Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Fala que eu te escuto

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, terça-feira, dia 19 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Cabeleireiro’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Passista’ (carnavalesco).

Fala que eu te escuto
Estamos no limiar de uma campanha de vacinação. Ou, pelo menos, próximos de um ato de propaganda iniciando essa campanha. Mas as pessoas morrendo por falta de oxigênio em Manaus não nos deixam outro caminho, exceto lembrar: a política da morte está em curso, a cada minuto que nos atrasamos em nossa união para contê-la corremos o risco de estar matando também.
É preciso lembrar que o colapso em Manaus não está assim tão longe de outras regiões do Brasil. Já temos um índice de mais de mil mortos por dia. O crescimento dos casos em São Paulo é grande, e o próprio Hospital Albert Einstein cancelou a admissão das UTIs aéreas, aviões que trazem doentes de outros lugares do país. No Rio, chegamos ao limite.
A campanha de vacinação revela um planejamento precário e vacinas com um baixo nível de eficácia. Isso significa que teremos de vacinar muita gente para reduzir o número de casos e estancar o crescimento das mortes.
É muito difícil superar uma etapa dessa grandeza com um governo negacionista, incapaz e sem um traço de empatia com o sofrimento do povo brasileiro. Ele nos rouba oxigênio não só como indivíduos, mas como sociedade.
Para voltar a respirar, será preciso se desfazer do governo.
Do jornalista e escritor Fernando Gabeira, em artigo publicado no jornal ‘O Globo’.

Dia D, Hora H e crescimento em V
Paulo Guedes, bom de papo, fala muito em crescimento econômico em V: ou seja, após uma queda rápida da atividade econômica, acontece uma alta na mesma intensidade. Tudo bem. Mas tem outro V, que não é nada bom, o da pobreza. A proporção da população com rendimento abaixo da linha de R$ 250, por pessoa, cai de 10,97% em 2019 para 4,83% em setembro de 2020, apesar da pandemia, em função do auxílio emergencial. Mas as projeções de Marcelo Neri, da FGV Social, é que volte a subir e chegue a 12,83% este ano. “Temo que a segunda perna do V equivalha a 17 milhões de novos pobres”, diz o economista.
Aliás...
O Dia D do Pazuello foi de Doria.
Nota (impagável, vamos combinar!) publicada no blog de Ancelmo Gois.

Luz amarela
Igor Gielow informa na Folha: ‘Depois da festa da aprovação das vacinas, a ressaca da realidade cobra seu preço no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz. O centros de imunizantes do Brasil estão em alerta pelo represamento de insumos para os fármacos promovido pelo governo da China. Em São Paulo, o estoque de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), o princípio ativo da chinesa Coronavac, só permitirá a formulação e o envase até o fim de janeiro’.
Comentário: o signatário é avesso a teorias da conspiração mas, no caso do ‘represamento de insumos para os fármacos promovido pelo governo da China’, não é demais lembrar dos episódios recentes que envolvem um filho do presidente da República, Eduardo Bananinha Bolsonaro, o embaixador chinês no Brasil, a empresa chinesa Huawei e a questão do leilão da rede 5G no Brasil, né? O governo da China, que não tem pressa, pode ter encontrado a hora certa para pôr os pingos nos is, tá certo?

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Multinacionais desistem do país

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, segunda-feira, dia 18 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Internacional do Riso’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Universidade’;
- A data também é de celebração do ‘Dia da Manicure’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia do Esteticista’.

Multinacionais desistem do país
Crise e Custo Brasil fazem indústria cair ao menor nível em mais de 70 anos
A saída da Ford do Brasil, anunciada na última semana, é mais um golpe na indústria brasileira. A sangria não é de hoje. Desde 2018, ao menos 15 multinacionais de vários setores deixaram o país, num movimento que é mais dramático no setor industrial, com fechamento de fábricas e empregos.
A crise gerada pela pandemia numa economia já estagnada e a baixa competitividade do país afastam investimento estrangeiro e aceleram a desindustrialização prematura do Brasil, sem desenvolver um setor de serviços capaz de manter crescimento da produtividade e da renda.
Entre 2000 e 2019, a participação da indústria de transformação (que exclui petróleo e minério) no PIB encolheu, passando de 13,1% para 10,1%. Com a pandemia, ficou abaixo dos 10% pela primeira vez entre janeiro e julho de 2020.
É a menor participação do setor desde 1947, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
- Nosso processo de desindustrialização tem muito pouco a ver com o que outros países passaram. Aqui, foi muito rápido, agudo e prematuro. Os países, em sua maior parte, só começam a passar por isso depois de se tornarem ricos. No Brasil, aconteceu bem antes. Enquanto outros avançavam para ramos de maior sofisticação tecnológica, estávamos às voltas com a crise da dívida dos anos 1980, a hiperinflação - diz Rafael Cagnin, economista do Iedi.
Indústria ficou menor antes de renda aumentar
Segundo estudo do Iedi, enquanto a participação do setor na economia mundial caiu em um terço entre 1970 e 2017, no Brasil recuou à metade. Entre 30 países, só Argentina, Filipinas, Rússia e Brasil começaram a ver a indústria perder espaço quando a renda per capita ainda era inferior a US$ 20 mil, o que é considerado um nível baixo pelo estudo. (...)
- O Brasil é um ponto fora da curva no panorama internacional. Os ramos de maior sofisticação tecnológica, como microeletrônico e TI, que são a base da indústria 4.0, continuam ganhando participação no mundo. O Brasil não conseguiu formar as competências na magnitude necessária para arrefecer essa desindustrialização - diz Cagnin. (...)
Agro é a nova chance
Para Paulo Vicente, professor da Fundação Dom Cabral, as empresas percebem que ficou caro produzir aqui. Mas diz que o agronegócio pode levar o país a se reindustrializar:
- Vamos virar um país agroindustrial. Deixar de exportar commodities agrícolas para vender produto industrializado, com maior valor agregado.
Na opinião de Cagnin, reverter o quadro de desindustrialização passa por dois pontos: reforma tributária e inovação. A conjuntura não ajuda. A indústria, mesmo com a recuperação recente, ainda produz 14% abaixo do nível de 2014.
- Não há mais programa emergencial, o número de casos de Covid continua acelerando, há dúvida sobre a celeridade da vacinação e a agenda de reformas, que ninguém sabe para onde vai nem em que velocidade - diz. Além disso, há entraves estruturais, como o nó tributário e a agenda de inovação. Nos últimos três, quatro anos, houve redução sistemática do orçamento público e privado para inovação.
Artigo dos jornalistas Cássia Almeida e João Sorima Neto publicado no jornal ‘O Globo’.

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Como a indústria automobilística engambelou o Brasil e muitos outros

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, sexta-feira, dia 15 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Mundial do Compositor’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia dos Adultos’;
- Também hoje celebramos o ‘Dia Nacional do Jogo Limpo e de Combate ao Doping nos Esportes’.

Como a indústria automobilística engambelou o Brasil e muitos outros
A Ford acaba de anunciar que vai deixar o Brasil. Fechará suas 3 fábricas (em São Paulo, Bahia e Ceará). Ao ler a notícia lembrei-me de uma de muitas conversas francas que tive com o então senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), que fez carreira na Arena e no PFL (hoje DEM).
Corria o ano de 1999. Argumentei com o político baiano: “Senador, será que vale a pena lutar tanto pela construção da nova fábrica da Ford na Bahia? Será que vale insistir com uma indústria que hoje é obsoleta, suja, não oferece mais tantos empregos? Não seria melhor a Bahia receber os incentivos para uma de suas grandes vocações, que é o turismo?”.
ACM reagiu com fúria: “Vocês jornalistas do Sul e do Sudeste têm muito preconceito com a Bahia. Discriminam o Nordeste. Todas as montadoras se instalaram recentemente no Sul e tiveram benefícios fiscais. Foi assim no Paraná, no Rio Grande do Sul. Só o pobre do Nordeste que tem de continuar a fazer rapadura. Vocês querem que a Bahia fique fazendo rapadura!  Mas nós vamos produzir carros!”.
Assim foi.
Os subsídios foram concedidos. Empréstimos camaradas do BNDES na redondeza de R$ 700 milhões para que a Ford se instalasse na Bahia. A montadora também se beneficiou do regime automotivo especial que havia sido criado em 1997 para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A fábrica da Ford foi construída em Camaçari, como queria ACM, um político que tinha muitas qualidades e muitos defeitos. Mas amava verdadeiramente o seu Estado.
ACM tinha temperamento mercurial. Ficava revoltado quando alguém ousava falar contra o seu Estado natal. Deve ter morrido feliz com sua vitória sobre equipe econômica de Fernando Henrique Cardoso, o então presidente. Os tucanos em 1999 eram contra a ida da Ford para a Bahia (preferiam o Rio Grande do Sul).
Agora, passados tantos anos, fica cristalino que o senador errou em 1999 - de maneira inadvertida, pois estava convicto que a melhor estratégia era levar a indústria automobilística para a Bahia.
A saída da Ford (com meros 7% do mercado brasileiro) e o fracasso retumbante da indústria no Brasil (não inova quase nada) mostram como esse ramo da economia se esbaldou por aqui. Enganou governos e políticos o quanto pôde - no Brasil e em outros países.
A montagem de carros (sobretudo a combustão) é algo que agrega pouquíssimo à cadeia produtiva neste século 21. As autopeças podem ser todas importadas da China e não são mais produzidas por pequenos fornecedores na região da fábrica de automóveis.
Ainda assim, sempre prevaleceu em todos os governos recentes o lobby bem articulado das fábricas de automóveis. Conseguiram sempre retardar a modernização do que oferecem no Brasil. Reclamam o tempo todo dos impostos, mas devolvem pouco ou nada depois de décadas de subsídios recebidos dos impostos dos brasileiros.
Em 1989, Fernando Collor usou em sua campanha uma crítica verdadeira contra a indústria automotiva brasileira. Dizia que os carros por aqui eram “carroças”.
Agora, tem sido comum ler notícias sobre Europa e outras regiões do mundo estarem incentivando carros com emissão zero de poluentes. Aqui, o processo é lentíssimo. Ninguém consegue dizer quando as fábricas de automóveis no Brasil vão oferecer carros elétricos em grande escala.
Obviamente que é triste quando uma empresa icônica como a Ford deixa o país. Cerca de 5.000 trabalhadores serão afetados. É uma tragédia para muitas famílias.
Mas pensando no que a Ford deixou de benefícios no Brasil depois de um século por aqui, com seus carros obsoletos e poluentes, talvez seja até um alívio. Vá em frente, Ford. Vá agora pedir dinheiro do governo argentino para continuar a produzir carroças para o mercado sul-americano.
Do jornalista e editor do site Poder360 Fernando Rodrigues.

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Histéricos da nova direita têm adoração orgásmica do messias político

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, dia 14 de janeiro de 2021, são celebrados o ‘Dia do Enfermo’ e o ‘Dia do Treinador de Futebol’.

Histéricos da nova direita têm adoração orgásmica do messias político
No assalto ao Capitólio, todos temos os nossos momentos preferidos. O meu dá pelo nome de Jacob Anthony Chansley: rosto pintado, chifres de viking, ele apresentou-se ao mundo como “QAnon Shaman”. (...)
Soube, lendo os jornais, que o nosso viking é um rapaz de 33 anos, ator falhado, que vive com a mãe. Como dizia Salvador Dalí sobre a sua primeira experiência masturbatória, foi a partir desse momento que ele, Dalí, deixou de ser um histérico.
Hoje, a masturbação é democrática; mas a capacidade de ter uma vida profissional e emocionalmente independente não é. Razão pela qual os histéricos da nova direita sublimam os seus fracassos pessoais com a adoração orgásmica de um messias político. Quem não vê em muitos deles o tipo de adoração homoerótica que os fascistas tinham pelos seus líderes deve consultar urgente o oftalmologista.
Mas a nova direita não sofre só de ignorância sentimental; a ignorância política é bem pior.
Em 2016, antes da eleição americana, escrevi que pensar Trump na Casa Branca seria o mesmo que entregar uma filha a um marginal. Nos anos seguintes, não tive sossego: entre insultos e ameaças, havia quem enviasse fotos do meu livro “As Ideias Conservadoras” reduzido a cinzas. Achavam que tinham sido enganados pelo título (isso porque não tinham lido o subtítulo: “Explicadas a Revolucionários e Reacionários”). Mas entre os e-mails delirantes que recebi, os melhores eram enviados pelos teóricos da nova direita. Eu, velho conservador liberal, não entendia o novo tempo nem a genialidade dos novos líderes, acusavam eles. E até falavam da importância da “vontade geral”, conceito belíssimo que foi inventado por um conhecido homem da direita, Jean-Jacques Rousseau.
De fato, não entendi: após quatro anos, Trump entrega a Casa Branca, a Câmara dos Representantes e o Senado aos democratas. Não se via uma proeza dessas desde a derrota de Herbert Hoover, em 1932.
A perda do Senado, aliás, representa bem a sua genialidade: como explica o Wall Street Journal, jornal insuspeito de simpatias esquerdistas, a patológica obsessão de Trump com a “fraude” eleitoral desmobilizou o eleitorado republicano da Geórgia. Resultado? Venceram os democratas, o que significa que bastam agora 51 votos no Senado para desfazer parte do legado de Trump, a começar pela política fiscal. Os democratas têm esses 51 votos porque contam com 50 senadores e ainda o voto de desempate da vice Kamala Harris. Se isso é genialidade, eu tremo só de pensar o que será a estupidez.
De resto, mudanças profundas no sistema político para beneficiar os democratas nas próximas gerações, apesar de improváveis, não são mais impossíveis.
Eu, um dinossauro, sei que caminho para a extinção no meio de tantos meteoritos extremistas. Mas para a nova direita que ainda está disponível para escutar a velha, aqui ficam cinco conselhos:
1) Desconfie sempre de homens providenciais; a espécie “Homo sapiens” não produz artigos desses.
2) Desconfie de qualquer utopia, revolucionária ou reacionária, que promete a redenção absoluta dos males presentes; a política é a arte do possível, não do impossível.
3) Desconfie da sabedoria da multidão; a tirania não é uma questão numérica e tanto pode ser exercida por um homem ou por milhões deles.
4) Desconfie de quem despreza ou hostiliza as instituições independentes que sustentam a democracia liberal (Judiciário, Parlamento, imprensa etc.); elas são obstáculos, sim, mas ao poder arbitrário do chefe.
5) Desconfie de quem fala alto demais, ou grosseiramente demais; a civilidade é a primeira expressão de uma alma ordenada. (E só mais um, para os vikings que persistem: arranje trabalho e saia da casa da mamãe.)
Artigo do escritor português João Pereira Coutinho publicado no jornal Folha de São Paulo.

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Ford abandona fabricação de carros no Brasil

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quarta-feira, dia 13 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Internacional do Leonismo’. Para quem ainda não sabe: o Lions Club International foi fundado em 1917, nos EUA, por Melvin Jones.

Ford abandona fabricação de carros no Brasil
A Ford anunciou que vai parar de fabricar automóveis no Brasil — um traumático divisor de águas que vai custar pelo menos 5 mil empregos diretos, a maior parte na Bahia. A multinacional, que opera no Brasil há mais de um século, vai encerrar imediatamente sua produção em Camaçari e em Taubaté, onde fabrica o EcoSport, o Ka e a Troller T4. As vendas destes modelos serão descontinuadas assim que terminarem os estoques. A montadora vai manter apenas a fabricação de peças por alguns meses “para garantir a disponibilidade dos estoques de pós-venda.” A fábrica da Troller em Horizonte, no Ceará, deve parar de operar no quarto trimestre deste ano. Segundo a empresa, suas fábricas da Argentina e Uruguai passarão a abastecer o mercado brasileiro.
Obviamente, decisões dessa natureza obedecem a dinâmicas internas de cada empresa — especialmente numa indústria em que o supply chain é global, como na automotiva. Mas o fechamento da Ford vai forçar o Brasil a revisitar pela milésima vez toda sua complexidade tributária e trabalhista, que fazem do País um bom candidato a cortes dessa natureza. O movimento vem em meio a uma reestruturação global da Ford, que está reavaliando todos os seus ativos e operações desde 2018 com o plano de executar um turnaround que deve custar US$ 11 bilhões para a empresa. A Ford quer aumentar sua lucratividade para chegar a uma margem EBIT de 8%, bem como aumentar sua geração de caixa. Com os fechamentos no Brasil, a Ford prevê um impacto de US$ 4,1 bilhões em despesas não recorrentes. Do total, US$ 1,6 bilhão está relacionado ao impacto contábil atribuído à baixa de créditos fiscais e depreciação e amortização de ativos; o restante impactará diretamente o caixa e está ligado a compensações de funcionários, rescisões e acordos .“Sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, o CEO da Ford Jim Farley disse num comunicado. A Ford teve um prejuízo de US$ 386 milhões na América do Sul nos primeiros nove meses do ano passado. Em 2019, o prejuízo foi de US$ 704 milhões.
Reportagem de Pedro Arbex publicada no site do Brazil Journal.

Comentário: o leitor da coluna certamente já ouviu falar dos BRICs, sigla atribuída ao economista britânico Jim O’Neill, criada em 2001; O’Neill trabalha para o grupo financeiro americano Goldman Sachs. Como se sabe, a sigla BRICs abarca países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China (e depois a África do Sul).
Bem, em outubro de 2003 o  Goldman Sachs divulgou um ‘paper’ (“Dreaming With BRICs: The Path to 2050”) com uma série histórica iniciada no ano 2000: “A previsão principal [era] que os quatro grandes emergentes [deveriam] se tornar, até 2050, a maior força da economia mundial, superando em valor de PIB os países do G6: EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália.”
Depois de 20 anos, apurou-se que a China cresceu 425,4%; a Índia cresceu 229,8%; a Rússia cresceu 78,4% e o ‘nosso Brasil’ cresceu 43,6%...
Voltando à reportagem da Ford que agora em janeiro vai deixar o Brasil: a Mercedes-Benz havia feito o mesmo em dezembro e há quem diga que a Audi está a caminho.
Há décadas o País necessita de reformas. Mas em lugar de homens e mulheres preparados para nos guiar no rumo certo, partidos políticos têm nos imposto candidatos a presidente medíocres, caipiras e no mais das vezes incapazes, como o atual.

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Pra quem sabe ler um pingo é letra

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, terça-feira, dia 12 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia do Empresário Contábil’, instituído pela Lei no. 12.387, de 03 de março de 2011.

Pra quem sabe ler um pingo é letra

Fonte: site ‘O Antagonista’
Caro leitor, você não precisa olhar para outra indicação no gráfico acima que não seja a linha que o perpassa, ok? Ela informa que na semana passada nós brasileiros conseguimos a proeza infeliz de ultrapassarmos a média diária de MIL MORTOS pela Covid-19.
Para que se tenha ideia: um Boeing desses que passam todos os dias em cima de Foz do Iguaçu podem levar, em média, cerca de 170 pessoas; então temos que, hipoteticamente, caíram CINCO aviões desses ‘e a vida segue’, como diz o nosso mais notório sociopata, não é?
Detalhe: se eu, você e todos os demais não nos cuidarmos, a coisa pode piorar. Pois a vacina, como já abordado neste espaço, virou loteria no Brasil: está na dependência da nossa sorte e de nada mais.

A força dos fatos
Elio Gaspari está certo: “se os trumpistas de Washington fossem negros, os mortos da quarta-feira, 06,  teriam passado da dezena”. As notícias que chegaram até ontem davam conta de que as mortes foram cinco.

Cachorro morto
O agora ‘ex-presidente em exercício dos Estados Unidos, o fanfarrão Donald Trump, foi banido das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram. Veja, caro leitor, do que uma pandemia é capaz: antes do advento da Covid-19, Trump ‘deitava e rolava’ nas redes sociais e abusava das regras que tangem a questão das ameaças e violência impostas por elas. Enquanto o presidente americano era popular, nada contra as suas atitudes. Mas aí Trump não soube lidar com a pandemia, perdeu a reeleição para o mais ‘velhinho’ que ele Joe Biden e conclamou seu gado à baderna; e deu no que deu.

Cachorro morto (2)
Há pouco tempo o signatário viu no portal UOL uma reportagem a respeito do escritor norueguês Karl Ove Knausgard que chamou a atenção em razão de uma frase que ele enunciou: ‘Você só pode ser honesto até certo ponto’. As redes sociais, portanto, agiram assim com Trump, não foi? Com gente como Nicolas Maduro (ditador da ‘Chavezuela’) e os aiatolás do Irã eles também vão esperar pelo melhor momento, tá certo?

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O crescimento do bitcoin

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, sexta-feira, dia 08 de janeiro de 2021, é celebrado o Dia Nacional do Fotógrafo e da Fotografia: ‘[a] escolha da data remonta  à  ocasião em que a primeira câmera fotográfica teria chegado ao Brasil, em 1840. Tratava-se de um daguerreótipo, cujo nome  faz  referência  ao seu inventor, o francês Louis Jacques Mandé Daguérre (1787-1851).
 
O crescimento do bitcoin
Em 2020, tudo pareceu dar errado, porém o mercado de ações brasileiro não deu bola para mortes, desemprego e fechamento de empresas e acabou em alta de 3%. Mais de 2 milhões de brasileiros passaram a investir em Bolsa nos últimos 18 meses, em especial a partir do início da pandemia. Esses novatos em Bolsa tiraram onda dos profissionais ao comprar ações no pior momento de baixa, entre março e abril. A Bolsa surpreendeu, mas outros ativos tiveram desempenho superior: o dólar subiu 29%, e o ouro, 56%. O astro, contudo, foi o bitcoin, cujo preço se multiplicou por cinco no decorrer do ano. A dinâmica de 2020 atraiu pela primeira vez uma onda de investidores institucionais de grande porte. (...)
O bitcoin é “a internet do dinheiro” ou sua disrupção. Descentralizado, é transferido diretamente sem intermediários, e sua oferta não depende de ninguém.
O mundo em 2021 carece de um dinheiro global via internet. Hoje, há um retalho de sistemas financeiros fragmentados e centralizados, que dificultam a vida do usuário, por exemplo, nas transações internacionais.
Além disso, há quase 2 bilhões de adultos, em particular em países mais pobres, que não conseguem fazer transferências de recursos que requerem conta em banco.
Os sistemas para inclusão financeira via smartphones estão aparecendo: Alipay e WeChat, na China, PayTM, na Índia, e outros. Há também o projeto da stablecoin libra, do consórcio liderado pelo Facebook, ainda bloqueado pelas autoridades. E aqui, no Brasil, o Pix já está gerando inclusão financeira.
O bitcoin, no entanto, não tem sido usualmente utilizado como meio de pagamento, que é a proposta dos demais. Tem, ao contrário, gradualmente avançado como reserva de valor, apesar de sua volatilidade alta. Mais de 60% de todos os bitcoins não saíram da carteira do dono nos últimos 12 meses. Ou seja, seu uso primário tem sido reserva de poupança de longo prazo.
Diferentemente de ações ou investimentos em renda fixa, o bitcoin não confere direito a rendimento algum. Não paga juros nem dividendos. Seu desempenho se deve exclusivamente ao interesse do público em deter esse ativo escasso. Como muitos dizem, o bitcoin é um “ouro digital”.
Em 1971, o sistema de Bretton Woods colapsou, e os EUA partiram para uma aventura inflacionária sem precedentes. O ouro, único ativo financeiro que não é passivo de uma contraparte, foi o de maior retorno naquela década. Todo o estoque do metal acima do solo perfaz um cubo com apenas 21 metros de altura, que cresce pouco mais que 1% ao ano. Dessa forma, o ouro tende a proteger contra depreciações do dólar.
Desde 2008, os governos do mundo todo estão patrocinando uma criação monstruosa de dinheiro, mais potente que a de outrora. Com juros próximos de zero, é racional distribuir apostas em ativos que possam proteger o poder de compra de nossas poupanças. Os imóveis, por exemplo, estão cada vez mais inacessíveis à classe média e baixa.
O bitcoin já possui US$ 580 bilhões de valor de mercado total (menos de 1/10 do mercado de ouro). Quanto mais o valor de mercado cresce, mais atrai os grandes investidores, o que, por sua vez, tende a aumentar ainda mais esse valor.
Esse é o momento FOMO, “fear of missing out”. Quando o próximo está lucrando, é difícil conter o ímpeto de embarcar. O risco de momentos como o atual é que todo exagero na alta enseja uma correção significativa. A ver.
Artigo do engenheiro Helio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, publicado na Folha.
 
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2020 ainda não terminou!

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quinta-feira, dia 07 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia do Leitor’.
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Liberdade de Cultos’.

2020 ainda não terminou!


 
Até amanhã ou, no mais tardar, até o final desta semana (sábado, portanto) o Brasil terá superado os 200 mil mortos pela pandemia da Covid-19.
Os números da tabela acima são de segunda-feira, 04. Naquele dia o nosso mais conhecido sociopata soltou uma piada sem graça a respeito da doença; vai soltar outra no fim de semana? Provavelmente.

Utilidade pública


 
Já se programou para o pagamento do IPVA-2021, leitor? Se não, veja abaixo a tabela com as datas e números finais das placas:

Dois detalhes: 1. Pagando à vista o desconto é de 3%; e, 2. Em 2021 será possível parcelar os valores do IPVA em até 5 vezes.

Brasil, século 19
Como sabemos, em 1º de fevereiro próximo teremos eleição para presidente do Senado e da Câmara. Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara Federal, foi a Belo Horizonte se encontrar com o prefeito Alexandre Kalil (PSD-MG): do evento restou acordado que o DEM apoiará a candidatura para o governo de Minas de Kalil, que agora apoiará Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para presidente do Senado.
E onde se deu o encontro? Na casa da ministra do STF Carmen Lúcia, como informa a coluna de Lauro Jardim (O Globo). Estão faltando espaços para encontros políticos em BH, pelo jeito. E nossa Suprema Corte sai um pouquinho mais desgastada do episódio, não é?

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Fala que eu te escuto

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quarta-feira, dia 06 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia da Gratidão’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia de Reis’: é a data em que, segundo a tradição cristã, após uma longa viagem, os reis magos Belchior, Gaspar e Baltazar teriam encontrado o local onde o Menino Jesus tinha nascido e ofereceram-lhe ouro, incenso e mirra. Para muitos, a data marca o encerramento da época natalina, quando a árvore e restantes enfeites de Natal são guardados.

Fala que eu te escuto
“[Nós] não deixamos de ter vacina porque [o presidente] Bolsonaro é um radical populista amalucado. Trump também é e tem vacina. Ou por ser extrema-direita. Netanyahu é direita casca grossa e tem a vacina. Nem por ser conservador misógino e homofóbico. Putin é assim e tem vacina. Nem por ser um ditador. Belarus e Hungria já têm vacinas. Nem por flertar com a teocracia. O príncipe herdeiro da Arábia Saudita já se vacinou. Nem é por sermos pobres. A Argentina é mais ferrada e tem vacina [e já está vacinando seus cidadãos].
Não temos vacina porque temos uma piada como presidente. Ideologia, loucura, maldade, falta de valores democráticos, nada disso tem a ver para nos impedir de ter vacina. É [a] incapacidade, [a] incompetência, [a] imbecilidade, [a] inépcia mesmo, [enfim]. É um presidente de brinquedo, um vazio mental, uma piada de mau gosto. O menor presidente do mundo”.
Do professor e pesquisador Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, em ‘post’ publicado nas redes sociais, a respeito das ‘razões para Jair Bolsonaro ser contra a vacina’.

Inferno brasileiro
O infeliz pecador morreu e foi parar na porta do inferno. Lá, um auxiliar de Satanás se apresenta  e faz a seguinte pergunta:
- Você quer ir para qual inferno? O inferno é por país, todos separados por muros.
E o pecador pergunta:
- Qual a diferença?
- Nenhuma. Em todos eles funciona assim: primeiro, eles colocam você em uma cadeira elétrica por uma hora. Depois, colocam você em uma cama de pregos por mais uma hora. Então o diabo entra e o açoita pelo resto do dia.
Ah, no inferno brasileiro você ainda terá que comer um pote de merda no café da manhã, no almoço e janta. À noite, aí é o Capeta que vem lhe espetar até o fogo infernal, e você fica lá ardendo até de manhã cedo. O pessoal sempre prefere ir pra lá.
Curioso, o infeliz pecador foi conferir a história do tal auxiliar. Chegando à porta do inferno brasileiro, ouvia-se pagode, axé, muita dupla sertaneja, gargalhadas, cheiro forte de cerveja, cigarro, fumaça de churrasco e pinga - enfim, uma animação danada. Inconformado, o pecador sobe no muro e chama alguém do outro lado.
- Ei, como vocês conseguem festejar comendo merda o tempo todo?
- Bem, aqui é Brasil, né? Depois de muito corte de luz, a cadeira elétrica queimou. Os pregos foram pagos, nunca chegaram, então a cama é confortável. E tem dia que não tem pote, tem dia que não tem merda e no outro é feriado, falta lenha pra fogueira toda hora e o nosso diabo trabalhava em Brasília; então ele entra, bate o ponto, sai e desaparece. É só festa!
Comentário: isto posto, é razoável a gente concluir que – em se tratando de vacinas para o combate à Covid-19 e, considerando o nosso ministro da Saúde ‘especialista em logística’, e mais a guerra política sem fim – o risco de sermos vacinados em 2021 parece baixíssimo, né não?

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Ainda faltam 17,5 mil horas

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, terça-feira, dia 05 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Nacional da Tipografia’.

Ainda faltam 17,5 mil horas
O Brasil conta as horas para o fim do governo de Jair Bolsonaro. A partir de hoje, quando se completa a primeira metade do mandato, faltarão cerca de 17,5 mil – uma eternidade, considerando-se que se trata do pior governo da história nacional. (...)
Não se tem notícia de que alguma das promessas formais de campanha de Bolsonaro tenha sido cumprida. Ele e seu “superministro” da Economia, Paulo Guedes, passaram quase toda a primeira metade do mandato a anunciar privatizações em massa, desenvolvimento econômico, criação de empregos, modernização do Estado e competitividade internacional. A frustração de todos esses retumbantes compromissos levou o ministro Paulo Guedes a anunciar: “Acabou. Não prometo mais nada”. (...)
Não há motivo para otimismo – e não há porque Bolsonaro não se mostrou competente nem mesmo para encaminhar as pautas ditas “de costumes”, tão caras ao bolsonarismo. Assim, como se vê, o governo do ex-deputado do baixo clero não se define pela capacidade de formular políticas – qualquer uma –, restando-lhe exclusivamente o discurso ideológico.
Nisso, Bolsonaro foi competente. Durante dois longos anos, conseguiu entreter o País com um misto de violência e escárnio pelas instituições, tão ao gosto de uma parcela reacionária da população para a qual a política não presta e democracia equivale a balbúrdia.
Bolsonaro passou a primeira metade de seu mandato a fazer o elogio do homem medíocre, menosprezando a respeitabilidade e rejeitando qualquer autoridade que não fosse a sua. Elevou a crueldade à categoria de virtude, contrariando valores humanitários, considerados hipócritas por ele e seus devotos. Ao fazê-lo, ofereceu a seus ressentidos eleitores a possibilidade excitante de mudar a história por meio do autoritarismo messiânico de seu “mito”.
Como em todo regime autoritário, programas partidários são irrelevantes – e Bolsonaro nem partido tem. O que interessa é a palavra do “mito”, que muda ao sabor das circunstâncias, tornando irrelevante até mesmo a assinatura de Bolsonaro em leis e decretos que ele não se envergonha de renegar ou esquecer quando lhe é conveniente.
Até aqui, Bolsonaro dedicou-se a criar um discurso em que todos são responsáveis pelos problemas, menos ele. E, como se trata de ideologia, pouco importa se o discurso é baseado em falsas premissas, como quando reitera a mentira segundo a qual não tem responsabilidade no combate à pandemia porque o Judiciário a atribuiu a Estados e municípios. O que importa é disseminar a impressão de que não o deixam governar, numa imensa conspiração.
Para que esse discurso funcione, é preciso desqualificar a imprensa profissional, que trabalha para revelar fatos concretos, e valorizar as redes sociais, que criam “fatos” sob encomenda. É o que Bolsonaro faz a todo momento. Nesse ambiente, todo aquele que é capaz de pensar e questionar torna-se automaticamente suspeito. Nada do que a experiência científica oferece é válido, pois tudo o que é preciso saber será revelado pelo “mito”, de acordo com a lógica de suas, digamos, ideias.
Nas 17,5 mil horas desse pesadelo que ainda temos pela frente, é preciso que a sociedade e as instituições democráticas impeçam Bolsonaro de completar sua obra deletéria. Se não se pode esperar que Bolsonaro se emende, ao menos é possível tentar reduzir os danos de sua catastrófica passagem pelo poder.
Editorial do jornal ‘O Estado de São Paulo’ no dia 1º de janeiro de 2021.

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