Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Dançando à beira do abismo

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sábado, dia 21 de setembro, é celebrado o ‘Dia Internacional da Paz’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial da Doença de Alzheimer’;
- A data também é de comemoração do ‘Dia Nacional das Pessoas com Deficiências’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia da Árvore’.


Na última quarta-feira, enquanto muitos brasileiros se distraíam vendo o Athletico Paranaense vencer o Internacional de Porto Alegre em pleno Beira-Rio, em Brasília - na Câmara - os nobres representantes federais de nosso povo aprovaram um projeto de lei eleitoral que lhes faculta, dentre muitas ousadias, o pagamento de multas eleitorais e de advogados de investigados e o uso de 100% das emendas de bancada para serem usados nas campanhas eleitorais de 2020 – sem limites!
Atenção, eleitor: tudo isso será feito com o seu, o meu, o nosso suado dinheirinho, ‘tá ok’?

Dançando à beira do abismo (2)
A audácia dos deputados federais é impressionante! O projeto de lei aprovado, pasme!, praticamente legaliza o Caixa 2, autoriza partidos a negociarem imóveis, afrouxa a Lei da Ficha Limpa e, na maior cara de pau, anistia as multas que redundarem de contribuições irregulares.
A atitude dos senhores deputados contrasta de forma contundente com a tese segundo a qual houve grande renovação naquela Casa a partir da eleição de 2018. Falso. O que se renovou, aparentemente, foi o espírito de corpo de uma classe eleita pelo contribuinte que, em detrimento do interesse público, insiste no erro grosseiro, incorrigível e vergonhoso de legislar em causa própria.

Dançando à beira do abismo (3)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi o maestro da manobra desavergonhada levada a cabo na última quarta-feira. O ‘Botafogo’ (é assim que o Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht nominou o deputado em suas planilhas de propinas) parece não se importar com a opinião pública ou não levar em conta que sempre haverá um amanhã.
Maia talvez não conheça um antigo adágio que enuncia: ‘Você pode escolher o que vai semear, mas é obrigado e colher o que plantou’.

Saia justa
O projeto de lei aprovado na Câmara Federal já foi encaminhado para sanção presidencial (aprovação). Nas redes sociais os pedidos para que Bolsonaro vete o tal projeto são o assunto da hora. A pergunta que não vai calar facilmente é: o presidente vetará? Se vetar, baterá de frente com o Congresso; e se não vetar, perderá um pouco mais do capital político que vem perdendo entre os eleitores.

Saia justa (2)
O movimento Vem Pra Rua mandou avisar, pelo Twitter: “Dois caminhos possíveis para Bolsonaro: - vetar o absurdo aprovado por Maia e se manter ao lado do povo, ou - sancionar o absurdo aprovado por Maia e se manter ao lado dos corruptos. Não tem meio-termo”.
Faz lembrar 2013, não é? Dilma Rousseff que o diga. Naquele ano, 4 milhões de eleitores saíram às ruas para protestar.

VAR
Na última quinta-feira (19), a PF baixou no Congresso logo cedo e fez buscas no gabinete do senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo Jair Bolsonaro no Senado. Acredite, leitor: há gente na grande mídia acusando a PF de perseguição! Pode isso, Arnaldo?

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Sorte e saúde sempre!

 

Revolução Farroupilha

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 20 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Funcionário Municipal’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Baterista’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Gaúcho’.


“A Guerra dos Farrapos – ou Revolução Farroupilha – foi como ficou conhecida a revolução ao guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e que resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense. Estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845” (Wikipedia).

Ato falho
O ex-presidente Michel Temer esteve no programa Roda Viva da TV Cultura esta semana. Na ocasião, afirmou: “Jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe”. Foi um equívoco de Temer, claro.
Questionada a respeito pelo Estadão, a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) disse: “Olha, ele sempre foi aliado do PT. Os diálogos do Intercept mostram que, em meio ao processo de impeachment, ele estava em altas conversas com Lula, objetivando minar Moro e salvar Dilma. Para ele, pessoalmente, foi péssimo virar presidente. Os ‘negócios’ dele ganharam visibilidade. Só os petistas insistem em culpá-lo. Ele não teve nenhuma participação no impeachment. Havia um grande acordo entre os partidos, para manter seus esquemas. Talvez por isso ele fale em golpe”.

Ato falho (2)
Depois, à rádio Gaúcha, o ex-presidente se explicou a respeito do lapso: “Só foi golpe se a Constituição for golpista”. Michel Temer talvez tenha feito questão de explicar sua fala em razão do ruído nas redes sociais dando conta de que ele teria reconhecido o ‘golpe’ dado em Dilma Rousseff.
Janaína Paschoal nos fez relembrar uma lei natural da vida política segundo a qual entre políticos não existem inimigos, mas adversários eventuais. É sempre bom ouvir o que ela tem a dizer!

Sergio Fernando Moro
O signatário tem um convite a fazer aos leitores: vamos procurar seguir mais de perto o ministro da Justiça e Segurança Pública daqui para frente? Explico. A cada dia que passa vai ficando mais e mais evidente que Jair Bolsonaro desprestigia Sergio Moro e há quem diga que uma das razões para isso é o fato de que o presidente sabe muito bem que não poderá contar com seu ministro da Justiça no caso de, hipoteticamente, um de seus filhos for investigado ou – por que não? – for preso.
Pela quarta vez o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adiou os trabalhos que ora tratam do projeto anticrime enviado pelo ministro da Justiça ao Congresso para discussões e votação. Pior: o projeto já está todo desfigurado e no governo não se vê o menor sinal ou manifestação a favor do mesmo.

Sergio Fernando Moro (2)
Dito isto, é inevitável perguntar: por que Sergio Moro ainda continua no governo? Aos fatos citados na nota acima, acrescente-se a perda inexorável de capital político do ministro com sua insistência em permanecer no governo, se submetendo às imolações da fritura política imposta pelo presidente.
Estaria Sergio Moro à espera de algum evento que torne impossível sua permanência na Justiça ou tudo pode ser resumido a uma estratégia de longo prazo? A conferir.

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Sorte e saúde sempre!

 

História

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 19 de setembro, é celebrado o ‘Dia Nacional do Teatro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Ortopedista’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Comprador’.


Nesta data, em 1956, foi aprovada a lei que autorizou o presidente Juscelino Kubitschek a transferir a capital do País para Brasília. À época a capital federal era o Rio de Janeiro.
Em tempo: a decisão de JK marcou o divisor de águas que selou a sorte da cidade dita ‘maravilhosa’. O presidente ‘bossa nova’ criou dois problemas para o Brasil na ocasião: arrumou uma dívida que até os dias atuais ainda não foi paga (detalhe: somos um País com mais de 50 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, isto é, na miséria total) e legou ao Rio de Janeiro problemas que só se agravaram no transcorrer dos tempos. O caos da Cidade Maravilhosa em 2019 começou, portanto, em 1956.

Fala que eu te escuto
“O que me preocupa é o fato de a base do governo no Congresso não estar constituída. Nós estamos com oito meses [de governo] e não temos uma definição clara sobre quem é base e quem é oposição. Não podemos levar em conta, para calcular a base, a votação da Reforma da Previdência na Câmara. Aquilo não foi fruto de apoio do governo, mas de uma grande articulação feita e coordenada pelo presidente [da Câmara] Rodrigo Maia (DEM-RJ). Então, me preocupa essa maioria não estar bem delineada. É uma regra básica e fundamental, mas às vezes as pessoas se descuidam. Num sistema presidencialista como o nosso, não se consegue governo sem uma maioria dentro do Congresso. Ou se tem essa maioria, ou não se governa. Eu acho que a palavra impeachment ficou um pouco corriqueira no Brasil. Não sem justificadas razões, porque já foi empregado duas vezes num período muito curto. Eu não diria um impeachment. Mas eu diria seríssimas dificuldades, que não saberia se ele [Bolsonaro] teria condições de superar”.
Do senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL), a respeito do governo Jair Bolsonaro, na Folha.

Fala que eu te escuto (2)
O fato de se gostar ou não de Fernando Collor não tem a menor importância. O que importa mesmo e é muitíssimo relevante na atual conjuntura está resumido em duas frases ditas por Collor no parágrafo acima: ‘Num sistema presidencialista como o nosso, não se consegue governo sem uma maioria dentro do Congresso. Ou se tem essa maioria, ou não se governa’. Detalhe: Jair Bolsonaro não tem maioria a tal maioria aventada pelo ex-presidente e atual senador de Alagoas.
E para quem já se esqueceu: Fernando Collor de Mello passou por doloroso processo de impeachment no ano de 1992 (pois é!) e sabe tudo, absolutamente tudo, a respeito de base governista. A falta ou a ausência de uma base parlamentar consistente no Congresso Nacional consistiu na maior razão para o infortúnio de Fernando Collor de Mello e, como não lembrar, de Dilma Vana Rousseff.

Casa de Apostas
Há quem diga que, em breve, haverá uma reforma ministerial. Dois ministros deverão deixar o governo mais cedo do que se imaginava há nove meses: Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça). Não vai haver tempo hábil para Guedes zerar o déficit público (lembra-se?) e Moro só pode estar à espera de que Fabrício Queiroz diga o que sabe.

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A Arábia Saudita é aqui

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 18 de setembro, é celebrado o ‘Dia dos Símbolos Nacionais’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma’ (tipo de câncer que acomete os olhos na infância).


Deu no BrazilJournal: “Um ataque à maior refinaria da Arábia Saudita causou um incêndio gigantesco e deve paralisar metade da produção de petróleo do país, tirando do mercado 5 milhões de barris/dia -  cerca de 5% da produção mundial - e aumentando a volatilidade do mercado num momento de incerteza na economia mundial”.
Há que diga que os Estados Unidos responsabilizaram o Irã pelo evento, há quem diga que membros de um grupo terrorista do Iêmen assumiram a autoria do possível atentado e há quem diga que para o governo da Arábia Saudita uma audácia dessas não vai ficar por isso mesmo e nem sair barato para os autores.
E para nós aqui no Brasil, consumindo uma das gasolinas mais caras do mundo, sobrou um provável e nem um pouco agradável aumento de cerca de 10% nos preços...

Amanhã começa tudo de novo
Jair Bolsonaro provavelmente reassumirá, a partir de amanhã, a presidência da República, depois de passar por cirurgia. Preparemo-nos para mais verborragia, mais crises, mais problemas políticos. Que ninguém se engane com Jair Bolsonaro: como lembrou recentemente (no programa Roda Viva da TV Cultura) o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) – agora desafeto do presidente – todo esse ‘palanque’ presidencial tem método, propósito e, claro, razão de ser: 2022, claro.

E a nova CPMF vem aí
Pois é. O governo dispensou o Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra, que defendia a volta da CPMF, mas a ideia continua. Por algumas razões bem simples: a mais forte e certa ensina há anos que governos não criam riqueza, só despesas. E essas despesas são pagas com a arrecadação de impostos. E só com a Nova CPMF o governo de Jair Bolsonaro terá grana para honrar os inarredáveis compromissos do Estado.

E a nova CPMF vem aí (2)
Só que Jair Bolsonaro defende desde os tempos de campanha que a volta da CPMF ele não aceita nem aceitará. Bem, quem quiser acreditar em Bolsonaro, fique à vontade. Assim como a demissão do secretário Marcos Cintra foi justificada por uma desculpa muito ruim (ele já queria sair fazia tempo, assim como daqui a pouco vai ser a vez de Paulo Guedes fazer o mesmo – é só uma questão de tempo), assim também a justificativa para a Nova CPMF será muito ruim: é bem provável que nos seja dito que a necessidade da Nova CPMF é por culpa do governo anterior, que quebrou o governo. Tem mais: se a Nova CPMF não for aprovada, corremos sério risco de o PT voltar.

Mas não é só isto
E quem acha muito a Nova CPMF, é bom já ir se acostumando: Paulo Guedes e equipe andam falando em desconstitucionalizar o ajuste do salário mínimo, hoje reajustado pela inflação. E qual a intenção? Congelamento.

O preço das coisas
Nunca antes na história deste País, após a redemocratização, um presidente da República perdeu o apoio popular que o elegeu tão cedo quanto Bolsonaro. Sendo assim, a radicalização é inevitável.

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O dia da boa notícia

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 17 de setembro, é celebrado o ‘Dia da Compreensão Mundial’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas’.


“Pensei em começar este texto perguntando ‘onde você estava quando soube dos atentados de 11 de setembro de 2001?’ (sim, se há uma coisa [da qual] ninguém pode me acusar é [de] originalidade. Aliás, ‘originalidade’ é frescura: é coisa de quem concorre no Carnaval naquela categoria ‘alegoria e adereços’. Mas divago – melhor fechar o parênteses). Como vocês nem eram nascidos, deixemos a efeméride para depois. A pergunta é: onde vocês estavam quando aconteceu o apocalipse zumbi em Belo Horizonte?
Ah, vocês não ficaram sabendo, seus colonizados? Coisas gravíssimas acontecem no Brasil todos os dias, debaixo dos seus narizes, e vocês nem tchuns? Pois leiam esta chamada que o jornal mineiro ‘O Tempo’ colocou nas redes sociais no dia 9 deste mês: ‘Mesmo após morte, moradores de BH são flagrados andando de patinete sem equipamentos de segurança’. O Bananão está numa lama tal que até os mortos circulam de patinete – sem capacete! – em uma das maiores cidades do País e ninguém está nem aí.
A ambiguidade na hora de redigir um título ou uma manchete é, desde sempre, uma das maiores fontes de humor involuntário no jornalismo. Todo mundo que trabalhou em redação conhece histórias semelhantes à do clássico (embora talvez apócrifo) cartaz de salão de barbeiro que anunciava ‘corto cabelo e pinto’, em que a ordem dos fatores altera MUITO o produto.
Faz alguns anos, houve um ‘manifesto contra a nudez de Pedro Cardoso’, que eu subscreveria se fosse exatamente nesses termos – mas era, ai de nós, um manifesto do ator contra a nudez. E, há mais tempo ainda, um jornal publicou o enunciado ‘Ministério Público apura contas fora do país de Maluf’. Nesse caso, tratava-se de jornal impresso, com título em coluna, e o redator não conseguiu fazer caber ‘contas de Maluf fora do País’. O resultado foi a fundação da MALUFOLÂNDIA, esse estranho lugar em que todo mundo fala pelo nariz e tem obsessão por Minhocão e a Rota na rua.
Mas o melhor exemplo de humor involuntário (e negro) que conheço foi proporcionado não por um jornalista, e sim por esse gênio da publicidade que é Nizan Guanaes. No início dos anos 2000, o publicitário era dono do iG e sentia falta de ‘boas notícias’ – coisa 100% avessa ao espírito do jornalismo, essa profissão que existe para fazer as pessoas se sentirem mal – em seu site. Um belo dia, Nizan decidiu que o iG faria um Dia da Boa Notícia: só notícias positivas, edificantes, para levantar o astral e deixar o leitor felizão da vida, como se vivesse em um mundo decente.
E qual foi a data escolhida para implantar o Dia da Boa Notícia? Essa mesma que você pensou: 11 de setembro de 2001. O site bombou, mas não no sentido que Nizan imaginava. Ele merecia que a Al Qaeda lhe mandasse os parabéns”.
Artigo de Ruy Goiaba publicado na última edição da revista digital Crusoé (No. 72 - 13Set19).

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Parece piada, mas não é

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 16 de setembro, é celebrado o ‘Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio’.

 

“O Twitter bloqueou as contas de Raúl Castro e dos principais meios de comunicação estatais da ditadura cubana.
A empresa americana não explicou a medida, mas o líder formal do regime comunista, Miguel Díaz-Canel, divulgou um comunicado que acusa o Twitter de ‘guerra cibernética’ para ‘limitar a liberdade de expressão de instituições e cidadãos cubanos e silenciar os líderes da revolução’.
Sim, essa é a piada: Cuba se queixando de censura. Como disse Yoani Sánchez, ‘a imprensa oficial cubana descobriu ‘liberdade de expressão’ graças ao Twitter’” (O Antagonista).
Comentário: para os notórios ditadores cubanos vale a máxima do implacável escritor brasileiro Millôr Fernandes (1923-2012), para quem ‘Democracia é quando eu mando em você; e ditadura é quando você manda em mim’.

Parece piada, mas não é (2)
“O jornalista Glenn Greenwald gravou um vídeo respondendo a acusações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentação atípica na conta de seu marido, o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), divulgada pelo jornal O Globo. Um dos responsáveis pelo site The Intercept Brasil, Glenn disse que a informação é um ‘vazamento ilegal e falso’.
‘É muito irônico, porque um tema principal da nossa reportagem é o fato que o Ministério Público (MP) abusa o tempo todo de seu poder contra seus inimigos, inclusive vazando ilegalmente informações com o objetivo de sujar e destruir a reputação de seus adversários usando veículos da mídia, como Antagonistas e Globo, que não são jornalistas mas parceiros, que é exatamente o que fizeram neste caso’, declarou o jornalista em vídeo no YouTube” (UOL).
Comentário: Bingo! Glenn Greenwald reagiu como reagem todos os que provam do próprio veneno.

The End
A partir de amanhã, dia 17 de setembro, a doutora Raquel Dodge não será mais a Procuradora-Geral da República. Para seu lugar vai Augusto Aras, amigo de um amigão de Jair Bolsonaro enrolado com a justiça até a semana passada. Faz parte...
No momento da despedida de Raquel Dodge, o ministro Celso de Mello, decano do STF, expressou da seguinte forma o seu sentimento: “O Ministério Público não serve a governos, não serve a pessoas, não serve a grupos ideológicos. O Ministério Público não se curva à onipotência do poder, não importa a elevadíssima posição que autoridades possam ostentar na hierarquia da República”. Então, tá.
Comentário: Celso de Mello é um fofo e a minha parte eu quero em dinheiro vivo, por favor.

Calcinha
A editoria da revista digital Crusoé, em sua última edição, informa: “Demitido por Jair Bolsonaro, o ex-ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz vem disparando críticas pesadas ao ex-chefe em conversas com figuras importantes de Brasília. O general da reserva tem dito que o presidente está disposto a tudo, inclusive entregar a cabeça de Sergio Moro, para salvar o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro”.
Pois é. Entre o austero Sergio Moro e uma Damares Alves, Bolsonaro escolherá a segunda. O projeto de combate à corrupção ficará de lado em detrimento de projetos como o das calcinhas, de Damares.

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Meu Brasil brasileiro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sábado, dia 14 de setembro, é celebrado o ‘Dia Internacional da Capivara’ (o bicho, né?);
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional do Frevo’;
- A data também é de celebração do ‘Dia da Cruz’.


Notícia que mais uma vez vem confirmar a tese deste humilde signatário: ‘No Brasil, desde 1500, há uma lei tácita a preconizar que uma minoria afortunada do serviço público viverá de conforto, mimos e gordos salários/aposentadorias financiados pela patuleia inculta, desinformada, ignorante e pacífica’: “O Superior Tribunal Militar gastou cerca de 100 mil reais em passagens e diárias com a viagem de três ministros à Grécia, em julho, durante as férias, informa a Folha [de São Paulo].
Eles participaram de um seminário de dois dias em Atenas, promovido pela Associação Internacional das Justiças Militares. O presidente do STM, Marcos Vinícius Oliveira dos Santos, deu uma palestra no evento em 5 de julho, mas viajou no dia 27 de junho, retornando ao Brasil em 16 de julho.
O STF alegou o quê? Que o almirante ‘intercalou o evento com o seu período de férias no recesso do Judiciário’”.

Meu Brasil brasileiro (2)
A lambança do STM (irmão de sangue do STF, não é?) não deixa dúvidas ao ilustrar de forma muito contundente uma triste verdade brasileira: somos um País atrasado em todos os sentidos e a nossa elite dirigente é o que de pior existe em nossa sociedade.
Não custa insistir em outra tese formulada por um amigo muito sábio: os problemas do Brasil estão, na absoluta maioria das vezes, calcados em temas que jamais existiriam se nós tivéssemos leis fortes e, consequentemente, instituições idem.
Instituições como o STM e o STF, por exemplo, deveriam fazer parte das soluções de nossas mazelas, de nossas misérias, de nossas eternas chagas e problemas crônicos – mas não! Nossas instituições, na verdade, são uma fonte inesgotável de crises graves, erros grosseiros, patuscadas homéricas, falhas sem sentido e perpetuação ‘ad infinitum’ de nossas grandes desgraças.

Reforma Tributária
O governo do presidente Jair Bolsonaro não tem um projeto para o País. É bem verdade que se possa dizer aqui e ali que há muita boa intenção em jogo, que se quer resgatar o civismo e o patriotismo dos brasileiros, mas isto é pouquíssimo para uma nação com mais de 13 milhões de desempregados.
Fala-se que o Congresso Nacional adotou uma agenda econômica de reformas e tal. Isto é bom. Mas o fato de termos praticamente aprovada a reforma da Previdência quer dizer pura e tão somente que por ora se está tentando -apenas- equacionar uma questão que poderia nos inviabilizar como País, só isso.

Reforma Tributária (2)
Com o passar do tempo os brasileiros perceberão que a reforma da Previdência terá servido apenas ao imperativo de não deixar o País ir à breca. Prova disto é que a reforma da vez, a tributária, vai sendo discutida e comentada à exaustão, mas o que realmente interessa ao povo, ou seja, a diminuição da carga dos impostos, continuará como está. Porque assim como nos governos FHC, Lula e Dilma, o projeto é de poder, e não de País, ‘tá ok’?

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Tragédia em Goiânia

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 13 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Agrônomo’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional da Cachaça’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Programador’;
- Em 1966, nesta data, foi instituído o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS.


‘No dia 13 de setembro de 1987, uma cápsula de Césio 137 (radioativo), retirada do Instituto Goiano de Radioterapia por catadores de papel, é vendida a um ferro-velho. Sem saber do que se tratava, algumas pessoas chegaram a se presentear com pedras de césio e outras comeram alimentos contaminados pela substância radioativa’ (Terra).
Cerca de seis pessoas morreram em decorrência da exposição ao césio. Esse acidente é considerado o maior do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares.

Crescer é difícil
“Para tentar entender o complicado problema em que nos metemos, é preciso partir de uma evidência empírica secular: os recursos disponíveis em cada momento para a sociedade têm uma ‘produtividade’ muito maior (a quantidade média de bens e serviços por unidade de mão de obra) quando usados pelo setor privado do que quando usados pelo setor público. Isso parece autorizar uma primeira conclusão: cada real transferido do setor privado para o setor público como imposto ou dívida pública para cobrir despesas de custeio estará, provavelmente, reduzindo a produtividade média da mão de obra empregada e, portanto, o nível PIB.
Por outro lado, é também um fato empiricamente reconhecido que a produtividade média do trabalho em qualquer sociedade depende, fundamentalmente, de instituições que estimulem a formação do estoque de capital e da tecnologia nela incorporada, por unidade de mão de obra com capacidade de operá-lo. Quando ela cresce? Quando o estoque de capital da sociedade cresce mais rapidamente do que a mão de obra que o opera. Em outras palavras: a sociedade precisa aumentar o estoque de capital, pelo investimento, a uma taxa maior do que a do crescimento da mão de obra. Isso nos leva a uma segunda conclusão: deve haver uma harmonia cuidadosa entre o consumo e o investimento, porque é ela que regula a velocidade de crescimento do PIB.
Não parece fora de propósito enunciar um resultado final. Toda sociedade sempre terá duas limitações físicas no uso dos seus recursos: uma determina a produtividade média da mão de obra empregada (o nível do PIB). A outra, a velocidade do crescimento dessa produtividade, o que chamamos de desenvolvimento econômico. Na primeira metade dos últimos 70 anos, aos trancos e barrancos, cumprimos as duas condições e nosso PIB cresceu à taxa de 7,5% ao ano. Na segunda, assistimos à queda daquela taxa para 2,4%.
O resultado é a tragédia que estamos curtindo: 1. crescimento do PIB de 1% em 2019; 2. déficit fiscal/PIB de 6,3%; 3. déficit primário/PIB de 1,7%; 4. dívida bruta/PIB de 70% e 5. gente pedindo para acabar com o teto e tentar aumentar a demanda com mais dívida pública. O problema é que nossa falta de demanda não tem a cômoda solução “keynesiana” (pobre Keynes na mão de seus epígonos!). Precisamos, para expandir a demanda, de uma forte, inteligente e rápida política de oferta que atraia o capital privado nacional e estrangeiro para financiar nossos excelentes projetos de infraestrutura. É preciso insistir: sem um ‘fasttrack’ (talvez uma Lei Delegada), o ministro Guedes não conseguirá realizá-lo”.
Artigo do economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Netto publicado na Folha de São Paulo.
Serviço: ‘fasttrack’ no caso em tela seria um processo acelerado de privatizações.

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Pois é

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 12 de setembro, é celebrado o ‘Dia Nacional da Recreação’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Operador de Rastreamento’.


“Quem acha que as reformas econômicas solucionam nossos problemas está mal informado. Por melhor que seja o modelo, se o crime impera, os resultados são ruins. Estatiza e o dinheiro é desviado. Privatiza e o dinheiro é desviado. Queremos a estabilidade da legalidade. Entendem?”
Da deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP), defendendo a Operação Lava Jato.

Pois é (2)
A propósito: os Estados Unidos da América se tornaram independentes em 1776. O Brasil se tornou independente em 1822. Não é preciso que você, caro leitor, faça as contas: são 46 anos a separar as datas.
Em 2019, 197 anos depois de nossa independência de Portugal, nos perguntamos sempre que pessoas como Janaína Paschoal se pronunciam: o que teria acontecido ao Brasil que ficou tão atrasado em relação a países como os Estados Unidos?

Pois é (3)
Aconteceu que os americanos foram colonizados por gente que foi para lá para viver lá. Aconteceu que essa gente que foi viver lá era protestante e não católica (quando puder e se quiser, caro leitor, veja entre os dez países mais ricos do mundo quantos são católicos, tá bom?).
Aconteceu que os protestantes davam muito valor à Bíblia Sagrada e para que as pessoas se inteirassem a respeito das Escrituras, era preciso que elas fossem alfabetizadas, ‘capice’?

Pois é (4)
Por fim, mas não menos importante: só há para os americanos uma coisa mais importante que a sua liberdade individual: a lei. Funciona mais ou menos assim: se você quiser ser dono de uma arma, não há problema; você terá uma arma. Mas se você matar alguém, é muitíssimo provável que você terá que responder judicialmente por seu ato, entende? E nos EUA não há Gilmar Mendes, não há Toffoli e nem Lewandowski. Tem mais: nos EUA os ministros da Corte Suprema não são amigos dos advogados que têm ações na Casa e jamais participam de banquetes e/ou festas nos quais é certa a presença de suspeitos notórios e de acusados cara de pau.
Outro detalhe: nos EUA é impensável um ‘acordão’ celebrado entre o presidente da República de turno e os presidentes dos outros dois poderes, ‘tá ok’? Principalmente se esse ‘acordão’ tiver como intenção maior proteger corruptos e corruptores, tá certo?

Meu Brasil brasileiro
Deu no blog do Claudio Humberto: “O governo federal deve anunciar [hoje] a assinatura de um raro atestado de incompetência: mais de 5 milhões de bebês ficarão sem vacina pentavalente, que protege de difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hemófilo B (que causa meningite, pneumonia), entre outras. A vacina vinha sendo importada da Índia, mas em junho a Anvisa vetou o produto. O Ministério da Saúde teve quase três meses para resolver o problema. Agora, milhões de bebês ficam sob risco. A vacina é aplicada no primeiro ano de vida. No Ministério da Saúde, estima-se que isso somente estará disponível em fevereiro.
Não faltou dinheiro, faltou competência no Ministério da Saúde. Os valores da vacina são irrisórios, considerando as vidas que salva. A vacina a 87 centavos de dólar cada totaliza R$ 4,3 milhões, uma ninharia para o orçamento de R$122,6 bilhões do ministério da Saúde. Há notícias de desabastecimento da vacina pentavalente em São Paulo, Goiás, Paraíba, Mato Grosso e no Distrito Federal, entre outros”.

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Veja bem


Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 11 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Cerrado’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Lei de Defesa do Direito do Consumidor’, sancionada em 1990;
- Hoje faz 18 anos desde que aconteceu o maior ataque terrorista em solo norte-americano, desferido pela Al Qaeda, de Bin Laden. Quem não se lembra dos aviões se chocando contra as Torres Gêmeas?


Deu no site O Antagonista: “Marcelo Crivella [prefeito do Rio], no Twitter, disse que não quis censurar o HQ com o beijo gay: ‘Não é censura nem homofobia como muitos pensam. A questão envolvendo os gibis na Bienal tem um objetivo bem claro: cumprir o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Queremos, apenas, preservar nossas crianças, lutar em defesa das famílias brasileiras e cumprir a Lei’. Crivella vai recorrer ao STF contra a decisão de Dias Toffoli que proibiu a apreensão da HQ com o beijo gay”.

Veja bem (2)
Recentemente o signatário passou por quatro capitais brasileiras: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A situação das três primeiras é idêntica: rios totalmente poluídos, maioria dos prédios das regiões centrais sem moradores e pichados, calçadas e ruas bem esburacadas, trânsito caótico, muita pobreza e, consequentemente, muitos mendigos.
Em Curitiba podem até ocorrer problemas semelhantes, mas a situação da capital paranaense nos dias atuais é incomparável: a qualidade de vida em Curitiba é muitíssimo melhor que a das demais cidades visitadas.

Veja bem (3)
E o quê teria Curitiba a ver com Marcelo Crivella? Muito. O prefeito do Rio tem muitíssimos problemas a resolver; problemas gravíssimos, diga-se de passagem. Como esses problemas são praticamente insolúveis, ao menos no curto prazo, o jeito é apelar para questões de costume, como é o caso das HQs. Crivella quer fazer crer que está fazendo algo de útil e o senso comum talvez aplauda sem que perceba o óbvio: é de outros tipos de obras que a cidade carece.

Veja bem (4)
Os problemas de nossas cidades são fruto de escolhas equivocadas, claro. Quem passa por Curitiba e vê que o lixo por lá tem um tratamento diferenciado logo percebe que os gestores que passaram pela prefeitura curitibana fizeram escolhas muito mais acertadas que os gestores de São Paulo, só para ficar num exemplo bem contundente.
Outro fator inegável: os aspectos culturais de cada região também contam. Ande numa rua de Toledo (cidade próxima de Foz) e depois caminhe em qualquer rua de Guarulhos (estado de São Paulo), por exemplo. Nem com alguma generosidade será possível elogiar a cidade paulista.

O Rio de Janeiro continua lindo...
Esta frase da música de Gilberto Gil continua verdadeira. Mais pelo que a natureza fez por aquele canto e pouquíssimo em razão do que as pessoas têm feito à cidade. Em qualquer lugar que se vá do Rio de Janeiro há lixo espalhado, água suja parada, mau cheiro, mendigos, falta de respeito para com as pessoas (seja no trânsito, seja andando pelas ruas ou esperando a sua vez no Metrô). Há muitos prédios e imóveis abandonados em todos os cantos; todos – eu sua imensa maioria – pichados. Mas o Rio não está só, como lembramos acima. São Paulo e Belo Horizonte seguem a mesma sina.

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