Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Os 10 mais ricos do Brasil

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 02 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional do Pólen’.


A prestigiosa e conhecida revista Forbes listou as 10 pessoas mais ricas do Brasil em 2020:
10 – André Esteves         2,9 bilhões      BTG Pactual
09 – Miguel Krisner         3,4 bilhões      O Boticário
08 – Dulce Pugliesi          3,5 bilhões      Amil/Dasa
07 – Luciano Hang           3,6 bilhões      Havan
06 – Alexandre Behring    4,3 bilhões      3G Capital
05 – Beto Sicupira           4,8 bilhões       3G Capital
04 – Marcel Telles          6,5 bilhões       3G Capital
03 – Eduardo Saverin      9,5 bilhões       ex-Facebook
02 – Jorge Paulo Leman  10,4 bilhões      3G Capital
01 – Joseph Safra           19,9 bilhões      Banco Safra
Detalhe: os valores acima estão em dólares.

‘Coronavaucher’
Da coluna de Lauro Jardim, n’O Globo: “O Ministério da Economia já decidiu que o auxílio emergencial, cuja última parcela de R$ 600 será paga na segunda quinzena deste mês, será estendido.
Poucas coisas além disso estão definidas em relação ao coronavoucher, sobretudo as duas que mais interessam ao trabalhador: até quando o governo vai pagar o auxílio e qual o valor.
Paulo Guedes tem dito reservadamente a interlocutores que pagar até dezembro não há como. O Tesouro não tem caixa. Os três meses de R$ 600 significam R$ 59 bilhões, o dobro do que o Bolsa Família custa por ano.
A equipe econômica trabalha com três possibilidades: mais uma parcela de R$ 600 ou duas de R$ 300 ou três de R$ 200”.

'O Brasil precisa do Bolsa Ignaro'
“Já contávamos com o Bolsa Família, meritório projeto preliminarmente gestado no governo FHC, desenvolvido e consolidado no governo Lula. Hoje, diante das barbaridades vocabulares, sintáticas e ideológicas perpetradas na reunião ministerial do dia 22 de abril, que tal, evocando a comiseração divina (‘Deus acima de todos’), dar à turma uma chance de redenção?
O governo, valendo-se da circunstância de que toda a imprensa está concentrada nos gravíssimos e mal administrados problemas decorrentes do coronavírus, poderia aproveitar a ocasião para dar um golpe na ignorância e nos atentados ao bom senso e à língua portuguesa, reiteradamente praticados, em efeito manada, por várias autoridades.Para tanto, prescrevendo aos gestores do Executivo, sem contraindicação, doses maciças de gramatiquina, bastaria ao governo matricular muitos de seus assessores e ministros em nova modalidade de assistência e de socorro emergencial, com relevante função pública: o Bolsa Ignaro”.
De Antonio Carlos Secchin, ensaísta e crítico literário, membro da ABL, em O Globo, coluna de Anselmo Gois.

Oráculo
“Os olhos são inúteis se a mente é cega”.
Do escritor Oscar Wilde (1854-1900)

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Quando ele tiver de se explicar

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 29 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial da Energia’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Geógrafo’; e
- A data também é de celebração do ‘Dia do Estatístico’.


Um dia, diante do tribunal, Bolsonaro não poderá dizer ‘caso encerrado’!
No dia ainda incerto, mas infalível, em que Jair Bolsonaro se sentar no banco dos réus, veremos se usará a tática a que se habituou no poder para se impor numa discussão - silenciar seus interlocutores cortando-lhes a palavra e repetindo aos gritos seus bordões, como “Chance zero!”, “Ponto final!”, “Caso encerrado!”, “Próxima pergunta!”, “O recado está dado!”, “Cala a boca!” e “E daí?”.
A Justiça não se contentará com uma argumentação tão lacônica. Bolsonaro terá de responder extensivamente sobre os episódios em que violou a Constituição, estuprou as instituições, acusou sem provas, jogou o povo contra o Congresso e o STF, botou órgãos de Estado a seu serviço, encobriu sujeiras dos filhos e dos asseclas, mentiu compulsivamente, agrediu minorias e promoveu o desmoronamento da nação com seu ministério de celerados. O crime de mandar os humildes para a morte, exortando-os a sair de casa em plena pandemia, talvez tenha de ser julgado por um tribunal com sede na Holanda.
Será fascinante seguir Bolsonaro pela TV, defendendo-se no julgamento com seu vocabulário indigente, português estropiado, expressões chulas, sotaque caipira, estoque de palavrões e abuso de taoquêis. E mais ainda porque, apesar de velho político, ele nunca fora contestado para valer —como deputado de quinta, ninguém perdia tempo com ele e, presidente, achava-se poderoso demais para discutir.
Condenado em várias instâncias, mas à espera de que se esgotem os recursos, Bolsonaro, como ex-presidente, deverá ter direito a uma sala de Estado Maior num quartel da Polícia Federal.
Talvez, então, ele já terá sido abandonado por seus seguidores. Aqueles que, nos áureos tempos, exerciam em seus ataques aos opositores um laconismo igual ao do chefe: “Lixo!”, “Chega de mimimi!”, “Simples assim!”, “Entendeu ou quer que desenhe?” e “Aceitem que dói menos!”.
Do jornalista e escritor Ruy Castro, na Folha de São Paulo.

Os dias difíceis de Luciano Hang [o dono da Havan]
Vive dias difíceis o empresário bolsonarista Luciano Hang, alvo da operação da Polícia Federal contra financiadores de fakenews.
Há duas semanas, o dono da Havan foi condenado por publicar mentiras contra o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel. Terá que se retratar e pagar indenização de R$ 20,9 mil.
Depois disso, a divulgação da reunião ministerial de 22 de abril escancarou a influência de Hang no governo.
Na gravação, o presidente Jair Bolsonaro acusa o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de ter paralisado uma obra do empresário após encontrar "cocô petrificado de índio".
Na verdade, quem recomendou a paralisação da obra foi uma consultoria privada contratada pela Havan. Mesmo assim, Bolsonaro mandou demitir a então presidente do Iphan, Kátia Bogéa.
Hang também tem sofrido derrotas na Justiça de São Paulo, onde tenta reabrir suas lojas antes do fim da quarentena [vendendo feijão, inclusive].
Do jornalista Bernardo Mello Franco, em O Globo.

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Fala que eu te escuto

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 28 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional pela Saúde das Mulheres’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Ceramista’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia do Hambúrguer’.

“Seu único propósito, agora e no futuro previsível, é agarrar-se à faixa presidencial, ao custo de cada uma de suas promessas de saneamento da política nacional. E que fique claro: a esta altura, não se trata mais de vender cargos em troca de votos para aprovar matérias de seu interesse. Ou seja, não é governabilidade que o presidente procura, pois esta já não existe mais, e mesmo que existisse, Bolsonaro não saberia o que fazer com ela. Para Bolsonaro, trata-se, simplesmente, de ter um lote suficiente de votos para não ser cassado num processo de impeachment”.
Editorial do jornal ‘O Estado de São Paulo’ na última terça-feira (26).
Comentário: o governo Bolsonaro – como já enunciado aqui – terminou no dia 24 de abril passado. Interessa ao presidente, por ora, arrebanhar – não importa como – os votos de pelo menos 172 parlamentares, de modo a não permitir a formação da maioria de 2/3 de deputados que o julgariam num provável processo de impedimento.

Perguntar não ofende
Haja vista os desdobramentos após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril passado, cabe a pergunta que não quer calar: Abraham Weintraub ainda está ministro?
Em tempo: há quem diga que o ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo, só não teve a  mesma sorte de Weintraub – ainda ministro da ‘Educassão’ – porque a parte de suas falas no vídeo foi mantida em sigilo pelo decano do STF, ministro Celso de Mello.

Perguntar não ofende (2)
E a entrada do Brasil na OCDE, hein? Alguém aí ainda acredita que: 1. depois da saída de Sergio Moro do governo; 2. após a divulgação do vídeo daquela fatídica reunião dita ministerial; e 3. o fato de o presidente se manter  irredutivelmente  negacionista  ante a pandemia da Covid-19, ainda tenhamos alguma chance de entrar para o ‘clube dos países ricos’?
Pior: a ONG Transparência Internacional suspeita que Bolsonaro esteja usando a PF com o objetivo de perseguir inimigos políticos (vide caso do governador carioca Wilson Witzel).
O Brasil terá alguma chance de entrar para a OCDE quando Bolsonaro se tornar para o Brasil o mesmo que José Sarney.

Nada é tão ruim que não possa piorar
Modelos matemáticos da Universidade de Washington ‘preveem mais de 125 mil mortes por Covid-19 no Brasil até agosto’ e ‘que o pico de mortes diárias no Brasil [acontecerá] em 13 de julho, com 1.526 óbitos em 24 horas’.
Segundo o Banco Central, em abril tivemos o pior resultado em investimentos diretos no país em 25 anos, noves fora a fuga de capitais. Em tempos de pandemia, o grande capital corre para o centro do mundo, né?

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A 'ameaça existencial' era outra

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 27 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia do Profissional Liberal’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional da Mata Atlântica’; e
- A data também é de celebração do ‘Dia do Serviço de Saúde do Exército’.


Peço ao leitor que volte a janeiro deste ano. Não parece, mas só passaram quatro meses. Em janeiro, ainda desfrutávamos uma sensação ingênua de segurança, um otimismo com o ano que começava. Tomávamos como garantida a possibilidade de ir a festas ou restaurantes. E ainda achávamos que o aquecimento global era a nossa maior “ameaça existencial”, como a imprensa estrangeira repetia toda semana.
De fato, sofríamos uma ameaça terrível, mas era outra.
Os intelectuais, os planejadores benevolentes, os representantes chiques da sociedade civil e os líderes políticos passaram os últimos quinze anos discutindo a mudança climática. Gastaram milhões só com passagens e estadias de suas comitivas em conferências do clima. Anunciavam medidas para evitar possíveis tragédias que o aquecimento global causaria em questão de décadas. Sem perceber que uma epidemia os empurraria para o abismo em questão de semanas.
Janeiro de 2020 – o equívoco atingiu o pico em Davos, durante a reunião do Fórum Econômico Mundial, entre 20 e 24 daquele mês. O historiador britânico Niall Ferguson participou do evento logo depois de voltar de viagens a Singapura, Taiwan e Hong Kong, onde a epidemia já recebia a devida atenção. “Foi uma ocasião surreal”, disse ele numa entrevista. “O único tema dos debates era aquecimento global e Greta Thunberg. Quando eu alertava sobre o coronavírus, as pessoas me olhavam estranho, me achando mais excêntrico que o habitual.”
O Fórum Econômico recebeu até mesmo representantes de Wuhan, a cidade chinesa onde a epidemia começou, que participaram de conversas sobre… mudança climática.
No dia 15 de janeiro, o Fórum de Davos publicou seu Relatório Global de Riscos. Listou o que considerava as cinco maiores ameaças da próxima década: (1) desastres naturais, (2) mudança climática, (3) impactos humanos no meio ambiente, (4) perda de biodiversidade e (5) terremotos ou tsunamis. Nenhuma linha sobre vírus ou epidemias. (...)
Ainda assim, não dá para dizer faltaram avisos. Bill Gates foi um dos que alertaram. Em palestra de 2015, ele foi preciso: “o maior risco de uma catástrofe global tem esta aparência”, disse ele diante da imagem de um coronavírus. “Se alguma coisa vai matar mais de 10 milhões de pessoas nas próximas décadas, o mais provável é que seja um vírus altamente infeccioso.”
Imagine se tivéssemos dedicado à prevenção de epidemias só 10% do tempo e do dinheiro gastos com aquecimento global. Se os governos tivessem investido em hospitais o que gastaram em comitivas de conferências climáticas ou em projetos de mudança da matriz energética. Talvez não fosse o suficiente para evitar a pandemia, mas sim, é claro que estaríamos numa situação melhor.
Passamos anos espiando pela janela assustados, tentando flagrar o momento em que a ameaça existencial surgiria do outro lado da rua. Ela nos surpreendeu em forma de vírus já dentro de casa.
Do jornalista e escritor Leandro Narloch, na revista digital ‘Crusoé’.

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Como previsto: Lula encolheu

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 26 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Bombeiro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Combate ao Glaucoma’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Revendedor Lotérico’.
- Os católicos comemoram hoje o ‘Dia de Nossa Senhora de Caravaggio’.


Muita gente já havia previsto o fenômeno: politicamente, o ex-presidente Lula valia mais preso do que solto.
Aos olhos da opinião pública digital ao menos, isso ficou claro ontem.
Lula, tido e havido como notória raposa política e comunicador insuperável, deu uma tremenda escorregada durante mais uma entrevista à imprensa amiga ("Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus", disse, a pretexto de reforçar seus argumentos contra o "neoliberalismo" e na defesa do papel do Estado na condução do país).
Em outros tempos, a fala do ex-presidente renderia um embate sangrento nas redes, com petistas e antipetistas se esfaqueando virtualmente no Twitter e no Facebook para defender e atacar aquele que foi, em tempos recentes, o maior ícone da esquerda brasileira.
Mas o que se viu foi bem diferente.
Até as 19h de ontem, o desembarque de Regina Duarte do governo e o adiamento do Enem superavam em duas vezes o número de mensagens - contra e a favor — associadas a Lula no Twitter.
No dia em que deixou a sala que ocupou por 580 dias na sede da Polícia Federal em Curitiba, o petista foi citado em 3 milhões de tuítes. Ontem, foram 241 mil. O ex-presidente Lula, resumiu o diretor da Bites, Manoel Fernandes, "perdeu parte da sua capacidade de despertar paixões".
No ano que vem, fará dez anos que Lula deixou a Presidência.
O distanciamento temporal é suficiente para explicar a diminuição da influência do petista no cenário político?
Talvez.
O fato é que a liderança no campo da esquerda está vaga.
Lula perdeu a cadeira cativa. E ninguém ainda ocupou o seu lugar.
Artigo da jornalista e escritora Thays Oyama publicado no portal UOL.
Detalhe: Thays Oyama é autora do livro ‘Tormenta – O Governo Bolsonaro: Crises, intrigas e segredos’.

Reuniões
Na última quinta-feira (21) o presidente da República teve uma  reunião  por videoconferência com os governadores; e na sexta-feira, 22, o ministro do STF retirou o sigilo da reunião havida um mês antes, qual seja, o dia 22 de abril – que mostrou o quão republicana é a equipe de governo atual.
Ambas reuniões mostraram dois tipos de convivência bem distintos: a da quinta-feira trazia, ao menos para este signatário, prenúncio de muita baixaria – o que absolutamente não ocorreu. A outra, da qual jamais se esperaria tamanha descompostura, mostrou-se um espetáculo triste e deprimente.
Um detalhe muito lembrado da reunião de 22 de abril: muito pouco ou quase nada se falou acerca de uma das maiores pandemias globais de que se tem notícia. Sinal muito claro de que a equipe atual de governo não tem e não terá condições de nos guiar no pós-pandemia.

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Fala que eu te escuto

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 22 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional da Biodiversidade’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Apicultor’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Abraço’.


“Não quero que as pessoas venham aqui e infectem o nosso povo”.
Do presidente americano Donald Trump, amigão de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro. Ao se pronunciar desta forma, Trump se referia à possibilidade de proibir em seu país os voos provenientes do Brasil.
Comentário: vamos combinar que a frase de Trump provoca na gente o que se convencionou chamar de vergonha alheia, né? Para quem não entendeu: Bolsonaro já afirmou que Trump é seu ídolo, já afirmou que a família do presidente americano é amiga da sua e já perdemos as contas de quantas vezes vimos o presidente Jair Bolsonaro subir a rampa do Planalto empunhando a bandeira americana - um fiasco de proporções incomensuráveis! - por ocasião dos protestos que os entendidos dizem ser inconstitucionais.

Bye, bye, Brazil
Tomara os generais que abraçaram o governo Bolsonaro estejam certos. Pois há uma reputação que está em jogo, a das Forças Armadas. Caso este governo sucumba, será grande a responsabilidade a ser debitada aos militares em razão de alguns poucos que optaram por trabalhar no governo. E a chance de dar errado está aumentando; cadáveres também ‘falam’...
Pior: além da crise sanitária, da crise política -e talvez institucional (que alguns dizem ser o sonho do presidente)- vem aí, segundo vários especialistas, a recessão (ou depressão?) econômica que fará com que a última (a de Dilma Rousseff, do triênio 2014/2016) pareça café pequeno.

Contramão
Com o perdão do clichê surrado e repetido à exaustão: a cidade de Brasília é um lugar em que pessoas e outras coisas vivem numa realidade paralela. Somente com este clichê se poderia explicar a intenção de autoridades - tidas como representantes do povo, os parlamentares – para terem a brilhante ideia de propor, no meio de uma pandemia horrorosa como esta da Covid-19, a instalação de tribunais cujas iniciativas já foram barradas em 2013 (os TRFs, ou tribunais regionais federais) e de cassinos no Brasil.

Contramão (2)
Mas não é só isso: há um sem-número de denúncias Brasil afora dando conta de superfaturamento na aquisição de equipamentos hospitalares para combate ao novo coronavírus; há denúncia de reajustes para magistrados no estado do Pará e reajuste salarial para funcionalismo em Mato Grosso. Então não é só em Brasília que a realidade paralela está dando as caras, não é?

Contramão (3)
Só que, como se sabe, assombração sabe onde, quando e pra quem vai aparecer. Na verdade, a movimentação se vale do foco na pandemia para criar tais despesas desnecessárias: descabidas e com poucas justificativas plausíveis. Tem a ver com um tipo de aposta que o pessoal da realidade paralela faz há décadas: na desinformação do contribuinte.

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Há dois anos

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 21 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia da Língua Nacional’;
- Nesta data, em1904, foi fundada a “FédérationInternacionale de Football Association”, a FIFA, em Paris.


‘A greve dos caminhoneiros no Brasil, [ocorrida] em 2018, também chamada de Crise do Diesel, foi uma paralisação de caminhoneiros autônomos com extensão nacional iniciada no dia 21 de maio, no Brasil, durante o governo de Michel Temer, e terminou oficialmente no dia 30 de maio, com a intervenção de forças do Exército Brasileiro e Polícia Rodoviária Federal para desbloquear as rodovias’.

Barraco
Está marcada para a manhã de hoje uma reunião por videoconferência entre o presidente Bolsonaro e os 27 governadores. A pauta  da  reunião é a discussão ‘da sanção presidencial – ou vetos – de alguns dos artigos do projeto de lei que tratará do socorro federal a estados e municípios durante a pandemia da Covid-19’.
Uma certeza: haverá muitíssimo mais produção de calor que propriamente de luz. É inegável que até a presente data o foco tem sido muito mais o aspecto político ideológico da questão que as providências para o combate dos problemas surgidos com a chegada do novo coronavírus.

Sintomático
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, o doutor Antônio Barra Torres está contaminado pela Covid-19 (em março último o doutor estava ao lado de Bolsonaro num dos atos realizados em Brasília por apoiadores do presidente).
Na semana em que o Brasil encontra-se sem um ministro da Saúde pra chamar de seu, quebramos um triste e infeliz recorde de mortes num só dia pela pandemia do novo coronavírus: 1179 pessoas vieram a óbito de segunda (18) para terça-feira (19).

Sintomático (2)
Foi a primeira vez que o Brasil apresentou um número superior a mil em mortes num só dia. E agora o País já deve contar com mais de 18 mil mortos. É só mais uma conta a se somar aos problemas com o STF, que investiga o vídeo da reunião do dia 22 de abril, em que se falou do ‘comunavírus’, em que um ministro de Estado falou em mandar prender todos os integrantes do STF e outra queria a prisão para governadores e prefeitos de oposição; é só mais uma conta a ser juntada às denúncias do empresário e ex-amigo da família Bolsonaro Paulo Marinho (que denunciou uma operação da PF, Furna da Onça, a qual atingiria em cheio o filho ‘zero um’ – Flávio Bolsonaro – do presidente da República).

Sintomático (3)
Já houve quem dissesse que o advento da pandemia da Covid-19 abalou a performance do governo de turno. Pode até ser, mas a indiferença do presidente com as mortes faz a tese perder força. Tem mais: seu perfil desestabilizador afasta qualquer possibilidade de harmonia, qualquer que seja. Assim sendo, a pandemia é só o maior dos ingredientes a justificar o desgoverno de Jair Bolsonaro.

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12 Décadas de Evolução do PIB no Brasil


Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 20 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Pedagogo’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Comissário de Menores’.


Compartilhamos com nossos diletos leitores tabela de dados copiados da live realizada pelo professor e historiador Marco Antônio Villa em seu canal no YouTube. A tabela, como o título da nota sugere, traz a evolução do PIB brasileiro no período de 1901 a 2020, década por década:
1901 - 1910 : 51,5%
1911 - 1920 : 51,4%
1921 - 1930 : 55,6%
1931 - 1940 : 53,6%
1941 - 1950 : 77,3%
1951 - 1960 : 103,9%
1961 - 1970 : 82%
1971 - 1980 : 128,8%
1981 - 1990 : 16,9%
1991 - 2000 : 29,4%
2001 - 2010 : 43,6%
2011 - 2020 : 1,9%

Agora veja
O signatário faz questão de lembrar o leitor acerca do PIB registrado na década 1941-1950, quando se deu a Segunda Guerra Mundial e, ainda assim, crescemos 77,3% (os presidentes da República à época foram Getúlio Vargas, 1937-1945, José Linhares, 1945-1946 e Eurico Gaspar Dutra, 1946-1951).
Também merece destaque a década de 1971-1980, do período militar, quando o Brasil cresceu 128,8% (os presidentes na ocasião foram Emílio Garrastazu Médici, 1969-1974, Ernesto Geisel 1974-1979 e João Figueiredo, 1979-1985).

Olhando pelo retrovisor
A década de 1981-1990 foi chamada de ‘a década perdida’, não é? Mas pudera, na década anterior se deu um crescimento do PIB mais de seis vezes maior.
Só que perdida mesmo foi a última, na qual estamos: é a década da ‘contabilidade criativa’ do governo Dilma Rousseff (iniciado em 2011), do descontrole fiscal irresponsável, da volta da inflação e de juros a nos envergonhar mundo afora.
É disto que o atual ministro da Economia Paulo Guedes tanto fala. Ao pedir que se congelem salários e penduricalhos do serviço público por um ano e meio, é isto que está sendo sinalizado. As despesas do governo federal precisam parar de crescer, depois diminuir para dar lugar ao investimento.

Recordar é viver
Na década realmente perdida, o Governo Federal concedeu isenções que hoje somam mais de R$ 300 bilhões ao ano! Imagine, leitor: a reforma da Previdência de Bolsonaro economizará cerca de R$ 820 bilhões em 10 anos. Três anos de isenções pagam 10 anos de economia da Previdência pública.
Quem as isenções fiscais estão salvando? O Brasil que não é.

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Afegão médio

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 19 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional de Combate à Cefaleia’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia dos Acadêmicos de Direito’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Defensor Público’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia Mundial do Físico’.

Na semana passada o site ‘O Antagonista’ veiculou o post ‘A conta de Bolsonaro’. Nele informa que o presidente “foi perguntado por que o Brasil tem mais mortes por Covid-19 do que a Argentina. E ele respondeu: ‘É só você fazer a conta por milhão de habitantes’.
A Argentina tem 7 mortes por milhão de habitantes. O Brasil tem 62”.

Afegão médio (2)
Jair Bolsonaro adora falar em humildade, família, lealdade e patriotismo. Mas quando age, se comporta como um ignorante. E quando fala, é ainda pior.
Ao não responder à pergunta que lhe foi feita, o presidente ainda se comprometeu ao informar sobre o que não sabe: a Argentina tem tido mais êxito no combate à Covid-19 em razão ‘da taxa de testes realizados – proporcionalmente maior do que a brasileira – e uma quarentena rígida que prevê multa e até dois anos de prisão para quem sair de casa sem motivo’ (UOL).

João 8:32
Mais uma do ainda presidente da República: uma de suas últimas confusões foi a respeito da denúncia levantada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Bolsonaro foi acusado por seu ex-ministro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. Em detrimento de todas as evidências apresentadas por Moro, Jair Bolsonaro negou enfaticamente as acusações. Mas fez isto sem combinar com os russos...

João 8:32 (2)
E na semana da guerra das versões, o presidente perdeu mais uma batalha: o superintendente da PF no Amazonas, o delegado Alexandre Saraiva, em depoimento no inquérito do STF que investiga todo o imbróglio envolvendo o presidente e seu ex-ministro, afirmou que em meados de 2019 foi sondado por seu xará Alexandre Ramagen para ser o superintendente da PF no Rio de Janeiro.
Detalhe: não cabe ao chefe da ABIN, Alexandre Ramagen, este tipo de expediente. Foi por ordem ou a mando de quem o doutor Ramagen fez a sondagem? Isso tem nome: interferência indevida.

João 8:32 (3)
O presidente da República cometeu vários erros com Moro: - não lhe deu apoio algum pelo projeto de combate ao crime enviado ao Congresso; - se incomodou infantilmente com a popularidade de Sergio Moro, muito maior que a sua; e – subestimou a experiência criminal do ex-juiz com 22 anos dedicados à magistratura. Foi essa experiência que norteou Moro na questão dos ‘prints’ de WhatsApp nos seus contatos com a deputada federal (e sua afilhada) Carla Zambelli (PSL-SP). A demissão de Sergio Moro foi um tiro que o presidente deu no próprio pé e que selou o fim de seu governo.

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Bolsonaro não sabe, ou prefere ignorar sinais de colapso

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 15 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial da Família’ (ONU);
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Assistente Social’; e
- A data também é de celebração do ‘Dia do Gerente Bancário’.


No Brasil, a rede hospitalar já dá sinais de colapso. Eu sei disso, o leitor sabe disso, e, sobretudo, sabem disso os milhares que estão nas filas aguardando por leitos. A imprensa internacional sabe, as organizações internacionais também; todo o mundo sabe, certo? Errado.
O bolsonarismo não sabe, ou prefere ignorar. O chefe supremo conduziu lideranças empresariais para pressionar o Judiciário contra o distanciamento social. Seu ministro da economia defende uma medida radical: colocar a economia no respirador e as pessoas de volta à rua, sem o auxílio emergencial que seu ministério não consegue pagar. O ministro da educação anunciou o ENEM das escolas privadas e o da Saúde, bestializado, se empenha em garantir que os portadores de planos de saúde privados tenham seus leitos garantidos na rede privada, enterrando ao pré-nascer a necessária discussão sobre a adoção de uma fila única. Se havia qualquer suspeita, acabam de ser desfeitas. Bolsonaro é um idiocrata. (...)
A idiocracia é um movimento de reforma radical da sociedade na direção da desintegração dos mecanismos de solidariedade e atomização dos agentes sociais. Para instalá-la, o bolsonarismo mobiliza instrumentos e garantias das democracias liberais, particularmente a liberdade de expressão. Para o idiotes, a liberdade de expressão é condição para a apologia de crimes (como a tortura), para o negacionismo (mudança climática ou pandemia) ou simplesmente para a expressão do absurdo (do qual são exemplos a recente e já inesquecível entrevista da atual Secretária de Cultura, ou a série de intervenções obscurantistas do chanceler). Mais importante, a liberdade de expressão franqueia a fabricação do antagonismo e a promoção do ódio. O bolsonarismo é antes de mais nada uma fábrica de antagonismos que terminam por multiplicar facções e tribos, promovendo, enfim, a idiotia. (...)
Bolsonaristas não reconhecem a necessidade do Estado e quando as evidências demonstram essa necessidade, não sabem como operá-lo. (...)
Os resultados já são visíveis e seguem a lógica das desigualdades brasileiras: o colapso do sistema de saúde, a multiplicação exponencial dos óbitos, o desemprego e à espreita, a fome, afetam de maneira aguda os territórios de favelas e periferias. Para a idiocracia, a pandemia é uma arma de destruição em massa que realiza o darwinismo social bolsonarista: a sobrevivência dos mais ricos, às expensas dos mais pobres.
Artigo dos professores doutores Paulo Esteves e Mônica Herz, do Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ.

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