Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Gilmar toma lá, Maia dá cá

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quinta-feira, dia 03 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional do Deficiente Físico’.
• Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional dos Portadores de Alergia Crônica (OMS)’.

Gilmar toma lá, Maia dá cá
Reformar o STF é dos temas urgentes no projeto de recuperação da democracia brasileira, quando essa hora chegar. O exercício deveria enfrentar problemas estruturais do tribunal: a arbitrariedade e o tamanho da pauta, o voluntarismo individualista, o ilusionismo que sonega explicação sobre o que decide e não decide, a ausência de prestação de contas etc.
Parte da ingovernabilidade do STF, afinal, é da arte e engenho de seus próprios ministros. Não foi um “vírus chinês”, um hacker no Planalto ou Sara Winter e seus 300 amigos. Nem a klan presidencial pedindo seu fechamento por intervenção militar.
Reformar o STF significa, antes de qualquer coisa, proteger a instituição da intrincada teia de interesses antirrepublicanos que orbitam a relação entre comunidade jurídica e ministros. A disfuncionalidade do tribunal costuma ser funcional aos atores que dispõem de portas privilegiadas no edifício. Quem é compensado política e financeiramente por esse labirinto de Babel não será aliado de reforma que valha a pena.
Rodrigo Maia instalou dias atrás comissão para elaborar anteprojeto de lei que consolide regras do processo constitucional. A comissão é exemplo magnífico da confraria jurídica brasileira. Seu presidente é ele, sim, o indefectível Gilmar Mendes.
Dos 24 membros indicados, há 19 homens brancos e 5 mulheres brancas (80% a 20%). Há 11 de Brasília, 7 de São Paulo, 3 de Porto Alegre, 2 de Curitiba e 1 do Rio de Janeiro. Todos juristas. Cientistas sociais que mapeiam a realidade empírica desse mastodonte judicial ficaram de fora. A sociedade civil também.
Tamanha representatividade e pluralidade vieram acompanhadas por uma gota de promiscuidade. O secretário da comissão é advogado pessoal de Gilmar. Gilmar também é empresário da educação, mesmo que a Constituição lhe proíba. De sua escola de direito, a comissão tem quatro funcionários. Um deles é seu ex-sócio. (...) Sabemos que a fraternidade jurídica não pratica os valores que professa (nem declara os valores que pratica). Quem vasculha, acha. (...)
Supondo que essa tradição seja inofensiva, por que chamar justo um dos grandes artífices das patologias do STF? A contribuição de Gilmar à desinstitucionalização do STF foi radical e holística: começou pela quebra de padrões de ética e decoro judicial, passou pelo desrespeito corriqueiro a seus pares e terminou na revogação disfarçada de regras legais e regimentais.
Deve ser só coincidência, mas Rodrigo Maia se beneficiará nos próximos dias de mais uma decisão abusiva do Supremo, sob relatoria de Gilmar. Vem mais contorcionismo verbal e desfaçatez por aí. A Constituição proíbe recondução de membros das mesas do Congresso para mandato subsequente. Proíbe a reeleição de Maia e Alcolumbre.
Ministros concluirão que a Constituição não diz o que diz. Tentarão nos convencer que, num escaninho do texto a que eles têm acesso exclusivo, a Constituição quis expressar o contrário. É fraude, não argumento. (...)
Também propõem métodos adicionais para as especificidades da Constituição: buscar coerência com precedentes; dialogar com a filosofia moral e política debaixo de direitos como liberdade e dignidade; balancear direitos em colisão; estimar consequências sociais e econômicas e calibrar a decisão para minimizar eventuais danos.
Nenhum método jamais permitiu que a norma “é proibido” possa significar “está liberado”. O vale-tudo é a cara do STF, não do Estado de Direito. Quando o Congresso virar Alerj, com a ajuda do STF, o STF vai virar o quê? Um TJ-SP?
Artigo do professor de direito constitucional da USP, doutor Conrado Hübner Mendes. Deu na Folha.

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Sorte e saúde sempre!

 

Governar para quê?

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quarta-feira, dia 02 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Samba’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional das Relações Públicas’;
• A data também é de celebração do ‘Dia Pan-Americano da Saúde’; e
• Por fim, hoje é o ‘Dia da Astronomia’.

Governar para quê?
Uma das palavras mais ouvidas no governo federal nesses últimos meses é “governabilidade”. O que seria esse bicho? Segundo nos contam, trata-se daquele balaio de decisões moralmente lamentáveis e tecnicamente ineptas que os governos, coitados, são obrigados a tomar para conseguirem governar – ou fazem essas coisas feias, mas tidas como indispensáveis, ou não governam nada (em política, argumentam os que estão mandando, a prática deliberada do erro nem sempre é uma desvantagem). O governo do presidente Jair Bolsonaro, como sabem até as crianças com dez anos de idade, decidiu tempos atrás tornar-se governável em modo extremo – está fazendo tudo o que lhe pedem, e muito do que não lhe pedem, com o elevado propósito de governar o Brasil. Está dando certo para os governantes, ao que parece. E para os governados?
A “governabilidade” pode ser uma coisa admirável na teoria política, mas na vida prática a pergunta que se tem de fazer é a seguinte: governar para quê? Se for para dar ao Brasil uma espécie de Dilma-2, o Retorno, com anos de crescimento zero que se alternam com anos de recessão, e com a população escalada para exercer a mesmíssima função, como escrava que trabalha dia e noite para sustentar a máquina estatal – bem, muito obrigado. É onde se encontra, após dois anos inteiros no comando, o governo atual: mais ou menos onde Dilma Rousseff nos deixou. O Estado continua a engolir (e a gastar) a maior fatia da renda nacional. A economia está onde estava em 2018. A alta burocracia deita e rola. O Centrão, o inimigo número 1 do erário nacional, é de novo a grande estrela do governo. As leis continuam servindo para proteger os políticos dos cidadãos, em vez de fazer o contrário. Praticamente nenhum índice de “performance”, salvo no agronegócio, saiu do lugar. O que adianta governar desse jeito?
Nesses dois anos, o governo não fechou, não de verdade, uma única empresa estatal – uma meia dúzia de subsidiárias foram vendidas por suas controladoras, e ficou nisso. De concreto, a única coisa que aconteceu foi a demissão do secretário-ministro encarregado da privatização, que nunca teve o que fazer. Não conseguiram fechar nem a empresa do “trem-bala”, um dos maiores contos do vigário do governo Dilma – o ministro dos Transportes acha que a empresa, que jamais colocou um metro de trilho no chão, é indispensável. Outra joia da coroa petista, a TV Brasil inventada por Lula, continua intacta.
Não foi cortado nenhum privilégio nas altas castas do funcionalismo. A população continua sendo extorquida pela mesma carga de impostos de sempre – 30%, ou mais, numa conta de luz, de telefone ou de farmácia. A economia permanece como uma das mais fechadas e menos capazes de competir do mundo. Na hora de fazer a indicação mais importante de seu governo, a de um novo ministro para o STF, Bolsonaro veio com o dr. Kassio, o preferido do Centrão e de um senador processado por corrupção.
O governo está no seu quarto ministro da Educação em dois anos, e não se mexeu um milímetro nos índices brasileiros na área, que continuam entre os piores do planeta; falaram o tempo todo de política, e os livros didáticos lidos nas escolas continuam insultando abertamente os militares, chamados de “torturadores”, os agricultores, acusados de viverem às custas do “trabalho escravo”, e o próprio governo eleito em 2018, que é denunciado nas aulas como fascista, racista, homofóbico, genocida e destruidor da Amazônia.
Quando lembrado de qualquer dessas coisas, Bolsonaro diz: “Então vota no Haddad”. É melhor mudar o disco. Uma hora dessas ele ainda vai ouvir: “E daí? Qual é a diferença?”
Artigo do jornalista José roberto Guzzo, publicado em sua coluna no jornal O Estado de São Paulo.

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Sorte e saúde sempre!

Fala que eu te escuto

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, terça-feira, dia 1º. de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial de Combate à AIDS’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia do Numismata’ (colecionador de moedas, medalhas e cédulas).

Fala que eu te escuto
“Não podemos continuar votando e não tendo a certeza se aquele voto foi ou não para aquela pessoa. E lembrando, o voto impresso ninguém bota a mão no papel. Fica atrás no visor, ele concorda depois de imprimido e cai dentro de uma urna. (...)
E qualquer um pode pedir recontagem naquela área. E você vai ter a comprovação do voto eletrônico com o voto eletrônico com o voto no papel. É pedir muito isso? Quem não quer entender isso, não sei o que pensa da democracia”.
Do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao sair do local de votação no Rio no último domingo (29).
Comentário: ainda bem que o Brasil não tem problema de desemprego, não tem problema com saúde pública, não tem problema de saneamento básico, não tem problema de segurança pública, não tem o menor problema com a educação, não tem problema com transporte público, a nossa moeda continua  forte frente ao dólar e, como disse o presidente, não há mais corrupção no governo! E já que todos os problemas estão resolvidos, então o presidente achou por bem resolver os problemas do TSE...

Recordar é viver
Em 20 de outubro de 2018, um sábado, o candidato Jair Bolsonaro deu entrevista na qual disse: “Um presidente não tem autoridade de fazer reforma política. Cada parlamentar vota de acordo com seu interesse. O que eu pretendo fazer, tenho conversado com o parlamento também, é você fazer uma excelente reforma política para acabar com instituto da reeleição, que no caso começa comigo, se eu for eleito”.
Como se pode observar depois de exatos dois anos, o presidente mudou de ideia e agora, como uma personagem muito conhecida da ‘Escolinha do Professor Raimundo’, a dona Bela, nosso presidente “só pensa naquilo”: ficar no poder, trabalhar pouco, cartão corporativo, viagens, etc., etc., etc...

E por falar nisso
Deu no blog de Bela Megale: “O questionamento de Jair Bolsonaro sobre a segurança das urnas eletrônicas, mais uma vez, sem provas, não teve eco entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os magistrados da corte engrossam o coro de que as falas do presidente sobre a necessidade do voto impresso no Brasil não passa de uma tentativa de colar uma narrativa de dúvida sobre a eleição de 2022.
O plano de minar o processo eleitoral foi sustentado pelo presidente mesmo em relação à disputa que o elegeu democraticamente. Bolsonaro chegou a dizer que, se não fosse a ‘fraude’, teria sido eleito no primeiro turno. Depois, prometeu apresentar provas sobre as supostas irregularidades, o que nunca fez.
Se como candidato em 2018, Bolsonaro prometia colocar fim à reeleição, nos seus primeiros meses como presidente ele mostrou que estava apegado à cadeira e que já era candidato à reeleição. A maioria dos nomes apoiados pelo presidente neste ano, porém, naufragou”.

E por falar nisso (2)
As eleições de 2020 mostraram o nível do capital político do presidente e a economia, até 2022, não terá tempo hábil de se reerguer. O que ainda restará ao capitão se ele conseguir chegar até lá?

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Sorte e saúde sempre!

Vacina

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, segunda-feira, dia 30 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Evangélico’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia da Amizade Brasil-Argentina’;
• A data também é de celebração do ‘Dia do Estatuto da Terra’ e do ‘Dia da Reforma Agrária’;
• Por fim, hoje é o ‘Dia do Teólogo’ e o ‘Dia do Síndico’.

Vacina
Os países ditos desenvolvidos já estão trabalhando na logística para que a(s) vacina(s) cheguem mais cedo aos seus patrícios. Da mesma forma, suas respectivas agências reguladores trabalham de forma célere com vistas a aprovação dos imunizantes contra a Covid-19.
E aqui no Brasil os ‘çábios’ do governo continuam a bater cabeça: há 7 milhões de ‘kits’ de testes para a Covid-19 que estão perdendo a validade num galpão perdido em Guarulhos (SP) e a ANVISA continua fazendo o que pode e o que não pode pra agradar o presidente – para quem a politização é bem mais importante que a imunização dos brasileiros.

Manicômio
Se alguém dissesse que um dia o governo brasileiro arrumaria uma encrenca com o seu maior parceiro comercial, passaria por doido. Se esse maluco dissesse que a retórica do confronto seria alimentada por teorias da conspiração, seria internado.
Os Bolsonaro acreditam que o atual embaixador da China está no Brasil para derrubar o capitão. Ele mesmo disse isso ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Nas suas palavras, no livro “Um Paciente Chamado Brasil”, reproduzindo uma conversa que teve com o capitão em abril:
“Ele acreditava na teoria de que a China tinha inventado a pandemia, de que o embaixador chinês estava aqui para derrubá-lo e que esse mesmo embaixador havia sido o promotor dos protestos de rua em 2019 no Chile contra o presidente Sebastián Piñera, e tinha trabalhado para que o Mauricio Macri perdesse a eleição na Argentina. O embaixador chinês era um agente para desestabilizar a direita na América do Sul e promover a volta da esquerda, e ninguém tirava isso da cabeça dele. O coronavírus era parte do plano”.
Esse estado de espírito disseminou-se no entorno do Planalto e o tenente-coronel indicado para uma diretoria da Agência de Vigilância Sanitária já curtiu uma mensagem na qual um empresário chamava o governador João Doria de “China boy”.
Para complicar o quadro, o embaixador Yang Wanming é um diplomata barulhento e arrogante que subscreve notas redigidas em péssimo português.
Nota do jornalista Elio Gaspari publicada em sua coluna na Folha de São Paulo de ontem, 29.
Comentário: o governo Jair Bolsonaro é formado por amadores, a começar por Ernesto Araújo, o nosso chanceler que NUNCA chefiou uma embaixada. Mas o chefe de governo também não é lá grande coisa, donde a verborragia sem sentido, as bravatas diárias, as inúmeras mentiras, os gestos de psicopatia, a preocupação em salvar seu clã em detrimento do País e a sem-cerimônia ao quebrar tantas promessas de campanha, a começar pelo combate à corrupção.

Boa semana, leitor! Vamos trabalhar com afinco pois, para além das lagostas e vinhos do STF, temos o cartão corporativo sem limites da presidência da República para honrar, tá ok?

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Óia só procê vê...

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quarta-feira, dia 25 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Doador de Sangue’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres’;
Serviço: a data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), três mulheres dominicanas que ficaram conhecidas como ‘Las Mariposas’, que se opuseram à ditadura de Rafael Leónidas Trujillo, sendo assassinadas em 25 de novembro de 1960.
Trujillo foi ditador da República Dominicana por 31 anos (1930-1961) e, assim como ‘Las Mariposas’, também morreu assassinado em 30 de maio de 1961.

Óia só procê vê...
Na semana que antecedeu o domingo em que houve eleição aqui em Foz (foi dia 15 passado, né?), o signatário estranhou os cuidados com o paisagismo na região do novo viaduto na entrada da cidade e na Avenida Paraná – que dá acesso ao Colégio Anglo-Americano, um dos locais do estado do Paraná em que há mais eleitores.
E da mesma forma, o signatário percebeu uma pequena obra na esquina das ruas Capiberibe e Tietê, no Jardim Acaray (estavam fazendo a calçada ao redor de uma futura quadra de esportes - que talvez venha a ser reformada), com uma placa informando que aquela era uma obra da Prefeitura de Foz do Iguaçu, iniciada poucos dias antes da eleição. Passada a eleição, a obra parece ter parado...

E por falar em obras
Não faz NENHUM sentido o fechamento do trevo na BR-277 nas imediações do CTG Charrua. E, claro, se os munícipes não se manifestarem, as coisas por ali vão ficar como estão ‘ad eternum’. Não é nem um pouco difícil imaginar o tamanho da volta que precisa dar um morador da Vila ‘A’ e cercanias que precisa acessar, por exemplo, algum familiar que vive do outro lado da BR-277.

E por falar em obras (2)
Ultimamente muitas narrativas (criadas por gente chinfrim, que nunca viajou ao estrangeiro, que não gosta de estudo e tal) deram para falar mal dos chineses – um povo com o qual o Brasil tem muito a aprender, para além de comercializar (eles são de longe o nosso maior parceiro comercial mas, como se sabe, tem gente que finge não saber disto).
E uma das coisas que o Brasil tem a aprender com a China tem a ver com obras de infraestrutura.

E por falar em obras (3)
Lembra-se, caro leitor, quanto tempo demorou para que fosse equacionado o problema da construção do viaduto da BR-277 que cruza com a Avenida Paraná? Anos! Na China, um problema de igual monta é resolvido em questão de semanas – e seguramente eles não falam mal do Brasil. Não da forma como falamos deles, certamente.

Mas é que...
É que no Brasil parece que as obras públicas não são feitas - nos mais das vezes - para que se resolva os problemas de mobilidade urbana – que são muitos (e põe muito nisso). Parece haver objetivos que os projetos priorizam mais que as reais necessidades – haja vista eventos como o mensalão, o petrolão e as operações de nosso Ministério Público que levaram à breca empreendimentos tão sólidos como foi um dia a construtora Odebrecht.

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Precisamos de um ministério de Administração e Execução

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, terça-feira, dia 24 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Quadro Auxiliar de Oficiais’.

Precisamos de um ministério de Administração e Execução
Recentemente, o Ministério da Economia redigiu um Decreto Lei estabelecendo as diretrizes para 2021 até 2031. Nele apresentam mais de 300 problemas urgentes e como resolvê-los até lá.
Toda a imprensa deveria estar discutindo esses 300, mas passou batido. A maioria das soluções dos 300 tem uma única linha. Pasmem! Peço que todos vocês leiam, e não só esses meus comentários, pelo menos passem os olhos por cima. Não há argumento mais convincente para extinguirmos o Ministério de Economia, e criarmos o Ministério de Administração.
Os gênios do Ministério colocaram nada menos que 300 problemas, problemas acumulados ao longo desses 50 anos que eles estão no poder. Não há ordem de prioridade, não há sequer uma percepção que 200 problemas são causas dos outros 100 não resolvidos. Os diagnósticos são fracos e por isso as soluções de uma única linha, idem. Tipo: “Promover, em âmbito nacional e internacional, os destinos e os produtos turísticos do País, de forma a fomentar o fluxo turístico interno.” Coisa de acadêmico que não pensa nos detalhes.
Como já escrevi há 20 anos em “Precisamos Turistificar o Brasil”, como promover uma cidade que não se turistificou, criando parques, museus, atrações, e uma culinária mais refinada? O problema é mais embaixo. Pior, 300 já são muitos, mas a falta crônica de capital de giro próprio para impulsionar o crescimento nem é citada. E todo exercício acadêmico do Decreto é como aumentar nosso crescimento para 4% ao ano, em vez de 2%.
Acharam que colocar no papel 300 sugestões de uma seção de brainstorming resolve.
Artigo do consultor (e guru em administração) de empresas Stephen Kanitz [blog.kanitz.com.br].

Notícia boa
Deu no site Poder360: “O endividamento das famílias brasileiras atingiu 66,5% em outubro de 2020. Representa queda de 0,7 ponto percentual em relação a setembro (67,2%), mas alta quando considerado o mesmo mês de 2019 (64,7%). Os dados são da CNC (Confederação Nacional do Comércio). Do total de endividados, 26,1% têm dívidas ou contas em atraso e 11,9% dizem não ter condições de pagar”.
É claro que não é a melhor notícia que alguém estaria esperando. Mas é que parece ser tendência; é a segunda queda mensal consecutiva. Vamos torcer!

E por falar nisso
Agora veja, caro leitor: se por aqui a gente torce com os sinais de melhora da economia, logo ali ao lado, em Puerto Iguazu a situação chegou a pontos extremos (vide a notícia dando conta das pessoas desenterrando carne de frango descartada pelos órgãos sanitários). Meu Deus, a fome faz coisas!
Mas o governo da Argentina parece disposto a ‘dobrar a aposta’: a Câmara dos Deputados de lá acaba de aprovar projeto taxando os mais ricos (o Senado deve fazer o mesmo). A medida não é nova, como se sabe, e o resultado também. Não chores por mim, Argentina.

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Brasil, século 19

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, segunda-feira, dia 23 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Engenheiro Eletricista’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil’;
• A data também é de celebração do ‘Dia Mundial de Ação de Graças’.

Brasil, século 19
Você, caro leitor, é uma pessoa com tudo para ser alguém do século 21 (em romanos, XXI), que é o atual - claro. Você ao menos é um dentre os pouquíssimos brasileiros que leem. A maioria de nossos patrícios ainda está no século 19, a começar por nossa elite dirigente. Em suma, você é um cidadão do século 21 que vive num País que ainda está no século 19. Quer ver?
O jornalista Claudio Dantas nos deu uma pista que atesta a tese deste humilde signatário. Na semana que passou ele deu o diagnóstico do apagão que assola o miserável Amapá: “É autoexplicativo o apagão no Amapá, estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se dedica basicamente a conseguir um novo mandato inconstitucional e a eleger o irmão prefeito de Macapá. A responsabilidade, claro, precisa ser compartilhada com o governador Waldez Góes, com o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, e com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
O apagão é resultado de uma soma de problemas: a única ligação do estado com o Sistema Interligado Nacional (SIN) é uma subestação sucateada administrada pela subsidiária de uma empresa quebrada (Isolux) e que não é fiscalizada. E a distribuidora de energia do estado, que recebe a eletricidade da subestação e repassa aos consumidores, está sem contrato de concessão desde 2016 e cheia de dívidas”.
Se o Brasil fosse um País do século 21, o excelentíssimo senhor ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, já estaria demissionário desde a primeira semana do apagão – assim como toda a diretoria da ANEEL, afastada de suas funções, assim como diretores do Operador Nacional do Sistema, ONS, pelo um juiz federal João Bosco Costa Soares que, em sua sentença, afirmou: “Em verdade, o lamentável blecaute ocorrido no Estado-membro do Amapá é reflexo de um autêntico ‘apagão de gestão’ provocado por uma sucessão de ‘Governos Federais’ que negligenciaram quanto ao planejamento adequado de políticas públicas de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica, deixando o sistema entregue a própria sorte e em mãos de grupos políticos e econômicos, que se unem estritamente para fins de enriquecimento ilícito, tratando o povo como ‘rebanho bovino’ e não como sujeitos de direitos, conforme preconiza a legislação brasileira (...)
É de destacar, finalmente, que essa sucessão de erros, condenáveis negligências, mostram o lado triste de uma face oculta... do Estado Brasileiro que, ao não se planejar e ao não se organizar adequadamente para o futuro, figurando demasiadamente conivente com a corrupção (promiscuidade entre interesses econômicos e políticos), está nos conduzindo ao ‘Neocolonialismo’ e não ao papel de uma grande Nação que poderíamos vir a ser”.
A ANEEL respondeu afirmando que “respeita a decisão da Justiça, mas ações como essa acabam gerando ruído e prejudicando os trabalhos em um momento em que todos os esforços deveriam estar concentrados no restabelecimento pleno do fornecimento de energia no Amapá”.
Nossa agência reguladora de energia elétrica ao menos parece ter gente que escreve bem, não é? Mas suas falas são ‘parolagens flácidas para dormitar bovinos’. Assim como suas congêneres, a ANEEL mais parece estar aí para dar empregos que para fiscalizar as empresas de sua área. A cara do atraso!

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"A burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor".
'O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes'.

Roberto Campos
 

Flávio na frigideira

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, sexta-feira, dia 20 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional da Consciência Negra’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia do Técnico em Contabilidade’;
• A data também é de celebração do ‘Dia do Auditor Interno’ e do ‘Dia do Biomédico’; e
• Por fim, hoje é o ‘Dia do Esteticista’.

Flávio na frigideira
Foi divertido seguir as eleições e ver os candidatos de Jair Bolsonaro sendo surrados nas urnas. E mais cômico ainda apreciar seu contorcionismo para se afastar dos derrotados, fingindo que não trabalhou por eles —o que não apenas fez como usou os canais oficiais, a estrutura do governo, o Alvorada e demais bens da União pagos com nosso dinheiro. Bolsonaro fez isto porque, para ele, não há ilegalidade possível.
Daí estar sendo delicioso acompanhar a investigação do Ministério Público do Rio sobre seu filho Flávio Bolsonaro, cuja carreira política, rica em dinheiros subitamente creditados, inéditas transações imobiliárias, eficientes lavanderias financeiras e um invejável aumento de patrimônio, chegou ao estágio da denúncia. Se a Justiça seguir seu curso, a próxima qualificação de Flávio Bolsonaro constará de três letrinhas: réu.
O processo lembra em volume uma das antigas listas telefônicas e a denúncia, de 50 páginas, descreve um desvio de R$ 6 milhões da Alerj por meio de nomeações de funcionários fantasmas em cargos comissionados. Sem precisar sequer botar o paletó na cadeira, esses fantasmas teriam devolvido a quase totalidade de seus salários —a “rachadinha”— ao então deputado estadual Flávio Bolsonaro, através de Fabrício Queiroz.
E, a esta altura, não adiantará a Flávio botar a culpa em Queiroz com a concordância deste. O MP concluiu que o esquema durou anos e é impossível a um subordinado sustentá-lo por tanto tempo sem o chefe saber. O fato é que Flávio Bolsonaro periga ter de devolver os apartamentos e salas que comprou, sem falar no atual mandato de senador, que, aliás, nunca exerceu, e pegar uma boa grade.
Sempre que vê o torniquete apertar o pescoço de seu filho, Jair Bolsonaro vai para o sacrifício e diz um absurdo para distrair a atenção. E sempre consegue. Mas, agora, o fantástico show da vida é Flávio na frigideira.
Artigo do jornalista e escritor Ruy Castro publicado no jornal Folha de São Paulo.

Fala que eu te escuto
“Médicos e enfermeiros que enfrentam a Covid-19 na trincheira dos hospitais, com o sacrifício de vidas, e  cientistas no fronte das pesquisas tiveram e ainda têm de superar outro inimigo poderoso: o obscurantismo. A pandemia nos faz constatar que, por mais que a ciência avance, sempre haverá uma parcela da humanidade que se deixa dominar pela ignorância e o culto à personalidade de gente tão idiota quanto perigosa. Não há vacina completamente eficaz contra essa doença, porque ideias mortas sempre produzem mais fanatismo do que ideias vivas, como disse o escritor italiano Leonardo Sciascia. Mas celebremos: a vitória mais uma vez é da ciência”.
Do jornalista, escritor e publisher Mário Sabino, em post publicado no site ‘O Antagonista’.

Bom final de semana, leitor! E até segunda-feira, ok?

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História

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quinta-feira, dia 19 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia da Bandeira do Brasil’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional do Homem’;
• A data também é de celebração do ‘Dia Mundial da Filosofia’; e
• Por fim, hoje é o ‘Dia do Empreendedorismo Feminino’.

História
O signatário separou dois eventos bem relevantes da história que ocorreram em 19 de novembro de 1969:
• Programa Apollo: os astronautas da Apollo 12, Pete Conrad e Alan Bean, aterrissam no Oceanus Procellarum (o ‘Oceano das Tormentas’) e se tornam o terceiro e quarto humanos a caminhar na Lua; e
• No mesmo dia (uma quarta-feira) da rodada do extinto Torneio Roberto Gomes Pedrosa, saiu o gol mais esperado de Pelé, o milésimo. A partida entre Vasco e Santos, realizada no Maracanã naquela noite, entrou para a história do futebol.

‘Ipsis litteris’
Sob o título ‘Covid-19: França supera 2 milhões de casos, e Itália tem recorde de mortes em 7 meses’, o site O Antagonista registrou: “Em plena ‘segunda onda’ da Covid-19 na Europa, a França se tornou [na última] terça-feira (17) o primeiro país europeu a ultrapassar a marca de 2 milhões de infectados pela doença, registram as agências internacionais.
A Itália, por sua vez, contabilizou nas últimas 24 horas 731 mortes por Covid-19, o pior número do país desde o início de abril, e 32.191 novos infectados.
O número de novos casos na França, porém, caiu bastante depois da decretação de um novo lockdown parcial pelo governo de Emmanuel Macron, no final de outubro —de mais de 60 mil para cerca de 14 mil infecções diárias.
Na Itália, o governo decretou toque de recolher nacional entre as 22h e as 5h, até o dia 3 de dezembro, restringiu o horário dos restaurantes e fechou cinemas, teatros, ginásios e piscinas”.

Salve-se quem puder
A situação na Europa está calamitosa. Pacientes da França e da Holanda estão sendo transferidos para a Alemanha por falta de leitos! Mas não há hospitais suficientes nesses países como na Alemanha? Há, mas acontece que a pandemia da Covid-19 pegou a população cansada de tanta quarentena, que num momento qualquer passou a achar que a pandemia havia passado e relaxou nos cuidados. E veio a tal ‘segunda onda’.
Pergunta que não quer calar: você acha, leitor, que aqui no Brasil as pessoas estão fazendo diferente?

Vamos combinar?
Como sabemos, ‘quem avisa amigo é’. Não espere a prefeitura tomar providências, leitor (se é que ela vai tomar alguma, não é?). Não espere providências do governo estadual e menos ainda do governo federal – pois estão todos às voltas com problemas que julgam ser muito mais prioritários do que a sua saúde pessoal, beleza?
E como dito aqui neste espaço antes, torne-se um ‘maricas’: abuse do álcool gel, lave suas mãos todo o tempo, use máscaras sempre e procure manter o distanciamento seguro de outras pessoas.
Em tempos de pandemia nos quais não se pode contar com os serviços de saúde - com a compreensão e colaboração das pessoas - a única saída é a prevenção. Cuidemo-nos, portanto.

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Priscila Cruz

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quarta-feira, dia 18 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Conselheiro Tutelar’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Combate ao Racismo’;
• A data também é de celebração do ‘Dia do Tabelião e do Registrador’.

No caso da educação infantil, que é uma responsabilidade dos municípios, qual é a sua avaliação sobre os debates feitos na campanha deste ano?
É um debate muito raso, porque ainda é pautado pela fila da creche. Nós fizemos sabatinas em algumas capitais com os candidatos e quase nunca, com raríssimas exceções, os candidatos sabem como zerar a fila da creche. Isso nos preocupa bastante porque mesmo que sejam bem intencionados e realmente queiram fazer, vão demorar muito para pôr em prática qualquer plano. Eles não têm a menor ideia de como fazer. Outro ponto ausente no debate é a qualidade desse serviço, porque a própria população brasileira não cobra tanto assim. O fato de a criança estar na creche já parece um problema solucionado. A qualidade do que é oferecido é preocupação apenas de um grupo restrito de mães mais escolarizadas, mais engajadas. Creche ainda é algo visto como uma política para mulher, e não como uma política educacional, e até por isso a cobrança está muito pautada nas vagas. É muito triste saber que a maioria das crianças está presa numa cadeirinha olhando para um teto branco, no período de explosão de seu desenvolvimento. É muito cruel o que acontece. Esse é o ponto de partida. Se tem uma área em que não falta evidência científica, é na primeira infância. É o investimento que mais reverbera, tanto para a criança quanto para o próprio país. Lá na frente, você tem diminuição da criminalidade, aumento da produtividade, na inovação, melhor distribuição de renda, empregos melhores. É inconteste que o Brasil deveria dar uma atenção maior a esse período. Isso ajuda a explicar por que as crianças mais pobres têm um desempenho pior no país: é porque elas tiveram uma primeira infância com menos riqueza de estímulos, de repertório, aprendizagens, desenvolvimento, sem contar o problema da alimentação.

Muita gente relaciona isso à diferença entre a qualidade do ensino que é oferecido na rede pública e na rede privada. Qual o tamanho desse abismo?
O professor Francisco Soares (pesquisador/professor da UFMG) tem feito ao longo dos últimos anos estudos sobre o efeito escola. A gente sabe que o nível socioeconômico, o que os especialistas chamam de background familiar, responde, na média brasileira, por 50% da aprendizagem final dos alunos brasileiros. Então, 50% é background familiar e os outros 50% são o efeito escola. É o que a escola acrescenta ao que a criança aprende na vida. O que a gente verifica na avaliação em larga escala sobre a aprendizagem dos alunos é a combinação desses dois. Só que, no caso dos alunos de escola pública, o efeito escola é maior em proporção, porque o efeito do background familiar é menor, já que os alunos têm menos acesso a outras aprendizagens. A escola privada tem um resultado maior, mas não porque a escola é melhor, e sim porque o aluno aprendeu muito em outros espaços. É bom dizer isso para desmistificar essa questão. Não é que a escola pública seja um fracasso, mas é porque é mais difícil você ter resultado atendendo a crianças que passaram por uma primeira infância com restrição alimentar, sem creche, com abuso, violência física e estresse tóxico, como violência verbal, que é o elemento que mais restringe o desenvolvimento cognitivo.
Da advogada e mestre em administração pública pela Harvard Kennedy School (EUA) Priscila Cruz, que dirige a ONG Todos pela Educação, em entrevista à revista digital Crusoé.

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