Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Com Bolsonaro, país corre risco de virar Venezuela

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 17 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia do Funcionário Público Aposentado’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial de Combate à Desertificação e a Seca’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Gestor Ambiental’.


Quando os professores José Arthur Giannotti, Denis Lerrer Rosenfield e a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) dizem uma mesma coisa, é bom que se preste atenção. Afinal, cada um com suas qualificações, eles têm pouco em comum.
Giannotti disse: "Bolsonaro dá um passo além, em seguida dá um passo recuando. Aos poucos, vai instalando o Estado de modo em que ele possa se transformar em uma Venezuela".
Rosenfield: "No caso da experiência venezuelana, considerada por Lula um exemplo de democracia, processou-se a subversão da democracia por meios democráticos. As instituições democráticas foram inicialmente preservadas, enquanto o seu interior foi progressivamente minado. A imprensa e os meios de comunicação em geral foram, passo a passo, calados, o Legislativo perdeu suas funções, com o presidente passando a legislar por decretos, e o Supremo Tribunal, após ser atacado, foi cooptado. Milícias foram criadas e passaram a violentar e controlar os cidadãos. No Brasil, estamos vivendo um processo semelhante nos seus inícios, só que de sinal trocado".
Joice Hasselmann, ex-líder do governo Bolsonaro no Congresso: "Antes que o Brasil caia num chavismo de verdade com o sinal trocado, eu propus o processo de impeachment".
Antes da eleição presidencial de 2018 havia gente assustada com a possibilidade de o Brasil virar uma Venezuela na mão do PT. Deu-se o imprevisível e surgiu o risco de uma venezuelização com Bolsonaro.
Ele foi um capitão indisciplinado, Hugo Chávez foi um coronel golpista. Ambos foram eleitos e ambos eram paraquedistas. Uma vez no poder, Chávez aparelhou-o com militares e, nas palavras do vice-presidente Hamilton Mourão, "existe uma corrupção muito grande nas Forças Armadas venezuelanas. Elas perderam a mão em relação à missão que têm no país".
Bolsonaro nomeou centenas de militares da reserva e da ativa para cargos na sua administração. No Ministério da Saúde há ao menos 21. Seu governo mostrou-se tolerante com policiais militares amotinados, mas não mexeu com a disciplina dos quartéis. O chavismo firmou uma base numa milícia popular, enquanto a milícia bolsonarista é sobretudo eletrônica. As militâncias de Bolsonaro e do chavismo assemelham-se na hostilidade aos meios de comunicação, ao Congresso e ao Judiciário.
Bolsonaro repete que respeita a Constituição e nunca falou em referendos, enquanto Chávez atropelou as instituições durante seu primeiro mandato. Bolsonaro, como Chávez e Nicolás Maduro, produz uma crise por semana. A seu modo, tornou-se um excêntrico na comunidade internacional.
A grande diferença entre os dois países está nas suas economias. A brasileira é seis vezes maior que a venezuelana. Além disso, Pindorama tem empreendedores no andar de cima, enquanto a elite da Venezuela vivia nas tetas da riqueza do petróleo. A sociedade brasileira tem uma complexidade que a venezuelana nunca teve.
Essas ressalvas valem pouco. Se o passado explicasse tudo, o nazismo teria surgido na Grécia, não na Alemanha, e Cuba nunca teria virado um país comunista.
Assim como Paris encheu-se de nobres russos nos anos 20 do século passado, Miami está cheia de cubanos e venezuelanos que não acreditavam que seus países virassem o que viraram. Eles não deram atenção ao que diziam pessoas como Giannotti, Rosenfield e Hasselmann.
Artigo do jornalista ElioGaspari publicado no jornal Folha de São Paulo.

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Entenda essa crise política. É o poder mudando de mão

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 16 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia da Unidade Nacional’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Criança Africana’.


Essa súbita polarização na política, que deve estar assustando muita gente, é na realidade o fim de ciclo. O poder reinante neste País nos últimos 25 anos está sucumbindo, lutando com todos os seus meios para impedir o inevitável. Usam jogo sujo sim, mas é por puro desespero. Acreditem.
Quem está perdendo miseravelmente nesses últimos 30 anos são as indústrias, os sindicatos, os trabalhadores de chão de fábrica, as grandes cidades, os industriais cada vez mais falidos e subsidiados.
Quem está crescendo e ganhando é a agricultura. A agricultura já representa 25 % do PIB, contra 10% de anos atrás. Coloca mais serviços de advocacia, transporte, bancos e seu poder econômico passa a 30% mais ou menos. Significa crescente poder político, que ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o setor agrícola ainda não tem. (...)
A indústria sempre foi muito mais forte politicamente do que a agricultura, mas agora ela definha, não apresenta lucros, não tem mais poder financeiro. (...)
Nada menos que 45% de nossa população teve que abandonar a agricultura, abandonada que foi pelos ministros da Fazenda. Que nem sabem mais o significado de “Fazenda”, apropriado para a países destinados à agricultura, como o Brasil e a Argentina.(...)
Nossos industriais perceberam tardiamente que foi justamente a “substituição das importações” que iria gerar nossa estagnação e não inovação, e lentamente destruímos a nossa indústria nascente a partir de 1987. De 27% do PIB, a indústria entrou numa espiral descendente para 11% hoje. Os advogados contratados são na maioria de recuperação financeira. Que reviravolta! (...)
Com o Covid, haverá uma fuga das grandes cidades para o campo, dos apartamentos para casas, dos escritórios para o Zoom. E em mais quatro ou cinco anos, a agricultura terá provavelmente o poder político que merece, elegerá quem quiser, com ou sem Bolsonaro candidato em 2022.
E todos sabemos que no Brasil “dinheiro é poder”. “Followthemoney”, como diria Sérgio Moro.
Na cidade Agronômica, Bolsonaro ganhou com 79% dos votos.
Na cidade de Sorriso teve 74% dos votos.
Na cidade Rio Fortuna teve 68% dos votos.
Em Mato Grosso do Sul teve 61% dos votos.
Vejam os mapas da fronteira agrícola e os votos dados ao Bolsonaro em 2018.
Quem elegerá os nossos Presidentes em 2022, 2026, 2030 será provavelmente a bancada agrícola, não a bancada industrial, sindical, nem a urbana. (...)
Nesse caso a agricultura demonstra que consegue colocar pessoas além do Ministério da Agricultura, dando suporte a essa tese. Bolsonaro colocou uma engenheira agrônoma como Ministra da Agricultura, em vez de um político e advogado como Wagner Rossi, indicado por Lula e Dilma. Será o constante crescimento do Comunitarismo da pequena cidade daqui para a frente, em detrimento das ideologias do passado que fracassaram.
Artigo do guru brasileiro em administração, Stephen Kanitz, publicado em blog.kanitz.com.br

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Quem não se comunica se trumbica

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 15 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia do Paleontólogo’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa’.


Não deve ser levada a sério – também! – a justificativa presidencial segundo a qual a criação de mais um ministério, o das Comunicações, tem por meta melhorar a comunicação do Governo Federal com o povo. Estamos voltando aos tempos da ‘contabilidade criativa’ do governo Dilma Rousseff, usada para encobrir ‘pedaladas fiscais’. Agora a ‘contabilidade criativa’ é usada para encobrir a contagem sinistra de mortos pela Covid-19. E a criação de ministérios para evitar a chaga do ‘impeachment’...

Correio elegante
Na sexta-feira,12, apareceu a seguinte mensagem na conta do Twitter do presidente: “Depois do Congresso apoiar R$ 500 para o auxílio emergencial, estudos do governo federal, com responsabilidade fiscal e apoio da liderança do governo na Câmara, o Ministério da Economia alcançou os R$ 600 pagos em 3 parcelas. O maior programa de auxílio aos mais necessitados do mundo”.

Correio elegante (2)
E apareceu a seguinte resposta do deputado Marcelo Aro: “Presidente, isso não é verdade. Vamos contar a história real? Fui relator do projeto. Seu governo foi contra o meu relatório desde o primeiro momento. Vocês não admitiam um valor acima de R$ 200. Construí junto com sua base de apoio do centro e a oposição um texto com um valor de R$ 500. Somente quando viram que o projeto seria aprovado, mesmo com os votos do governo contrários, seu governo sugeriu construir um acordo. Não foi estudo. Foi um telefonema. Nessa ligação, decidimos que o acordo, para o governo não ficar de fora, seria de R$ 600. Essa é a história verdadeira e o senhor sabe disso”.

Correio elegante (3)
Marcelo Aro (PP-MG) é o deputado federal responsável pela relatoria do projeto que criou o auxílio emergencial, que muito tem ajudado brasileiros mal das pernas nesta pandemia da Covid-19, e que por ora faz o presidente da República passar por mentiroso.

Oráculo
“O presidente não corre nenhum risco; nem de ser perseguido, nem de ser protegido pelo TSE. A lógica de um tribunal não é amigo, inimigo, adversário ou aliado. A lógica de um tribunal é certo ou errado, justo ou injusto, legítimo ou ilegítimo e assim que se moverá o Tribunal Superior Eleitoral examinando com imparcialidade as provas, fazendo o que é certo fazer. Ninguém deve esperar que o TSE seja ator político, que vá decidir com base no grau de sustentação política do presidente na sociedade. Isso não é papel dele. Nós julgaremos com base no direito e nas provas. O TSE pode o que a Constituição e a legislação dizem que ele pode, de acordo com a prova dos autos e a convicção da maioria dos ministros”.
Do agora presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso, falando a correspondentes estrangeiros.

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Estupidez em cima de estupidez!

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 12 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia do Correio Aéreo Nacional’; e
- Também hoje se comemora o ‘Dia dos Namorados’.
- Nesta data, em 2014, começava a Copa do Mundo FIFA no Brasil, aquela do 7x1...


O título deste artigo é autoplagiado do meu livro Como Matar a Borboleta Azul: uma Crônica da Era Dilma. No capítulo sobre os anos 2014 e 2015, tratei da má condução da economia e das escolhas que se revelariam estúpidas, ainda que não mal-intencionadas. Falava ali sobre o ensaio de Carlo Cipolla, As Leis Fundamentais da Estupidez Humana. (...)
A primeira reza que sempre e inevitavelmente cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos em circulação. A segunda lei estabelece que a probabilidade de certa pessoa ser estúpida é independente de qualquer outra característica dela própria. A terceira defende que uma pessoa estúpida é aquela que causa danos a outras sem tirar nenhum proveito para si, podendo até sofrer prejuízo com isso. A quarta lei mostra que as pessoas não estúpidas desvalorizam sempre o potencial nocivo das estúpidas. A quinta advoga, enfim, que o estúpido é o tipo de pessoa mais perigoso que existe. (...)
Penso que Cipolla estaria muito fascinado em ver como as leis da estupidez funcionam na prática e como a sua tentativa de traçar as linhas mestras da natureza humana, sobretudo da natureza dos estúpidos, está tão bem representada no Brasil de Bolsonaro.
A reunião ministerial de 22 de abril de 2020 que o diga. Lá há estúpidos aglomerados, falando sem freio, sem noção de si ou do cargo que ocupam, sobre o País estraçalhado pela pandemia e pelo governo de Jair Bolsonaro. Nada daquilo surpreende, embora tudo choque. Choca a fala do ministro do Meio Ambiente quando menciona “passar a boiada” na Amazônia. Choca a fala do ministro da Educação sobre as instituições democráticas do País. Choca a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que essa – a crise humanitária – é uma espécie de oportunidade para o governo ganhar dinheiro ajudando as grandes empresas. As pequenininhas, afinal, não valem o esforço, segundo Guedes. Com elas, o governo perderia dinheiro.
Embora todas as falas sejam chocantes e profundamente estúpidas pelos danos que causam ao País e a quem as profere, ative-me à de Guedes. (...)
Sua fala revela alguém que se comporta como um gestor de fundo de quintal ao afirmar que seria possível o governo lucrar dando dinheiro para as grandes empresas. Reflitam por um momento: eu não comecei este artigo falando sobre a gestão Dilma à toa. Quando foi a última vez que o governo lucrou dando dinheiro para grandes empresas?
Guedes conseguiu a proeza de sair-se muito pior do que Guido Mantega, quando este defendia as políticas de campeões nacionais. Porque lá, ao menos, a ideia era fazer o País crescer. Agora, a ideia é lucrar no meio de uma crise humanitária, com dezenas de milhares de mortos e com o Brasil tornando-se, rapidamente, o epicentro da pandemia. Mais. Guedes falou em lucrar com grandes empresas enquanto as pessoas penam para receber o auxílio emergencial, enquanto o governo faz de tudo para dificultar o pagamento. E ele ainda tem o desplante de dizer que não haverá dinheiro para prorrogá-lo. Não se trata de não saber fazer conta. Trata-se de má intenção mesmo. Sem contar que salvar grandes empresas geraria uma imensa distorção no Brasil, já demasiado concentrado.
Artigo da economista Monica de Bolle, publicado no jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

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Meu Brasil brasileiro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 11 de junho de 2020, é celebrado o 'Dia da Marinha Brasileira';
- Também hoje se comemora o 'Dia do Educador Sanitário';
- Os católicos comemoram hoje o 'Dia de Corpus Christi' - uma linda homenagem à eucaristia.

 

A revista digital 'Crusoé' informa que "na reunião ministerial [da última terça-feira, dia 09], o ministro da CGU [Controladoria-Geral da União], Wagner Rosário, disse que mais de 22 mil brasileiros que vivem no exterior pediram auxílio emergencial.
Rosário contou ainda que 86 mil proprietários de carros com valor acima de R$ 60 mil solicitaram a liberação do benefício. Em uma força-tarefa, a CGU identificou os casos e barrou a liberação dos recursos.
Foram identificados 206 mil casos na primeira rodada e, na segunda, esse número caiu para 30 mil. Muitas das irregularidades estão sendo corrigidas".

Meu Brasil brasileiro (2)
Na última sexta-feira (05), assunto da mesmíssima cepa foi comentado aqui neste espaço. Não se trata, portanto, de assunto requentado e nem é fato deste humilde colunista ser monotemático mas, infelizmente, de uma questão de índole.

Meu Brasil brasileiro (3)
Vou insistir em uma nota que julgo pertinente, publicada no dia 05: "Vamos combinar? O [mal] do Brasil somos nós brasileiros, né? A gente fala mal dos políticos, fala mal de tudo com o que não concordamos [nos] governos -todos os três- mas na hora de agir, de pôr em prática o que a ética preconiza, então capitulamos às facilidades, às comodidades, ao jeitinho e às atitudes que nada têm a ver com civilidade, com educação, com [o devido] respeito a tudo o que não nos diz respeito".

Fala que eu te escuto
"O bolsonarismo inspirado em Luciano Hang quer contar apenas os mortos por Covid-19 nas últimas 24 horas. O problema desse número é que ele é mentiroso, porque o número de mortos nas últimas 24 horas não corresponde ao número de mortos nas últimas 24 horas.
Explico. Se eu morresse hoje por Covid-19, mas meu exame ainda estivesse pendente na lista de espera, minha morte não seria contabilizada hoje, data efetiva da minha morte, e sim quando o exame fosse concluído daqui a uma semana, daqui a duas semanas, sabe-se lá quando. Entendeu qual é a jogada?
O bolsonarismo quer eliminar 2/3 das mortes que ocorrem num determinado dia e que não são contabilizadas simplesmente porque o Brasil não testa ninguém. Eu morro hoje, mas minha morte não vai aparecer nas estatísticas do Jornal Nacional, emporcalhando a imagem do bananeiro do Palácio do Planalto.
A contabilidade do Luciano Hang está diretamente ligada à contabilidade de suas lojas e a contabilidade do Bolsonaro está diretamente ligada a contabilidade eleitoral. Os mortos não compram geladeiras e não votam."
Do jornalista Diogo Mainardi, em 'podcast' para o site 'O Antagonista'.

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 Sorte e saúde sempre!

 

A palavra é prata, o silêncio é ouro

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwel
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Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 10 de junho de 2020, é celebrado o aniversário de Foz do Iguaçu, 106 anos!
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Língua Portuguesa’;
- A data também é de celebração do ‘Dia da Raça Portuguesa’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia da Artilharia’ [Exército Brasileiro].


Nosso presidente certamente não conhece este provérbio árabe, não é? Se soubesse, não seria pilhado pelo site ‘O Antagonista’ que registrou: “Luiz Henrique Mandetta (ex-ministro da Saúde  de  Bolsonaro] disse à GloboNews que a falta de informações sobre o coronavírus pode favorecer as fake news e acabar com a credibilidade do Ministério da Saúde.
Ao compartilhar a própria entrevista no Twitter, o ex-ministro ainda alfinetou Jair Bolsonaro, usando a citação bíblica que o presidente costuma explorar”.

A palavra é prata, o silêncio é ouro (2)
“Conforme João 8:32, ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’. Não basta citar, tem que praticar”, escreveu Mandetta.
Comentário: noves fora o escandaloso e, consequentemente, constrangedor recuo de Bolsonaro em relação aos seus recentes acordos com o ‘Centrão’ – que demonizou como ninguém durante a campanha eleitoral – seria  proveitoso ao mandatário vir a conhecer outro provérbio pra não ser jamais esquecido: “Melhor que sejas senhor de teu silêncio que escravo de tuas palavras”. O autor? William Shakeaspeare.

Oráculo
- “O problema é como fortalecer e ficar bem claro qual é o alvo da política de Bolsonaro: é uma privatização dos aparelhos de Estado.”
Para que propósito?
- “Manutenção de um grupo político que vive disso. É (Nicolás) Maduro (presidente da Venezuela).”
Do professor de filosofia da USP José Arthur Giannotti (90), em entrevista ao jornal O Globo.

Porque haverá golpe
“Bolsonaro é a encarnação de um corpo adulto cuja mente é habitada e governada pela criança ressentida. (...)
Não estamos diante de um bufão histriônico que bate bumbo na praça de uma pequena cidade do interior. O número que encena é a expressão da criança intolerante, que se apresenta como o redentor que vai borrar todos limites e limitações, valendo-se de um discurso raivoso, apalhaçado e de fácil compreensão que consegue fascinar uma plateia desiludida e em penúria. É compreensível que passe a acompanhá-lo, formando uma legião de batedores de bumbo. (...)
Encurralado por uma mente que serve a criancinha com quem está identificado, que não aceita nem suporta modalidade alguma de “cinto”, ele precisa, para solucionar a ameaça que continuadamente o atormenta, criar um mundo em que todas as cadeirinhas sejam destruídas”.
Do psicanalista Luiz Meyer, em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo.

Perguntar não ofende
Ainda que não seja só uma a pergunta: 1. Abraham Weintraub ainda está ministro? 2. Paulo Guedes e sua equipe ainda acham que são capazes de tirar o Brasil da depressão econômica que já começou?

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China passa Brasil e se torna maior parceiro comercial da Argentina

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 09 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional de Anchieta’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Porteiro’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Tenista’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia da Imunização’.

Embaixador chinês em Buenos Aires acerta liberação de compra de mais produtos agropecuários.
A Bloomberg despacha que as compras chinesas de soja brasileira voltaram a crescer “para tirar proveito do produto barato devido à safra abundante e à desvalorização da moeda”, o real. Prevê mais um mês assim.
Vale também para a Argentina, até mais. “China tira do Brasil o posto de maior parceiro comercial”, noticiaram Clarín e a agência Telam, destacando o salto de 50% nas compras chinesas dos produtos argentinos, sobretudo soja e carne bovina. O site Infobae arrisca que a mudança deve valer para o ano todo.
Pesa também, para tanto, “o colapso do comércio com o Brasil”. Segundo o ÁmbitoFinanciero, as exportações para o vizinho, em meio à pandemia, “atingiram o seu pior nível em 16 anos”.
O jornal financeiro publicou longa entrevista com o embaixador chinês em Buenos Aires, ZouXiaoli, que posteriormente se encontrou com o ministro da Agricultura para formalizar a liberação da compra de novos produtos, de limão e grão de bico a outras carnes.
Deu na coluna de Nelson de Sá, na Folha de São Paulo.

Duas faces
Existem empresários e empresários. O restaurante La Casserole, tradicional casa de pasto do andar de cima, está comemorando seu 66º aniversário com uma campanha para arrecadar recursos, destinados a fornecer refeições para 6.600 necessitados do centro de São Paulo. Cada R$ 20 doados servirão para cobrir os custos de uma refeição. A iniciativa ajudará também as famílias de 50 funcionários, parceiros e fornecedores.
Com 192 doadores, já conseguiram R$ 52 mil. Um freguês deu R$ 4.000.
Na outra ponta fica a Enel, concessionária de energia de São Paulo. Tendo retirado das ruas os funcionários que liam os relógio do consumo, cobrou R$ 7.000 ao Casserole, que está parado. A conta não deveria ter chegado a R$ 100, mas ela se baseou no consumo médio do último ano. Apanhada, ela promete compensar suas vítimas.
Nota publicada na coluna de ElioGaspari, no jornal O Globo.

Fala que eu te escuto
“Não há oposição entre economia e saúde. Pelo contrário, é uma relação de dependência. Se não for evidenciado a uma população que o Estado, que o poder público, se preocupa com a sua saúde, com a vida das pessoas, não adianta dizer para elas saírem às ruas. Não adianta dizer ‘sigam a vida normal’, porque elas estão observando o que está acontecendo no mundo inteiro em relação a esse vírus e vão deixar de consumir e vão deixar de investir”.
Do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB-RS), em entrevista ao site Poder360.

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Meu Brasil brasileiro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 05 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia da Ecologia’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial do Meio Ambiente’.

 


O site ‘O Antagonista’ registrou: um terço das famílias de classes A e B pediram coronavoucher. O coronavoucher foi pedido por um terço das famílias das classes A e B – 69% das quais receberam os 600 reais. É o que mostra uma pesquisa do instituto Locomotiva, reproduzida pelo Valor.
“Para burlar as regras do programa e obter o benefício, integrantes dessas famílias de classes mais altas estão omitindo a renda familiar no cadastro no site da Caixa Econômica Federal. São esposas de empresários, jovens de famílias de classe média e servidores aposentados”. Um escândalo.

Meu Brasil brasileiro (2)
Vamos combinar? O pior do Brasil somos nós brasileiros, né? A gente fala mal dos políticos, fala mal de tudo com o que não concordamos a respeito de governos –todos os três– mas na hora de agir, de pôr em prática o que a ética preconiza, então capitulamos às facilidades, às comodidades, ao jeitinho e às atitudes que nada têm a ver com civilidade, com educação, com respeito a tudo o que não diz respeito a nós mesmos.

‘O Brasil não tem jeito’
Tem, sim. Mas é como a história daquele padre que conheci no Centro de Convivência Shalom. E para início da história: ele tinha um filho também padre! O padre a quem me refiro enviuvou e em seguida entrou para um seminário e ordenou-se. O filho resolveu seguir o mesmo caminho, donde a incrível e insólita situação.
Na ocasião ele abordou a questão do fim do mundo, coisa tão antiga quanto questões como ‘de onde viemos’ ou ‘para onde vamos’. E lembrou que isto é coisa de muitos séculos, de um tempo em que a longevidade humana era inferior aos 50 anos.
Então, em 1920 era comum ouvir as pessoas dizerem que no ano 2000 o mundo iria acabar. E acabou mesmo! Quem em 1920 disse ou ouviu a tese certamente não viveu para ver 'o fim do mundo', não é? Para esses o mundo acabou mesmo.

‘O Brasil não tem jeito’ (2)
Agora, caro leitor, em lugar de ‘o mundo vai acabar’ a gente deve colocar ‘o Brasil não tem jeito”. Tem, só que eu e você - que ora lê estas mal traçadas linhas - não estaremos vivos para comprovar. Aí pode haver alguém que pergunte: e por que os EUA deram certo e nós ainda não? Pois é, a independência de ambas nações tem um intervalo de tão somente 46 anos (EUA em 1776 e o Brasil em 1822), mas o dado é quase irrelevante para explicar nossas diferenças. Tais detalhes só podem ser respondidos se a gente se dispor a estudar o processo histórico.

‘O Brasil não tem jeito’ (3)
E em se tratando de processo histórico: veja, caro leitor, que para início de conversa todos sabemos que os ingleses que foram para os Estados Unidos não tinham em mente as mesmas metas que os portugueses que vieram pra cá, certo? Por aqui forjou-se um povo cuja característica mais forte é e por muito tempo ainda será a leniência.

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Uma carta de Mussolini para Bolsonaro: 'os fascistas comiam com as mãos'

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 04 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Engenheiro Agrimensor’.
- Nesta data, em 1950, a TV Tupi realizou a primeira transmissão experimental de televisão no Brasil.


Capitão Bolsonaro,
O senhor usou uma frase que eu repeti em 1932: “É melhor viver um dia como leão que cem anos como cordeiro”. O Donald Trump também a usou. Escrevo-lhe para retificar essa fanfarronada, uma das muitas que soltei pela vida. Eu morri como um gatinho.
Na tarde de 27 de abril de 1945 os russos estavam perto de Berlim e eu fugia pelo norte da Itália num comboio alemão, vestindo o capote de um cabo da Wehrmacht, escondido dentro de um capacete.
Fomos interceptados por uma patrulha de combatentes italianos e fui reconhecido no fundo do veículo. Aprisionado, levaram-me para uma casa, onde passei a noite. Pela manhã, deram-me algum salame e pão. O Partido Comunista destacou uma patrulha para me matar e à tarde chegou o “Coronel Valerio”. Fui metralhado diante do portão.
Fiquei cerca de 24 horas com meus captores e são muitas as versões do que aconteceu nesse período, mas nenhuma delas registra momentos de bravura. Não sei se há coragem no suicídio, pois nunca pensei em me matar. Hitler matou-se dois dias depois. Um dia encontrei aqui o Getúlio Vargas e ele me explicou que, matando-se, dobrou seus inimigos. É verdade, mas eu, como Napoleão Bonaparte, não tinha essa carta. Havia enfiado a Itália numa guerra e ela estava perdida.
O que os italianos fizeram com meu cadáver, pendurando-me de cabeça para baixo num posto de gasolina, foi apenas uma prova da volubilidade daquele povo. Uma gente que me adorava, ainda que a recíproca não fosse verdadeira. (...) Eu cheguei ao poder nos braços do povo, com os punhos da minha milícia. Eram chamados de “squadristi”.
O Hitler copiou esse modelo e depois liquidou-o, criando coisa pior. Eles aterrorizavam os adversários políticos, espancavam esquerdistas e empastelavam jornais. O chefe dessa milícia era Roberto Farinacci. Ladrão, colecionava denúncias contra minha família. (Minha filha teve 95 apartamentos em Roma, mas essa é outra história.)
Farinacci passava-se por ideólogo, mas era apenas um bajulador de plutocratas. Por coincidência, foi fuzilado no mesmo dia que eu. Dizem que deixou o equivalente a € 10 milhões. Em 1943, me contaram que guardava 80 quilos de ouro em casa. O poder subiu-lhe à cabeça e acabou metendo-se com uma marquesa de dois nomes e três sobrenomes.
Farinacci não morreu como um leão, porque se deixou capturar. Também não morreu como um gatinho, pois encarou o pelotão de fuzilamento e gritou “viva a Itália”.
Os meus milicianos emporcalharam o fascismo. Poucos morreram no campo de batalha. Alguns aninharam-se com a elite, mas a maioria meteu-se com boquinhas. Daí a maledicência segundo a qual todos os políticos comem, mas os fascistas comiam com as mãos.
Despeço-me, sugerindo que me esqueça.
Benito Mussolini
Artigo do jornalista ElioGaspari, publicado no jornal Folha de São Paulo.

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Collor pede desculpas pelo seu ‘erronomics’

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 03 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional da Educação Ambiental’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Profissional de RH’.


Sequestraram toda a poupança da população acima de R$ 500,00, e tiraram todo o capital de giro das empresas aplicado em títulos públicos.
Acabaram com a inflação acabando com a Economia, um absurdo.
Nos 30 anos seguintes devemos ter pago juros reais 2% mais elevados do que o necessário, porque investidores passaram a incluir o “risco Collor”, a possibilidade de outra equipe fazer tudo de novo.
Meses depois eu entrevistei o Presidente Collor, com a jornalista Cida Damasco da [revista] Exame, e no final eu pedi para quebrar o protocolo, e lhe entreguei meu estudo “A Superestimação da Inflação”, que vocês encontram na internet.
Mostrei que a inflação iria voltar apesar do seu plano, porque no fundo o problema era outro.
– “A inflação é superestimada porque nossos economistas acreditam nos 10 x sem juros”.
Ao usarem os preços a prazo, que incluem juros e inflação futura, eles superestimam a inflação.
Quanto maior o número de meses de prazo, maior é a inflação superestimada.
Entreguei uma série de simulações numa planilha, mas as duas frases acima já eram uma síntese suficiente para levantar uma pulga atrás da orelha.
Ele pegou o estudo e agradeceu.
Não abriu, não ficou curioso, não fez nenhuma pergunta, não agradeceu.
Nunca entendi esse comportamento.
Talvez ele não quisesse demonstrar sua ignorância no assunto.
Mas ele era o Presidente, não precisava saber de tudo, bastava ouvir quem sabia de algo específico.
Foi o mais próximo que eu já cheguei a corrigir esse erro, que aponto há mais de 40 anos, e que continua até hoje.
Continuam incluindo preços a prazo do varejo, do atacado, da indústria de transformação no índice de inflação como sendo preços do passado, quando na realidade são preços do futuro.
São preços que embutem a inflação futura, além da inflação passada que querem medir.
Cometem dupla contagem.
Por isso somos um país mal administrado e sem futuro.
Levamos mais de 40 anos para resolver nossos verdadeiros problemas, como esse da Superestimação da Inflação, ainda não resolvido.
Do guru brasileiro em administração, Stephen Kanitz. Publicado em blog.kanitz.com.br

Com o dinheiro dos outros
Deu no site Poder360: “Mais de R$ 2 bilhões destinados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral, já estão com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para serem distribuídos entre os partidos políticos. O dinheiro deverá ser empregado pelos partidos no financiamento de suas campanhas nas eleições municipais de 2020.
O TSE tem agora 15 dias para divulgar o valor a que cada legenda terá direito. A Corte Eleitoral já iniciou os cálculos para saber quanto cada partido receberá”.
Sem querer ser do contra: parece coisa de país rico, né não?

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