No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Phelipe

O Corvo recebeu uma porção de notas e comentários sobre a trágica despedida do Phelipe Mansur. Em maioria são frases curtas, pontuais, lamentando a morte do jovem empresário e político. Phelipe tinha muitos amigos e a tristeza de todos é imensa. 

Correria
A polícia foi às ruas em busca de fraudadores do auxílio emergencial do covid-19. Em verdade, a operação era catar espertinhos, fugitivos da Justiça, que tiveram a cara de pau de se inscreverem para receber os R$ 600. Mas quando a notícia vazou, logo cedo, o que se viu foi o sumiço de alguns funcionários públicos que também tiveram a graninha em suas contas. Isso pode ter chamado a atenção das autoridades. 

Mamata
No fim, a grana que era socorrer as pessoas, também serviu para safar uma porção de vagabas enrustidos. Mas o que eles não contavam era com a astúcia da polícia, de olho em tudo. Isso ainda vai dar muito o que falar. Há, segundo informações, um espertinho que recebeu três vezes o auxílio, mas isso o Corvo confirmará, assim que receber a informação completa. 

Lista
A lista com os nomes de 281 servidores iguaçuenses, que maldosamente circulou no final de semana, também estaria sendo analisada com carinho. Ai de quem não devolver o recurso no prazo. 

R$ 1,90
Atenção, atenção. Pessoas que comprarem assinaturas eletrônicas à valores baixos, podem ter os cartões de débito e crédito bloqueados. Isso mesmo. Este Corvo resolveu comprar uma promoção de um grande jornal, por prazo curto e recebeu foi uma dor de cabeça. Os bancos desconfiam dos valores baixos, porque é assim que em geral, fraudadores acessam as contas correntes, para depois aplicarem golpes. Taí uma coisa que o Corvo não sabia. Pagou foi um carão no supermercado, na hora de pagar a conta, porque o cartão não "fungou".  

Enfim as vacinas!
Oxford está testando o invento no Brasil, porque a curva de contaminação é ascendente. No Reino Unido, também há testes, mas em menor escala. Lá os ratos é que levaram a maioria das agulhadas. Tomara isso dê resultado, o contravírus é oferecido pelos chipanzés. 

Retrocesso
Contaram para o Corvo que os números do covid-19 no Paraná estão assustando as autoridades da Saúde e pode haver um revés nas medidas de flexibilização. O secretário Beto Preto concedeu entrevista e coçou a mão para não dizer que as coisas poderão voltar como eram no início do enfrentamento ao coronavírus. 

Empate
Por enquanto a Dengue ganha do covid-19, em Foz do Iguaçu. A cidade vive epidemia e está na ponta da lista paranaense. Apesar de a temperatura cair, os mosquitos continuam à toda. Já que o povo está mais em casa, talvez seja uma boa distração caçar mosquitos. Pelo menos o resultado pode ser favorável. 

Drone
A prefeitura está utilizando um drone para verificar o que há por traz dos muros das residências, terrenos e até empresas em Foz do Iguaçu. Quem está acostumado andar pelado no fundo do quintal, pode ser surpreendido. Cuidado! O Corvo descobriu que um figuraço da cidade é chegado em bancar o Adão, se coçando nas árvores igual urso, com as partes de fora. Uma vizinha viu e enviou cartinha ao Corvo.  

Faixa elevada
Quem faz a travessia da Avenida das Cataratas para ir ao shopping Catuaí Palladium contará com uma faixa elevada. Não gostaram da novidade os caminhoneiros que usam o local. Se as jamantas quebram lá, sem qualquer esforço, pensa com a lombadona. 

Gente bronca
Puxa vida hein seo Corvo, que gente mais bocuda é essa que ocupa as pastas do governo federal não acha? Como, o representante da Fundação Palmares trata os negros e pardos com tanto desrespeito? Essa gente precisa mudar o discurso urgente!
Luiza F. B. Nagib

O Corvo responde: em reunião, ele disse que o movimento negro no Brasil é uma "escória maldita". Vai ser complicado ele se esconder na liberdade de expressão. Está na hora de inventarem uma trava na língua do povo do governo. Exercer cargos público não significa exceder a autoridade. 

Celular
O ministro Celso de Mello rejeitou os pedidos para a apreensão do celular do presidente e apoiadores. Mas não deixou de dar um puxãozinho de orelha, advertindo sobre os riscos da desobediência. 

Panos quentes
Embora o clima tenso, parece que há ares de arrefecimento nas relações palacianas. Alguns ministros militares estão fazendo um trabalho de aproximação com ministros do Supremo, deputados e senadores. 

Feriados
Corvo, em São Paulo, o governo decretou feriados para o pessoal ficar em casa, no intuito de assegurar o distanciamento acima dos 60% e mesmo assim, não conseguiram. Em Foz, os feriados de Corpus Christi e Padroeiro, podem ser transformados em pontos facultativos, assim, o comércio poderá funcionar, sem pagar horas extras aos funcionários? O que acontece nesta cidade? O rabo é que morde o cachorro? Nunca vi, Jesus, dai-me forças!
Nathália C. R. Pinheiro

O Corvo responde: prezada, o comércio trabalha com regras de distanciamento e converter feriados em pontos facultativos é uma forma de amenizar o atraso no funcionamento, ou repor um pouco do prejuízo que foi causado pelo tempo de fechamento dos estabelecimentos. São dois dias a mais, considerando que com a abertura flexibilização, o movimento caiu drasticamente. Muitas pessoas não saem de suas casas nem amarradas.  
 

Aniversário
Onde que o iguaçuense iria imaginar que não haveria um desfile no dia do aniversário da cidade, nem a Fartal e menos ainda os shows culturais que acontecem no local? E agora? Vamos passar as festas juninas sem churrasquinho de gato, cachorro quente, cocada e quentão de vinho barato. O povo vai economizar na dor de cabeça e sem sujar os pés na lama que em geral, há no estacionamento do CTG. 

Normalidade
A direção do GDia pediu para informar que no dia 15, retornará com a edição da segunda-feira, suspensa desde o início da quarentena. Na operação gradual de retorno das atividades, o próximo passo será devolver a edição do sábado, na sequência a retomada da paginação e as cores. Os impressos se reinventam para driblar a crise.

Medão
Falar em confinamento, está havendo um fenômeno: com medo de pegar o covid-19, as pessoas temem hospitais, consultórios e até mesmo dentistas. Um amigo do corvo está com um pano amarrado na cabeça, com a bochecha redonda, mas nada de arriscar ou pelo menos pensar em ir ao dentista. Isso é um problemão. Aumentou e muito o número de mortes em casa, em decorrência de problemas dos mais diversos. 

Phelipe e o acidente

O Corvo soube do ocorrido no final da tarde e não é feio confessar que ficou sem ação. Ocorrências assim nos desarmam de todos os sentidos, porque quando um amigo tão querido se vai, ficamos sem braços, pernas, sem a cabeça e o chão. Que tristeza. As próximas eleições perderão um pouco a graça, porque havia no Mansur a discussão das novas ideias e tudo muito diferente daquilo que estamos acostumados. 

Os protestos
A "charge" do Cazo, na edição de ontem, ilustra muito bem o que se passa nos Estados Unidos e no Brasil, apesar de fatos diferentes e de certa forma, distante. Os norte-americanos demonstram o poder popular frente a indignação e no Brasil, acontece mobilização pela insensatez. Quem não consegue entender os motivos dos distúrbios, acredita que tudo dá no mesmo: uma porção de mascarados correndo o risco de serem pegos pelo coronavírus. 

Álvaro Dias
Sobre os ocorridos em São Paulo e Rio de Janeiro, o senador definiu bem, como "a marcha da insensatez", aliás, título que a historiadora Barbara W. Tuchman, duas vezes laureada com o Prêmio Pulitzer, utilizou para analisar o paradoxo humano, na insistência dos governos em adotarem políticas contrárias aos próprios interesses. "A Marcha da Insensatez, de Tróia ao Vietnã", aponta conflitos históricos em que ações equivocadas tiveram consequências desastrosas para milhares de pessoas: a Guerra de Troia, a Reforma Protestante, a Independência dos Estados Unidos e a Guerra do Vietnã. Tais episódios mostram a impotência da razão ante os apelos da cobiça e os interesses individuais. Álvaro Dias foi fundo na análise das ocorrências contemporâneas. Usou o brilho da sua intelectualidade.    

Será que cola? 
Corvo, como é que vai ficar esse assunto da "estadualização das Cataratas"? Se a área é federal, você acredita que depois de um século, dá para simplesmente voltar no tempo e mudar as regras? Ontem fiquei sabendo que a estadualização compreende apenas a área onde estão as Cataratas e não todo o Parque Nacional. Analisando isso, é bem provável que coloquem um pedágio antes dos turistas chegarem até as quedas. Que coisa isso hein Corvo?
Marcos V. T. Delgado

O Corvo responde: A "estadualização" das Cataratas do Iguaçu rende comentários por todos os lados. Acontece que historicamente o Paraná não cuida bem dos seus parques. Um exemplo é Vila Velha, que demorou um tempão para receber reformas, sinalização e o conforto que os visitantes merecem. O assunto ainda promete ser "a bola dividida" entre o Estado e a União. 

Torneio de Futebol
É verdade Corvo, tem jogo de várzea por todos os cantos da cidade, inclusive na área rural. Sábado passado teve jogo até com porco de prêmio para o vencedor do torneio e claro, com churrasco, bebedeira, gritaria, som alto e a fuzarca costumeira que acontece bem do lado da casa da gente, no Portal. A fiscalização deve agir e acabar com isso. Se a gente não pode nem chutar bola com as crianças na rua, vão fazer eventos assim? 
Paula R. L. Vianna

O Corvo responde: este colunista recebeu muitas notas sobre eventos ocorridos em vários bairros da cidade. Pelo visto a fiscalização está atendendo a muitas denúncias. Quem souber ou presenciar alguma irregularidade, ligue para 199, o número da Defesa Civil. Todas as denúncias são encaminhadas para um comitê e lá decidem se haverá a fiscalização e a consequente autuação dos envolvidos.  

O milagre do dólar
Se a moeda norte-americana cria lá as suas desvantagens quando sobre, para os municípios lindeiros em muitos casos isso [e uma benção. Os repasses de Royalties aumentaram em 7% para Foz. 45.3 milhões de janeiro a maio, pensa? E fora isso Itaipu apoia campanhas, ações em várias áreas, é uma mãe, em especial para Foz. Devia ganhar presente n o segundo domingo do mês de maio.  

50% de queda nas mortes
Corvo, convenha, é um número muito alto e que é verdadeiro, mereceria uma baita comemoração, soltura de rojões, ou no mínimo, aplausos da sociedade ao cair da tarde. Isso traduz no esforço comunitário, mais até do que dos governos. 
Felipe T. Honorato

O Corvo responde: prezado, reduzir os acidentes é uma meta de todos os municípios brasileiros. Pode estar certo que o trânsito ainda mata mais que o coronavírus no Brasil. Veja, em tempos de pandemia e os acidentes acontecendo nas cidades e estradas. A mistura de "automóvel x brasileiro ao volante" sempre foi sinistra, na expressão da palavra. Em realidade Foz tem trabalhado ao longo dos últimos dez anos, na redução de acidentes e por meio de várias ações, a começar pela construção de faixas elevadas em locais mais críticos. O Corvo ainda vai dar uma boa conferida nos números. 

Covid-19
Há relatos muito pessimistas sobre a evolução da doença no Brasil. O país chegou aos 30 mil mortos e passou de meio milhão de contaminados. Dizem os entendidos, que até a curva afrouxar, os números dobrarão. As perspectivas são de algo muito próximo dos 100 mil mortos. Vamos rezar contra essas precisões! 

"Mata Hari" 
O Corvo leu e também recebeu uma série de notas advindas de leitores sobre a manifestante que zanzava pela Avenida Paulista com um taco de beisebol nas mãos. Segundo dizem, ela é uma baita de uma agente dupla, infiltrada, que minutos antes, vestia uma camisa do Corinthians e depois, apareceu de bolsonarista. Para quem não sabe, Mata Hari era o apelido de Margaretha Gertruida Zelle, uma dançarina que atuava no leva e traz, entre alemães e franceses, na Primeira Guerra Mundial. Foi fuzilada em 1917. Com relação à "Mata Hari" brasileira, será difícil apurar a realidade, porque apesar do taco nas mãos, ela foi liberada pelos PMs. 


As duas versões da manifestante e a Mata Hari verdadeira, fuzilada em 1917, pelos franceses

Pergunta ao Corvo (xxxvvv)

Bom dia colunista, como você responde todas as cartas, lá vai a minha. Tenho olhado constantemente os números do covid-19 e naturalmente faço isso por meio de gráficos. Os demonstrativos do Google são atualizados praticamente online, por isso estou ligada lá. O que vejo é o Brasil ultrapassando outros países e que bom se isso fosse na área da economia, das exportações, ou da qualidade de vida. Ficaria feliz até se fosse na Fórmula 1, ou no ranking da Fifa, mas não é. Nosso país já é o segundo do mundo em número de contaminados, mais de 500 mil. E ainda não chegamos ao pico! Eu faço muitas leituras sobre isso, porque quando chegamos aos 76 anos, fazemos exatamente isso, analisamos tudo. Será que alcançaremos os Estados Unidos Corvo? 
Janete F. R. Fioravantti

O Corvo responde: prezada professora, alguns epidemiologistas acreditam que o Brasil poderá superar os Estados Unidos em número de mortes. Lá a doença já matou 105 mil pessoas, aqui, 30 mil. Como os EUA já encaram a queda na curva, e no Brasil ela ainda está em fase de crescimento, é provável que muitas famílias ainda chorarão pelos entes queridos. Lamentável. Norte-americanos e brasileiros possuem uma similaridade: seus líderes não acreditaram no potencial da doença e a desafiaram, fatores ímpares se comparado às medidas adotadas por outras nações. O Brasil, por outro lado, mantém uma baixa testagem e os números podem ser maiores que os noticiados, por outro lado, enquanto possuímos dois epicentros da doença (São Paulo e Rio), nos Estados Unidos há vários. Enfim, vamos torcer para um achatamento no número de óbitos. 

Leitura
A verdade é que se o nosso país acompanhar os Estados Unidos em número de contaminações e mortes, a análise disso será decepcionante, a começar pela falta de obediência de líderes e população; desorganização, falência na área da saúde, ineficácia na proteção ao cidadão, sem contar a balbúrdia política, o que beira o inacreditável. Como pode haver manifestações políticas em meio a uma pandemia? O Brasil carece de maturidade, ampla e irrestrita. Em muitos países, os setores políticos recolheram as unhas e estão quietinhos, aguardando a pandemia passar. No Brasil tudo acontece ao contrário. 

Nem tudo está perdido
O vencedor do Prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus acredita que a crise do covid-19 é uma oportunidade para o mundo redesenhar o sistema econômico tradicional, que, segundo ele, havia colocado a humanidade em uma rota suicida. "Tínhamos acabado de começar a década da última chance", disse o economista em entrevista por e-mail, para a Folha de São Paulo. Segundo Yunus, o aquecimento global atingiu seu último estágio, e o aumento da desigualdade de renda se transformou em uma "bomba-relógio de raiva e desconfiança".

Mentira
O que acontece na cidade da gente, pode servir como dado laboratorial para se medir a ignorância no Brasil. Sábado este Corvo testemunhou uma discussão imbecil, num mercadinho de bairro, onde quase todas as pessoas não usavam máscara. Uma dela disse: "ah, isso tudo é mentira, meu cunhado que mora em São Paulo, morreu do coração, porque a gente sabia que era cardíaco, mas colocaram que foi covid-19"; o que se ouvia era a discórdia total em relação às regras. O fato é que muitas pessoas não levam o assunto à sério. Será que o mundo todo está mentindo, ao mesmo tempo?   

Giuliano
O psicólogo Giuliano Inzis assumiu a Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu no lugar do vice-prefeito Nilton Bobato. Ele vive há 22 anos no Brasil; é italiano da Sardenha e possui formação em filosofia e teologia. Dedicou parte da vida ao sacerdócio e por isso, tornou-se muito conhecido pelas populações carentes da cidade. Giuliano é sensível às necessidades da população e tem tudo para desempenhar um bom trabalho. 

Campos de Futebol
Segundo este colunista apurou, houve jogos de futebol em vários locais em Foz do Iguaçu, um desses locais fica quase em frente ao Hotel Carimã, numa chácara onde há uma cancha muito conhecida. Quem passou pelo local, viu a quantidade de automóveis estacionados e até fumaça de churrasco. A pessoa que informou o Corvo disse que ligou para a Defesa Civil, mas não soube informar se foi atendida. 

190
Está se tornando uma rotina, o fato das pessoas ligarem para o número de emergência da Polícia Militar e a ligação cair em Cascavel. Sábado, este colunista fez o teste mais uma vez e confirmou que a ligação é desviada para lá. Mas quem atendeu, ofereceu uma informação que merece ser conferida: é a operadora de telefonia celular quem causa a bagunça. Alô dona Vivo, quem opera o celular do Corvo, isso é verdade? Se for, faça o favor de arrumar. Em caso de uma ocorrência mais séria, alguém poderá sofrer com um desserviço assim.  

Contrabando
A ousadia dos traficantes é de cinema. Pensa, rechearem todos os pneus de uma carreta com tijolos de maconha? Quanta inocência imaginarem que a Polícia e órgãos de repressão não estão atentos a isso. A isso e a todos os tipos de invenções de quem tenta driblar a fiscalização. Mesmo assim, muito "bagulho" atravessa a fronteira com sucesso. É um desafio descobrir as inovações no modus operandi das organizações criminosas. 

Mão de obra
Corvo, você escreveu que com a fronteira fechada, muitos brasileiros perderam a oportunidade de trabalho no Paraguai.  Pergunto: e os paraguaios que trabalhavam no Brasil? Estou para te dizer que o número de pessoas é até maior. Na empresa onde eu trabalho, um Pet Shop, dois paraguaios perderam o emprego e olha, eram super competentes e responsáveis. A patroa levou um tempão para suprir as vagas. Foi triste de ver. 

O Corvo responde: relações de fronteira expõe situações assim, de pessoas trabalhando em países opostos. Segundo uma fonte, milhares de brasileiros atuavam no comércio de Ciudad de Leste, muitos em cargos de gerência. Ao que entendemos o covid-19 causou uma fissura nesse relacionamento, o que é muito triste.  

Torcidas x bolsonaristas
Taí uma encrenca das boas para os que apreciam os embates sociais brasileiros. Onde e quando se poderia imaginar que corintianos, palmei-renses, são-paulinos e santistas iriam ocupar um mesmo espaço, sem se quebrarem no cacete? E foi por causa de um bonezinho com a bandeira de Cuba, que o encontro entre as torcidas e ideólogos acabou em balas de borracha e gás lacrimogênio. Pelo menos foi o que disse uma bolsonarista com taco de beisebol. 

Mistura heterogênea 
Que coisa mais maluca essa "mistureba" de cores nas manifestações. Difícil até de imaginar. De um lado as bandeiras dos clubes de futebol, de outro, pendões dos Estados Unidos, Brasil, Israel e de grupos de ultradireita europeus. Haja lápis de cor! Quem pode com uma coisa dessas? 

Sai caro
Seo Bolsonaro não sabe mais como aparecer para os simpatizantes. E dá-lhe gastar gasolina de helicóptero militar para sair de casa e ir até o Palácio do Planalto. Nem precisava tanto, porque afinal, são menos de quatro quilômetros. Tudo bem, ele é o presidente da República, pode usar o equipamento, mas o ideal é que fosse em missões oficiais. Uma hora de vôo no helicóptero pesado EC725 Super Cougar custa bastante dinheiro. E usar um helicóptero robusto daqueles, para ir comer pastel? Pastelzinho caro esse hein? 

E por falar em aparecer...
No domingo ele passou a mão nas rédeas de um cavalo da PM e saiu "ao passo" pela explanada dos ministérios; pelo menos mais uma civil pegou outro cavalo emprestado, para seguir o líder, mas pelo visto, nada entende de cavalaria, onde o chefe ou figura cavalariça mais importante, sempre cavalga a pelo menos um passo adiantado. O escândalo maior, no caso, não foi cavalgar e sim não usar máscara; se bem que os equinos não passam e nem pegam o coronavírus, segundo prescreve a ciência. 

Bronca institucional
Corvo, será que o presidente faz essas coisas sem pensar, ou calcula o pulo, ao aparecer nas manifestações consideradas antidemocráticas? Porque isso é difícil de entender. Um dia ele diz que a democracia está acima de tudo, e em outro, sai por aí desafiando o ânimo dos políticos, ministros e população? Assim está difícil entender não acha? 
L.J.O (O leitor pediu para não ter o nome identificado).     

O Corvo responde: prezado, Bolsonaro se diz populista e age como tal. Se isso vai ajuda-lo são outros quinhentos. Algumas situações ele arma de caso pensado, outras, pelo visto, vai no impulso mesmo, o que põe muitos assessores malucos. Mas é o estilo do nosso presidente. Quem tem cabeça vê isso com normalidade, mas quem pretende passar uma rasteira nele, vê escândalos em tudo. Era só pararem de criticar, que ele voltaria ao lugar comum, o que pode ser bom para o país. Há brasileiros que tramam contra as instituições por puro instinto, ou genética e isso é algo que precisa ser revisto. As instituições como STF, Congresso Nacional, é que asseguram o viver com liberdade e democracia. Sem esses pilares, a vida se tornará bem mais complicada.   
 

Pergunta ao Corvo

Prezado colunista, que bagunça é essa sobre a tal "liberdade de expressão". Em algum lugar vejo que a discussão deveria ser outra, porque afinal, muito sangue escapou das veias até assegurarem esse direito. As pessoas estão entendendo tudo errado, uma coisa é se expressar por meio da verdade, outra é fazer isso, se apoiando em mentiras. O que você pensa sobre isso Corvo?
P.R.S (A leitora pediu para não ter o nome divulgado) 

Uma coisa ou outra
O Brasil, enfim, discute a "liberdade de expressão", onde ela inicia e onde vai dar, na "libertinagem verborrágica". Mas em verdade, o STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, quer apenas tratar daquilo que chamam de "fake news", as famigeradas notícias falsas; factoides que são produzidos para desqualificar atos e pessoas, tentando fazer da mentira, uma verdade (como diz a leitora). Viver sob o estigma das notícias falsas, não é bom para ninguém, nem para os amigos do governo, em guerra com os oponentes e menos ainda para a população. 

Os lobos e o rebanho
As "fake news" existem em várias vertentes, começam pelo setor político, no desclassificar de oponentes, quando pessoas de boa conduta são escrachadas por meio de mentiras e informações absurdas. Isso aumenta em períodos eleitorais, onde os tendenciosos tentam se prevalecer desmontando os adversários. Em geral, quem é sério, não precisa de fake news. Após a eleição, a maquineta da maldade vai para cima de todos os setores, apanham os empresários, profissionais liberais, intelectuais, artistas, e até mesmo os poderes constituídos, nada escapa ao espancamento público. É isso que o STF quer diminuir; uma coisa é marketing político, outra é esculhambação propositada. 

A liberdade de expressão
Os dicionários qualificam isso como "apanágio da natureza racional do indivíduo"; o direito de qualquer um manifestar, livremente, por meio de opiniões, ideias e pensamentos pessoais sem medo de retaliação ou censura por parte de governos ou de outros membros da sociedade. É um conceito fundamental nas democracias modernas, onde a censura não tem respaldo moral. A liberdade de expressão é protegida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. É possível exercer esse direito sem praticar crimes, basta dizer, escrever ou manifestar a verdade. Acontece que quando a verdade se torna ameaçadora, pervertem a liberdade, e tentam camuflá-la por meio de mentiras. 
 
Libertinagem verborrágica
O atual governo admite que ascendeu por meio das redes sociais, o que para o presidente Bolsonaro é a expressão livre do cidadão, sem o filtro ético utilizado pelos meios de comunicações, sobretudo quem luta para não proclamar injúrias, calúnias e difamações, perante a Lei, crimes contra a honra. Os juristas, advogados, acadêmicos do Direito, conhecem muito do assunto, quando estudam as linhas onde se enquadra a sociedade e os riscos da marginalidade. O "marginal" é o que caminha fora dessas linhas. Há quem use redes sociais exercendo o pelo direito da "expressão" e os que não se contém, e, por isso, suplantam as regras, inventando fatos, propagando mentiras, insultando a todos. Existe um marco legal entre o "fake" e o fato". O que parece é que muita gente ainda não entende, ou não faz força para entender. Bolsonaro pode defender seus canais de comunicação, mas não fake news. Isso, com certeza, ele não vai querer contra si, não é? 

Manifestações
A pegada do ministro Alexandre de Moraes foi audaz, o que de certa forma, causou espanto e raiva aos aliados do governo e em alguns de seus membros, como é o caso do Ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ele deveria imaginar, que não se pode chamar ministros do STF de "vagabundos". Se alguém encontrasse Weitraub na rua e o chamasse de vagabundo, certamente não iria gostar. Será que não seria mais fácil prestar depoimento e encarar a situação, do que se esconder atrás do novo Ministro da Justiça? Diga-se, os advogados e juristas, até os que apoiam o governo, entendem que pedir habeas corpus preventivo via ministério, foi uma medida estranha. Vai ver André Mendonça se esqueceu que era ministro e atuou como advogado-geral da União. Isso pode ser encarado como afronta.  

Sem pacificação
E a gente só vê o caldo engrossar, por meio do acirramento e ameaças, como a fala de Eduardo Bolsonaro, esfregando os indicadores nos polegares, ao se referir à complacência de ministros do STF. O gesto significa "dinheiro" e isso não será bem recebido. Uma guerra institucional vai arruinar o país, mais até que a pandemia. 

Sem juízo
As coisas estão perdidas para Jair Bolsonaro? Não estão. A estabilidade depende só dele. Se passar a governar e deixar as brigas de lado, conseguirá retomar o caminho. Mas precisará fazer isso sem sazonalidade, a de acertar um dia e bagunçar no outro. O presidente precisa instalar uma trava na língua, o que reduziria em 80% o atrito entre adversários, poderes e até com os aliados. Essa poeira precisa baixar, antes da situação se tornar incontrolável. Isso começa obedecendo a Lei. Bom, este colunista sempre torce para o melhor e em momentos assim, apesar de tudo, devemos manter o otimismo.

Ponte fechada
Corvo, que notícia é essa hein? Ponte da Amizade abrindo só em dezembro? O que esse presidente do Paraguai quer fazer? Matar a sua população de fome? Levei um baita susto, porque aqui no Brasil muita gente está sofrendo sem a travessia. Veja aquele povo que vive dos estacionamentos, comércios da Vila Portes e não vamos longe, até os boxes do Ceasa estão demitindo funcionários. Foz do Iguaçu terá que reinventar sem os paraguaios. 
Vanderlei P. S. Baptista

O Corvo responde: o problema é que o Paraguai infelizmente não é autossuficiente em muitos produtos e a população depende do comércio com o Brasil. Na outra mão, há setores em Foz que se dedicam aos vizinhos, e sentem o impacto do fechamento da ponte. Em todos os casos, mesmo assustando, a informação ajuda na pressão pela sensibilização dos governos, e numa tomada de ações diplomáticas que encontrem soluções para aliviar a tensão. 

Segredo
Um amigo do Corvo que vive em Assunção, disse que muita gente anda interessada em saber o que há nos trechos suprimidos por ordem judicial, da reunião ministerial em Brasília. O mundo noticiou que fizeram referências ao Paraguai e China, o que acabou despertando esse "sumo" interesse. Vai que isso vazou e estamos vivendo uma crise subterrânea com os dois países? 

Paraguai
Como este Corvo antecipou ontem, a preocupação do governo Paraguaio é achatar a curva epidemiológica com todas as armas disponíveis e fechar as fronteiras, para ser a mais poderosa delas, pelo menos para manter o controle numa possível importação de casos. Até o momento, o Paraguai fez a lição de casa, mas parece que ontem houve alertas em algumas localidades.  Se bem que isso pode ser uma estratégia do governo, para manter o distanciamento. 

Sem caminhões
Uma das estratégias de movimentos pró abertura da Ponte, é interromper o tráfego de cargas e caminhões entre o Brasil e o Paraguai. Mas será que isso resolve alguma coisa? Bloquear os caminhões que saem do Brasil, vai prejudicar ainda mais a população que está do outro lado do rio. O Brasileiro não é muito chegado nesse tipo de comportamento, nem que seja para resolver o seu lado. 

Irredutibilidade 
O presidente Marito Abdo está com os pés fincados no bloqueio e se defende falando dos números no Brasil. Ontem um infectologista paraguaio disse que se perderem o controle, o país se converterá no epicentro latino-americano. 

Oportunismo
Pensar que mais de 10 mil servidores se aproveitaram do auxílio emergencial, faz caspa estourar igual pipoca. Se o Tribunal de Contas possui esses dados, deve carpir rasteiro e ir para cima dessa gente. Mas pensando bem, quem se submete ao auxílio, passa por uma análise e tem um monte de gente necessitada que acaba ficando de fora. A pergunta é: como servidores, conseguiram se aproveitar da situação, se a base de informações é o CPF? A vulnerabilidade do sistema beira o absurdo. 

Falar em TCE
O Tribunal de Contas do Estado publicou o ranking das cidades paranaenses. O Corvo entrou para conferir o índice da transparência e de 399 municípios, Foz aparece em 318º lugar. Requer-se saber quais dentre os níveis de transparência. Como esta nota foi publicada após o horário de atendimento, o Corvo não obteve uma resposta mais técnica. 

Barreiras sanitárias
Corvo, será que Foz está no caminho certo? Ontem encarei uma barreira sanitária e as pessoas foram muito educadas, medindo a febre e fazendo perguntas para avaliar o nosso grau de conhecimento da pandemia. Acho que meu filho de 12 anos deu uma aula para a moça, porque isso está a todo o momento na televisão.
Mercedes Vilma S. Santiago

O Corvo responde: prezada leitora, ao que tudo indica, a situação de combate ao covid-19 está sob controle, mas as autoridades sanitárias continuam com um olho no peixe e outro no gato. O que está difícil de controlar parece ser a ignorância da juventude, que insiste em fazer festinhas e fumação de narguilé, passando a coisa de boca em boca. Santa paciência com tanta falta de sensatez.
 

Guerra

Se esperavam um atrito institucional, entre Executivo e Judiciário, ele já existe. De um lado o governo vai para cima dos desafetos, e de outro, o STF faz marcação nos aliados de Bolsonaro. Mesmo que o presidente diga, e, até insista, que não tem nada com isso, é difícil acreditar que ele não está por traz da dura nos governadores que o criticam. Seria muita casualidade.

Acabou a inércia
Segundo várias fontes comentam, uma delas é a deputada Carla Zambelli. Havia uma certa resistência no combate à corrupção. Nos tempos de Sérgio Moro, as ações eram mais comedidas e por isso demoravam tanto. Com a mudança no Ministério e na PF, o governo está acelerando algumas investigações e foi isso o que aconteceu no Rio de Janeiro. Lá, o governador era magistrado e vai ver foi esta a razão de Moro segurar um pouco a bronca. 

STJ
O presidente Jair Bolsonaro diz que a busca de documentos no governo do Rio é uma ação do STJ. Tudo bem, pode até ser, mas quem motivou? Como o processo de uso de verbas federais para o combate à pandemia, chegou tão rápido no Tribunal?      

Fakes
A operação deflagrada em Brasília e outras cidades e Estados, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, visa combater as notícias falsas, em geral, o que é impulsionado por robôs, portanto pago por alguém. Ele inclusive disse isso: "liberdade de imprensa não é construída por robôs". Quem sabe essa enxurrada de mentiras usadas para desviar a verdade, acaba diminuindo um pouco? 

Esperteza
O Roger Meireles enviou esta sugestiva foto ao Corvo, da cadelinha que vai ao mercadinho fazer compras. Até linguiça fresca ela transporta, se lambendo de vontade de dar uma dentada. Detalhe: leva junto o cartão de débito e a bichinha é tão esperta que é capaz de digitar a senha. 

Redes
É perfeitamente possível sabem quem paga o impulso e o patrocínio de informações nas redes sociais, porque isso é descontado de cartões de crédito. Se o resultado da veiculação é notícia falsa, quem impulsionou que se prepare. O bicho vai pegar. No aperto, as redes vão prestar contas, até por uma questão de transparência. 

Por falar nisso
Beira ao engraçado a maneira que algumas pessoas se defenderem e questionarem as medidas de combate às fake news. São ridículas essas posturas dos que ficam espalhando notícias falsas e agora dão uma de vítimas, pregando em nome da "liberdade de expressão". Espalhar mentiras, na tentativa de desviar a atenção da opinião pública, sobre o que é verdade, merece sim uma punição. 

Caráter
E quem ataca a imprensa, acusando notícias verdadeiras de serem fakes, devem encarar no mínimo um processo judicial, porque veículos de comunicações empregam, pagam impostos, compram insumos pesados para garantir a informação, daí aparece um pelego, contestando a notícia, tentando descredibilizar conteúdo sério? Isso atitude vil, canalhice pura, porque para essa gente o que interessa é a mentira. O Corvo aposta que alguém vai espernear, vestindo a carapuça. Isso sempre acontece.     

Oitentena 
Pois então, a "quarentena" que era de 15 dias, já passou de 80. Vamos entrar na "noventena" e pelo visto isso vai longe. Com mil mortes ao dia, quem consegue dormir, com esse covid-19 à solta? Ontem este colunista teve informações que fazem a base tremer, com relação a abertura das pontes. Tudo indica que os argentinos abrirão as porteiras antes, mas o Paraguai, isso pode se arrastar até o ano que vem. 

Marito assustado
O presidente paraguaio, Marito Abdo, sabe a dificuldade que será se o vírus se espalhar em seu país. O Paraguai não está preparado para uma ação de saúde em massa e não possui capacidade de atendimento caso a pandemia invada as fronteiras. Diante disso, ele trancou o cadeado e jogou a chave fora. 

Ações desesperadas 
O governo de Alto Paraná que autorizar o tráfego de "passeros", o que seria uma forma de abastecer algumas cidades, mas Assunção não quer saber de conversa. O Paraguai não chegou a mil casos e até o momento a taxa de óbitos é uma das menores, apenas 11. O presidente acredita que sai bem mais barato ajudar a população com mantimentos do que mobilizar as reservas com hospitais de campanha, porque até eles ficarem prontos, corre-se o risco de dizimar parte da população. O GDia deve publicar matéria mais detalhada sobre o assunto. 
 

Venezuelanos
Corvo, olha o problemão aí, além de cuidarmos dos brasileiros, temos os imigrantes, porque quase todos saíram de seus países por questões humanitárias. Mas veja, quando chegou uma família de venezuelanos no nosso bairro, muita gente torceu o nariz, até eu. Mas o seu Oscar, o chefe da família, foi aos poucos ganhando a simpatia de todo mundo. Ele é um senhor "faz tudo", é bom jardineiro, pedreiro, encanador, eletricista, troca pneu, arruma até o carro da gente quando encrenca. Sua mulher, Felícia, costura, lava e passa as roupas da gente. Ela também ajuda a cuidar idosos. As crianças se tornaram amigas dos nossos filhos. Detalhe: Oscar é engenheiro e Felícia advogada, mas não podem exercer as funções no Brasil, estão em processo de legalização. Corvo, essas pessoas só somam, contribuem, acabam nos ajudando, porque francamente, nunca que consegui alguém tão prestativo para a manutenção da minha casa. Será que o Brasil não deve olhar esses imigrantes com um pouco mais de carinho?
J.N.M (A leitora pediu para não ter o nome revelado)

O Corvo responde: o Brasil é muito acolhedor e os brasileiros, por sua vez, recebem bem os imigrantes e pessoas que por algum motivo tiveram que deixar os seus lares. Foz é uma cidade com grande diversidade migratória e detém várias etnias, aliás, a cidade é muito conhecida por isso. Não podemos deixar de lembrar, que somos uma "porta" para os povos latinos, árabes, asiáticos e até europeus. No tempo da construção de Itaipu, muitos trabalhadores que vieram da Suécia, Alemanha, França, optaram em vivem em Foz. E todos os dias topamos com gente de fora, fazendo apelos pela sobrevivência. Outro dia o Corvo recebeu esta foto, de um venezuelano que oferece mão de obra nos semáforos. 

Interdições
A prefeitura de Foz está carpindo rasteiro contra quem afrouxa as medidas de distanciamento. Interditou quase 140 negócios e o número pode aumentar até o final de semana. Muita gente não leva o decreto à sério; a fiscalização passa, alerta, e dali alguns minutos, mesmo debaixo de advertências, alguns comerciantes abrem as portas de novo e ainda por cima riem dos fiscais. 
Empresa quer cobrar
O caso da iluminação de LED ainda monopoliza parte dos bastidores políticos. A empresa que fez o serviço quer receber o que falta, algo bem perto dos R$ 2,4 milhões, mas com o Operação Luz Oculta, isso fica difícil convenhamos. Que prefeito assinaria um cheque no meio de uma bola dividida dessas? Difícil pagar até com ordem judicial, porque depois isso vai estourar no Tribunal de Contas. 

Errata
A reportagem sobre as interdições de estabelecimentos em Foz do Iguaçu devido o descumprimento das regras sanitárias da quarentena do Coronavírus, veiculada na edição de ontem (27) do GDia, saiu com uma informação errada. Não foram cinco os comércios fechados, mas dois, conforme corrigiu o diretor de Fiscalização da Secretaria da Fazenda, Nilton Zamboto.
 

Batismo à distância
O Corvo tem recebido uma porção de fotos e notinhas sapecas sobre a pandemia. Uma delas é o batismo realizado com uma pistolinha de água, o que não coloca em risco o padre, nem os pais e muito menos o rebento. Ai se a moda pega! 

Vespeiro

As ações da Polícia Federal (de Brasília) no Rio de Janeiro e São Paulo, por mais que encontrem irregularidades na utilização de verbas para a construção dos hospitais de campanha, respingam como fossem retaliação do presidente Bolsonaro contra Wilson Witzel e João Dória, e isso, um dia depois da publicação das nomeações de superintendes no Diário Oficial. Uma coisa pode não ter absolutamente nada com a outra, mas que os governadores se defenderão, esperneando que é perseguição, isso farão. 

Bolsonaro inquieto
A ida do presidente à Procuradoria Geral da República deixou Augusto Aras em situação desconfortável. Bolsonaro parece que agiu por impulso, e será que isso vai dar certo? Muita gente acha que o tiro pode sair pela culatra. Aras está analisando se pede ou não o indiciamento de Bolsonaro por interferência na PF, no caso da divulgação do vídeo. O procurador-chefe ficou na sinuca; se não pedir, vão dizer que foi por causa de pressão do presidente. E mesmo que a decisão seja a mais técnica do universo, será tratado com efeito político. Alguém vai precisar amarrar o presidente na cadeira. 

Dona Carla
A deputada se mantem em evidência nos escândalos. Ela teria dito que sabia de operações contra governadores. Mas certas situações são de difícil compreensão; o presidente pacifica a relação com os governos e daí alguns dias, vai para cima dos governadores. Se a deputada Carla Zambelli, de fato afirmou que haveria as operações, isso vai parar na conta do presidente Bolsonaro. É mais uma batata quente para ele segurar.  

Fechamentos
A prefeitura de Foz está agindo contra estabelecimentos que desrespeitam as regras de distanciamento. Vários restaurantes estão interditados e além da advertência, deverão pagar multas. Independentemente do porte da empresa, isso vai doer no bolso. Não seria mais adequado agirem conforme as regras? E no mais, o que não pegou bem foi a zombaria, lavação de roupa suja na cara da comunidade, como nada houvesse de errado. 

Acabou?
Prezado Corvo, você publicou uma nota na edição de ontem que é a mais pura expressão da verdade: algumas pessoas acreditam que a pandemia do covid-19 não existe mais! Me disseram exatamente a mesma coisa numa padaria perto de casa, que também serve lanches. Uma pessoa entrou sem máscara, reclamei e levei um pito do dono do estabelecimento. Ele argumentou que eu deveria "ficar na minha" porque essa "besteira" de coronavírus não existe mais"! Acredita? Passei a maior vergonha e ainda por cima, meu filho de 8 anos, que assistiu a discussão, perguntou depois: "é verdade isso mamãe, acabou a pandemia?". É triste precisar lidar com tanta ignorância. 
Patrícia G. B. Barão

O Corvo responde: prezada, a ignorância está matando algo perto de mil pessoas por dia no Brasil e o número parece não diminuir. Lastimavelmente ainda há quem acredite que o covid-19 é gripezinha e por isso, muitos brasileiros perderão a vida. Faça a sua parte, denuncie o estabelecimento.       

Sem máscaras
No final da tarde desta terça-feira (26), o trânsito estava infernal em muitas regiões de Foz do Iguaçu. Era o rush normal, de antes da pandemia, o que significa que Foz está flexibilizando e bastante. Chico deu a mão e o povo está levando o braço. E no mais, nas avenidas Paraná e Cataratas, o que se via era gente caminhando com cachorrinhos, de bicicleta, de mãos dadas e sem o uso de máscara. Cadê a fiscalização. Pelo que se sabe a obrigatoriedade não caiu. 

Ciudad de Foz
Senhor Corvo, não é de hoje que os empresários de grandes negócios no Paraguai estão pensando em abrir filiais em Foz do Iguaçu. O que eles temem, é a mudança das regras, depois de investirem no Brasil, porque aqui entre nós, há essa instabilidade, causadora de muita insegurança. Mas pensa as grandes lojas operando em Foz, que maravilha seria para o nosso turismo? Era isso o que faltava para deslanchar a cidade de vez. Foi uma das melhores notícias que tive conhecimento nos últimos meses e convenha, isso ajuda até a gente esquecer a pandemia.
Ali H. Samaraha 

O Corvo responde: como está publicado, isso é um sonho de muitos iguaçuenses, de transformar a cidade em área de livre comércio. Pode ser acontece com a instalação de mais lojas francas. É possível que o setor político esteja antenado em ajudar os investidores, como incluir nas listas outros tipos de produtos, o que facilitaria para atrair grandes marcas, na área de eletrônicos, por exemplo.

Gás caro
Como é que pode, mandarem as pessoas ficarem em casa e o preço do gás de cozinha ser tão alto? Porque um botijão custa o quase o dobro do preço em Foz? Não dá para entender né? Antes da pandemia, diziam que já valia a pena comer fora, porque era mais barato, e agora? 
Rubens Rogério L. Silva

O Corvo responde: o gás de cozinha é bem mais caro do que em Curitiba. Lá um botijão é vendido entre R$ 65 e 75 reais; e, Foz custa quase R$ 100 em alguns locais, mas há preços bem menores, portanto, o negócio é pesquisar antes de comprar. Segundo um distribuidor, os preços na fronteira são mais altos, por causa do frete. 

Lâmpadas de LED
Que baita confusão hein seu Corvo? Onde é que isso vai parar? Mas me lembro bem que o Observatório Social disse que estava tudo de acordo na licitação e porque agora não está? Isso está muito confuso seo Corvo. Acho que o assunto está indo adiante só porque é ano político.
Cesário F. G. Daltoni

O Corvo responde: prezado, ano passado a Câmara instalou uma CPI e o assunto foi andando, até chegar no Ministério Público. Segundo o vereador Celino Feltrin, ainda há muito para ser revelado, mas na prefeitura, insistem que nada há de errado. Pelo visto só saberemos o que é certo, depois das decisões judiciais. 

CPI do Lixo
Taí mais um enrosco que vai consumir o suor da ala política do governo, porque segundo dizem, o desgaste não será pequeno. O destino do lixo promete revelar uma nova série de denúncias. Bom, ano político é assim mesmo. Viveremos muitas emoções até o dia das Eleições, mesmo sem saber quando ele será. 

Ilusão
Ainda há quem acredite que as eleições majoritárias podem se acumular com as proporcionais. O ministro Barroso disse, na segunda-feira, que isso está fora de questão. A data pode mudar, mas segundo deu para entender, prefeitos e vereadores tomarão posse no primeiro dia de 2021. 

Corrupção
É lastimável isso que acontece seo Corvo, roubalheira por todos os lados, mesmo em tempos de pandemia. Refiro-me aos hospitais de campanha, compra de equipamentos, bastou darem liberdade, que em nome da calamidade, estão metendo a mão. A Lei deveria ser bem mais dura para quem rouba, quando milhares estão sofrendo. 
Aldair N. Ventura

O Corvo responde: é por isso que a Justiça usa vendas, na imagem que a representa. A Lei é cumprida e serve para todos e claro, os abusos serão considerados em épocas de pandemia. Parece ser uma missão impossível mudar a cabeça dos corruptos e gente que assume cargos públicos com a intenção de lesar os cofres.

Frio
Quem fez previsão que o frio não atingiria Foz do Iguaçu este ano errou longe. Ainda falta um tempão para o Inverno e as temperaturas andam despencando todas as semanas. Frio, com direito à geada. Embora muitos estejam aguardando as temperaturas baixas para se aconchegar ao lado do fogão à lenha, há quem esteja na rua, dormindo em caixa de papelão. Além da covid-19, dengue, gripe e as coisas da política, devemos ajudar a proteger os que necessitam o calor humano, coisa cada vez mais rara ultimamente.
 

PF ou segurança institucional

A revelação das imagens de uma reunião entre presidente e ministros meio que parou o Brasil. Há de tudo, menos a comprovação, sólida, de que o presidente ingeria na Polícia Federal. Mesmo trocando diretor e superintendente no Rio de Janeiro, se houve ingerência ou não, isso vai ficar no campo da interpretação. Está difícil achar provas. 

Outras revelações
A fala dos ministros da Educação e Meio Ambiente, no fim das contas, é bem mais contundente do que a razão principal do vídeo ser liberado. Mas mesmo assim, o Brasil soube como se comporta um governo de direita, ao minimizar e desrespeitar as instituições.    

Braços cruzados
O Fantástico foi para cima do ex-ministro Sérgio Moro pelo fato de não retrucar o presidente durante a reunião. Francamente, quem iria se intrometer na sequência de falas do Bolsonaro? Ele é o presidente, e quando alguém assim abre a boca, os demais abaixam a orelha. Qualquer esboço de contrariedade, dá no mesmo que entrar na cova dos leões. 

Fritadeira
Muita gente questiona: se o Bolsonaro é o chefe do Executivo, pode ou não ingerir, trocar superintendentes, mudar secretários e ministros, enfim, são ofícios que lhe competem? Muita gente acredita que sim. E é por essas e outras, que nada corre o risco de acontecer contra o governo. Para ficar de bem com instituições, poderá sobrar para os ministros, mas dificilmente para o presidente.

Imunidade
O Corvo cantou a pedra e no fim foi o que aconteceu: o decreto baixado pelo presidente, reduzindo a responsabilidade dos governantes, perante a Pandemia, não colou. Pior, em caso de a coisa perder de vez o controle, o presidente pode sim se complicar por causa das regras que ele mesmo implantou. Vai que no futuro, a nação entenda que algumas ações foram genocidas?  

Ciudad del Este será aqui
Mesmo em tempos de pandemia, a notícia é muito boa, o fato de empresas paraguaias se instalarem em Foz. Se isso acontecer conforme algumas informações de bastidores, nossas ruas estarão apinhadas de compradores ávidos pelos produtos do mundo todo, isso graças ao decreto das Lojas Francas. 

CellShop
Se há uma marca em evidência do lado de lá do rio é a CellShop, uma loja moderna, completa e muito competitiva em matéria de preços, além da seriedade na linha de produtos. Pois bem, em breve teremos o shopping em Foz, mas o endereço ainda não foi revelado (leia matéria na edição de hoje). 

Tomara...
Tomara que as pessoas interessadas em se estabelecer na cidade não se afastem ou procurem outros locais, diante da ganância imobiliária, ou a elevação dos preços nos aluguéis e terrenos. Mas ontem o Corvo deu uma "apalpada" na situação e entendeu que muitos locais já foram negociados. Isso quer dizer que os empresários paraguaios estavam trabalhando na surdina.  

Notícia ruim
Segundo corre nas redes sociais, mas boa parte das gravações é fake, ou exageradas, um grupo de empresários de Ciudad Del Este teria viajado à Assunção para falar com o presidente Marito Abdo, para tratar da abertura da Ponte. Independentemente das versões, a viagem não teve um bom resultado. Marito entrou por uma porta e saiu pela outra, não permanecendo mais que 15 minutos tratando do assunto. Quem estiver em pé que arranje um lugar para sentar: a fronteira deve abrir lá por dezembro, se o Brasil conseguir domar a curva epidêmica. Do jeito que está, com mil mortes ao dia, a data foi jogada para o mês de março de 2021. 

Desolação
O presidente se defende no fato de não haver segurança para conter o covid-19 e ele teria dito: Ciudad del Este pertence ao Paraguai e será do jeito que planejarmos. Depois disso, a alternativa dos empresários foi voltar e arrumar a lista de demissões. De sexta-feira até ontem, cerca de 3 mil pessoas foram demitidas das lojas e shoppings, boa parte brasileiros. 
 

Demissões
Alguém ligou para o Corvo para informar que perdeu o emprego. E aproveitou para dizer, que na empresa onde trabalha, outras 127 pessoas estão na fila do seguro desemprego. Estima-se que muitas empresas demitiram o grosso da mão de obra. O que será de Foz com tanta gente na rua? É, as perspectivas não são em nada animadoras e pensar que tínhamos tantos planos para 2020. Que situação. 

Festança descarada
O que aconteceu no centro de Foz do Iguaçu no final de semana deixou muita gente indignada: casas noturnas travestidas de "restaurantes" lotadas, com gente apinhada, aglomerada, tudo em desacordo com as regras sanitárias assinadas no relaxamento das medidas contra a pandemia. O assunto foi parar nas redes sociais e o que se via, era o povo sem máscara, agarrado ao litro de uísque, como nada houvesse.

Arranca rabo
Claro que em situações assim, alguém sempre enche o caneco e saiu brigando, desferindo sopapos a torto e direito. Segundo disseram a este colunista houve brigas em vários locais. E depois o dono de uma das casas aparece se defendendo, dizendo que era tudo mentira e não passava de inveja, dos que não podiam sair de casa. Que barbaridade isso hein? 

No restaurante
O Corvo deu de esticar as pernas e sair um pouco de casa, porque ninguém é de ferro. Ao avistar um restaurante vazio, este colunista estacionou e entrou, para um lanche rápido. O dono, amigo, apareceu e disse: "agora que a pandemia do covid-19 acabou, as pessoas começam a aparecer!". Foi uma surpresa ouvir a palavra "Acabou". Acontece, que nem começou pra valer, nosso país nem atingiu o pico da curva epidêmica. Esse é o tipo de pensamento que pode fazer tudo voltar às regras severas e aí sim, vai ficar difícil. Mas a verdade é que muitas pessoas acreditam nisso, que a doença está indo embora. Que lástima! 

Ainda mais essa
A OMS suspendeu os estudos com hidroxicloroquina, de maneiras que dê tempo para avaliar segurança no uso do medicamento. A decisão foi tomada após uma pesquisa demonstrar maior risco de morte em pacientes que usaram a droga. Dizem que o problema é arritmia cardíaca; o "coração véio" dispara e ameaça sair pela boca de muitas pessoas. Farmácias que se anteciparam e adquiriram os medicamentos, vão ficar no prejuízo. Se o Paraguai estivesse funcionando, certamente a Receita e Polícia Federal teriam muito trabalho na apreensão de caminhões de comprimidos. Sem contar que choveria placebos.   

Marcelinho x Fertrin 
Devemos cuidar para não acontecer um duelo, marcado paras 12 badaladas, em plena Avenida Brasil, como nos tempos do velho oeste. O caso dos LEDs está ganhando proporções inimagináveis, a começar por acusações de todos os lados. Marcelinho disse que o seu erro, foi fornecer o número do telefone do capitão preso, para um ex-assessor. 

Só começou
O vereador Celino Fertrin disse que o assunto está só começando. O MP não considerou nem 80% das páginas do processo, e há, segundo ele, coisa muito feia e que o povo ainda não sabe. Pensa? O que será, há de tão cabeludo?  

Vertedouro
E pensar que as comportas abriram e as pessoas não puderam prestigiar? E francamente, ver de perto o vertedouro aberto é o sonho de muitas pessoas. Acreditem, há iguaçuense que ainda não conhece Itaipu por dentro e há muita gente que também não foi ver as Cataratas. O Corvo ficou de cara ao saber de uma pessoa que nasceu em Foz e não foi ver os atrativos. Bom, oportunidades não faltam. Seria como viver em Salvador e não tomar banho de mar, algo impossível de mensurar.
 

Iluminação

Foi que foi que acabou indo. Agora o Chico tem esse caroço para descascar, em ano eleitoral e durante pandemia da Covid-19 e epidemia da Dengue. Não é coisa pouca. O que vai acontecer é que vai chover canivete oposicionista e isso vai começar a se manifestar por meio dos vereadores. Ontem mesmo o bicho começou a pegar.

Ninguém preso
Bastou anunciarem a operação com o sugestivo nome de "Luz Oculta", para as redes sociais espalharem sobre a prisão de uns e outros. Em verdade, o que houve foi busca e apreensão de documentos e pistas que ajudem na investigação do caso. A fraude ainda está sendo tratada como "suposta". 

Suposto estrago
A essas alturas, o que é "suposto" já é tradado com "o escândalo político" na era "pândemica", ou seja, um assunto político que consegue tirar o povo das notícias sobre a Covid-19. A prefeitura deve emitir resposta ao ocorrido.  


Câmara em cima
Ontem, logo cedo, a câmara lembrou a população, que o assunto começou lá, por meio de uma CPI. Em 20 de dezembro (2019), os vereadores concederam coletiva e informaram que encaminhariam o fruto amargo do relatório para o Ministério Público, dentre outros. Como era perto do Natal e a iluminação estava sendo admirada pela população, porque LED é bonito, o Corvo chamou o Celino Feltrin de "grunch" iguaçuense. Aos que não sabem, o "grunch" é o oposto de Papai Noel. Mas o Celino levou na boa, porque sabe separar as coisas.  

Prefeitura responde
Como ocorreu ao longo de imbróglio, a prefeitura se sustenta na transparência do processo. Disse que tudo foi realizado abertamente e com o conhecimento da população. O executivo emitiu nota, logo que a notícia explodiu.   

Transformação da Vila
Os moradores da Vila estão com o sorriso bem aberto, depois do anúncio de que a localidade e será transformada em "Bairro Inteligente". Para variar, um "Zé do Contra", mal-humorado e aparentemente ignorante, enviou carta ao Corvo informando que "lá na vila as pessoas já são bem inteligentes e muita gente tem faculdade e segundo grau". Que barbaridade! O Corvo precisa lidar com essas situações, lamentavelmente. Prezado leitor, trata-se de outro tipo de inteligência e pode acreditar que será uma grande inovação.  


Fazendo a diferença
O general Eduardo Garrido, diga-se, está transformando o PTI em algo muito esperado pela população. Era o sonho de muita gente, o fato do Parque Tecnológico dedicar o laboratório para a cidade sede.  Era um tal de informarem convênios com São Paulo, Rio, e outros locais, que até dava a impressão que o PTI existia em São José dos Campos. E ao mencionar o general Garrido, ele saiu na capa da edição de ontem usando máscara. Fazendo uma correção, o Corvo vai usar uma foto de arquivo, para os que não lembram a aparência do atual Diretor do PTI. 

Respeito
Muitas pessoas levam a sério a prevenção contra o covid-19, usando a máscara e levando um pote de álcool em gel no bolso. E francamente, nem se importam em serem fotografadas e filmadas com apenas os olhos aparecendo. Há muita gente que atua no ofício público sem a vaidade de precisar parecer, o que importa é prover com justeza os recursos em favor da população.  

Retomada do Turismo
Taí um assunto que está mexendo com o ânimo de muita gente. O assunto bateu o recorde de compartilhamento nas redes sociais do GDia, o que dá para medir o interesse público. O Corvo detesta estragar festa, mas segundo soubemos, é possível que alguns atrativos adiem o funcionamento. Mais de dois meses de portas fechadas é o suficiente para muita arrumação, tarefa de certa forma incessante; o caso são as necessidades de adaptações para funcionar com a Covid-19 grudando nas pessoas. Mas se houver adiamento, será de alguns dias apenas. 

Cloroquina
De tanto falarem na droga, um farmacêutico amigo disse que vai colocar um cartaz em frente ao estabelecimento informando: "não temos cloroquina". Ontem havia uma meia dúzia de pessoas esperando a drogaria abrir, em busca do remédio. Mas olha a novidade: duas das pessoas foram até lá perguntar se valia a pena usar a cloroquina. Isso já é algo importante, afinal o farmacêutico é uma espécie de conselheiro da família. 

Profissões que não mudam
Antigamente, havia uma listinha de profissionais fundamentais na vida das pessoas, como é o caso do farmacêutico. Era normal ir ao açougue e dizer: "chame o meu açougueiro". As pessoas ainda fazem força para utilizar o mesmo "barbeiro" ou "manicure" e apesar de quase não existirem jornais, o hábito de ir à banca não deixou de ser praticado. Esse círculo de serviços é muito respeitado pelos consumidores.    

Sem máscara
Ontem este colunista precisou parar no posto de gasolina para abastecer e estava com um pé no chão para ir até o caixa eletrônico que há lá, diga-se um serviço muito bom que é prestado pelo estabelecimento, no Boicy. Mas de súbito, viu duas pessoas, uma trás da outra, saindo da loja de conveniência sem máscara. Atenção, atenção, isso pode render uma multa. Ao que sabemos, os proprietários do local são muito dedicados e exigentes, logo, devem reforçar nas medidas protetivas.   

Dona Regina
O correto seria escrever um título assim: "o fiasco chamado Regina". É no que dá nomear gente conhecida para cargos públicos, achando que isso ajudará na popularidade. A pessoa acaba desistindo, ou deixando a posição por falta de competência e quem leva a lambada é quem assinou a nomeação. Bom, o governo Bolsonaro vai entrar para o Guinness, se depender da quantidade de nomeações e exonerações. Haja tinta na caneta do presidente. Ainda bem ele usa BIC. 

76%
O índice de recuperação da Covid-19 em Foz do Iguaçu é animador. E é mesmo, considerando que a média de recuperação no país não supera os 40%. Isso ajuda a manter o moral elevado e demonstra uma certa eficiência no serviço de atendimento. Tomara continue assim, porque é importante a comunidade crer que será amparada em caso de necessidade. Mesmo assim, o ideal é não vacilar. O Corvo escreveu esta nota antes da publicação do boletim epidemiológico, logo, isso pode mudar. 

Vida normal
E ao sair para abastecer e ir ao caixa eletrônico, este colunista ficou um pouco impressionado com o movimento em Foz do Iguaçu. Se fosse o caso estacional no Centro, seria difícil encontrar vaga, o que demonstra a normalidade nas atividades comerciais. Se continuar assim, a prefeitura corre o risco de decretar rodízio de veículos. Essa possibilidade vazou ontem pela manhã. Se bem que há uma lista de tarefas a serem cumpridas, quando o assunto é manter o povo em casa. O rodízio é apenas uma delas. 

E Cascavel?
O bicho está pegando por lá; parece que a situação saiu de controle e isso se deve ao relaxamento. Mas segundo uma informação, a revelação no aumento de casos de deu em razão da quantidade de testes. Parece que Cascavel anda testando muito mais que Foz. 

Manifestação da Ponte
Quem foi a Ponte da Amizade protestar na manhã da quarta-feira, não gostou da falta de adesão. Um rapaz que faz entregas e também atua no transporte de pessoas no local, disse 70% dos profissionais que haviam confirmado a presença via redes sociais, não apareceram. "Eles sumiram e desligaram até os celulares durante o restante do dia". Em realidade até mesmo as autoridades estranharam o "pedido de socorro" dos que vivem da travessia. 

Mão de obra na ponte
Segundo informação, teremos mais de 500 trabalhadores ajudando a erguem a Ponte da Integração. Ontem, na correria do fechamento, o GDia acabou cometendo um erro de digitação, que acabou pesando na conjugação do plural. E o Corvo tem lá sua culpa, porque também opinou na manchete. Era para sair a palavra "Obra", mas na discussão, que todos os dias acontece, resolveram mudar para "Obras". O termo foi para o plural e parte da manchete ficou no singular. Esperamos que os leitores perdoem estes pobres mortais que não deixam de fazer notícia, nem em tempos de pandemia. O Corvo publica a seguir uma nota de leitor, que muito nos estufa de orgulho.

Heroísmo
Prezado colunista conhecido como Corvo, como o seu espaço é dedicado aos leitores, resolvi escrever: quero elogiar o trabalho de vocês e a ousadia em manter o jornal nesses tempos difíceis, mesmo que ele rode em p&B, o que é muito normal. Até gostaria de saber a razão dos jornais de Foz serem tão coloridos, diferente dos que circulam em outras cidades. Finalizo informando que tenho recebido o meu exemplar pontualmente, com uma precisão de acertar relógio. Vocês estão dando exemplo a uma porção de pessoas. Parabéns! 
Fábrizia B. J. Marques 

O Corvo agradece: prezada leitora, fazemos o possível para levar a vida com normalidade, mesmo sofrendo com a pandemia. O ramo dos impressos está muito arisco, porque faltam materiais. Para se imprimir um jornal diário, são necessários insumos importados, como é o caso do papel, chapas de gravação, químicos e agora, produtos de desinfecção. Muitos distribuidores deixaram de fazer importações, o que nos causa um certo desconforto.

Pausa
O GDia, como vem fazendo, deixa de circular no sábado e na segunda-feira, operação que já está sendo revista, mediante a volta à normalidade em muitos setores. Mas no eletrônico, www.gdia.com.br, o jornal está à toda. Vale a pena conferir! Um bom final de semana a todos.
 

Pelo no ovo

Francamente, será que é possível incriminar alguém pela intenção administrativa pública, supondo um ato criminal, quando ele nem aconteceu? Está na cara que substituir o delegado no Rio de Janeiro era uma espécie de fixação do presidente Jair Bolsonaro, os motivos já são outros quinhentos. Isso sim interessa. Mas, sabendo que seria nomeado chefe da PF, ou que isso iria acontecer, mediante conversas com Bolsonaro, está errado o Alexandre Ramagem sondar delegados da Polícia Federal, sobre os movimentos que adotará no comando da instituição? Tudo estaria na faixa da normalidade, caso no passado, não vazasse uma operação em curso. 

O "x" do problema
Parece que o vazamento é a grande incógnita. Mas, se isso aconteceu e o Ministério Público sabe, que diferença faz trocar delegado chefe? As perguntas são muitas, porém cercadas de mistério e contradições. O que há por traz de tanta preocupação? 

Crise política
Um vizinho, que está fazendo uma construção, veio perguntar ao Corvo: "o senhor consegue entender o que tanto repetem nos noticiários, sobre a conversa entre o presidente e os ministros, com depoimentos de um mundo de gente? Isso é de fato um problema?". O que não se pode negar, é a natureza do rebuliço: o desejo de trocar o delegado da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A verdade é que em breve teremos a posição de ministros do Supremo e aí sim, valerá o que há entre o certo e o errado, conforme manda a Constituição. Por enquanto, resta ao povo assistir a bagunça, usando máscara para não pegar covid-19 e desviar dos mosquitos da dengue. É muita coisa pra cabeça da gente em momento tão delicado. 

Manifestações
Na noite da terça-feira espalharam nas redes sociais que se houvesse manifestação pela abertura da ponte, as pessoas seriam presas no lado paraguaio. O Comissário Carlos Aguilera, Chefe do Departamento de Polícia Nacional, teria dito isso, em respeito às determinações do presidente da República do Paraguai. Não demorou, começaram a surgir desmentidos, acusando a informação de "fake news". Só esperando amanhecer, e o povo manifestar, para saber se era ou não verdade. O que havia era muitos motoqueiros do lado brasileiro. 

Água corrente
Em suas manifestações nas redes sociais, Marito Abdo estava mais preocupado com a abertura das comportas de Itaipu. Ele escreveu: "nossa produção agrícola retoma a exportação via rio. Mais de 200 mil toneladas de soja partem em 152 barcaças para o mercado externo, depois de mais de dois meses encalhadas pela calha do rio Paraná". Uma fonte assegura que Marito não se importa com o tráfego clandestino no Rio Paraná, sua preocupação é o contrabando de coronavírus, por parte de quem frequenta o território brasileiro. 

Preocupação
E o Marito tem lá suas razões para endurecer com as travessias desesperadas na fronteira, porque o Brasil escalou o paredão do maior número de mortos no mundo, em apenas um dia, superando até os Estados Unidos, Reino Unido, França e Itália. No mapa global, o Brasil já aparece em terceiro lugar no número de infectados, atrás apenas dos Estados Unidos e Rússia. O Curioso é que os três países relaxaram no isolamento social, e, agora pagam o preço.

A curva
Os mapas apontam que Estados Unidos, apesar do número de mortos, perto dos 100 mil, está conseguindo achatar a curva e entrando no patamar da "diminuição de casos", e o mesmo acontece com a Rússia. É alarmante saber que o Brasil não chegou ao cume dessa curva e segundo os especialistas, ainda falta muito. Até o final de semana, nosso país deve superar 20 mil mortes.   

Os vizinhos
Até ontem a Argentina havia registrado 8.783 contágios e 393 mortes; o Paraguai 829 registros positivos e apenas 11 óbitos, o país é mais eficiente que a Nova Zelândia, considerada um exemplo no controle da doença. Com números assim, pode-se dizer que o Paraguai está vencendo a guerra, e em momento assim, vai abrir as fronteiras? Difícil.   

Paraná
Os números no Brasil são gigantescos se comparados a muitos países. Os números do Covid no Paraná, por exemplo, Estado que aparenta situação sob controle, encosta em países como a Grécia, Iraque, Camarões, Malásia, e superando muitos outros, isso está esbranquiçando os cabelos do Secretário da Saúde, Beto Preto e já anda tirando o sono do governador Ratinho. O Paraná, com 129 óbitos, superou Santa Catarina (91). Algumas cidades já decretaram lockdown e não será de estranhar se a medida começar a se ampliar. 

Aniversário
Para muitos, Foz receberá o maior presente da sua história, com a possibilidade de reabertura dos atrativos turísticos em 10 de junho. Se haverá muitos visitantes, aí já é outra situação. Os atrativos funcionando, com regras de distanciamento e precauções, dão uma elevada no moral da tropa, e isso é importante em momento de tantas dúvidas; renova o otimismo. Muita gente anda "entregando os pontos", esboçando o desânimo e isso contagia mais que a doença. 

Depressão
Segundo um psiquiatra, que pediu para não ser identificado, um dos maiores inimigos do Covid-19 é a depressão, porque na redução da autoestima, a imunidade baixa e as pessoas se tornam mais suscetíveis. É difícil não ficar para baixo dando de cara com tantas situações deprimentes, como o fechamento de estabelecimentos e pessoas tentando vender o que possuem para superar o momento; famílias se desfazendo; gente morrendo de desgosto, antes mesmo de pegar covid-19. Diante de um quadro assim, qualquer brisa positiva, dá uma elevada no espírito. A abertura dos atrativos turísticos causa isso. 

Outras opiniões
O Corvo possui muitos amigos psiquiatras e naturalmente deu de pedir mais opiniões. O Dr. Ricardo Vinícius de Campos, acredita que "que "é mais uma fase de entristecimento, um transtorno de adaptação, do que o próprio transtorno humor depressivo em si". Ele diz que vê muito mais na questão da adaptação, relativa a preocupação e as causas de tristeza, do que a depressão propriamente dita". O Corvo acredita que nem é necessário um diagnóstico médico, para entender que atitudes que geram o otimismo, são importantes na recuperação do ânimo.

Eleições
O Congresso começou a discutir o processo eleitoral deste ano e as suas possibilidades de adiamento, mas sem a prorrogação de mandatos. Taí uma situação difícil de imaginar, porque se a eleição for realizada em janeiro, ou fevereiro, os mandatos serão automaticamente ampliados. E como são as coisas hein? Chico Brasileiro corre o risco de completar quatro anos de governo, porque assumiu em maio, cinco meses depois dos outros. Não terá a desculpa de governar em menos tempo, apesar da pandemia. 

Voto eletrônico
Disseram para o Corvo, que há pessoas no TSE analisando a possibilidade do voto "seguro" pela internet. O problema são os desconectados. O maior teste já foi realizado, com a liberação das ajudas emergenciais, com muita gente certificando os dados pela internet. Como o voto é obrigatório, a dificuldade é blindar o sistema eleitoral, sem o risco dos hackers fazem a festa em favor dos candidatos que os contratarem. Ou isso é impossível? 

Em campanha
A pandemia será o maior ponto de discussão política das próximas eleições, caso ocorram em outubro ou depois, diante de um provável adiamento. Haverá uma chuva de acusações e soluções que não foram adotadas, o que teoricamente, colocou em risco a situação. Por mais que prefeitos tenham se esforçado e conseguido boa performance na guerra contra o covid-19, não estarão livres das críticas dos opositores. Será um tal de "salvei tantas vidas" e do outro lado "você matou tantas pessoas". Num horizonte assim, fica complicado até o pensamento de que "na crise é que surgem os líderes". O Corvo está mais para afirmar que é na crise que eles são apedrejados, independentemente do que fazem. 

Falar em pedreira...
O Ministério Público representou contra a prefeitura de Foz, pela suposta infringência no dispositivo de licitações, que seriam conduzidas pelo médico Luiz Fernando Zarpelon. De novo, há encrencas sobre a intepretação de contratos por meio da Fundação de Saúde. Vamos Ficar de olho no caso. 

Expressão
Com certeza muita gente acompanhou as denúncias que o advogado Cássio Lobato fez contra o Chico Brasileiro, com gravação em frente ao edifício da Polícia Federal. O juiz decidiu pela liberdade de expressão em ação movida pelo prefeito contra a publicação. Cassio 1 x 0 Chico. Fez parte do processo a discussão sobre "fake news", mas não colou. Ao que parece, o assunto vai adiante. 

Sumiço de bichos
Aumentou consideravelmente a quantidade de anúncios e avisos sobre o desaparecimento de animais em Foz do Iguaçu. É um tal de sumirem gatos e cachorros, muito mais que em outras épocas. Não vamos chegar ao ponto de imaginar que os coitadinhos estão servindo de alimentos, como aliás, já aconteceu em algumas localidades em tempos de crise. Em contrapartida, sumiam vários peixes ornamentais de um restaurante no centro da cidade, e, sabe-se que as pegadas no jardim não são de gatos. No caso, quem surrupiou as carpas anda com duas pernas e calça chinelo Havaianas número 43. Que barbaridade! 

 

Novo visual
Tudo evolui e não é diferente com o GDia. Nosso endereço eletrônico receberá um novo visual, muito mais fácil e ágil em favor dos leitores. O desenho acompanha a tendência mundial na área dos jornais. Segundo a diretoria, o layout estará disponível no prazo de 30 a 40 dias. Mas já está em fase de testes das ferramentas.
 

Moro e Lula

O ex-ministro disse que Lula não cometeu crime ao chamar Bolsonaro de "miliciano". Primeiro que é suspeito para argumentar algo assim e seguindo, não é mais juiz para fazer julgamento. Deveria ter ouvido os conselhos dos amigos e não abandonado a magistratura. A não ser que esteja pensando em voos mais altos na política.  

Fora da OMS
Em razão das divergências com a pandemia, o presidente norte-americano Donald Trump ameaça pular fora da Organização Mundial da Saúde. Se fizer isso, poderá ter como seguidor o Brasil, porque Bolsonaro gosta de brincar de "seguir o líder". 

Pressão
Os médicos temem pressão para administrar cloroquina no país. Leia-se pressão governamental e popular, porque ninguém quer morrer de covid-19

Clima úmido
Segundo uma pesquisa, a doença se espalharia mais rapidamente em locais onde o clima não é tão seco. Vai ver é por isso que Manaus está para se tornar o epicentro brasileiro (ou já é?). 

As pontes
Estão marcadas para hoje manifestações contra o fechamento das pontes. As populações dos dois lados não suportam mais viver assim, como fossem separadas por um "muro de Berlin". O problema é que isso depende dos governantes em Brasília, Assunção e Buenos Aires. Tomara as manifestações cheguem até eles.

Preocupação
Então vamos imaginar como devem se sentir paraguaios e argentinos, com essa bagunça que acontece no Brasil? Se eles assistem os enterros em valas coletivas, aí é que vão trancar até o ar que atravessa as pontes. 

Inimaginável
É praticamente impossível imaginar como os paraguaios irão controlar o número de pessoas em Ciudad del Este. Por mais que as lojas se shoppings se organizem, há as barracas na rua. Só se eles ficarem de fora. Torcemos para encontrarem uma solução.

E depois
O que vai acontecer é uma grande surpresa para os brasileiros, paraguaios e argentinos quando voltarem a se visitar. Não encontrarão uma porção de estabelecimentos; olharão apenas as fachadas sem placas, ou a anúncio de encerramento das atividades.

Fronteira organizada
No rol de informações que o Corvo recebe todos os dias, consta uma inovação em Ciudad del Este. Donos de grandes lojas estariam se articulando com o governo para aproveitar a pandemia e passar a régua em uma nova urbanização da cidade. A ideia é quando abrirem a fronteira, todo estará diferente.
 

Macro e Carrefour
O Macro fechou, amanheceu na segunda-feira com a corrente no portão, informando o fim das atividades comerciais. Mas segundo disseram ao Corvo, a rede Carrefour quer instalar uma loja naquele local, fazendo frente aos atacadões e redes paranaenses. Aliás, executivos da rede discutem a possibilidade de implantar um hipermercado num dos shoppings da cidade. Se for no Catuaí, vão precisar ampliação. Se for no Cataratas, vão precisar erguer mais um andar. 

 


Invasão
A crise está revelando um "Professor Pardal" em cada esquina. Ponto para a criatividade brasileira. Em Foz, cresceu o número de opções de equipamentos de higiene, como suportes de álcool em gel, secadores com lâmpada de ozônio, pias retráteis com a eficiência dos banheiros químicos além de uma infinidade de modelos de máscaras e protetores para a cabeça. Andam tentando enfiar a cabeça até em aquários, o que resultaria numa espécie de capacete de astronauta. Ai se a moda pega...

Sem o Chico
Corvo, a minha ficha não caiu. Comprei o jornal ontem e fui com tudo procurar a coluna do meu velho amigo Chico e cadê? Foi quando a moça do posto de combustível disse que "achava que ele tinha morrido". Precisaram me servir um copo de água com açúcar. Como fiquei doente uns dias e a minha família me enjaulou, achando que era covid-19, acabei não sabendo da morte do meu amigo. Puxa vida, que tristeza. Deus o tenha e aproveite para ter com ele os bons papos que eu tinha, toda vez que o encontrava pelo caminho.
Rubens F. Loureiro   

O Corvo responde: prezado, a ficha também não caiu na redação e todos sentem uma falta danada do amigo ou de ler a sua coluna. Chico fez história e será guardado nela. Ainda estamos no luto e pelo visto, vamos demorar para sair.

Créditos
Corvo, me conta, você conseguiu algum dinheiro desses créditos subsidiados? Olha que falei com uma porção de amigos e não achei um, que fosse feliz com isso. Todos estão na fila, aguardando a análise. E pensar que muita gente acreditava que seria fácil. 
Manuela J. H. Peçanha

O Corvo responde: créditos governamentais nunca foram fáceis, as empresas precisam manter tudo em dia e com certa regularidade, do contrário, ficarão de fora, ou não terão um resultado positivo quando o assunto é análise. O que o Corvo sabe é que a fila é longa e a cobrança é grande. 

Vacina
Corvo, eu que achava que fazer vacina era coisa mais simples. Lá em casa, as crianças de tanto verem televisão, estão brincando de médico, uma tratando a outra, usando máscaras, aventais, e utilizam termos como "imunização", dentre outros, já sobrou até injeção na bunda das bonecas. Mas o mais curioso, o que me levou a escrever para o senhor, é que há espertinhos espalhando por aí que já existe vacina e "vendem" senhas para as pessoas ficarem na "fila. Quem disse foi a minha cunhada. Um cara apareceu na casa dela com essa novidade.
Fabiana F. H. Machado

O Corvo responde: nas crises sempre aparecem esses escroques, tentando tirar vantagem dos menos esclarecidos, ou distraídos, porque muita gente acaba caindo na lábia deles. No dia que acharem uma vacina, o mundo todo saberá, porque não há nada mais esperado. Tomara isso aconteça antes do Papai Noel. Sim, vacinas levam em média dois a quatro anos até realizarem todos os testes. Se alguém aparecer vendendo vacinas, chame a polícia. 

Bom trabalho
Corvo, quero aproveitar o espaço para dizer que Foz parece bem organizada ao encarar a pandemia do coronavírus. Isso podemos contatar pelo número de óbitos e pessoas curadas. Já Cascavel está um horror. Minha irmã mora lá e disse que o bicho está pegando. Mas no geral o Paraná parece que vai bem. Você viu a entrevista do governador na RPC?
Geraldo H. Vitorinno

O Corvo responde: sim, o governador Ratinho Júnior parece manter as coisas sob controle. Falou um pouco de tudo, mas ele está visivelmente mais preocupado com a falta de água, até porque a pandemia do covd-19 está aparentemente sob controle no Estado. Bom, ele disse que basta um sinal da coisa sair do eixo que endurecerá. E não poderia agir diferente. Tudo vai passar.


Pichulinho fugiu
O cãozinho te pequeno, preto, com manchinhas brancas e pernas curtas escapuliu no último dia 12, quando caiu o último temporal. Ele mora na região da Vila A. Quem souber informações entrar em contato com Daiana celular 99802 8838. 

 


Hugo Chávez 
Acreditem, este é nome do fato tipo frajola, do jornalista Vinícius Ferreira. Hugo pelo visto empreendeu fuga, depois de comer dois peixes do aquário e até ontem não tinha retornado. O problema é que o gato é caseiro e não tem esse costume de desaparecer. Quem souber o paradeiro do Hugo Chávez, ligue para :(45) 9 9984 0254/ (45) 9 9927 7773