Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Pibinho, de novo

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 06 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional do Oprometrista’.


E o nosso Produto Interno Bruto cresceu tão somente 1,1% em 2019, segundo o IBGE. Outro fiasco da 8ª. economia do mundo. Este índice quer dizer que não estamos absorvendo a mão de obra da gente que acaba de chegar ao mercado, os jovens.
Na verdade, já havia cerca de 12 milhões de desempregados no País antes que fosse anunciado o fato que - de forma geral - para o Brasil é muito ruim e para o governo de Jair Bolsonaro - em particular - é ainda pior.

Pibinho de novo (2)
E veja, leitor, o tamanho da encrenca para o ministro da Economia Paulo Guedes: nos anos de 2017 e 2018 o crescimento do PIB foi de 1,3%. A performance do governo Bolsonaro, portanto, é pior que a de Michel Temer, que pegou ‘o trem andando’ em 2016, depois da deposição de Dilma Rousseff.
Talvez o problema seja falação demais e trabalho de menos.

Mãe Dinah
Anote aí, caríssimo leitor: o crescimento do Brasil no ano de 2020 tem tudo para ser nanico e NÃO vai chegar sequer a 2%. Porque crescimento não depende de bravatas, não depende de voluntarismo, não depende de ufanismo barato e nem de patriotadas.
Crescimento depende basicamente da CONFIANÇA dos investidores em quem governa o País, depende da segurança jurídica das instituições, depende da vontade política voltada para o planejamento sério e em consonância com a realidade do País (em detrimento dos planos vagabundos de poder que tivemos e temos até então), do grau de escolaridade da classe trabalhadora e do cuidado com a administração dos impostos.

Tem mais!
É bem provável que até o fim do ano Paulo Guedes não seja mais o ministro da Economia. E há quem diga que um de seus auxiliares mais próximos, Mansueto Almeida, Secretário do Tesouro, está com um pé na iniciativa privada, que paga a seus colaboradores ‘o quanto eles pesam’, tá certo?

E o dólar, hein?
Se serve de consolo para a equipe econômica, ao menos assim as empregadas domésticas baixam um pouco a bola e param de viajar a Miami, não é mesmo?

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 Sorte e saúde sempre!

O método Bolsonaro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 05 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia do Filatelista Brasileiro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Integração Cooperativista’.


É famosa a citação segundo a qual Shakespeare diria que há método mesmo na loucura. Vivemos hoje um momento em que há método mesmo na estupidez. Essa estupidez, que atinge, às vezes, o nível da delinquência, se dispersa pelas redes sociais, se alimenta delas e escorre, infelizmente, agora, pela Presidência da República. (...)
O presidente costuma usar camisetas de time de futebol nas mais variadas cenas em que se comunica com sua base de apoiadores. (...) A associação entre essa prática e as redes sociais é uma mensagem que vai diretamente ao coração de muitos brasileiros que se sentem “desrepresentados” pela mídia, pelos políticos e pelo Supremo Tribunal Federal. (...)
Aqui, Bolsonaro avança em práticas de que o próprio ex-presidente Lula fazia uso: populismo agressivo com a intenção de jogar “as massas” contra “as elites” - uma tática simples com efeitos poderosos no plano dos afetos identitários. É banal e óbvia, porém eficaz.
O que Bolsonaro e asseclas andam fazendo com os jornalistas e as instituições visa minar a representação política. E devemos bater de volta. Mas há dois detalhes que julgo importante apontar nesse embate, para que quem atua na mídia profissional não fique pregando pra conversos. É necessário tomar consciência de dois trunfos que a gangue Bolsonaro tem em mãos nesse terreno.
O primeiro é um fato apontado já pelo jornalista Paulo Francis, morto em 1997, que era a colonização de grande parte das redações no país por apoiadores do PT e similares.
Profissionais da mídia não podem abraçar ideologicamente partidos políticos ou conjuntos ideológicos de forma militante, assim como juízes não podem se tornar cabos eleitorais. Quase como um asceta, um jornalista não pode ter, nem na vida privada, práticas partidárias militantes. Estas devem se restringir ao segredo do voto. A privacidade está morta no mundo das redes. Se essas práticas não implicaram parcialidade na lida profissional com governos do PT, no nível da “microfísica do poder”, elas acontecem e isso nos enfraquece.
Quem disser o contrário é mentiroso ou ingênuo. Bolsonaro navega de braçada nesse fato óbvio. Faculdades de jornalismo em peso ensinam aos alunos a serem de esquerda sim. Grande parte dos colegas da mídia acha tão óbvio ser de esquerda como sendo “do bem” que nem enxerga mais esse viés. Esse fato se tornou um telhado de vidro a favor da gangue dos Bolsonaro.
O segundo fator é meramente ferramental. Ninguém precisa mais da mídia profissional para receber ou emitir conteúdos. O método Bolsonaro também navega de braçada nas consequências políticas da comunicação em redes sociais. (...)
O cerne do método Bolsonaro é a ideia de que a democracia se faz diretamente entre a soberania popular e o Executivo. O conceito de “bolsochavismo”, delineado pela jornalista Vera Magalhães no jornal O Estado de S. Paulo, identifica um fator fundamental: o autoritarismo rompe limites ideológicos.
A Venezuela está à esquerda, e o Brasil está à direita. Que ninguém alimente isso indo à manifestação do dia 15 de março. Não saia de casa neste dia.
Evite a contaminação.
Artigo do filósofo Luiz Felipe Pondé publicado na Folha de São Paulo.

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A realidade se impõe

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 04 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial da Oração’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial de Luta Contra a Exploração Sexual’.


Como se sabe, há partidos demais no Brasil. O Portal da Câmara dos Deputados na internet informa que atualmente há 24 partidos com representação na Câmara.
Mas há um bloco que, sozinho, engloba 14 partidos (PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, Republicanos, PSC, Solidariedade, Avante, Patriotas, DEM, PTB e PROS) com 351 parlamentares, ou mais de 68% daquela Casa.

A realidade se impõe (2)
Bem, há outros 162 parlamentares divididos em 10 partidos, a saber: PT (53), PSB (30), PDT (28), Podemos (11), PSOL (11), Cidadania (9), PCdoB (8), NOVO (8), PV (4) e Rede (1).
Esqueça esta bobagem de esquerda e direita, de capitalismo e comunismo quando o assunto abordar a representação parlamentar: o bloco de 351 parlamentares acima é o famigerado Centrão. Seu líder é o deputado federal Arthur Lira, de Alagoas, filiado ao Partido Progressista (PP).

A realidade se impõe (3)
Como vem sendo dito e repetido à exaustão, é impossível que existam 24 tendências ideológicas, não é? É. E se olharmos para as votações (como a da Previdência, por exemplo) sob o ponto de vista numérico -e considerando o percentual dos parlamentares que formam o bloco com quase 70% da Câmara - fica claro que há o lado do Centrão e o lado dos demais.
E como vem sendo mostrado há anos pela grande mídia, o negócio do Centrão são os negócios. O orçamento impositivo e o veto à LDO ora em discussão deixam isto bem claro.

Partidos demais e representação de menos
É óbvio que a criação de partidos e mais partidos não tem a ver com ideologia, mas com negócios. O Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral corroboram a tese. Ademais, a distribuição de verbas federais a partir do Ministério do Desenvolvimento Regional, no apagar das luzes do ano de 2019, sem qualquer critério técnico, entre parlamentares que orbitam a presidência do Congresso Nacional e, agora, tendo a chance de poder gerir um montante de R$ 30 bilhões, mostram que a prioridade até então nunca foi a representação dos anseios dos contribuintes eleitores. Será um dia?

Trevo de quatro folhas
A atriz Regina Duarte vai hoje tomar posse como Secretária Especial de Cultura do governo de Jair Bolsonaro.
Como sabemos, o ministério do atual governo é formado por vários tripés: o da excelência e trabalho realizado conta com Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e já se tornou um quadripé, haja vista a maravilhosa performance de Tereza Cristina (Agricultura).
Este humilde colunista torce – muito! – para que Regina Duarte tenha o maior êxito possível à frente da Cultura e que seus méritos e trabalho logo a tornem mais uma integrante do grupo acima.

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É de verdade ou é de mentirinha..?

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 03 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial da Vida Selvagem’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Seringueiro’.


Ainda ontem registramos aqui a opinião da deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) a respeito dos protestos programados para o dia 15: “O problema é que tem gente antecipando campanha e usando o povo como massa de manobra! (…)
Esperem chegar o momento das eleições para as Mesas da Câmara e do Senado. Esperem! Vamos ver em quem os filhos de Bolsonaro votarão”.

É de verdade ou é de mentirinha..? (2)
Janaína Paschoal não está só. A ela se juntaram – por assim dizer – os rapazes do site ‘O Antagonista’ (repercutindo a ‘Veja’) e o estrelado jornalista ElioGaspari.
Para os Antagonistas, “o Congresso Nacional não vai brigar com o Jair Bolsonaro. ‘Enquanto cargos e verbas estiverem rolando, toda a polêmica de Carnaval ou de rede social ficará nisso mesmo’, diz a Veja.
O general Luiz Eduardo Ramos tem uma lista de 13 mil cargos ocupados por apaniguados de parlamentares. É isso que conta”.

É de verdade ou é de mentirinha..? (3)
E para ElioGaspari, “A briga criada pelo ministro Augusto Heleno em torno do Orçamento tem tudo para ser uma batalha de Itararé, a que nunca aconteceu.
Paulo Guedes sabe disso e daqui a algumas semanas Congresso e Executivo poderão proclamar vitória e paz. Ficarão zangados só aqueles que se pintaram para a guerra”.
Comentário: quem está se pintando para a guerra certamente são os milicianos virtuais que emporcam as redes sociais com baixarias infinitas.

Estagnação renitente
Notícia veiculada no jornal O Globo:  “Com a falta de dinamismo econômico e o envelhecimento da população, em muitos municípios os recursos pagos pelo INSS têm adquirido uma importância cada vez maior.
Cruzamento feito pelo GLOBO com base em dados da Secretaria da Previdência e do IBGE, aponta que, em 2017, último ano disponível, os benefícios de seguridade representavam mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 693 municípios. Trata-se do maior patamar da série histórica, iniciada em 2002. Naquele ano, havia 349 cidades nessa situação”.
Comentário: é claro que esta situação tem a ver com a questão do investimento. Repetindo: governos nos três níveis – municipal, estadual e federal – não têm recursos para investir. E sem esses recursos, a criação dos empregos é nula.
Insistindo: a roda da economia demanda investimentos de toda ordem, principalmente em pesquisas e inovação. Atualmente no Brasil não há qualquer possibilidade do Poder Público investir; assim sendo, a possibilidade se volta para o setor privado. Entretanto, a confiança do empresariado brasileiro para que volte a investir está baixíssima, haja vista a quantidade de crises geradas pelo governo, a ausência de planejamento e ações claras que possibilitem um ambiente de negócios ao menos previsível. Em lugar de discussões de planos de governo, temos embates de planos de poder.

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Agora é pra valer

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 02 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia da Oração’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional do Turismo’.


O filósofo Mário Sérgio Cortella vive a lembrar em suas palestras que o Brasil talvez seja o único País do mundo em que o Ano Novo se inicia somente no mês de março, ou só depois do Carnaval.
Então, se é assim, vamos à luta filhos da Pátria!
Nós brasileiros temos muitas contas a pagar; além do IPTU que já chegou, tem o IPVA que está pela hora da morte desde janeiro, o rescaldo financeiro de dezembro/janeiro, material escolar para os que têm filho estudando – noves fora o cotidiano das tarifas de luz, água, telefone, internet, TV a cabo e o agora inarredável ‘streaming’ (Netflix, HBO, Amazon, Disney, etc.).
E tem ainda os aviões da FAB para as excelências deitarem e rolarem, digo, voarem; tem as lagostas e os vinhos do pessoal do STF; tem o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral para que os nossos tão nobres parlamentares trabalhem com afinco - como vêm fazendo há décadas! - e a inexorável declaração do imposto de renda em abril (em tempo: a tabela do desconto do Imposto de Renda na fonte encontra-se atualmente com defasagem superior a 100%).
Nos idos dos anos 80 este signatário viu na TV um ministro de José Sarney dizendo que ‘o Brasil é um país caro’. Depois de quase 40 anos, a conclusão é que à época alguém deveria ter acrescentado à fala do ministro um detalhe muito importante: que a coisa iria piorar, e piorar muito.
Feliz 2020, leitor!

Coronavírus x Dengue
O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta mandou avisar que o País ‘tem todas as condições para o controle da Covid-19 (este é o nome correto do coronavírus). Beleza.
Enquanto isto a dengue vai fazendo a festa Brasil afora. As notícias a respeito da Covid-19 fizeram com que a gente passasse a achar que Wuhan é aqui.
Daqui a pouco um desses laboratórios de país avançado descobrirá a vacina contra o coronavírus e aí a dengue voltará ao noticiário. E todos sabemos como serão as manchetes, não é?

Denorex
A deputada estadual Janaína Paschoal escreveu no Twitter: “Bolsonaro e bolsonaristas fizeram acordo com Maia! Aliás, Bolsonaro acaba de condecorá-lo ao lado do filho Eduardo e de Alcolumbre! Quanto a Alcolumbre, eu cheguei a pedir que ele retirasse a candidatura [à presidência do Senado], pois havia candidatos muito mais alinhados com a Lava Jato! (…)
O problema é que tem gente antecipando campanha e usando o povo como massa de manobra! (…)
Sempre fui crítica a manifestações convocadas por quem está no poder (sigo sendo). Também sigo entendendo que compartilhar um vídeo com elogio próprio, apesar de brega, não dá impeachment.
Esperem chegar o momento das eleições para as Mesas da Câmara e do Senado. Esperem! Vamos ver em quem os filhos de Bolsonaro votarão”.
Comentário: para quem sabe ler, um pingo é letra, né? Esperto, o presidente dobra a aposta: além do analfabetismo funcional e de muita desinformação, há ainda as milícias virtuais.

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O mal que fazem as meias notícias

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje é sábado, dia 29 de fevereiro de 2020. O dia 29 de fevereiro acontece apenas a cada 4 anos, quando são chamados de bissextos e têm 366 dias.


A greve da polícia cearense continua repercutindo na grande mídia. Os assassinatos estão na casa das centenas, mas nenhum veículo noticioso se deu ao trabalho de registrar QUEM está sendo assassinado.
Empregados/trabalhadores comuns? Profissionais liberais? Jovens estudantes? Donas de casa? Idosos a caminho da igreja, de bancos ou de supermercados?
Que diferença isso faz?
Como é sabido, notícia boa não é fácil de se vender, certo? E as pessoas ainda se contentam com meia notícia, desde que essa meia notícia narre uma tragédia ou desgraça memorável – como a que o Brasil todo ora vê acontecer no Ceará.
Quantas vezes, leitor, você se deparou com notícias no Jornal Nacional narrando violentos tiroteios nas vias da Cidade Maravilhosa, em favelas que o politicamente correto manda chamar de comunidade, em que traficantes trocam chumbo grosso com seus congêneres na disputa por pontos de venda de droga, nos quais invariavelmente a polícia se obriga agir até em razão do dever de ofício?
Esta é uma meia notícia!
A notícia inteira, a bem da verdade, deveria contemplar outras nuances. Por exemplo: como se sabe, a cidade cujas águas servidas (aquela que se escoa pelos esgotos) estão mais poluídas com vestígios de cocaína dentre as capitais mais badaladas mundo afora é Nova York. E há dados relatando que o país que mais consome drogas no mundo são os EUA e, no entanto, a gente não tem notícias de que Nova York viva o mesmo clima de guerra que se vive no Rio de Janeiro.
Nos anos 80 havia mais droga em Nova York que hoje em dia na Cidade Maravilhosa. E o problema se resolveu quando a sociedade chegou à conclusão de que era hora de dar um basta e passou a cobrar o que a sociedade brasileira não cobra de nossas autoridades competentes: providências enérgicas. Foi assim ‘in thecitywhoneversleeps’: “Na década de 90, a quantidade de policiais em Nova York aumentou 45%. Homens à paisana compravam drogas para prender traficantes. E a lei era dura: no mínimo 15 anos de cadeia para quem fosse preso com 110 gramas de qualquer tipo de droga” (G1).
Tudo pode ser resumido a uma palavra só: mentalidade.
As meias notícias de uma cidade conflagrada como o Rio de Janeiro não informam que os três níveis de governo no Estado -Executivo, Legislativo e Judiciário-  foram tomados pelas forças da corrupção. E a elite carioca -que a tudo vê- nada fez até então e nada faz, talvez também corrompida pelas mesmas forças que sequestraram o Estado.
As meias notícias não contam o perfil das milhões de pessoas que compram drogas como a maconha e a cocaína e, assim, fomentam e sustentam um comércio ilegal e deletério e que inegavelmente é fonte de todos os grandes problemas que têm a ver com violência no Brasil. E quem são essas pessoas que o tráfico parece nunca deixar na mão, que as meias notícias nunca se lembram de mencionar, como se elas não existissem?

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História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 28 de fevereiro de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial de Combate às LER/DORT’.
Serviço: LER é a sigla para ‘Lesão por Esforço Repetitivo’ e DORT para os ‘Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho’.


Nesta data, em 2013,  ‘o Papa Bento XVI renunciou ao pontificado da Igreja Católica, tornando-se o primeiro a fazer isso desde o Papa Gregório XII, em 1415’ (Wikipedia).

‘E eu que não creio, peço a Deus por minha gente’
Nesta semana o signatário participou de uma dessas discussões que geram muito calor e pouca luz. A questão discutida era a respeito da greve dos policiais no Ceará. Detalhe: parece que o segundo mês do ano -fevereiro- foi o escolhido pela(s) polícia(s) para fazer greve (em 2017 foi o pessoal do Espírito Santo, lembra-se?).
Mas não se vai aqui tentar estender uma discussão que não chegou a termo algum. Na Constituição a questão da greve por parte das forças policiais é coisa já decidida: é proibido. Mas e a forma para que as categorias possam se manifestar, por exemplo, para reivindicar por melhores condições de trabalho e salário? São questões que fogem ao alcance das providências que cada cidadão pode tomar de modo a mitigar problema de tamanha envergadura.
Noves fora a impossibilidade de solução breve para o problema, há ainda várias outras variáveis que só fazem piorar o que já está muito ruim: percebe-se claramente todo um clima carregado de frustração e desesperança com o futuro, a condição fiscal de municípios, Estados e Governo Federal é de penúria e a luz no fim do túnel é fato improvável de ocorrer no curto prazo.
Recentemente o governador de Minas Gerais Romeu Zema mandou à Assembleia Legislativa um PL, ou projeto de lei, que autoriza aumento de quase 42% para os policiais de seu Estado. Ainda não se sabe de onde o governador vai tirar o dinheiro para honrar seu projeto. Ao lado do Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Sul e Goiás, Minas é um dos estados brasileiros mais próximos de decretar insolvência, ou calamidade financeira.
A previdência dos 27 entes federados juntas estão com um rombo de R$ 110 bilhões. Há 65 milhões de brasileiros com o nome sujo na praça; cerca de 5,5 mil empresas brasileiras devem juntas algo próximo de 1,5 trilhão de reais. Há cerca de 42 milhões de brasileiros ocupando vagas de emprego sem a carteira de trabalho assinada (ou seja, sem contribuir para a Previdência que, hoje, tem fila de espera com mais de 1,2 milhão de pessoas à espera da liberação de seus benefícios), um contingente de 12 milhões de desempregados (este número não contempla aqueles que desistiram de procurar uma vaga) e uma epidemia de coronavírus batendo à porta.
Voltando à discussão a respeito da greve dos policiais cearenses: percebe, caro leitor, o tamanho da encrenca? Entende como vai ser difícil equacionar tantos problemas, tantas premências a ponto de os gestores num dado momento terem que decidir pelo menos pior?

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Gigante com pés de barro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 27 de fevereiro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Livro Didático’;
- A data também é de comemoração do ‘Dia do Agente Fiscal da Receita Federal’.

Deu no site ‘O Antagonista’: “O governo da China baniu para sempre o comércio e consumo de carnes de animais selvagens no país. O mercado dessas carnes em Wuhan é o epicentro da epidemia de Conavid-19 [o coronavírus].
A tese é a de que a difusão do novo coronavírus tem origem em morcegos que contaminaram pangolins à venda no mercado de Wuhan. O pangolim é uma espécie de tamanduá muito apreciado na China”.
Comentário: você imagina, leitor, ser possível uma epidemia como a do coronavírus surgir em países como a Alemanha, a Inglaterra, os EUA ou o Japão? Claro que imagina, mas esta possibilidade é mais provável de acontecer em países como os BRICS (relembrando os países que formam o grupo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ou em outros ainda mais pobres, onde o vírus chegou e já fez as primeiras vítimas, como é o caso do Afeganistão, Iraque, Bahrein, Kuwait e Omã.
O Irã é o país onde mais há vítimas fatais depois da China.
Vamos combinar que a China é uma ditadura, certo? Só assim seria possível o confinamento recente de cerca de 60 milhões de pessoas numa província de lá, de modo a evitar ao máximo o alastramento da doença.
Mas ao mesmo tempo a admissão pelo governo chinês da existência de uma epidemia é um duro golpe para os líderes chineses em geral e para o premiê Xi Jinping em particular. Essa liderança deixou ver ao mundo que o Partido Comunista (o único partido de toda a China), que tudo controla, possui sérias deficiências, a começar pela questão sanitária de um país com mais de 1 bilhão e quatrocentos milhões de pessoas (quase SETE vezes a população do Brasil).
Agravante: o premiê Xi Jinping praticamente submergiu desde as primeiras notícias das mortes. Ele até tem feito algum esforço para demonstrar boa vontade quando aparece tentando trazer boas novas, mas hoje o que se sabe a respeito da epidemia do coronavírus é que –em que pese os esforços– ela é pouco ou quase incontrolável no que tange a sua proliferação.
A esta altura dos acontecimentos, impossível não recordar do médico oftalmologista que atendeu um paciente e suspeitou que ele estivesse com os mesmos sintomas da gripe aviária. Ao tentar avisar seus colegas, se viu interpelado pela polícia e logo em seguida pelas autoridades que, num primeiro intento –quase involuntário– de controlar os primeiros rumores, ‘isolaram’ o médico oftalmologista; ele morreu dias depois.
A morte desse médico foi para a conta dos líderes da província onde ele morava; foi também para as contas do premiê Xi Jinping e do Partido Comunista: estão todos desmoralizados e enfraquecidos politicamente. Pior: os efeitos do coronavírus na economia chinesa por vir farão piorar o que já estava muito ruim.

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Pensando bem

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sábado, dia 22 de fevereiro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Auxiliar de Serviços Gerais’.


Depois do triste episódio ocorrido em Sobral, redudo eleitoral dos irmãos Ciro e Cid Gomes, talvez seja interessante os brasileiros passarem a refletir acerca dos desdobramentos de eventos que tais. Como é sabido, Cid Gomes foi vítima de dois disparos de arma de fogo – não sem antes ter levado um soco no rosto. Coitado do Cid Gomes, não é?
Agora veja, caro leitor, que se observarmos bem, de uns tempos pra cá os ilustres advogados, digo, os ministros do STF - nem todos! - andam temerosos com a questão de tomar aviões (nota: no aeroporto de Brasília há uma sala de espera só pra eles).
De uns tempos pra cá políticos como José Guimarães (o ‘Homem Cueca’) e Lindbergh Farias, ambos do PT, são invariavelmente ‘ovacionados’ pelos locais por onde passam.
E agora parece que vão começar os tiros... As autoridades que se cuidem, pois nas redes sociais já há memes alusivos aos montes, um sem-número de piadas e gente dizendo (brincando, é claro) que torce muito para que os atiradores doravante tenham melhor pontaria e que o gesto se torne hábito diário, se espalhe pelo País e vire moda na vida pública brasileira. Já pensou?

Renovação parlamentar
O primeiro ano dos legisladores atuais cumpriu um ano em 2019. Antes das eleições de 2018, foi dito e repetido por muitos – como foi o caso deste signatário – que haveria grande renovação no Congresso. Esta renovação até aconteceu, mas ficou restrita às caras novas. Os hábitos continuam absolutamente os mesmos, haja vista o gasto com assessorias (de todos os tipos, sejam internas, sejam externas), as despesas com viagens e a pouquíssima ou nenhuma importância com as horas trabalhadas. Na capital federal o expediente das excelências parlamentares começa – no mais das vezes – nas tardes de terça e termina na quarta-feira.
No programa noticioso matinal da rádio Bandeirantes, o jornalista Claudio Humberto informou há dias uma facilidade pouco conhecida dos contribuintes que financiam o Congresso Nacional: o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu de abrir os trabalhos no plenário a partir das 06h00 e seus colegas aprovaram a medida sem reclamar.
Aí, na quinta-feira de manhã bem cedo, as excelências marcam o ponto bem cedo e se mandam! Não é por outra razão que um parlamentar afirmou recentemente - em off, claro! - que ‘fora do Congresso o deputado Rodrigo Maia pode até não ter votos, mas lá dentro ele é imbatível’.
A verdadeira renovação política no Brasil vai COMEÇAR a acontecer tão logo se inicie um processo de reforma política que, dentre outras coisas, acabe com o Fundo Eleitoral e com o Fundo Partidário (sim, eleitor, existem dois fundos sustentados com dinheiro do contribuinte para financiar mordomias y otrascositas mas), além da forma de votação. Voto distrital já!

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Calcanhar de Aquiles

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 21 de janeiro de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional da Língua Materna'.


“O que tem é um brasileiro, a quem chamaram de miliciano, de chefe do Escritório do Crime, de envolvido na morte de Marielle e de ser ligado à família Bolsonaro. Eu lhe afirmo e desafio a qualquer um no Brasil: todas as afirmações são falsas, mentirosas e levianas. O único objetivo dessa farsa é atingir a imagem da família Bolsonaro” (...)
“As forças ocultas do Rio quiseram fabricar esse personagem inexistente, um monstro, que seria o Adriano, para, em segundo momento, atrelá-lo ao Queiroz, para, em um terceiro momento, atrelá-lo ao Flávio Bolsonaro. E amarrar todos e vincular uma coisa à outra. Está claro que ele caiu numa cilada, um processo que é uma armação para incriminar um indivíduo. O que existe no Judiciário não é compatível com a quantidade de matérias que há na imprensa”.
Do advogado Frederick Wasssef, que tem como clientes o presidente Bolsonaro e seu filho e senador Flávio Bolsonaro, na Folha.
Comentário: é louvável o esforço do Dr. Wassef na defesa de seus clientes; mas daí a distorcer fatos é incorrer em narrativas tolas. Vamos combinar que, desde 2005, Adriano já era um ‘barra brava’ quando Bolsonaro pediu ao filho que o homenageasse na Alerj. Como nos lembra o comentarista e historiador Marco Antônio Villa, à época Adriano já era um assassino.

Calcanhar de Aquiles (2)
O exercício retórico do Dr. Wassef soa ridículo, uma piada tragicômica quando ele afirma que Adriano é um personagem fabricado. A explicação: a ligação mais que comprovada de Flávio Bolsonaro com o ‘capitão’ Adriano – que teve a ex-mulher e a mãe lotadas no gabinete do então deputado estadual na Alerj, coisa que Fabrício Queiroz até hoje não explicou direito.

Calcanhar de Aquiles (3)
“Segundo a lenda grega, Aquiles, filho do rei Peleu e da deusa Tétis, tornou-se invulnerável quando, ao nascer, foi banhado pela mãe nas águas do rio Estige. Apenas o calcanhar por onde Tétis o segurou não foi molhado e continuou vulnerável”.
Comentário: é claro que Adriano de Nóbrega e Fabrício Queiroz representam o ‘calcanhar de Aquiles’ do presidente Bolsonaro – de outro jeito ele não estaria tão preocupado com a morte do miliciano, a ponto de levar seu cadáver para dentro do Palácio do Planalto.
Talvez a morte do ‘capitão’ Adriano acabe por desencadear o que os Bolsonaro parecem querer evitar a qualquer preço; e embora o miliciano não possa mais falar, há ainda a incômoda e por ora silenciosa presença de Fabrício Queiroz, que tudo sabe, que tudo viu.

Mãe Dinah
O eterno presidenciável Ciro Gomes e o historiador Marco Antônio Villa já vaticinaram que o presidente Jair Bolsonaro não concluirá seu mandato. A ambos se juntou a jornalista Dora Kramer, da Veja. Está ficando a cada dia mais evidente que Bolsonaro está dobrando a aposta na polarização. E para 2020 as negociações com o Congresso Nacional deverão ser ainda mais tensas que em 2019: é a tempestade perfeita em formação.

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