Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Acabar com uma estatal parece impossível: o caso Infraero

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 30 de setembro, é celebrado o ‘Dia Nacional do Jornaleiro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Secretária’.


“O Congresso aprovou uma MP que prevê, entre outras medidas, que a União absorva todos os funcionários remanescentes da Infraero caso ela venha a ser extinta após a concessão de todos os aeroportos que ainda pertencem à estatal.
A Infraero tem 7.900 funcionários – e uma folha de pagamentos que custa R$ 1,8 bilhão e deixa pouca margem para a razão de existir da empresa: investir em melhorias nos aeroportos (outros 1.500 funcionários da estatal estão emprestados para outros órgãos). Os funcionários são concursados e contratados pela CLT, e, na prática, ainda gozam da estabilidade do funcionalismo.
Apesar de ter perdido mais de 60% do movimento de passageiros desde o início das concessões, em 2011, a redução de pessoal na Infraero foi de apenas 44%. Colocando na conta os 1.500 funcionários cedidos para outros órgãos, o encolhimento cai para 33%.
Demitir não sai barato: a Infraero está amarrada a um gordo pacote de benefícios, negociado com sindicatos antes das primeiras concessões.
A conta com os programas de desligamentos incentivados já está em R$ 1,28 bilhão – beneficiando 4.480 pessoas. O dinheiro vem das outorgas pagas pelas concessionárias de aeroportos. Antes das concessões de Guarulhos, Brasília e Viracopos, em 2012, a Infraero chegou a ter 14,1 mil funcionários.
O presidente da Infraero, Brigadeiro Hélio Paes de Barros, tem como meta incluir mais 700 pessoas no programa de demissões voluntárias – além de ceder outras 700 para órgãos da administração pública até o fim do ano.
Finalmente, outros 1.800 funcionários serão transferidos para uma nova estatal, a NAV Brasil, cuja criação consta da mesma MP aprovada (você não achou que a Infraero ia simplesmente sumir, né?).
A NAV Brasil vai consolidar os serviços de navegação aérea hoje executados em parte pela Infraero e em parte pela própria Aeronáutica. O serviço, que inclui a operação das torres de controle dos aeroportos, não entrou no plano de concessão por ser considerado estratégico pela Defesa. A nova estatal não vai precisar de novas dotações: sobreviverá das tarifas pagas pelas empresas aéreas pelo uso da infraestrutura – recurso que hoje já fica na Infraero.
O plano traçado pelo Ministério da Infraestrutura prevê mais duas rodadas de concessões até 2021, com 22 aeroportos em cada uma. O Santos Dumont e Congonhas, que hoje sustentam a estatal, entram na última rodada.
Até meados de 2020, o Governo deve vender a participação da Infraero nas concessões de GRU Airport, Brasília e Viracopos, RIOGaleão e BH Airport.
Mas a extinção da estatal ainda não está definida. A depender dos esforços do Brigadeiro Paes de Barros, a empresa pode ganhar sobrevida como gestora de aeroportos regionais.
‘Assumi o cargo com a missão de manter a empresa’, disse o brigadeiro. ‘Os aeroportos regionais não entram no plano de concessões e as prefeituras não têm vocação ou corpo técnico com capacidade para administrá-los’.
Paes de Barros vê espaço para uma nova rede com 40 a 50 aeroportos regionais – e a nova Infraero estará lá. Para ajudar, claro”.
Reportagem de Mariana Barbosa publicada no site do BrazilJournal.

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Sorte e saúde sempre!

Brasil, 1719

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sábado, dia 28 de setembro, é celebrado o ‘Dia da Lei do Ventre Livre’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Gratidão à Mãe Preta’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Hidrógrafo’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia Mundial Contra a Raiva’.


Como este humilde signatário vem enunciando, o Brasil ainda está no Séc. XVIII. O ex-Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo que foi ao STF armado para matar o ministro Gilmar Mendes: “Não ia ser ameaça, não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele e depois me suicidar”.
Trocando em miúdos: a ser verdade o que afirmou Rodrigo Janot, a Procuradoria-Geral da República esteve sob o comando de um desequilibrado no período de 17 de setembro de 2013 a 17 de setembro de 2017. Já pensou?
Em tempo: Janot pode estar blefando em detrimento do lançamento de seu livro para breve.

Brasil, 1719 (2)
Institucionalmente, este é definitivamente o pior período de nossa História. Contrariando a própria lei, e Legislando pela enésima vez, o STF decidiu por anular condenações em casos de prazo comum para alegações finais para delatados e delatores.
Como registrado pelo site O Antagonista, ‘o STF legisla sem pudor, criando lei processual com efeito retroativo. Pode-se dizer que hoje (26) foi decretado o fim da segurança jurídica no Brasil’.

Brasil, 1719 (3)
Mas não é só isso: o Brasil tem presos um ex-presidente, três ex-governadores e vários parlamentares. Seu atual presidente da República desfruta de baixa popularidade (com viés de queda), não tem base congressista que o ajude a aprovar os projetos que tem (será que tem?) para o País, em meio a uma estagnação econômica que resultou da maior recessão de sua História.
Pergunta que não quer calar: existiria ainda espaço para as coisas ficarem ainda piores? Existe.

O outro lado
“O ministro Gilmar Mendes recomendou que o ex-Procurador-Geral da República Rodrigo Janot ‘procure ajuda psiquiátrica’, ao tomar conhecimento da revelação do próprio ex-chefe do MP de que em maio de 2017 foi armado com uma pistola ao STF para matá-lo ‘com um tiro na cara’ e depois se matar. Disse que chegou a engatilhar a arma, mas ‘a mão de Deus’ o impediu de puxar o gatilho” (Diário do Poder).

O outro lado (2)
“Se a divergência com um ministro do Supremo o expôs a tais tentações tresloucadas, imagino como conduziu ações penais de pessoas que ministros do Supremo não eram. Confesso que estou algo surpreso. Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica.
Agora ele revela que eu corria também risco de morrer. O combate à corrupção no Brasil - justo, necessário e urgente - tornou-se refém de fanáticos que nunca esconderam que também tinham um projeto de poder. Dadas as palavras de um ex-Procurador-Geral da República, nada mais me resta além de lamentar o fato de que, por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas”.
De Gilmar Mendes, ministro do STF, a respeito de Rodrigo Janot, que queria matá-lo.

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Bagagem nas nuvens

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 27 de setembro, é celebrado o ‘Dia Mundial do Turismo’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional do Idoso’;
- A data também é de comemoração do ‘Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos; e
- Por fim hoje é o ‘Dia do Encanador’ e ‘Instalador Hidráulico’.


Deu no UOL: “o Congresso Nacional manteve o veto do presidente Jair Bolsonaro sobre a volta da bagagem grátis em voos. Com isso, as empresas aéreas continuam liberadas para cobrar pelo despacho de malas. As companhias cobram a partir de R$ 59 para uma mala de até 23 quilos, no caso de pagamentos antecipados, até R$ 120, no momento do embarque. Para a derrubada do veto, era necessária a maioria absoluta na Câmara (257 votos) e no Senado (41 votos). Durante a votação, foram apenas 247 votos na Câmara. Com a manutenção do veto na Câmara, os senadores não precisaram votar. A decisão diz respeito à MP 863, apresentada ainda no governo Michel Temer e que autoriza as companhias aéreas nacionais a terem 100% de capital estrangeiro na sua composição.

Cobrança liberada em dezembro de 2016
A Anac liberou a cobrança de bagagem pelas empresas aéreas em dezembro de 2016. Porém, durante a votação da MP que permitiu a participação de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas, o Congresso incluiu também um artigo que obrigava o transporte grátis de pelo menos uma mala. O presidente Bolsonaro, no entanto, vetou esse artigo, afirmando que a questão da bagagem é tema estranho ao objeto originário da medida provisória: ‘Além do mais, a proposta legislativa tem duplo efeito negativo ao consumidor, retirando do mercado a possibilidade do fornecimento de passagens mais baratas para quem não necessite despachar bagagens, bem como fazendo com que todos suportem os custos do serviço, mesmo quem não o utilize’.

Quem defendia o veto
Os parlamentares que defenderam a manutenção do veto afirmavam que a medida é necessária para atrair ao Brasil novas companhias aéreas de baixo custo. A medida é vista pelo mercado como um dos motivos pelo interesse de quatro novas companhias aéreas estrangeiras voarem para cá. ‘Queremos abrir o mercado no Brasil e não é novidade para ninguém que tem um monopólio. São três companhias que cobram o valor que querem, e nós pagamos essa conta. O serviço não melhorou, a passagem não ficou mais barata, mas nós temos algumas empresas querendo entrar no Brasil. Se nós tivermos mais oferta, por óbvio, o preço vai cair’, afirmou a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

Chegada de novas aéreas
Por enquanto, apenas o grupo espanhol Globalia, que controla a Air Europa, pediu autorização para realizar voos domésticos. As demais empresas de baixo custo fazem voos internacionais. A Norwegian e a Sky já começaram a operar no país com voos para Londres (Reino Unido) e Santiago (Chile), respectivamente. A Flybondi inicia voos do Rio de Janeiro para Buenos Aires (Argentina) em 11 de outubro, e a JetSmart faz seu voo inaugural entre Salvador (BA) e Santiago em 27 de dezembro.

Quem defendia a bagagem grátis
Os deputados e senadores contrários à cobrança de bagagem defenderam a derrubada do veto com a alegação de que a medida não reduziu o preço das passagens aéreas. Essa havia sido a principal justificativa da Anac quando editou a nova resolução que alterou as regras de transporte de bagagem no Brasil, em dezembro de 2016”.

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História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 26 de setembro, é celebrado o ‘Dia Interamericano das Relações Públicas’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional dos Surdos’;
- Os católicos celebram hoje o ‘Dia de São Cosme e São Damião’.

 

   

 Em 26 de setembro de 1969, os garotos de Liverpool lançaram seu último disco, Abbey Road. Ele foi lançado antes, mas gravado após Let It Be. Foram o símbolo de uma era e transformaram a música e o pensamento de várias gerações. São eternos, pois suas canções falavam de temas ainda atuais.
Na foto, da esquerda para a direita, estão George Harrison (1943-2001), Paul McCartney, Ringo Star e John Lennon (1940-1980).
Detalhe: a rua que Os Beatles atravessam na foto - Abbey Road - deu nome ao seu último disco.


O discurso de Bolsonaro na ONU
“Analisar um discurso é igual interpretar uma realidade, ou uma obra de arte: depende do olhar. Para os críticos, Bolsonaro decepcionou; para os admiradores, o presidente encantou. Como ser objetivo, e não subjetivo, nessa avaliação?
Minha tentativa se apega à escrita. Relendo com calma o discurso, separei [as] colocações feitas pelo presidente do Brasil na abertura da Assembleia Geral da ONU. Aglutinei-as em três temas: [1. Economia; 2. Meio ambiente, Amazônia e indígenas, e; 3. Democracia, política e cidadania].
(...)
Aposto que, sem visão preconcebida, o discurso de Bolsonaro agrada à grande maioria dos brasileiros. Basta ler, e verificar a coerência com os propósitos que o conduziram ao Planalto.
Sendo assim, fica, então, a dúvida: por que jornalistas e analistas políticos foram tão ácidos em seus comentários sobre o discurso de Bolsonaro na ONU?
Resposta: simplesmente pelo fato de Bolsonaro ter sido genuíno, verdadeiro, em sua fala. Queriam que ele se transmutasse, se ensaboasse pela diplomacia. Mas não. Ele reafirmou, e o fez com altivez, as razões políticas de sua vitória. Do seu jeito.
Esse é o ponto-chave. Bolsonaro tem orgulho em representar a ruptura da velha ordem política no Brasil. Bolsonaro não dissimula nem tergiversa. Ele assume ser o aríete dessa mudança. Ele age como se recebesse uma missão divina.
Quando jornalistas escrevem, desaprovando, que Bolsonaro ‘falou apenas para seu público’, se esquecem que o público dele representa a maioria da nação. Não me refiro apenas aos ferrenhos ‘bolsonaristas’. Gente como eu, que o apoiou para evitar o retorno do PT ao poder, dele espera exatamente isso: que reafirme, na ONU e alhures, que o Brasil se cansou daquela sua política velhaca, que valoriza a figuração para esconder a malandragem.
Menos importa, neste momento, as bravatas ideológicas e culturais. Decência na vida pública é o que manda agora. Botar a casa em ordem, enfrentar a desgraça que desmoralizou nossa democracia.
Bolsonaro não foi eleito pela sua simpatia. Nós queremos coerência. Vimos isso na ONU. A Assembleia Geral se calou ouvindo o presidente do Brasil dizer, com todas as letras, que nossa bandeira voltou a ser verde-amarela.
E a honestidade tomou conta da República. O resto, vemos depois”.
Do professor e doutor em administração Xico Graziano (FGV) em artigo para o site Poder360.

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Santa Dulce

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 25 de setembro, é celebrado o ‘Dia Nacional do Trânsito’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional do Farmacêutico’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Rádio e da Radiodifusão’.


“Neste tempo de demofobia e radicalismos, saiu um bom livro para a alma. É ‘Irmã Dulce, a Santa dos Pobres’, do jornalista Graciliano Rocha. Ela será canonizada no dia 13 de outubro pelo papa Francisco.
Seu primeiro milagre salvou uma gestante que se esvaía em sangue. No segundo, devolveu a visão a um homem que a perdera havia 14 anos. A narrativa de Graciliano nos dois casos é emocionante.
O maior milagre de Santa Dulce (1914-1992) foi ajudar os pobres da Bahia, invadindo casas desocupadas ou atraindo milionários como Norberto Odebrecht e poderosos como José Sarney.
Certo dia ela pediu dinheiro a um comerciante e levou uma cusparada. Limpou-se e disse:
- Isso é para mim, agora o que o senhor vai dar para meus pobres?”
Do jornalista ElioGaspari, na Folha de São Paulo.

Vai faltar comida
“Jair Bolsonaro está perdendo as redes sociais. É a primeira vez que isso ocorre. Ele ainda é capaz de impulsionar qualquer pauta, porque domina o Facebook e o Twitter. No universo malthusiano da internet, porém, ele cresce aritmeticamente enquanto seus opositores crescem geometricamente. Vai faltar comida para o bolsonarismo.
Duas semanas atrás, Carlos Bolsonaro licenciou-se do cargo para o qual foi eleito no Rio de Janeiro e grudou-se no pai. Ele deve ter sido chamado para comandar aqueles que Felipe Moura Brasil apelidou de blogueiros de crachá: os militantes semianalfabetos que foram instalados nos gabinetes dos bolsonaristas. O movimento vai dar errado. Por um motivo: a propaganda nas redes sociais só cola quanto a mensagem é minimamente verdadeira.
Sim, o Congresso Nacional armou uma CPI das Fake News e o STF armou um inquérito das Fake News. Mas a internet sabe separar as verdades das mentiras, sobretudo aquelas contadas pelo Congresso Nacional e pelo STF. Isso vale também para Jair Bolsonaro. Ele não perdeu apoiadores por causa do goldenshower ou pelas ofensas rasteiras à mulher de Emmanuel Macron. Ele perdeu apoiadores porque seus milicianos digitais passaram a mentir descaradamente sobre a CPI da Lava Toga, ou sobre o filé mignon americano de Eduardo Bolsonaro, ou sobre o acordão com Dias Toffoli, ou sobre os atritos com Sergio Moro. Os milicianos digitais tentaram acobertar os fatos, soterrando-os sob uma avalanche de xingamentos e imposturas, mas o eleitorado de Jair Bolsonaro não é idiota – e não quer ser tratado como tal.
O derretimento bolsonarista não deve ser medido apenas pelo número de cliques ou de seguidores. Ele tem um efeito muito mais devastador: a perda do discurso. Os traques de Jair Bolsonaro contra o sistema ainda despertam editoriais escandalizados na imprensa, mas ninguém mais tem medo dele, porque seus interesses pessoais se sobrepuseram à retórica aloprada. Os blogueiros de crachá podem espalhar a propaganda bolsonarista nas redes sociais, mas sempre haverá um YouTuber sem crachá para desmascará-los. É assim que funciona, tanto na internet quanto fora dela: os fatos costumam prevalecer. E isso vai confirmar-se mais uma vez”.
Do jornalista Diogo Mainardi, na revista digital Crusoé (20Set2019).

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História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 24 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Mototaxista’.

‘Em 24 de setembro de 1989, o brasileiro Emerson Fittipaldi mostraria a superioridade brasileira no automobilismo. Ele sagrou-se campeão mundial da Fórmula Indy por antecipação. Emmo abriu as portas para os jovens pilotos brasileiros, assim como havia feito na F1, para Nelson Piquet e Ayrton Senna nos anos 70’ (Terra).

O Brasil ainda está no século XVIII
No último dia 20, segundo o site ‘O Antagonista’, a ‘PF indiciou sete funcionários da Vale e seis da consultora TÜV SÜD pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos. As duas empresas também foram indiciadas. Os nomes dos indiciados ainda não foram divulgados”.
As mães, esposas, filhos e demais familiares desses envolvidos podem ficar tranquilos, pois não vai acontecer coisa alguma – pelo menos no que tange as questões judiciais propriamente ditas. Com bons advogados na defesa e uma boa assessoria estará tudo resolvido.

O Brasil ainda está no século XVIII (2)
Mal comparando, na semana passada este signatário estava vendo um documentário da TV paga em que uma jovem detenta americana contava as razões de sua prisão. Envolvida com más companhias, a protagonista assumiu para quem a entrevistava que convidou um jovem para um encontro para o qual concorreu a venda de uma pequena porção de maconha.
Detalhe: o jovem convidado não pensou que se tratava de comércio de droga, mas de encontro que talvez redundasse em namoro. Quem o viu sair de casa relata que, por suas roupas, perfume, discurso e modos, o encontro não sugeria nada além disso.
Bem, a moça que o convidou não estava só e ao oferecer-lhe maconha ela o encaminhou a um beco e foi no final desse beco que estavam os seus comparsas. Por uma série de razões houve briga entre os três, e o rapaz atraído pela jovem acabou morto.

O Brasil ainda está no século XVIII (3)
Os três jovens protagonistas do trágico encontro foram presos em menos de dois dias. Foram julgados em menos de duas semanas e condenados a prisão perpétua e sem direito a condicional. A jovem que deu a entrevista não tinha 20 anos quando tudo aconteceu. Vai morrer na cadeia...
Voltando ao Brasil do século XVIII: amanhã, dia 25, fará oito meses desde o ‘desastre do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, [que] deixou 270 mortos (dos quais 249 foram identificados). Até hoje, 21 corpos ainda não foram localizados’.

A civilização ainda chegará por aqui
Veja, leitor: a moça americana cumpre prisão perpétua por atrair sua vítima para a morte, embora não tenha sido ela quem matou o rapaz. E como dito acima, sua sentença não lhe dá direito a condicional, não há mais recursos, embargos infringentes ou de declaração ou Gilmar Mendes que dê jeito.
Por aqui há 270 mortos e NINGUÉM foi preso! E daqui uns 20 anos, quem sabe, o STF chegue por fim à conclusão de que a culpa não tinha mesmo que ser de ninguém; e ainda estaremos no século XVIII.

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Está bom pra você?

Olá! Bom dia, leitor!

- Hoje, segunda-feira, dia 23 de setembro, às 04h50 começou a primavera de 2019!

- Hoje é celebrado o ‘Dia dos Filhos’.


Na semana que passou, o ministro da Economia Paulo Guedes afirmou: “Nós vamos trabalhar os quatro anos, e se o presidente for reeleito, os oito anos, nessa direção. Não vamos prometer milagres. O crescimento virá naturalmente. Esse primeiro ano foi o mais difícil, foi onde o aperto foi maior. No ano que vem, já é mais suave, o ritmo de crescimento deve ser bem melhor, possivelmente o dobro deste ano. O terceiro ano já decola, porque aí as reformas já começam a operar. E no quarto ano, está voando, já está em voo de cruzeiro”.

Está bom pra você? (2)
E como é sabido, Paulo Guedes prometeu zerar o déficit público já no primeiro ano de governo, mas...
“As pessoas perguntam: e o déficit público, você vai cortar? E eu dizia: ‘eu quero zerar’. E as estatais? ‘Eu quero vender todas’. ‘Ah, mas você não entregou ainda o que prometeu, você falou que ia zerar’. Vocês ficaram quarenta anos esburacando, a gente não pode ter um ano e meio pelo menos para tentar trabalhar?”
Comentário: pobre Brasil...

Está bom pra você? (3)
Reportagem da BBC News informa: “Contrariando o que havia informado antes, a Petrobras anunciou [o aumento] do valor da gasolina e do diesel. O aumento, que passou a vigorar a partir [da última] quinta-feira (19), será, em média, de 3,5% e 4,2% - respectivamente.
A gasolina terá uma alta média de R$ 0,05 em seu preço nas refinarias e o diesel, de R$ 0,09.
O aumento ocorre depois da disparada na cotação do barril de petróleo à Arábia Saudita, maior exportador mundial, no [fim de semana anterior]. O repasse para o consumidor vai depender da distribuição e dos postos na revenda.
Na segunda-feira (16) o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Petrobras não ajustaria os preços. Em seguida, a estatal comunicou ao mercado que havia decidido ‘acompanhar a variação do mercado nos próximos dias e não fazer um ajuste de forma imediata’. No entanto, dois dias depois, a companhia anunciou o aumento.
O último reajuste no preço da gasolina havia sido no dia 5 deste mês. Já o diesel, na sexta-feira (13). Desde junho, a política de preços da Petrobras não tem periodicidade pré-definida para aplicação de reajustes”.
Recordar é viver: a atual política de preços da Petrobras é praticamente a mesma de Pedro Parente, o ex-presidente da estatal no governo de Michel Temer, desgastado pela greve dos caminhoneiros (que redundou da disparada dos preços dos combustíveis) que o derrubou.

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Dançando à beira do abismo

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sábado, dia 21 de setembro, é celebrado o ‘Dia Internacional da Paz’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial da Doença de Alzheimer’;
- A data também é de comemoração do ‘Dia Nacional das Pessoas com Deficiências’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia da Árvore’.


Na última quarta-feira, enquanto muitos brasileiros se distraíam vendo o Athletico Paranaense vencer o Internacional de Porto Alegre em pleno Beira-Rio, em Brasília - na Câmara - os nobres representantes federais de nosso povo aprovaram um projeto de lei eleitoral que lhes faculta, dentre muitas ousadias, o pagamento de multas eleitorais e de advogados de investigados e o uso de 100% das emendas de bancada para serem usados nas campanhas eleitorais de 2020 – sem limites!
Atenção, eleitor: tudo isso será feito com o seu, o meu, o nosso suado dinheirinho, ‘tá ok’?

Dançando à beira do abismo (2)
A audácia dos deputados federais é impressionante! O projeto de lei aprovado, pasme!, praticamente legaliza o Caixa 2, autoriza partidos a negociarem imóveis, afrouxa a Lei da Ficha Limpa e, na maior cara de pau, anistia as multas que redundarem de contribuições irregulares.
A atitude dos senhores deputados contrasta de forma contundente com a tese segundo a qual houve grande renovação naquela Casa a partir da eleição de 2018. Falso. O que se renovou, aparentemente, foi o espírito de corpo de uma classe eleita pelo contribuinte que, em detrimento do interesse público, insiste no erro grosseiro, incorrigível e vergonhoso de legislar em causa própria.

Dançando à beira do abismo (3)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi o maestro da manobra desavergonhada levada a cabo na última quarta-feira. O ‘Botafogo’ (é assim que o Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht nominou o deputado em suas planilhas de propinas) parece não se importar com a opinião pública ou não levar em conta que sempre haverá um amanhã.
Maia talvez não conheça um antigo adágio que enuncia: ‘Você pode escolher o que vai semear, mas é obrigado e colher o que plantou’.

Saia justa
O projeto de lei aprovado na Câmara Federal já foi encaminhado para sanção presidencial (aprovação). Nas redes sociais os pedidos para que Bolsonaro vete o tal projeto são o assunto da hora. A pergunta que não vai calar facilmente é: o presidente vetará? Se vetar, baterá de frente com o Congresso; e se não vetar, perderá um pouco mais do capital político que vem perdendo entre os eleitores.

Saia justa (2)
O movimento Vem Pra Rua mandou avisar, pelo Twitter: “Dois caminhos possíveis para Bolsonaro: - vetar o absurdo aprovado por Maia e se manter ao lado do povo, ou - sancionar o absurdo aprovado por Maia e se manter ao lado dos corruptos. Não tem meio-termo”.
Faz lembrar 2013, não é? Dilma Rousseff que o diga. Naquele ano, 4 milhões de eleitores saíram às ruas para protestar.

VAR
Na última quinta-feira (19), a PF baixou no Congresso logo cedo e fez buscas no gabinete do senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo Jair Bolsonaro no Senado. Acredite, leitor: há gente na grande mídia acusando a PF de perseguição! Pode isso, Arnaldo?

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Revolução Farroupilha

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 20 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Funcionário Municipal’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Baterista’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Gaúcho’.


“A Guerra dos Farrapos – ou Revolução Farroupilha – foi como ficou conhecida a revolução ao guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e que resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense. Estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845” (Wikipedia).

Ato falho
O ex-presidente Michel Temer esteve no programa Roda Viva da TV Cultura esta semana. Na ocasião, afirmou: “Jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe”. Foi um equívoco de Temer, claro.
Questionada a respeito pelo Estadão, a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) disse: “Olha, ele sempre foi aliado do PT. Os diálogos do Intercept mostram que, em meio ao processo de impeachment, ele estava em altas conversas com Lula, objetivando minar Moro e salvar Dilma. Para ele, pessoalmente, foi péssimo virar presidente. Os ‘negócios’ dele ganharam visibilidade. Só os petistas insistem em culpá-lo. Ele não teve nenhuma participação no impeachment. Havia um grande acordo entre os partidos, para manter seus esquemas. Talvez por isso ele fale em golpe”.

Ato falho (2)
Depois, à rádio Gaúcha, o ex-presidente se explicou a respeito do lapso: “Só foi golpe se a Constituição for golpista”. Michel Temer talvez tenha feito questão de explicar sua fala em razão do ruído nas redes sociais dando conta de que ele teria reconhecido o ‘golpe’ dado em Dilma Rousseff.
Janaína Paschoal nos fez relembrar uma lei natural da vida política segundo a qual entre políticos não existem inimigos, mas adversários eventuais. É sempre bom ouvir o que ela tem a dizer!

Sergio Fernando Moro
O signatário tem um convite a fazer aos leitores: vamos procurar seguir mais de perto o ministro da Justiça e Segurança Pública daqui para frente? Explico. A cada dia que passa vai ficando mais e mais evidente que Jair Bolsonaro desprestigia Sergio Moro e há quem diga que uma das razões para isso é o fato de que o presidente sabe muito bem que não poderá contar com seu ministro da Justiça no caso de, hipoteticamente, um de seus filhos for investigado ou – por que não? – for preso.
Pela quarta vez o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adiou os trabalhos que ora tratam do projeto anticrime enviado pelo ministro da Justiça ao Congresso para discussões e votação. Pior: o projeto já está todo desfigurado e no governo não se vê o menor sinal ou manifestação a favor do mesmo.

Sergio Fernando Moro (2)
Dito isto, é inevitável perguntar: por que Sergio Moro ainda continua no governo? Aos fatos citados na nota acima, acrescente-se a perda inexorável de capital político do ministro com sua insistência em permanecer no governo, se submetendo às imolações da fritura política imposta pelo presidente.
Estaria Sergio Moro à espera de algum evento que torne impossível sua permanência na Justiça ou tudo pode ser resumido a uma estratégia de longo prazo? A conferir.

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História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 19 de setembro, é celebrado o ‘Dia Nacional do Teatro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Ortopedista’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Comprador’.


Nesta data, em 1956, foi aprovada a lei que autorizou o presidente Juscelino Kubitschek a transferir a capital do País para Brasília. À época a capital federal era o Rio de Janeiro.
Em tempo: a decisão de JK marcou o divisor de águas que selou a sorte da cidade dita ‘maravilhosa’. O presidente ‘bossa nova’ criou dois problemas para o Brasil na ocasião: arrumou uma dívida que até os dias atuais ainda não foi paga (detalhe: somos um País com mais de 50 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, isto é, na miséria total) e legou ao Rio de Janeiro problemas que só se agravaram no transcorrer dos tempos. O caos da Cidade Maravilhosa em 2019 começou, portanto, em 1956.

Fala que eu te escuto
“O que me preocupa é o fato de a base do governo no Congresso não estar constituída. Nós estamos com oito meses [de governo] e não temos uma definição clara sobre quem é base e quem é oposição. Não podemos levar em conta, para calcular a base, a votação da Reforma da Previdência na Câmara. Aquilo não foi fruto de apoio do governo, mas de uma grande articulação feita e coordenada pelo presidente [da Câmara] Rodrigo Maia (DEM-RJ). Então, me preocupa essa maioria não estar bem delineada. É uma regra básica e fundamental, mas às vezes as pessoas se descuidam. Num sistema presidencialista como o nosso, não se consegue governo sem uma maioria dentro do Congresso. Ou se tem essa maioria, ou não se governa. Eu acho que a palavra impeachment ficou um pouco corriqueira no Brasil. Não sem justificadas razões, porque já foi empregado duas vezes num período muito curto. Eu não diria um impeachment. Mas eu diria seríssimas dificuldades, que não saberia se ele [Bolsonaro] teria condições de superar”.
Do senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL), a respeito do governo Jair Bolsonaro, na Folha.

Fala que eu te escuto (2)
O fato de se gostar ou não de Fernando Collor não tem a menor importância. O que importa mesmo e é muitíssimo relevante na atual conjuntura está resumido em duas frases ditas por Collor no parágrafo acima: ‘Num sistema presidencialista como o nosso, não se consegue governo sem uma maioria dentro do Congresso. Ou se tem essa maioria, ou não se governa’. Detalhe: Jair Bolsonaro não tem maioria a tal maioria aventada pelo ex-presidente e atual senador de Alagoas.
E para quem já se esqueceu: Fernando Collor de Mello passou por doloroso processo de impeachment no ano de 1992 (pois é!) e sabe tudo, absolutamente tudo, a respeito de base governista. A falta ou a ausência de uma base parlamentar consistente no Congresso Nacional consistiu na maior razão para o infortúnio de Fernando Collor de Mello e, como não lembrar, de Dilma Vana Rousseff.

Casa de Apostas
Há quem diga que, em breve, haverá uma reforma ministerial. Dois ministros deverão deixar o governo mais cedo do que se imaginava há nove meses: Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça). Não vai haver tempo hábil para Guedes zerar o déficit público (lembra-se?) e Moro só pode estar à espera de que Fabrício Queiroz diga o que sabe.

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