Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Há dois anos

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 07 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial da Saúde’ (OMS);
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Médico Legista’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Corretor’; e
- Por último, hoje é o ‘Dia do Jornalismo’.

Foi no dia 07 de abril de 2018 (um sábado) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (74) foi preso pela Polícia Federal na cidade de São Bernardo do Campo-SP, em razão das condenações por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Tendo ficado preso por dezoito meses, Lula foi solto no dia 08 de novembro de 2019.
Comentário: que sorte a de Lula viver no Brasil, não é?

FHC
O signatário há alguns meses recebeu uma mensagem em forma de meme no qual havia a informação dando conta de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria ido ao programa do Pedro Bial e dito que, se fosse o ministro Sergio Moro, pediria demissão do ministério da Justiça.
A mensagem também fazia lembrar que o ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso foi Renan Calheiros, o notório cangaceiro, digo, senador do MDB pelo estado de Alagoas; e que também foi FHC quem nomeou Gilmar Mendes para o STF.
A conclusão foi que o ex-presidente não entende coisa alguma de Justiça, o que o descredencia para o tipo de juízo que fez a respeito de Sergio Moro.

FHC (2)
O ex-presidente pode mesmo não entender da Justiça dos palácios – aquela que tem muitíssimo mais a ver com política que com lei, não é? - mas cunhou uma frase (que se tornou inarredável na opinião deste humilde escriba) que aborda aquela Justiça que tem tudo a ver com a questão da desigualdade: “O Brasil não é um País atrasado; o Brasil é um País injusto”.

FHC (3)
O signatário acha o Brasil um País desgraçadamente atrasado (discordando do frasista). Mas concorda de forma contundente com o enunciado segundo o qual ‘o Brasil é um País injusto’.
Temos cerca de 14 milhões de miseráveis (US$ 1.90 por dia); cerca de 52 milhões de brasileiros vivem com US$ 5/dia; e há cerca de 38 milhões que trabalham sem carteira assinada: são 104 milhões que o País tem de pessoas totalmente desassistidas. Uma tragédia.

Prazos
'Um cronograma para que o general Braga Netto, titular da gabinete de crise da epidemia, possa pensar nos prazos para que as medidas de amparo social do governo comecem a funcionar. Algo como o dia em que o entregador de pizza receberá seu vale.
Durante a depressão dos anos 1930, o governo de Franklin Roosevelt levou uma semana para redigir a legislação de estímulo ao emprego. Nos seus primeiros 30 dias empregou 4 milhões de pessoas'.
Nota do jornalista ElioGaspari publicada no jornal Folha de São Paulo.
Comentário: Jair Bolsonaro, em quinze meses de governo, talvez tenha conseguido criar um milhão de empregos. Pouco, muito pouco para um País na situação descrita nas notas anteriores. Pouquíssimo, a se considerar a sua preocupação com os brasileiros que precisam cumprir com as regras do isolamento social por conta da pandemia da Covid-19. Na verdade, Bolsonaro só pensa naquilo: 2022...

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História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 03 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia da Verdade’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Desporto Comunitário’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Atuário’.
Serviço: o atuário é um profissional ‘especialista em matemática estatística, que age no mercado econômico-financeiro na promoção de pesquisas e estabelecimento de planos e políticas de investimentos e amortização, e no seguro social e privado, no cálculo de probabilidades de eventos, na avaliação de riscos, fixação de prêmios, indenizações, etc.’


Nesta data, em 1948, o presidente americano Harry Truman assinou o Programa de Recuperação Europeia (Plano Marshall) de ajuda econômica e reconstrução de dezesseis países após a Segunda Guerra Mundial.

O Plano Marshall
O Plano Marshall (conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Europeia), um aprofundamento da Doutrina Truman, foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. A iniciativa recebeu o nome do Secretário de Estado dos Estados Unidos, George Marshall. Os americanos deram ajuda econômica no valor de cerca de 14 bilhões de dólares na época (equivalente a cerca de 100 bilhões de dólares em 2018 ajustado pela inflação), que foram entregues para ajudar na recuperação dos países europeus que se juntaram à Organização Europeia para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE].
Serviço: A expressão Doutrina Truman designa um conjunto de práticas do governo dos Estados Unidos em escala mundial, à época da chamada Guerra Fria, que buscava conter o avanço do comunismo junto aos chamados "elos frágeis" do sistema capitalista.

Pensando bem
A China deveria instituir uma espécie de Plano Marshall (que poderia se chamar Plano Xing-Ling) para de certo modo compensar o resto do mundo pelos problemas causados pela Covid-19, ou coronavírus, que -como se sabe- teve como epicentro inicial a província de Wuhan.
Estados Unidos, Europa, Singapura, Hong Kong, Japão & Cia. deveriam pressionar o governo chinês por uma medida que compensasse o estrago causado à economia mundo afora por um problema que só existiu em razão dos problemas que a China absolutamente não conseguiu controlar inicialmente e que depois também tentou esconder do mundo. Essa verdade ainda há de aflorar.

Tem mais
Há quem diga que os números de infectados e mortos na China são falsos. Vamos combinar que pode, sim, ter havido algo errado que as estatísticas ora apontam: os chineses falam em 82 mil infectados, enquanto nos EUA o número já é de mais de 175 mil! Detalhe: a China tem 1,4 bilhão de habitantes e os Estados Unidos coisa de 330 milhões.
Mas não é só isto: na Itália os mortos já passam de 12.500 pessoas; na Espanha são mais de 8.200; na França a conta já passou de 3.500 e nos Estados Unidos, 3.400. A China informou que seus mortos são pouco mais de 3.300. Acredita quem quer...

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Uma imagem também vale por mil palavras!

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 02 de abril de 2020, é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo;
- Também hoje se comemora o Dia do Propagandista; e
- A data também é de celebração do Dia Internacional do Livro Infantil.

 

É bem provável que o leitor não possa ver com a definição em 100% a figura que vai acima. Trata-se de um gráfico publicado pelo ‘Financial Times’ que aborda como as trajetórias de casos de coronavírus se comparam segundo os países pesquisados.
A análise, feita pela Universidade John Hopkins, considera o número acumulado de casos pelo número de dias desde o centésimo caso.

Uma imagem também vale por mil palavras! (2)
Detalhes: esta tabela chegou ao conhecimento do signatário via WhatsApp; sobre a tabela foram feitos dois desenhos (por assim dizer) de cor marrom (ou vermelho?) e outro azul. Perto dos desenhos foram escritas as palavras ‘no masks’ (sem máscaras) e simplesmente ‘masks’ (máscaras).
O desenho azul engloba a Coreia do Sul, Japão, Singapura e Hong Kong (os países que estão usando, ou mais usam máscaras nestes tempos) e o desenho marrom engloba os demais países.

Fato
Ainda nesta semana, em entrevista à revista americana ‘Science’, o virologista e imunologista chinês George Gao (Doutor por Oxford) disse que o maior erro da população, em todos os países que enfrentam a pandemia do coronavírus, é não usar máscaras (Site BNews).

Plim-plim
Os bolsonaristas querem fechar a TV Globo. O signatário pensa que seria melhor se essa gente sem a informação que salva se preocupasse com algo mais importante para o Brasil, como é o caso do nível de ensino em nossas escolas – 95% delas – e com o saneamento básico.
Essa gente aguerrida da internet, barulhenta nas redes sociais e desgraçadamente ingênua não tem em conta que a presidência Bolsonaro vai passar muitíssimo mais rápido e bem mais cedo que a Rede Globo, né não?
E enquanto os cães ladram, a audiência da Rede Globo só faz aumentar em tempos de Covid-19...

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Sorte e saúde sempre!

 

Hanami

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 1º. de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia da Mentira’.


‘Durante o fim de março e meados de abril, um festival traz todos os holofotes para o Japão. O Festival Hanami é um dos eventos mais bonitos que acontecem em algumas regiões da terra do sol nascente.
Hanami significa contemplar ou apreciar a sakura, flor de cerejeira no idioma japonês. É um costume secular que atrai turistas estrangeiros de todo o mundo nessa época do ano’.

Hanami (2)
E em tempos de Covid-19 – ou do coronavírus – no Japão as lojas e os restaurantes continuam abertos e vão muito bem obrigado! E por lá as notícias não foram e não têm sido tão avassaladoras como está sendo, por exemplo, na Europa, em países como a Itália, a Espanha e a França.
E aparecem um sem-número de perguntas: como as ocorrências no Japão são tão diminutas se o país é vizinho muito próximo da China o epicentro planetário da doença? Como, se o Japão tem densidade demográfica altíssima e a maior população de idosos do mundo?

Hanami (3)
Reportagem da TV alemã Deutsche Welle repercutida pelo site Poder360 dá pistas e de certa forma responde a questionamentos como os acima: “por um lado, o hábito de curvar-se para cumprimentar pessoas reduz o risco de infecção. Não há apertos de mão nem beijos no rosto. Por outro, desde a primeira infância, a população se atém, de maneira disciplinada, a regras básicas de higiene. ‘Lavar as mãos, fazer gargarejos com solução desinfetante e usar máscaras fazem parte de nossa vida cotidiana. Para isso, não precisamos de coronavírus’, relata uma japonesa, mãe de duas crianças”.

E por falar nisto
Para quem ainda não prestou atenção: são flagrantes as diferenças quando vemos reportagens feitas em países como o Japão e, por exemplo, na China – principalmente quando os eventos são realizados em locais públicos, onde há circulação de pessoas, veículos e transporte público.
A organização, limpeza e modos dos japoneses são muito perceptíveis – assim como o seu contrário na China. Longe de querer reduzir ou tratar certas complexidades como algo simples, é inevitável concluir que a cultura de um povo pesa implacavelmente - para o bem e para o mal - em situações como a ora imposta ao mundo pela Covid-19.

Vamos especular?
É chocante, estarrecedor perceber que até mesmo assuntos como a pandemia da Covid-19 são motivo de disputa política. O presidente Bolsonaro ‘queima’ o seu ministro da Saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta (parece ciúme!), ao sair de casa sem os cuidados para evitar o contágio ou de contagiar aos outros, briga com os governadores do Rio de Janeiro e de São Paulo e perde um aliado de primeira hora como Ronaldo Caiado, de Goiás.

Vamos especular? (2)
O cálculo político de Bolsonaro talvez esteja certo. Resta saber se a aposta dobrada na polarização lhe favorecerá no futuro e se ele pretende ainda ficar no palanque pelos próximos 33 meses, o que é uma eternidade em se tratando de política.

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Devolvam o FGTS!

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 31 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia da Saúde e da Nutrição’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Integração Nacional’.
- Nesta data, em 1964, uma Junta Militar depôs o presidente João Goulart. O golpe militar desembocou num processo ditatorial que durou 21 anos (até 1985).


Os trabalhadores chegam à crise com uma poupança. [A] economia entrará em quarentena e dois desafios se colocam: evitar que as empresas sem demanda mandem embora seus funcionários, e evitar que quebrem, destruindo para sempre empregos formais. Os trabalhadores têm uma reserva suficiente para manter parcialmente seus salários nos próximos meses: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). (...)
O FGTS tem cerca de R$ 100 bilhões líquidos em caixa. São recursos que, individualmente, não pertencem a nenhum trabalhador. E existem associados ao Fundo 37 milhões de contas ativas, dos atuais vínculos dos trabalhadores em atividade. Desconte-se os empregados de estatais, que não sofrem risco de demissão, bem como empregados de maior renda, que podem possuir alguma poupança própria. Restam cerca de 30 milhões de contas de trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.  
Se R$ 100 bilhões do FGTS fossem distribuídos entre esses 30 milhões de trabalhadores, teríamos algo como R$ 3 mil. É possível então pagar um salário mínimo para cada um deles por três meses, ou R$ 1.500 por dois meses – por exemplo. Pelas regras atuais, esse dinheiro não pertence aos trabalhadores, financiando empreendimentos de empreiteiras. Para ser liberado, é preciso lei.
Havendo lei, a Caixa poderia depositar mensalmente os recursos para ajudar os empregadores a pagarem os salários. (...)
[A] própria manutenção dos salários ajuda o governo a não sofrer tanto com a queda de arrecadação.
A medida não há de ser polêmica. É intuitivo que haja alguma reação das empreiteiras, que terão menos crédito para seus projetos. Mas no estágio atual da crise, os canteiros estão fechados ou prestes a fechar, e diante da incerteza ninguém deve estar contratando novos projetos. [O] FGTS se beneficiará nos meses subsequentes, com mais depósitos e menos saques.
A manutenção dos postos de trabalho e das empresas é um imperativo. Quando a pandemia passar, a economia vai se recuperar mais rápido se as empresas estiverem de pé e se não tiverem de contratar novos trabalhadores – o que demanda tempo e recursos com processos seletivos e, mais importante, treinamento. É uma grande vantagem o Brasil ter uma poupança de R$ 100 bilhões para garantir esses postos – ainda que não se use toda. (...)
Esse dinheiro do FGTS não caiu do céu: ele é resultado direto do suor e talento de gerações de trabalhadores, que depositaram mesmo sem saber parte do seu salário nessa poupança forçada todo o mês. Ele foi acumulado durante anos em que reservas de lucro não foram distribuídas. É hora de devolver. Se não agora, quando?
Artigo de Pedro Fernando Nery, doutor em economia e consultor legislativo, publicado no jornal O Estado de São Paulo.

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História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 27 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial do Teatro’;
- Também hoje é comemorado o ‘Dia do Circo’ (Brasil).

História
Nesta data, em 1965 - há 55 anos, portanto - foi inaugurada a Ponte Internacional da Amizade pelos presidentes do Brasil, o marechal Castelo Branco e do Paraguai, o general Alfredo Stroessner. A Ponte da Amizade tem 78 metros de altura, 13,5 metros de largura e extensão de 552,4 metros.
Curiosidade: a ponte, na época de sua construção em 1962, foi recorde mundial de vão em porte de concreto armado e arco engastado com 290 metros.

Vamos combinar?
Acontecem muitíssimas coisas boas Brasil afora que a gente simplesmente não vê por razões que não cabe enumerar por ora, até em função do espaço para escrever a respeito.
O signatário quer chamar a atenção para duas classes de gente que cuida de gente absolutamente de forma silenciosa, dedicada, voluntariosa e humanizada: os profissionais da saúde e os profissionais do setor da educação que cuida da merenda escolar.

Vamos combinar? (2)
Imaginemos, leitor, a situação que ora transcorre em hospitais que estão cuidando das pessoas que estão chegando contagiadas pelo coronavírus! O vírus acomete as pessoas de uma forma que mostra num primeiro momento sintomas de uma pneumonia fortíssima, o que demanda cuidados especiais a pronto atendimento.
E quem atende tem que dar a cara a tapa, claro, com os devidos cuidados, mas sem priorizar detalhes como a questão do contágio. Porque é preciso dar atendimento, dar socorro na premência inadiável. E em muitas das vezes, SEM OS RECURSOS NECESSÁRIOS.

Vamos combinar? (3)
E as escolas que estão em recesso, mas estão abrindo as suas instalações para atender as crianças e jovens que precisam da merenda escolar?
Em tempo: o Brasil alimenta cerca de 45 milhões de crianças e jovens nas escolas públicas pelo País afora! É quase a população atual da Argentina (48 milhões de pessoas).

O Ministério da Educação (MEC) informa
“Este ano, o orçamento para o programa [da merenda] é de R$ 3,3 bilhões, para atender de forma suplementar os alunos matriculados no ensino básico, desde a creche, pré-escola, ensino fundamental e médio, incluindo os alunos residentes em áreas remanescentes de quilombos e aldeias indígenas, além de alunos da educação de jovens e adultos (EJA). O recurso é transferido em 10 parcelas mensais, para atender 200 dias letivos, recomendando-se o investimento de 30% na compra direta de produtos da agricultura familiar (Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009)”.

Pergunta inconveniente
Depois de tantos ataques especulativos daqueles que querem o seu lugar (como o ex-ministro Osmar Terra), depois de tanta humilhação pública perpetrada pelo presidente (que o desdiz), e logo após seu padrinho, Ronaldo Caiado, romper com o presidente, fica a questão que não quer calar: o doutor Luiz Henrique Mandetta ainda está ministro da Saúde?

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Mulheres e crianças primeiro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 26 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia do Cacau’;
- Nesta data, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção que de origem ao Mercado Comum do Sul, o Mercosul, formado por Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil.


Também o governo de Jair Bolsonaro está aí para comprovar que – com ensina o dito popular – ‘quem tem padrinho não morre pagão’. As empresas aéreas brasileiras que o digam. Dos 55 bilhões de reais a serem injetados pelo BNDES na economia, pelo menos R$ 10 bilhões irão para as aéreas.
Dentre as muitas razões e justificativas apresentadas, há aquela segundo a qual o setor é prioritário...

Mulheres e crianças primeiro (2)
Daqui a vinte anos Jair Bolsonaro terá 85 anos e, claro, certamente vai se recordar do tempo em que foi presidente da República (como FHC hoje em dia).
Nessa ocasião Bolsonaro terá em conta que foi um presidente que enfrentou um dos três fenômenos que até então abalaram toda a humanidade no século 21: os atentados de 11 de setembro de 2001, a quebra generalizada do sistema financeiro mundo afora em 2008 e a pandemia do coronavírus agora em 2020.
E vai se lembrar de que seu governo começou o processo de salvamento do País de forma hesitante, equivocada e tardia.

Mulheres e crianças primeiro (3)
O signatário vai insistir numa tese óbvia: são os pobres que tocam o mundo, e não os ricos. Mas tem gente que parece desconhecer tal obviedade, do que dão provas as providências tomadas até aqui por todos os níveis de governo: municipal, estadual e federal – que estão tratando de salvar primeiro os ricos e as grandes empresas, para depois –quem sabe?– atender os pobres com o que sobrar. E se sobrar, claro.

Posso esclarecer?
O signatário não é contra o salvamento, a proteção das empresas e que tais. O que se quer é chamar a atenção para detalhes como o critério utilizado para salvar empresas e empregados.
Vamos melhorar a prosa: já pensou se o Governo Federal, se o Congresso e as empresas se unissem -  como vão se unir agora – para salvar nossos mais de 12 milhões de desempregados? Ou para dar um jeito na mazela inominável do emprego sem carteira assinada?

O povo é só um detalhe
Veja, caro leitor, como os governos mudam mas as prioridades continuam as mesmas: em seu último discurso na TV, o presidente Bolsonaro deu muitíssimo mais importância à polarização com esquerdas, mídia e governadores que considera adversários políticos (sempre de olho nas eleições) – insistindo na questão da histeria coletiva criada pela mídia – que com o que realmente interessa: salvar os pobres.

Só mais uma coisinha
A Confederação Nacional da Agricultura prometeu doar R$ 5 milhões para o Ministério da Saúde, para o combate à Covid-19 (ou epidemia do coronavírus). Outras entidades estão seguindo o mesmo bom e espetacular exemplo.
Pergunta que não quer calar: a instituição que representa os bancos não vai fazer nada? Ou vai ficar à espera de que ninguém lhe diga algo a respeito?

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História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 25 de março de 2020, é celebrado o 'Dia Internacional da Solidariedade com a Pessoa Detenta ou Desaparecida';
- Também hoje se comemora o 'Dia Nacional do Oficial de Justiça';
- A data também é de celebração do 'Dia Nacional da Comunidade Árabe'.


n Nesta data, no ano de 1824  - há 196 anos, portanto - foi outorgada pelo imperador D. Pedro I a nossa primeira Constituição. A Rua 25 de Março, em São Paulo -uma das mais movimentadas da capital- tem o seu nome em homenagem ao avento.
n E em 1970, também nesta data, o presidente Emílio Garrastazu Médici (1905-1985) conseguiu junto à ONU que nosso mar territorial fosse ampliado de 12 para 200 milhas náuticas (370 km).

Receita
Embora o governo brasileiro esteja muito longe de reconhecer a gravidade do momento - as medidas recém-anunciadas por Paulo Guedes são insuficientes - há os que começam a pensar no que fazer. Há [algum tempo] tenho defendido o que considero necessário para enfrentar a crise de longa duração a abater em breve o Brasil, que entra nela a partir de uma situação econômica muito frágil. São elas: suplemento emergencial imediato do benefício do Bolsa Família em pelo menos 50%; a instituição de uma renda básica universal mensal no valor de R$ 500 para os 36 milhões do Cadastro Único que não recebem Bolsa Família - esses são os grupos mais vulneráveis; a abertura de R$ 50 bilhões em créditos extraordinários para a saúde, com a possibilidade de aumentar esse montante; acelerar e dar maior flexibilidade à aprovação do seguro-desemprego; disponibilizar recursos emergenciais para os setores mais afetados pela crise no valor de pelo menos R$ 30 bilhões; abertura de linhas de crédito do BNDES para micro, pequenas e médias empresas. Por fim, recomendo um programa de investimento público em infraestrutura para sustentar a economia no médio/longo prazo com a utilização de recursos do BNDES.
Trecho de artigo da economista brasileira Monica Baumgarten de Bolle - 'Como Evitar a Depressão Econômica'.

Olha o perigo!
"Mussolini não estava sozinho em seu assalto à democracia, que incluía gestos teatrais, acordos por debaixo dos panos, o uso descarado da violência contra os opositores, o uso sistemático da mentira e a traição constante a antigos companheiros. Tinha a simpatia de empresários, como Gianni Agnelli, dono da Fiat, e intelectuais e artistas brilhantes e famosos, como o filósofo Benedetto Croce, o maestro Arturo Toscanini e sua amante, a aristocrática intelectual judia Margherita Sarfatti. Para eles, o Duce tinha seus defeitos, mas havia uma causa maior, a recuperação econômica e a renovação da Itália, que tudo justificavam. Deu no que deu".
Do filósofo brasileiro Simon Schwartzman, em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, comentando o livro 'M - O Filho do Século'.
Comentário: conhece algum presidente da República da atualidade que tenha perfil parecido, leitor?

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Sorte e saúde sempre!

Três cenários possíveis para a crise no Brasil

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 24 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial de Combate à Tuberculose’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da União dos Povos Latino-americanos’.


Diante da crise da pandemia da Covid-19, o economista Claudio Porto realizou [neste mês] sondagem num grupo de 150 pessoas (economistas, sociólogos, cientistas políticos, engenheiros, gestores sênior de empresas, pesquisadores e professores de universidades).
O cruzamento das respostas propiciou a criação de três cenários. No denominado “A reconquista da normalidade” (1), o melhor, mas de menor probabilidade, em face da intensidade da crise, o governo assumiria um comportamento cooperativo como seu novo padrão de relacionamento político-institucional, com pronta resposta dos principais atores políticos.
Impactos positivos são produzidos nos graus de acerto, nos níveis de confiança e na melhoria e aceleração das medidas de combate às crises da saúde pública, da economia e das maiores vulnerabilidades sociais.
A melhoria do cenário externo ajuda. [Nesta] visão, aceleram-se a velocidade e a intensidade das boas respostas sanitárias e aos estímulos econômicos com propagação global. Como resultado, os impactos da crise na economia brasileira são intensos, mas de duração moderada. O segundo semestre é de ampla recuperação.
O cenário mais provável é o que foi denominado “Aos trancos e barrancos” (2), cuja probabilidade passou de 35% para 60%. Esse cenário mostra uma continuidade do Brasil atual. A realidade se impõe. A mudança de comportamento dos principais atores do governo federal, incluindo o presidente Bolsonaro, é temporária. No princípio mais cooperativo, a previsão é que haverá sucessivas recaídas de confrontação, com resposta semelhante dos políticos. Os impactos imediatos são positivos — mas não se sustentam por muito tempo.
Os níveis de confiança se mantêm baixos, e as medidas de combate às crises da saúde pública e da economia são insuficientes. Externamente, não há novidades, especialmente no relacionamento com a China, com tensão permanente variando os níveis de “esticamento da corda”. Isso ocorreria mesmo com a melhoria do cenário global. Como resultado, os impactos da crise na economia brasileira são intensos e de duração prolongada. 2020 é mais um ano perdido.
O pior cenário, que Claudio Porto considera improvável, é “A marcha da insensatez” (3). Uma ruptura em relação ao Brasil atual, com uma escalada desenfreada de autoritarismo populista. Os laços de coesão social se rompem numa espiral ascendente de polarização. Externamente, a novidade é uma piora progressiva no relacionamento do Brasil com a China, a Europa e alguns países “inimigos” nas Américas. Isso ocorre mesmo com a progressiva melhora do cenário global.
Artigo – resumido – de Merval Pereira, publicado no jornal O Globo.

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O senhor embaixador

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sábado, dia 21 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional da Síndrome de Down’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional Contra a Discriminação Racial’.

 

 
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) é uma pessoa de muita sorte. Além de ter nascido de um pai que se tornou presidente da República, é o deputado federal mais bem votado da história do Brasil.
Sendo filho de Jair Bolsonaro – um expoente do baixo clero do Congresso Nacional e notório exemplar da velha política – o Zero Três não nega que saiu ao pai: trabalha pouco, comete gafes homéricas, não tem freios na língua (fala demais, portanto) e, não por outra razão, vive dizendo bobagens.

O senhor embaixador (2)
Como é sabido, o ‘Zero Três’ quase foi nomeado pelo pai presidente para ser embaixador nos Estados Unidos (suas credenciais: já fez intercâmbio por lá, já fritou muito hamburguer naquelas plagas e disse ser muito amigo dos filhos do presidente americano Donald Trump! Um baita currículo, como se vê). Ainda bem que não deu pra ele. A julgar pelo fato admitido recentemente à revista Piauí, no qual ele disse não saber quem é Henry Kissinger, e tendo em conta a ignorância e baixeza ao tratar do caso do coronavírus em relação aos chineses, foi melhor assim.

O senhor embaixador (3)
“Em nome da Câmara dos Deputados, peço desculpas à China e ao embaixador Wanming Yang pelas palavras irrefletidas do deputado Eduardo Bolsonaro”.
Do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chutando para o gol, com o goleiro batido, depois do passe ‘melão com mel’ deixado pelo ‘Zero Três’.

Cachorro morto
“Apresento a Vossa Excelência e a todo o povo chinês, em meu nome e em nome do Congresso Nacional, nosso respeito, solidariedade e também nossas desculpas, reafirmando que nunhum obstáculo poderá serparar nossos povos no combate a uma doença tão intensa e arrasadora”.
Do presidente interino do Congresso Nacional, senador Antônio Anastasia (PSD-MG), outro agraciado pelo Zero Três, que o deixou de frente pro gol; ‘só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol’ – como ensinou o Jorge Benjor, tá certo?

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 Sorte e saúde sempre!