Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Quando Bolsonaro se dizia contra o “toma lá, dá cá”

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 24 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia do Boi’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Agente de Viagem’;
- A data também é de celebração do ‘Dia Internacional do Jovem Trabalhador’.


Em 19 de novembro de 2017, o então pré-candidato presidencial e deputado federal Jair Bolsonaro disse no programa “Canal Livre”, da Band, que deixaria o governo se a única forma de governar fosse por meio da distribuição de cargos em troca de apoio político – a velha prática conhecida no Brasil como “toma lá, dá cá”.
“Eu duvido que, eu sentado na cadeira presidencial, vai aparecer o ‘Seu’ Renan Calheiros e vai falar: ‘Eu quero o Banco do Nordeste pra mim.’ Eu duvido que isso venha a acontecer: a forma de fazer política como foi feita até o momento. E toda a imprensa pergunta pra mim: como você vai governar sem o ‘toma lá, dá cá’? Eu devolveria a pergunta a vocês: existe outra forma de governar, ou é só essa? Se é só essa, eu tô fora!”, prometeu Bolsonaro.
“Se é para aceitar indicações políticas, a raiz da ineficiência do Estado e da corrupção, aí fica difícil você apresentar uma proposta que possa realmente proporcionar dias melhores para a nossa população”, acrescentou o então deputado, destacando também que “geralmente os grupos políticos loteiam esses cargos para se beneficiar”.
Para Bolsonaro, se o Parlamento continuasse a impor seus nomes, o caos seria o destino do país.
“A mensagem que quero dar para todos no Brasil, inclusive no Parlamento, é a seguinte: se o Brasil estiver bem, nós estaremos bem, e não o contrário. Não o meu grupo político estando bem, o Brasil vai estar bem. Nós estamos partindo para o caos. Não dá para continuar administrando o Brasil dessa forma: o Parlamento indicando, impondo os seus nomes!”, disse o então pré-candidato.
Agora, em abril de 2020, com Bolsonaro sentado na cadeira presidencial, seu governo negocia cargos em órgãos públicos com o Centrão em troca de apoio político do bloco parlamentar, como registrou O Antagonista.
Em vez de ‘Seu’ Renan Calheiros, quem busca para o próprio partido a presidência do Banco do Nordeste é o condenado no mensalão ‘Seu’ Valdemar Costa Neto, do PL, antigo PR.
Bolsonaro “tá fora”?
Do jornalista Felipe Moura Brasil para o site ‘O Antagonista’.
Comentário: além de atender pedidos de gente finíssima como Valdemar Costa Neto, Jair Bolsonaro terá ainda que atender Paulinho da Força, outra pessoa finíssima que fez chegar ao Palácio do Planalto o desejo de comandar o Porto de Santos. Certamente é para melhorar a logística do porto, né?

Atualizando
Embora não pareça, o PT ainda existe, tá ok..? E Lula continua solto, embora condenado e à espera de pelo menos outros seis processos na Justiça a serem julgados e que também poderão resultar em mais condenações – embora haja sempre um STF amigo, não é?
E como perguntar não ofende, fica a questão: em 2020 o PT vai lançar candidatura à prefeitura de Foz do Iguaçu?

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

Fala que eu te escuto

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 23 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial do Livro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial da Propriedade Intelectual (Direito Autoral);
- A data também é de celebração do ‘Dia Nacional do Chorinho’ e o ‘Dia Mundial do Escoteiro’; e
- Nesta data se comemora ainda o ‘Dia Nacional de Educação dos Surdos’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia de São Jorge’.


“Bolsonaro expõe Exército, Marinha e Aeronáutica a um velho fantasma: as divisões internas. Como já me ensinava o general Ernesto Geisel, quando a política entra por uma porta nos quartéis, a hierarquia se vai pela outra. Tendo como fato que a cúpula militar realmente considerou ‘péssimo’ o teatro antidemocrático de Bolsonaro no domingo, a pergunta seguinte é: e as bases, os capitães, os majores, os sargentos – e suas famílias – o que acharam?”
Da jornalista Eliane Cantanhêde, em sua coluna no jornal O Estado de São Paulo.
Comentário: Cantanhêde - involuntariamente, é claro - vai na mesma toada do que disse seu colega de ofício, o jornalista Diogo Mainardi: ‘Bolsonaro não tem bala pra se tornar um ditador, mas tem bala pra provocar o caos’.

Boneco de ventríloquo?
“O presidente Bolsonaro tentou dar ares de apoio dos militares à sua presença na manifestação antidemocrática que avalizou no domingo em Brasília, mas soube, antecipadamente, que a área militar se incomodava com a escolha como moldura de uma ação política o Forte Apache, como é conhecido o Quartel-general do Exército.
Ele convidou para acompanhá-lo o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, que recusaram, por considerarem que a presença deles sugeriria que o Exército avalizava a manifestação”.
Do jornalista Merval Pereira, em artigo para O Globo.

Boneco de ventríloquo? (2)
“Por ser político, os generais consideram que Bolsonaro tem o direito de participar de manifestações políticas, mas, diante da repercussão negativa, avaliaram que o presidente deu um passo em falso ao convalidar as reivindicações antidemocráticas.
Por isso tiveram uma reunião com ele na noite do mesmo domingo, onde ficou combinado que Bolsonaro falaria no dia seguinte para desfazer o clima político tenso, e à noite o Ministério da Defesa deu uma nota oficial garantindo que as Forças Armadas obedecem à Constituição”.
Do mesmo artigo do jornalista Merval Pereira, em O Globo.

Boneco de ventríloquo? (3)
“A frase proferida por Bolsonaro na manhã de segunda-feira - 'Já estou no poder, por que daria um golpe?' - foi dita a ele na reunião de domingo”.
Comentário: os generais que estão com Bolsonaro fazem questão de deixar claro que o Exército não apoia os atos do presidente da República, não importa quem ele seja. Até porque os governos passam, mas o Exército fica.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

Sem tédio


Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 22 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia do Planeta Terra’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Comunidade Luso-brasileira’;
- E embora não seja feriado, hoje também se celebra o ‘Dia do Descobrimento do Brasil (1500)’.

Com o atual presidente da República os brasileiros não podem reclamar de tédio. Numa hora ele diz que houve fraude nas eleições de 2018 – e diz que tem provas (embora ainda não as tenha feito vir à luz, certo?) -, noutra arruma confusão com ministro (o último foi o da Saúde, Luiz Henrique Mandetta) para em seguida emendar uma confusão com o presidente da Câmara Federal (Rodrigo Maia, DEM-RJ) no momento em que acaba de nomear o novo ministro da Saúde, Nelson (ou Rubens?) Teich.
E como se tudo isso não fosse pouco, ele sai às ruas em pleno domingo de quarentena, de isolamento social para inflamar seu grupo de seguidores – muitos deles pedindo pela volta do AI-5, fechamento do Congresso e do STF e intervenção militar.

Sem tédio (2)
É certo que o presidente da República se comporte assim? Bem, para Jair Bolsonaro é. Ele não vai se cansar desse palanque tão cedo, eis talvez uma realidade inarredável. Prevalecerá o ‘modus operandi’ que acredita ser o mais acertado para deixar sempre mobilizadas as suas bases.
Só que – como nos ensinou Garrincha – é preciso combinar antes com os russos. Talvez o presidente já não esteja mais conseguindo surpreender com seus métodos: tornou-se alguém previsível.

Sem tédio (3)
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) foi ao Twitter e disparou: “Não se governa da caçamba de uma pick-up. E não se lidera mentindo para as pessoas. O Bolsonaro que chama para conversar com o Centrão é o mesmo que grita ‘fora, velha política’? Ou assina o PLN4, mas diz que não negocia nada? Chega, vamos apontar cada mentira incoerente”.

A nova política
No último fim de semana o jornal O Estado de São Paulo informou que ‘o DEM perderá o comando da CODEVASF, que deve ser entregue ao PP de Ciro Nogueira. Além disso a direção e superintendências do DENIT, hoje com militares, podem ficar com o PL de Valdemar Costa Neto’.
O que seria ‘nova política’ para o presidente Bolsonaro?

Ciúmes de você
O apresentador José Luiz Datena, em seu programa ‘Noventa Minutos’ na rádio Bandeirantes, não se cansa de ‘bater’ no ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Mas também pudera, o ex-ministro se negou a dar entrevista a Datena e, ato contínuo, deu uma exclusiva ao Fantástico, na qual, como bem disse o jornalista ElioGaspari, fritou o presidente. Datena gostaria de ter para si tal exclusividade, claro!

Ciúmes de você (2)
Mas também há outra razão para Datena chutar o ex-ministro, desafeto do presidente Bolsonaro desde que se atreveu a ser mais protagonista que seu chefe: Luiz Datena (MDB-SP) agora é candidatíssimo à prefeitura de São Paulo e, claro, vai gostar muito de receber apoios, como o do presidente...

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

Curiosidade

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 20 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia do Diplomata’;
- Também hoje é comemorado no mundo todo o ‘Dia do Disco de Vinil’.

Foi nesta data, no ano de 1968, que foi lançada no Brasil a caderneta de poupança.
Os brasileiros tinham R$ 13,33 bilhões depositados em caderneta. É um saldo baixo se considerarmos o ano de 2013, quando o saldo atingiu R$ 71,05 bilhões: resultado da ruína do triênio 2014/2016 e do baixo rendimento da caderneta de poupança frente aos demais existentes.

A crise é para os outros (2)
Na semana passada um ‘post’ do site O Antagonista informava que um estudo feito pelo partido Novo ‘mostrou que 71% das folhas de pagamento da magistratura analisadas apresentavam vencimentos totais acima do teto constitucional’.
Para quem já se esqueceu ou ainda não sabe: o teto constitucional atualmente é de pouco mais que R$ 39.000,00.

A crise é para os outros (3)
A propósito do teto constitucional atualmente desrespeitado por cerca de 6 mil funcionários públicos, é bom recordar o que citou o jornalista ElioGaspari recentemente: “Temos construído esta Nação com êxitos e dificuldades, mas não há dúvida, para quem saiba examinar a História com isenção, de que o nosso progresso político deveu-se mais à força reivindicadora dos homens do povo do que à consciência das elites”.
A frase faz parte 'do discurso de posse que Tancredo Neves não viveu para ler e repetia o professor e amigo San Tiago Dantas'.

A propósito
Francisco Clementino de San Tiago Dantas – um dos intelectuais brasileiros mais importantes do século 20 – foi jornalista, advogado, professor e político brasileiro (1911-1964) e há quase 60 anos já dizia a respeito de nossas elites certezas que ainda continuam a ser tristes verdades:
- “A Índia tem uma grande elite e um povo de merda, o Brasil tem um grande povo e uma elite de merda”;
- “vêm se processando há séculos no Brasil um trabalho social de contínua desorientação das elites, que as vai afastando do exame cultural e político dos valores nacionais”; e
- “a sobrevivência da democracia e da liberdade, no mundo moderno, depende de nossa capacidade de estendermos a todo o povo, e não de forma potencial, mas efetiva, os benefícios, hoje reservados a uma classe dominante, dessa liberdade e da própria civilização”.

Falou e disse
“Isolamento social não é posicionamento político e muito menos econômico. É nossa única chance de salvar vidas. Isso quem diz não sou eu. É a ciência e a experiência de países que já passaram ou estão passando por essa pandemia”.
Do prefeito de Teresina (PI), Firmino Filho (PSDB-PI), no Twitter, ‘criticado pelo setor empresarial em razão do isolamento social na cidade’.
Comentário: esta é, de longe, a melhor justificativa até então para o isolamento social. Promete-se aos diletos leitores a publicação -na brevidade possível- da boa justificativa de quem pensa ao contrário.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 17 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Hemofílico’.
- Foi nesta data, em 1996, que ocorreu o massacre de Eldorado do Carajás, no qual dezenove pessoas foram assassinadas numa ação da polícia do Estado do Pará.


Foi em 17 de abril de 2016 – há quatro anos, portanto – que o relatório que pedia o afastamento da presidente Dilma Rousseff foi aprovado na Câmara dos Deputados. O presidente daquela Casa naquela ocasião era o deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ).

Regis Tadeu está certo
Falando em seu canal no YouTube, o crítico Regis Tadeu previu que doravante o mundo dos grandes e espetaculares shows musicais vai sofrer uma mudança radical. Tadeu baseou o seu vaticínio em fatos que lhe dão razões muito consistentes.
Recentemente pelo menos três ‘lives’ realizadas por cantores sertanejos endossam o prognóstico dado: elas foram vistas ‘online’ por mais de 3 milhões de pessoas. Jorge & Matheus, Marília Mendonça e Gusttavo Lima fizeram shows memoráveis nesta quarentena, pelo menos em termos de audiência nas redes sociais.

Regis Tadeu está certo (2)
Tomemos a ‘live’ de Gusttavo Lima, por exemplo: rola no WhatsApp um filmezinho dando conta de que ele teve quatro inserções comerciais de R$ 300 mil cada e um patrocinador master de R$ 500 mil, mais cerca de R$ 171 mil por conta da plataforma - YouTube - que veiculou seu show. O cantor sertanejo, assim, amealhou R$ 1.871.000,00 num único show, com custo de produção baixíssimo e com ganhos que num único show convencional nenhum de seus pares conseguiria ter.
Além de faturar como nunca, Gusttavo Lima ainda ajudou um monte de gente com doações, fortaleceu a sua marca sem tirar as pessoas de suas casas...

Regis Tadeu está certo (3)
Um último  e  talvez o mais importante dos detalhes a respeito das ‘lives’ comentadas por Regis Tadeu: imagine, leitor, quanto não se vai ganhar com este tipo de evento quando os mesmos passarem a ser vendidos à legião de fãs que seguem esses artistas pelas redes sociais!
A ‘live’ de Gusttavo Lima já teve mais de 19 milhões de visualizações. Isto é que é inovar na crise! Já pensou?

A crise é para os outros
Que todos os brasileiros venham a saber: atualmente, 12% da força de trabalho no Brasil é formada por funcionários públicos. Detalhe importante: mais de um 1/3 da renda auferida pelos trabalhadores brasileiros fica com eles, os funcionários públicos (que não têm culpa nenhuma nisso, frise-se).
Resumindo: 12% da força de trabalho fica com 33% da massa salarial.
Agora a questão que arrazoa esta nota: por que o governo, ao editar uma medida provisória que dá a empregadores e empregados a possibilidade de suspenderem contratos e renegociarem salários para o enfrentamento da crise da Covid-19, não incluiu na MP os funcionários do setor público?

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

Indigência

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 16 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial da Voz’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Sacerdócio’;
- A data também é de celebração do ‘Dia Nacional do Leonismo’.

Na última terça-feira (14) o site ‘O Antagonista’ publicou uma nota intitulada Justiça trabalhista coloca em sigilo processo em que Rosa Weber é ré.
“A ministra do STF, Rosa Weber, é ré num processo que corre no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª. Região (Rio Grande do Sul). O processo foi colocado sob sigilo.
Juntamente com Rosa Weber, são réus Zilah Bastos Pires, mãe da ministra, e o irmão da magistrada, José Roberto Pires Weber.
A ação foi movida por uma ex-cuidadora da mãe da ministra. Ela pede o reconhecimento de vínculo de emprego, com o devido registro em carteira e o pagamento de todos os adicionais. Afirma, ainda, que trabalhou em ‘condições degradantes’. O valor da soma requerida ultrapassa 1,3 milhão de reais.
Rosa Weber era juíza do trabalho e foi ministra do TST”.
Comentário: a ministra do STF Rosa Weber (71) foi indicada para a Corte Suprema por Dilma Rousseff, em 2011. É a terceira mulher a integrar o Supremo. A ministra, com sua atitude, ilustra de forma bem contundente a tese segundo a qual a nossa elite é o que de pior existe na sociedade brasileira.

Indigência (2)
Para muito além do grande despreparo que nossas autoridades dirigentes deixaram ver com o advento do coronavírus e seus desdobramentos, é flagrante para quem acompanha um pouco mais de perto as  notícias referentes às providências tomadas por prefeitos, governadores e presidente da República que a preocupação em nada lembra os mais necessitados, os desassistidos, os mais vulneráveis.
Tudo o que é feito – embora pareça ser para ajudar os pobres – antes de mais nada leva em conta a questão midiática, isto é, qualquer atitude ou iniciativa tem como meta primordial a repercussão que o evento terá na mídia. Não há outra razão minimamente plausível que justifique toda a politização que um assunto tão sério como a Covid-19 provocou.
O Brasil definitivamente não corre o menor risco de dar certo com as elites que tem.

Desafio
Os chineses talvez passem por alguns perrengues que tenham a ver com toda a questão que envolve o comércio internacional. Noves fora as teorias da conspiração, é fato notório a dependência dos países em relação à China, que virou a ‘fábrica do mundo’.
E já começam a surgir notícias dando conta de que muitas empresas vão tirar suas plantas (fábricas) e outros investimentos daquele país tendo como pano de fundo a necessidade da redução à dependência que ficou mais que evidente com a falta de respiradores de UTI e máscaras de proteção.
O esforço deverá ser enorme. Para que se tenha uma ideia: 97% dos antibióticos consumidos nos EUA atualmente vem da China.

Revelação
A Covid-19 vai encerrar o decênio 2011/2020 como a tragédia que trouxe junto uma constatação cruel: é outra década perdida para o Brasil.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

Aposta presidencial

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 15 de abril
de 2020, é celebrado o ‘Dia da Conservação do Solo’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial do Ciclista’;
- A data também é de celebração do ‘Dia Mundial do Desenhista’.

Segundo a jornalista Thaís Oyama (autora do livro ‘Tormenta – O Governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos’), um assessor militar com assento no Palácio do Planalto afirmou que o presidente está muito esperançoso com a confirmação de dois eventos: (1) aquele segundo o qual o mandatário teria razão ao sugerir que o isolamento social estaria causando muitos prejuízos à economia do País e (2) que também teria razão quanto aos benefícios da cloroquina no tratamento da Covid-19.

Aposta presidencial (2)
Segundo esse assessor militar, caso ambos eventos se confirmem no imaginário popular, então o presidente passará a focar no eleitorado nordestino, haja vista o resultado da pesquisa Datafolha segundo a qual somente entre os mais pobres a aprovação da gestão Bolsonaro não diminuiu, mantendo-se em torno dos 32%, isto é, manteve-se inalterada. A partir desta constatação, o Planalto decidiu que é nesta classe social que o governo deve investir, que é onde o presidente encontra mais resistência entre eleitores.

Aposta presidencial (3)
O pronunciamento de Jair Bolsonaro na última quarta-feira, 08, foi justamente para esse público. Não foi por outras razões a citação da ajuda de R$ 600,00 – que não partiu de estados ou municípios, certo? – e a decisão de proibir o corte do fornecimento de energia elétrica para os consumidores que estiverem em atraso.
Detalhe: a pesquisa Datafolha em questão ‘foi realizada entre os dias 01 e 03.04.2020, com 1.511 brasileiros que possuem telefone celular, em todas as regiões do País’.

Perguntar não ofende
O presidente Bolsonaro pode estar mexendo nas velas de modo a aproveitar melhor os ventos. É o que de melhor poderia fazer para si, para o seu governo e para o País.
Para além do fato de que agora parece acreditar em pesquisas – e do Datafolha ainda por cima! – é fato que o presidente andou se encontrando com líderes partidários na esperança de, quem sabe assim, destravar os projetos de seu interesse que estão no Congresso para serem votados.
Três ou quatro generais são capazes de muita coisa, não é? Talvez...
Pode haver esperança de mudança em alguém como Jair Bolsonaro? A conferir.

Mãe Dinah
Deu na coluna ‘Painel’ da Folha de São Paulo: “Osmar Terra (MDB-RS) está em uma situação de desmoralização, segundo suas próprias palavras. Há alguns dias ele disse em entrevista que o coronavírus ia matar menos gente do que a gripe em seu estado: abaixo de 1.000 pessoas. ‘Estou te fazendo uma previsão que pode me desmoralizar. Quero ver quem está tomando essas medidas pirotécnicas, assustando a população, quero ver me dar números. Eu dou números do que estou falando’, disse Terra. O Brasil superou o número [na sexta-feira], 10”.

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell


Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

O andar de cima sabia mais, e a cólera matou 10 mil pessoas na última epidemia na Europa

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 14 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional do Café’.


Há os conservadores e há os atrasados, mas os comerciantes e banqueiros de Hamburgo achavam que eram conservadores iluminados, mas eram também atrasados. Em agosto de 1892, a cidade era administrada pela plutocracia local. Tinha o maior porto da Alemanha e macaqueava os ingleses.
Morreu gente nos bairros pobres, mas não podia ser cólera, pois essa peste já teria sido controlada na Europa.
A cidade tinha lindos prédios, mas não havia começado a obra para tratar sua água. Em 1871 seus notáveis haviam recusado a obrigatoriedade da vacina contra a varíola, porque ofenderia o direito das pessoas. (Trinta e três anos depois Rui Barbosa usou o mesmo argumento, estimulando a rebelião de alguns militares e a maior revolta popular do Rio de Janeiro.)
Tudo em nome dos princípios do liberalismo político e econômico que administrava a cidade. Os plutocratas de Hamburgo acreditavam que a cólera disseminava-se por miasmas do ambiente, mais perigosos nos bairros de gente pobre e suja.
Nove anos antes, o médico Robert Koch havia demonstrado que a cólera era transmitida por um bacilo e circulava com a água. Como eles acreditavam nos vapores, recusaram-se até a endossar a obrigatoriedade de ferve-la. (Em 1904, quando Oswaldo Cruz fumegava as casas do Rio para matar o mosquito da febre amarela, vários médicos ilustres insistiam na teoria do miasma.)
Até o verão de 1892 os plutocratas de Hamburgo entendiam que tudo dependia da higiene individual. O negacionismo dos notáveis durou pouco, até que começou a morrer gente no andar de cima.
A imprensa havia evitado o assunto e a imediata instituição de uma quarentena foi descartada, pois prejudicaria os negócios.
Quando as ruas estavam tomadas por cadáveres, o governo de Berlim mandou Robert Koch a Hamburgo e ele contou: "Senhores, eu esqueci que estava na Europa". Oito anos antes, Nápoles, velha cidade insalubre com seu porto, havia derrubado a cólera com uma quarentena.
Uma médica americana que estava em Hamburgo escreveria: "Treze epidemias leves não haviam conseguido mostrar aos governantes da cidade que deveriam botar a casa em ordem."
A história dessa epidemia, com 10 mil mortos, foi contada pelo historiador inglês Richard Evans. Sir Richard evitou atribuir o desastre a um mero interesse econômico. Ele foi mais fundo, mostrando que as opiniões dos médicos não são autônomas, mas têm raízes e funções sociais. Os donos das teorias do miasma eram médicos, como o doutor Osmar Terra.
Aos 72 anos, numa entrevista ao repórter Isaac Chotiner, Evans rebarbou a teoria segundo a qual ditaduras e democracias lidam com epidemias de maneiras diferentes.
"[Epidemias] exigem grandes intervenções dos governos. Seja qual for a sua forma, seja qual for o tipo do Estado ou o partido que está no poder. De certa maneira, é a epidemia quem dá as cartas."
Atualmente, na praça em frente à Bolsa e à prefeitura de Hamburgo, um monumento lembra os mortos da epidemia de cólera. Ele foi esculpido em 1896.
Oito anos depois, no Brasil, ainda se falava em miasma.
O presidente Rodrigues Alves e o médico Oswaldo Cruz tiveram que enfrentar uma revolta contra a vacina obrigatória. Grande presidente, esse Rodrigues Alves.
Artigo do jornalista ElioGaspari publicado no jornal Folha de São Paulo.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

A conferir

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 10 de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia da Engenharia’;
- Os católicos comemoram hoje a Sexta-feira Santa.
- História: foi nesta data, em 1912, que o Titanic deixou o porto de Southampton (Inglaterra) rumo a Nova York.

Daqui a seis meses – ou um ano pra gente se certificar de verdade – notaremos que a pandemia pela qual o mundo ora passa provocou uma significativa mudança de hábitos e, consequentemente, uma mudança de comportamento que afetará principalmente o nosso perfil de consumidores.
E o ‘e-commerce’, com seus canais digitais, deve ser um que definitivamente mostrará que veio para ficar, impondo a muitas empresas de lojas físicas a criação de novos modelos de atendimento.

A conferir (2)
Talvez ainda seja cedo para afirmar, mas não é demais imaginar que as empresas que ainda tinham em conta a possibilidade de lançar mão do ‘home office’ com certa desconfiança e incerteza agora poderão a qualquer momento se valer dessa alternativa com alguma firmeza: o confinamento imposto pela pandemia da Covid-19 permitiu as empresas aferir a produtividade de seus funcionários nessa modalidade de expediente.
E as lojas varejistas talvez experimentem um saudável aumento nas vendas de computadores pessoais e outras ferramentas como os tablets.

Para quem sabe ler um pingo é letra
“As crises permanentes de consequências imprevisíveis só deixam de ser permanentes com soluções previstas na Constituição Federal”.
“A oposição a si mesmo é a mais perigosa, porque costuma arrebanhar muitos adeptos de todos os lados”.
Da redação do site ‘O Antagonista’, a despeito de Jair Bolsonaro.

Agora vai?
O pronunciamento do presidente da República Jair Bolsonaro na última quarta-feira (08) pode ser o prenúncio de um novo tempo na gestão do País. À mensagem presidencial mais aglutinadora e pondo de lado a reeleição devemos acrescentar um evento dado como certo na noite de segunda-feira que não se confirmou, qual seja, a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Agora vai? (2)
E por que o presidente não demitiu seu ministro da Saúde? Porque três senhores de muita capacidade, de muita paciência e tolerância e com visão estratégica o demoveram da decisão: Fernando Azevedo e Silva, Walter Braga Neto e Luiz Eduardo Ramos.
Fernando Azevedo é o ministro da Defesa; Braga Neto é o ministro da Casa Civil (substituiu há pouco o antigo ministro OnyxLorenzoni, que agora é ministro da Cidadania) e Eduardo Ramos é o ministro da Secretaria Geral de Governo.

Agora vai? (3)
Para os adeptos da intervenção militar: há quem diga que essa intervenção já está em andamento e já iniciou a desideologização do governo. Olavo de Carvalho e o ‘gabinete do ódio’ que se cuidem.

Desejamos aos nossos leitores um feliz e abençoado domingo de Páscoa!

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

Meu Brasil brasileiro

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'
George Orwell

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 08 de janeiro de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial de Combate ao Câncer”;
- Também hoje se comemora o ‘Dia dos Correios’;
- A data também é de comemoração do ‘Dia Nacional do Sistema Braille’.
Serviço: Braile  ou  braille  é um sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou [que tenham]  baixa visão.  É tradicionalmente escrito em papel relevo.  Os usuários do sistema Braille podem ler em telas de computadores e em outros suportes eletrônicos graças a um mostrador em braile [que podem ser atualizados].
O Braille recebeu este nome devido ao seu criador Louis Braille, que perdeu a visão em um acidente na infância. Em 1824, Braille desenvolveu aos 15 anos um código para o alfabeto francês em uma melhoria para a escrita noturna. Em 1829, ele publicou o sistema (Wikipedia).

Como já comentado outras vezes neste espaço, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - o FGTS, tem hoje um saldo de mais de R$ 100 bilhões, dinheiro do trabalhador contribuinte. Agora mesmo foi impetrada no STF uma ação direta de inconstitucionalidade – ADIN – cujo autor foi o Partido (dito) dos Trabalhadores, com vistas a liberação dos saques tendo em conta a pandemia da Covid-19.

Meu Brasil brasileiro (2)
Vamos esperar para ver a decisão dos advogados, digo, dos ministros do STF e qual a atitude deverá ser tomada pelo Governo.
O FGTS se constitui numa das maiores vergonhas que se faz aos trabalhadores no País. O dinheiro ali depositado só tem um dono – OS TRABALHADORES – mas o governo prefere financiar as construtoras do Minha Casa, Minha Vida com esses recursos.

Meu Brasil brasileiro (3)
Como bem lembrado pelo site O Antagonista, as ‘empreiteiras teriam condição de obter financiamentos baratos junto a grandes bancos, sem precisar tungar o dinheiro do FGTS’.
Puro FHC, como escrevemos aqui ontem: ‘O Brasil é um País injusto’.
A conclusão a que se chega é só uma: entra governo, sai governo e os gestores públicos no Brasil são a cada eleição um tanto piores que seus antecessores; e, via de regra, sempre eleitos pelos pobres.

Eu já vi esse filme
Voltemos a 2016. Por que? Porque em 2020 parece haver uma cena de filme já visto que está, ao que parece, se repetindo: a do impedimento e deposição da presidente Dilma Rousseff. Quem viu as falas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no último programa ‘Canal Livre’ -que teve pouca audiência- que foi ao ar no último domingo, não teve dúvidas: aquilo foi um aviso muito sério para o presidente da República.
A exemplo de Eduardo Cunha em 2016, Rodrigo Maia aproveitou para mandar seu recado com a autoridade de quem tem a prerrogativa de aceitar ou não pedidos de impeachment.

E por falar nisso
Como é sabido, perguntar não ofende, né? Até o momento em que este humilde signatário escreve sua coluna diária, ainda não surgiu um fato novo, uma nova confusão, patacoada verborrágica ou conflito gerado desde o Palácio do Planalto.
Qual será a próxima ‘bolsonarice’?

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808