Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Veja bem


Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 11 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Cerrado’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Lei de Defesa do Direito do Consumidor’, sancionada em 1990;
- Hoje faz 18 anos desde que aconteceu o maior ataque terrorista em solo norte-americano, desferido pela Al Qaeda, de Bin Laden. Quem não se lembra dos aviões se chocando contra as Torres Gêmeas?


Deu no site O Antagonista: “Marcelo Crivella [prefeito do Rio], no Twitter, disse que não quis censurar o HQ com o beijo gay: ‘Não é censura nem homofobia como muitos pensam. A questão envolvendo os gibis na Bienal tem um objetivo bem claro: cumprir o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Queremos, apenas, preservar nossas crianças, lutar em defesa das famílias brasileiras e cumprir a Lei’. Crivella vai recorrer ao STF contra a decisão de Dias Toffoli que proibiu a apreensão da HQ com o beijo gay”.

Veja bem (2)
Recentemente o signatário passou por quatro capitais brasileiras: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A situação das três primeiras é idêntica: rios totalmente poluídos, maioria dos prédios das regiões centrais sem moradores e pichados, calçadas e ruas bem esburacadas, trânsito caótico, muita pobreza e, consequentemente, muitos mendigos.
Em Curitiba podem até ocorrer problemas semelhantes, mas a situação da capital paranaense nos dias atuais é incomparável: a qualidade de vida em Curitiba é muitíssimo melhor que a das demais cidades visitadas.

Veja bem (3)
E o quê teria Curitiba a ver com Marcelo Crivella? Muito. O prefeito do Rio tem muitíssimos problemas a resolver; problemas gravíssimos, diga-se de passagem. Como esses problemas são praticamente insolúveis, ao menos no curto prazo, o jeito é apelar para questões de costume, como é o caso das HQs. Crivella quer fazer crer que está fazendo algo de útil e o senso comum talvez aplauda sem que perceba o óbvio: é de outros tipos de obras que a cidade carece.

Veja bem (4)
Os problemas de nossas cidades são fruto de escolhas equivocadas, claro. Quem passa por Curitiba e vê que o lixo por lá tem um tratamento diferenciado logo percebe que os gestores que passaram pela prefeitura curitibana fizeram escolhas muito mais acertadas que os gestores de São Paulo, só para ficar num exemplo bem contundente.
Outro fator inegável: os aspectos culturais de cada região também contam. Ande numa rua de Toledo (cidade próxima de Foz) e depois caminhe em qualquer rua de Guarulhos (estado de São Paulo), por exemplo. Nem com alguma generosidade será possível elogiar a cidade paulista.

O Rio de Janeiro continua lindo...
Esta frase da música de Gilberto Gil continua verdadeira. Mais pelo que a natureza fez por aquele canto e pouquíssimo em razão do que as pessoas têm feito à cidade. Em qualquer lugar que se vá do Rio de Janeiro há lixo espalhado, água suja parada, mau cheiro, mendigos, falta de respeito para com as pessoas (seja no trânsito, seja andando pelas ruas ou esperando a sua vez no Metrô). Há muitos prédios e imóveis abandonados em todos os cantos; todos – eu sua imensa maioria – pichados. Mas o Rio não está só, como lembramos acima. São Paulo e Belo Horizonte seguem a mesma sina.

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Princípios Que Deveriam Nortear Nossa Reforma Tributária

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 10 de setembro, é celebrado o ‘Dia Mundial para Prevenção do Suicídio’;
- Nesta data, em 1808, foi lançada a ‘Gazeta do Rio de Janeiro’, o primeiro jornal impresso do País.


“Decidi escrever a toque de caixa esse livro [que dá título a este artigo], antes que uma desastrosa Reforma Tributária seja aprovada. Como todo administrador faria, começando pelos princípios que deveriam nortear nossa reforma em vez de sair ditando regras com propostas mal pensadas.
A maioria das propostas apresentadas até agora tem como objetivo reduzir o número de impostos.
O que implica aumentar as alíquotas dos impostos que sobrarem, justamente o contrário do que a maioria dos contribuintes querem. Pior, todas as propostas concentram o poder no Governo Central, que será o distribuidor mór dos impostos arrecadados.
No Imposto Único a concentração será total na mão dos mesmos intelectuais que farão a distribuição e as chantagens de atraso de pagamento. Um dos princípios que nosso novo código tributário deveria se pautar é competitividade. Num mundo globalizado precisamos pensar para que nosso código seja competitivo, com relação aos nossos parceiros comerciais e de investimento. Nossos impostos, nossas alíquotas e nossos prazos não podem fugir radicalmente dos sistemas que eles estão acostumados em outros países em que investem.
Uruguai e Paraguai sempre serão subdesenvolvidos porque nenhuma multinacional está disposta a pagar mais um departamento jurídico para um mercado tão pequeno. Mais uma vez se percebe a maluquice de se propor o Imposto Único, um imposto totalmente fora do padrão mundial.
A Tax Foundation criou um Índice Internacional de Competitividade Tributária, o ITCI. O ITCI analisa 40 variáveis tributárias que medem não somente o nível de cada imposto, mas como elas são estruturadas. De imediato, se percebe que nenhuma proposta até agora, do Appy, do Cintra, do Brasil 200 e do Hauly sequer mencionam nos seus preâmbulos a necessidade do nosso código ser melhor do que outros países, para sermos competitivos. Não vi nenhum jornalista econômico noticiar o código tributário da Estônia cinco anos atrás. A Estônia foi escolhida pelo quinto ano consecutivo pela Tax Foundation o melhor código tributário do mundo.
Colocarei em breve o esboço do livro na minha página no Pressbooks, mas aceito desde já sugestões.
Sugestões de princípios, temas, até esboço de lei individual. Fazer tudo numa única reforma é comprar briga desnecessária. Outra lição cara, que ensinamos em Administração Responsável das Nações”.
Artigo do administrador Stephen Kanitz publicado em blog.kanitz.com.br

Pois é...
Como bem lembrou o jornalista Claudio Dantas, “agora o amigo do amigo do meu pai virou o melhor amigo do presidente Jair Bolsonaro”.

Segura, peão!
No fim de semana surgiu uma notícia que passou despercebida: ‘a produção industrial da Alemanha, a locomotiva da Europa, diminuiu 4,2% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado.
E daí? Daí que isto é sinal de recessão braba. Na China aconteceu o mesmo, sinal de que o bicho vai pegar. E chegará por aqui, com certeza.

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Weintraub e a 'suspenção' das bolsas

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 09 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Médico Veterinário’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Administrador’;
- A data também é de celebração do ‘Dia da Velocidade’.


“Num governo que fez a opção preferencial pelo folclore radical, Abraham Weintraub é um personagem inesquecível. É legítimo herdeiro do general Aurélio de Lyra Tavares, que há exatos 50 anos governava o Brasil na junta militar que empalmou o poder diante da incapacidade do presidente Costa e Silva. O doutor Weintraub pediu dinheiro ao ministro Paulo Guedes referindo-se à ‘suspenção’ de pagamentos. Dias depois, explicou-se dizendo que assinou a carta de oito páginas sem lê-la.
Em março de 1964, o general Lyra Tavares escreveu ao seu chefe, Humberto Castello Branco, falando em ‘acessoramento’, numa carta em que meteu também um ‘encorage’. Como o general acabou seus dias num fardão da Academia Brasileira de Letras o ministro da Educassão tem pouco a temer (quando a ditadura vivia seu período de abrandamento, era comum que panfletos e documentos militares criticassem a ‘distenção’).
Com Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Weintraub compõe o triunvirato folclórico do governo Bolsonaro. Uma cedilha a mais ou a menos não deve ser motivo para condenar uma pessoa. Grave mesmo é que, no dia em que se noticia a suspensão do pagamento de 5.613 bolsas de mestrado e doutorado, o ministro vá para vitrine escrevendo que ‘tem gente que acredita em Saci Pererê, em Boi Tatá e em Mula sem Cabeça; e tem gente que acredita no Datafolha’. Seu chefe manifestou o mesmo ceticismo em relação a uma pesquisa que mostrou a corrosão de sua popularidade, lembrando que tem gente que acredita em Papai Noel. Tudo bem porque qualquer fantasia é admissível para quem se vê mal numa pesquisa, inclusive a de acreditar no bom velhinho.
Ministro da Educação é outra história, sobretudo num país que precisa de pesquisadores. O Brasil que já conviveu com um ministro do Exército que escreveu ‘acessoramento’ pode conviver com outro, na Educação, que assina sem ler um documento mencionando uma ‘supenção’ de pagamentos. Mais difícil será conviver com um administrador que suspende todas (repetindo, todas) as novas bolsas de mestrado e doutorado do País.
Weintraub poderia abrir o debate do financiamento dessas bolsas, de sua qualidade e dos critérios que as orientam. Também poderia reconhecer a gravidade da ‘suspenção’, organizando-se para minorar seus efeitos. Nessa discussão haverá espaço para vida inteligente. É sempre bom lembrar que nos seus 21 anos de duração, a ditadura demitiu, prendeu e exilou cientistas, mas também montou uma sólida base de estímulo à pesquisa. Poucos professores foram tão patrulhados pela esquerda em 1964 quanto o reitor Zeferino Vaz, da Universidade de Brasília. A partir de 1966 ele comandou a organização da Unicamp, que está hoje entre as melhores do país. O campus da universidade leva seu nome. Deve-se a Sérgio Buarque de Holanda a distinção, na política brasileira, entre conservadorismo e atraso. Talvez Zeferino fosse conservador, mas atrasado não era. Weintraub é atrasado, só.
Ele acha que existe um boi chamado Tatá. O Boitatá é uma enorme serpente de fogo que protege as matas. Ricardo Salles e Bolsonaro, por exemplo, sentiram o bafo do Boitatá”.
Artigo do jornalista ElioGaspari publicado na Folha de São Paulo.

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História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 06 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Alfaiate’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Oficialização da Letra do Hino Nacional’.


• Nesta data, em 1997, mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo pararam para ver, desde Londres, o funeral da princesa Diana;
• Também nesta data, em 2018, o candidato à presidência do Brasil Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante comício de campanha na cidade de Juiz de Fora-MG.

Esquizofrenia
O governo de Jair Bolsonaro elaborou orçamento com corte de verbas para pesquisas acadêmicas e com montante de R$ 1,87 milhão para os políticos gastarem em campanhas eleitorais.

Vai vendo
Reinaldo Azevedo diz que é um legalista, mas faz tremendo barulho em seu programa de rádio ao comentar, não sem razão, a respeito das falas nem um pouco republicanas do procurador DeltanDallagnol.
Não é demais relembrar: as conversas de DeltanDallagnol& Cia. veiculadas pelo site The Intercept Brasil, agora parceiro do comentarista Reinaldo Azevedo -assim como a revista Veja e o jornal Folha de São Paulo- foram obtidas de forma absolutamente ilegal por um suspeito preso há mais de um mês pela Polícia Federal.

Vai vendo (2)
Detalhe: atualmente a PF investiga a possibilidade do hacker, Walter Delgatti – o Vermelho, ter feito negócios com o material que obteve ilicitamente, ou seja, ter vendido o que conseguiu, insistimos, de forma clandestina, criminosa.

E a CPMF vem aí
Em junho de 2018 o deputado federal Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República afirmou ao jornal Correio Braziliense: “Se depender de mim, ninguém vai ser mais tributado, muito pelo contrário. A questão da nossa carga tributária é recuperar o confisco que ocorreu nos últimos anos. A minha proposta [de reforma tributária] vai ser uma das piores porque vai ser verdadeira”
E em setembro de 2018 – há um ano, portanto – Jair Bolsonaro foi ao Twitter e escreveu: “Votei pela revogação da CPMF na Câmara dos Deputados e nunca cogitei sua volta. Nossa equipe econômica sempre descartou qualquer aumento de impostos. Quem espalha isso é mentiroso e irresponsável. Livre mercado e menos impostos é o meu lema na economia”.

E a CPMF vem aí (2)
As frases do deputado federal Jair Bolsonaro em 2018 ilustram à perfeição a tese do senso comum que preconiza: candidato em campanha é uma coisa e candidato com mandato é outra bem diferente. Não se engane, leitor: a CPMF vem aí de novo. Vai vir com outro nome, mas virá. Só não será mais o imposto do cheque porque quase ninguém usa mais isso.

Perguntar não ofende
Como é sabido, depois de amanhã – domingo – o presidente da República Jair Bolsonaro passará por mais uma cirurgia em razão de uma hérnia que redundou da intervenção anterior. A previsão é de que o presidente se afastará por pelo menos dez dias de suas atividades.
Durante seu afastamento, poderemos contar com o silêncio presidencial pelo qual tanto ansiamos?

Bom feriado e até segunda-feira, leitor. Se Deus quiser!

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Sistema ‘pega-pega’ de educação no trânsito

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 05 de setembro, é celebrado o ‘Dia da Amazônia’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Irmão’;
- A data também é de celebração do ‘Dia da Raça Brasileira’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia Oficial da Farmácia’.


Há alguns anos este signatário se dirigia para a cidade de Dourados-MS quando foi pilhado fazendo o que no trânsito se chama infração. Num dado ponto da estrada, entre São Miguel do Iguaçu e Missal há uma grande reta, de mais ou menos um quilômetro, com um quebra-molas bem no meio do trecho mencionado.
A sinalização é de faixa dupla, isto é, ali não se pode ultrapassar. Chovia e havia um basculante lento, muitíssimo lento à frente. Desatento à sinalização, ultrapassei o motorista tartaruga. Só que ao final da tal reta há uma curva bem fechada e é bem ali que os guardas ficam 'estrategicamente' estacionados a cuidar de quem passa pelo local. Fui multado, é claro.

Sistema ‘pega-pega’ de educação no trânsito (2)
Existem no mundo os professores e os educadores, certo? A educação de trânsito no Brasil funciona de uma forma segundo a qual todos os motoristas são suspeitos, até prova em contrário. Provar que não se está errado é que são elas.
Por que então, em lugar da presença ostensiva dos guardas, na maioria das vezes opta-se por agir às escondidas? Nossas autoridades querem educar ou apenas ‘pegar’ os infratores?

Sistema ‘pega-pega’ de educação no trânsito (3)
Recentemente uma pessoa conhecidíssima do signatário parou seu carro tão logo o semáforo indicou a luz vermelha. Ato contínuo a pessoa pegou o celular que vibrou para rapidamente consulta-lo. Pasme: a pessoa foi multada por estar usando celular ao volante! Com o carro parado também pode, Arnaldo?

Meu Brasil brasileiro
Vendo os demais fatos absurdos que ocorrem Brasil afora, na imensa maioria das vezes a ausência de bom senso por parte de quem cuida do trânsito e a enorme quantidade de quebra-molas nas ruas nem sensibiliza mais as pessoas, ‘pois o Brasil é assim mesmo’. E a vida segue...

Meu Brasil brasileiro (2)
Na última segunda-feira publicamos artigo que tratava da barbárie no sistema prisional do Brasil. Pois é: a forma como o governo de um país trata seus prisioneiros diz muito a respeito da forma como esse mesmo governo trata seu povo.
Quer ver? Aqui em Foz do Iguaçu, a agência do Banco do Brasil (banco estatal!) da Avenida ‘JK’ dispõe de estacionamento privativo para atender aos seus funcionários. E os seus clientes? Nada contra que empregados do banco possam desfrutar desta facilidade, mas os clientes -razão maior da existência de qualquer empresa deste mudo- também não merecem o mesmo privilégio? Ou mais?

Meu Brasil brasileiro (3)
O caso do Banco do Brasil aqui só ilustra uma tese deste humilde escriba: em nosso País existe uma lei tácita a preconizar que as maiorias trabalharão duro, de sol a sol, para garantir o conforto, os mimos e a boa vida das minorias de nosso serviço público.
Vagas privativas em bancos estatais fazem parte do grupo das primas pobres das lagostas e vinhos do STF.

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910 Idgar Dias Junior

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 04 de setembro, é celebrado o ‘Dia da Lei Eusébio de Queirós’ (vide abaixo);
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial da Saúde Sexual’;
- A data também é de celebração do ‘Dia Internacional do Taekwondô’.

Histórias
A Lei Eusébio de Queiróz foi uma modificação que ocorreu em 1850 na legislação escravista brasileira. A lei proibia o tráfico de escravos para o Brasil. É considerado um dos primeiros passos no caminho em direção à abolição da escravatura no Brasil.
A Lei Eusébio de Queirós não surtiu efeitos imediatos. O tráfico ilegal ganhou vitalidade e num segundo momento o tráfico interno de escravos aumentou. Foi somente a partir da década de 1870, com ao aumento da fiscalização, que começou a faltar mão de obra escrava no Brasil. Neste momento, os grandes agricultores começaram a buscar trabalhadores assalariados, principalmente em países da Europa (Itália e Alemanha, por exemplo) período em que aumentou muito a entrada de imigrantes deste continente no Brasil.
O nome da lei é uma referência ao seu autor, o senador e então ministro da Justiça do Brasil Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara. 

Curiosidade
A expressão popular, até hoje muito usada, “lei para inglês ver” surgiu com a Lei Eusébio de Queirós. Criada, provavelmente pelo povo, a expressão fazia referência à lei criada para atender as exigências dos ingleses, porém com pouco efeito prático em seus primeiros anos de aplicação.

Filosofia de boteco
“A Amazônia, essa mulher tão bonita, e outro cara vai lá, pisca pra ela, quer pagar um drink para ela, não posso achar que esse drink está sendo pago de graça, né?”.
Frase do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filosofando acerca da polêmica amazônica da semana passada. Ele é candidato a embaixador do Brasil nos EUA.
Como se vê, Dudu está preparadíssimo para o cargo, não?

Ainda as ONGs
Ainda ontem publicamos aqui: “O descontrole nos gastos de ONGs ambientalistas envolveu até o governo do Acre, que levou R$60 milhões do Fundo Amazônia para ‘apoiar a política pública de valorização do ativo ambiental e florestal’ e embromações do gênero. Auditoria do Ministério do Meio Ambiente, já em poder do Tribunal de Contas da União (TCU), apontou um vasto conjunto de irregularidades no Acre, da falta de prestação de contas à falta dos equipamentos que prometeu adquirir com o dinheiro recebido”.

Ainda as ONGs (2)
Só que há ainda mais detalhes: “Foram auditados 18 contratos, R$ 252,2 milhões. A maioria das ONGs gasta mais (até 87%) com seus integrantes do que nas ações efetivas. A ONG Instituto de Pesquisa Ambiental (Ipam), gastou mais em ‘gestão de projeto’ (R$6,1 milhões) do que com equipamentos e materiais. O que impressiona, na auditoria dos contratos de ONGs que atuam na Amazônia, é a leniência do BNDES com as graves irregularidades”.
Como bem lembrou um amigo recentemente, no Brasil os remédios para pressão alta e tratamento de câncer são tributados pesadamente, uma situação inominável. Pior: em parte, é com dinheiro de gente doente que precisa desesperadamente de remédios caríssimos que sustentamos ONGs, empresas ruins  dos governos e afins.

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Guedes vende o sonho da privatização

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 03 de setembro, é celebrado o ‘Dia das Organizações Populares’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Biólogo’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Guarda Civil’.


“O ministro Paulo Guedes anunciou o desejo do governo de privatizar 17 empresas públicas até o fim deste ano. Faz tempo que lhe ensinaram que essas coisas não podem ser feitas às pressas. Como o doutor prometeu também zerar o déficit primário em um ano, ninguém lhe pode cercear o direito ao delírio.
Numa trapaça da história, Guedes fala em privatizações na hora em que chega ao Planalto a desesperadora situação da Oi. Pelas suas contas, a operadora de telefonia só tem caixa até fevereiro. Por uma porta, vende-se o sonho privatista, por outra, lida-se com a ruína da privataria.
A Oi, ex-Telemar, é um símbolo da ruína de um negócio associado aos instintos marqueteiros e à fome de caixa do governo. No grande leilão de 1998 a Telemar ficou com a rede de telefonia do Rio de Janeiro para cima. Foi arrematada por um consórcio de estranhos interesses e o presidente de BNDES chamou-a de 'telegangue'. Já o presidente Fernando Henrique Cardoso foi mais educado: 'empresa um tanto artificial'. 
No mandarinato petista fabricou-se um novo artificialismo. Associada a um grupo português, ela viria a ser a ‘SuperTele’. Muita gente denunciava a manobra, até porque o filho de Lula era parceiro estratégico de uma das empresas interessadas. Ao lado da JBS e das empresas de Eike Batista, a SuperTele da Oi foi uma ‘campeã nacional’.
Tanto no surgimento da Telemar como na criação da SuperTele o governo fez o que lhe convinha, desprezando a essência do negócio. A partir de 2014 o governo fez gambiarras para manter a Oi viva com a ajuda de aparelhos, até que em 2016 ela entrou em recuperação judicial.
Desde 1998 a ladainha é uma só. O governo não pode entrar com a mão pesada num negócio artificial que vai dar errado, mas deve entrar com a mão que afaga, para impedir que a empresa quebre”.
Do jornalista ElioGaspari, na Folha de São Paulo.

ONGs
Recentemente o embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra, disse o seguinte à Folha de São Paulo: ‘Dá para desconfiar que tem uma agenda escondida quando você vê 300 ONGs na Amazônia e zero no Nordeste. Por que 55 milhões de nordestinos não merecem uma ONG, e os 25 milhões que moram na Amazônia merecem 300?’
Pois é. Agora veja esta, leitor, publicada no blog de Claudio Humberto: “O descontrole nos gastos de ONGs ambientalistas envolveu até o governo do Acre, que levou R$60 milhões do Fundo Amazônia para ‘apoiar a política pública de valorização do ativo ambiental e florestal’ e embromações do gênero. Auditoria do Ministério do Meio Ambiente, já em poder do Tribunal de Contas da União (TCU), apontou um vasto conjunto de irregularidades no Acre, da falta de prestação de contas à falta dos equipamentos que prometeu adquirir com o dinheiro recebido”.

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A barbárie do sistema prisional

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 02 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Florista’
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Repórter Fotográfico’;
- A data também é de celebração do ‘Dia Nacional da Kombi’.

 

“Cabeças cortadas, dizem, algumas utilizadas para uma macabra partida de futebol. Corações arrancados com as mãos. Presos obrigados a comer os olhos de outros detentos assassinados. Braços arrancados, espalhados pelos pátios e corredores. Sangue por toda parte, muito sangue, como uma fúnebre pintura nos chãos e paredes. Gritos de desespero. Risadas sádicas. Ao fim, 58 mortos no Centro de Recuperação Regional de Altamira no Pará, depois mais 4 mortos, totalizando 62.
A cena aterrorizante não é nova. Em Manaus foram 56 em 2017 e mais 15 detentos assassinados agora em maio de 2019. (...) 
Sempre abri minhas palestras sobre o sistema penitenciário para estudantes de direito mostrando uma foto de uma cela hiperlotada, com presos amontoados e em condições de higiene e sanitárias indignas e perguntando a eles quem concordava que criminosos deveriam ser tratados daquela forma. Era assustador num ambiente em que se estudam as leis e a Constituição ver a esmagadora maioria das mãos levantadas.
Por outro lado, era a chance que eu tinha de lhes dar esta triste notícia: “Eles vão voltar!”. O sistema custa caro, é pago com dinheiro dos que estão fora das cadeias, através do pagamento de tributos, e todos os presos tratados como animais voltarão exatamente como animais para o convívio em sociedade, já que no Brasil não existe prisão perpétua nem pena de morte.
Não temos como fugir da constatação de que o sistema prisional brasileiro é uma escola do crime paga com dinheiro do contribuinte e que somos reféns de um modelo perverso em que o Estado encarcera e gasta milhões de reais para treinar pessoas que servirão ao crime.
Por um lado, nada existe no sistema prisional brasileiro que pareça instrumento de reabilitação. Os projetos educacionais são meras formalidades, assim como o acompanhamento psicológico dos presos e as poucas iniciativas de trabalho dentro da cadeia nunca mereceram o devido apoio. Nada falta que estimule a manutenção no crime e até a qualificação de pequenos infratores em homens preparados para o crime organizado. Drogas, violência sexual, tortura são toleradas e até estimuladas.
O Estado brasileiro não pratica Justiça, pratica vingança!
Foi um marco do processo civilizatório na esfera penal a superação do critério punitivo passional da vingança, pelo critério racional da Justiça. A vingança sobrepõe-se a lei, a Justiça submete-se a lei! Isso faz toda a diferença!
Nesses episódios de violentas rebeliões as pessoas ignoram que os presos estão sob custódia do Estado que tem o dever de preservar a sua integridade física. É comum ouvir: “São bandidos que estão se matando, deviam ter matado mais”. Frases como essas ignoram que nas rebeliões os criminosos subjugam o Estado, submetem o Estado as suas regras e aos seus justiçamentos e propagam a imposição da barbárie.
Do lado de fora dos presídios seguem, sob aplausos da sociedade, o culto ao encarceramento, onde qualquer delito, mesmo os de menor potencial ofensivo, deve ser punido com cadeia, aumentando o número de alunos na escola da bandidagem e fortalecendo cada vez mais o crime organizado com novos soldados. Os crescentes índices de criminalidade do país e as organizações criminosas cada vez mais poderosas parecem demonstrar que não estamos no caminho certo.
Talvez seja a hora de experimentarmos as penas restritivas de direito e/ou pecuniárias para crimes de menor potencial ofensivo ou sem violência e o fortalecimento de programas sérios de reabilitação por meio do trabalho e do estudo.
Ou mudamos ou seguiremos na barbárie”.
Artigo do advogado e deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) publicado no site Poder360.

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História


Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sábado, dia 31 de agosto, é celebrado o ‘Dia do Nutricionista’;
- Também hoje é comemorado o ‘Dia do Celíaco’;
- A data também é de comemoração do ‘Dia do Blog’.


• Nesta data, em 1997, morreu a princesa Diana, em um acidente de carro em Paris. O motorista do carro em que ela estava com seu namorado, Dodi Al Fayed, perdeu o controle da direção ao tentar fugir de fotógrafos.
• Também nesta data, em 2016, após tramitação de longo processo político, o Senado aprovou - por 61 votos a 20 - o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A propósito
“O Brasil tem um enorme passado pela frente”. A frase é de Millôr Fernandes e serve à perfeição para o caso argentino, que recentemente optou pela inútil e atrasada decisão de congelar preços e repete a velha e surrada medida sul-americana das moratórias.
É inevitável voltar ao artigo de João Pereira Coutinho publicado neste espaço ainda nesta semana: “os seres humanos se distribuem em quatro categorias fundamentais: os inaptos, os bandidos, os inteligentes e os estúpidos. Aplicando os tipos ideais à política, eu diria que políticos inteligentes são raros; e que políticos inaptos, daqueles que beneficiam os outros pelo sacrifício dos seus interesses, são mais raros ainda. A maioria se distribui entre a bandidagem e a estupidez, e eu não sei qual delas será pior”.

Óia só procê vê
A respeito de toda esta polêmica envolvendo a Amazônia: alguns representantes atuais de governos europeus chiaram um monte em relação ao nosso presidente (não sem alguma razão; a ofensa feita à primeira dama francesa por Bolsonaro foi um gesto de grande baixeza) e resolveram por bem mandar ajuda de 20 milhões de euros. Vamos combinar que, pelo barulho e pela retórica toda, o tamanho da ajuda deveria ser pelo menos umas dez vezes maior, né não?

Geni
Deu no blog do Claudio Humberto: “A CNI (Confederação Nacional da Indústria) criticou suspensão da compra de couro brasileiro por ‘injustas e equivocadas’ tentativas de ligar o produto aos incêndios na Amazônia. Até a China, logo ela, questiona a sustentabilidade do produto brasileiro. 
Pensando bem, os poluidores chineses questionando sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente do Brasil nos levam a um novo nível de hipocrisia”.

Não tem jeito
A vida não está fácil pra ninguém. Deu na Folha de São Paulo: “Citando falta de recursos, o comandante do Exército, general Edson Pujol, autorizou que o expediente na Força às segundas-feiras do mês de setembro seja cortado para contribuir com a economia de despesas”.
Ainda na Folha o colunista Vinícius Torres Freire informa que “o investimento neste ano está no nível mais baixo pelo menos desde 2007 (a partir de quando há dados oficiais”.
No meio de tanta notícia ruim, chega uma boa: o desemprego está diminuindo; devagar, é verdade, e graças à informalidade (isto é, sem carteira assinada), mas diminuindo.

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Uma conspiração de estúpidos

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 29 de agosto, é celebrado o ‘Dia Nacional de Combate ao Fumo’.


“Contra a estupidez, até os deuses lutam em vão. Assim falava Schiller. E assim falo eu, que dedico há anos uma atenção obsessiva ao assunto. Há gente que gosta de olhar para pássaros. Eu gosto de olhar para estúpidos, motivo por que me dediquei ao comentário político em solo luso. 
Atenção. Não falo da estupidez pontual, acidental, pessoal. Não atiro a primeira pedra: os meus atos de estupidez, que são vários e continuarão a ser vários, fazem parte da minha imperfeição.
Eu falo da estupidez consistente, estrutural, constitucional. Falo de uma estupidez que não é possível apagar, corrigir, civilizar. E que jamais pode ser confundida com a mera ignorância. A ignorância tem cura. A estupidez, não.
Mas o que é a estupidez? De onde vem? Como podemos neutralizá-la, se é que podemos? A resposta foi dada, de forma inultrapassável, por Carlo M. Cipolla em “The Basic Laws of Human Stupidity”. (...)
A primeira lei parece razoavelmente consensual: todos subestimamos o número de estúpidos em circulação. É um fato. O pasmo que sentimos quando nos encontramos com um representante da espécie é prova desse otimismo absurdo, que só diminui com a idade (experiência pessoal). 
Por outro lado, uma concepção igualitária dos seres humanos tende a atribuir à educação, à sociedade e à cultura a última palavra em matéria de estupidez. É um erro. A estupidez é determinada pela natureza, como a cor dos olhos ou a ondulação do cabelo. É isso que explica a existência de um número mais ou menos constante de estúpidos em todas as classes sociais, em todas as profissões, em todos os países. (...)
Mas é na terceira lei da estupidez que Cipolla se supera. Para ele, os seres humanos se distribuem em quatro categorias fundamentais: os inaptos, os bandidos, os inteligentes e os estúpidos. 
O inapto, quando age, beneficia os outros e prejudica a si próprio. O bandido, pelo contrário, prejudica os outros para se beneficiar pessoalmente. O inteligente, quando age, consegue beneficiar todos (por isso é inteligente). O que distingue o estúpido é a capacidade que ele tem para provocar dano a terceiros sem retirar daí nenhuma vantagem própria. Pelo contrário: ele pode incorrer em danos também. No fundo, é a irracionalidade do estúpido que o torna a criatura mais perigosa do mundo (lei final). Talvez por deformação iluminista, as pessoas comuns acreditam que a racionalidade foi universalmente distribuída. E que ninguém, em juízo perfeito, irá atuar contra os seus próprios interesses. Nesse sentido, aceitamos (e lamentamos) o destino dos inaptos; admiramos os inteligentes; e até entendemos a cabeça de um bandido. Mas os estúpidos nos desarmam. Na linguagem da economia, eles têm uma vantagem competitiva sobre os restantes porque operam num plano onde as leis da lógica não têm vez. (...)
Aplicando os tipos ideais de Cipolla à política, eu diria que políticos inteligentes são raros; e que políticos inaptos, daqueles que beneficiam os outros pelo sacrifício dos seus interesses, são mais raros ainda. A maioria se distribui entre a bandidagem e a estupidez, e eu não sei qual delas será pior. Quando nos livramos de políticos corruptos e importamos políticos estúpidos, teremos razões para festejar? 
Só num ponto discordo de Cipolla: ele acredita que, à medida que as sociedades se desenvolvem, o número de pessoas inteligentes será capaz de manter os estúpidos no seu lugar. Pobre Cipolla. Ele esqueceu a primeira lei do seu tratado: nunca subestimar o número de estúpidos, nem mesmo nas sociedades mais desenvolvidas. 
Se ele ainda estivesse vivo (morreu em 2000), era só olhar ao redor”.
Artigo do escritor João Pereira Coutinho, publicado na Folha de São Paulo.

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