Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Meu Brasil brasileiro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 05 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia da Ecologia’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Mundial do Meio Ambiente’.

 


O site ‘O Antagonista’ registrou: um terço das famílias de classes A e B pediram coronavoucher. O coronavoucher foi pedido por um terço das famílias das classes A e B – 69% das quais receberam os 600 reais. É o que mostra uma pesquisa do instituto Locomotiva, reproduzida pelo Valor.
“Para burlar as regras do programa e obter o benefício, integrantes dessas famílias de classes mais altas estão omitindo a renda familiar no cadastro no site da Caixa Econômica Federal. São esposas de empresários, jovens de famílias de classe média e servidores aposentados”. Um escândalo.

Meu Brasil brasileiro (2)
Vamos combinar? O pior do Brasil somos nós brasileiros, né? A gente fala mal dos políticos, fala mal de tudo com o que não concordamos a respeito de governos –todos os três– mas na hora de agir, de pôr em prática o que a ética preconiza, então capitulamos às facilidades, às comodidades, ao jeitinho e às atitudes que nada têm a ver com civilidade, com educação, com respeito a tudo o que não diz respeito a nós mesmos.

‘O Brasil não tem jeito’
Tem, sim. Mas é como a história daquele padre que conheci no Centro de Convivência Shalom. E para início da história: ele tinha um filho também padre! O padre a quem me refiro enviuvou e em seguida entrou para um seminário e ordenou-se. O filho resolveu seguir o mesmo caminho, donde a incrível e insólita situação.
Na ocasião ele abordou a questão do fim do mundo, coisa tão antiga quanto questões como ‘de onde viemos’ ou ‘para onde vamos’. E lembrou que isto é coisa de muitos séculos, de um tempo em que a longevidade humana era inferior aos 50 anos.
Então, em 1920 era comum ouvir as pessoas dizerem que no ano 2000 o mundo iria acabar. E acabou mesmo! Quem em 1920 disse ou ouviu a tese certamente não viveu para ver 'o fim do mundo', não é? Para esses o mundo acabou mesmo.

‘O Brasil não tem jeito’ (2)
Agora, caro leitor, em lugar de ‘o mundo vai acabar’ a gente deve colocar ‘o Brasil não tem jeito”. Tem, só que eu e você - que ora lê estas mal traçadas linhas - não estaremos vivos para comprovar. Aí pode haver alguém que pergunte: e por que os EUA deram certo e nós ainda não? Pois é, a independência de ambas nações tem um intervalo de tão somente 46 anos (EUA em 1776 e o Brasil em 1822), mas o dado é quase irrelevante para explicar nossas diferenças. Tais detalhes só podem ser respondidos se a gente se dispor a estudar o processo histórico.

‘O Brasil não tem jeito’ (3)
E em se tratando de processo histórico: veja, caro leitor, que para início de conversa todos sabemos que os ingleses que foram para os Estados Unidos não tinham em mente as mesmas metas que os portugueses que vieram pra cá, certo? Por aqui forjou-se um povo cuja característica mais forte é e por muito tempo ainda será a leniência.

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Uma carta de Mussolini para Bolsonaro: 'os fascistas comiam com as mãos'

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 04 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Engenheiro Agrimensor’.
- Nesta data, em 1950, a TV Tupi realizou a primeira transmissão experimental de televisão no Brasil.


Capitão Bolsonaro,
O senhor usou uma frase que eu repeti em 1932: “É melhor viver um dia como leão que cem anos como cordeiro”. O Donald Trump também a usou. Escrevo-lhe para retificar essa fanfarronada, uma das muitas que soltei pela vida. Eu morri como um gatinho.
Na tarde de 27 de abril de 1945 os russos estavam perto de Berlim e eu fugia pelo norte da Itália num comboio alemão, vestindo o capote de um cabo da Wehrmacht, escondido dentro de um capacete.
Fomos interceptados por uma patrulha de combatentes italianos e fui reconhecido no fundo do veículo. Aprisionado, levaram-me para uma casa, onde passei a noite. Pela manhã, deram-me algum salame e pão. O Partido Comunista destacou uma patrulha para me matar e à tarde chegou o “Coronel Valerio”. Fui metralhado diante do portão.
Fiquei cerca de 24 horas com meus captores e são muitas as versões do que aconteceu nesse período, mas nenhuma delas registra momentos de bravura. Não sei se há coragem no suicídio, pois nunca pensei em me matar. Hitler matou-se dois dias depois. Um dia encontrei aqui o Getúlio Vargas e ele me explicou que, matando-se, dobrou seus inimigos. É verdade, mas eu, como Napoleão Bonaparte, não tinha essa carta. Havia enfiado a Itália numa guerra e ela estava perdida.
O que os italianos fizeram com meu cadáver, pendurando-me de cabeça para baixo num posto de gasolina, foi apenas uma prova da volubilidade daquele povo. Uma gente que me adorava, ainda que a recíproca não fosse verdadeira. (...) Eu cheguei ao poder nos braços do povo, com os punhos da minha milícia. Eram chamados de “squadristi”.
O Hitler copiou esse modelo e depois liquidou-o, criando coisa pior. Eles aterrorizavam os adversários políticos, espancavam esquerdistas e empastelavam jornais. O chefe dessa milícia era Roberto Farinacci. Ladrão, colecionava denúncias contra minha família. (Minha filha teve 95 apartamentos em Roma, mas essa é outra história.)
Farinacci passava-se por ideólogo, mas era apenas um bajulador de plutocratas. Por coincidência, foi fuzilado no mesmo dia que eu. Dizem que deixou o equivalente a € 10 milhões. Em 1943, me contaram que guardava 80 quilos de ouro em casa. O poder subiu-lhe à cabeça e acabou metendo-se com uma marquesa de dois nomes e três sobrenomes.
Farinacci não morreu como um leão, porque se deixou capturar. Também não morreu como um gatinho, pois encarou o pelotão de fuzilamento e gritou “viva a Itália”.
Os meus milicianos emporcalharam o fascismo. Poucos morreram no campo de batalha. Alguns aninharam-se com a elite, mas a maioria meteu-se com boquinhas. Daí a maledicência segundo a qual todos os políticos comem, mas os fascistas comiam com as mãos.
Despeço-me, sugerindo que me esqueça.
Benito Mussolini
Artigo do jornalista ElioGaspari, publicado no jornal Folha de São Paulo.

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Collor pede desculpas pelo seu ‘erronomics’

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 03 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional da Educação Ambiental’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Profissional de RH’.


Sequestraram toda a poupança da população acima de R$ 500,00, e tiraram todo o capital de giro das empresas aplicado em títulos públicos.
Acabaram com a inflação acabando com a Economia, um absurdo.
Nos 30 anos seguintes devemos ter pago juros reais 2% mais elevados do que o necessário, porque investidores passaram a incluir o “risco Collor”, a possibilidade de outra equipe fazer tudo de novo.
Meses depois eu entrevistei o Presidente Collor, com a jornalista Cida Damasco da [revista] Exame, e no final eu pedi para quebrar o protocolo, e lhe entreguei meu estudo “A Superestimação da Inflação”, que vocês encontram na internet.
Mostrei que a inflação iria voltar apesar do seu plano, porque no fundo o problema era outro.
– “A inflação é superestimada porque nossos economistas acreditam nos 10 x sem juros”.
Ao usarem os preços a prazo, que incluem juros e inflação futura, eles superestimam a inflação.
Quanto maior o número de meses de prazo, maior é a inflação superestimada.
Entreguei uma série de simulações numa planilha, mas as duas frases acima já eram uma síntese suficiente para levantar uma pulga atrás da orelha.
Ele pegou o estudo e agradeceu.
Não abriu, não ficou curioso, não fez nenhuma pergunta, não agradeceu.
Nunca entendi esse comportamento.
Talvez ele não quisesse demonstrar sua ignorância no assunto.
Mas ele era o Presidente, não precisava saber de tudo, bastava ouvir quem sabia de algo específico.
Foi o mais próximo que eu já cheguei a corrigir esse erro, que aponto há mais de 40 anos, e que continua até hoje.
Continuam incluindo preços a prazo do varejo, do atacado, da indústria de transformação no índice de inflação como sendo preços do passado, quando na realidade são preços do futuro.
São preços que embutem a inflação futura, além da inflação passada que querem medir.
Cometem dupla contagem.
Por isso somos um país mal administrado e sem futuro.
Levamos mais de 40 anos para resolver nossos verdadeiros problemas, como esse da Superestimação da Inflação, ainda não resolvido.
Do guru brasileiro em administração, Stephen Kanitz. Publicado em blog.kanitz.com.br

Com o dinheiro dos outros
Deu no site Poder360: “Mais de R$ 2 bilhões destinados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral, já estão com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para serem distribuídos entre os partidos políticos. O dinheiro deverá ser empregado pelos partidos no financiamento de suas campanhas nas eleições municipais de 2020.
O TSE tem agora 15 dias para divulgar o valor a que cada legenda terá direito. A Corte Eleitoral já iniciou os cálculos para saber quanto cada partido receberá”.
Sem querer ser do contra: parece coisa de país rico, né não?

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Os 10 mais ricos do Brasil

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 02 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional do Pólen’.


A prestigiosa e conhecida revista Forbes listou as 10 pessoas mais ricas do Brasil em 2020:
10 – André Esteves         2,9 bilhões      BTG Pactual
09 – Miguel Krisner         3,4 bilhões      O Boticário
08 – Dulce Pugliesi          3,5 bilhões      Amil/Dasa
07 – Luciano Hang           3,6 bilhões      Havan
06 – Alexandre Behring    4,3 bilhões      3G Capital
05 – Beto Sicupira           4,8 bilhões       3G Capital
04 – Marcel Telles          6,5 bilhões       3G Capital
03 – Eduardo Saverin      9,5 bilhões       ex-Facebook
02 – Jorge Paulo Leman  10,4 bilhões      3G Capital
01 – Joseph Safra           19,9 bilhões      Banco Safra
Detalhe: os valores acima estão em dólares.

‘Coronavaucher’
Da coluna de Lauro Jardim, n’O Globo: “O Ministério da Economia já decidiu que o auxílio emergencial, cuja última parcela de R$ 600 será paga na segunda quinzena deste mês, será estendido.
Poucas coisas além disso estão definidas em relação ao coronavoucher, sobretudo as duas que mais interessam ao trabalhador: até quando o governo vai pagar o auxílio e qual o valor.
Paulo Guedes tem dito reservadamente a interlocutores que pagar até dezembro não há como. O Tesouro não tem caixa. Os três meses de R$ 600 significam R$ 59 bilhões, o dobro do que o Bolsa Família custa por ano.
A equipe econômica trabalha com três possibilidades: mais uma parcela de R$ 600 ou duas de R$ 300 ou três de R$ 200”.

'O Brasil precisa do Bolsa Ignaro'
“Já contávamos com o Bolsa Família, meritório projeto preliminarmente gestado no governo FHC, desenvolvido e consolidado no governo Lula. Hoje, diante das barbaridades vocabulares, sintáticas e ideológicas perpetradas na reunião ministerial do dia 22 de abril, que tal, evocando a comiseração divina (‘Deus acima de todos’), dar à turma uma chance de redenção?
O governo, valendo-se da circunstância de que toda a imprensa está concentrada nos gravíssimos e mal administrados problemas decorrentes do coronavírus, poderia aproveitar a ocasião para dar um golpe na ignorância e nos atentados ao bom senso e à língua portuguesa, reiteradamente praticados, em efeito manada, por várias autoridades.Para tanto, prescrevendo aos gestores do Executivo, sem contraindicação, doses maciças de gramatiquina, bastaria ao governo matricular muitos de seus assessores e ministros em nova modalidade de assistência e de socorro emergencial, com relevante função pública: o Bolsa Ignaro”.
De Antonio Carlos Secchin, ensaísta e crítico literário, membro da ABL, em O Globo, coluna de Anselmo Gois.

Oráculo
“Os olhos são inúteis se a mente é cega”.
Do escritor Oscar Wilde (1854-1900)

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Quando ele tiver de se explicar

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 29 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial da Energia’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Geógrafo’; e
- A data também é de celebração do ‘Dia do Estatístico’.


Um dia, diante do tribunal, Bolsonaro não poderá dizer ‘caso encerrado’!
No dia ainda incerto, mas infalível, em que Jair Bolsonaro se sentar no banco dos réus, veremos se usará a tática a que se habituou no poder para se impor numa discussão - silenciar seus interlocutores cortando-lhes a palavra e repetindo aos gritos seus bordões, como “Chance zero!”, “Ponto final!”, “Caso encerrado!”, “Próxima pergunta!”, “O recado está dado!”, “Cala a boca!” e “E daí?”.
A Justiça não se contentará com uma argumentação tão lacônica. Bolsonaro terá de responder extensivamente sobre os episódios em que violou a Constituição, estuprou as instituições, acusou sem provas, jogou o povo contra o Congresso e o STF, botou órgãos de Estado a seu serviço, encobriu sujeiras dos filhos e dos asseclas, mentiu compulsivamente, agrediu minorias e promoveu o desmoronamento da nação com seu ministério de celerados. O crime de mandar os humildes para a morte, exortando-os a sair de casa em plena pandemia, talvez tenha de ser julgado por um tribunal com sede na Holanda.
Será fascinante seguir Bolsonaro pela TV, defendendo-se no julgamento com seu vocabulário indigente, português estropiado, expressões chulas, sotaque caipira, estoque de palavrões e abuso de taoquêis. E mais ainda porque, apesar de velho político, ele nunca fora contestado para valer —como deputado de quinta, ninguém perdia tempo com ele e, presidente, achava-se poderoso demais para discutir.
Condenado em várias instâncias, mas à espera de que se esgotem os recursos, Bolsonaro, como ex-presidente, deverá ter direito a uma sala de Estado Maior num quartel da Polícia Federal.
Talvez, então, ele já terá sido abandonado por seus seguidores. Aqueles que, nos áureos tempos, exerciam em seus ataques aos opositores um laconismo igual ao do chefe: “Lixo!”, “Chega de mimimi!”, “Simples assim!”, “Entendeu ou quer que desenhe?” e “Aceitem que dói menos!”.
Do jornalista e escritor Ruy Castro, na Folha de São Paulo.

Os dias difíceis de Luciano Hang [o dono da Havan]
Vive dias difíceis o empresário bolsonarista Luciano Hang, alvo da operação da Polícia Federal contra financiadores de fakenews.
Há duas semanas, o dono da Havan foi condenado por publicar mentiras contra o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel. Terá que se retratar e pagar indenização de R$ 20,9 mil.
Depois disso, a divulgação da reunião ministerial de 22 de abril escancarou a influência de Hang no governo.
Na gravação, o presidente Jair Bolsonaro acusa o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de ter paralisado uma obra do empresário após encontrar "cocô petrificado de índio".
Na verdade, quem recomendou a paralisação da obra foi uma consultoria privada contratada pela Havan. Mesmo assim, Bolsonaro mandou demitir a então presidente do Iphan, Kátia Bogéa.
Hang também tem sofrido derrotas na Justiça de São Paulo, onde tenta reabrir suas lojas antes do fim da quarentena [vendendo feijão, inclusive].
Do jornalista Bernardo Mello Franco, em O Globo.

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Fala que eu te escuto

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 28 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional pela Saúde das Mulheres’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Ceramista’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia do Hambúrguer’.

“Seu único propósito, agora e no futuro previsível, é agarrar-se à faixa presidencial, ao custo de cada uma de suas promessas de saneamento da política nacional. E que fique claro: a esta altura, não se trata mais de vender cargos em troca de votos para aprovar matérias de seu interesse. Ou seja, não é governabilidade que o presidente procura, pois esta já não existe mais, e mesmo que existisse, Bolsonaro não saberia o que fazer com ela. Para Bolsonaro, trata-se, simplesmente, de ter um lote suficiente de votos para não ser cassado num processo de impeachment”.
Editorial do jornal ‘O Estado de São Paulo’ na última terça-feira (26).
Comentário: o governo Bolsonaro – como já enunciado aqui – terminou no dia 24 de abril passado. Interessa ao presidente, por ora, arrebanhar – não importa como – os votos de pelo menos 172 parlamentares, de modo a não permitir a formação da maioria de 2/3 de deputados que o julgariam num provável processo de impedimento.

Perguntar não ofende
Haja vista os desdobramentos após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril passado, cabe a pergunta que não quer calar: Abraham Weintraub ainda está ministro?
Em tempo: há quem diga que o ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo, só não teve a  mesma sorte de Weintraub – ainda ministro da ‘Educassão’ – porque a parte de suas falas no vídeo foi mantida em sigilo pelo decano do STF, ministro Celso de Mello.

Perguntar não ofende (2)
E a entrada do Brasil na OCDE, hein? Alguém aí ainda acredita que: 1. depois da saída de Sergio Moro do governo; 2. após a divulgação do vídeo daquela fatídica reunião dita ministerial; e 3. o fato de o presidente se manter  irredutivelmente  negacionista  ante a pandemia da Covid-19, ainda tenhamos alguma chance de entrar para o ‘clube dos países ricos’?
Pior: a ONG Transparência Internacional suspeita que Bolsonaro esteja usando a PF com o objetivo de perseguir inimigos políticos (vide caso do governador carioca Wilson Witzel).
O Brasil terá alguma chance de entrar para a OCDE quando Bolsonaro se tornar para o Brasil o mesmo que José Sarney.

Nada é tão ruim que não possa piorar
Modelos matemáticos da Universidade de Washington ‘preveem mais de 125 mil mortes por Covid-19 no Brasil até agosto’ e ‘que o pico de mortes diárias no Brasil [acontecerá] em 13 de julho, com 1.526 óbitos em 24 horas’.
Segundo o Banco Central, em abril tivemos o pior resultado em investimentos diretos no país em 25 anos, noves fora a fuga de capitais. Em tempos de pandemia, o grande capital corre para o centro do mundo, né?

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A 'ameaça existencial' era outra

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 27 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia do Profissional Liberal’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional da Mata Atlântica’; e
- A data também é de celebração do ‘Dia do Serviço de Saúde do Exército’.


Peço ao leitor que volte a janeiro deste ano. Não parece, mas só passaram quatro meses. Em janeiro, ainda desfrutávamos uma sensação ingênua de segurança, um otimismo com o ano que começava. Tomávamos como garantida a possibilidade de ir a festas ou restaurantes. E ainda achávamos que o aquecimento global era a nossa maior “ameaça existencial”, como a imprensa estrangeira repetia toda semana.
De fato, sofríamos uma ameaça terrível, mas era outra.
Os intelectuais, os planejadores benevolentes, os representantes chiques da sociedade civil e os líderes políticos passaram os últimos quinze anos discutindo a mudança climática. Gastaram milhões só com passagens e estadias de suas comitivas em conferências do clima. Anunciavam medidas para evitar possíveis tragédias que o aquecimento global causaria em questão de décadas. Sem perceber que uma epidemia os empurraria para o abismo em questão de semanas.
Janeiro de 2020 – o equívoco atingiu o pico em Davos, durante a reunião do Fórum Econômico Mundial, entre 20 e 24 daquele mês. O historiador britânico Niall Ferguson participou do evento logo depois de voltar de viagens a Singapura, Taiwan e Hong Kong, onde a epidemia já recebia a devida atenção. “Foi uma ocasião surreal”, disse ele numa entrevista. “O único tema dos debates era aquecimento global e Greta Thunberg. Quando eu alertava sobre o coronavírus, as pessoas me olhavam estranho, me achando mais excêntrico que o habitual.”
O Fórum Econômico recebeu até mesmo representantes de Wuhan, a cidade chinesa onde a epidemia começou, que participaram de conversas sobre… mudança climática.
No dia 15 de janeiro, o Fórum de Davos publicou seu Relatório Global de Riscos. Listou o que considerava as cinco maiores ameaças da próxima década: (1) desastres naturais, (2) mudança climática, (3) impactos humanos no meio ambiente, (4) perda de biodiversidade e (5) terremotos ou tsunamis. Nenhuma linha sobre vírus ou epidemias. (...)
Ainda assim, não dá para dizer faltaram avisos. Bill Gates foi um dos que alertaram. Em palestra de 2015, ele foi preciso: “o maior risco de uma catástrofe global tem esta aparência”, disse ele diante da imagem de um coronavírus. “Se alguma coisa vai matar mais de 10 milhões de pessoas nas próximas décadas, o mais provável é que seja um vírus altamente infeccioso.”
Imagine se tivéssemos dedicado à prevenção de epidemias só 10% do tempo e do dinheiro gastos com aquecimento global. Se os governos tivessem investido em hospitais o que gastaram em comitivas de conferências climáticas ou em projetos de mudança da matriz energética. Talvez não fosse o suficiente para evitar a pandemia, mas sim, é claro que estaríamos numa situação melhor.
Passamos anos espiando pela janela assustados, tentando flagrar o momento em que a ameaça existencial surgiria do outro lado da rua. Ela nos surpreendeu em forma de vírus já dentro de casa.
Do jornalista e escritor Leandro Narloch, na revista digital ‘Crusoé’.

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Como previsto: Lula encolheu

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 26 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Bombeiro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Combate ao Glaucoma’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Revendedor Lotérico’.
- Os católicos comemoram hoje o ‘Dia de Nossa Senhora de Caravaggio’.


Muita gente já havia previsto o fenômeno: politicamente, o ex-presidente Lula valia mais preso do que solto.
Aos olhos da opinião pública digital ao menos, isso ficou claro ontem.
Lula, tido e havido como notória raposa política e comunicador insuperável, deu uma tremenda escorregada durante mais uma entrevista à imprensa amiga ("Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus", disse, a pretexto de reforçar seus argumentos contra o "neoliberalismo" e na defesa do papel do Estado na condução do país).
Em outros tempos, a fala do ex-presidente renderia um embate sangrento nas redes, com petistas e antipetistas se esfaqueando virtualmente no Twitter e no Facebook para defender e atacar aquele que foi, em tempos recentes, o maior ícone da esquerda brasileira.
Mas o que se viu foi bem diferente.
Até as 19h de ontem, o desembarque de Regina Duarte do governo e o adiamento do Enem superavam em duas vezes o número de mensagens - contra e a favor — associadas a Lula no Twitter.
No dia em que deixou a sala que ocupou por 580 dias na sede da Polícia Federal em Curitiba, o petista foi citado em 3 milhões de tuítes. Ontem, foram 241 mil. O ex-presidente Lula, resumiu o diretor da Bites, Manoel Fernandes, "perdeu parte da sua capacidade de despertar paixões".
No ano que vem, fará dez anos que Lula deixou a Presidência.
O distanciamento temporal é suficiente para explicar a diminuição da influência do petista no cenário político?
Talvez.
O fato é que a liderança no campo da esquerda está vaga.
Lula perdeu a cadeira cativa. E ninguém ainda ocupou o seu lugar.
Artigo da jornalista e escritora Thays Oyama publicado no portal UOL.
Detalhe: Thays Oyama é autora do livro ‘Tormenta – O Governo Bolsonaro: Crises, intrigas e segredos’.

Reuniões
Na última quinta-feira (21) o presidente da República teve uma  reunião  por videoconferência com os governadores; e na sexta-feira, 22, o ministro do STF retirou o sigilo da reunião havida um mês antes, qual seja, o dia 22 de abril – que mostrou o quão republicana é a equipe de governo atual.
Ambas reuniões mostraram dois tipos de convivência bem distintos: a da quinta-feira trazia, ao menos para este signatário, prenúncio de muita baixaria – o que absolutamente não ocorreu. A outra, da qual jamais se esperaria tamanha descompostura, mostrou-se um espetáculo triste e deprimente.
Um detalhe muito lembrado da reunião de 22 de abril: muito pouco ou quase nada se falou acerca de uma das maiores pandemias globais de que se tem notícia. Sinal muito claro de que a equipe atual de governo não tem e não terá condições de nos guiar no pós-pandemia.

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Fala que eu te escuto

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 22 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional da Biodiversidade’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Apicultor’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Abraço’.


“Não quero que as pessoas venham aqui e infectem o nosso povo”.
Do presidente americano Donald Trump, amigão de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro. Ao se pronunciar desta forma, Trump se referia à possibilidade de proibir em seu país os voos provenientes do Brasil.
Comentário: vamos combinar que a frase de Trump provoca na gente o que se convencionou chamar de vergonha alheia, né? Para quem não entendeu: Bolsonaro já afirmou que Trump é seu ídolo, já afirmou que a família do presidente americano é amiga da sua e já perdemos as contas de quantas vezes vimos o presidente Jair Bolsonaro subir a rampa do Planalto empunhando a bandeira americana - um fiasco de proporções incomensuráveis! - por ocasião dos protestos que os entendidos dizem ser inconstitucionais.

Bye, bye, Brazil
Tomara os generais que abraçaram o governo Bolsonaro estejam certos. Pois há uma reputação que está em jogo, a das Forças Armadas. Caso este governo sucumba, será grande a responsabilidade a ser debitada aos militares em razão de alguns poucos que optaram por trabalhar no governo. E a chance de dar errado está aumentando; cadáveres também ‘falam’...
Pior: além da crise sanitária, da crise política -e talvez institucional (que alguns dizem ser o sonho do presidente)- vem aí, segundo vários especialistas, a recessão (ou depressão?) econômica que fará com que a última (a de Dilma Rousseff, do triênio 2014/2016) pareça café pequeno.

Contramão
Com o perdão do clichê surrado e repetido à exaustão: a cidade de Brasília é um lugar em que pessoas e outras coisas vivem numa realidade paralela. Somente com este clichê se poderia explicar a intenção de autoridades - tidas como representantes do povo, os parlamentares – para terem a brilhante ideia de propor, no meio de uma pandemia horrorosa como esta da Covid-19, a instalação de tribunais cujas iniciativas já foram barradas em 2013 (os TRFs, ou tribunais regionais federais) e de cassinos no Brasil.

Contramão (2)
Mas não é só isso: há um sem-número de denúncias Brasil afora dando conta de superfaturamento na aquisição de equipamentos hospitalares para combate ao novo coronavírus; há denúncia de reajustes para magistrados no estado do Pará e reajuste salarial para funcionalismo em Mato Grosso. Então não é só em Brasília que a realidade paralela está dando as caras, não é?

Contramão (3)
Só que, como se sabe, assombração sabe onde, quando e pra quem vai aparecer. Na verdade, a movimentação se vale do foco na pandemia para criar tais despesas desnecessárias: descabidas e com poucas justificativas plausíveis. Tem a ver com um tipo de aposta que o pessoal da realidade paralela faz há décadas: na desinformação do contribuinte.

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Há dois anos

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 21 de maio de 2020, é celebrado o ‘Dia da Língua Nacional’;
- Nesta data, em1904, foi fundada a “FédérationInternacionale de Football Association”, a FIFA, em Paris.


‘A greve dos caminhoneiros no Brasil, [ocorrida] em 2018, também chamada de Crise do Diesel, foi uma paralisação de caminhoneiros autônomos com extensão nacional iniciada no dia 21 de maio, no Brasil, durante o governo de Michel Temer, e terminou oficialmente no dia 30 de maio, com a intervenção de forças do Exército Brasileiro e Polícia Rodoviária Federal para desbloquear as rodovias’.

Barraco
Está marcada para a manhã de hoje uma reunião por videoconferência entre o presidente Bolsonaro e os 27 governadores. A pauta  da  reunião é a discussão ‘da sanção presidencial – ou vetos – de alguns dos artigos do projeto de lei que tratará do socorro federal a estados e municípios durante a pandemia da Covid-19’.
Uma certeza: haverá muitíssimo mais produção de calor que propriamente de luz. É inegável que até a presente data o foco tem sido muito mais o aspecto político ideológico da questão que as providências para o combate dos problemas surgidos com a chegada do novo coronavírus.

Sintomático
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, o doutor Antônio Barra Torres está contaminado pela Covid-19 (em março último o doutor estava ao lado de Bolsonaro num dos atos realizados em Brasília por apoiadores do presidente).
Na semana em que o Brasil encontra-se sem um ministro da Saúde pra chamar de seu, quebramos um triste e infeliz recorde de mortes num só dia pela pandemia do novo coronavírus: 1179 pessoas vieram a óbito de segunda (18) para terça-feira (19).

Sintomático (2)
Foi a primeira vez que o Brasil apresentou um número superior a mil em mortes num só dia. E agora o País já deve contar com mais de 18 mil mortos. É só mais uma conta a se somar aos problemas com o STF, que investiga o vídeo da reunião do dia 22 de abril, em que se falou do ‘comunavírus’, em que um ministro de Estado falou em mandar prender todos os integrantes do STF e outra queria a prisão para governadores e prefeitos de oposição; é só mais uma conta a ser juntada às denúncias do empresário e ex-amigo da família Bolsonaro Paulo Marinho (que denunciou uma operação da PF, Furna da Onça, a qual atingiria em cheio o filho ‘zero um’ – Flávio Bolsonaro – do presidente da República).

Sintomático (3)
Já houve quem dissesse que o advento da pandemia da Covid-19 abalou a performance do governo de turno. Pode até ser, mas a indiferença do presidente com as mortes faz a tese perder força. Tem mais: seu perfil desestabilizador afasta qualquer possibilidade de harmonia, qualquer que seja. Assim sendo, a pandemia é só o maior dos ingredientes a justificar o desgoverno de Jair Bolsonaro.

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