meses para ser controlada, há quem pense em se matar com a faca da cozinha. E tem outra, mesmo trabalhando espartanamente, qualquer patrão olha para o coração antes de demitir um funcionário em plena crise como essa.   

Os informais
O sofrimento é maior para os que atuam nas ruas, na informalidade, e Foz possui legiões de trabalhadores autônomos. O deputado Vermelho levantou essa lebre e se baseia nos dados do IBGE: 40% da população não possui a carteira de trabalho assinada. Não vamos esquecer que desemprego, falta de oportunidade e estagnação, entre outras, geram violência.

Chico 24 horas
O prefeito Chico Brasileiro está se virando nos 30. Não para. Anda sempre com a pilha recarregada, atuando em todas as frentes, porque uma cidade como Foz exige isso. E o Chico é da área da saúde, diga-se, o maior pedregulho no sapato de qualquer gestor municipal e, pior, lidando com uma epidemia de dengue. Segundo este Corvo apurou, o homem se reúne o dia todo, acompanha as discussões em todos os setores da sociedade, da ala empresarial às localidades mais vulneráveis. Ele sabe que em situações assim o comandante precisa ficar no leme. 

Gabinete da crise
A prefeitura havia escalado uma equipe para lidar com a dengue, e isso foi ampliado com o advento do covid-19. Por enquanto, a atuação preventiva é tudo, e Chico faz a lição de casa. Quem se organiza controla melhor a situação. Um prefeito é laureado em caso positivo, no entanto pesará sobre os seus ombros o fracasso, se as coisas saírem do controle. 

Salas de aula vazias
Não há nada mais triste do que ver escolas sem os alunos, e em início de ano letivo. Em casa, as crianças estão de cara nos noticiários, porque até jogo de fubeca e ida ao campinho ficaram proibidos. E com tudo fechado, está difícil para os pais, que forçosamente faltam no serviço; muitas empresas não baixaram as portas.

Repetições
Com as famílias confinadas, a televisão passou a ser a salvação para ajudar a passar o tempo. O problema é aguentar reprises, porque a Globo, por exemplo, deixará de gravar novos capítulos das novelas. Que dureza, hein? Até isso? 

Prorrogações
IPTU e algumas contas públicas estão sendo prorrogadas, e o que a população quer saber é se o homem vai subir no poste e cortar a luz, ou desencaixar o cano que fornece a água, devido a atraso no pagamento. Nos sites das empresas não há menção sobre o covid-19, pelo menos até ontem. Tudo indica que os serviços ocorrerão normalmente. Este colunista não se deu o trabalho de verificar informações sobre os Correios, porque já se acostumou com as greves. 

Bancos solidários
As maiores instituições bancárias flexibilizarão as contas da clientela. Os vencimentos e dívidas ganharão um fôlego de 60 dias. Mas sem atividades, giro, e na incógnita do futuro, será difícil imaginar ou firmar qualquer acordo. Todo mundo vai deixar para a última hora. Já falam em problemas com o abastecimento dos caixas automáticos.    

EUA e os juros
O governo norte-americano tentou a todo custo diminuir o impacto nas bolsas e conseguiu o efeito contrário. E pensar que reduzir os juros era algo simplesmente inadmissível na cabeça de Donald Trump. Deve estar usando fraldas a esta altura.  

Sem Argentina e Paraguai
Muita gente pensa assim: "Durante 15 dias, Foz do Iguaçu terá uma amostra do que é viver sem os vizinhos". Ledo engano, os paraguaios podem entrar e sair do país. Mesmo assim alguém garante que isso vai sacudir algumas áreas comerciais, como é o caso da Vila Portes, um quintal para os paraguaios, e o Porto Meira, onde circulam os argentinos. No caso dos paraguaios, eles estão fazendo uma limpa nos supermercados brasileiros. As autoridades acreditam que isso vai ameaçar o abastecimento. E o povo sonhando com o alívio no trânsito, sem os jabutis e elefantes, no lado esquerdo da pista. O Corvo quis dizer veículo pequenos e lentos e ônibus e carretas com placas paraguaias e argentinas.

Fechamento
O deputado Vermelho pediu formalmente providências ao governo federal visando a fechar a fronteira; dessa maneira, ninguém sai, mas também não entra. 

Felicidade
Apesar da baixa no movimento, alguns donos de postos de gasolina e restaurantes não estão tão tristes, a começar pelo fato de o povo (brasileiro) não abastecer e jantar além das fronteiras. O problema agora é atrair a clientela, e os que mantêm as portas abertas estão sofrendo para segurar os itens de bufê, no sistema de comida a quilo. A saída para muitos está sendo dispensar provisoriamente metade dos garçons e pessoal de cozinha e servir apenas à la carte. Há quem vá aos restaurantes pelo fato de imaginar que estão vazios. A higienização e o espaço maior entre mesas são as providências do momento.   

Mania de boteco
Como as praias do Rio de Janeiro, os botecos de Foz ainda continuam a receber um número razoável de frequentadores. Isso só vai acabar se baixarem uma lei marcial, igual acontece no Paraguai, Itália e Espanha. Os shoppings de Foz, até ontem, estavam abrindo normalmente, mas com uma frequência muito baixa. Há muitas lojas fechadas. Os condôminos é que estão preocupados com a situação e já agendam reuniões com as empresas administradoras. Manter loja em shopping não é barato. 

Onde é seguro?
O programa Big Brother da segunda-feira fez uma pausa para explicar o que está havendo aos participantes. Ficaram boquiabertos e não seguraram as lágrimas, afinal de contas os parentes estão do lado de fora. Pelo visto estão protegidos do covid-19 os participantes do BBB e os astronautas da Estação Espacial. 

 

Abusados

Na noite de domingo e na madrugada de segunda-feira, circularam áudios alertando sobre o fechamento do Hospital Ministro Costa Cavalcanti por causa de uma contaminação pelo covid-19. Pelos menos duas vozes afirmaram isso. A maldade causou um rebuliço no hospital, que precisou a todo custo desmentir a falácia. Quem se ocuparia de uma barbaridade dessas? Oras, deveriam pagar, e caro, perante uma ação assim deslavada. Uma bobagem dessas pode acabar matando alguém, porque uma informação de ambiente hospitalar lacrado é muito séria. E como ficam os pacientes de outros males? Ou quem, por algum motivo, não tinha opção para ser socorrido? 

Investigação
Pessoas que brincam com esse tipo de situação, causando alertas públicos mentirosos, devem responder na Justiça, e é o que deve acontecer porque, segundo sabemos, as autoridades estão analisando o caso e não vão deixar barato. A quem interessa causar um dano no sistema de atendimento de uma unidade tão importante? 

Crédito
E o Corvo fica de cara porque recebeu vários encaminhamentos das duas mensagens. Uns enviaram para alertar, e outros, simplesmente, acreditando. Virtualmente, quem deu crédito à informação deve ter ajudado a espalhar, o que é algo muito triste de saber.   

O "coronavírus"
Corvo, eu imagino que quase todos os brasileiros não suportam mais ouvir falar do caso "covid-19". Veja o que está acontecendo com os telejornais? Daqui a pouco, até as novelas irão tratar do assunto, recomendando que as pessoas usem o álcool gel, que não existe mais no mercado e se é encontrado tem preços absurdos. Será que não está na hora de virarem o disco? Comece você, Corvo, a tratar de outros assuntos!
MRS (O leitor pediu para não ter o nome divulgado.)  

O Corvo responde: este colunista aborda os assuntos do momento, e as implicações do coronavírus em Foz estão roubando a cena. Fica difícil até encontrar outro assunto, porque tudo acaba ligado a isso. Mas como o país está tentando "achatar a curva" que demonstra o alastramento da doença, pode ser que logo voltemos a tratar de outros assuntos.

Baixa significativa
Foz do Iguaçu sofre um primeiro golpe figadal. A ordem de fechamento das fronteiras argentinas impacta diretamente na economia da cidade, uma vez que havia muitos argentinos comprando em Foz, mesmo com a diferença cambial. De outra maneira, empresas que venderam pacotes de visitas nas Cataratas do outro lado terão de se explicar, se bem que tudo tem explicação frente a uma situação assim.

Na sequência...
Outros países estão preparando-se para trancar as aduanas, como é o caso do Paraguai. Logo cedo, ontem, surgiram informações sobre o impedimento da entrada de pessoas que não possuíssem documentos de residência naquele país. Como ilustra um vídeo, o soldado estava pedindo para brasileiros voltarem. Mas isso é um assunto para a redação.

Baque generalizado
E vem a pergunta: será que o comércio, a indústria e demais atividades produtivas conseguirão sobreviver ao que está acontecendo? Os economistas estão muito preocupados, porque a quebra do giro é muito sensível em vários setores. Fechar uma empresa no espaço de uma semana já é um problemão, o que dizer em 15 dias? As contas vencem, a grana não entra, e é aí que a bolo começa a aumentar.  

Manifestação
Nossos intrépidos bolsonaristas não deram bola para a situação, e acabou não pegando bem para o presidente e seus mais fiéis seguidores. Todos levaram um puxão de orelha do ministro da Saúde. E Foz foi parar nas telinhas com o caminhão do Ranieri puxando o bloco. Detalhe: foi o presidente quem postou as imagens em suas redes sociais. Ele passou o domingo na tarefa.

Quem quer saber? 
Como o leitor acima lembrou, há quem não suporte mais ouvir falar no coronavírus, mas é fato que tudo ficou de lado, até mesmo as votações no Congresso Nacional. Mas sobre as manifestações, eis que surge a pergunta: será que está tão difícil assim para Bolsonaro governar e ele enfrenta tantas dificuldades assim, a ponto de precisar mobilizar o povo nas ruas num momento desses?

Institucionalidade 
Outros pontos agravantes são as agressões aos ministros do Supremo, ao Congresso e à indicação de Regina Duarte à Secretaria de Cultura. Mas se isso foi uma vontade do presidente, qual a razão dos seguidores condenarem? Complicado. E no auge do bate-boca, aparece o presidente falando em golpe? Ah, dá um tempo... Desde quando criticar é tentativa de aplicar golpe? 

Fora do saldo
Há casos confirmados do coronavírus em muitos estados e cidades. Por enquanto, Foz ainda está livre, pelo menos até o fechamento desta edição, e o fato de o Brasil não registrar mortes é um atenuante psicológico importante. Há grande torcida pela recuperação de um médico no Rio de Janeiro, em estado gravíssimo. Ajudando a manter o povo em casa, Bolsonaro ganharia muitos pontos em favor do Brasil, nessa tarefa de achatamento da curva. 

Home office
A modalidade vai bem no setor de serviços, e isso já acontece no GDia faz um tempão. A maior dificuldade é colocar em funcionamento acessos remotos, mas empresas especializadas, como a NET News, resolvem com um pé nas costas. E aqui vai um aviso: o GDia, aderindo ao programa de combate ao covid-19, está trabalhando de portas fechadas. Os exemplares saem da máquina higienizados, porque não há contato humano e os entregadores estão devidamente aparamentados. 

Chico e a crise
O prefeito está coçando a cabeça, porque vê a necessidade de paralisar algumas atividades, sobretudo no campo das obras, porque empreiteiras mantêm muita gente ao ar livre, cumprindo o cronograma. Mas isso ainda está no campo do "remoto". E parar obra em ano político, isso sim é um problema. Mas se a cidade conseguir contornar a situação, isso contará pontos. 

Sem aulas
As escolas públicas param hoje, com isso não haverá atividades para os transportadores; sem levar os filhos para escolas, creches e CMEIs, muitos pais terão de faltar no serviço, porque não têm com quem deixar os filhos e, na atual conjuntura, casa da vó nem pensar! 

Chico e os vereadores
E o prefeito foi à Câmara explicar para os nobres vereadores tudo o que eles já sabiam, afinal de contas até criança de 2 anos dá aulas sobre o coronavírus. Mas um prefeito precisa dar satisfações ao Legislativo, pois adotou medidas extremas e que em algum lugar restringem a zona de conforto da população. 

No Guinness
E o Chico Brasileiro tem mesmo muito o que falar com os vereadores sobre endemias, a começar pela dengue — que, segundo a Folha de São Paulo, está para ultrapassar um "recorde histórico" no Paraná. Sendo assim, Foz lida com uma epidemia e tenta proteger-se de uma pandemia. Estamos em guerra! 

Eventos em Foz
A cidade produz muitas atividades culturais, sejam públicas ou iniciativas particulares. Numa das vertentes públicas, estão suspensos, por tempo indeterminado, todos os eventos a serem realizados nos ambientes da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu (sede, Teatro Barracão, Estação Cultural etc.). Outras entidades públicas e particulares vão aos poucos divulgando suas posições. 

Em franca atividade
Tudo está parando, mas os meliantes parece que não, pelo contrário, estão trabalhando mais do que nunca, aproveitando o recesso. Taí um motivo para reforçar a patrulha nos edifícios e órgãos públicos. No final de semana, afanaram toda a fiação recém-instalada na nova creche do Jardim Buenos Aires. Na semana passada, o Corvo exibiu orgulhoso uma foto aérea (do Roger Meireles) mostrando o serviço adiantado. Mas ontem veio a triste notícia do prejuízo de aproximadamente R$ 25 mil em fios, chaves e quadros de energia. Que tristeza. Gente, é obra pública, realizada com dinheiro do povo e verba federal. A polícia precisa dar um jeito e achar também os receptadores, porque se ninguém comprasse fio de cobre não haveria como comercializar o fruto da bandidagem. 

 

 

 

Filial
Um leitor enviou a foto de um estabelecimento que extrapola as regras da criatividade. Na cidade de Votorantim, região metropolitana de Sorocaba, alguém montou um estabelecimento com o nome, logotipo e até mesmo o padrão das cores da "Cellshop", de Ciudad del Este. Só o ramo não é o mesmo e, no caso, o empreendimento se dedica à manutenção de eletrônicos. Portanto, quem viajar para Votorantim não pense que se trata de uma filial.