No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Cívico-militares

É importante destacar que no processo de formatação das escolas cívico-militares houve a participação do deputado Vermelho, e isso aconteceu na raiz da discussão, em audiência com o ministro da Educação. Lá foi que pautaram uma unidade para Foz do Iguaçu — que, segundo Vermelho, "foi um presente".

Federais e estaduais
Há iniciativas do governo federal e dos estados para a implantação de escolas cívico-militares. A unidade de Foz veio de Brasília; a de Colombo, por exemplo, e de outras cidades iniciaram por demandas do estado do Paraná. O deputado Toninho Wandscheer também foi um importante parceiro na iniciativa, hoje uma conquista.

E vem mais...
Desde o final do ano, o deputado Vermelho fala que terá uma grande notícia para a cidade. Pelo visto ele está maturando o fato, ou precavendo-se, porque muitos políticos anunciam medidas que batem na trave. Até o momento a margem de erro do Vermelho é zero, porque tudo o que ele anunciou deu certo. O que será que vem por aí? 

Na política...
Para quem é chegado em bastidores, janeiro é uma meleca em matéria de informações do setor público. Sobram estatísticas, isso sim. A maioria dos nossos representantes está em viagem, curtindo as férias, tomando fôlego para a pauleira que deve acontecer de fevereiro em diante. 

Feitos gloriosos
Enquanto isso, nossos vereadores fazem um balanço das atividades de 2019 e dizem o que pretendem em 2020; claro, olhando para o mês de outubro. Que tomem tento, porque a sociedade está de olho mais do que nunca. 

Números
Segundo informaram a este Corvo, a queda no número de passageiros no aeroporto de Foz tem outro significado, e muito mais decisivo. A ANAC não considera janeiro a dezembro para medir movimento nos aeroportos. O "Ano/ANAC" é de outubro a setembro, assim baliza o resultado pela alta temporada. Na verdade, na estatística oficial da aviação, no Brasil e no mundo, Foz cresceu. O Corvo conferiu, mesmo assim o ano passado não foi uma Brastemp para a aviação civil brasileira. O GDia aguarda um material especial avaliando o assunto. 

Defecada
Corvo, aos poucos o "nosso" presidente vai livrando-se dos radicais e pessoas que não representam o seu pensamento. Oras, veja, depois de uma imensa discussão sobre o "nazismo" ser de esquerda ou direita, aparece um ministro da Cultura e se perfila com a ideia social mais atormentadora da história da humanidade? Esse Albin deveria ser processado, porque o que os ministros de Hitler aprontaram não foi pouca coisa. Fazer apologia às suas ideias é algo que não se ajusta à nossa sociedade. 
Fernando Cavalca Lameiro

O Corvo responde: primeiramente, caro leitor, a figura em questão é Roberto "Alvim", e não Albin, sobrenome muito conhecido pela intelectualidade de Ricardo Cravo Albin, totalmente oposto ao infeliz senhor que ocupou a pasta da Cultura. O Corvo pesquisou e possui reflexões próprias acerca do caso (a seguir). 
 
Defecada
Mas que baita falta de criatividade! Com tamanha diversidade, há tantos assuntos para um "ministro" da Cultura comentar, e ele resolve copiar uma fala de Joseph Goebbels? Bom, para iniciar, há necessidade de um reparo: Roberto Alvim ocupou o cargo de secretário especial da Cultura, porque o governo Bolsonaro extinguiu o ministério. 

Prêmio Nacional
Revendo o caso, ocorrido na semana passada, o que houve foi: para anunciar a verba de R$ 20 milhões ao Prêmio Nacional das Artes, Alvim disse num vídeo, depois retirado do ar, que "a arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada". O texto aqui vai ficar até meio repetitivo, mas para efeito de comparação dos leitores vale a pena reproduzir a frase do nazista, chefão da propaganda de Hitler: "A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada". Que barbaridade! Dói imaginar que o secretário não desconfiou de que descobririam o seu "Ctrl C" + "Ctrl V". Apostou na ignorância do brasileiro e se deu mal. 

Heil História
Goebbels proferiu a "ode" de natureza suástica em 1933, quando se encontrou com diretores de teatro. E mesmo na época houve quem enfiasse o dedo na garganta. Naquela ocasião, ele falou aos diretores de teatro. E, pior ainda, Alvim ilustrou sua asneira com uma ária sonora de Wagner. É uma melodia lindíssima, não fosse Adolf Hitler mencionar em Mein Kampf (sua autobiografia) que ela foi decisiva em sua vida. A música preferia de Hitler, misturada com a ideia de Goebbels, resulta num coquetel dos mais sinistros, além de altamente explosivo. 

De centro? 
O presidente Bolsonaro critica a ala da direita. Quem imaginaria uma coisa dessa? Para criar o novo partido, Aliança pelo Brasil, ele pode mudar inclusive a postura, conversando com políticos e gente que todos os lados. Alguém disse para o presidente que a desistência ideológica pode causar uma migração para o que seria um novo modelo para o país. Mas com 77 partidos políticos? Novo modelo seria reduzir isso em 90%, para começar.  

Cruzamento maldito
Corvo, o encontro das ruas Carmem Gatti, Fogaça e BR-469 é um tormento. Pelo visto os políticos não passam por lá faz tempo. Nas temporadas, então, o trecho é insuportável, com a formação de enormes filas e aquela confusão de um vai para lá e outro pra cá, misturado com pedestres, ciclistas, pessoas a cavalo, charretes e o povo que passeia com os cachorros. Pensa na cena? Escreva, Corvo, qualquer dia vai acontecer uma tragédia lá, e só assim as autoridades vão cair na real.
Lúcia R Mello

O Corvo responde: será que precisa acontecer mais do que já ocorreu naquele local? Passou da hora de arranjarem solução, mas parece que estão esperando a duplicação da BR. O caso é emergencial. 

Força-Tarefa
Que situação é essa da dengue, hein seu Corvo? Mais uma fez sobrou para o poder público. Veja, pago imposto, sou um crítico da prefeitura e políticos de um modo geral, mas nesse caso do mosquito a população é quem deve levar a culpa. As pessoas não dão a mínima para o lixo, a água empossada, e depois que levam a picada a culpa é do prefeito. No meu bairro os proprietários limpam os lotes, mas vem gente de longe e despeja entulhos, móveis, pneus... Uma tristeza! E agora terão que montar uma força-tarefa por que as pessoas não cumpriram com o dever? É lamentável. 
Paulo T Gonzaga Júnior

O Corvo responde: a prefeitura faz campanhas de conscientização, e, agora, deve operar novamente com o fumacê, que estava fora de combate porque o Ministério da Saúde não enviou o veneno. O leitor está correto, a população não está fazendo a lição de casa. O Corvo recebeu várias cartas, algumas dando conta de uma infestação de mosquitos nos últimos dias, quando o Sol apareceu e o clima voltou a esquentar. Não está errado restringir certos direitos aos que não colaboram! 

 

 

 

Coca-Cola sumida
A cadela com nome de refrigerante desapareceu no último dia 10, e isso deixou muita gente triste. Ela é castrada e muito habituada com a família, por isso os donos estão apreensivos. Quem souber do paradeiro, por favor, avise a Elisa no celular 99976-7079. O Corvo agradece! 
 

 

 

 

 

 

 

Sucesso!
A passagem do instrumentista e compositor Yamandu Costa por Foz foi algo memorável. Ele se apresentou em A Casa para um público seleto e, além da apresentação, atravessou a noite conversando e cantando com os músicos locais, além de curtir um bom vinho. O Corvo publica uma foto com exclusividade. O GDia está preparando um material especial. 
Foto do corvo2


 

Tristeza

Mais um acidente engrossa a contabilidade sinistra da BR-277. Isso simplesmente reflete a falta de competência pública em proteger os usuários da principal estrada paranaense. O trecho de Palmeira é muito conhecido em decorrência das colisões, em boa maioria de frente. Há muitos pontos de aquaplanagem, além do mais os motoristas de veículos grandes enfiam o pé. 

Incompetência
Deixando de lado os requintes da colisão e a possível imperícia de um dos condutores, estados dos veículos e tudo o mais, o fato é que a falta da duplicação eleva as estatísticas de óbitos em acidentes. Quando veículos colidem de frente, as chances de sobrevivência diminuem muito. A família Cadrenal era muito conhecida, sobretudo entre os servidores municipais, esfera em que Sandra e Jefferson exerciam funções. A cidade, de um modo geral, está abalada com o ocorrido.  

Números
Prezado Corvo, tenho uma pergunta um pouco cabeluda para você responder, e espero não colocá-lo em saia-justa. Mas lendo o seu jornal todos os dias, eu pergunto: se Foz bateu os recordes de visitantes, com milhões de pessoas vendo as Cataratas, Itaipu, Parque das Aves e demais atrativos, como se explica a queda do número de passageiros para o destino? Isso é um mistério, não é Corvo? Agora eu quero ver você sair dessa?
Alceu Betran F Barroso

Pra baixo
Ei Corvo, vocês aí que são da "ala positiva" e só dão notícias boas, jogaram um copo de água fria na gente. A notícia da queda de passageiros em aviões desviou o jornal da rota, na mídia positiva, não acha? Mas também, esse nosso aeroporto nunca para de ser reformado, com puxadinhos para todos os lados, sem contar as surpresas no negócio de transporte aéreo. 
Juliano G Vigilianno

O Corvo responde: prezado, esta ave é safa, é filha da Chiquita Bacana, não entra em fria nem cai na saia-justa! É uma pura questão de matemática. Primeiro, nem todos os visitantes que passaram pelas catracas dos atrativos viajaram de avião. Segundo, a diminuição de passageiros, em razão de vários fatores, foi na ordem de 2,73%; logo, se o turismo terrestre aumentou 3,5%, os números já se superam. Como mencionou um leitor, não se trata de pessimismo ou jogar o negócio do turismo para baixo, e sim exemplificar, em tom de alerta, as deformidades que ocorrem em um setor tão importante. Muitos fatores ajudaram na queda do número de passageiros na aviação, reformas no aeroporto, companhias deixando de operar... O fato é que há boas perspectivas para os próximos períodos.

Monjolo
Corvo, você tem razão, a área do Monjolo aberta seria um regalo para a população. O caso é que o lugar ao lado, que dá de frente para o BIG, parece ser particular. Tive até o cuidado de fazer uma print, e nela aparece aquele edifício caindo aos pedaços e que certamente foi embargado por algum motivo. Qualquer dia aquilo desaba na cabeça de alguém. Mas se a área é particular e de interesse da população, bem que poderia ser desapropriada, não é? Aquele terreno só serve para abrigar circo e parque de diversões. 
Solange N Veiga

O Corvo responde: ainda estamos averiguando a questão da propriedade do imóvel. Desapropriações às vezes são injustas, mas quando arejam a cidade e provêm conforto aos habitantes, vale a pena. Voltaremos ao tema. O Monjolo merece atenção, a começar pelo entorno, porque o mato cresce e engole tudo o que há por lá. Há várias nascentes na área.   

"Gatos"
O governo do Paraná divulgou ontem que as equipes de combate a ligações irregulares e fraudes no sistema de medição de energia da Copel detectaram cerca de 10.849 procedimentos irregulares realizados por consumidores no ano passado. Apenas os populares "gatos" abasteceriam uma cidade de 25 mil habitantes durante um ano! Pensa? 

"Gatão"
Coincidência ou não, rola pela cidade a descoberta de um "supergato" que estaria acumulando mais de R$ 600 mil em prejuízos para a companhia de abastecimento. Para quem não sabe, o valor da ligação clandestina é rateado entre os consumidores. 

Mão de obra de excelência
O Corvo raramente elogia a qualidade profissional dos prestadores de serviços em Foz. A carência é grande em muitos ramos de atividades, e na maioria dos casos lucram os médicos e farmácias, em razão das dores de cabeça em que resultam certas contratações. E como hoje é sábado e sabemos que há grande leitura, vale a pena destacar quem trabalha pensando no cliente. Sim, porque quem só se mexe pensando no próprio bolso não merece destaque.  

Mecânica supimpa
Então, caro leitor, você já deve ter sofrido às pampas ao levar o veículo a oficinas. Isso é um sofrimento para algumas pessoas, sobretudo a quem possui veículos longe das concessionárias, como é o caso do Rogério Bonato, que deu de comprar uma Land Rover, cuja revenda mais próxima está em Curitiba. O Corvo vai contar o caso: numa certa manhã, o carro empacou na garagem. Não dava sinal de vida e foi de guincho até uma autoelétrica. Não era bateria, nem motor de partida. Depois de uma semana, as pessoas de lá disseram que era a "caixa de câmbio"! Em outra oficina, conseguiram virar o motor, mas a suspensão não subia. "Era coisa grave", falaram. Enfim, o carro ficou indo de um lado a outro, e o Bonato já estava pensando em arranjar uma cegonha, mas ouviu o conselho de um amigo e levou o carro para a Bauru Auto Center, que fica na Avenida República Argentina.  

Solução
Esses veículos requerem atualização tecnológica e para lidar com eles são necessários computadores, programas e, além do mais, o conhecimento quanto aos modelos. O fato é que depois de 15 dias indo pra lá e pra cá, com diagnósticos desesperadores, tipo motor travado, caixa emperrada, bolsa de ar furada e pane nos módulos, o Discovery deu entrada na UTI ambulatorial da Bauru Auto Center. Uma hora depois, ligou o mecânico informando que, após a análise efetuada pelos equipamentos que há lá, descobriu-se que havia queimado um fusível. Dá para acreditar nisso? 

Esculhambação
E mexeram no carro do Bonato de um jeito que foi preciso, além da troca do fusível, desfazer a grande confusão que os antecessores causaram. Quem não entende não deve aventurar-se nem aceitar o serviço. Vale a pena divulgar, porque o mecânico que prestou o excelente serviço é o Paulo Henrique de Paula, um profissional altamente habilitado em várias marcas que requerem conhecimento e atualização tecnológica. O Corvo vai levar o Fusca 68 lá, porque o possante merece ser tratado com carinho. Aliás, aqui vai um abração para o Carlão Savallisch, amigo de longa data.  
 

Seu Pedro
Aqui vai um amplexo especial para o Pedro, que comanda a ideia Vá de Bike, disponibilizando bicicletas de excelente qualidade a custos bem confortáveis aos iniciantes. Andar de bike é muito saudável. Pedro presta um serviço diferenciado ao buscar e devolver as bicicletas em casa, caso necessitem de ajustes! "Amplexo"? Quem não souber o significado que procure no dicionário .
 

Seu Sérgio
Já que o sábado é de abraços e elogios à competência, quem não poderia ficar fora é o Sérgio, proprietário do restaurante de iguarias nipônicas Saty, que fica na Vila Yolanda (Rua Cândido Ferreira, 287). É um dos esconderijos preferidos do Corvo e de sua amada Corva. Quem não conhece está perdendo tempo, porque vale muito a pena. Sérgio, inclusive, é alguém que mantém a saúde em dia por meio do ciclismo. 
 

Objeto perdido
O Sérgio (Saty) estava pedalando e viu um objeto no asfalto, pensou ser um celular, mas na verdade era uma dessas maquininhas de cobrança para cartões de crédito e débito. Quem perdeu pode ir buscar lá no restaurante Saty. 
 

Novela

Uma das maiores crueldades de 2019, em Foz do Iguaçu, está para completar um ano: a desocupação do conjunto habitacional Duque de Caxias, que corria o risco de iminente desabamento, no entanto continua firme, porém desabitado. 

Precariedade
O que foi o sonho de 136 famílias se tornou um pesadelo em vida, atormentador e parece que sem fim. Elas tiveram de abandonar as moradias às pressas e, passado todo esse tempo, habitam um "aluguel social". Que situação, hein?  

Dilapidação
Enquanto dura o "vai não vai", o conjunto está sendo aos poucos dilapidado. Desde que foi esvaziado, só não carregaram as paredes. E se com toda aquela gente vasculhando as estruturas, marretando daqui e dali para a retirada de janelas, portas, fiação, azulejos e telhas, os prédios não desabaram, dificilmente irão ao chão até em caso de terremoto. 

Crueldade
O termo pode ser um pouco pesado, mas se encaixa perfeitamente ao caso. Vamos imaginar a transformação na vida de tanta gente; a mudança da rotina, escolas e creches das crianças; enfim, compromissos com companhia elétrica, saneamento..., e do nada as pessoas perderam o endereço; e a casa, moradia, é mais do que uma identidade. E ainda há os embaraços com a Caixa, que financiou os imóveis. Uma baita bagunça isso. Nem vamos entrar aqui no mérito da necessidade da demolição e questões de engenharia, pois o que interessa é a vida das famílias. 

Câmeras de segurança
Corvo, eu li sua nota sobre o "Big Brother" e depois acabei lendo os dados de uma recente pesquisa empresarial, segundo a qual um dos setores que mais avançaram foi o do monitoramento. E tem mais, o que era algo muito caro, praticamente um luxo, hoje pode ser adquirido por preços muito baixos, mas no Brasil ainda é caro. Veja, fiz um orçamento, e o preço mais baixo que me forneceram foi de R$ 6.500, com as câmeras, DVR, cabos e mão de obra. Daí resolvi passear pelo Paraguai e achei tudo, um kit com oito câmeras, cabos e gravador por R$ 700! Dei uma de louco, comprei e já uso esse equipamento faz mais de um ano, e nunca apresentou um mínimo problema. Quer saber? Eu mesmo instalei. Por que as coisas no Brasil são tão caras? 
João Romário F de Deus

O Corvo responde: prezado, todos os setores possuem as suas limitações e vão tornando-se acessíveis com o passar do tempo. Pode pesquisar e verá que encontrará equipamentos de monitoramento muito mais em conta nos dias atuais. Mas o bom disso é que todos pensam em instalar equipamento assim em suas casas, e isso vai fechando o cerco contra os invasores e bandidos que vilipendiam o que é dos outros. Muitos crimes são solucionados hoje graças ao monitoramento que está espalhando-se. 

 


Clima instável
Muitas pessoas não imaginam a dor de cabeça que a instabilidade climática causa em alguns setores, tanto que as construtoras realizam operações especiais em épocas de verão, com as suas decorrentes chuvas. A gente olha para o céu e ele está lindo de morrer, e uns minutos depois fica carrancudo. Esse clima é bem bipolar mesmo! O Corvo está esperando há um tempão para pintar uma cadeira de couro. É um tal de levar tudo para fora e quando chega a hora de passar o pincel cai água. Se há milhões de pessoas rezando para chover, não podemos torcer contra. 

...e ontem...
A chuva do início da tarde foi medonha, junto com trovões, raios e árvores sacudindo para cair. Algumas desabaram, como era de se esperar, como aconteceu na Avenida JK, onde o trânsito foi interrompido. O trecho, aliás, quando não alaga, vira em árvore tombada. 
 

Pavimentação
As máquinas da prefeitura seguem espalhando asfalto pelos bairros, e algumas localidades nem parecem as mesmas. Quando o poder público toma iniciativas assim, as pessoas se animam e dão um "grau" na residência, passam tinta, arrumam o jardim, a vida melhora. 

O homem do caminhãozinho 
O Corvo vinha dirigindo calmamente o seu Fusca 68 pela Avenida Felipe Wandscheer, e eis que um motorista da prefeitura aprontou uma manobra imprudente. Ele ameaçou atravessar a rua abruptamente e, ao desviar, este colunista quase capotou o veículo. Era um desses caminhões pequenos, brancos, com carroceria de madeira e o brasão estampado na porta. Quem dirige veículo público precisa respeitar as leis de trânsito e, no mínimo, demonstrar respeito pelos contribuintes. 

Bagunça
Prezado senhor Corvo, não acredita a minha felicidade quando fiquei sabendo que teríamos, finalmente, uma coleta seletiva. Mas também não imagina a minha tristeza toda a vez que o caminhão passa na frente da minha casa. A música é muito alta, irrita até os cachorros e, além do mais, é de péssima qualidade. Se fizessem algo igual ao caminhão do gás, seria bem melhor. Pede pro prefeito mudar isso, Corvo?
José A Ferreira

O Corvo responde: de fato o som do caminhão é muito barulhento, tanto que nem se entende direito o que cantam. Só faltava enquadrarem a prefeitura na Lei do Silêncio.

IPVA sem Correios
O IPVA tem de ser retirado no site do Detran. É uma operação simples. Basta digitar o Renavan, e a conta aparece em detalhes. O que o governo poderia fazer era reduzir o valor, porque não há mais gastos com os carteiros. 

 

Parque Monjolo
O Parque Monjolo é de fato um local especial e que mereceria uma atenção por parte dos órgãos públicos. Os acessos, inclusive, estão necessitando de reparo, porque para chegar lá só se for de jipe lunar, tamanhas as crateras. E no mais, segundo informou um arquiteto, o ideal seria urbanizar o lado que está fechado e que vai dar em frente ao Supermercado BIG. Aí sim, pode ser, o parque ganharia um visual mais atrativo. Resta saber o que é área pública e privada. 
 

Gatti
Corvo, li atentamente as notas que você publicou e, francamente, fico muito triste em saber que um empresário tão importante para a nossa cidade vive assim, vendo o seu patrimônio dissolver-se. Meu pai também enfrenta um sério problema em receber o que lhe é de direito, por causa dessas transições e jogadas jurídicas que limparam o empresário. Mas sabemos que o patrimônio está em mãos de outras pessoas, e não é possível que a Justiça não veja isso. Fiquei sabendo que os ex-empregados estão pensando em montar até uma associação para brigar na Justiça. Pensa, precisava chegar a isso? 
MTH (A leitora pediu para não ter o nome divulgado.) 

O Corvo responde: prezada, o que não falta aos ex-funcionários do grupo é esperança para reaver seus direitos. Devemos levar em conta que há muitos advogados trabalhando, sindicatos, e a pendenga não é pequena. Já se tornou muito conhecida dos que trabalham nas audiências. É mesmo triste um desfecho assim. Nem gostamos muito de comentar o assunto, porque a Justiça é o lugar em que situações assim devem se resolver, mas são tantas as cartas e pessoas envolvidas que o assunto já se tornou de expressão pública.


Mais movimento

O presidente Bolsonaro segue balançando o coreto, mesmo um ano após a sua posse. Agora, o movimento é para montar e tentar consolidar a Aliança pelo Brasil, partido que promete ser o manancial para aves migratórias de todas as plumagens e origens. Segundo este Corvo apurou, a Aliança terá o povo da direita, centro e, acreditem, até da esquerda.

Segundona
Dia 20, Foz realiza um evento para um "mutirão de assinaturas"; será no centro de convenções do Hotel Foz do Iguaçu, às 19 horas. O Corvo, atendendo ao pedido de vários amigos, publica o cartazete que está servindo de convite nas redes sociais. O deputado federal Felipe Barros estará na cidade e receberá os interessados na nova legenda. 

Organização
O Dr. Ranieri é um dos que encabeçam a formação do novo partido na cidade. Ele inclusive deixou o PSL. Disse que está totalmente focado na Aliança, porque a ideia é organizar base para as eleições deste ano. Muitas pessoas estão perguntando ao Corvo questões sobre "janela partidária", ou se é possível criar um partido e encarar eleições no mesmo exercício.  

Sebo nas canelas
Quem conhece de política e acompanha a fila que há para a formação de novos partidos jura de joelhos que o Aliança pelo Brasil não conseguirá cumprir o ritual de formação até abril. O presidente Bolsonaro deverá viajar por 21 estados em missões oficiais; e, claro, ele não sairá pelas ruas pedindo assinaturas, mas sua presença fortalecerá o ânimo dos organizadores de diretórios. Por outro lado, não disputar eleições em 2020 é uma situação muito confortável para Bolsonaro, porque terá lastro para atrair políticos eleitos e com vistas no processo de reeleição. 

A janela
O Corvo deu uma fuçada e não precisou ir muito longe, pois o blogue Cabeza News, assinado pelo colega Ronildo Pimentel, informou ontem as principais datas do calendário eleitoral. A janela partidária se abre entre 5 de março e 3 de abril, permitindo que vereador troque de partido sem perder o mandato. 4 de abril é o último dia para candidato filiar-se a um partido; e 6 de maio, o último dia para regularizar e transferir o título de eleitor. Depois disso, entre 20 de julho e 5 de agosto, é o prazo das convenções; e 15 de agosto, o último dia para registro das candidaturas. A campanha eleitoral começa dia 16 de agosto. De 28 de agosto a 1º de outubro será a propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Novos partidos
Como este Corvo já se antecipou, a fila é grande, e o Brasil poderá possuir 77 legendas partidárias. Elas precisam ser reconhecidas pelo TSE; depois disso, a migração pode ocorrer sem risco de perda do mandato. 

Enfim a prainha
O balneário nunca foi tão aguardado pela comunidade. Há filas para disputar os metros quadrados de grama e as 89 churrasqueiras espalhadas embaixo das árvores. A prefeitura disse que até sexta-feira os portões estarão abertos. As declarações do secretário de Planejamento, Elsídio Cavalcante, foram bem precisas com relação aos trâmites com o IAP, ou IAT, e transferiram um certo conforto à população, para que não ocorram mais obstruções ao acesso dos banhistas. A prainha é um dos raros locais públicos para o povo refrescar-se, descontando as piscinas do centros de convivência e os chafarizes e espelhos d'água nas praças, onde a molecada faz até "marguio". 

Concessões
As prainhas pertencem à Itaipu. Em Foz, o comodato vai até 2028. A prefeitura realizou projetos de revitalização, mas eles precisam de verba, e não é pequena. E há toda uma explicação com relação aos investimentos, porque é área pública, com atuação em espaço de domínio da binacional. Parece algo simples, mas não é. 

Menores aprendizes
Prezado Corvo, escrevo-lhe (esperando que dê uma ajeitada em meu texto) para dizer da minha satisfação com o serviço inestimável prestado pela Guarda Mirim para a sociedade iguaçuense. Olha que beleza isso, o fato de abrirem vagas para a formação profissional! Essa entidade vale ouro, Corvo!
Marisa A Antonelli

O Corvo responde: prezada leitora, mais de 30 mil adolescentes já foram atendidos pela Guarda Mirim de Foz do Iguaçu, e muitos com carreiras consagradas em várias atividades importantes. É bom saber que a entidade é assim tão protegida, moralmente, pela comunidade, afinal de contas atua no amparo vocacional desde 1977. 

Blitze
O Corvo tem recebido várias, muitas solicitações de textos reclamando das barreiras policiais pela cidade. Francamente, o que adianta reclamarem? Analisando as "cartas", ninguém reclama da abordagem, pelo contrário, os policiais e guardas municipais têm usado de cordialidade para com os motoristas, mas há casos em que os veículos são levados para o pátio. O ideal é correr e regularizar a documentação, ou não dirigir depois de beber álcool, e portar a habilitação. Se tudo estiver em ordem, nada acontecerá. Barreiras policiais ajudam, e muito, na segurança, recuperando vários veículos furtados.   

Marco
Corvo, aproveitei as férias e dei um pulo nas Cataratas. Como moro em Foz ficou fácil. Mas o bacana é que lá fiquei sabendo melhor sobre as mudanças no Marco das Fronteiras e fiquei muito motivado a ir conhecer. Fomos, eu e meus filhos, no mesmo dia. Show de bola! Todo iguaçuense tem o dever de conhecer o local e ajudar a divulgá-lo. Hoje é um senhor atrativo! E lá tem um chope bem geladinho e por apenas R$ 5,90! Como a minha filha dirige e não bebe, aproveitei muito bem a tarde! 
Murilo Gonçalves T Tamoios

O Corvo responde: prezado, e se prepare que em breve teremos mais novidades a respeito do local. Mas pelo momento, infelizmente, não estamos autorizados a antecipar. Aguente mais uns dias, que teremos as informações completas. 
 
Quem é quem?
Corvo, esses dias você publicou uma notinha informando que o nome do jornal é GDia e que, faz anos, não é mais "Gazetinha". Entendi bem, mas, embora a mudança do nome, os leitores sempre vão tratar o jornal assim, como "Gazetinha", mais por uma questão carinhosa do que outra coisa, afinal "Gazeta" não quer dizer que é o nome do jornal. Olhei no dicionário, e a palavra, um substantivo feminino, quer dizer "periódico, em formato de tabloide"; logo, o nosso GDia não deixa de ser uma "gazeta". O que interessa é que o jornal atende muito bem à expectativa dos leitores e assinantes. Mas explica isso, Corvo.
PRL (O leitor pediu para não ter o nome publicado.)

O Corvo responde: prezado, não é um assunto assim muito confortável, porque este colunista tem o hábito de deixar certas coisas no passado. Mas acontece que, em certa ocasião, um representante legal do Dr. Ermínio Gatti, que era o dono do jornal A Gazeta do Iguaçu, reuniu o povo da empresa jornalística e anunciou que ela iria fechar e que cada um procurasse o seu destino. Pensa na situação? Daí surgiu a ideia de montarem outro jornal, aproveitando a mão de obra, porque uma porção de profissionais ficaria sem atividade laboral. 

Incapaz?
Na verdade, na altura dos seus 90 anos, o ex-empresário nem sabia ao certo o que andaram arranjando em nome dele, mas uma coisa é fato: fizeram questão de mantê-lo "capaz", apto a praticar demandas civis. Numa delas, tentou "alugar" o nome Gazeta do Iguaçu para que assim se chamasse o novo jornal, mas isso não colou. O acordo sofreu um distrato dias depois. A intenção por parte dessa benevolência, de "alugar" a marca, era a de escapar das dívidas com os trabalhadores e transferi-las solidariamente para a nova empresa. Há muitas demandas tratando do assunto na Justiça do Trabalho. 

União estável  
Sendo "capaz", Ermínio Gatti efetivou a união estável com uma velha amiga, alegando que vivia 40 anos com ela, o que é, de certa forma, até hoje comentado. Com a manobra, ele transferiu quase todos os bens e o grosso do patrimônio para a "companheira" e várias outras pessoas, tentando livrar-se de um oceano de ações trabalhistas. Boa parte dos bens foi vendida. O fato é que muita gente ficou "na mão". 

Gato Preto
Para finalizar, o que antes era um império foi aos poucos dissolvido, e o que não foi vendido sofreu a dilapidação, como é o caso das empresas na área do transporte público. Bem imóveis foram pulverizados e transferidos em nome de "herdeiros", mas não completamente escondidos. Ainda haverá muito o que se comentar sobre o assunto. E quem diria, o outrora Gato Preto, depois Gato Branco, ficou apenas nas memórias de um amigo, mais um que foi chutado, enfim, descartado como um objeto. Mas o curioso é que o livro de Rogério Bonato, dedicado ao empresário, andava nas mãos de uma autoridade por esses dias. O livro, um ensaio sobre "solidão" e "solitude", debate de cabo a rabo, com a autorização de Ermínio, sua opção em viver sozinho. E eis que surge a pergunta: como, um homem que viveu o tempo todo sozinho, como uma opção de vida, poderia fazer parte de uma união estável?  
 

Promessa cumprida

E Itaipu vai mesmo baixar as portas na capital. Até esta sexta-feira, toda a operação de mudança do escritório em Curitiba estará conclusa. Ponto para o general, que economizou R$ 208 mil mensais apenas em aluguel. Na verdade, Silva e Luna está causando uma revolução em matéria de economia, sem comprometer os investimentos e atualização tecnológica da usina. O plano de relocação de recursos fará a diferença em Foz e região. O Corvo ainda vai colocar os números na ponta do lápis. 

Mão de vaca? 
É uma injustiça tratar o general assim, embora o fato de alguém atravessar o Rio Paraná a nado segurando uma pílula efervescente e ela não dissolver seja motivo de orgulho para qualquer homem público. "Fechar a mão" é algo que os contribuintes aprovam. Mas o DGB, Silva e Luna, não provém sovinice, e sim inteligência ao visualizar economia na estrutura em prol do desenvolvimento. É um gestor com "visão espacial". 

O que é isso? 
Quem possui "visão espacial" é capaz de entender a amplitude de um ambiente; isso não é um privilégio de arquitetos e projetistas, é uma questão de percepção mental, em várias dimensões, seja no espaço físico como no ambiente financeiro, assimilando com muita rapidez a mais elementar das operações, em que o "menos" pode ser tornar "mais". O Brasil, a Itaipu, as empresas públicas e privadas, as multinacionais, na prática, não são diferentes dos negócios comuns, como o empório que há na esquina; todos possuem um caixa, no qual se registra a "entrada" e a "saída". Se a "saída" for maior, está feito o estrago. Mas olhando o gigantismo de Itaipu, e a responsabilidade dos gestores, é necessário escopo e coragem para decidir, além da tal visão. Silva e Luna, com toda a sua humildade de servidor público, está sabendo unir essas virtudes.  

Seu IAP, seu IAP...
O Instituto Ambiental do Paraná, bem como seus diretores, sabem da necessidade de melhorar a BR-469, isso antes e até mesmo depois dos portões do Parque Nacional. A via precisa ser revitalizada por completo. E o Corvo vai destoar da edição do jornal, com relação ao "absurdo" nas exigências para conceder a licença de duplicação da via. O que o órgão pede é algo comum na realização de uma reforma no acesso e entorno de uma reserva tão importante. O caso é que é normal discutirem o ovo sem a galinha, afinal de contas as exigências são necessárias para lançarem o edital de construção. A discussão preventiva é que está tomando um rumo tormentoso. 

Animais na área
Quem disse que não há animais silvestres entre o trevo do Carimã e portão do PNI? Há lagartos, cotias, ratões do banhado, raposas de várias espécies, furões, quatis e até felinos de diferentes portes, pois possuem hábitos noturnos e vivem aparecendo nas propriedades ao longo da via. Os macacos são os que mais dão as caras, e não faz muito tempo o Corvo avistou um tamanduá. E existem animais domésticos como gatos, cachorros e cavalos, que vivem nas margens da rodovia. A variedade de pássaros, inclusive, é muito grande. Instalar tubos sob a estrada, para facilitar a travessia da bicharada, é uma necessidade e não vai encarecer tanto assim a obra. 

Conscientização
É um absurdo, por exemplo, limpar o canteiro de obras? O que os órgãos ambientais querem evitar é um cenário como o que já existe há mais de uma década: um baita buraco dos dois lados da pista, nos quais despencam veículos a todo instante. Pior, não há espaço para pedestres e ciclistas. É uma aventura pedalar no acostamento da BR-469, com ônibus de turismo e táxis passando em alta velocidade. É lindo pensar no meio ambiente, mas não podemos esquecer os humanos e apreciadores da mãe natureza. 

Estradas ecológicas
As construtoras, governos estaduais e municípios que se acostumem. Abrir uma estrada no Brasil e em qualquer lugar no planeta não é mais como em outros tempos, quando desembarcavam as máquinas e mandavam ver. A humanidade está mais atenta aos impactos e precisa explicar-se antes de qualquer iniciativa. Isso é a base do tal "sustentável". Francamente, o que o IAP está pedindo para liberar a BR-469 é normal e não deve ser recebido como uma rocha imensa no caminho. Muita marola para o hipotético.

Museus 
Ao mencionar a BR-469, ontem este Corvo deu de percorrer toda a sua extensão. Trata-se de uma das BRs mais curtas do país, com apenas 19 km. O que deu para perceber é que há espaço com folga para a duplicação e nem um pé de couve durante o percurso, até a entrada do Parque Nacional. A via está convertendo-se num eixo museólogo da cidade, porque, além do Dreamland, o Movie Cars está nos finalmentes e com uma estrutura impressionante. O que chamou a atenção foram as obras de acesso ao aeroporto, que estão bem avançadas.

Fusion Center
Contaram para o Corvo que pessoas ligadas à CIA e FBI estão interessadas em conhecer o Centro Integrado de Operações de Fronteira. Outra informação dá conta de que os israelenses andaram pela região. Bom, faz tempo que o Mossad circula por Foz; teriam alugado até uma casa no bairro Maracanã, onde rola uma caipirinha de vez em quando. Essa "curiosidade" estrangeira tem lá seus fundamentos, se a intenção é trabalhar com a Interpol e acabar com o vaivém da bandidagem que organiza o crime promovendo o tráfico de drogas, de armas e de munições.  

Revolução
Vamos pensar no desenvolvimento do setor de monitoramento. O Fusion Center conta com um aparato que mais parece a NASA, quando manda foguete ao espaço. E imaginar que há 30, 20 anos, ou até menos, acompanhar o movimento dessa maneira era coisa de ficção, como no filme 1984, também conhecido como Grande Irmão, que emprestou o nome ao Big Brother dos dias atuais. George Orwell escreveu a sua obra-prima em 1945. E a ficção avançou além da imaginação com o reconhecimento facial. 
 

Que situação...
Os leitores, especialmente os assinantes, sabem que os fatos policialescos e o sensacionalismo não são destaque em nosso jornal. Acreditamos num mundo melhor, e a nossa cidade gera tantos fatos positivos que optamos por trabalhar o universo das coisas boas, mas sem fechar os olhos para o que acontece na área de segurança, divulgando os crimes e casos que chocam a sociedade. Quando as ocorrências merecem destaque, noticiamos, atendendo à expectativa dos leitores. 

Maré ruim
Mas nos últimos dias, a região tem se transformado numa "casa dos horrores", com chacina do outro lado do Rio Paraná (Porto Franco); um jovem morreu entalado numa janela de UBS, em Três Lagoas; no CTG, outro caso de arrepiar, com refém e no fim o envolvido tentando suicídio. Mas a pior de todas as situações foi o fato de uma criança ser atendida num hospital privado da cidade, ser declarada morta e encaminhada — com vida — para o necrotério. Isso é de fato muito atormentador. Nem vamos imaginar o que passa na cabeça dos pais! Enfim, são casos que infelizmente devem ser relatados, até para que não mais ocorram, ou pelo menos que as incidências diminuam, por meio de precaução e mais atenção por parte dos envolvidos.

Como assim? 
Uma pessoa que invade um edifício público para furtar equipamentos deve saber que correrá riscos; a PM deveria imaginar que um tiro de advertência poderia causar uma reação abrupta em uma pessoa aparentemente perturbada, mantendo refém sob ameaça; e, por fim, um hospital que se propõe atender a emergências deve estar preparado para todas as situações, sobretudo na área da pediatria. Este Corvo não é o dono da verdade, apenas reflete, pensa como os leitores quando assuntos tão graves roubam a atenção da sociedade. 

Revoltante
E lá vem o julgamento da morte da trabalhadora Kerolin Camila da Costa, violentamente assassinada a facadas próximo à BR-469, precisamente no início da Rua Carmen Gatti, em frente ao ponto de ônibus, na Vila Carimã. A pobrezinha havia saído do trabalho e não teve como fugir do algoz, numa rua escura, na época sem iluminação em boa parte dos postes. Até pouco tempo havia fitas de isolamento balançando ao vento no local onde o crime aconteceu. Uma barbaridade. Vamos ver qual será o resultado do julgamento.  

Salvar vidas
Segundo a assessoria, a "economia da Câmara ajuda a salvar vidas". Isso é melhor do que matarem a gente de raiva, como aconteceu em outras legislaturas. Bom, investir na saúde ajuda a salvar muita gente. Fazendo o caminho de volta, quando os vereadores não ajudam a investir na saúde, o povo sofre e muitas pessoas perdem a vida. E isso é livre de punição. 

Orçamento
Chico Brasileiro e Nilton Bobato terão o maior orçamento da história da cidade para administrar. Tomara que consigam rever muitos problemas antigos e aparentemente sem solução. E precisam correr, porque logo estaremos em ritmo eleitoral; e quem perder o bonde das inaugurações corre o risco de não somar pontos perante a população.

 

Piripaque

Humanos não são máquinas, mas, como elas, de vez em quando empacam, quebram, encrespam, emperram, entram em pane. Foi o que aconteceu com o deputado Vermelho. Como sabíamos que o assunto estava sob controle, mesmo inspirando cuidados, deixamos para tratar dele depois. Não é de hoje que o nosso amigo estava de olho nas condições físicas, devido a suas incessantes atividades, pois trabalha até quando está dormindo. O corpo emitiu um sinal de alerta. 

Jogo bruto
Não é de agora que o Vermelho persegue o sonho de ser representante legislativo da cidade no Congresso Nacional. Ele sabia que não seria assim um mar de tranquilidade, e ninguém pode negar que o seu desempenho está acima da média. É alguém muito determinado e devotado aos compromissos que assume. Para conseguir concluir tudo, da maneira como se move, o deputado precisaria transformar-se num ser supersônico, ou para ele o dia deveria durar 48 horas. É quando o homem se transforma em máquina, o cérebro passa a ser um HD de várias interfaces e com isso, claro, chega o momento em que trava. Mas os reparos foram realizados com sucesso, e o "Falls Sonic" está pronto para outra. O bicho não fica parado, de jeito algum.  

Arrombamentos
Corvo, bom saber que a polícia reforça a segurança contra os arrombamentos, mas eu queria saber de que maneira isso acontecerá. Onde moro, pelas bandas do Novo Horizonte, deu de uns vagabundos ficarem o tempo todo passando em frente de casa, manjando as nossas atividades, quando chegamos ou saímos. Essa gente vem de longe para pular o muro e levar numa boa aquilo que damos o maior duro para conseguir, com suor. O povo do bairro está de cabeça quente, Corvo, e a qualquer hora vai acontecer uma tragédia, porque as pessoas não ficam mais quietinhas vendo bandidos entrarem em suas casas. 
JKL (O leitor pediu para não ter o nome revelado.)

Nunca mais
Prezado Corvo, faz muito tempo que penso em lhe escrever, mas esperei um momento importante, para não desperdiçar munição. Fui visitado três vezes por "inimigos do alheio", que levaram televisão, aparelho de som, computadores, e o que não conseguiram levar deixaram pelo meio do mato e ainda por cima destruíram. Quer dizer, já que não é deles, não será de ninguém! Isso é um disparate! Mas o que eu queria informar é que nada, em momento algum, foi devolvido. A polícia jamais conseguiu reaver os nossos bens, mesmo sabendo que eles são livremente revendidos pelos receptadores. Puxa vida, Corvo, não demos sorte ou isso acontece com todo mundo. 
LNN (A leitora pediu para não ter o nome publicado.) 

O Corvo responde: naturalmente os leitores não querem exposição quando o assunto acontece na área da segurança. A verdade é que as pessoas não conhecem os bandidos, mas eles conhecem muito bem os hábitos de suas vítimas. Em primeira análise, não se deve enfrentar a bandidagem, porque os "inimigos do alheio" nada têm a perder e possuem sangue-frio quando há enfrentamento. São agressivos até com a polícia, o que dizer quando isso acontece com um cidadão comum! Em segundo lugar, muitos bens são devolvidos, mas a agilidade no mundo do crime é muito grande. O pior é saber que há muita gente comprando objetos usados sem se preocupar com a origem. A Operação Visibilidade segue por tempo indeterminado. 

Blitze 
Corvo, eu não ligo para as barreiras policiais. Elas acontecem com a ajuda da Guarda Municipal e o pessoal especializado em trânsito. Mas veja, fui parada, e meu carro é novinho, mesmo assim a agente de segurança pediu a documentação (2019) e verificou tudo pelo celular, o que levou bem uns dez minutos até fazer a varredura completa. Será que em se tratando da habilitação estar em dia e do carro ser novo isso não poderia ocorrer de maneira mais ágil? Comigo aconteceu no sábado à noite, na Avenida das Cataratas, e a fila estava imensa. 
RTV (A leitora pediu para não ter o nome revelado.)

O Corvo responde: há um procedimento padrão para a averiguação de documentos e situação dos veículos. O fato de o seu veículo ser novo não diz nada. Vamos imaginar que ele tivesse sido roubado momentos antes. Certamente não passaria pela blitz, como a senhora passou. O cidadão deve pensar que as barreiras servem para uma porção de situações. Quem está com tudo em dia não tem o que temer. 

Perturbação
Prezado Corvo, eu adoro esta época do ano, festas, férias, verão, mas tem uma coisa que não suporto, o barulho e o desconforto que ele causa. Do lado da minha casa fazem festa o tempo todo. Já fui lá conversar, fiz até bolo no final do ano, para me aproximar das pessoas e, com isto, tentar convencê-las que eu e minha família merecemos respeito, mas isso não adiantou em absolutamente nada. Mas tem outro assunto que eu quero relatar: ao cair a gota d'água, e tudo transbordar, porque não foi possível aguentar, ligamos para a polícia. Para a nossa surpresa, as ligações caem em Cascavel. Alguém que atendeu lá pediu para ligarmos para a Guarda Municipal. E não é que caiu também em Cascavel? Que coisa, hein seu Corvo? Nem os telefones daqui dão certo? Como é isso? E se a gente precisar da PM em caso de urgência? 
PPJ (A leitora não quer o nome identificado.)

O Corvo responde: prezada, esse assunto das ligações caírem em Cascavel já foi cobrado várias vezes aqui, e o jornal está averiguando o que de fato acontece e até quando o problema persistirá. Este Corvo fez o teste em várias oportunidades, e ninguém sabia explicar o que estava acontecendo, o que é um desrespeito com o contribuinte. Uma explicação pelo menos ajudaria em matéria de compreensão. 

Dengue
Pois veja, prezado colunista, chega me dar náuseas toda a vez que ouço falarem dos riscos e preocupações com a dengue. Não é possível ver essa passividade, essa sensação de impotência, como se esperassem acontecer uma pandemia, para depois começarem a resolver o problema. Todo início de ano é a mesma coisa, sempre "as autoridades estão preocupadas"... Será que não está na hora de pôr um fim a essa situação?
Jaime Oliveira B Sobrinho

O Corvo responde: prezado leitor, sua observação é pontual, a palavra correta é mesmo a "impotência" frente a um assunto assim, mas além das autoridades é necessário contar com a presteza da população, que também não colabora quando é necessário ter mais atenção e um combate na erradicação dos focos de proliferação do mosquito. Para vencer as endemias e os insetos, cada vez mais imunes, é necessário um esforço coletivo, como jamais vimos. Apenas as "autoridades" não darão cabo da situação. 

Energia solar
Colunista cheio de penas, o governo sempre vai querer cobrar o que for possível, porque é assim que os políticos são sustentados. Logo, será difícil derrubarem essa taxa de energia solar. Quer um exemplo? Os automóveis, olha a quantidade de taxas a que um proprietário precisa se submeter para circular com o seu veículo! Paga IPVA, impostos no veículo, nos pneus, no combustível, pedágio, estacionamento no centro da cidade... Isso é uma loucura! Veja o imposto no saneamento, na energia elétrica! Se descontassem ou atenuassem essa carga tributária, aí sim talvez o cidadão se sentisse mais aliviado. 
Paulo R Nantes

O Corvo responde: prezado leitor, o país precisa urgentemente de uma reforma tributária, mas pode crer que ela sempre está no fim da fila, porque a arrecadação de impostos é que mantém a máquina estatal, a que consideramos injusta, sobretudo quando explodem os escândalos de corrupção. Incrementos como a reforma de Previdência, por exemplo, são pequenos perto do resultado de uma revisão tributária, como de fato deveria ser. 

Decoração de Natal
Corvo, sou cristão e sei que as luzes de Natal devem apagar-se dia 6 de janeiro, no máximo dia 7. Mas ao que parece, em Foz, a decoração ficará acesa até o próximo Natal. O que acontece? Já estamos chegando ao carnaval, e os pinheirinhos ainda estão piscando.
Natanael R Bragança

O Corvo responde: prezado, a programação de Natal termina neste final de semana em Foz do Iguaçu, por isso prolongaram a iluminação, até porque começou um pouco tarde devido aos arranca-rabos para a instalação dos enfeites. Mais uma vez Itaipu e a iniciativa privada seguraram as pontas. Logo tudo voltará ao normal, bem antes do carnaval, segundo apuramos. 

Duplicação
Olha só, Corvo, a gente acompanha a "falação" política, mas os resultados, nada. Eu vivi na Alemanha e lá, quando o governo diz que vai duplicar uma estrada, já divulga a data da inauguração e não atrasa uma hora da data marcada. E pensa nas estradas que há por lá? Daqui uns tempos, as pessoas poderão viajar dormindo ao volante, porque os computadores controlam tudo. Já aqui, em terras "Brasilis", a gente paga uma fortuna de pedágio e não conta sequer com faixas adicionais. Para ser mais exato, depois que a duplicação acaba, em Matelândia, a primeira faixa adicional acontece apenas em Nova Laranjeiras! Assim não dá, né Corvo? Os caminhões mandam nas pistas, sobretudo em épocas de colheita. O certo é duplicarem de vez essa estrada. Pensa na maravilha que seria? 
Luiza E Ramos 

O Corvo responde: prezada, é verdade, e a duplicação ajudaria muito na redução de acidentes. Sem comparação as estradas da Alemanha com as do Paraná, por favor. Outro ponto em que a leitora acertou é na previsão da entrega das obras. Se há um contrato com as construtoras, não deve haver atraso, e o governo deveria divulgar a data da entrega da rodovia aos usuários.


 

Desenvolvimento

Quando Itaipu estava em construção, um dos temas mais palpitantes, além do ambiental, era o "desenvolvimento regional". Muitos não acreditavam nas promessas, as quais eram muito claras o tempo todo. Prover iniciativas no entorno da barragem sempre foi uma meta da binacional. O fato é que a margem brasileira de Itaipu triplicou os investimentos no Oeste do Paraná em 2019; eles superaram a casa dos R$ 103,7 milhões, em 2018, saltando R$ 252,4 milhões, no ano passado. A atual gestão faz a diferença quando o assunto é trabalhar para suprir demandas regionais. 

Luciano Hang
Prezado Corvo, bom dia, o dono da Havan, como, aliás, vive se intitulando, é uma figura publicitária eficiente, mas às vezes não desempenha bem o papel de garoto-propaganda, a começar pelo desempenho político, jogando brasa na sardinha de uns e metendo o pau em outros. Vai ver é por isso que meteram fogo na Estátua da Liberdade no interior de São Paulo. Mas essas réplicas são de plástico, fibra e componentes altamente inflamáveis. Numa dessas, a estrutura pegou fogo por causa de alguma faísca elétrica. Corvo, sabe dizer se alguém já faturou a recompensa? 
Mario José L Farias

O Corvo responde: como empresário, Luciano Hang tem todo o direito de se manifestar. É, aliás, uma pessoa de opinião forte, e quem é assim paga um preço. Mas isso não é uma exclusividade dele. No passado, vários empresários colocaram a cara à tapa, e a maioria não se saiu bem, porque a população não sabe mensurar o valor dessas empreitadas. Hang, além de crítico político, também apela para o humor, animação, enfim, atua em todas as frentes. Por outro lado, ao que se sabe, a Havan continua crescendo, abrindo lojas pelo país quase todas as semanas. Andam dizendo que ele é o Silvio Santos da atualidade, mas no lugar de programas de televisão ele utiliza a internet.

Núcleo de confiança
Tá explicada a mudança de comportamento do presidente Jair Bolsonaro. Após uma queda de braço com aliados na Câmara, ele fez uma "reforma" no núcleo de confiança. "Foi quase uma limpa", disse um observador brasiliense a este colunista. Muitos estão acreditando que as mudanças poderão influir em ministérios. Já há roeção de unhas. 

Mudanças
Bolsonaro está mais quieto, parece até que implantou um zíper no bocão. Não tem se envolvido em questões conflitantes; e, igual gato e outros bichos de hábitos noturnos, caminha em cima do muro, soturnamente. Há quem garanta que ele está trabalhando sério uma mudança de perfil. 

Desastre
Se a oposição, para crescer, apostava nas gafes do presidente, encrencas familiares e palacianas, isso começou a ser um tormento. O clã também deu uma silenciada e há quem garanta que isso não acontece em razão das férias.   

Imagem do Trump
Prezado senhor Corvo, não faltam nas redes sociais e veículos de comunicação no Brasil brincadeiras com a cara do presidente norte-americano. Será que lá é igual? O brasileiro sabe tirar sarrinho de todo o mundo, e de maneira desrespeitosa também. Donald Trump é um problema dos gringos, e não deveríamos nos intrometer.
Marcelo L J Sottomayor

O Corvo responde: prezado, para a sua informação, a crítica norte-americana é muito mais pesada na exposição de seus presidentes. Trump bate um recorde em figurar em charges e sacadas que envolvem o seu governo. E no mais, ele não é um "problema dos gringos", e sim do mundo todo, porque banca o xerife do planeta, intervindo em questões que, segundo o seu julgamento, colocam em risco o modo de vida americano. 

Campus Integração
Então Corvo, eu não queria muito me meter nesse assunto, mas a discussão surgiu no final de semana, em casa: a Unila está construindo salas de aulas pela cidade e por meio de investimentos consideráveis até. O que farão com aquele esqueleto gigante em Itaipu, a malfadada última obra do arquiteto Oscar Niemeyer, que não saiu do esqueleto?
Geraldo F Ramires

O Corvo responde: sem querer advogar para a Unila, porque o Corvo também é um crítico da instituição, as estruturas se fazem necessárias para a universidade livrar-se do aluguel. O gasto com a locação de imóveis provavelmente ajudaria a concluir até o campus projetado pelo Niemeyer, mas o orçamento não dá conta; além dos aluguéis, é necessário investir em infraestrutura para os cursos. Segundo o Corvo apurou, pode haver novidades a respeito das estruturas em Itaipu.    

Seu Cartes
Então, querido colunista penoso, a Lava a Jato se tornou, enfim, internacional, envolvendo até mesmo um ex-presidente do Paraguai, o Horacio Cartes. Que estrago, hein? E ainda tem gente metendo o sarrafo no ministro Sérgio Moro. Todo mundo já sabia ou desconfiava da participação do homem em negócios ilícitos. 
Raúl L Vallenzanno

O Corvo responde: a Lava Jato é internacional faz muito tempo, e há vários processos em cortes de outros países, em razão das práxis da Odebrecht e outras construtoras brasileiras, que institucionalizaram os "departamentos de propinas". No mais, Dom Horacio Cartes não é o primeiro ex-presidente envolvido com os escândalos. 

Dario Messer
Muita gente está convicta de que a desgraça de Horacio Cartes advém do bocão de Dario Messer ou de sua namorada, Myra Athayde. Não é novidade que Cartes se tornou um dos homens fortes do câmbio financeiro no Paraguai. Antes mesmo de ser presidente, ele já possuía uma rede de casas para tratar de "investimentos" monetários. Bom, pelo momento, o ex-presidente não vai poder curtir o verão em Balneário.  

JamCam
Que evento magnífico, hein? Lindo ver uma foto estampada na capa do jornal, com milhares de escoteiros esboçando felicidade. Quem fez parte da despedida se emocionou. O Corvo recebeu vários relatos quanto ao JamCam 2020 e, claro, irá publicá-los ao longo das edições. 

Vento e ar
Corvo, o deputado Vermelho disse tudo: "Daqui a pouco vão taxar o vento e o ar que a gente respira". É o que faltava, mas pelo que sei o vento já estão taxando, porque ele move a energia eólica; que, aliás, não é barata. É aquela velha discussão, né Corvo, a gente paga para visitar muitos atrativos que são públicos e, não vai demorar, vão cobrar taxa para o brasileiro pegar praia, como você mesmo escreveu. 
Luiz J Marciano

O Corvo responde: prezado, ninguém cobra pelo uso do vento, e sim pelo resultado das turbinas eólicas, pela energia que elas produzem. E quanto ao ingresso dos atrativos, é necessário imaginar que há investimentos neles na área de transporte, segurança e conforto para os visitantes. Quanto às praias, as prefeituras das cidades litorâneas estão pensando em limitar o ingresso de excursões, porque o povo faz a maior sujeira, e a limpeza sobra para o bolso dos moradores dos balneários. Tudo passa por revisão, meu amigo. Mas o deputado Vermelho está correto. Cobrar pela energia solar, um investimento do cidadão e que ajuda muito na economia, isso não está certo. O presidente Bolsonaro também se diz contra a cobrança, mas segundo ele a Aneel é independente. Vamos ver até quando essa "independência" perdurará.  

Coleta seletiva
Corvo, a prefeitura informa que a cidade possui 100% de coleta seletiva. Não é bem assim, pois no meu bairro, Vila Carimã, ainda não distribuíram os sacos. A gente separa o lixo faz tempo, mas no fim ele se mistura no caminhão. 
Felipe S Soza

O Corvo responde: prezado, continue fazendo a sua parte. O Corvo recebeu cartas de outras localidades informando o mesmo. Veremos o que acontece e responderemos aqui em breve.


 

Porta dos Fundos

Corvo, não entendi direito essa encrenca. Primeiro metem fogo na produtora, em razão de um vídeo ofendendo a fé cristã; depois o autor foge para a Rússia; e, por fim, a Justiça entendeu que o ideal era suspender a exibição do filme, até as coisas se acalmarem. O que vem depois? É muita confusão para o meu gosto. Quer saber, fiquei muito interessado em conhecer o trabalho desses caras. Quem são eles, Corvo? Em que cinema isso vai passar?
Antônio Gil Lourenço

O Jesus moderno
Eu penso que isso tudo faz parte de uma grande caretice. A maioria das pessoas que reclamam da produção está praticando um ato de homofobia. Estou certo de que essa gente não viu A Última Tentação de Cristo e, muito menos, Je vous salue, Marie, do contrário teria ateado fogo no mundo. A arte cinematográfica deve ser livre, e a assiste quem quiser — e fim de conversa. A todo o tempo surgem produções envolvendo a figura de Jesus, como a série Messias, também exibida pela Netflix. 
Lúcia Dal'Pozzo

O Corvo responde: a produtora é inteligente, alternativa. Saiu do anonimato por meio de um canal no YouTube, realizando comédias curtas, com muita qualidade e utilizando atores de destaque na televisão. Foi competente em lidar com a fórmula do sucesso. A produção é Netflix, exibida em canal fechado, e graças à encrenca tudo o que é assinado pela "Porta dos Fundos" está batendo recorde de audiência. Respondendo ao leitor Antônio Lourenço, o "depois" já veio com a decisão da Suprema Corte em manter garantida a exibição do filme polêmico, envolvendo Jesus. O Brasil é um Estado laico e deve comportar-se como tal. A maneira mais eficiente de boicotar o que julgam ofensivo, de acordo com os preceitos dos ofendidos, é não assistir. O que não é visto geralmente não prospera. O problema é o modo como brota o radicalismo e os decorrentes atos de violência, como foi o massacre no semanário Charlie Hebdo e agora na produtora Porta dos Fundos. Os responsáveis devem responder na Justiça. 

 

Quem queimou?
O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, viralizou de novo. Produziu um peça bancando o xerife do Velho Oeste. Segundo ele, "estamos em busca do responsável pelo ataque terrorista, queimando nossa estátua da liberdade em São Carlos (SP). Você tem provas? Sabe quem foi? Entre em contato pelo telefone 0800 765 5571, forneça as informações e, se a polícia constatar que é verídico, vamos pagar R$ 100 mil". Aqui entre nós, é uma recompensa e tanto. Mas será que isso foi um ato "terrorista", ou um "vandalismo" por parte de alguém que não gosta dele ou do seu negócio? Ou alguma pessoa que comprou um liquidificador parcelado e que, ao chegar em casa, não funcionou? Bom, nada justifica meterem fogo na Estátua da Liberdade.
 

30%
O Corvo ouviu ontem vários comentários relacionados à manchete do nosso jornal, informando que o Parque Nacional do Iguaçu movimenta cerca de 30% da economia de Foz. O jornal não inventa números. A informação saiu da boca do ministro do Turismo em conteúdo oficial no site do ministério. Se ele errou, é um problema dele. De outra maneira, os dados que remontam a informação são bem sustentados, porque um local que recebe mais de dois milhões de visitantes ao ano, que gastam cerca de R$ 280 milhões, refletindo mais de R$ 1 bilhão em vendas, agregando R$ 400 milhões ao PIB, movimenta sim uma parcela significativa da economia. Devemos imaginar que se há uma geração de 15 mil empregos diretos e indiretos, é natural que isso distribua uma renda significativa. Bom, é uma boa conversa para economistas.   

Bom negócio
O iguaçuense está acostumado a ouvir que o turismo não é a principal economia da cidade. Isso é verdade. O setor de comércio é que move a engrenagem. Mas a cidade precisa aprender e assumir que as atividades que perfazem o setor de turismo são as que mais movem a economia no mundo hoje. Num pacote assim estão as companhias aéreas, negócios aeroportuários, transportes terrestres, empresas que fazem receptivo, operadores, agentes de viagens, guias, táxis e todo o complexo de mobilidade, e os atrativos, porque um puxa o outro. Dificilmente as pessoas são atraídas apenas para visitar as Cataratas, mas elas são o carro-chefe do empreendimento turístico de Foz do Iguaçu. 

Cidade turística
É uma opinião deste Corvo, e ela pode ser contestada, sem problema algum: Foz do Iguaçu ainda não é uma cidade turística para valer, mas em toda a sua história nunca esteve tão perto disso. O setor está integrado, engrenado como um relógio, com cada peça em seu lugar; a capacidade hoteleira aumentou significativamente, e tudo leva a crer que estamos bem próximos de outro patamar, o que exigirá mais atenção em matéria de infraestrutura, mas até isso está a caminho. Enfim, não vamos derrotar os números da prosperidade, vamos sim tratá-los com realismo, mas sempre pensando no melhor e no crescimento.  

Bobato prefeito
Ele assumiu o leme da prefeitura ontem, assim o Chico pode curtir as férias mais tranquilamente. Digam o que quiserem, isso desmonta as futricas de que prefeito e vice estão de rusgas. Diga-se, a amizade dos dois é muito forte; já foram camaradas, companheiros e agora são parceiros na administração de uma cidade. Se lá na frente resolverem buscar caminhos diferentes, farão isso de maneira bem cordial. Há amizades assim que estão acima das encrencas palacianas e políticas. Sorte ao Nilton nesses dias em que comandará o barco.   

Prêmios
No ano passado vários iguaçuenses foram agraciados com o reconhecimento de várias entidades que organizam premiações no setor do turismo. Chegou a vez do Top Tur, o Prêmio Panorama. Foz sustenta nove indicações nos vários segmentos concorrentes. Alguém ligou para o Corvo questionando "o que isso vale". Pois vale muita coisa, porque quando alguém se destaca no segmento é porque está trabalhando, fazendo as coisas acontecerem. Quem não faz nada também não ganha nada e concorre à coisa alguma. 

Bikes
Corvo, fui na onda e comprei uma bike novinha, com freios a disco, amortecedor, pneus borrachudos, banco anatômico e tudo o que há de mais moderno. Saí todo feliz para pedalar e só arranjei confusão. As pessoas ocupam as ciclovias para caminhar e umas meio que atropelam as outras. E tem gente com cachorrinho, cachorrão, carrinho de bebê... Assim fica complicado. Na minha opinião, as faixas de ciclismo deveriam ser separadas das demais. É até perigoso do jeito que está. 
Onofre Silveira 

O Corvo responde: prezado, cadê o seu espírito de comunidade? É assim mesmo que funciona, ciclistas e pedestres devem compartilhar o espaço. Descubra os prazeres de passear com a sua bike ao lado das pessoas e animais. Logo se acostuma. Ande devagar e respeite os transeuntes e quem aproveita a natureza para manter o corpo e a mente em dia. De nada adianta pedalar estressado. 

De volta ao Fu...
Neste caso não é nada igual ao filme. Na verdade, voltaremos ao passado, "de volta ao fumacê", esperando combater os mosquitos maledetos, que nos infectam com várias doenças. E demorou, né? Acontece que o inseticida utilizado nos veículos não estava sendo distribuído pelo Ministério da Saúde, o que ajudou — e muito — na proliferação dos bichos medonhos. Mas será que o fumacê vai resolver? Segundo a opinião dos biólogos, os mosquitos sofreram mutações e recebem o veneno como fosse um aperitivo de verão. Desse jeito danou-se de vez.   

Parque Nacional
Corvo, bacanas as histórias do nosso Parque Nacional. Fico pensando como era difícil chegar até as quedas nos tempos do Santos Dumont. E hoje, com tantas facilidades, ainda há quem reclame. Devemos jogar as mãos para o céu! Fico muito bem ao ver esse mundo de gente elogiando os nossos atrativos. 
Ana Takamura

O Corvo responde: e este colunista fica muito feliz quando recebe cartinhas otimistas e de pessoas que admiram a nossa cidade e os atrativos que há nela.   

Trump na fronteira
O nosso Roger Meireles sempre arranja tempo para uma traquinice cheia de humor. Desta vez ele flagrou o presidente norte-americano conferindo a segurança no Jardim Jupira, antes de cruzar a ponte para o Paraguai.  
 

Shows
A programação de verão da cidade começou bem animada. Vários shows acontecerão na Praça da Paz. O Corvo aplaude a iniciativa e recomenda levarem água e até mesmo uma caixa térmica para se refrescar, porque o calor no final de semana será medonho. Não dá para arriscar beber água da bica, pois a molecada tem tomado banho nela. 

 

Poderosa
A movimentação foi grande durante as festividades pelo 81º aniversário do Parque Nacional. O general Silva e Luna prestigiou o importante momento. Como mantém a forma, quem saiu lucrando foi a jornalista Patrícia Iunovich, superintendente de Comunicação da binacional. Ela, elegantíssima para a ocasião, ganhou o melhor pedaço do bolo, mas confidenciou ao Corvo que só comeu a metade e ficou morrendo de vontade de lamber o pratinho, porque o confeito estava delicioso.  

81 anos!

O Parque Nacional do Iguaçu celebra o dia em que o presidente Getúlio Vargas deu a canetada transformando a área em de interesse da União. E pensar que tudo começou com o Alberto Santos Dumont, décadas antes! E o pior é que, fora de Foz, as pessoas desconhecem a passagem do "Pai da Aviação" pela cidade, no início do século passado, assim como a epopeia dele em lombo de burro até Guarapuava para alcançar Curitiba e emancipar o fundo do quintal do uruguaio Jesus Val. 

Fundo de quintal? 
As Cataratas do Iguaçu faziam parte de uma fazenda; aliás, preservada pelo Dom Jesus. Quando as pessoas queriam ver as quedas, decerto perguntavam: "Podemos ir olhar o seu quintal"? Acontece que o uruguaio Jesus Val, latifundiário de muitas terras em tudo o que era canto (Brasil, Argentina e Paraguai), referia-se ao local como uma "quinta", e reclamou muito do preço referente à indenização. Disse que gastou mais indo até Curitiba receber do que o valor da venda para o governo. 

Exploração
Existe uma outra história sobre a apropriação do governo, em 1916, com a interferência de Santos Dumont. Jesus Val era conhecido por permitir a exploração da erva-mate em suas terras, por meio de contrato com companhias internacionais. Sendo assim, o vaivém pela fronteira não tinha controle, e tombar a área era uma solução para a demarcação. O marechal Cândido Rondon havia apontado essa dificuldade uma década antes. Em razão disso, o "presidente do Estado do Paraná", Affonso Camargo, não pensou duas vezes para "dar uma bicicleta" no uruguaio. 

O parque hoje
Quem conhece bem Foz do Iguaçu lembra como era o Parque Nacional lá pelos anos 1970, nos tempos em que era gerido pelo saudoso Adilson Simão, homem do IBDF, o extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, que depois virou Ibama, em 1989. Pois bem, o local permaneceu décadas com a estrutura básica, ou seja, guarita de entrada, acesso, passarelas para a contemplação, quiosques comerciais, áreas para fazer churrasco à beira do Rio Iguaçu e estacionamento. Havia inclusive um museu com a bicharada empalhada. Depois, claro, tudo mudou com a Cataratas S/A e deve mudar mais ainda com a privatização dos parques brasileiros.

Tom Jobim
Há uma passagem hilária envolvendo o músico e o Adilson Simão. O álbum Passarim estava em planejamento, e Tom queria muito isolar-se para concluí-lo. Foi em 1986. Daí alguém sugeriu o PNI, porque lá havia uma casa de pedras, com acesso às Cataratas e coisa e tal. O compositor ficou maravilhado com a possibilidade. A gravadora e os produtores começaram a operação com o transporte do piano, com a colaboração da falecida Varig; contrataram transportadora para deslocar colchões, alguns móveis e equipamentos de gravação; alugaram inclusive um ônibus para levar os músicos. Só se esqueceram de falar antes com o Adilson, que foi taxativo: "Não"! "Passarim quis pousar; não deu, voou." 
   
"Quem é esse cara?"
O empresário de Tom Jobim se viu numa enrascada, foi até Brasília e lá disseram: "Isso é com o Simão". Sendo assim não houve jeito, telefonou para o chefe do parque e tentou convencê-lo, explicando que o álbum teria repercussão nacional etc. E o Adilson, muito contrariado pelo fato de tentarem atravessá-lo em Brasília, deu o troco; ele era amante da música caipira de raiz e, ao fim da conversa, quis saber: "Quem é esse cara, esse Tom Jobim? Qual música conhecida ele fez"? E foi assim que Foz do Iguaçu não teve a honra de hospedar nem de conhecer o nosso "maestro soberano", falecido em 1994. 

Os números
Nos tempos do IBDF, os números da visitação não eram tão tímidos para os padrões da época. Segundo uma informação, as Cataratas recebiam cerca de 350 mil visitantes ao ano, em média. Hoje esse número saltou para a casa dos dois milhões. Muita coisa mudou, a comunicação se globalizou, as passagens aéreas se tornaram mais acessíveis e, além do mais, foram realizados muitos projetos que proporcionaram grande visualização.

Enquanto isso...
...mudando de saco para mala, o zunzum é grande sobre a possibilidade de um míssil ter atingido o avião ucraniano que caiu no Irã. Diga-se, um voo cheio de iranianos, o que derruba um pouco a possibilidade de atentado terrorista. 

 

Encaixotado    
Quem diria, Carlos Ghosn, o todo-poderoso da indústria automobilística e que presidiu a Nissan, fugiu do Japão numa caixa de carregar equipamento de som. E o volume passou pelas esteiras de carga sem que notassem o embrulho. Mico internacional. Se fosse uma bomba, ninguém saberia. E o cerco se aperta para Ghosn. Ele está proibido de deixar o Líbano. 
 

Congresso
Vai começar o tradicional Congresso Internacional de Educação Física. O evento é realizado há 35 anos no centro da cidade, e é engraçado de ver, porque Foz fica repleta de gente malhada, com tudo em cima. Os gordinhos e frequentadores dos botecos sentem vergonha e se escondem. 

Muitas prisões
Foi 1.476 o número de algemas aplicadas pelos agentes da 6ª SDP em prisões em flagrante. A turma trabalhou um bocado. E considerando que isso aconteceu em 2019, dá para ter uma ideia da frequência no cadeião Laudemir Neves. Entrou mais gente lá do que em muitos hotéis. 

Transparência
A coisa pública exige mais disso, atos abertos, de total conhecimento do cidadão. Segundo o prefeito Chico, isso regulamenta para valer o programa anticorrupção. Não vai demorar para isso acontecer em todos os órgãos públicos brasileiros. 

Interesse
Com a transparência, pode ser que diminua a concorrência na disputa pelas câmaras, prefeituras e onde houver eleição. Considerando que muita gente concorre pensando em meter a mão no jarro, é natural haver um esvaziamento dos que não sabem fazer outra coisa a não ser roubar. 

Colônias de férias
Muitas pessoas estavam contando os segundos para a abertura dos recintos onde ocorrem as colônias de férias em Foz. Tem muito marmanjo acreditando que vai poder dar um "marguio nas piscina de água transparente". Foi o que o Corvo ouviu de um cidadão na fila do banco. Isso não vai acontecer, pois as colônias nos centros de convivência atenderão cerca de 750 crianças de 6 a 12 anos. 

Prainha
Essa ansiedade de "marguiar" nas "piscina" se dá, em parte, pela ausência de parques aquáticos públicos, o que é muito triste levando em conta um calor escaldante nesta época do ano. Que judiação!

Colesterol
Esta também é boa. Ao fazer o teste de colesterol, preste muita atenção. Se der HDL, quer dizer que "Hoje Deus Livra", mas se der LDL, cuidado porque, segundo a criatividade eletrônica, significa que "Logo Deus Leva". Bom dia!


 

Aumento de 145%

Corvo, este é o tipo de aumento que a gente aprova e não reclama: o fato de a polícia apreender contrabando de armas, munições e drogas. Isso pode aumentar à vontade, pois a população aplaude de pé. 
Gervásio Luft

O Corvo responde: prezado, a PRF anunciou que apreendeu quase 25 toneladas de maconha e 422 quilos de cocaína. Com certeza, foi um prejuízo e tanto para os traficantes. É bom saber que a sociedade aprova e, em muitos casos, ajuda a polícia. As drogas alimentam o crime. Está na hora de o Brasil viver um pouco de paz.

Energia solar
Corvo, que situação, hein? Uma pessoa quer arrumar a vida, sair das taxas da energia elétrica e investe em fontes naturais, como é o Sol. O investimento não é pequeno e ajuda muito o país a regular o consumo, porque quem possui painéis solares não utiliza a energia nos horários de pico, o que contribui para a diminuição da tarifa de outras pessoas. Mas vem uma agência reguladora, como a Aneel, e quer colocar azedume no mel? Por favor! Está certíssimo o deputado Vermelho, a sociedade vai apoiá-lo. E tomara que o presidente Bolsonaro apoie também, porque isso de dizer que a Aneel é independente não cola igual goma arábica. 
Paulo Lustosa

O Corvo responde: prezado, várias empresas estão propondo e oferecendo equipamentos muito eficientes para a captação de energia por meio da força solar; diga-se, elas empregam muitos profissionais, e o leitor está correto, energia solar é uma solução para equilibrar o consumo. É a bandeira branca garantida para muita gente! Agora, querer cobrar pelo sol dá no mesmo que embutir imposto maior nos bronzeadores ou pedir para o povo pagar royalties ao encarar uma praia. O presidente Bolsonaro faz o discurso da imparcialidade e independência às agências reguladoras, mas parece que é ele quem nomeia os presidentes e diretores. Pode influir com certeza

Bolsonaro e Irã
O nosso presidente está saindo-se muito bem em não meter o bedelho na crise Irã-Estados Unidos. É certo ele pensar e manter relações com os iranianos, até porque são parceiros comerciais do Brasil. Já repudiar o terrorismo é um dever no mundo livre. 

Cara nova
Falam em Brasília que o presidente Bolsonaro aproveitou as festas de final de ano para refletir, e isso parece que teve bons resultados. O homem está mais calmo, ponderado, com a boca fechada diante de vários assuntos de destaque. Ou será que contrataram um marqueteiro para avaliar as manifestações presidenciais? 

Chico e a reforma
A nota publicada ontem aqui, antecipando que a reforma administrativa na prefeitura será leve, causou alívio em várias pessoas. Tinha gente subindo de joelhos as escadarias de pedra, nas Cataratas, para garantir a boquinha. Mas isso não quer dizer que o facão estará inerte quando o prefeito voltar das férias. Alguém disse para o Corvo que ele vai curtir as águas oceânicas no Nordeste. Mas a informação não é das mais confiáveis. 

Incógnita
O mistério quanto ao destino de férias do prefeito tem lá sua eficácia. Pensa o homem chegar e dar de cara com meia dúzia de seguidores, do tipo que não largam do pé nem quando a pessoa precisa descansar? 

Acampamento
Coisa linda de ver o acampamento dos escoteiros em Foz. E os comerciantes estão felizes com o evento, porque a moçada está virando a cidade do avesso quando não há atividades. Se cada escoteiro voltar para a sua cidade falando bem daqui, Foz economizará alguns milhões de dólares em publicidade. Isso nos dá uma dimensão da mídia positiva causada pelo evento. 

BR-277
Pois então, seu Corvo, alguém me disse que o governador Ratinho Jr. garantiu que as estradas do Paraná serão as melhores do Brasil ainda durante o seu governo. Onde? Será que podemos acreditar nisso? Difícil, não acha? Teremos, por exemplo, a BR-277 duplicada, como as estradas de São Paulo? Na última terça-feira me desloquei de Santa Catarina para Foz do Iguaçu; uma tragédia em matéria de trânsito e falta de pistas adicionais. Os caminhões mandavam, além do mais, por causa de reparos no asfalto, parei quatro vezes, aproximadamente 30 minutos em cada estacionada, com o Sol derretendo o carro. E pensar que pagamos um pedágio caríssimo, mesmo com a canetada da Justiça. Esse assunto, creio, é "o calo" no calcanhar de qualquer governador.
Antolino Salazar Filho

O Corvo responde: prezado, isso não é um calo, é uma rocha no caminho, daquelas difíceis de explodir. O trânsito na principal estrada paranaense não deve ter sido dos melhores, porque este colunista recebeu várias cartas reclamando.

Chico Fogaça
Corvo, o serviço ficou bonito na Rua Francisco Fogaça, que chega à BR-469. O problema é conseguir atravessar para a Vila Carimã, e em período de temporada isso se torna uma tarefa impossível. Ontem eu fiquei cerca de dez minutos esperando abrir um espaço, tamanho o movimento. Corvo, abra uma campanha pela instalação de um semáforo lá! Se isso acontecer terá votos para se eleger vereador nas eleições deste ano!
Valdomiro Nascimento

O Corvo responde: prezado, e o Corvo vai querer encarar um rabo de foguete desses? Que nada! O negócio é continuar existindo como pedra e deixar a vidraça para os políticos. Semáforos na BR-469 parecem coisa de outro mundo, o que já não se pode dizer sobre os pardais. Se retirassem pelo menos duas torres de câmeras instaladas para multar os motoristas e colocassem semáforos no lugar, os motoristas agradeceriam, até mesmo os táxis que perfazem "voando" o caminho do aeroporto.  
  
Juca vive?
Prezado Corvo, emocionante a matéria sobre os profissionais da fotografia, publicada ontem com destaque no Caderno 2 do seu jornal. Mas na lista dos saudosos, aparece o nome do ilustre Juca Pozzo, repórter fotográfico que prestou serviço ao O Estado do Paraná, Correio de Notícias e outros jornais. Será que ele faleceu? Se isso aconteceu, eu estou vendo fantasmas, porque estou certo de que ele ainda pedala a sua bicicleta velha pela cidade. Mas posso estar enganado. Outra coisa, o seu Antônio Cantaleano, fotógrafo, com estúdio na Avenida Brasil, está vivo e esbanja saúde.
Mariel Matos

O Corvo responde: primeiramente, não foi o Corvo quem produziu o conteúdo. Quanto ao grande Juca Pozzo, a redação está conferindo. O Corvo também parece ter visto o Juca, lá pelas bandas do bar homônimo, o Bar do Juca. Já sobre o Toninho Cantaleano, a matéria se refere ao seu filho, Thonny, falecido em trágico acidente. Ele também era um profissional exemplar no ramo da fotografia. Voltaremos ao assunto do Juca, antes que ele mesmo apareça e arranque as penas do Corvo.  

Beatles
Corvo, numa discussão entre amigos, surgiu algo que deve ser do seu conhecimento. É certo dizer que os Beatles são besouros, conforme a tradução? Eu achava que era outra coisa, mas foi engraçado: no bate-boca alguém disse: "Pergunte para o Corvo, que ele responde"!
Jamil Casagrande

O Corvo responde: não seria mais fácil perguntarem ao Google? Bem, o que este colunista sabe é que beetles quer dizer besouros, mas o nome da famosa banda é The Beatles, cuja tradução é indefinida; segundo uma pesquisa, John Lennon fez uma sugestão mais musical, em razão da palavra beat, cujo significado é "batida". E a batida foi o diferencial na arte dos rapazes de Liverpool. Deu no que deu. O Corvo está à disposição para as dúvidas dos leitores e também aceita dicas e explicações mais completas. No caso dos Beatles (o Corvo é fã e não esconde), faremos uma pesquisa mais aprofundada.

 

 

Supercafé
Quem aprecia a bebida, sobretudo num local aprazível, com ar-condicionado e que possui todo o charme das melhores cafeterias, não pode deixar de conhecer o Café Cheirin Bão, com duas lojas muito simpáticas em Foz. Ontem o Corvo foi incógnito ao Shopping Catuaí Palladium e degustou um excelente cafezinho passado na hora. A expectativa agora é conhecer o espaço na Avenida Paraná. Além do desfrute, a gente aprende muito sobre a tradicional bebida; ela faz parte da genética humana, desde que descobriram a infusão dos grãos torrados. E este colunista deu sorte, encontrou por lá o Paulo Menezes fazendo as honras da casa! Um abraço ao amigo! Como escreveu Guimarães Rosa: "É junto dos bão que a gente fica mió".